Templates by BIGtheme NET
Home » Religião

Religião

Avisos e Liturgia do 20º Domingo Comum (ANO C)

“Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Eu vos digo que vim trazer a divisão”. Neste domingo, quando ouvimos o texto do evangelho, ficamos surpreendidos com esta afirmação de Jesus, porque não diz o que gostaríamos de escutar. Não é este o seu pensamento, porque Ele é uma pessoa pacífica, cheia de paciência, incapaz de fazer ou desejar mal a alguém. Então Jesus não veio trazer a paz à terra? Então como entender as suas afirmações: “deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz” e “amai-vos uns aos outros”? Não é difícil entender todas estas afirmações de Jesus. Ele certamente quer a paz, mas não é uma paz qualquer; não é a paz como o mundo a dá, não é paz que não busca a verdade e a justiça. Como aconteceu ao profeta Jeremias, na primeira leitura, as palavras de Jesus “incendiaram” autenticamente o mundo e a cultura em que se inseria. As suas palavras eram fogo e transmitiam paz, mas a paz com justiça, verdade e fraternidade.

Hoje, a Palavra de Deus apresenta-nos Jeremias e Jesus. O profeta Jeremias, apesar de ser fiel a Deus, é visto, no seu tempo, como um inimigo do povo e especialmente dos poderosos. Os seus inimigos acusavam-no que “semeava o desânimo entre os combatentes que não foram para a guerra e ficaram na cidade e também entre o povo com as palavras que diz”. Também Jesus não era bem visto por todas as pessoas do seu tempo. Sofreu fortes ataques e havia sempre grupos a fazer-lhe oposição. Afinal, Jesus não é um manso cordeiro que veio ao mundo para que tudo continuasse na mesma. Jeremias e Jesus sofreram muito, porque enfrentaram o sistema que alimentava as injustiças e as indiferenças, dominado por alguns que sentiram que eles só vieram complicar e desestabilizar o esquema que tinham montado para dominar e escravizar.

Na nossa vida, se quisermos seguir o caminho da verdade e da justiça, ou seja, o caminho de Deus, também iremos fazer a experiência de perseguição de Jeremias e de Jesus. Por isso, na segunda leitura, da Carta aos Hebreus, é dito: “Corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição”. E como vamos aguentar todas estas dificuldades? A Carta aos Hebreus dá-nos a resposta: “Para não vos deixardes abater pelo desânimo, pensai n’Aquele que suportou contra Si tão grande hostilidade da parte dos pecadores. Ele suportou a cruz, mas agora está sentado à direita do trono de Deus”. Com a ajuda de Jesus, também faremos o caminho da cruz.

18-08-2019

Mas, porque a vida é assim? Porque são odiados os que procuram fazer o bem, ser honestos e justos? Porque são perseguidos os que procuram viver segundo a vontade de Deus, ou seja, os que procuram ser profetas no mundo? Não é de espantar que estas coisas aconteçam. Porquê? Porque os profetas falam em nome de Deus dizendo qual é a Sua vontade numa determinada situação ou circunstância histórica. Ora os pensamentos de Deus são diferentes dos pensamentos humanos e há pessoas que se sentem atingidas e denunciadas nos seus comportamentos pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta. Então, perseguem, prendem, matam. Hoje, alguns continuam a perseguir os justos com mentiras, ameaças, desprezo.

Ser discípulo de Jesus, ser profeta do Filho de Deus, não é fácil, mas não é impossível. Jesus veio trazer a divisão que é a separação existente entre os verdadeiros e os mentirosos. Jesus veio trazer a paz do seu conforto e da sua coragem para enfrentar estes combates. Perante as dificuldades, fixemos os nossos olhos em Jesus e digamos: “Senhor, socorrei-me sem demora; Senhor, cuidai de mim. Sois o meu protector e libertador: ó meu Deus, não tardeis”.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 20º Domingo - Boletim Dominical

