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Religião

José Tomás novo Presidente do Secretariado Regional de Viseu da União das Misericórdias Portuguesa

Recentemente, José Tomás, atual Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mangualde, foi eleito o novo Presidente do Secretariado Regional de Viseu da União das Misericórdias Portuguesas, para o quadriénio 2020-2023.

Esta foi uma eleição feita entre todos os Provedores das Santas Casas da Misericórdia do distrito de Viseu, face a isso, fazem parte também desta missão ,os Provedores das Misericórdias de Lamego, Castro Daire e Penalva do Castelo.

Por sua vez, José Tomás referiu que:
“Encaro este novo desafio com o sentido de serviço e de missão que é apanágio das Santas Casas da Misericórdia no espírito e na prática das 14 Obras de Misericórdia, sem outros intentos que não sejam contribuir com as minhas competências, saber, empenho e muita disponibilidade para o interesse coletivo das Santas Casas da Misericórdia do distrito de Viseu. É um compromisso sustentado nos valores da Lealdade, da Honestidade e da Frontalidade.
Procurarei sempre o bom entendimento, as parcerias e a cooperação com as demais instituições do nosso Distrito e da nossa Região.
Encaro a presidência deste Secretariado Regional como um desafio simultaneamente difícil e estimulante, ao qual procurarei dar cabal cumprimento das funções definidas pelo Regulamento dos Secretariados Regionais, sendo que, para esse efeito, o trabalho a desenvolver deverá passar por uma maior intervenção social e diplomática junto da União das Misericórdias Portuguesas e de entidades e instituições regionais, dar uma voz coletiva com credibilidade e respeito às Misericórdias, incentivar o trabalho em rede com reuniões participativas e dinâmicas, melhorar a comunicação interna e externa e levar a cabo realizações coletivas no âmbito social e cultural que envolvam todas as misericórdias. Ao Secretariado cessante deixo uma palavra de reconhecimento e agradecimento pelo trabalho desenvolvido nos últimos 8 anos”.
Estas foram as palavras do novo Presidente eleito, após este ato.

fotos :JT

 

Avisos e Liturgia do Baptismo do Senhor (Ano A)

a)      Com a Festa do Baptismo do Senhor termina o ciclo do Natal e começa o Tempo Comum, onde meditaremos sobre o que Jesus faz, o que ensina, quem acolhe e a quem se dirige. No domingo passado, na Solenidade da Epifania do Senhor, meditávamos que Jesus era a salvação para todos os povos. Hoje, o evangelho de S. Mateus diz-nos quem é Jesus e qual é a sua missão. Como em todo o tempo do Natal, o centro continua a ser Jesus. Diante de nós, temos muitos aspectos a salientar, mas na homilia, se quisermos dizer tudo, pode tornar-se uma dispersão de ideias, gerando confusão na mente dos fiéis.

 

b)      A linguagem utilizada no texto evangélico não é uma reconstrução histórica do acontecimento; o que se quer narrar e explicar tem muitas referências à linguagem e às imagens da literatura do Antigo Testamento, usadas para explicar as teofanias ou manifestações de Deus, como podemos constatar na sarça ardente com Moisés, na mensagem dada no Monte Sinai, na vocação de muitos profetas. Há aqui elementos comuns: o céu abre-se, uma voz fala do céu, o Espírito de Deus desce. Porém, o que tem que ficar claro é que o Baptismo foi um momento muito importante para Jesus para a compreensão da sua identidade e da sua missão que assumiu até às últimas consequências.

12-01-2020

c)       Imediatamente depois de receber o baptismo de João, que tinha um sentido penitencial e de conversão (por isso, provocou embaraço ao próprio João), S. Mateus escreve que “se abriram os céus” e que se ouviu uma voz. O Baptismo de Jesus permite ver que Deus comunica com os homens: a partir daquele momento, Jesus mostra a vontade do Pai. A mensagem vinda do céu, através da voz, é um eco daquilo que escutámos na primeira leitura: “Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma”. Nesta manifestação (teofania), aparece a voz do Pai que apresenta Jesus como Filho, tendo como “selo” de garantia o Espírito de Deus que descia “como uma pomba e pousou sobre Ele”. Manifesta-se, neste momento, a Santíssima Trindade e também Jesus que dela faz parte. Assim, Jesus é investido como o Messias, o Enviado de Deus.

