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Religião

Avisos e Liturgia do 29º Domingo Comum (Ano C)

a)      Nos Domingos anteriores, meditámos em questões muito importantes e fundamentais para as nossas comunidades paroquiais: a fé, a gratuidade e a gratidão. Hoje, temos um tema que se integra muito bem neste conjunto: a nossa oração. O que é rezar? Devemos pedir a Deus aquilo que Ele já sabe? Devemos só pedir a satisfação das nossas necessidades, como o fizeram os dez leprosos do pretérito domingo, ou reclamar justiça como a viúva deste Domingo? Porventura, a oração não deverá ser, como reflectimos nestes últimos Domingos, a expressão profunda da nossa fé, ou do nosso desejo de que o Reino de Deus se instaure definitivamente entre nós? Será que basta somente aceitar livre, grata e serenamente a vida e o amor que Deus nos concede? Apesar de tantas questões, tenhamos em conta o seguinte: a nossa oração é eficaz? Serve para alguma coisa? Alguém ouve as nossas orações? Será que sabemos o que devemos pedir na oração? Quantas vezes dirigimos a nossa prece a Deus somente com as nossas necessidades individuais, os nossos pequenos problemas? Quantas vezes as nossas orações não são mais que uma apresentação encoberta dos nossos egoísmos?

 

b)      A parábola deste Domingo centra-se na fé, na confiança e na persistência daquela viúva que espera convicta de que alcançará a justiça a que tinha direito. Este deve ser o sentido da nossa oração. Não precisamos de recordar a Deus o que Ele tem de fazer, mas confirmar a nossa fé e a nossa esperança de que o seu projecto (a sua justiça) se concretizará. Por isso, rezamos. Rezamos não para que Deus se recorde de nós, mas para que nós não esqueçamos o que Ele quer fazer através de nós. Por isso, não podemos ter uma visão “pobre” da oração, afirmando que rezar é somente pedir. Rezar é recordar. Por isso, devemos fazer “sempre” e “sem desanimar”. No evangelho deste domingo, Jesus une a oração à fé e questiona-se no fim do texto se no futuro haverá gente que reze: “quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?

20-10-2019

c)       Mas, há algo muito importante a não esquecer. Hoje, como sempre, no evangelho, Jesus não apresenta Deus como um juiz sem dó nem piedade, mas como um Pai. Deus é o oposto do juiz que adia as decisões por preguiça e por negligência. Deus está sempre pronto para fazer justiça aos seus eleitos. Deus não é um juiz que procede, porque acredita na causa justa, mas porque deseja uma vida tranquila. A justiça de Deus não é a justiça limitada dos homens, mas é amor. Concluindo: Jesus convida-nos a viver por amor e não por justiça. O conselho de Jesus, expresso no evangelho deste domingo, é “orar sempre sem desanimar”.

 

d)      Às nossas comunidades cristãs que se reúnem ao Domingo para rezar na celebração da Eucaristia, é conveniente recordar a importância da oração em comunidade. Pode servir de exemplo a imagem de Moisés, na primeira leitura, despojando-a de toda a conotação bélica. Moisés, no cimo do monte, já não aguentava os braços levantados para Deus, devido ao cansaço e à idade. Aarão e Hur tiveram que lhe segurar as mãos. Se retirarmos o contexto da batalha ou se falarmos das imensas batalhas que temos com o nosso mundo (e não com alguém que queremos aniquilar), é uma bela imagem daquilo que poderemos fazer em comunidade, ou seja, ajudando-nos uns aos outros também ajudar-nos-emos nas nossas orações. Assim, não há uma verdadeira oração sem amor, sem os outros, sem a comunidade.

 

e)       Ao falarmos da oração, não podemos esquecer que deve ser acompanhada pelo testemunho da fé que todos somos convidados a dar nas nossas comunidades. A oração deve ser sempre acompanhada do nosso gesto solidário e comprometido.

