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Religião

Avisos e Liturgia do 14º domingo do Tempo Comum- Ano A

 

 

a)         Depois do Discurso da Missão (capítulo 10) e antes de iniciar a pregação através das parábolas (capítulo 13, o que acontecerá a partir do próximo Domingo), o evangelista S. Mateus apresenta Jesus em plena actividade pela Galileia, a pregar e a curar (capítulos 11 e 12). No meio de toda esta actividade, aparece-nos a oração de Jesus que, hoje, aparece na leitura evangélica deste Domingo. A oração é uma dimensão importante da vida cristã. Para Jesus, a oração também era muito importante: uma oração filial, intensa, fundamentada na unidade do Pai com o Filho (v. 27). A paz e a força interior que Jesus tinha, vinham da sua intensa vida interior e da sua íntima e profunda relação com o Pai. Os momentos de oração e de meditação também são importantes para nós.

 

b)         Jesus inicia a sua oração dando graças a Deus “porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos”. Em muitas outras passagens evangélicas, dá-se conta que Deus está mais próximo dos humildes, dos fracos, dos pobres do que dos poderosos. Para poder contemplar a mão de Deus na nossa vida, para poder captar a bondade de Deus, para poder rezar, para poder viver com optimismo e esperança que vêm da fé, é preciso ter um coração simples e humilde. Os “sábios e os inteligentes” já terão a sua cabeça e o seu coração cheios de outras preocupações, não havendo espaço para Deus. É importante não esquecer que Jesus também viveu na humildade e na “pequenez”. A lógica da cruz salienta que “pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído” (Oração colecta). Jesus era a expressão de Deus que é “clemente e compassivo… bom para com todos” (salmo responsorial). A primeira leitura fala-nos da alegria e do entusiasmo de Israel pelo facto de Deus enviar um rei vitorioso, mas que entra na sua cidade, “humildemente montado num jumentinho”. Esta é a imagem de Jesus Cristo a entrar na cidade de Jerusalém, como podemos recordar no Domingo de Ramos.

05-07-2020

c)         A oração, a simplicidade, a humildade…o evangelho deste Domingo transmite-nos paz, a paz de espírito que tantas vezes precisamos. Numa sociedade onde andamos a um ritmo de vida tão intenso e tão cheios de problemas, é reconfortante ver como Jesus é capaz de nos dar paz, serenidade, alegria interior. Toda a liturgia deste Domingo fala-nos destes sentimentos. Na primeira leitura o profeta Zacarias convida o povo a alegrar-se, porque este rei trará a salvação e “anunciará a paz às nações”. O salmo responsorial apresenta-nos o Senhor “bom para com todos… a sua misericórdia se estende a todas as criaturas… perfeito em todas as suas obras”. Ao Senhor, bondoso e compassivo, temos de dar graças todos os dias (oração depois da comunhão) e pedir-lhe que nos encha de alegria: “dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna” (oração colecta). Não podemos esquecer as palavras de Jesus no evangelho: “Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. O discípulo de Jesus já não tem de suportar o peso humilhante da Lei, mas um jugo suave, uma carga leve. Jesus é “manso e humilde de coração”; esta é a melhor imagem de Deus, “lento para a ira e rico de misericórdia”. Colocar a nossa vida nas suas mãos é a melhor maneira de encontrarmos descanso.

 

d)        Com a paz, a alegria e o descanso que vêm de Deus, a vida do cristão é diferente, ou seja, é uma vida segundo o Espírito. São Paulo explica-nos isto no capítulo 8 da sua Carta aos Romanos: “Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito habita em vós”. O Apóstolo diz-nos que nós já não podemos viver agarrados aos valores da “carne”, ou seja, aos valores imediatos, materiais, superficiais, mas a valores mais espirituais e profundos, os quais o evangelho de hoje nos convida a experimentar e que nos podem levar à felicidade, a uma vida diferente, ou seja, à vida dos filhos de Deus: “se pelo Espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis”. Assim, encontramo-nos diante de uma maneira diferente de encarar a vida, as preocupações, porque ficam iluminadas pela alegria, pela esperança e pela paz que vêm da nossa fé. Então, há que procurar orientar a nossa vida nesta direcção, rezando a Deus a oração sobre as oblatas deste Domingo: “Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça”.