 

d)      No seu discurso para convencer Cornélio de Cesareia e a sua família a receberem o baptismo, S. Pedro afirma que a missão de Jesus começou, depois de ter sido “ungido com a força do Espírito Santo”, pela Galileia, região fronteiriça com os gentios; por isso, não era terra preferida dos fariseus. A missão de Jesus é para todos os povos; Ele “passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio.

 

e)       A leitura de Isaías apresenta-nos o servo que foi escolhido com a missão de “levar a justiça às nações”. A sua missão é a de revelar a vontade de Deus que é levar a justiça e o direito às nações. Esta missão tem um carácter universal, mas tem de ter uma forma nova de actuar: sem violência, feita discretamente (“não se fará ouvir nas praças”), com especial atenção aos mais necessitados, mas firme (“não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra”). A luta pela justiça e contra o mal concretiza-se em dar vista aos cegos, libertar os prisioneiros e dar esperança aos que “habitam nas trevas”. Esta é a missão de Jesus, como meditaremos no próximo domingo.

 

f)       S. Mateus diz-nos que “Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Baptista ao Jordão”. Para as primeiras comunidades cristãs, o rio Jordão lembrava-lhes todos os momentos de libertação que deram sempre origem a uma nova maneira de viver e de entender a vida. No rio Jordão, Naamã tinha sido curado da lepra. Elias, ao passar o rio Jordão, com Eliseu, é levado para o céu. O rio Jordão era a fronteira da Terra Prometida, a terra de Deus. O banho no rio Jordão significava o desejo de passar do mundo do pecado para o mundo de Deus.

 

g)      Hoje, o Baptismo é também uma passagem para uma vida nova. Como Jesus, cada baptizado é amado pelo Pai, cada baptizado é ungido para que dê testemunho da libertação que alcançou pela graça de Deus. Como Jesus, cada baptizado é convidado a viver uma vida nova, ou seja, passando por este mundo fazendo o bem. Ser baptizado: 1) é introduzir-nos no mistério de Cristo, para que cada cristão possa dar testemunho deste mistério na sua vida; 2) é deixarmos que a força de Deus desça sobre nós para que sejamos neste mundo como Cristo. A missão para a qual cada baptizado é enviado é a mesma de Cristo: ser sinal de luz, de doação, de liberdade, da revelação do amor de Deus.

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Ano A - Tempo do Natal - Baptismo do Senhor - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia -Epifania do Senhor (Ano A)

a)     Pastoralmente, neste dia não deveremos esquecer de anunciar depois da proclamação do evangelho, como nos propõe o Missal, todas as festas do Ano Litúrgico, como expressão de que Natal, Páscoa e Pentecostes formam uma unidade. Assim, a encarnação é o ponto de partida da redenção, porque consiste na transformação do homem velho em homem novo. A celebração deste domingo é um outro aspecto da encarnação, porque os seus efeitos têm uma dimensão universal. A Oração Colecta desta Solenidade dá-nos as duas ideias fundamentais a realçar: 1ª guiados por uma estrela Deus revela-se aos pagãos; 2ª o pedido de sermos também guiados à contemplação da glória divina.