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Ano C - Tempo Comum - 29º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 28º Domingo Comum (Ano C)

a)      No Domingo passado, os discípulos fizeram um pedido a Jesus: “Aumenta a nossa fé”. Este pedido foi precedido por duas parábolas: a do administrador desonesto e a do pobre Lázaro e do rico avarento. Como resposta ao pedido dos discípulos, Jesus afirma que a fé não está relacionada com a quantidade material mas com a qualidade, ou seja, com a sua gratuidade e confiança que se manifesta no serviço e entrega aos irmãos. Neste domingo encontramos uma continuidade temática. Não temos uma parábola nem um diálogo com os discípulos, mas a narração de uma acção, de um milagre: a cura dos dez leprosos, indo Jesus a caminho de Jerusalém. Todos os leprosos ficaram curados. De seguida, puseram-se a caminho de Jerusalém ao encontro dos sacerdotes, mas só um, que era samaritano, voltou atrás para agradecer a Jesus a sua cura.

 

b)      Neste Domingo, ao tema da fé (explicada nos domingos anteriores) junta-se o tema da gratidão. Que diferença existe entre os nove leprosos que se apresentaram diante dos sacerdotes, cumprindo a ordem de Jesus, com o outro que regressou para agradecer? Não há dúvida que todos foram curados e salvos. Mas só um coloca a sua esperança na confiança e na gratidão e não fica somente na legalização da sua situação (necessidade de se purificar no Templo). Os nove leprosos foram curados por necessidade, porque Deus não é insensível às nossas necessidades, mas o leproso samaritano, como diz Jesus, foi salvo pela sua fé. É esta fé que leva o leproso Naamã, general sírio, a banhar-se no rio Jordão, cumprindo, assim, uma ordem do profeta Eliseu para ficar curado e purificado da sua doença. Na Síria, ele tinha rios com água de qualidade superior, mas a sua fé não residia num rio mas na palavra do profeta, homem de Deus. Por isso, quando se vê curado, regressa a casa de Eliseu, não só para se mostrar curado mas também para reconhecer que não há outro Deus senão o de Israel que se manifesta através do profeta e da sua palavra. Eliseu não aceita qualquer presente de Naamã. Então, o general sírio pede-lhe um pouco de terra daquele país para adorar o Deus de Israel. Este sírio e o samaritano do evangelho descobriram de onde lhes veio a salvação e foram capazes de agradecer.

13-10-2019

c)       Os leprosos da Palavra de Deus deste Domingo representam-nos, porque quando na vida tudo nos corre bem, muitas vezes, esquecemos Deus. Convencemo-nos que tudo o que fazemos deve-se somente ao nosso esforço, ao nosso trabalho e às nossas capacidades. Mas, quando chegam as dificuldades, dizemos: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós”. Nos momentos de aflição, sabemos clamar ao único que nos pode atender e salvar. E tantas vezes, ultrapassadas as dificuldades, nos esquecemos de agradecer, como se tudo fosse somente fruto do nosso esforço. De facto, nas nossas celebrações eucarísticas, elevamos sempre a Deus as duas petições. No início, dizemos: “Senhor, tende piedade de nós”; e antes do Prefácio: “Dêmos graças ao Senhor, nosso Deus. É nosso dever, é nossa salvação”. De seguida, o texto do Prefácio acrescenta: “Senhor, Pai Santo…, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte”. Nunca esqueçamos que estes dois pedidos são sempre necessários. São o grito dos leprosos e o grito do samaritano que ficou curado.

 

d)      Seria bom recordar às pessoas que nas nossas celebrações “não estamos todos”. Não estão todos os cristãos da nossa cidade, vila ou aldeia. Somos uma pequena percentagem, somos os representantes de tantos irmãos que foram curados e salvos pelo Senhor, mas só nós regressámos para dar graças a Deus. Dêmos graças a Deus também por eles. Não pensemos que os nossos irmãos que não vêm às nossas celebrações são piores que nós; eles cumprem as suas obrigações, seguindo o ritmo, os usos e costumes da sociedade moderna, como acontecia com tantos no tempo de Jesus que seguiam a cultura judaica. Deus também tem compaixão deles e é sensível às suas necessidades. A nós que aqui e agora Lhe agradecemos, Jesus diz-nos: “Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou”. Procuremos a salvação pelo caminho da gratidão, ou seja, pelo caminho da fé.

