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Religião

Avisos e Liturgia da SANTÍSSIMA TRINDADE (ANO C)

Depois de terminado o Tempo Pascal, neste domingo celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade. Na verdade, professamos a Trindade de Deus em cada celebração e em tantos outros momentos. Mas neste dia, temos a oportunidade de louvar, de dar graças e de adorar o mistério do nosso Deus que é comunhão de amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Os textos bíblicos deste Domingo fazem referência a este grande mistério: Deus Pai enviou ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade para revelar aos homens o seu admirável mistério. Por isso, professamos e proclamamos “um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma pessoa, mas na trindade de uma só natureza”. A Santíssima Trindade não se manifesta somente na solenidade deste domingo, mas também está presente em todas as celebrações litúrgicas; iniciamos e terminamos a Eucaristia em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; todas as vezes que professamos a nossa fé, sobretudo com o texto do Credo; quando cantamos o Glória; na celebração de todos os sacramentos, nas bênçãos e em tantos outros momentos. As leituras e as orações deste domingo procuram aproximar-nos da Trindade, mas trata-se de um mistério incompreensível para a nossa inteligência.

Como poderemos entender este mistério sobre o nosso Deus? De certeza que nos vem à memória o episódio da vida de S. Agostinho, passeando pela praia, procurando entender o mistério de Deus. Como é difícil compreender quem é Deus, da mesma forma que era impossível à criança que, junto a S. Agostinho, pretendia encher um buraco feito na areia com toda a água do mar. Conhecer Deus é tão impossível como esvaziar todo o mar para encher um pequeno buraco. Mas, talvez nos possa ajudar a ideia de S. Patrício, o primeiro a introduzir o Cristianismo na Irlanda no século V. Ele tinha uma forma muito original de explicar a ideia de um único Deus em três pessoas, porque os pagãos imaginavam que as três pessoas divinas eram três deuses diferentes. Para lhes explicar, usava um trevo e apontava para as suas três folhas. Este gesto simples foi suficiente para que aquelas pessoas acreditassem que as três pessoas divinas são um único Deus. Por isso, S. Patrício é o padroeiro da Irlanda e o trevo é um símbolo que representa todos os irlandeses.

16-06-2019

Apesar de todas as tentativas, quem nos ajuda a conhecer Deus é o próprio Jesus, tal como nos recorda o prólogo de S. João. Certamente que nós nunca vimos Deus, foi o Filho quem no-lo deu a conhecer. No texto do evangelho deste Domingo, Jesus Cristo diz aos seus discípulos: “tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena”. Esta vinda do Espírito Santo já a celebrámos no Domingo passado. Jesus revela que Deus é amor. É Amor porque entregou o seu Filho na cruz para salvar toda a humanidade, é Amor porque enviou o Espírito Santo para nos guiar e iluminar nas nossas vidas. Mas, há um aspecto, ao qual não podemos ficar indiferentes: a nossa vida cristã não se resume somente à celebração litúrgica. A liturgia é a fonte e o cume da nossa vida. Por isso, ao celebrar neste Domingo a solenidade da Santíssima Trindade, nós, criados à imagem e semelhança de Deus, também somos portadores desta relação íntima que existe entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Como se pode ver na segunda leitura, “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. É o amor que existe entre as pessoas divinas. Este amor entrou nas nossas vidas, quando fomos baptizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E este amor não é só para nós, é para transmitirmos aos nossos irmãos, quando estendermos as nossas mãos para os tornar mais felizes, ou seja, quando eles sentirem que são amados por nós.

