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Religião

Tempo de Advento- Ano Litúrgico B

Tem inicio o ano litúrgico B, com o tempo do Advento, que é um tempo caracterizado pela espera da vinda do Senhor. O Senhor tem de vir! Em cada Domingo, a Igreja, na liturgia da palavra, propõe um percurso para ir ao seu encontro, ou melhor, para que Ele venha ao nosso encontro. Os primeiros Domingos convidam-nos a concentrar o nosso pensamento na sua vinda definitiva no fim dos tempos, à qual os cristãos chamam de vinda escatológica. Todavia, quase no fim do Advento também nos prepararemos para celebrar a sua vinda histórica, a sua encarnação, o seu Natal.

O Advento é um tempo de consolação e de esperança para caminhar sem desfalecer e para crescer na vida cristã. É um tempo que nos coloca diante do maior desejo dos cristãos: encontrarmo-nos com o Senhor. O tempo vai marcando a nossa existência e não pára por uns instantes. Ao longo da nossa vida, muitas vezes nos preocupamos com os problemas e esquecemos o essencial. Hoje, a Igreja recorda-nos e, novamente, nos convida a colocar o nosso coração nos bens do Céu tal como rezamos na oração depois da comunhão: “Fazei frutificar em nós, Senhor, os mistérios que celebramos, pelos quais, durante a nossa vida terrena, nos ensinais a amar os bens do Céu e a viver para os valores eternos”. Além disso, Jesus Cristo deixou-nos uma grande promessa que chegará com o seu regresso e recordamos na oração colecta: alcançar o Reino dos Céus. Mas como deveremos viver esta esperança da manifestação de Jesus Cristo? Encontramos a resposta no texto do evangelho deste Domingo.

Neste primeiro Domingo, o evangelista Marcos propõe uma pequena parábola que Jesus proferiu aos seus discípulos. Diz-nos que “um homem partiu de viagem; ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa”. Com esta parábola Jesus afirma que, apesar do dono da casa ter saído de viagem, os seus funcionários têm de ser responsáveis e cumprir algumas tarefas. Cada um dos servos recebe uma tarefa, a qual podemos chamar de uma vocação, porque eles têm diversas tarefas e o porteiro da casa tem de os vigiar. Facilmente pensamos o seguinte: se o dono não está, os servos desleixam-se, renderão menos e não cumprirão o seu trabalho. Toda esta alegoria ajuda-nos a entender a importância que tem, para os cristãos, a responsabilidade, a fidelidade e a vigilância nestes tempos em que a Igreja tem de caminhar, muitas vezes, entre tantas dificuldades. Assíduas vezes damos conta como são postas à prova as nossas forças e sentimo-nos desamparados por um Jesus aparentemente distante. Esta parábola serve de estímulo para continuar a trabalhar no Reino de Deus, cada um a partir da sua vocação, como se Ele estivesse presente.

A última recomendação de Jesus no texto do evangelho é um imperativo: Vigiai! Diz-nos por quatro vezes este imperativo. Vigiar supõe uma postura activa e não desleixada e adormecida ou, como tantas vezes fazemos, de braços cruzados. O dono da casa pode regressar a qualquer instante. Passaram muitos séculos desde que Jesus prometeu o seu regresso. Na Igreja primitiva vivia-se com muito entusiasmo e expectativa a sua vinda definitiva. Actualmente perdemos este entusiasmo e a nossa vida cristã resume-se num “deixa correr” sem recordar a grande promessa do Senhor. A parábola deste domingo faz-nos pensar no seguinte: se o Senhor viesse hoje, encontrar-nos-ia vigilantes? Atrevo-me a dizer que em muitos casos encontrar-nos-ia a dormir, ou seja, pouco preparados para a sua chegada. Esta é a grande tentação dos nossos tempos! Acomodámo-nos de tal forma que perdemos a nossa identidade e responsabilidade cristãs até ao ponto de deixarmos de estar atentos à sua grande promessa. Neste primeiro Domingo do Advento, perante o texto do evangelho, sintamos que o Senhor pede-nos uma atitude mais coerente, activa e responsável perante a sua vinda. Necessitamos muito de descobrir a vocação que o Senhor nos deu para, de seguida, viver de uma forma activa e responsável. “Senhor, nosso Deus, fazei-nos voltar, mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos”. “Não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!”.