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Ano C - Tempo Comum - 28º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 27ºDomingo Comum (Ano C)

a)      Ao preparar a celebração deste Domingo, deveremos ter em conta alguns aspectos importantes. O primeiro aspecto a ter em conta é o momento presente. Neste domingo, já terminou o tempo de Verão e o ano escolar já começou. Por isso, é tempo para pôr mãos à obra: avaliar as acções do passado e elaborar o plano de actividades do novo ano pastoral. No momento da Oração dos Fiéis como também na homilia, deveria haver uma referência ao início do ano pastoral, pedindo ao Senhor a sua ajuda, para que tenhamos “uma boa colheita”.

b)      O segundo aspecto a ter em conta é mais psicológico e tem a ver com o momento anímico das nossas comunidades paroquiais. Aqui, podemos encontrar de tudo: pessoas cheias de entusiasmo e pessoas abatidas e desanimadas. Não podemos esquecer que as nossas celebrações devem acompanhar os ritmos das pessoas. Há necessidade, então de elaborar objectivos para com elas serem concretizados. Também não podemos esquecer que devemos ser “catequéticos”, ou seja, devemos animar os abatidos, os deprimidos e todos aqueles que estejam a passar por momentos difíceis na vida. É esta a ocasião de motivar a comunidade a iniciar um novo ano pastoral com entusiasmo e com esperança.

c)       Um terceiro aspecto a ter em conta é situar os textos bíblicos na actualidade, sobretudo aqueles que têm mais continuidade, domingo a domingo, ou seja, a 2ª leitura e o evangelho. É muito importante salientar a unidade temática entre a 1ª leitura e o evangelho. Com o tempo, deveríamos fazer com as pessoas que regularmente celebram a Eucaristia Dominical como que uma espécie de curso bíblico, sem menosprezar os que são menos assíduos.

06-10-2019

d)      Neste Domingo, na segunda leitura, iniciamos a proclamação da segunda carta de S. Paulo a Timóteo (no domingo passado, terminámos a leitura da primeira carta que foi feita em três Domingos). Esta carta será lida em quatro Domingos. Trata-se não só de uma carta pessoal, escrita na prisão e no fim da vida de S. Paulo, mas também de uma carta especificamente “pastoral”, com a preocupação de animar Timóteo, que era como que um “filho espiritual” de Paulo, para que ele oriente com fidelidade a comunidade de Éfeso. Os conselhos que Paulo dá a Timóteo são também para nós e para as nossas comunidades paroquiais que reiniciam as suas actividades. Para Paulo, a fidelidade é a “energia” da fé para “dar testemunho” em todos os momentos, especialmente nas dificuldades e nas provações. Esta ideia tem de ser bem assimilada por todos. Porventura, não será importante ter consciência de que o “Espírito Santo habita em nós”? Não trabalhamos com receio de Deus, mas com a energia do Espírito Santo. Esta é uma ideia chave na teologia Paulina.

e)       Sobre a fidelidade e a confiança nos momentos difíceis, fala-nos a primeira leitura do profeta Habacuc. É um belo diálogo entre o profeta e Deus em momentos críticos, nos quais o povo sentia-se abandonado. Deus recorda-nos que a vitória há-de vir pela fidelidade e pela paciência. Este texto do Antigo Testamento é uma boa introdução para o evangelho. Os discípulos pedem a Jesus que lhes aumente a sua fé, mas Ele recorda que a fé não é algo que esteja relacionado com a quantidade, mas com a qualidade. O humilde, o mais pequeno (o grão de mostarda), pode ser mais importante que aquele que tem mais protagonismo (a amoreira plantada no mar). O evangelho faz-nos ver as coisas da vida de outra maneira, como o criado que faz o seu trabalho, não porque lhe pagam ou é mandado, mas porque é sua obrigação e seu dever. Esta é a gratuidade da fé. Assim, Jesus diz-nos que a fé só pode ser aumentada com o serviço gratuito aos outros. Confiando e não esperando uma gratificação (por muito merecida que seja). Neste início de ano pastoral, é fundamental deixar bem claro à paróquia que não se trata de fazer um amontoado de actividades, mas de valorizar ainda mais o que fazemos. Aumentar em qualidade e não em quantidade.

