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Religião

Avisos e Domingo de Ramos- Ano C

PREPARAR AS CELEBRAÇÕES PASCAIS

A Congregação para o Culto divino publicou, em Janeiro de 1988, uma “Carta circular” que retoma, explicita e particulariza as normas litúrgicas relativas à preparação e celebração das Festas Pascais e sugere oportunos temas da catequese do máximo interesse para a vivência da Páscoa. Destacamos algumas propostas:

1. “Tal como a semana tem o seu início e o seu ponto culminante na celebração do Domingo, sempre caracterizado pela sua índole pascal, assim também o centro culminante de todo o ano litúrgico refulge na celebração do sagrado Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, preparada pela Quaresma e prolongada na alegria dos cinquenta dias seguintes“. (Carta circular, Preparação e celebração das Festas pascais [PCFP], nº 2). Toda a pastoral e, assim, a pastoral litúrgica, devem brotar da e convergir para a celebração anual da Páscoa.

2. “A caminhada anual de penitência da Quaresma é o tempo de graça durante o qual se sobe à santa montanha da Páscoa. O tempo da Quaresma, com a sua dupla característica, prepara quer os fiéis quer os catecúmenos em ordem à celebração do mistério pascal… Os fiéis, dedicando-se com mais assiduidade a escutar a Palavra de Deus e a uma oração mais intensa, e mediante a penitência, preparam-se para renovar as suas promessas baptismais. (PCFP, nº 6)

3. “Toda a iniciação cristã comporta um carácter eminentemente pascal enquanto é a primeira participação sacramental na Morte e na ressurreição de Cristo. Por esta razão convém que a Quaresma adquira o seu carácter pleno de tempo de purificação e de iluminação…; a própria Vigília Pascal há-de ser tida como o momento mais adequado para celebrar os Sacramentos da iniciação” (PCFP, nº 7).

4. “…Os pastores recordem aos fiéis a importância que tem para fomentar a sua vida espiritual a profissão da fé baptismal que, “terminado o exercício da Quaresma”, são convidados a renovar publicamente na Vigília Pascal” (PCFP, nº 8). Este é o programa próprio da Quaresma.

5. Durante a Quaresma há que organizar uma catequese para os adultos… Ao mesmo tempo, estabeleçam-se celebrações penitenciais… (PCFP, nº 9).

6. “O tempo da Quaresma é também tempo apropriado para levar a cabo os ritos penitenciais, a modo de escrutínios… também para as crianças, já baptizadas, antes de se abeirarem pela primeira vez do Sacramento da Penitência” (PCFP, nº 10).

7. “Deve ministrar-se, sobretudo nas homilias do Domingo, a catequese do mistério pascal e dos sacramentos…” (PCFP, nº 12).
8. “Os pastores exponham a Palavra de Deus mais a miúdo e com maior empenho, nas homilias dos dias feriais, nascelebrações da Palavra de Deus, nas celebrações penitenciais, nas pregações especiais próprias deste tempo, nas visitas que façam às famílias ou a grupos de famílias para a sua bênção. Os fiéis participem mais frequentemente nas Missas feriais e, se isso não lhes for possível, serão convidados para ao menos ler, em família ou privadamente, as leituras do dia” (PCFP, nº 13).9. “A Igreja celebra todos os anos os grandes mistérios da redenção humana, desde a missa vespertina da Quinta-feira “In Cena Domini” até às vésperas do domingo da ressurreição. Este espaço de tempo é justamente chamado o “tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado” e também tríduo pascal, porque com a sua celebração se torna presente e se cumpre o mistério da Páscoa, isto é, a passagem do Senhor deste mundo ao Pai. Com a celebração deste mistério a Igreja, por meio dos sinais litúrgicos e sacramentais, associa-se em íntima comunhão com Cristo seu Esposo” (PCFP, nº 38).
10. “É muito conveniente que as pequenas comunidades religiosas, quer clericais, quer não, e as outras comunidades laicais participem nas celebrações do t r í d u o pascal nas igrejas maiores. De igual modo, quando em algum lugar é insuficiente o número dos participantes, dos ajudantes e dos cantores, as celebrações do tríduo pascal sejam omitidas e os fiéis reúnam-se noutra igreja maior. Também onde mais paróquias pequenas são confiadas a um só sacerdote, é oportuno que, na medida do possível, os seus fiéis se reúnam na igreja principal para participar nas celebrações. Para o bem dos fiéis, onde ao pároco é confiada a cura pastoral de duas ou mais paróquias, nas quais os fiéis participam em grande número e podem ser realizadas as celebrações com o devido cuidado e solenidade, os mesmos párocos podem repetir as celebrações do tríduo pascal, respeitando-se todas as normas estabelecidas” (PCFP, nº 43). “Nestas comunidades, embora muitas vezes pequenas e pobres, ou dispersas, está presente Cristo, por cujo poder se unifica a Igreja una, santa, católica e apostólica” (LG 26)
11. “É desejável que, segundo as circunstâncias, seja prevista a reunião de diversas comunidades numa mesma igreja, quando, por razão da proximidade das igrejas ou do reduzido número de participantes, não se possa ter uma celebração completa e festiva. Favoreça-se a participação de grupos particulares na celebração da vigília pascal, na qual todos os fiéis, formando uma única assembleia, possam experimentar de modo mais profundo o sentido de pertença à mesma comunidade eclesial. Os fiéis que, por motivo das férias, estão ausentes da própria paróquia sejam convidados a participar na celebração litúrgica no lugar onde se encontram” (PCFP, nº 94).