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Para o Domingo, 23/06/2019, devido à realização dos Jogos Tradicionais em Forninhos os horários serão os seguintes:

Domingo
23
9h Forninhos

 

10h15 Dornelas

 

11h30 PenaVerde – compasso

 

14h30 Matança

DOMINGO XII

DO TEMPO COMUM – C

Ano C - Tempo Comum - Santíssima Trindade - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia da Ascensão do Senhor (Ano C)

A Ascensão do Senhor é uma festa de despedida. A leitura dos Atos dos Apóstolos e o texto do evangelho de S. Lucas fazem referência a este momento em que Jesus se despede dos seus discípulos. Todos já fizemos a experiência da despedida dos nossos familiares e amigos; uns foram para outras terras, outros já partiram deste mundo. Vamos sentir a falta deles, ou porque durante algum tempo estarão longe de nós, ou porque foram à nossa frente para a casa do Pai. Recordá-los-emos sempre pelos momentos bons que partilhámos na esperança de um dia nos encontrarmos novamente.

Na Ascensão, Jesus despede-se dos seus amigos. Não lhe esconde a realidade que irão enfrentar, não lhes faz um programa simples para concretizar nos próximos tempos, não lhes promete facilidades. É necessário pregar que “o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém”. Apesar da missão ser grandiosa e difícil, nunca estarão sozinhos, porque Jesus enviará Aquele que foi prometido pelo Pai, que lhes concederá uma força interior e um entusiasmo para levar por diante a missão recebida. Jesus sobe aos céus e os Apóstolos iniciam uma nova fase das suas vidas. Mesmo sem a presença física de Jesus, nada acaba, tudo se transforma e a vida continua a ter sentido.

02-06-2019

A Ascensão do Senhor é uma despedida na esperança, ajuda-nos a compreender que a vida continua a ter sentido e a concretizar a nossa missão neste mundo: descobrir Deus nos desprezados e esquecidos da sociedade, ir ao encontro do rosto sofredor do amigo, do irmão, do doente, do esquecido e do desprezado. A Ascensão do Senhor não nos convida a afastarmo-nos dos outros, mas também a “subir”, ou seja, a estarmos presentes junto dos nossos irmãos, fortalecidos e entusiasmados pela força do Espírito Santo. Na nossa vida nunca estamos sozinhos: estamos com os nossos irmãos e irmãs que, no silêncio e na discrição, na sua família e no trabalho, nos seus problemas e dificuldades, nas suas alegrias e esperanças, vivem no amor em Cristo.

Jesus sobe ao céu e também convida-nos a “subir” para Deus sem deixarmos a terra, ou seja, darmos conta que Ele está no meio de nós, nos outros, na natureza, em todos os momentos da nossa vida. Também “subimos”, alargando a perspectiva de ver a vida e a realidade que nos rodeia, não esquecendo que somos filhos de Deus, amados por Deus, que olhamos o céu como a meta da nossa vida, que estamos aqui para servir e para defender a dignidade da pessoa humana. Nesta perspectiva nova de vida, contaremos sempre com a promessa do Pai. Não podemos pensar que o Pai nos resolverá todos os problemas e sofrimentos. Mas ajudar-nos-á a construir um mundo mais justo e solidário, com mais dignidade e fraternidade. Jesus irá à nossa frente a ensinar-nos o caminho que leva ao Pai e aos irmãos.

A Ascensão não é algo que afecte apenas a Jesus! Agora, junto do Pai, no Céu, Ele está acima de todos os Principados e Poderes, mas também é uma presença amante e reconfortante junto de tudo e de todos. A Ascensão é também uma festa da Igreja, uma festa da Igreja missionária: os cristãos não podem cruzar os braços nem ficarem a olhar para o céu. Agora, a nossa missão é anunciar o Evangelho e o Reino de Deus. É a nossa missão cumprir o mandato de Jesus: “Ide por todo o mundo e ensinai todos os povos”, confortados e entusiasmados com a certeza de que Jesus estará sempre connosco até ao fim dos tempos.