b)      Deus revela-se aos pagãos. Perante esta realidade, no evangelho, encontramos três posturas distintas. A primeira é a atitude de Herodes, imagem de um tirano, de um poderoso injusto e egoísta que não tem escrúpulo em fazer uma carnificina quando suspeita de algo contra ele. Com medo de perder o poder, procura eliminar quem lhe pode tirar o poder. São Mateus escreveu o seu evangelho para cristãos que tinham conhecido as três gerações da família de Herodes e este nome soava-lhes a terror como o nome de Nero para os cristãos de Roma. A segunda é a atitude dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas do povo. Eles conheciam a profecia que anunciava este acontecimento, mas não procuram como os Magos, estão como que cegos, a luz da fé não ilumina a sua inteligência; eles esperavam um Messias poderoso (não o entendiam na pobreza); eles não viram a estrela como também toda a cidade de Jerusalém. A terceira é a atitude dos Magos que são a imagem de todos os homens e mulheres que procuram a fé. Na realidade que os rodeiam, procuram o sentido que explique as suas vidas. Apesar de virem de longe, não quer dizer que tenham valores diferentes das nossas tradições. A fé trespassa o local geográfico e abre-se ao universo. Deus também lhes fala através de sinais (neste caso por uma estrela), para que procurem o sentido das suas vidas. Os Magos são a expressão de todos aqueles que têm o coração aberto para acreditar e confiar, dispostos a fazer caminho que pode ser muito longo, sendo necessário, por vezes, vencer vários obstáculos. Quantos se questionam ao ver a luz de homens e mulheres que seguindo Jesus Cristo, longe de todo o sinal de poder, estão próximas dos outros, amando e servindo. O sinal e a luz de Jesus Cristo é para todo o mundo, é universal.

05-01-2020

Os protagonistas do evangelho deste Domingo são os Magos, mas o centro e o objectivo é Jesus: Deus Encarnado, o Messias que hoje é visitado pelos magos. Diz o evangelho que “prostrando-se diante d’ Ele, adoraram-No”, oferecendo-lhe ouro como rei, incenso como Deus e mirra como homem. Os Magos têm a única atitude cristã perante Jesus: adorar Cristo como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Adora-se Deus, devido à sua infinita grandeza. Cada acto litúrgico tem este sentido, apesar de nele reconhecermos a nossa fraqueza e limitação diante de Deus que nos criou. Por isso, somos convidados a imitar os Magos: reconhecer em Jesus a sua grandeza, expressa nas manifestações do seu mistério, desde o nascimento, da sua vida privada em Nazaré e depois na sua vida pública, no sofrimento, na morte, ressurreição e ascensão à glória.

 

d)      Como os Magos, teremos de aprender a ver a estrela, ou seja, Deus, em todos os lugares: ver na natureza as marcas da sua presença, porque Ele a criou e a colocou ao serviço da humanidade. Para adorar a Deus, temos também de ter em conta todos aqueles acontecimentos que nos põem à prova e nos tentam a “fugir” de Deus, como aconteceu com os Magos que não se iludiram com o desejo “hipócrita” do rei Herodes. Há que deixar bem claro que Deus tem de ser sempre o primeiro, Aquele que tem a primazia, Aquele por quem procuramos, pondo-nos a caminho ao seu encontro. Encontrando-O, como aconteceu aos Magos, Deus torna-se próximo de nós, como um menino nos braços de sua mãe. Também a atitude dos Magos nos diz que a adoração deve expressar um sentimento interior, através de um gesto corporal: a adoração não é um acto intelectual, mas supõe toda a vida, a cabeça, o corpo, o coração. Finalmente, a adoração torna-se mais profunda à medida que o conhecimento de Deus vai progredindo. A adoração é um conhecimento amoroso que fará crescer o desejo de servir o Senhor até à adoração plena e definitiva.

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Ano A - Tempo do Natal - Epifania do Senhor - Boletim Dominical II

Cantar das Janeiras na Guarda

Vai ter lugar no dia 5 de janeiro de 2020, pelas 18h00, o Cantar das Janeiras no palco do Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda. Um espetáculo que reúne 17 grupos de cantares de coletividades e associações de freguesias do concelho da Guarda, que através da música e dos cantares tradicionais desta época festiva de boas vindas ao novo ano, conjuga um momento de festa com um momento de comunhão entre todos.

São cerca de 350 elementos a participar nesta edição do espetáculo comunitário, com direção artística de Edgar Valente e Ricardo Coelho, que fará o encerramento oficial do programa de animação de Natal da autarquia, Guarda: a Cidade Natal.