por:UPAB

Avisos e Liturgia – Domingo I do Advento- Ano B

 

Iniciamos o ano litúrgico com o tempo do Advento. Como já sabemos, é um tempo caracterizado pela espera da vinda do Senhor. O Senhor tem de vir! Em cada Domingo, a Igreja, na liturgia da palavra, propõe um percurso para ir ao seu encontro, ou melhor, para que Ele venha ao nosso encontro. Os primeiros Domingos convidam-nos a concentrar o nosso pensamento na sua vinda definitiva no fim dos tempos, à qual os cristãos chamam de vinda escatológica. Todavia, quase no fim do Advento também nos prepararemos para celebrar a sua vinda histórica, a sua encarnação, o seu Natal.

O Advento é um tempo de consolação e de esperança para caminhar sem desfalecer e para crescer na vida cristã. É um tempo que nos coloca diante do maior desejo dos cristãos: encontrarmo-nos com o Senhor. O tempo vai marcando a nossa existência e não pára por uns instantes. Ao longo da nossa vida, muitas vezes nos preocupamos com os problemas e esquecemos o essencial. Hoje, a Igreja recorda-nos e, novamente, nos convida a colocar o nosso coração nos bens do Céu tal como rezamos na oração depois da comunhão: “Fazei frutificar em nós, Senhor, os mistérios que celebramos, pelos quais, durante a nossa vida terrena, nos ensinais a amar os bens do Céu e a viver para os valores eternos”. Além disso, Jesus Cristo deixou-nos uma grande promessa que chegará com o seu regresso e recordamos na oração colecta: alcançar o Reino dos Céus. Mas como deveremos viver esta esperança da manifestação de Jesus Cristo? Encontramos a resposta no texto do evangelho deste Domingo.

Neste primeiro Domingo, o evangelista Marcos propõe uma pequena parábola que Jesus proferiu aos seus discípulos. Diz-nos que “um homem partiu de viagem; ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa”. Com esta parábola Jesus afirma que, apesar do dono da casa ter saído de viagem, os seus funcionários têm de ser responsáveis e cumprir algumas tarefas. Cada um dos servos recebe uma tarefa, a qual podemos chamar de uma vocação, porque eles têm diversas tarefas e o porteiro da casa tem de os vigiar. Facilmente pensamos o seguinte: se o dono não está, os servos desleixam-se, renderão menos e não cumprirão o seu trabalho. Toda esta alegoria ajuda-nos a entender a importância que tem, para os cristãos, a responsabilidade, a fidelidade e a vigilância nestes tempos em que a Igreja tem de caminhar, muitas vezes, entre tantas dificuldades. Assíduas vezes damos conta como são postas à prova as nossas forças e sentimo-nos desamparados por um Jesus aparentemente distante. Esta parábola serve de estímulo para continuar a trabalhar no Reino de Deus, cada um a partir da sua vocação, como se Ele estivesse presente.

A última recomendação de Jesus no texto do evangelho é um imperativo: Vigiai! Diz-nos por quatro vezes este imperativo. Vigiar supõe uma postura activa e não desleixada e adormecida ou, como tantas vezes fazemos, de braços cruzados. O dono da casa pode regressar a qualquer instante. Passaram muitos séculos desde que Jesus prometeu o seu regresso. Na Igreja primitiva vivia-se com muito entusiasmo e expectativa a sua vinda definitiva. Actualmente perdemos este entusiasmo e a nossa vida cristã resume-se num “deixa correr” sem recordar a grande promessa do Senhor. A parábola deste domingo faz-nos pensar no seguinte: se o Senhor viesse hoje, encontrar-nos-ia vigilantes? Atrevo-me a dizer que em muitos casos encontrar-nos-ia a dormir, ou seja, pouco preparados para a sua chegada. Esta é a grande tentação dos nossos tempos! Acomodámo-nos de tal forma que perdemos a nossa identidade e responsabilidade cristãs até ao ponto de deixarmos de estar atentos à sua grande promessa. Neste primeiro Domingo do Advento, perante o texto do evangelho, sintamos que o Senhor pede-nos uma atitude mais coerente, activa e responsável perante a sua vinda. Necessitamos muito de descobrir a vocação que o Senhor nos deu para, de seguida, viver de uma forma activa e responsável. “Senhor, nosso Deus, fazei-nos voltar, mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos”. “Não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!”.