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 Ano C - Tempo Pascal - 7º Domingo - Boletim Dominical

 

Avisos e Liturgia do 6º Domingo de Páscoa (Ano C)

Aconselhar os outros em momentos difíceis é uma tarefa muito delicada. Não é fácil, porque nem sempre temos todos os elementos para orientar correctamente os outros e tudo o que fizermos e dissermos será a partir de fora desses momentos. Colocarmo-nos no lugar do outro é quase impossível. Mas, é sempre importante cuidar dos outros. Aconselhar, orientar, acompanhar, animar os outros é sempre a nossa missão. E esta nossa missão tem de ser feita com toda a humildade e serenidade, nunca perdendo de vista que temos de lutar pelo bem dos outros. Esta é a vontade de Deus: que todos sejam felizes. O apóstolo João apercebeu-se o quanto Jesus o amava e não se cansava de transmitir que Ele o tinha mudado por dentro e feito um valente por fora. Também João ouviu a frase de Jesus que se encontra no evangelho deste domingo: “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração”. Com esta frase, Jesus pede-nos serenidade e valentia. Estas duas virtudes estão relacionadas uma com a outra. Dificilmente seremos valentes se estivermos inquietos, bloqueados, ansiosos e inseguros.

Mas, quem nos poderá dar esta serenidade? Estaremos inseguros quando nos sentirmos abandonados. Quando nos sentirmos cheios de confiança, em boas mãos, ficaremos tranquilos e reconfortados. A resposta é-nos dada por Jesus no evangelho: “Quem me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas estas coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse”. As palavras de Jesus têm uma grande força, porque expressam a sua vida, os seus gestos, as suas palavras, as suas acções, a sua proximidade com os mais necessitados, curando-os e salvando-os. Por isso, acrescenta: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração”.

26-05-2019

O Espírito Santo ajudar-nos-á a encontrar a serenidade para a nossa vida e tomar as decisões certas a partir da misericórdia de Deus. A primeira leitura narra-nos um exemplo da ajuda do Espírito Santo para gerar serenidade e tomar decisões certas. Nas primeiras comunidades cristãs, começaram a surgir pessoas que queriam seguir Jesus, mas não pertenciam ao povo judeu; eram de outras nações, de outras culturas e tradições. Começaram a surgir dois grupos: os fundamentalistas (rigorosos) e os moderados (que não colocam grandes barreiras a estes cristãos vindos de outros povos). Então, a comunidade cristã de Antioquia decidiu que Paulo e Barnabé e mais alguns discípulos subissem a Jerusalém, para tratarem dessa questão com os Apóstolos e os anciãos. Regressarem a Antioquia com alguns representantes dos Apóstolos para transmitirem de viva voz as suas decisões, porque “alguns dos nossos, sem nossa autorização, vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras”. As decisões dos Apóstolos e dos anciãos não são palavras de circunstância, ou a favor ou contra. Dizem claramente o seguinte: “O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além das que são indispensáveis. Procedereis bem, evitando tudo isso”. É uma decisão, fundamentada na vontade de Deus. Não é nenhum decreto mas uma decisão tomada com o coração, iluminado pelo Espírito Santo e pela misericórdia de Deus.

Que o Senhor resplandeça sobre nós a luz do seu rosto. Ele conceder-nos-á a paz, a serenidade e a confiança para enfrentar e governar a vida. Tudo venceremos, orientados pelo Espírito Santo e na certeza de que somos amados por Deus. Se guardarmos as suas palavras, Ele não nos abandonará, mas fará em cada um de nós a sua morada.

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Ano C - Tempo Pascal - 6º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 5ºDomingo de Páscoa (Ano C)

A ressurreição de Jesus gera um projecto novo para a humanidade. Os apóstolos sentem-se com forças para ir pregar a Boa Nova. A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos diz-nos que a Igreja nascente, ou seja os primeiros cristãos, é uma Igreja que caminha, as comunidades surgem e crescem por todo o lado. Os primeiros cristãos ajudavam-se uns aos outros, estavam unidos na fé, quando enfrentavam perseguições e sofrimentos. Escutando as palavras que relatam a realidade do início apaixonante da Igreja, ficamos a pensar no seguinte: hoje, somos assim? As nossas comunidades cristãs são assim? Estamos entusiasmados e apaixonados para a missão de anunciar o Evangelho à nossa volta e em todo o lado? Podemos ter a tentação de pensar que para os primeiros cristãos tudo seria mais fácil. Mas não podemos esquecer que eles eram perseguidos e que tinham de acreditar fortemente que Deus “enxugará todas as lágrimas dos seus olhos”; com Deus “nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor”.