A celebração das Janeiras é um acontecimento popular enraizado há muitas décadas no povo, sobretudo, oriundo do meio rural. As Janeiras correspondem a uma manifestação cultural e social de convívio e partilha, de promover os valores da amizade e solidariedade no arranque de cada ano novo.

A entrada para este espetáculo custa 1 € e o valor total angariado reverterá, como em edições anteriores, para uma Instituição de Solidariedade Social do Concelho.

Participam nesta edição os seguintes grupos: A.D.C. Alfarazes (Grupo de Concertinas Gotinha de Água), Associação da Sequeira (Grupo de Cantares da Sequeira), Centro Cultural Guarda (Rancho Folclórico do Centro Cultural da Guarda), Centro Cultural Marmeleiro (Grupo de Cantares do Marmeleiro), A.C.D. Rapoula (Grupo de Cantares da Rapoula), Grupo Coral Pedras Vivas, Grupo de Cantares da Arrifana, Centro Social Póvoa do Mileu (Grupo de Cavaquinhos da Póvoa do Mileu), Grupo Social Desportivo Qta Gonçalo Martins (Grupo de Cantares Vozes da Quinta), NDS (Grupo de Cantares A Mensagem de São Miguel),  Centro Cultural de Famalicão da Serra (Grupo de Cantares Cantarinhas de Famalicão da Serra), Rancho Folclórico Casa de Saúde Bento Menni (Ó da Guarda), Grupo de Cantares das Lameirinhas, Grupo de Cantares da Faia, Grupo Coral de Maçainhas, Grupo de Cantares Sete Vozes de Vila Fernando.

Avisos e Liturgia – Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José (Ano A)

 

a)      Domingo e Natal: duas realidades a ter em consideração para a preparação desta festa. O Domingo, Dia do Senhor, é a causa máxima que nos faz reunir para celebrar a Eucaristia. Neste domingo, celebramos o Senhor, contemplando a Sagrada Família. É uma oportunidade para reflectirmos nas nossas famílias e na importância da família. Reflectimos sobre a família, celebrando o mistério do Natal: o Filho de Deus fez-se homem, no seio de uma família, de um povo, de um país. Para algumas famílias, estes dias festivos são muito difíceis, especialmente para aquelas que perderam alguém, ou que vivem em crise, ou que nelas tenha havido separação.

 

b)      Assim, para esta celebração seria muito bom que se tivesse em grande consideração o elemento da paz. Dar à celebração um tom de tranquilidade e de paz; aquilo que muitos desejariam encontrar no seio familiar e na sua casa. Não será bom fazer da homilia um discurso sobre os perigos que afectam a família nos dias de hoje. Procurar rezar, tendo em conta a realidade da família. Preparar muito bem as intenções da Oração Universal, procurando exprimir as necessidades que têm as famílias da comunidade paroquial.

 

c)       Celebramos a Festa da Sagrada Família num contexto sócio – político em que a realidade familiar é o centro de debates, de análises, de correcções, etc. Todavia, não podemos converter esta festa numa tomada de posição, a favor ou contra, aos debates políticos. Tantos que vão à missa e vivem experiências dolorosas nas suas famílias! Esta festa será uma boa ocasião para oferecer um pouco de paz e de repouso a alguns membros da família, a ajudando a rezar e a colocar as suas vidas nas mãos de Deus Pai.

29-12-2019

 

d)      As leituras deste Domingo têm como centro o evangelho, onde se narra a fuga de Maria e de José com o Menino para o Egipto. A 1ª leitura é uma compilação de ditos sapienciais populares que se referem ao relacionamento dos pais para com os filhos e vice-versa. O Salmo canta que a família será feliz se seguir o caminho do Senhor. Na 2ª leitura, S. Paulo dá-nos recomendações preciosas para a vida comunitária e para a vida familiar. A partir da 2ª leitura, olhemos para o grupo dos discípulos de Jesus como uma família. Fomos “chamados para formar um só corpo”. Jesus Cristo, Filho de uma família, tornou-nos filhos de Deus, irmãos. A família é uma realidade humana, assumida pelo Filho de Deus. O Filho de Deus tem como sua cada uma das nossas famílias; não porque sejam modelos ou porque tenham importantes categorias, mas porque nelas vivemos. Com Jesus, a família é iluminada pela luz da fé.