Elo de Comunhão

1º DOMINGO DO ADVENTO (ANO B) LEITURA ESPIRITUAL

“É preciso termos sempre em consideração uma dupla vinda de Cristo: uma, quando Ele vier e nós tivermos de prestar contas de tudo o que tivermos feito; a outra, quotidiana, quando Ele visita sem cessar a nossa consciência e vem a nós a fim de nos encontrar prontos por ocasião da sua vinda definitiva. Com efeito, para que me serve conhecer o dia do juízo, se estou consciente de tantos pecados? Saber que o Senhor vem, se Ele não vier primeiro ao meu coração, se não entrar no meu espírito, se Cristo não viver e não falar em mim? Então sim, é bom que Cristo venha se, antes que tudo, Ele vive em mim e eu nele. Para mim, é como se a segunda vinda se tivesse já realizado, uma vez que o desaparecimento do mundo já ocorreu em mim, porque de certa forma posso dizer: “O mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Ga 6,14).

Reflecti também sobre esta palavra de Jesus: “Muitos virão em meu nome” (Mt 24,5). Só o Anticristo se apodera deste nome, ainda que isso seja para nos enganar… Em nenhuma passagem da Escritura encontrareis que o Senhor tenha declarado: “Eu sou Cristo”. Porque lhe bastava mostrar que o era, pelos seus ensinamentos e pelos seus milagres, uma vez que o Pai agia com Ele. O ensino da sua palavra e o seu poder gritavam: “Eu sou Cristo”, com mais força do que milhares de vozes teriam gritado. Portanto, não sei se podereis achar que Ele o tenha dito em palavras, mas mostrou-o “cumprindo as obras do Pai” (Jo 5,36) e ministrando um ensino impregnado de piedade filial. Os falsos messias, que são disso desprovidos, só podem usar os seus discursos para suportar as suas pretensões enganadoras” (S. Pascácio Radberto,? – c. 849)

 

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Ano B - Tempo do Advento - 1º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum- Ano A

 

Continuando com a ênfase do final do ano litúrgico que terminaremos, se Deus quiser, no próximo Domingo, as leituras da Palavra de Deus que escutamos neste Domingo falam-nos do fim dos tempos e da necessidade de estarmos preparados. Concretamente, no texto do evangelho, Jesus pede-nos para fazer frutificar os talentos que Deus nos concedeu. Desde o início da nossa existência, Deus colocou em cada um de nós uma série de dons, de carismas. São dons da sua graça. Alguns de nós terão o dom da liderança, outros terão o dom para tarefas mais práticas, outros para um trabalho de pesquisa e mais intelectual, etc.

Estes dons que, gratuitamente, Deus nos deu têm de frutificar, ou seja, têm de ser postos a render, usando-os em benefício dos nossos irmãos. Jesus recusa a atitude do terceiro servo que nada fez para fazer render os talentos, apesar de não os ter perdido. Assim, Jesus convida-nos a não ficarmos encerrados em nós próprios, mas a partilhar tudo aquilo que recebemos de Deus, a abrirmo-nos ao mundo, aos irmãos, à Igreja. Não podemos guardar egoisticamente os dons que Deus nos deu. O Senhor sempre foi generoso connosco, até ao ponto de nos dar o seu próprio Filho. E nós? Somos generosos com Ele? Somos generosos como Ele? Cada um de nós, jovens e adultos, saudáveis ou fragilizados, temos de fazer frutificar os dons oferecidos por Deus, cada um na sua medida. Juntos podemos dar um bom testemunho como filhos de Deus que somos aos nossos irmãos mais necessitados, aos que não acreditam, aos desiludidos, aos jovens, etc. Desta forma, no final da vida terrena, queremos apresentar-nos diante de Deus com as nossas mãos cheias das boas obras que praticámos, não em nosso nome ou por nossa própria conta, mas as obras que fizemos em nome do Senhor, porque, como nos diz S. Paulo na segunda leitura, “não somos filhos da noite nem das trevas”, mas “filhos da luz e filhos do dia”. Assim como na primeira leitura encontramos o elogio da mulher no livro dos Provérbios, no salmo é dito que é ditoso o que segue o caminho do Senhor, ajudando o irmão, partilhando com ele a vida, levando luz onde há trevas.