Cardeal D. José Saraiva Martins homenageado na Guarda

Vai ter lugar na cidade da Guarda a Cerimónia de Homenagem ao Cardeal D. José Saraiva Martins nesta sexta-feira, dia 9 de agosto. A homenagem terá lugar em dois momentos: o primeiro, às 18h00 com uma missa na Sé da Guarda; e o segundo, às 19h00, com o Descerramento da placa de toponímia de atribuição do nome de Sua Eminência a uma avenida da Cidade da Guarda.
Trata-se da antiga avenida do Rio Diz – com início na rotunda das portas da Cidade (placa ficará colocada na saída da rotunda, junto ao separador central), na Avenida 25 de Abril com a Rua do Facheiro e o final no cruzamento com a Rua Vila de Manteigas e a Avenida Cónego Álvaro Quintalo da Cunha.

Avisos e Liturgia do 18ºDomingo Comum (Ano C)

Vivemos num mundo onde a economia é a primeira preocupação. Falam-nos constantemente de economia. Na sociedade, reina a palavra “crise” que veio depois de uns anos de prosperidade. Hoje, a gestão do dinheiro e o controlo da banca fazem com que nem em todas as partes do mundo se viva ao mesmo ritmo e, dentro de cada país, há aqueles que nunca saem da crise. Bem sabemos que cada período de prosperidade é acompanhado de negócios obscuros, acabando em processos nos tribunais. As vítimas são sempre as pessoas simples que, tantas vezes, foram enganadas. Para nossa admiração e surpresa, os autores destas jogadas financeiras saem, na maior parte das vezes, inocentes e sem pena para cumprir!

Jesus não apresenta um plano económico. O texto do evangelho diz-nos que alguém procura que Jesus tome partido numa situação de partilhas entre irmãos que não terá corrido bem: “Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo”. E Jesus deixa bem claro que não veio para ser mediador, nem tem um plano económico para oferecer, aconselhando os presentes: “Vede bem, guardai-vos de toda a avareza; a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens”.

04-08-2019

Vivemos indignados pela crise: quem entra no jogo financeiro obscuro e desleal esmaga os honestos, os simples e os indefesos. Como se enganaram tantas pessoas com a ilusão do enriquecimento rápido! Tantas pessoas sofrem, porque, iludidos e enganados, perderam tudo. Os ricos são cada vez mais ricos e os pobres são cada vez mais pobres. Aqueles que entraram no jogo “sujo” financeiro tornaram-se ainda mais poderosos. Que grande é a distância entre eles e aqueles que perderam tudo nesta história.

Perante esta realidade, o que fazer? Jesus convida-nos a uma renovação profunda, porque a nossa indignação perante a crise pode trazer o mal e o espírito de vingança aos nossos corações. É necessário, portanto, entrar num processo de renovação que vá mais além das resoluções dos tribunais, que são imprescindíveis, colocando-nos num caminho de uma nova vida. É muito importante relativizar tudo o que se refere ao mundo do dinheiro. Na primeira leitura do livro do Coelet, é dito: “Vaidade das vaidades: tudo é vaidade. Que aproveita ao homem todo o seu trabalho? Todos os seus dias são cheios de dores e os seus trabalhos cheios de cuidados e preocupações; e nem de noite o seu coração descansa. Quem trabalhou com sabedoria, ciência e êxito, tem de deixar tudo a outro que nada fez”. No evangelho, através de uma parábola, Jesus ensina-nos a encontrar o verdadeiro valor das coisas deste mundo. Perante uma excelente colheita, o homem rico pensou em gozar a vida: “descansa, come, bebe, regala-te”. Mal sabia que naquela noite iria morrer. Por isso, Jesus afirma: “guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens”. Na segunda leitura, São Paulo reforça estas palavras de Jesus, dizendo: “fazei morrer o que em vós é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza”. Nunca fecharmo-nos em nós próprios, nunca juntarmo-nos aos poderosos por interesse, nunca pensar em ficar com os bons e justos com o pretexto de segurança. Apesar de tudo, Jesus sempre disse que Deus ama este mundo, apesar de tudo o que nele existe e nunca alimentou divisões.