14-04-2019

UMA PASTORAL PARA GARANTIR A UNIDADE SACRAMENTAL DO TRÍDUO PASCAL

A unidade do Tríduo Pascal é uma unidade histórica e sacramental porque representa o mistério pascal que S. Agostinho chamou de “Tríduo de Cristo, crucificado, sepultado e ressuscitado”. É uma unidade litúrgica, porque as suas celebrações estão muito relacionadas com estes três acontecimentos: a antecipação sacramental da morte na Última Ceia ao entardecer de quinta-feira santa, o drama do Calvário na sexta-feira santa, a contemplação da sepultura durante o sábado, e a Ressurreição na passagem da noite para o dia do domingo da Ressurreição. Em algumas comunidades paroquiais, devido à falta de padres, celebra-se somente na quinta-feira santa e no Domingo de Páscoa. Em alguns sítios, há celebrações da Palavra no dia da Instituição da Eucaristia com a distribuição da sagrada comunhão! Noutros, a liturgia de sexta-feira santa consiste numa celebração da palavra, presidida por um leigo, fundamentando-se na seguinte ideia: se não há consagração, não há necessidade de sacerdote! Proliferam “vigílias” pascais, a começar pela tarde com a duração de uma “normal” missa vespertina e com uma redução do número das leituras propostas. Fala-se na celebração de “vigílias” pascais para grupos específicos de espiritualidade, retirando os seus membros das comunidades paroquiais! Outra “novidade” é a multiplicação dos círios pascais na Vigília Pascal para significar as diversas comunidades numa única assembleia. Afinal, o círio representa Cristo Ressuscitado ou comunidades? O que fazer? O que se deve corrigir? O Tríduo Pascal é uma grande celebração com diversos momentos. Três são centrais e alguns complementares. Centrais: a missa da Ceia do Senhor, a celebração solene da Paixão e a Vigília Pascal. Complementares: adoração na noite de quinta para sexta-feira santas, alguma parte da Liturgia das Horas, nas manhãs de sexta-feira e Sábado Santos. A continuidade destas três celebrações manifesta-se no seguinte: não se despede a assembleia ao concluir a liturgia de quinta-feira santa, mas temos a trasladação da reserva eucarística. Esta reserva da Eucaristia é a que se vai comungar, depois da adoração da cruz, no dia seguinte. Na sexta-feira santa não há saudação inicial e, no final, não se despede a assembleia. A desnudação do altar no fim da missa de quinta-feira santa introduz-nos na entrega plena de Cristo na sua Paixão até à sua “descida aos infernos”. Num clima de contemplação, o Tríduo Pascal vai sendo, pouco a pouco, um momento de espera e de preparação para o encontro com o Ressuscitado na Vigília Pascal. Assim, é conveniente que se estabeleça e se promova uma continuidade. Para tal:

1º Nas comunidades paroquiais, o Tríduo Pascal seja completo: a missa da Ceia do
Senhor, a Celebração da Paixão e a Vigília Pascal.

2º Todas as celebrações sejam presididas pelo sacerdote.

3º As celebrações ocorram na mesma igreja por causa da repercussão que a liturgia tem sobre o espaço litúrgico, que permite apreciar os diversos mistérios que se estão a celebrar. Por exemplo, a desnudação do altar não é uma acção meramente funcional; esse altar representa Cristo na sua entrega total e plena. O mesmo altar revestido de uma forma festiva representará Cristo, Cordeiro Pascal.

4º Nas comunidades paroquiais onde não é possível as celebrações do Tríduo Pascal, poder-se-á cultivar a oração da Liturgia das Horas, pela qual, como acontece com os sacramentos, se actualiza também o mistério pascal. O Ofício Divino não é uma realidade paralela ou alternativa à Eucaristia, ou às celebrações do Tríduo, mas é uma forma de participação que se deve promover onde não são possíveis as celebrações do Tríduo Pascal.

5º Nas comunidades onde existem tradições da Semana Santa (procissões, via-sacra ao vivo, sermões), não haja competições com as celebrações litúrgicas no que respeita à marcação de horários, mas que sirvam para a oração e para a contemplação do mistério pascal de Cristo, a sua morte, sepultura e ressurreição, acompanhado pela sua Mãe, Maria de Nazaré.