Assim, podemos perguntar: qual é a verdadeira sabedoria? A resposta é a seguinte: colocarmo-nos nas mãos do Senhor, que nos criou, servi-lo seguindo os seus caminhos e fazendo frutificar em nós tudo aquilo que nos ofereceu generosamente. É muito importante viver o presente com o olhar orientado para o futuro. Só temos uma vida; temos de viver cada momento como se fosse o único, com autenticidade, com honestidade, sempre a fazer o bem, numa atitude vigilante. Assim, também ouviremos da boca de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel. Vem tomar parte na alegria do teu Senhor”. Que a Eucaristia deste domingo, antecipação deste banquete eterno, seja o alimento salvador que dá a força e o vigor para fazer frutificar o que o Senhor semeou em cada um de nós.

 

«Então, hão de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória»

15-11-2020

«[O Senhor disse a Josué:] Há ainda muita terra por conquistar» (Js 13,1). Considerai a primeira vinda de Nosso Senhor, o Salvador, quando veio a este mundo semear a Palavra; pela simples força da sua sementeira, apoderou-Se de toda a terra, pondo em fuga as potências adversas e os anjos rebeldes que dominavam o espírito das nações, ao mesmo tempo, que semeava a sua Palavra e expandia a sua Igreja. Assim foi a sua primeira tomada de posse de toda a terra. Segui-me agora pelas veredas subtis da Escritura e mostrar-vos-ei em que consiste a segunda conquista de uma terra sobre a qual foi dito a Josué/Jesus que faltava ainda conquistar uma grande parte.

Escutai as palavras de Paulo: «É necessário que Ele reine até que tenha feito de todos os inimigos um estrado para os seus pés» (1Cor 15,25; Sl 109,1). É essa a terra da qual faltava submeter uma grande parte a seus pés, de modo que Ele tomasse para Si todos os povos como herança. E vemos que há muitas coisas que não estão ainda submetidas aos pés de Jesus; ora, é preciso que Ele entre na posse de todas elas, uma vez que o fim do mundo não poderá advir sem que tudo Lhe tenha sido submetido.

Assim, diz o profeta: «Todas as nações Lhe serão submetidas, das extremidades dos rios até às extremidades da terra, e diante d’Ele se prostrarão os etíopes» (Sl 71,8-9, Setenta); e também: «Do outro lado dos rios da Etiópia hão de trazer-Lhe ofertas» (Sof 3,10). Daqui resulta que, na sua segunda vinda, Jesus dominará esta terra da qual muito resta por possuir.

Mas bem-aventurados aqueles que tiverem sido seus súbditos desde a primeira vinda, pois serão verdadeiramente cumulados de favores, mau grado a resistência de tantos inimigos e os ataques de tantos adversários, e receberão a sua parte da Terra Prometida. Mas quando, pela força, for alcançada a submissão, no dia em que necessariamente for destruído o último inimigo, que é a morte (1Cor 15,26), não haverá favores para aqueles que recusarem submeter-se-Lhe. (Orígenes, c. 185-253, presbítero, teólogo, Homilias sobre o Livro de Josué, 16, 3)

 

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Ano A - Tempo Comum - 33º Domingo - Boletim Dominical II

Participação na catequese das crianças e adolescentes preocupam Bispo da Guarda

Recentemente, D.Manuel Felício, Bispo da Diocese da Guarda, mostrou-se preocupado , com a catequese, isto é, a participação das crianças e adolescentes na catequese assim como a formação dos catequistas .

Face a isso, enviou uma carta a todos os padres da diocese, sobre “A Catequese da Infância e Adolescência”.

Desta maneira, D. Manuel Felício começa por lembrar que “juntamente com as celebrações das assembleias dominicais, a catequese é dos serviços com mais importância e também visibilidade nas nossas comunidades”. Refere que “os tempos de pandemia que continuamos a viver e sem abrandarem no seu rigor criam naturalmente dificuldades” não só ao serviço da catequese como a outros programas e serviços paroquiais.

O regresso às sessões presenciais de catequese, na Diocese da Guarda, foi preparado com uma reunião, no dia 19 de Setembro, no Seminário da Guarda, onde foram dados a conhecer “os necessários procedimentos”. D. Manuel Felício recorda que nas reuniões dos sete arciprestados o assunto também foi analisado. Na altura, de acordo com os testemunhos apresentados, foi referido que “algumas comunidades estavam já de regresso à catequese presencial, procurando superar as restrições da pandemia, de acordo com os procedimentos recomendados”, mas outras apresentaram receios “sobretudo vindos das famílias e de alguns catequistas”.