Agora, depois da ressurreição de Jesus, aquilo que antes os discípulos consideravam impossível de fazer, sentem que podem conseguir. E não é uma questão de capacidades mas de convicção interior, porque Jesus vai à sua frente. Agora, há a esperança no coração dos discípulos de um futuro melhor. Esta esperança é descrita poeticamente na segunda leitura do Apocalipse, afirmando: “Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido. Aquele que estava sentado no trono disse: Vou renovar todas as coisas”. Trata-se de uma esperança que vem de muito longe. Todos os profetas e sábios, todos os missionários procuraram este novo céu e esta nova terra. Tantas vezes, hoje nós condenamos muitas coisas do passado e não estamos contentes com o presente, onde reina o egoísmo e a corrupção. Mas procuramos e desejamos um mundo novo, mais justo e mais fraterno. Parece uma utopia. Para os cristãos a grande utopia para a humanidade é a Páscoa de Jesus, porque anuncia uma nova maneira de viver, de nos relacionarmos, de partilhar os bens da terra. Não se trata de um paraíso somente desejado, mas de um compromisso concreto de ir renovando as pessoas e as estruturas da sociedade, ou seja, mudar o nosso comportamento pessoal, mudar as instituições e os organismos que terão de estar sempre ao serviço das pessoas e deixar de as explorar e desprezar.

19-05-2019

Um mundo novo não é um sonho impossível, é uma realidade que começou com a Páscoa de Jesus. Temos de nos convencer mais do que nunca que o velho mundo da violência e da injustiça é, deve ser, história passada e que podemos conseguir um mundo novo onde poderemos viver sem medos, em solidariedade e no amor. Neste mundo sonhado e desejado, Deus será uma realidade viva, íntima, em cada pessoa e em cada nação. Como podemos concretizar este projecto de Deus para toda a humanidade? De que forma, com que força e entusiasmo? Um mundo novo necessita de leis novas. Só há um caminho, uma maneira nova de viver. Qual? Jesus diz-nos no texto do evangelho deste domingo como testamento definitivo e definidor da sua vida e da sua pessoa: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”. Este mundo novo é o Reino de Deus que já está no meio de nós, naqueles que lutam pela dignidade das pessoas, em cada comunidade que acolhe, em cada pessoa que descobre que o perdão dá-lhe um olhar e um coração limpos.

Como construir este mundo novo? Enxugando lágrimas, ajudando os que sofrem, colaborando na construção da paz. Amando como Jesus amou. Ele amou não de forma possessiva (para controlar quem quer que fosse), não de uma forma egoísta (para se sentir bem), não amou para ser amado (numa espécie de comércio). Jesus amou para fazer o bem ao outro. Só assim, imitando Jesus, seremos felizes. Amar assim dá felicidade e gosto de viver.

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Ano C - Tempo Pascal - 5º Domingo - Boletim Dominical

Misericórdia de Mangualde visitou a Assembleia da República

Apesar do muito calor , a  Misericórdia de Mangualde nesta quarta-feira, 15 de maio, presenteou cerca de 40 dos seus colaboradores a visitar a Assembleia da República em Lisboa.

Assim, a comitiva liderada pelo Provedor José Tomás, foi recebida pela Deputada Elza Pais que juntamente com outros Deputados Maria Manuel Leitão Marques e José Rui Cruz  , fizeram visita guiada a todas as salas do edifício.

Seguiu- se a visita aos monumentos de Belém, não faltando saborear os pastéis de Belém.

Avisos e Liturgia do 4ºDomingo de Páscoa (Ano C)

Nos textos evangélicos, encontramos várias imagens para descrever quem é Jesus: Cordeiro, Senhor, Rei, Pedra angular, Luz, Verdade, Porta…. Neste domingo, Jesus apresenta-se a todos nós como o Bom Pastor. Por isso, é conhecido como o Domingo do Bom Pastor. Um Pastor que conhece, ama, alimenta, defende e dá a vida pelas ovelhas. E as ovelhas escutam a sua voz e seguem-no.