6º Recordemos que o Tríduo Pascal “não é de preceito”, o que não supõe assegurar de qualquer maneira a sua celebração em todos os lugares. O ideal será assegurar a celebração do Domingo de Ramos e do Domingo de Páscoa, enquanto o Tríduo Pascal seja celebrado no local onde se congrega a maioria dos fiéis e que permita uma celebração espiritual, cuidada e participativa. O mistério pascal actualiza-se sacramentalmente na celebração da Eucaristia e de uma forma sequencial, anualmente, no Tríduo Pascal. Como não é concebível a separação dos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, também não é admissível a celebração do Tríduo de um modo que não seja completo. Não se retirem elementos destas celebrações, como se fossem celebrações paralelas nem se multipliquem as celebrações sem as suficientes condições de assistência de fiéis, cuidando da liturgia e nas horas correspondentes. Sobre isto, é urgente iniciar e promover um caminho de sensibilização dos fiéis…o que não é nada fácil, mas não impossível!

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Ano C - Tempo da Quaresma - Domingo de Ramos - Boletim Dominical

 

A tradição do “Amentar das Almas” é vivida em Mangualde

Mangualde cumpriu a tradição do “Amentar das Almas”, orações cantadas pela rua em louvor dos que já morreram. A iniciativa decorreu pelas 19h00, na Igreja Matriz de S. Julião de Mangualde e juntou vários grupos musicais da região. O vereador da Cultura da Câmara Municipal de Mangualde, João Lopes, também esteve presente.

 Esta tradição secular, também conhecida como “encomendação das almas”, surgiu após a Igreja Católica ter assumido, no Concílio de Trento, a existência do Purgatório. Na década de 50 ainda era habitual, em muitas aldeias das Terras de Azurara e Tavares, fazer-se o “Amentar das almas”. A tradição foi-se perdendo, mas, nos últimos anos tem sido recuperada em Mangualde.

 Naquela noite, ouviram-se os cânticos às almas do Rancho Folclórico de Santo Amaro de Azurara, do Rancho Folclórico e Etnográfico “As Capuchinhas de S. Silvestre de Vasconha”, do Grupo de Cantares da Freguesia do Campo e o Grupo de Cantares de Proença a Velha. Também a Associação Humanitária e Filarmónica de Abrunhosa-a-Velha participou na iniciativa, com um desfile até ao interior da igreja.

As celebrações são uma organização da Câmara Municipal de Mangualde e da Paróquia de Mangualde, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Mangualde e do Centro Cultural e Recreativo de Santo Amaro de Azurara.

Queima do Judas em Trancoso

No Município de Trancoso realiza- se no próximo dia 21 de abril, pelas 15h30, “A Queima do Judas” no Campo da Feira em Trancoso.

No final deste momento emblemático da quadra pascal, terá lugar no Largo do Mercado Municipal, um concerto com a banda Batuta D’ Alegria de Fornos de Algodres.

(Em caso de condições climatéricas adversas, o concerto realizar-se-á no Convento de São Francisco – Teatro Municipal de Trancoso).

Avisos e liturgia do 5º Domingo da Quaresma (Ano C)

Depois da reflexão da parábola do Pai Misericordioso, neste Domingo, nas leituras bíblicas, encontramos a forma de viver a misericórdia e um grande exemplo de Jesus Cristo a exercer a misericórdia: o perdão à mulher pecadora. Tendo em conta a primeira leitura do profeta Isaías, podemos afirmar que a misericórdia de Deus convida-nos a não recordar o passado, porque as águas da sua graça divina limparam a nossa consciência no dia do nosso baptismo, abriram caminho no deserto da nossa vida e fizeram correr rios na terra árida do nosso coração. Na segunda leitura, São Paulo afirma que a misericórdia divina lança-nos para a frente na vida, sem olhar para trás, rumo à meta da santidade. Jesus Cristo é a expressão máxima da misericórdia de Deus, perdoando quando confessamos os nossos pecados, dizendo: “Vai e não tornes a pecar”. Como se isto não bastasse, Ele avisa-nos para não atirarmos pedras de condenação aos outros, porque não somos juízes de ninguém.

O texto do evangelho diz-nos que os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em flagrante adultério. Esta mulher estava solteira e era noiva. Por isso, os seus acusadores, profissionais da lei, pedem contra ela a pena de morte por apedrejamento. A mulher sabe a morte que lhe espera e não se queixa, sabe que pecou. Mas, onde está o homem com quem foi apanhada em flagrante adultério? Nada se sabe dele, talvez escondido em algum lado ou no meio daqueles que a queriam apedrejar. Ninguém atira uma pedra, porque todos são pecadores! Os mais jovens não começaram atirar pedras, porque ainda eram ingénuos, os mais velhos nada fizeram, porque já sabiam todas as estratégias de atirar pedras aos outros e esconder a mão.