 

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Ano A - Tempo Comum - 14º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do 13º Domingo do Tempo Comum- Ano A

a)         Neste Domingo, no evangelho, termina a leitura e a reflexão do sermão da missão. A modo de conclusão, o trecho deste domingo distingue dois aspectos da missão do discípulo de Jesus. O primeiro (v. 37-39) é a radicalidade que se pede a quem segue Jesus. A linguagem poderá parecer dura e muito exigente. Jesus diz que todo aquele ama o pai, a mãe, o filho ou a filha mais do que Ele, não é digno para O seguir. Evidentemente, não se trata de deixar de amar a família. A fidelidade ao Senhor implica renúncias e dificuldades, como se reflectia no domingo passado: o discípulo de Jesus tem de “tomar” a cruz e segui-Lo. Assim, a fé cristã é uma opção radical, é exigente. Hoje mais do que nunca, existe o risco de um Cristianismo “light”, ou seja, tirar da fé só o que convém. Ao quem segue Jesus, é-lhe exigido muito mais. É uma opção pessoal que significa pôr Deus, Jesus, a fé, em primeiro lugar, e tudo o resto em plano secundário. O objectivo principal é o anúncio do Reino de Deus. Sem exageros, nem masoquismos, é importante deixar claro que seguir Jesus Cristo supõe exigência.

 

b)         A perspectiva de renúncia que nos fala o evangelho é positiva, cheia de esperança: “Quem encontrar a sua vida há-de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la”. A dinâmica da fé cristã está orientada nesta direcção: aquele que é capaz de renunciar a certas coisas, de se sacrificar, de “tomar” a cruz, de entregar a própria vida, ganhará muito mais, será grande a recompensa. Como modelo, temos Jesus Cristo. Ele entregou a Sua vida por nós, mas “ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai” (2ª Leitura). S. Paulo diz-nos que assim como Jesus morreu e ressuscitou, também nós, “fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na sua morte, para que vivamos uma vida nova”. É a vida nova dos filhos de Deus, a vida nova de Cristo Ressuscitado, na qual nos integramos pela fé e pelo baptismo. Em cada dia, somos convidados a renovar o nosso baptismo, a ter viver segundo a nossa condição de filhos de Deus, por Jesus Cristo, a aceitar e a assumir as exigências da fé. A Oração Colecta da Missa deste domingo faz referência aos “filhos da luz”, pela graça do Senhor. Por isso, pedimos para “não sermos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade”.

 28-06-2020

c)         O segundo aspecto da missão do discípulo de Jesus (v. 40-42) é o acolhimento que mereçam todos aqueles que são enviados. Este aspecto vem “preparado” na 1ª Leitura, onde lemos um trecho do 2º Livro dos Reis, em que o profeta Eliseu é bem acolhido por uma distinta senhora de Sunam e pelo seu marido. Esta mulher, que é estéril, está convencida de “que este homem, que passa frequentemente pela nossa casa, é um santo homem de Deus”. Como recompensa pelo seu gesto hospitaleiro, recebe a promessa de gerar um filho. O Salmo Responsorial é um cântico de acção de graças ao amor e à bondade que Deus tem ao Seu povo: “Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor”. O profeta itinerante do Antigo Testamento é um bom exemplo para todos os que são enviados pelo Senhor, que continuam a necessitar de ser bem acolhidos. A acção do missionário, porque é exigente, supõe apoio e hospitalidade. Todos somos chamados e enviados por Jesus, mas há alguns (sacerdotes, religiosos, missionários, etc.) que fazem uma opção mais radical de vida. Toda a comunidade é convidada a dar-lhes apoio e carinho, a estar junto deles, do seu lado nessa missão nada fácil (muito menos nos dias de hoje). Acolher o enviado é sinal de acolher O que envia, Jesus Cristo. Se qualquer gesto de amor e de solidariedade é digno de louvor, quando feito a um “destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”.

 

 

 

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Ano A - Tempo Comum - 13º Domingo - Boletim Dominical II

250 anos da criação da Diocese de Pinhel celebrados e apresentação do livro alusivo

A Cidade Falcão esteve em festa com a Paróquia de Pinhel a assinalar neste domingo, os 250 anos da criação da Diocese de Pinhel com um programa que incluiu a celebração de uma eucaristia e a apresentação de um livro intitulado “Diocese de Pinhel, a História”.