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paroquiasagb

Ano A - Tempo do Natal - Sagrada Família - Boletim Dominical II

Aldeia Natal da Cabeça até ao dia 1 de janeiro

 A Aldeia Natal da Cabeça continua a ser uma das mais visitadas do país, nesta quadra pela forma como é o Natal : autêntico e genuíno, a passagem de Ano Novo que se avizinha pode bem ser original e uma forma de fugir ao bulício das grandes cidades.

Nesta altura do ano na Cabeça, que é uma das localidades que integra a Rede de Aldeias de Montanha, é possível usufruir de um Réveillon peculiar, na aldeia e com vistas para a Natureza, bem no sopé da montanha onde corre a ribeira de Loriga. Cabeça Aldeia Natal convida os seus visitantes a passar 2019 para 2020, a 530 metros de altitude, com o calor da fogueira e a genuinidade das suas gentes.

E até ao primeiro dia de 2020 há ainda muito para ver e fazer. É possível participar em diversas atividades, caminhadas, workshops e, claro, apreciar o trabalho de decoração sustentável desenvolvido pelos moradores de Cabeça, que reflete e demonstra que com materiais recolhidos de forma responsável da Natureza – como as giestas, as videiras, os pinheiros, folhas e fetos, lã das ovelhas bordaleiras, canas de milho e ainda outros materiais reciclados – é possível “enfeitar de Natal” as ruas, casas, tabernas com o melhor que o Parque Natural da Serra da Estrela tem para oferecer.

Foto: Pedro Ribeiro

Imensas fogueiras de Natal por toda a região

Um pouco por todas as localidades desta região, tiveram lugar as tradicionais fogueiras de Natal, umas iniciaram ao meio da tarde como, Madeiro na Guarda, Pinhel e a grande maioria a seguir à Ceia de Natal, como mais emblemática a Fogueira na Antas, concelho de Penalva do Castelo, mas outras localidades recriaram a tradição, Carapito,Fornotelheiro, Mata, Matança, Fuinhas, Queiriz, Mesquitela, Cidadelhe, Trancoso, Vila Franca da Serra, Gouveia entre outras tantas localidades.

foto:DR

Avisos e Liturgia do 4º Domingo Advento (ANO A)

a)      Neste último Domingo de Advento, destaca-se o anúncio do mistério do Natal que foi preparado ao longo da história. A Liturgia da Palavra deste domingo apresenta-nos a reacção de três pessoas diante deste anúncio: Acaz, Maria e José.

b)      Jesus, o Messias, é Filho de David. Todos os evangelistas têm a preocupação de sublinhar a descendência davídica de Jesus, situando-a na esperança dos tempos messiânicos. Jesus quer dizer “Deus salva”. O tempo messiânico, no sentido profético, significa vencer a maldição do paraíso (Jardim do Éden), uma nova maneira de compreender a paz, a renovação da solidariedade e da harmonia entre as pessoas, como se se voltasse de novo ao paraíso do Génesis. A história da humanidade seria uma nova história, porque o homem seria verdadeiramente homem. Além disto, apresentar Jesus como filho de David é insistir no carácter humano da intervenção de Deus. Jesus integrar-se-á na História, apesar de ficar “marcado”, ou seja, vinculado a um determinado lugar, a circunstâncias concretas, à maneira de pensar do tempo e do local; mas tudo isto não impede de anunciar que a sua mensagem é universal. Jesus pertence ao povo judeu e é no seu seio que nasce; por isso, tem muitos sinais de pertença a este povo; é um entre muitos.