Jesus não condena o dinheiro. Ele convida-nos a não ser escravos do “ter”, mas a colocar-nos ao lado dos que têm pouco ou nada têm; a não ser escravos do “poder”, mas a praticar a partilha; a não ser escravos do “parecer”, porque as falsas aparências não levam ao reino dos Céus. É muito mais importante ser rico aos olhos de Deus.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 18º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 17º Domingo Comum (Ano C)

Neste domingo, as leituras da Liturgia da Palavra ensinam-nos a importância que a oração tem na nossa relação com o Pai do Céu. Com a sua conversa com Deus, Abraão revela-nos que podemos ser bons intercessores diante de Deus. No evangelho, Jesus Cristo ensina-nos a oração do Pai-Nosso e como devemos rezar ao Pai do Céu. A oração é fundamental para a nossa vida cristã. Por isso, este domingo é uma oportunidade para pensar como está a nossa oração, tendo consciência que temos um longo caminho a percorrer na nossa vida espiritual. Na primeira leitura, Abraão tem o atrevimento de “negociar” com Deus a salvação daqueles justos que viviam nas cidades de Sodoma e Gomorra. Abraão considera injusto que aquelas pessoas boas destas cidades sejam condenadas como os outros e apela à misericórdia de Deus em seu favor. A primeira leitura narra-nos um exemplo de oração insistente e intercessora por aqueles nossos irmãos que consideramos que merecem a graça de Deus.

O Pai-Nosso é a oração mais importante dos cristãos. Está gravada no nosso ADN cristão desde o dia do nosso baptismo, porque foi Jesus que no-la ensinou. Surge de uma necessidade real. Segundo o evangelho deste domingo, João Batista tinha ensinado uma oração aos seus discípulos. Tendo conhecimento disto, os discípulos de Jesus também queriam a sua própria oração: “Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também aos seus discípulos”. Durante o dia, rezamos o Pai-Nosso várias vezes. Esta oração foi rezada pelos nossos pais e padrinhos no dia do nosso baptismo, porque ainda éramos demasiado pequenos para invocar a Deus como Pai. É a oração que foi ensinada pelos nossos pais e catequistas. Ela acompanhar-nos-á toda a vida, nos momentos de alegria para invocar o nome do Senhor e dar-lhe graças, e nos momentos de tristeza para encontrar conforto e coragem. Como sabemos de memória, nem sempre damos conta de tudo o que dizemos nesta oração e da sua riqueza espiritual. Por isso, pensemos em cada pedido feito nesta oração.

28-07-2019

“Pai, santificado seja o vosso nome”: Jesus ensina-nos a chamar Pai a Deus. Desta maneira, aproxima Deus dos homens e das mulheres e vice-versa. A nossa relação com Deus é filial, cordial e próxima. “Venha o vosso reino”: pedimos que o reino de Deus venha até nós, ao nosso mundo, à nossa sociedade. Era a missão de Jesus Cristo ao iniciar a sua vida pública e também é a nossa como seus discípulos. “Dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência”: O Pai-Nosso revela a nossa confiança na providência de Deus. É Ele quem conduz as nossas vidas e nos dá tudo o que

realmente necessitamos. Pedimos o nosso pão para cada dia, ou seja, o alimento. Não esqueçamos todos aqueles que têm dificuldades e passam fome. Mas este pedido não é só material. Sobretudo, pedimos o Pão da Vida, ou seja, a Eucaristia, o próprio Cristo que sustenta as nossas forças. “Perdoai-nos os nossos pecados”: na nossa humildade, reconhecemos a nossa condição de pecadores. Cada vez que rezamos esta oração, pedimos a Deus que perdoe os nossos pecados. Isto faz-nos recordar que a nossa vida ainda está em caminho, ainda há muito que fazer como cristãos. “Também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende”: nesta oração, não só pedimos perdão pelos nossos pecados, mas também recorda-nos que temos de perdoar aos nossos irmãos. Não podemos gastar as nossas energias a alimentar mágoas e ressentimentos.