A missa teve lugar ao ar livre, junto ao antigo Paço Episcopal, e foi presidida pelo Bispo da Guarda, D. Manuel Felício. No final, foi feita uma breve apresentação da obra redigida pelo pároco de Pinhel, Pe. Jorge Castela, no intuito de dar a conhecer a história da Diocese de Pinhel, criada a 21 de junho de 1770, no mesmo ano em que Pinhel viria a conquistar o título de Cidade.

Presente nas cerimónias, o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, teve oportunidade de “felicitar a Paróquia pela edição deste livro que, em tamanho, pode ser ‘de bolso’, mas em conteúdo é certamente uma obra de grande importância para o conhecimento da nossa História”.

Infelizmente, as circunstâncias que estão a afetar este ano de 2020 não têm permitido que quer o Município, quer a Paróquia levem a efeito algumas das muitas iniciativas que estavam agendadas no âmbito das comemorações dos 250 anos da Diocese e da Cidade, motivo pelo qual o dia de hoje foi de facto importante para Pinhel e para os pinhelenses.

Por:MP

Avisos e Liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum – Ano A

 

No texto do evangelho, estamos a ouvir passagens do Sermão da Montanha, proferido por Jesus no início da sua vida pública; é o sermão programático da sua missão. Neste domingo, é proclamada a parte em que Jesus envia os Doze em missão e apresenta-lhes as tarefas que terão de cumprir, dando-lhes, para isso alguns conselhos oportunos. Recorda-lhes, de uma forma resumida, a opção que tomaram, o estilo de vida e a postura pública a ter. Nunca poderão esquecer que, por Jesus, são enviados pelo Pai. Trata-se agora de imitar o Mestre pondo em prática os seus ensinamentos e imitá-lo nas acções. Porém, neste domingo, por três vezes, Jesus dá-lhes coragem e confiança, dizendo: “Não tenhais medo”.

Desde o início, Jesus afirmou que tinha chegado a hora do Reino: “o Reino de Deus está perto, está no meio de vós”. Já não é algo escondido que ainda se está à espera, mas, com as suas palavras e acções e as dos seus, o Reino torna-se presente. Nenhuma perseguição, nenhuma oposição ou estratégia humana poderão destruir este Reino. É a hora da verdade! Acabou-se o tempo da espera! Com a pregação pública do Reino, revela-se o que estava escondido nas mentes e nos corações. Agora, cada pessoa, cada família, cada grupo, têm de decidir a favor ou contra o projecto de Deus que Jesus anuncia. Já não há lugar para posições secretas, cobardes, interesseiras e para as meias verdades. O Evangelho do Reino dissipa as dúvidas e apresenta claramente o caminho de Deus. Hoje, a frase de Jesus “Não tenhais medo dos homens” convida a Igreja a sair à rua, sem medo nem complexos.

De seguida, Jesus continua: “Não tenhais medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma”. Esta é a coragem missionária. A pregação do Evangelho é maior que a voz corporal que a proclama. Esta voz pode ser calada, mas a “alma” da pregação não é possível ser calada, nem com o martírio, nem com a morte.

Finalmente, pela terceira vez, Jesus diz: “Não tenhais medo: valeis muito mais do que os passarinhos”. Bem se pode aplicar esta última parte do texto às resistências que sentimos quando anunciamos o Evangelho. À nossa volta, reina tanto desinteresse religioso e tanta falta de fé! Vivemos uma situação parecida com a de Jeremias na primeira leitura. O profeta estava disposto a sofrer a perseguição dos inimigos de Deus, convertidos em seus próprios inimigos. Mas o que lhe faz mais sofrer é a perseguição que lhe fazem os seus amigos mais próximos, aqueles de quem ele esperava apoio. Hoje, podemos vacilar, mas nunca desanimar, como Jeremias. A perseguição mais dolorosa e que mais desgasta a Igreja é a indiferença das pessoas que não acreditam na fonte da nossa fé e da nossa missão. Por isso, há que confiar em Deus, o Senhor do Universo. Estamos nas suas mãos. Deus não abandona os discípulos do seu Filho.