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 Ano C - Tempo Comum - 27º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 26ºDomingo Comum (Ano C)

a)      Como nos Domingos passados, a liturgia de hoje tem uma “tonalidade” dupla: por um lado, sentir que na nossa vida e na nossa fé devemos saber escolher; por outro lado, sentir que esta opção livremente escolhida tem consequências, ou seja, supõe uma mudança de comportamento, uma conversão.

 

b)      Tudo isto que acabámos de afirmar enquadra-se muito bem no episódio do pobre Lázaro e do rico com todas as imagens que ilustravam, no tempo de Jesus, a vida para além da morte. Os seres humanos utilizam imagens que ilustram uma realidade que não têm acesso, ou que não conseguem explicar racionalmente. Isto acontece quando nos referimos ao céu ou ao inferno; usamos imagens para falar mais sobre um estado do que um lugar concreto. Mais do que as imagens e algumas “fantasias”, o mais importante é a fé na confiança, na palavra e na experiência de Jesus. Acreditamos, esperamos e queremos que o caminho de Jesus é e continue a ser o nosso, que a vida é única, quer seja aqui na terra como para além da morte.

 

c)       Um aspecto que se destaca neste domingo, mais que as imagens e as “fantasias” é a unidade em que consiste a nossa existência; como as nossas opções e decisões vão conformando uma unidade e têm as suas repercussões. A vida do rico baseia-se em determinadas opções, em determinadas palavras, atitudes e gestos que o levam a viver e a relacionar-se com os outros de uma maneira específica e determinada. Tudo isto modela a sua vida presente e as consequências que daí advêm; consequências que vão para além da morte, porque a pessoa é uma unidade, antes e depois da morte. O chamamento de Jesus supõe uma mudança de opções e de vida (um convite concreto à conversão). Quando este convite é aceite, marca profundamente a unidade de toda a existência humana.

29-09-2019

d)      Paralelamente a esta unidade da existência, segue um tema sempre presente ao longo da Bíblia e que hoje continua actual: a retribuição do justo. Será recordado aquele que sofreu e que não recebeu qualquer reconhecimento nem recompensa nesta vida? Lendo o fragmento evangélico, damos conta que a resposta definitiva não está nas nossas mãos, ultrapassa as nossas possibilidades e a nossa imaginação. A última palavra está nas mãos de Deus, uma palavra que responderá à unidade da nossa vida e ao olhar amoroso de Deus.

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Ano C - Tempo Comum - 26º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 25ºDomingo Comum (Ano C)

a)      De vez em quando, aparecem vozes nos meios de comunicação social que falam das crenças das pessoas e como elas são vividas. Habitualmente, fala-se disto, valorizando a liberdade: cada um tem o direito de acreditar no que quiser, quer ao nível do pensamento, quer ao nível das crenças religiosas. Muitas vezes acontece que a expressão do pensamento ou das crenças religiosas fica no âmbito pessoal, porque não se adequa ou encaixa na expressão social. Esta maneira de pensar traz uma dificuldade: considerar a fé somente numa dimensão pessoal e social e que facilmente se enquadra num âmbito privado e com fronteiras delimitadas. Esta visão não é compatível com a nossa fé, porque, se é autêntica, queremos vivê-la em toda a sua plenitude, toca o mais profundo de cada pessoa e da sociedade, ou seja, todas as dimensões da vida da pessoa e da sociedade. A proposta do Evangelho é global e destina-se a todos. A liturgia deste domingo põe sobre a mesa o tema do dinheiro que tem uma dimensão social muito grande. Por exemplo, muitas notícias começam ou terminam tendo em conta o dinheiro já gasto ou a gastar, ou seja, é uma realidade complexa que tem evidentes repercussões pessoais e sociais. Ajudar os cristãos a reflectir e a ser conscientes de todas as dimensões da existência – tanto sociais como pessoais – e a importância que a fé tem nas mesmas, é uma tarefa muito importante e necessária neste contexto complexo actual.