Jesus Cristo é Pastor para todos, ou seja, para todo o tipo de ovelhas: saudáveis e doentes, calmas e rebeldes, coxas ou não, perdidas ou não, fortes e fracas. Ele conhece muito bem as suas ovelhas, ama-as com ternura e misericórdia, alimenta-as todos os dias, mata-lhes a sede nas fontes das águas vivas dos sacramentos e defende-as dos lobos, ou seja, de todos os perigos que poderão afastá-las do seu rebanho. Jesus é o Pastor que vai adiante, à frente, guiando-nos no caminho. Ele conhece-nos, ama-nos, adapta-se a cada um de nós, ajuda-nos nas nossas necessidades e fraquezas. Bem sabemos que num rebanho, há algumas ovelhas que são preguiçosas, outras são mais ansiosas, algumas estão doentes, outras coxas, algumas facilmente se desviam do rebanho e têm a tendência a perderem-se. Jesus está muito atento a cada um de nós e guia-nos, com a sua infinita compaixão e misericórdia, às pastagens da verdadeira vida. Ele é um Pastor que sabe que foi o seu Pai que colocou nas suas mãos estas ovelhas (evangelho).

12-05-2019

Mas, quais são as condições para pertencer ao rebanho de Cristo Pastor? A resposta encontramos no texto do evangelho: “As minhas ovelhas escutam a minha voz…e elas seguem-Me. É necessário escutar e seguir este Pastor. Toda a Sagrada Escritura é um convite a estar sempre à escuta. Na primeira leitura, Paulo e Barnabé falam à cidade de Antioquia e muitos gentios aceitaram perseverar na graça de Deus. Porém, “ao verem a multidão, os judeus encheram-se de inveja e responderam com blasfémias”, porque tinham os ouvidos fechados à Boa Nova da ressurreição. É que para escutar este Pastor é necessário humildade e silêncio interior. E para seguir a voz deste Pastor é preciso serenidade e abertura, para que o Espirito Santo possa modelar em cada um de nós a imagem de Cristo, exortando-nos a sair dos vícios e do pecado, a desprender-nos do homem terreno e aspirarmos às coisas do alto.

Há um aspecto que não podemos esquecer neste domingo. Este Pastor, antes de o ser, foi Cordeiro que se imolou na Cruz para com a sua morte conceder-nos a vida eterna, abrindo-nos as portas do céu. A partir dos sacramentos, salpica-nos com o seu sangue que nos purifica. O que fez este Cordeiro por nós? A segunda leitura deste domingo dá-nos a resposta: Ele preparou-nos o caminho para as pastagens eternas, para o céu. “Uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão”. Assim, temos a certeza que no céu já não teremos fome nem sede, nem seremos oprimidos pelo sol ou o vento ardente, nem pela injustiça e maldade dos lobos desta sociedade e deste mundo. Seremos felizes e ninguém nos poderá afastar das mãos de Deus Pai.

Jesus é o Bom Pastor. Ele é misericordioso e ternurento: deixemo-nos, então, levar aos seus ombros e ser conduzidos por Ele. Ele é destemido e corajoso: defende as ovelhas dos lobos e de todos os que as atacam. Ele e o Pai “são um só”: à volta de um só Pastor, que é Jesus, vivamos não somente unidos uns com os outros, mas também unidos a Cristo e, por Ele, ao Pai.

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Ano C - Tempo Pascal - 4º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 3º Domingo de Páscoa (Ano C)

A ressurreição de Jesus é a fonte de entusiasmo, força e valentia para dar testemunho, se for preciso com o sangue, diante de todos, da mensagem que nos aparece na primeira leitura deste domingo: “O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-O no madeiro…e nós somos testemunhas disto”. No início, os discípulos tiveram muito medo e trancaram-se em casa. Depois, tiveram o atrevimento de sair e regressar à sua actividade da pesca no Mar de Tiberíades, aquele trabalho que tinham deixado para seguir o Mestre. Quando tudo começou abandonaram as redes de pescadores e agora voltaram a elas, mas ainda muito inseguros. Era a nova etapa da vida. Voltar a começar. Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Continuavam juntos e unidos, mas o esforço não tinha dado o fruto esperado. Estavam desanimados. Jesus vai ao seu encontro. Não o reconheceram, ou seja, não conheceram Aquele que lhes tinha oferecido um projecto extraordinário para as suas vidas.