22-12-2019

c)       O Prefácio do Advento II/A apresenta-nos o papel de Maria no contexto deste último Domingo. Começa por nos ajudar a reconhecer que devemos estar gratos pelo mistério da Virgem Maria. Depois, vai explicando a força do mistério. Maria é a nova Eva. Por ela, a relação que existia entre os homens e Deus pode ser restaurada: “A graça que em Eva nos foi tirada, foi-nos restituída em Maria. Nela, Mãe de todos os homens, a humanidade, resgatada do pecado e da morte, recebe o dom da vida nova”. Todos devemos viver para Deus; em Maria vemos isso concretizado. Porém, sabemos que não foi somente Maria que desejou Deus, mas que Deus também a desejou, porque a escolheu e pelo Espírito Santo tornou-se presente, fez-se comunhão na sua vida e na vida de todas as pessoas. Se Maria, como nos recorda o Concílio Vaticano II, é mãe e modelo para a Igreja, também a comunidade cristã, como Maria, tem de estar disposta a acolher o amor de Deus no seu seio, deixando que o Espírito Santo actue.

d)      José é a imagem do crente, crê mas não compreende o que se está a passar à sua volta. Desde este ponto de vista, é muito parecido connosco. O que ele vê, o que ele espera e deseja não é o que está a viver. Mas, José é um crente como Abraão, ou seja, confia no projecto de Deus. É flexível nas suas decisões depois de escutar; não se distancia dos problemas, mas assume-os; pondo o nome de Jesus, compromete-se no plano de Deus; seguindo as orientações do anjo, a sua responsabilidade também proclama que Deus salva. Comprometer-se em algo não significa caminhar por um caminho fácil: exige a disponibilidade de modificar os próprios sentimentos, projectos e opções. A fé abre a José uma nova luz na escuridão, porque lhe faz ver o novo sentido que têm os acontecimentos que está a viver.

e)       Por outro lado, neste Domingo, encontramos a figura de Acaz, o crente que tem medo de acreditar. Acaz encontra-se entre duas opções políticas: ou aliar-se aos reis vizinhos para lutar contra a poderosa Assíria, ou aliar-se à Assíria. Acaz opta pela segunda hipótese para que a Assíria o auxilie a defender-se. Mas ao tomar esta decisão, abre as portas ao domínio assírio. O profeta Isaías anima-o e aconselha-o a não fazer alianças. Parece que aqui apenas se trata de uma questão de estratégia política. Mas, pela boca de Isaías sabemos que Deus queria dar a Acaz um sinal para alimentar a fragilidade da sua fé. Nota-se que o rei não quer nada: “Não pedirei, não porei o Senhor à prova”. Acaz não quer deixar-se guiar por Deus. Ele não é ateu, porque acredita, mas os critérios utilizados para tomar uma decisão estão, por vezes, longe dos critérios da fé. A opção assíria supunha introduzir no povo valores e uma religiosidade que iriam ferir gravemente a fé do povo. É aqui que radica a sua responsabilidade.

 

f)       José e Acaz são duas figuras muito diferentes. Com o Natal à porta podemos questionar se a nossa atitude é como a de Acaz, seguindo as ideias daqueles que os seus valores nos afastam da fé. Os seus critérios são muito fortes, impõem-se em todos os lugares, mas realmente libertam o homem? Ao rei Acaz e, quem sabe, a muitos de nós que nos deixamos influenciar facilmente, Isaías anuncia que o “Senhor nos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel”. Perante isto, somos fracos? A convicção de que Deus está connosco é a nossa fortaleza, porque Deus salva. Esta é a fé que celebramos no Natal.

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Ano A - Tempo do Advento - 4º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do 3º Domingo Advento(Ano A)

a)      Este Domingo é conhecido pelo nome de “Gaudete”, palavra latina que inicia a antífona de entrada deste dia: Alegrai-vos. Muitas vezes, estas antífonas dão o mote à celebração comunitária: hoje, é um convite à alegria que nos aparece também na primeira leitura. Hoje, inicia-se a segunda fase deste percurso pedagógico do Advento: o mistério da encarnação aparece mais explícito. Isaías e o evangelho, através do simbolismo usado, ajudam-nos a descobrir o Messias desejado. Para esta descoberta, é-nos pedida a paciência na segunda leitura.