22-09-2019

b)      A nossa vida está cheia de oportunidades e de opções em busca da plena realização e da felicidade. A dificuldade reside é saber optar bem, para além das simples aparências e das felicidades passageiras. A nossa sociedade não é muito diferente da do tempo de Jesus. Por isso, continuam a ser actuais e importantes as palavras de Jesus: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. A opção pela fé continua a ser um mistério: um mistério que nasce da relação entre a graça divina e a nossa livre vontade e decisão. A fé é uma oferta que recebemos continuamente de Deus: não provém das nossas prestações, nem das nossas capacidades, nem dos nossos méritos. Mas pede a colaboração e a resposta de cada um de nós, fruto de saber descobrir onde está realmente a verdadeira felicidade e optar por ela. Podemos ajudar, preparando o nosso coração e desbravando o terreno. Podemos trabalhar a terra para que possa acolher e fazer germinar a semente. Podemos zelar para que haja um “clima” favorável, com humidade e iluminação necessárias. Podemos estar atentos para desmascarar as subtis manobras de outras “divindades” que nos deslumbram com as suas propostas de “felicidade”.

 

Mas, o melhor caminho, aquele que foi decisivo para a vida de cada um, é conhecer um testemunho concreto, alguém que fala, que anuncia, que vive a fé com normalidade na sua vida, alguém que soube escolher e que conseguiu que a fé inundasse toda a sua vida, não cedendo à atracção do consumismo, do poder, da fama, das riquezas ou das realidades mundanas. Estes testemunhos vivos falam-nos da “verdade” da fé no Deus de Jesus Cristo, da “verdade” da sua proposta de vida e de felicidade.

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Ano C - Tempo Comum - 25º Domingo - Boletim Dominical

Freguesia de Figueiró da Granja apoia obras da Igreja

Foi assinado recentemente um Contrato – Programa entre a Freguesia de Figueiró da Granja representada pelo presidente Álvaro Santos e a Fábrica da Igreja Paroquial de Figueiró da Granja, representada pelo seu Presidente Padre Marco José Pais Cabral.

Este contrato vem no sentido das obras da  Igreja Matriz muito necessárias, todas as ajudas são bem-vindas e todos que quiserem contribuir podem fazê- lo, dado que todo apoio é fundamental.

Fotos: JFF

Avisos e Liturgia do 24º Domingo Comum (Ano C)

a)      Acolher os pecadores. Esta frase resume o evangelho deste Domingo. Jesus a todos acolhe como alguém muito próximo, mas tem um olhar especial para os que são, ou eram, os pecadores do seu tempo. Esta deveria ser a característica de cada cristão e de toda a comunidade cristã. O acolhimento tem de estar presente em toda a acção pastoral, sobretudo nas nossas celebrações com o cântico de entrada, com as palavras de saudação a todos que se reúnem, convocados por Deus, a quem invocamos em primeiro lugar e também no fim da celebração. Este acolhimento, bem como as palavras que o constituem, deve ter em conta a realidade das pessoas: um momento de crise, de dificuldade, de ansiedade, de alegria. Todavia, será necessário muita prudência para com as pessoas que não conhecemos muito bem; as nossas palavras poderão produzir um efeito contrário.

b)      Em cada uma das nossas celebrações, temos a oportunidade de reconhecer com verdade e arrependimento o nosso pecado e pedir a Deus o devido perdão. Os textos litúrgicos deste Domingo convidam-nos a preparar melhor esta parte da celebração, salientando o acolhimento que Jesus faz aos pecadores e que toda a Igreja e cada uma das comunidades cristãs continua a viver, e também a alegria que se gera quando alguém “estava perdido e foi reencontrado”.