Tenhamos a confiança e o entusiasmo de S. Paulo, expressos na segunda leitura. Ele foi perseguido por uns e outros. Mas nunca perdeu a fé na missão que recebeu. Até ao fim, lutou contra ventos e tempestades. Como ele, estejamos convencidos que os frutos da nossa missão brotam da acção redentora de Cristo na cruz.

 

«Nada há encoberto que não venha a descobrir-se»

21-06-2020

Do alto do céu, Deus oferece a todos os homens as riquezas da sua graça. Ele próprio é a fonte da salvação e a luz de onde emana eternamente a misericórdia e a bondade. Mas nem todos os homens tiram proveito da sua força e da sua graça pelo exercício perfeito da virtude e a realização das suas maravilhas; só o fazem aqueles que puseram as suas realizações em prática e que provaram por actos o seu apego a Deus, aqueles que se afastaram completamente do mal, que aderem firmemente aos mandamentos de Deus e que fixam o seu olhar espiritual em Cristo, Sol de justiça (Mal 3,20).

Do alto do céu, Cristo oferece aos que combatem o socorro do seu braço, e exorta-os com estas palavras do Evangelho: «A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus». Enquanto servidores de Deus, os santos declaram-se por Cristo nesta vida passageira e diante dos homens mortais; fazem-no por um curto espaço de tempo e na presença de um pequeno número de homens. Mas nosso Senhor Jesus Cristo declara-Se por nós no mundo da eternidade, diante de Deus seu Pai, rodeado dos anjos e dos arcanjos e de todas as forças do céu, na presença de todos os homens, desde Adão até ao fim dos séculos. Porque todos ressuscitarão e serão julgados no tribunal de Cristo. Então, na presença de todos e à vista de todos, Ele dará a conhecer, glorificará e coroará aqueles que Lhe provaram a sua fé até ao fim. (Gregório Palamas, 1296-1359, monge, bispo e teólogo, Sermão para o Domingo de todos os Santos).

 

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As Orientações Pastorais em tempo de covid-19 para as Paróquias que me estão confiadas são:

ORIENTAÇÕES PASTORAIS

em tempo de COVID-19

 

Baptizados:

  1. Serão celebrados na sede da Paróquia, somente com os Pais e Padrinhos;
  2. Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

 

Casamentos:

  1. Devem celebrar-se, preferencialmente, aos Sábados, somente com os Nubentes e as testemunhas…;
  2. Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.

 

Reconciliação:

  1. Sempre que for necessário, marcando antecipadamente com o Pároco;
  2. Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.

 

Unção dos Doentes:

  1. Sempre que for necessário, marcando antecipadamente com o Pároco;
  2. Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.

 

Funerais:

  1. Serão no Cemitério e seguindo as disposições da DGS, do Município e da Diocese;
  2. A Celebração da Santa Missa de sufrágio será acertada com a Família para quando for oportuno;
  3. Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.

 

Missas:

Dominical: à hora marcada;

Ferial: à hora marcada. Não haverão celebrações nas Capelas, visto estas não terem as disposições mínimas pela DGS e CEP para este tempo de pandemia. As Missas com intenções particulares serão avisadas e celebradas na Igreja Paroquial;

Cumprir-se-ão, sempre, as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.

 

Outros actos religiosos:

Peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras actividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia, continuam suspensas até novas orientações da DGS e CEP.

Pe. Jorge Gomes

 

Ano A - Tempo Comum - 12º Domingo - Boletim Dominical II

Cidade Falcão celebra 250 anos da criação da Diocese de Pinhel

Vai ser neste domingo, 21 de junho que Pinhel celebra os 250 anos da criação da Diocese de Pinhel.

A Eucaristia será celebrada no Largo dos Combatentes, pelas 18.30 horas, sendo garantidas todas as normas de segurança, higiene e distância. A eucaristia será presidida pelo bispo da Diocese da Guarda, diocese que acolheu, em 1882, o território da extinta diocese de Pinhel.

Está também prevista a apresentação de um livro de bolso para conhecer a história por detrás da diocese de Pinhel que teve, entre 1770 e 1882 seis bispos residentes, e entre 1969 e 2020 seis bispos titulares, encontrando-se, de momento, com sede vacante.

Volume LXXVII da Revista Beira Alta apresentado na Sé de Viseu

O Claustro Superior da Sé de Viseu acolhe, no próximo dia 18 de junho, pelas 17h00, a sessão de apresentação do Volume LXXVII da Revista Beira Alta dedicada aos estudos da região.