O Bispo da Guarda considera que esta é a hora de dar “os passos necessários e não ficarmos parados”, temendo que se venha “a perder esta importante habituação, desde há muito instalada nos nossos ambientes, e passe a considerar-se que a catequese é desnecessária”.

O Prelado considera que “algo parecido também pode estar a acontecer com a participação nas celebrações dominicais” e, por isso pede aos padres que prestem “a devida atenção” e que “como primeiros responsáveis pela vida de Fé das comunidades”, não podem “ficar parados”.

No documento, com data de 6 de Novembro, D. Manuel Felício dá conta de que “ao mesmo tempo que se faz a convocatória para a catequese”, é preciso não descurar “a formação dos catequistas, a começar por aqueles e aquelas que vêm, de novo, prestar este serviço, mesmo como auxiliares de catequese”.

O Bispo da Guarda recorda que o Departamento Diocesano da Catequese da Infância e Adolescência, coordenado pelo padre Valter Salcedas Duarte, “tem organizada uma formação inicial para catequista, em cinco sessões” que pode ser disponibilizado às paróquias interessadas.

Fonte:DG

 

Município de Nelas entrega produtos a instituições da região

Na sequência da ação solidária de recolha particularmente de produtos de higiene pessoal, realizada na época natalícia e de fim de ano de 2019, e que se prolongou até fevereiro do corrente ano, e que a pandemia que se instalou a partir de então impediu que acontecesse mais cedo, foi agora entregue pelo Presidente da Câmara às instituições de apoio a crianças e jovens da Confraria de Santo António, de Viseu, e ao Internato Viseense de Santa Terezinha, respetivamente, para crianças e jovens do sexo masculino e do sexo feminino, os produtos angariados na referida ação solidária, tendo sido enaltecido o espírito dos jovens estudantes do Concelho de Nelas, bem como das direções dos agrupamentos de escolas e das instituições do ensino particular do Concelho de Nelas, que em tão nobre iniciativa participaram.

Por parte dos representantes de ambas as instituições foi deixado um profundo agradecimento pela generosidade das gentes do Concelho de Nelas, particularmente numa época em que a palavra solidariedade e a acção solidária ganham outra dimensão.

Avisos e Liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum- Ano A

 

Estamos quase a chegar ao final do ano litúrgico. Dar-se-á conta através dos textos evangélicos que proclamaremos e escutaremos nestes últimos três Domingos, contando também com este Domingo. Jesus fala em parábolas, fala sobre o fim dos tempos, fala sobre a vigilância. Neste Domingo ressoa, especialmente, esta afirmação de Jesus: “Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora”. A atitude de um cristão é a vigilância, de estar à espera, não com medo, mas com determinação e confiança em Deus. Na narração da parábola das cinco virgens prudentes e das cinco virgens insensatas, Jesus convida-nos a estarmos preparados para O receber. Umas estavam, tinham azeite suficiente para as suas lâmpadas; as outras cinco, não foram cautelosas e ficaram sem azeite. É um claro convite a estarmos preparados e vigilantes. A vivência cristã não se fundamenta na ideia do “Carpe Diem”, viver o hoje sem preocupações com o amanhã, desfrutar a vida e os prazeres do momento em que se vive, mas na certeza de que em cada dia tem de se subir mais um degrau, dar mais um passo, na nossa amizade com o Senhor. Nas próximas semanas, nas quais iniciaremos um novo ano litúrgico com o tempo do Advento, seremos relembrados a estarmos vigilantes, a prepararmos o nosso coração e a nossa vida para o encontro definitivo e amoroso com o Senhor e, assim, entrarmos na sua festa.