Temos de aprender a perdoar e a pedir perdão. “Não nos deixeis cair em tentação”: finalmente, pedimos que as forças do mal saiam da nossa vida, ou seja, tudo aquilo que nos separa do amor de Deus. Que saia da nossa vida tudo aquilo que nos condena e que, através de nós, pode condenar os nossos irmãos. É uma luta que temos de combater todos os dias.

Neste Domingo, peçamos ao Senhor: “Senhor, ensina-nos a rezar”. A oração é um diálogo de amizade com Deus. Rezemos com confiança, rezemos para interceder pelos outros, não deixemos de rezar. Quando rezamos, algo muda à nossa volta, porque falamos com Aquele que verdadeiramente nos ama.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 17º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 16º Domingo Comum(Ano C)

“Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa”. Este momento da vida de Jesus, narrado no texto do evangelho deste domingo, mostra-nos o que é realmente importante para a nossa vida cristã. Marta e Maria ensinam-nos como devemos receber Jesus nas nossas vidas.

A primeira leitura do livro do Génesis prepara-nos o texto do evangelho. “Abraão estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. Ergueu os olhos e viu três homens de pé diante dele”. Logo que os viu, levantou-se e procurou acolhê-los da melhor maneira, oferecendo água para lavarem os pés, sombra para descansarem debaixo de uma árvore e pão para recuperarem as forças. Perante aqueles desconhecidos, Abraão não fica indiferente, mas saúda-os afectuosamente com uma frase que pode muito bem converter-se numa oração: “Meu Senhor, se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo”. Já Abraão tinha acolhido estes três desconhecidos na sua casa, quando eles anunciaram a concretização do maior sonho que ele tinha: “Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano e então Sara tua esposa terá um filho”. Nesta leitura, destaca-se a grande relação que existe entre o acolhimento e o anúncio.

21-07-2019

No evangelho duas mulheres, Marta e Maria, recebem Jesus em sua casa. Marta preocupava-se em acolher bem Jesus, atarefava-se com muito serviço, o que aconteceria a cada um de nós se recebêssemos em nossa casa uma visita tão ilustre e importante. Todavia, Marta não fica satisfeita com a atitude de Maria, porque certamente pensaria que a sua irmã não estava a receber bem Jesus, porque não estava a fazer nada e não a estava a ajudar. Muitas vezes neste texto do evangelho louvamos a atitude de Maria e deixamos de lado a acção de Marta. Mas não podemos esquecer que é o próprio evangelho que nos diz que Marta recebeu Jesus em sua casa. Como é belo ver como esta mulher acolhe Jesus e preocupa-se para que nada lhe falte! Isto leva-nos a afirmar o seguinte: para escutar Jesus, em primeiro lugar, temos de O acolher na nossa casa. Temos de abrir as portas do nosso coração para que Ele possa entrar e permanecer no nosso coração. Recordemos a frase do Senhor no Apocalipse: “Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele”. Se não acolhemos o Senhor, é impossível escutar a sua palavra e ouvir a sua mensagem.

Marta manifesta o seu incómodo perante a atitude da sua irmã. Mas Maria escolhe a melhor parte, porque não só acolhe Jesus na sua casa, mas também no seu coração, permanecendo perto Dele e escutando a Sua palavra. Marta preocupa-se por receber bem Jesus, mas perde o essencial, ou seja, estar com Ele. O texto do evangelho deste domingo ensina-nos a permanecer e a contemplar o Senhor e a deixar tantas coisas supérfluas, às quais, muitas vezes, damos demasiada importância. Só há uma coisa importante: é estar com Jesus, permanecer junto Dele, alimentar a nossa vida com as suas palavras. Se repararmos bem neste texto, daremos conta que Jesus prefere que Marta se sente e esteja com Ele e deixe de se preocupar com as outras coisas que a impedem de se sentar junto de Si. Deseja estar com Marta e com Maria, falar com elas e desfrutar da sua companhia. Quantas vezes queremos ouvir a palavra do Senhor na nossa vida, mas não a escutamos porque andamos atarefados com mil e uma coisas! Podemos acolher o Senhor, mas, preocupados com tantas coisas, não desfrutamos da sua companhia nem Ele permanece em nós.