Jesus faz-lhes uma proposta: “Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis peixe”. Eles lançaram a rede e apanharam uma grande quantidade de peixe. E o discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: “É o Senhor”. Como Maria Madalena, João reconhece Jesus. Como é importante reconhecer Jesus nas diversas circunstâncias da nossa vida! Quando chegaram a terra, viram brasas acesas com peixes. Jesus pede que tragam peixes apanhados naquele momento e diz-lhes: “Vinde comer”. Assim, dão conta que Jesus está no meio deles, em tudo o que fazem e abençoa o seu trabalho. Como isto nos faz sentir que somos instrumentos nas mãos de Deus, que somos profetas de um futuro que pertence a Deus.

05-05-2019

Hoje, como devemos ser profetas? Que mensagem temos para transmitir? Tantas vezes deixamo-nos vencer pelo desânimo, pelo excesso de trabalho, pelas preocupações da vida! Os discípulos entusiasmaram-se novamente, porque sentiram a presença de Cristo vivo e comeram com Ele: “tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes”. A partir das manifestações de Jesus ressuscitado, eles sabem qual é a sua missão, expressa nas palavras de Pedro: “O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-O no madeiro. Deus exaltou-O pelo seu poder, como Chefe e Salvador, a fim de conceder o arrependimento e o perdão dos pecados”. Agora, é bem claro para todos que o mundo não está perdido, porque Deus tem um projecto para toda a humanidade: a construção de um mundo mais fraterno, onde as pessoas sejam respeitadas, onde reine a paz, a humildade e o amor. Isto parece uma ilusão, uma utopia, mas é possível. Basta querer e viver, seguindo Cristo ressuscitado.

Mas como tornar visível este projecto de amor de Jesus? Respondendo à pergunta que Jesus fez a Pedro: “Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?”. Hoje, Jesus pergunta a cada um de nós: “Tu amas-me?”. Estás disposto a servir Jesus, a lançar as redes com Jesus, a tornar esta sociedade e este mundo um pouco melhor? A missão é grande, sentimos as nossas fragilidades e as nossas inseguranças. Mas tenhamos a mesma coragem para responder a Jesus como Pedro: “Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo”. Amar e seguir o Senhor vale muito mais que obedecer cegamente aos homens. Assim, também ergueremos a nossa voz para, como vimos na segunda leitura, proclamar: “Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro o louvor e a honra, a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen”.

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Ano C - Tempo Pascal - 3º Domingo - Boletim Dominical

Terço no Mês de Maio “Mês de Maria” na ISCMFA

Mês de Maio “Mês de Maria”em Fornos de Algodres .

Como anualmente acontece e  âmbito do Compromisso da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fornos de Algodres rezar-se-á na capela de Nª. Srª. das Dores, diariamente ás 15:00h e durante todo o mês de Maio o Terço!

Avisos e Liturgia do 2ºDomingo de Páscoa(Ano C)

Depois da morte de Jesus, muitas foram as dificuldades passadas pelos seus discípulos! Não só tiveram que aceitar que já não teriam mais a sua presença directa, familiar e próxima, mas também que tinham de se conformar em iniciar uma nova etapa da vida. Uma etapa em que tinham de percorrer o caminho sozinhos, sem a sua companhia e a sua correcção fraterna. Por isso tinham medo, estavam fechados em casa. Sentem-se inseguros, têm medo dos outros, têm medo da própria responsabilidade, têm medo do futuro.