O que podemos fazer para estarmos preparados? A primeira leitura, do Livro da Sabedoria, diz-nos que a sabedoria faz-se encontrar aos que a procuram, “ é luminosa e o seu brilho é inalterável, deixa-se ver facilmente àqueles que a amam”. É este o nosso desafio, ou seja, procurar uma atitude sábia para estarmos vigilantes. Como? Dando testemunho do amor de Deus nas nossas vidas, ou seja, construindo a paz, cuidando dos doentes, ajudando alguém que passa por uma necessidade material ou espiritual, anunciando Jesus com alegria e esperança aos descrentes, etc. Na nossa vida, o que é mais importante não são os prazeres humanos, mas o desejo de Deus, ou seja, que Deus fecunde todo o nosso ser, que sejamos uma imagem do seu amor. E isto realizar-se-á na nossa vida numa atitude sábia com esperança e sem colocar condições a Deus. Os cristãos de Tessalónica queriam controlar o “relógio” de Deus, porque queixavam-se da Sua demora, adiava a sua vinda, mas Deus tem o seu tempo, um relógio diferente do nosso. É evidente que virá, não se demorará; mas só quando Ele achar conveniente. Por isso, é muito importante ter uma atitude de jubilosa esperança e de abertura à sabedoria divina.

Na Eucaristia, o nosso olhar orienta-se para o futuro. Depois da consagração do pão e do vinho, aclamamos: “Anunciamos, Senhor, a Vossa morte, proclamamos a Vossa ressurreição; Vinde, Senhor Jesus!”. O Senhor convida-nos à sua mesa, à mesa da Eucaristia, esperando um dia participarmos no banquete das bodas do Cordeiro no Céu. Para tal, tenhamos acesa a luz da fé, a luz da esperança e a luz da caridade para que quando Ele vier, como as virgens prudentes, possamos entrar para celebrar eternamente o seu amor na sua presença. Que a Eucaristia deste Domingo nos conceda esta vontade de procurar a sabedoria de Deus para assim estarmos vigilantes, dando um bom testemunho, até que Ele venha.

 

«No meio da noite»

Oração para a Semana dos Seminários 2020

Senhor Jesus, filho muito amado do Pai,
envia a força suave do Espírito
para que desperte em todos nós
a decisão de irmos ter contigo para Te seguir.
Dá aos seminaristas amor à vocação
e a graça do compromisso de fidelidade ao Evangelho.
Faz dos nossos seminários comunidades de discípulos,
onde se vive a fraternidade mística.
Confirma nos dons do Espírito Santo os formadores;
recompensa e abençoa os benfeitores,
ampara o nosso Bispo e os nossos párocos,
para que sejam sempre fiéis ao dom do seu sacerdócio.
Que o Teu olhar desperte a generosidade
e a coragem dos jovens para Te seguirem.
Concede às nossas famílias a ousadia
de Te proporem como caminho, verdade e vida.
Senhor Jesus,
com a intercessão Maria, Tua e nossa Mãe,
dá à Igreja, felizes e santas vocações sacerdotais. Ámen!

Avisos e Liturgia do 31º Domingo do Tempo Comum- Ano A

 

TODOS OS SANTOS

Na solenidade do primeiro dia de Novembro, recordamos todas aquelas pessoas que, de uma forma anónima, deram um bom testemunho de fé em Deus, Senhor da vida. Não celebramos somente todos os santos do calendário “oficial” (Martirológio Romano), mas também recordamos todas as pessoas que passaram neste mundo fazendo o bem e foram fiéis ao Senhor. No dia 2, celebraremos uma comemoração semelhante, recordando os que descansam na paz de Cristo, com a esperança da ressurreição futura. Nestes dias marca-nos muito a oração de louvor, a romagem aos cemitérios e a oração por todos os fiéis defuntos. É desta forma que lembramos as pessoas que procuraram viver a fidelidade a Deus, ou seja, a santidade.

Os santos são a coroa da Igreja, a manifestação do amor de Deus derramado nos nossos corações. Pelo Baptismo, somos filhos de Deus e a nossa missão é dar um bom testemunho do amor que Deus tem por cada um de nós. Foi isto que fizeram tantos homens e mulheres que passaram a vida a fazer o bem, foram fiéis ao Senhor, procuraram viver amando, confiando, perdoando. Ao longo da História da Igreja, encontramos muitos santos e santas que, em momentos bons e maus, confiaram em Deus e a Igreja reconhece-os como santos. Não foram somente aqueles e aquelas que sabemos os seus nomes, mas também tantos desconhecidos e anónimos que deram um grande testemunho de amor e de fidelidade a Deus. Recordar todas estas pessoas é um estímulo para que, como eles, saibamos amar de todo o coração a Deus e ao próximo, dando cem por um de nós mesmos.