 

b)      No Domingo passado, reflectimos no estilo de vida, na linguagem e no tema central da pregação de João Baptista. A sua pregação parecia ser ameaçadora, porque dizia para os fariseus e saduceus que não se podia escapar à justiça que estava iminente: “O machado já está posto à raiz das árvores”. A sua pregação tinha como finalidade preparar a humanidade para a justiça de Deus que seria posta em prática por Jesus Cristo. João Baptista foi preso por causa das suas convicções. Enviou a Jesus os seus discípulos com a pergunta: “És Tu Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?”. Jesus responde, convidando a observar o que está a acontecer: aqueles que são desprezados pela sociedade são atendidos, ou seja, recuperam a vista, a saúde, o ouvido, ressuscitam e recuperam a sua dignidade. Esta é a Justiça do Reino. É esta a justiça que os cristãos terão de praticar. Porém, não podemos esquecer que os milagres são sinais de uma realidade espiritual. É preciso, então, contemplar a acção libertadora do Messias numa dupla dimensão: a espiritual e a material. Esta é a nova forma de expressão da presença de Deus no meio dos homens e das mulheres. A missão de João foi preparar a vinda da justiça de Deus. Jesus afirma que João Baptista é o maior dos profetas, mas viver segundo os critérios do Reino é muito mais importante: “Mas o menor do Reino do Céus é maior do que ele”. Esta é a missão para todos os que desejam viver no Reino: viver a justiça da misericórdia.

15-12-2019

c)       Para esta missão, é muito importante a paciência. Como é necessário falar dela, quando à nossa volta há tanta falta desta virtude. Na segunda leitura, São Tiago, para nos falar da paciência, apresenta-nos o exemplo do lavrador que “espera pacientemente o precioso fruto da terra, aguardando a chuva temporã e tardia” e ano após ano conforma-se com a colheita, dependendo sempre do clima estável ou instável. A vida espiritual é muito parecida com esta imagem, especialmente no ambiente de comunidade paroquial. A falta de paciência e o desinteresse pelo o outro dificultam viver a esperança. Passa-se de um desejo para a ansiedade (querer o imediato das coisas). A paciência pelo encontro com Deus deve ser serena, tranquila, mesmo com momentos de sofrimento e de insegurança, mas nunca pode ser uma paciência passiva, porque supõe luta, trabalho, firmeza, sem perder a serenidade.

d)      As primeiras palavras da leitura de Isaías introduzem os aspectos importantes que o profeta quer salientar: “Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a terra árida”. Estas palavras convidam-nos a encarar a realidade de outra maneira. O deserto, o lugar onde reina o mal, pode florescer. O combate contra o mal faz surgir uma nova realidade, aquela com a qual Jesus se identificava quando os discípulos de João lhe perguntavam pela sua identidade. Então, será com esta realidade que todos nos devemos identificar. Teriam que ser os nossos sinais de identidade, concretizados por Deus. A travessia do deserto é um trabalho pessoal, mas também é comunitário, ou seja, de toda a comunidade que caminha. E é muito importante ter a capacidade de, enquanto caminhamos, olhar o bem que surge e que floresce. Nem tudo é um jardim, mas pouco a pouco tudo se pode ir transformando. A alegria surge graças à fé. Não é algo banal, é um desejo de esperar o Amor, porque é com amor que Deus salva. Temos de aprender a maneira de amar de Deus e só assim viveremos com alegria. Há que fazer um exercício pessoal… que cara temos? Não se trata de olhar os outros, mas de nos olharmos interiormente e ver se a alegria do amor de Deus habita em nós. A alegria existe, quando nos sentimos amados por Deus: “Aí está o vosso Deus”, vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-nos”.

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Ano A - Tempo do Advento - 3º Domingo - Boletim Dominical II

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