Marta e Maria ensina-nos como deve ser a nossa relação com Jesus: acolher e permanecer junto Dele, escutando-O. Estar com Jesus e viver a vida segundo o Evangelho é o mais importante, depois estaremos livres para tudo o resto. Assim, também escolheremos a melhor parte, que não nos será tirada.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 16º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 15º Domingo Comum (Ano C)

Deus mostra aos que andam desorientados (errantes) a luz da sua verdade, para que possam voltar ao bom caminho (Cf. Oração Colecta). Precisamente um doutor da lei quer saber o que tem de fazer para encontrar o caminho da vida eterna. Jesus responde-lhe com a Lei, acrescentando: “Faz isto e viverás”. O texto do evangelho deste domingo narra-nos a parábola do bom samaritano. Temos muito a aprender com este texto, porque, como o sacerdote ou o levita, tantas vezes passamos ao lado das necessidades dos outros.

“Que tenho de fazer para receber como herança a vida eterna?”. Perante esta pergunta Jesus convida o doutor da lei a responder segundo os seus conhecimentos intelectuais. E ele responde correctamente com a oração mais importante do judaísmo, a “Shemá Israel”, do capítulo 6 do livro do Deuteronómio: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo”. Responde correctamente porque conhece bem o texto da Lei, mas a sua resposta não deixa de ser teórica e fria, ou seja, falta-lhe aprofundar o significado das palavras da Lei. A segunda pergunta do doutor da lei está relacionada com a primeira; por isso, tem muita importância: “E quem é o meu próximo?”. É evidente que fica muito claro que para obter a vida eterna é necessário acreditar num só Deus, mas saber quem são os outros que devem ser amados já é mais difícil. Muitas vezes pensamos que são somente os membros da nossa família, os nossos amigos e colegas de trabalho. O evangelho convida-nos a abrir os nossos olhos para descobrir o nosso próximo.

Como em tantas outras ocasiões, Jesus responde ao doutor da lei com uma parábola, a do bom samaritano, que só encontramos no evangelho de Lucas. Para compreender esta parábola, não podemos esquecer que existia uma grande inimizade entre judeus e samaritanos e é precisamente um samaritano que socorre aquele homem que foi roubado e espancado pelos salteadores, tendo ficado meio morto no caminho. Nem o sacerdote nem o levita o ajudaram. Logicamente, eles deveriam ter ajudado aquele pobre homem. Mas passaram adiante, com indiferença. Só têm tempo para si mesmos. O samaritano não só socorre mas também trata as feridas, coloca o homem sobre a sua própria montada e leva-o para uma estalagem. Paga com duas moedas de prata ao dono da estalagem para que trate bem daquele pobre. O samaritano não só salvou a vida àquele homem, mas também preocupou-se com ele com todos os meios que tinha ao seu alcance.

14-07-2019

O evangelho deste domingo diz-nos com muita clareza o seguinte: os outros, ou seja, o nosso próximo, são todos aqueles que necessitam da nossa ajuda e da nossa compaixão: os desprezados e esquecidos da nossa sociedade. De certeza que conhecemos muitas pessoas que nunca ninguém se interessou pelas suas vidas, pelas suas necessidades e, sobretudo, pelas suas feridas. Hoje, Jesus Cristo ensina-nos e convida-nos a ser bons samaritanos, ou seja, a estar sempre atentos à vida dos outros e a não passar adiante. Para sermos bons samaritanos precisamos de começar a ter os olhos bem abertos, estando atentos, e a ter um coração generoso para servir o nosso irmão.

Acreditar em Deus não é um exercício teórico que nasce do nosso pensamento. Acreditar em Deus está relacionado intimamente com a nossa vida e com tudo o que fazemos aos nossos irmãos. Jesus Cristo é o bom samaritano que cuida de cada um de nós. Aprendamos a ser imagens deste Cristo e a ser bons samaritanos.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 15º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 14º Domingo Comum (ANO C)

Levar o anúncio do Reino de Deus aos outros significa levar a verdadeira alegria, anunciar que fomos libertados da escravidão do pecado e, assim, chegaremos à felicidade eterna. Com esta oração iniciamos a Eucaristia deste domingo. O Reino de Deus está próximo e este anúncio espalha-se por todos os povos por onde o Senhor passa. É um convite aberto a todos: uns aceitarão, outros não. Pelo facto de alguns não aceitarem o convite do Senhor, não podemos desanimar, nem perder o entusiasmo para anunciar a Boa Nova de Deus. Neste domingo, é o próprio Jesus que nos explica como se deve fazer este anúncio da Boa Nova.