15-09-2019

c)       O caminho que cada homem e cada mulher vão construindo, tem como alicerce tudo aquilo que foi configurando a sua pessoa e todas as circunstâncias que constituem o seu aqui e agora. Também o caminho dos cristãos se vai configurando através destes parâmetros e pela presença da Boa Nova de Deus que Jesus nos comunicou e também pela força do Espírito Santo. Muitos pensam que as palavras do Evangelho e da Igreja constituem uma mensagem muito perfeita e acabada e esquecem-se de que a vida cristã é um caminho que se constrói a partir de cada momento, a partir de cada episódio da vida, que se pode começar a caminhar em qualquer momento, que sempre se pode mudar, que a força do Espírito Santo pode soprar e sopra quando menos se espera. Quando dermos conta que perdemos algo, há que arregaçar as mangas. Não podemos ficar somente com a alegria daquilo que, perdido, foi reencontrado, mas valorizar todo o processo realizado: descobrir que falta algo, concluir que o que falta foi perdido, tomar consciência de que é algo importante para nós, procurar o que foi perdido, usar os meios e o tempo que for necessário; depois de tudo isto, o êxito de reencontrar o que estava perdido e partilhar a alegria desta experiência vivida. O rosto de Deus que Jesus nos revelou fala de acolhimento, de perdão e de misericórdia, mas também de respeito e de paciência para com o homem. É algo que não deve ser esquecido nas nossas palavras e nas nossas acções.

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Ano C - Tempo Comum - 24º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 23º Domingo Comum (Ano C)

a)      Os discípulos de Jesus já se tinham apercebido e também expressado este sentimento comum: “estas palavras são demasiado duras”. Jesus anuncia a Boa Nova, através de palavras e de gestos, com uma firmeza e uma exigência que, por vezes, nos assusta e que nos faz procurar esclarecimentos ou interpretações, ou seja, procurar “desculpas” para adaptar a mensagem evangélica à nossa vida. Porventura não teremos medo de ajudar os outros a encontrarem-se com Deus? É evidente que já caminhámos muito no contacto directo, no conhecimento pessoal e vivencial com a Palavra de Deus, apesar de ainda estar muito por fazer. O cardeal Danneels disse esta frase: “Poucas pessoas entram em contacto com a verdade do Evangelho. Os canais de comunicação estão saturados de informações vazias, de pequenas novidades mesquinhas e escandalosas. Tudo isto procura penetrar na pessoa, apostando na curiosidade e no interesse pessoal. São raros os convites à reflexão e à meditação. Raramente se tem a oportunidade de compreender o Evangelho na sua pureza e na sua verdade”. É importante não ter medo de enfrentar a Palavra de Deus.

 

b)      Tantas vezes o evangelho não chega a muitos membros da nossa sociedade e das nossas comunidades paroquiais, ou chega sob a forma de “obrigações e de proibições” morais, ou sob a forma de afirmações dogmáticas rígidas, ou influenciado por determinadas páginas “negras” e de crise da História da Igreja. Perante isto, Danneels interroga-se: “Quem ainda pode escutar? Nestas condições, quem ainda tem acesso à Boa Nova? A casca ainda estará tão dura que não se consegue chegar ao fruto?”. A leitura da Palavra de Deus é um elemento central da nossa celebração, é a primeira das “mesas” da Eucaristia. Procurar que a sua leitura pública seja bem feita – leitores bem preparados, preparação remota e próxima daquele que irá ler, atenção ao género literário da citação, boa qualidade sonora – é um elemento central para uma vida cristã que responda verdadeiramente à proposta de Jesus. É importante velar pela formação bíblica de todos os membros da comunidade cristã, animá-los e dar-lhes subsídios para sua formação contínua. Uma formação bíblica tem que abranger todos os cristãos, desde os que têm alguma responsabilidade pastoral até àquele que aparece em algumas celebrações. Esta formação tem de encontrar na nossa celebração litúrgica uma primeira e simples expressão, mas terá que ter uma linha de continuidade.