Publicada desde 1942, a Revista Beira Alta assumiu, ao longo dos anos, manifesta relevância na disponibilização de estudos relativos ao território da Beira Alta.

Lançada pela Junta da Província, como “revista trimestral para a publicação de documentos e estudos relativos às terras da Beira-Alta”, a revista transitou para a Junta Distrital de Viseu em 1960 e, posteriormente, em 1978, para a Assembleia Distrital de Viseu, tendo o projeto sido acolhido pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões a partir de 2015.

De âmbito temático diversificado, abordando largo espectro de subdomínios de conhecimento de áreas da história, história da arte, etnografia, literatura, música, etc… de abrangência geográfica alargada, que compreende todo o território da Beira Alta, a revista potencia o desenvolvimento e a divulgação do conhecimento, não apenas na tessitura da região, mas também no quadro das dinâmicas e relações com o resto do território nacional ou mesmo no quadro internacional.

Convictos de que a revista Beira Alta continua a ser uma referência, lançamos um novo volume de estudos da região, prestigiando assim aquela que é uma das mais antigas publicações periódicas nacionais.

A sessão de apresentação contará com as intervenções do Presidente da CIM, Rogério Mota Abrantes; da Diretora da Revista Beira Alta, Fátima Eusébio; e de um dos autores dos artigos da revista apresentada, Jorge Adolfo Marques.

“Herança e Legado, o nosso Património” lançado pela União de Freguesias de Tavares

Nada melhor que assinalar o Dia de Portugal e das Comunidades com o  lançamento de uma coleção “Herança e Legado, o nosso Património” composta por vinte e oito edições que contempla o património religioso, arquitetónico e cultural da freguesia. Esta uma iniciativa da União de Freguesias de Tavares que assim vai poder levar a todos através desta coleção , todas as tradições, os usos e costumes desta comunidade das Terras de Tavares ao longo dos anos.

Avisos e Liturgia Santíssima Trindade- Ano A

 

“A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”. Nesta pequena frase, S. Paulo resume o mistério de Deus. O Pai é o Amor original; o Espírito Santo é o propagador deste amor, dentro e fora da divindade; o Senhor Jesus Cristo, feito homem, é o que nos concede este amor, como graça salvadora. Este Domingo é uma síntese da nossa fé, que a Igreja dedica a reconhecer a grandeza do mistério de Deus. A Trindade não é uma mera especulação, mas a acção do Deus Amor que, em Jesus Cristo, veio ao nosso encontro para nos conduzir e introduzir no coração de Deus. Com muita clareza, é dito, neste domingo, no evangelho: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna”. Só Deus uno e trino pode realizar esta gigantesca epopeia de amor!

A 1ª leitura, do livro do Êxodo, narra-nos a renovação da Aliança do Sinai entre Deus e Moisés. O povo tinha cometido o pecado da idolatria ao fabricar o bezerro de ouro. Moisés sobe de novo ao monte Sinai, levando nas mãos umas tábuas novas de pedra, sem nada escrito. Mas as palavras da Lei têm de ser gravadas, em primeiro lugar, no coração de Moisés, e depois nas tábuas, ou seja, a experiência de Deus é anterior à norma. Se tal não acontecer, a Lei não se entende nem se poderá cumprir. “O Senhor desceu na nuvem, ficou junto de Moisés e proclamou o nome do Senhor”. O mistério de Deus experimenta-se na intimidade, na relação pessoal com alguém. Este atreve-se a pronunciar o nome do Senhor. Moisés já o conhecia: “Eu sou”. Deus é um sujeito, um “Eu” pessoal que existe e que vive antes do mundo ser criado. É um “Eu” que procura entrar em relação pessoal com a humanidade, a obra mais perfeita da criação. Neste diálogo pessoal, Deus vai revelando o seu ser e o seu agir. O sujeito “Eu” e o verbo “ser” completam-se com predicados que brotam da história da relação entre Deus e a humanidade. “Eu sou o Deus dos teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacob”. Um Deus capaz de ver a opressão dos israelitas, de ouvir os seus lamentos, de sentir os seus sofrimentos. Um Deus que intervém através de pessoas frágeis e imperfeitas, como é o caso de Moisés. Depois do pecado do povo, o Deus Libertador do Êxodo manifesta-se agora como o Deus que perdoa que Moisés e os israelitas desconheciam. No diálogo do Sinai, o nome de Deus é completado com alguns predicados: “o Senhor é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para Se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade”. O Deus Trindade revela-se no decorrer da nossa vida, nos momentos felizes e tristes, vividos na fé.