O texto do evangelho diz-nos que o “Senhor designou setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir”. A missão de Jesus é anunciar o Reino de Deus, mas serve-se de outras pessoas para esta missão. Neste texto, a Igreja sempre viu um anúncio vocacional e um convite à oração para que Deus envie muitas pessoas que queiram anunciar o seu Reino a partir do ministério ordenado, da vida consagrada e do compromisso activo dos leigos.

Porém, o anúncio do Reino de Deus não só traz alegria e felicidade para quem o acolhe, mas também algumas dificuldades. Jesus diz a estes setenta e dois discípulos: “Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos”. Também é um aviso para nós! Muitas vezes, desanimamos perante as dificuldades do anúncio do Reino. Mas a advertência de Jesus mostra-nos que estas dificuldades já existiam quando Ele proclamava o Reino, como também nos primeiros tempos da Igreja. Estes setenta e dois discípulos também terão sentido o desânimo nos lugares onde não foram bem recebidos, mas não deixaram de fazer o anúncio do Reino de Deus: um reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz.

07-07-2019

Jesus envia, mas como envia os seus discípulos? Diz-lhes que não levem bolsa, nem alforge, nem sandálias. Estas palavras podem parecer estranhas, porque aqueles setenta e dois discípulos tinham de percorrer muitas povoações, fazendo longas viagens a pé. Logicamente seria indispensável levar tudo isto. Os apóstolos não tinham cofres nem cartão de crédito para levantar dinheiro. Então, o que levar? Uns joelhos para rezar e pedir ao dono da messe que mande mais operários para a sua messe. Uns pés ágeis para percorrer todas as terras. Uma boca para anunciar a mensagem com decisão, entusiasmo, respeito, amor e sem medo. Um coração cheio de amor por Jesus e pelo seu Reino. É evidente que não se trata de improvisar, mas de ter fé, de ter confiança naquele que nos envia. É necessário ter mais fé no Reino de Deus e que é o Senhor que nos envia para que este Reino penetre no coração das pessoas.

Não podemos esquecer algo muito importante: nós somos enviados a anunciar o Reino de Deus aos outros; mas, em primeiro lugar, temos de receber em nós este anúncio do Reino. Tantas vezes pensamos que já sabemos tudo, que já cumprimos com tudo aquilo que é necessário para a nossa vida cristã! Esquecemos que pertencer ao Reino de Deus é um caminho que também nós precisamos de realizar e que ainda fica muito por fazer. Para receber este anúncio, precisamos de um amor incondicional pela Igreja, acolher com comunhão tudo aquilo que nos diz o Santo Padre, os nossos bispos, os presbíteros para crescer na fé.

O anúncio do Reino feito por Cristo depende de todos nós. Todos somos anunciadores do Reino, acolhendo-o também na nossa vida. Que neste domingo, tenhamos consciência deste grande projecto de Deus nas nossas vidas e sejamos colaboradores valentes, decididos e comprometidos, para que o Reino de Deus chegue até aos confins da terra.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 14º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 13º Domingo Comum (Ano C)

Neste Domingo, a oração colecta, a primeira oração presidencial da celebração eucarística, contém um desejo de autenticidade na nossa vida: “não permitais, Senhor, que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade”. Ser cristão é viver na verdade, é viver em Jesus Cristo. Mas este caminho que cada um de nós inicia no dia do baptismo é muito exigente e radical. Esta exigência e radicalidade é-nos recordada no texto do evangelho.

“Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém”. Mandou alguns discípulos à sua frente que entraram numa povoação de samaritanos, a fim de Lhe prepararem hospedagem. Por causa da tensão existente entre judeus e samaritanos, aquela gente não quis receber Jesus, porque ia a caminho de Jerusalém. Os discípulos Tiago e João ficam revoltados e querem que desça fogo do céu que os destrua. Mas Jesus repreendeu-os. Nestes últimos tempos, são muitas as notícias de atentados por esse mundo fora. A imposição e a violência nunca trazem bons frutos. Por isso, o anúncio da fé tem de ser sempre alegre e livre. A nossa missão não é impor aos outros o anúncio da Boa Nova de Jesus. A nossa missão é dar testemunho de uma vida coerente, porque este é o melhor anúncio da nossa fé.

30-06-2019

Depois deste imprevisto na sua viagem para Jerusalém, Jesus surpreende-nos com a exigência para o seguir. Só podemos seguir Jesus Cristo se estamos realmente decididos a querer ser seus discípulos. Por isso, temos muito a aprender do texto do evangelho deste domingo, porque pensamos que ser cristão supõe cumprir somente alguns preceitos ou devoções. Nada disso! Ser cristão é viver Cristo plenamente e isto tem algumas condições. Os três discípulos anónimos, que aparecem no evangelho, dão-nos uma ajuda com a sua forma de ver o anúncio do Reino. O primeiro discípulo anónimo é alguém entusiasmado, dizendo: “Seguir-Te-ei para onde quer que fores”. E Jesus parece que o quer desanimar, dizendo: “As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. É um aviso para as dificuldades que irão aparecer. Nem sempre seremos bem aceites e seremos rejeitados. Jesus assumirá estas dificuldades até às suas últimas consequências. Este discípulo promete que seguirá Jesus para onde quer que Ele vá, mas sabemos que, no monte das Oliveiras, os apóstolos abandonaram-no. São Pedro negou Jesus, Judas atraiçoou-o. E nós? Estamos dispostos a seguir Jesus, até nos momentos difíceis, da cruz, do Calvário? O segundo discípulo anónimo quer seguir Jesus, mas põe a condição de ir primeiro sepultar o seu pai. A resposta de Jesus é clara e pode parecer dura: “Deixa que os mortos sepultem os seus mortos”. Com esta resposta, Jesus exorta a não deixar passar o tempo, ou seja, se queres anunciar o Reino de Deus não há tempo a perder, nem há um momento ideal no futuro para o começar a fazer. O terceiro discípulo anónimo, antes de seguir Jesus, quer primeiro despedir-se da sua família. Novamente, a resposta de Jesus parece ser dura: “quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus”, ou seja, se queremos anunciar o Reino de Deus não há tempo para olhar para trás, para o nosso passado. Na nossa vida, só pode haver uma direcção que é avançar para o Reino de Deus.

Com o texto do evangelho deste Domingo, fica este aviso: se queres ser discípulo de Jesus, anunciador do Reino de Deus, não ponhas condições nem reservas, mas procura ser valente, corajoso e decidido. Tenhamos a coragem de nos entregarmos a Jesus sem reservas, realizando a nossa missão com zelo e não termos medo com a tentação de olhar para trás e ficar escravo do passado da vida. Olhar em frente para Jesus. Só assim teremos coragem para anunciar e alcançar o Reino de Deus.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 13º Domingo - Boletim Dominical

Casa Pastoral São Pedro Apóstolo na Cunha Alta inaugurada

A Casa Pastoral São Pedro Apóstolo, foi inaugurada , na Cunha Alta, após conclusão das obras de reabilitação do edifício. O imóvel adquirido pela Comissão Fabriqueira da Paróquia da Cunha Alta foi totalmente reabilitado, servindo de casa de apoio à Igreja Paroquial.

Assim neste domingo, teve lugar a celebração de uma eucaristia, seguida de bênção da Casa São Pedro Apóstolo. No final decorreu um almoço comemorativo no Largo do Soito, com a presença o Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo, e o Presidente da União de Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta, Marco Almeida.