08-09-2019
 Horários das celebrações de Missa para o fim de semana 14 e 15 de setembro:

sábado 

domingo 

14 

15 

10h30 Bapt. 

11h30 Cas. e Bapt. 

 

19h Dornelas 

9h Forninhos 

 

10h15 Queiriz 

 

11h30 PenaVerde 

 

14h30 Matança  

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ 

DOMINGO XXIV 

DO T. C. – C 

Nossa Senhora das Dores 

c)       S. Francisco de Assis afirmava: “Evangelium sine glossa”. É algo que hoje temos de fazer: o evangelho no seu estado puro, sem demasiadas notas de rodapé, sem demasiados comentários que acrescentam sempre um “mas” ao que de radical tem o texto: “Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe…Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo”. Sim, mas… Quantos ainda não deram a sua resposta de fé, porque nunca entraram em contacto directo com a mensagem original, sem filtros. Cada celebração é um momento para ajudar a “mergulhar” na originalidade da mensagem evangélica.

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Ano C - Tempo Comum - 23º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 22ºDomingo Comum (Ano C)

a)      Paulatinamente, a “normalidade” começa a ver-se no contexto social e na nossa eucaristia. As férias terminaram ou estão prestes a terminar. Como modo de acolhimento, não será inoportuno dirigir umas palavras de saudação àqueles que regressam das suas férias e também à nossa celebração e também àqueles que partem para os locais onde habitualmente residem para reiniciar um novo ano de trabalho. Este regresso à normalidade na vida da comunidade cristã e no quotidiano ajuda a valorizar tudo aquilo que se viveu nas últimas semanas: as experiências pessoais e em grupo, os lugares desconhecidos que foram visitados, as novas relações de amizade que se fizeram ou que se revigoraram e até, quem sabe, alguma má experiência. Tudo isto faz parte da nossa vida e tem que ser observado com olhos de fé e a partir da nossa fé.

 

b)      A palavra que resume a reflexão deste domingo é a humildade. É evidente que a proposta que nos é feita é exigente e pode também entrar em colisão com alguns valores, de uma forma consciente ou de uma forma subtil, a nossa sociedade nos propõe. A nossa celebração tem que ajudar a assembleia a descobrir o profundo sentido do convite que Jesus hoje nos lança, a sua importância e valor, porque por aqui passa a Sua proposta de salvação. Como é habitual, a primeira leitura do Antigo Testamento introduz-nos neste tema. Os conselhos de Ben-Sirá são muito concretos: “Filho, em todas as tuas obras procede com humildade… quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás a graça diante do Senhor”. Ao prepararmos a homilia, seria interessante descobrir que aspectos são realçados nesta leitura e como são confirmados ou corrigidos pelas palavras de Jesus no evangelho.

01-09-2019

c)       Muitas vezes, encontramos as parábolas na perícopa evangélica. A partir das realidades concretas da vida das pessoas do seu tempo, Jesus anuncia a Boa Nova. São pequenas histórias abertas, ou seja, que vão muito mais além do facto concreto que serve de imagem. Por isso, supõem reflexão e resposta pessoal a todo aquele que as escuta. Mais que explicar o sentido das parábolas, é importante ajudar a entrar na linguagem das parábolas e na necessidade de sensibilizar as pessoas a tirar lições para a vida. Neste domingo, Jesus aponta-nos um exemplo que é necessário que cada um descubra, interprete e leve para a sua vida. O caminho para viver a humildade só será possível, quando cada um o descobrir na sua própria vida.