Todos somos chamados à santidade, ou seja, a sermos amigos de Deus. A primeira leitura, do Apocalipse de São João, diz-nos que são muitos os chamados (144.000, ou seja, todos), mas, como podemos também alcançar a santidade? A resposta está no texto das Bem-Aventuranças. Não importa cantarolar somente este texto ou recordá-lo como título de uma festa do percurso da catequese. Que pena ficarmos por aqui! Além de cantarolar, medita e vive este texto: sermos pobres de espírito, sermos humildes, construtores da paz, justos, perseguidos, etc. Jesus Cristo foi o primeiro a viver este texto e é este o caminho que Ele nos aponta. Poderá ser um caminho íngreme mas não impossível. Não podemos esquecer que àqueles que vivem as Bem-Aventuranças é-lhes dado o nome de “Felizes” (Bem-Aventurados). Queres também viver esta felicidade? Pois não percas tempo! Os santos e santas, anónimos ou não, procuraram viver neste espírito das Bem-Aventuranças. Celebrar a Solenidade de Todos os Santos é desejar a santidade, é querer ser amigo de Deus, pondo em prática este caminho estreito do Evangelho que nos conduzirá a pastagens eternas e ao banquete que o Senhor preparou para todos. Oxalá que um dia o Senhor te possa chamar “bem-aventurado”, porque viveste amando a Deus e aos irmãos.

 

«Erguendo os olhos para os discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus”»

01-11-2020

É muito importante apreender o segredo da alegria insondável que está em Jesus e que lhe é própria. Se Jesus irradia uma tal paz, uma tal segurança, uma tal alegria, uma tal disponibilidade, é por causa do amor inefável com que Se sabe amado por seu Pai. No seu baptismo nas margens do Jordão, este amor, presente desde o primeiro instante da sua encarnação, manifesta-se: «Tu és o meu Filho muito amado; em Ti pus todo o meu enlevo» (Lc 3,22). Esta certeza é inseparável da consciência de Jesus. É uma presença que nunca O deixa só (Jo 16,32). É um conhecimento íntimo que O preenche: «Assim como o Pai Me conhece também Eu conheço o Pai» (Jo 10,15). É uma partilha incessante e total: «E tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu» (Jo 17,10). «Tu Me amaste antes da fundação do mundo» (Jo 17,24). Há ali uma relação incomunicável de amor, que se confunde com a sua existência de Filho e que é o segredo da vida trinitária: o Pai aparece como aquele que Se dá ao Filho, sem reservas e continuamente, num ardor de alegre gratidão, no Espírito Santo.

E eis que os discípulos, e todos os que acreditam em Cristo, são chamados a participar desta alegria. Jesus quis que eles tivessem em si mesmos a plenitude da sua alegria (Jo 17,13): «Dei-lhes a conhecer o teu nome e o darei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles e eu esteja neles também» (Jo 17,26).

Esta alegria de habitar no amor de Deus começa aqui em baixo. É a alegria do Reino de Deus. Mas ela é concedida por uma via escarpada, que exige uma confiança total no Pai e no Filho, e uma preferência dada ao Reino. A mensagem de Jesus promete antes de tudo a alegria, esta alegria exigente; não começa ela pelas bem-aventuranças? «Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.» (São Paulo VI, 1897-1978, papa de 1963 a 1978, Exortação apostólica «Sobre a alegria cristã»).

 

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Ano A - Tempo Comum - Todos os Santos - Boletim Dominical II

Uso de Máscara obrigatório nas vias públicas

Foi assim promulgada pelo Presidente da República e entra em vigor, esta madrugada, o uso obrigatório de máscaras nas vias públicas.

A Lei n.º 62-A/2020 de 27 de outubro veio estabelecer a imposição transitória da obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos.
Artigo 3.º
Uso de máscara
1 – É obrigatório o uso de máscara por pessoas com idade a partir dos 10 anos para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável.

Avisos e Liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum- Ano A

 

É habitual afirmar que o mais importante na vida dos cristãos é amar. Muito bem, mas não é suficiente somente afirmar, porque temos de concretizar este “amar”. No texto do evangelho deste domingo, Jesus afirma que devemos amar a Deus e ao próximo. É a síntese do código do livro de Deuteronómio e do Levítico: “amarás o Senhor, teu Deus, com o todo o teu coração…”, “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Este é o maior e o primeiro de todos os mandamentos. Os judeus tinham muitas leis, algumas descritas em forma negativa e outras em forma positiva. Na Igreja, também temos o Código de Direito Canónico que termina com este pensamento: “tendo-se sempre diante dos olhos a salvação das almas, que deve ser sempre a lei suprema na Igreja” (can. 1752). Jesus sintetiza todas as leis em amar a Deus e amar o próximo como ti mesmo. São as duas faces da mesma moeda. Amar a Deus concretiza-se no amar o próximo, criado à sua imagem e semelhança. Amando o próximo manifestamos que amamos a Deus.