Avisos e Liturgia do 12º Domingo Comum (Ano C)

No texto do evangelho deste Domingo, aparecem dois anúncios muito importantes na vida de Jesus. O primeiro anúncio é feito por Pedro, professando que Jesus é o Messias, o Ungido de Deus. Era uma boa notícia para todos aqueles que esperavam o Messias. Mas no segundo anúncio é dito que o Messias tem de sofrer muito, ser rejeitado, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Como podemos entender esta contradição entre os dois anúncios? O Messias tem de morrer para triunfar neste mundo?

Para entender melhor o texto evangélico deste domingo e todas estas perguntas, há que ter em conta que a fama de Jesus se espalhou por todas as povoações da Galileia. As pessoas começavam a falar dele, maravilhadas por tudo quanto dizia e fazia. De certeza que ficavam surpreendidas ao ver e ouvir contar os milagres que fazia, especialmente ressuscitar os mortos. De certeza que ficavam surpreendidas ao verem que o filho do carpinteiro de Nazaré proclamava o anúncio do Reino de Deus com palavras belas e com autoridade. Começava a despontar a fama de Jesus como o Messias esperado.

Por isso, um dia, Jesus perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem as multidões que Eu sou?”. Esta pergunta pode parecer inocente e ingénua, mas é muito importante para os apóstolos. As outras pessoas podem dizer o que bem entenderem: “Uns que és João Batista; outros, que és Elias; e outros que és um dos antigos profetas que ressuscitou”. Mas o que dizem os apóstolos? “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Melhor que ninguém, os discípulos conheciam Jesus, porque viviam com Ele, escutaram as suas palavras e viram todos os milagres que fez. Sem dúvida, são uns privilegiados ao serem as primeiras testemunhas do anúncio da Boa Nova do Reino de Deus que se começa a concretizar na pessoa de Jesus Cristo. É por tudo isto que a sua resposta é importante, porque depende se entenderam ou não quem é realmente Jesus.

23-06-2019

Em nome de todos, Pedro tomou a palavra e respondeu: “És o Messias de Deus”. Perante as palavras e os milagres de Jesus, só se podia esperar o seu triunfo como Messias. Mas Jesus surpreende os discípulos, afirmando: “O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”. Ninguém esperava este anúncio, porque ainda não estavam preparados para entender o verdadeiro messianismo. Não podemos esquecer que a esperança da vinda do Messias estava fundamentada na vinda de alguém muito importante que iria libertar o povo judeu da opressão do império romano. Mas a missão do verdadeiro Messias era libertar todos os povos da opressão do pecado e da morte de uma forma que ninguém estava à espera. Jesus anuncia a sua morte trágica em Jerusalém e este anúncio fica muito longe do esquema ideal do messianismo para o povo judeu e também para os próprios discípulos.

Depois do anúncio da sua paixão, Jesus diz como cada um de nós fica ligado ao mistério da sua paixão: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me”. É fácil acreditar num Messias majestoso, triunfante. Acreditar num Messias pregado na cruz não é fácil, parece um fracasso. É mais fácil ver Jesus no Monte Tabor a transfigurar-se, a pregar às multidões, a fazer milagres, chegar ao sepulcro vazio sem passar pela cruz em Jerusalém! A cruz transforma-se em triunfo, somente à luz da ressurreição.

Diante do texto do evangelho deste Domingo, quem é Jesus para mim? De certeza que responderemos como Pedro. Mas, temos consciência de que aceitar Jesus como Messias quer dizer aceitar as nossas cruzes? Aceitar a cruz é sempre difícil e não podemos escapar dela. E as cruzes chegam à nossa vida sem avisar, quando menos esperamos aí estão! Procuremos que as nossas cruzes não nos façam fracassar na vida, mas fortalecer ainda mais a nossa união a Cristo Crucificado e Ressuscitado, o Messias de Deus.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 12º Domingo - Boletim Dominical

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com

Ao continuar a utilizar o site, você concorda com a utilização de cookies. Mais Informação

As definições de cookies neste site são definidas como "permitir cookies" para lhe dar a melhor experiência de navegação possível. Se você continuar a usar este site sem alterar suas configurações de cookies ou clicar em "Aceitar" abaixo, em seguida, você concorda com isso.

Fechar