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Ano C - Tempo Comum - 22º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 21º Domingo Comum (Ano C)

“Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe perguntou: Senhor, são poucos os que se salvam?”. Esta era uma das preocupações das pessoas que seguiam Jesus, porque queriam ser do grupo destes poucos que se salvavam e também porque, à sua volta, havia muita gente que não seguia o caminho que eles percorriam. Esta é também uma preocupação dos nossos dias, porque muitas pessoas não se importam com a proposta do Evangelho. Tantas vezes damos conta que estamos em minoria, o que gera em nós alguma inquietação e a tentação de começar a duvidar da nossa decisão. Poderemos começar a pensar: não será que o evangelho contém princípios demasiados difíceis para a mentalidade da nossa sociedade?

O texto evangélico deste Domingo diz-nos que esta questão surgiu quando Jesus se dirigia para Jerusalém. Jesus não ensina numa aula de uma escola ou de uma universidade. Tudo aquilo que ensina converte-se em vivência. Por isso, não deve causar admiração a frase de Jesus: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita”. É evidente que Jesus não pretende atrair a Si pessoas sem qualquer motivo, tendo como objectivo somente a quantidade, o número dos seus seguidores. Jesus deseja que todos os que O seguem façam sua a proposta que lhes sugere. E quer que sintam desde o primeiro momento esta proposta, ou seja, que a decisão surja do sentimento da adesão progressiva de cada um a Ele.

25-08-2019

Jesus revela-nos o rosto misericordioso de Deus. Isto não quer dizer que Deus faça “saldos ou promoções”, que feche os olhos e simplesmente diga “todos são bons” e nada mais importa. A misericórdia de Deus pretende que nos unamos a Ele, através do Seu amor, que nunca nos deixa, mas que nos transforma e faz-nos encontrar o gosto da vida. Na segunda leitura, o texto da Carta aos Hebreus é muito claro: “Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige?”.

No evangelho, Jesus diz: “Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa do reino de Deus”. Parece que, de um momento para o outro, se abre a porta e que fica espaçosa para aqueles que nada fizeram para merecer o Reino. É verdade que não controlamos os caminhos do Reino. Nós somos especialistas em colocar etiquetas nas pessoas que nos rodeiam: “este merece”, “este não merece, porque não vale nada”, “estes são dos nossos; por isso, são bons”; “estes não são dos nossos; por isso, são maus”. Porém, Deus não coloca etiquetas a ninguém, mas olha sempre o coração das pessoas. Jesus convida-nos a não colocar etiquetas aos outros que, às vezes com tanto esmero confeccionamos, e a deixar-nos conquistar pelo que há de bom em cada pessoa.

Na casa de Deus, há lugar para todos. O Deus da misericórdia não faz escolhas, nem saldos, nem promoções, mas ama e tem sempre a porta aberta e alegra-se com todo aquele que corre para repousar no colo do Pai. Esta é a nossa missão: levar os outros ao repouso do Pai. Assim afirma a Carta aos Hebreus na segunda leitura: “levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes e dirigi os vossos passos por caminhos direitos, para que o coxo não se extravie, mas antes seja curado”. É também isto que Deus faz connosco e que não se cansa de fazer com todo o mundo. Deitemos fora as etiquetas que tantas vezes colocamos nos outros e que, à primeira vista, nos dão tranquilidade. Reconciliemo-nos com Deus que não faz distinção entre “primeiros e últimos”, mas deseja que haja lugar para todos em sua casa.

Jesus coloca um critério para entrar na salvação, o da “porta estreita”. “Porta estreita” não é uma passagem pelos muros da cidade, mas é a lógica fundamental da vida e dos critérios de Cristo. Quando Jesus nos convida a entrar pela porta estreita está a dizer-nos para O seguirmos, pois Ele é o único Caminho para chegar à casa do Pai. A salvação não está relacionada com factores raciais ou privilégios religiosos. Estes não conferem direitos exclusivos à salvação. Por isso, o Mestre convida os discípulos a um discernimento sobre a vida deles. Pois, os que estão “longe” e os “últimos” podem ser os primeiros a sentar-se à mesa do reino de Deus.

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Ano C - Tempo Comum - 21º Domingo - Boletim Dominical

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