A primeira leitura do livro do Êxodo dá-nos exemplos concretos para vivermos a normativa que nos é apresentada no evangelho: coloca-nos diante da realidade dos estrangeiros, dos emigrantes, das viúvas, dos órfãos, dos pobres e dos mais necessitados. Numa sociedade como a nossa, em que nos deparamos todos os dias com novas realidades de pessoas necessitadas, de pessoas pobres, de gente perseguida pela fé, de refugiados, etc., somos convidados a agir e a estender a nossa mão ao irmão necessitado, fazendo aos outros tudo o que gostaríamos que a nós fosse feito. Não podemos ficar calados e quietos perante as injustiças deste mundo. É evidente que somos muitos pequeninos perante a grandiosidade destes dramas, mas não podemos deitar a toalha ao chão. É verdade que a Igreja tem muita actividade social com diversas instituições. Mesmo assim, temos de trabalhar cada vez mais em prol desta justiça social, que também é fruto da fé que temos neste Deus justo e misericordioso.

25-10-2020

Como gostamos de ser bem tratados, de ser bem acolhidos, de ser bem recebidos em todo o lado! Mas, fazes o mesmo aos outros? Recordemos que todos queremos estar bem tratados, que todos temos a dignidade de ser filhos e filhas de Deus e que temos de nos amar mutuamente, através dos pequenos gestos de cada dia: uma palavra amiga, uma palavra de consolação e de coragem, uma ajuda material ou espiritual, etc. Só assim a nossa sociedade mudará e será um reflexo do amor que Deus tem por cada um de nós. Parece difícil mas a solução é bem mais fácil: é urgente mudar o coração, olhar mais para fora do que para dentro. Não é necessário fazer grandes festas, grandes campanhas, grandes eventos, grandes gestos; bastam os pequenos gestos e acções de todos os dias, feitos com amor. Assim, quando o Senhor nos chamar para o encontro definitivo e amoroso com Ele, no dia do juízo, iremos ao seu encontro com as mãos repletas de boas obras porque tudo o que fizemos aos nossos irmãos mais pequenos, foi feito a Jesus Cristo. Que a celebração da Eucaristia neste Domingo nos ajude a amar cada vez mais a Deus e ao próximo como a nós mesmos.

 

«Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas»

 

Como reinar nos céus mais não é do que aderir a Deus e a todos os santos, pelo amor, numa única vontade, de tal forma que todos exercem em conjunto um único e mesmo poder, ama a Deus mais do que ti próprio, e verás que começas a ter o que desejas possuir de forma perfeita no céu. Concerta-te com Deus e com os homens – desde que estes não se separem de Deus – e começarás a reinar com Deus e com os seus santos. Porque, na justa medida em que agora te concertares com a vontade de Deus e com a dos homens, Deus e todos os santos concertar-se-ão com a tua vontade. Portanto, se queres ser rei nos céus, ama a Deus e aos homens como deves, e merecerás ser o que desejas.

Mas não poderás possuir este amor na perfeição se não esvaziares o coração de todos os outros amores. É por isso que aqueles que enchem o coração com o amor a Deus e ao próximo têm apenas o querer de Deus, ou o de outro homem, na condição de que este não seja contrário a Deus. São, pois, fiéis à oração e a esta maneira de viver, lembrando-se sempre dos céus; porque lhes é agradável desejar a Deus e falar acerca desse que amam, ouvir falar dele e pensar nele. É por isso também que rejubilam com todos os que estão em graça, que choram com os que estão em dificuldades (Rom 12,15), que têm compaixão pelos infelizes e que dão aos pobres – porque amam os outros homens como a si mesmos. É assim que, de facto, nestes dois mandamentos do amor «se resumem toda a Lei e os Profetas». (Santo Anselmo, 1033-1109, monge, bispo, doutor da Igreja, Carta 112, dirigida a Hugo, prisioneiro)

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano A - Tempo Comum - 30º Domingo - Boletim Dominical II

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