Quantos medos tinham os discípulos de Jesus! Hoje, tantos medos nós temos! Podemos até afirmar que ainda temos mais medos do que eles. Temos medo de muitas coisas que ameaçam o nosso bem-estar e a nossa tranquilidade. Temos medo do terrorismo, da corrupção e das injustiças. Temos medo de ficar doentes, inseguros, de perder o emprego, das desgraças, das traições, das desconfianças, das difamações. Temos medo do fracasso dos nossos sonhos e projectos, medo do futuro da Igreja, medo do futuro desta sociedade e deste mundo.

Perante todos os medos, o que sentiam os discípulos de Jesus? E o que sentimos nós? Diante de todos estes nossos medos, ressoa a promessa clara e firme do Senhor: “A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós”. Nestas palavras de Jesus, há duas mensagens: 1) tende paz no coração, a paz que vem do Pai; 2) como o Pai Me enviou também Eu vos envio. Na verdade, para quem segue Jesus, não é possível ser evangelizador, não é possível dar testemunho da verdade, senão sentir e viver interiormente a paz que Ele nos oferece.

28-04-2019

E como é possível viver esta paz que nos dá coragem para sair e proclamar que Jesus está vivo? “Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”. É o Espírito de Jesus que faz brotar do nosso interior aquela força necessária para vencer todos os medos. Não podemos fechar-nos em casa e esperar que as coisas melhorem. Para além de todos os medos já referenciados, há uma outra forma de medo que se chama indiferença que reina tanto nesta sociedade e à nossa volta. No texto do evangelho deste domingo, Tomé é a figura da tentação da indiferença, porque não acredita no testemunho dos outros discípulos que lhe dizem: “Vimos o Senhor”. Mas ele respondeu-lhes: “Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei”. Pelas suas palavras, Tomé revela que, no seu interior, reina a indiferença, a desconfiança, a apatia, a resignação e a frustração.

Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Jesus manifesta-se, saúda-os (“A paz esteja convosco”) e fala directamente a Tomé: “Não sejas incrédulo, mas crente”. E Tomé respondeu-lhe: “Meu Senhor e meu Deus”. Reconhece a sua fraqueza e aceita o perdão de Jesus. É esta a frase que cura as nossas dúvidas, os nossos medos e decepções, as nossas fraquezas. Esta é a nossa profissão de fé que celebramos, alimentamos e vivemos em cada domingo na celebração da Eucaristia. Não podemos esquecer que foi no domingo (primeiro dia da semana) que os discípulos reconheceram o Ressuscitado, foi no domingo seguinte que estavam reunidos e Tomé presente que novamente experimentaram a presença de Jesus Ressuscitado, ou seja, é no domingo, Dia do Senhor, que os cristãos se reúnem (fazem-no há mais de dois mil anos) e fazem a mesma experiência de Jesus vivo que os alimenta na Eucaristia. Com São Tomé aprendamos também a reconhecer, no coração trespassado de Cristo, o amor misericordioso d’Aquele que tanto amou a humanidade.

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Ano C - Tempo Pascal - 2º Domingo - Boletim Dominical

Secular Semana Santa em Santar foi um ato de fé

Terminou mais uma edição da secular Semana Santa em Santar que envolve em celebração a comunidade num ato de fé e solenidade muito emotivo, que a Santa Casa da Misericórdia preserva culturalmente ao longo dos anos.

Na Quinta-Feira Santa teve lugar na Igreja da Misericórdia, a Missa da Ceia do Senhor celebrada pelo Sr. Padre Jorge Carvalhal e acompanhada pelo Grupo Coral, numa cerimónia muito concorrida. As celebrações prosseguiram com a Procissão dos Fogaréus, percorrendo a zona histórica da Vila entre a Igreja Paroquial e Misericórdia, terminando com a Adoração ao Santíssimo Sacramento até à meia noite como é a tradição.

Na Sexta-Feira Santa, também na Igreja da Misericórdia depois da leitura do evangelho da Paixão do Senhor, a cruz do altar das almas na sacristia (coberta com um pano roxo) é levada para o altar. Depois de apresentada, os participantes na celebração são convidados a fazer a sua adoração e a participar na Procissão do Enterro, sempre enriquecida pela Sociedade Musical 2 de Fevereiro de Santar.

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