Muitas pessoas deixaram de acreditar, porque lhes apresentaram um Deus teórico, que seria a chave explicativa de tudo quanto existe e acontece. Mas, perante os problemas concretos e as situações pessoais, especialmente as mais dolorosas, todas as explicações, por mais sábias que sejam, caiem por terra. Um Deus “todo-poderoso”, que não pode evitar o mal e os sofrimentos da humanidade, aparece como algo contraditório. Um Deus que não nos serve para viver, não interessa. Só na convivência íntima descobrimos Deus. Nos diversos momentos da nossa vida, descobriremos este Deus que é clemente, compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia. Para conhecer Deus, também tenho de conhecer “quem sou eu” e o “que Deus quer de mim”, ou seja, conhecerás Deus se te conheceres quem és e qual a tua missão na vida.

07-06-2020
07-06-2020

«Que reconheçamos a glória da eterna Trindade, e adoremos a Unidade na sua omnipotência» (oração colecta)

 

A verdade sobre a Santíssima Trindade tinha-me sido exposta por teólogos, mas nunca a compreendi como a compreendo agora, depois daquilo que Deus me mostrou. Foram-me representadas três Pessoas distintas, que podem ser consideradas e com quem se pode conviver em separado. Percebi depois que só o Filho encarnou, o que mostra claramente a realidade desta distinção. Estas Pessoas conhecem-Se, amam-Se e comunicam entre Si. Mas, se as três Pessoas são distintas, como dizemos que têm, todas três, uma mesma essência? Com efeito, é nisso que acreditamos; trata-se de uma verdade absoluta, pela qual estaria disposta a sofrer mil vezes a morte.

Estas três Pessoas têm um único querer, um só poder, uma única soberania, de tal maneira que nenhuma delas pode coisa alguma sem as outras, e que há um só Criador de tudo quanto foi criado. Poderia o Filho criar uma formiga que fosse sem o Pai? Não, porque eles têm um mesmo poder. E o mesmo acontece com o Espírito Santo.

Assim, há um só Deus todo-poderoso, e as três Pessoas constituem uma só Majestade. Poderá alguém amar o Pai sem amar o Filho e o Espírito Santo? Não, mas aquele que se torna agradável a uma destas três Pessoas torna-se agradável às três, e aquele que ofende uma delas ofende as outras duas. Poderá o Pai existir sem o Filho e sem o Espírito Santo? Não, porque têm uma mesma essência, e onde se encontra uma Pessoa encontram-se as outras duas, porque não podem separar-se. (Santa Teresa de Ávila, 1515-1582, carmelita descalça, doutora da Igreja, Relações, nº 33).

 

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Ano A - Tempo Comum - Santíssima Trindade II

Turismo do Centro apresentou estratégia de promoção dos Caminhos da Fé e da Espiritualidade

O Turismo Centro de Portugal apresentou nesta sexta-feira, em conferência de imprensa, a estratégia de promoção dos Caminhos da Fé e Espiritualidade no Centro de Portugal. Este é um produto em que a entidade regional de turismo aposta de forma decisiva este ano e que tem conquistado importância crescente na região.

Além do Culto Mariano, cujo expoente máximo é Fátima, outros locais de culto e peregrinação têm ganho destaque, nomeadamente os Caminhos de Fátima, o Caminho de Santiago, a Rota Carmelita ou a Herança Judaica.

Na conferência de imprensa, que decorreu nas Luz Charming Houses, unidade de referência em Fátima, foram apresentados novos materiais promocionais, como mapas e roteiros, que indicam aos turistas e peregrinos os locais a visitar no Centro de Portugal. Além disso, foi também apresentado o Guia do Turismo Espiritual e Religioso, que será publicado amanhã, inserido num semanário nacional, e destacada a estratégia transfronteiriça comum de promoção do Turismo Religioso e Espiritual, entre regiões de Portugal e Espanha.

A apresentação contou com as presenças de Luís Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém, Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima, Teresa Ferreira, diretora do Departamento de Desenvolvimento de Recursos do Turismo de Portugal, e Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

Luís Albuquerque destacou o facto de este conjunto de materiais promocionais serem “um bom contributo para o desenvolvimento de Fátima e para a retoma que todos queremos que possa acontecer o mais rapidamente possível”. “É com enorme satisfação que verifico que o Turismo do Centro considera o turismo religioso como pilar fundamental para os próximos anos na nossa região, reconhecendo que Fátima é um produto turístico estratégico nacional”, disse.

Por parte do Santuário de Fátima, o padre Carlos Cabecinhas elogiou a aposta no turismo religioso e espiritual que tem sido “uma das marcas características do turismo no Centro de Portugal”. “O crescimento exponencial do turismo em Portugal nos últimos anos contou também com contributo desta vertente espiritual e religiosa. Esta foi uma aposta estratégica do Turismo do Centro de Portugal, o que muito nos alegra, e nesse contexto Fátima ocupa um lugar especial, por ser o mais significativo e importante destino de turismo religioso português. A variedade de peregrinos que em cada ano acorrem a Fátima comprovam que este é de facto um santuário mundialmente conhecido”, sublinhou.

Teresa Ferreira realçou que “os Caminhos da Fé, desmultiplicados nos Caminhos de Fátima, Caminhos de Santiago e a Herança Judaica, são estruturantes para o desenvolvimento turístico do país, porque é um produto que assenta em ativos que nos diferenciam, tanto no património material como do património imaterial e natural, tem uma escala nacional e é uma proposta de experiência turística que pode ser usufruída durante todo o ano, permitindo descobrir muitos percursos e recantos deste país”. “Além disso”, acrescentou, “também é particularmente importante porque está alinhado com aquilo que vão ser as tendências dos turistas, que após este período de pandemia vão procurar experiências de valorização pessoal, experiências seguras e que sejam alternativas a destinos mais massificados”.

Pedro Machado salientou que, na sequência da campanha promocional da região que o Turismo Centro de Portugal tem em curso, “chegou o tempo dos Caminhos da Fé e dos Caminhos da Espiritualidade”. “Entendemos que este é o tempo de apelamos a esta dimensão da fruição turística associada à sua dimensão espiritual e à sua dimensão religiosa”, disse. Depois de enaltecer o Turismo de Portugal e as entidades parceiras na divulgação dos projetos comuns de Turismo Religioso, exemplificando com organizações regionais de turismo em Portugal – Alentejo, Porto e Norte e Lisboa – e Espanha, como Extremadura, Castela e Leão e Galiza, Pedro Machado desafiou os portugueses a conhecerem os destinos hoje presentados: “Desafio os portugueses que não tinham pensado em realizar uma experiência de natureza espiritual ou religiosa a poderem fazê-lo, com pouco custo do ponto de vista material mas cheio de significado do ponto de vista da dimensão espiritual e da dimensão ética”.

A finalizar, Pedro Machado deixou um “apelo patriótico aos concidadãos”: “Façam férias em Portugal, e naturalmente no Centro de Portugal, e ajudem assim as empresas portuguesas a resistir e a ultrapassar esta fase difícil”.

Fátima acolhe apresentação da estratégia de promoção dos Caminhos da Fé e Espiritualidade no Centro de Portugal

A estratégia de promoção vai ser apresentada nesta sexta-feira, dia 5 de junho, em Fátima, com a presença de Luís Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém, Pe. Carlos Cabecinha, reitor do Santuário de Fátima, Teresa Ferreira, diretora do Departamento de Desenvolvimento de Recursos do Turismo de Portugal, e Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

O Turismo Religioso e Espiritual é um pilar com importância crescente no Centro de Portugal. Além do Culto Mariano, cujo expoente máximo é Fátima, outros locais de culto e peregrinação têm ganho destaque, nomeadamente os Caminhos de Fátima, o Caminho de Santiago, a Rota Carmelita ou a Herança Judaica. Nesta conferência de imprensa será dada a conhecer a aposta reforçada do Turismo Centro de Portugal neste produto, exemplificando com novos materiais promocionais e com uma estratégia transfronteiriça ibérica de promoção do Turismo Religioso e Espiritual.

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