07-04-2019

Os escribas e os fariseus não apedrejaram logo a mulher pecadora, porque queriam armar uma cilada a Jesus e, assim, terem pretexto para O acusar. Será que Jesus iria lançar a primeira pedra sobre esta mulher? Se Jesus fosse contra a Lei, seria já motivo de acusação e da sua condenação. Se Jesus ficasse indiferente perante este caso, perderia toda a sua autoridade, porque iria contradizer toda a sua pregação, fundamentada no amor e na misericórdia. Durante a sua vida, Jesus confundiu muitas vezes os seus inimigos com a sua sabedoria, deixando-os sem resposta e obrigando-os a mudar de atitude. Neste episódio da mulher adúltera, Jesus procedeu do seguinte modo: em primeiro lugar, “inclinou-se e começou a escrever com o dedo no chão”; em segundo lugar, como persistiam em interrogá-lo, Jesus dá uma resposta brilhante, através da qual consegue três coisas: não contradiz a lei e assim não o podem acusar; perdoa a mulher pecadora e assim faz o que o seu coração deseja; e confunde os escribas e os fariseus, afirmando: “Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”. Jesus condena o adultério, mas não condena a mulher adúltera: “Ninguém te condenou? Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”. Coisa impressionante! Condena-se o pecado, mas não o pecador! Em toda a história da humanidade, só existiu um homem inocente que, na hora de atirar a primeira pedra, inclinou-se e começou a escrever com o dedo no chão, espantou os acusadores e perdoou a mulher pecadora.

Com este gesto de Jesus, o que podemos aprender para a nossa vida? Quantos de nós talvez andemos a guardar pedras para atirá-las contra os nossos irmãos pecadores? Quantos de nós já atirámos pedras com a nossa língua afiada, com a nossa inveja, com o nosso desprezo e silêncio? Não desanimemos porque pecamos, porque Deus é misericórdia. Tenhamos a coragem de lhe pedir perdão e mudar a vida. Sejamos firmes contra o pecado, mas cheios de misericórdia com o pecador. Que o Senhor tenha piedade de mim que sou um pecador e que me dê um coração manso e humilde, semelhante ao Seu.

 

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PREPARAR AS CELEBRAÇÕES PASCAIS

A Congregação para o Culto divino publicou, em Janeiro de 1988, uma “Carta circular” que retoma, explicita e particulariza as normas litúrgicas relativas à preparação e celebração das Festas Pascais e sugere oportunos temas da catequese do máximo interesse para a vivência da Páscoa. Destacamos algumas propostas:

1. “Tal como a semana tem o seu início e o seu ponto culminante na celebração do Domingo, sempre caracterizado pela sua índole pascal, assim também o centro culminante de todo o ano litúrgico refulge na celebração do sagrado Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, preparada pela Quaresma e prolongada na alegria dos cinquenta dias seguintes“. (Carta circular, Preparação e celebração das Festas pascais [PCFP], nº 2). Toda a pastoral e, assim, a pastoral litúrgica, devem brotar da e convergir para a celebração anual da Páscoa.

2. “A caminhada anual de penitência da Quaresma é o tempo de graça durante o qual se sobe à santa montanha da Páscoa. O tempo da Quaresma, com a sua dupla característica, prepara quer os fiéis quer os catecúmenos em ordem à celebração do mistério pascal… Os fiéis, dedicando-se com mais assiduidade a escutar a Palavra de Deus e a uma oração mais intensa, e mediante a penitência, preparam-se para renovar as suas promessas baptismais. (PCFP, nº 6)

3. “Toda a iniciação cristã comporta um carácter eminentemente pascal enquanto é a primeira participação sacramental na Morte e na ressurreição de Cristo. Por esta razão convém que a Quaresma adquira o seu carácter pleno de tempo de purificação e de iluminação…; a própria Vigília Pascal há-de ser tida como o momento mais adequado para celebrar os Sacramentos da iniciação” (PCFP, nº 7).

4. “…Os pastores recordem aos fiéis a importância que tem para fomentar a sua vida espiritual a profissão da fé baptismal que, “terminado o exercício da Quaresma”, são convidados a renovar publicamente na Vigília Pascal” (PCFP, nº 8). Este é o programa próprio da Quaresma.

5. Durante a Quaresma há que organizar uma catequese para os adultos… Ao mesmo tempo, estabeleçam-se celebrações penitenciais… (PCFP, nº 9).

6. “O tempo da Quaresma é também tempo apropriado para levar a cabo os ritos penitenciais, a modo de escrutínios… também para as crianças, já baptizadas, antes de se abeirarem pela primeira vez do Sacramento da Penitência” (PCFP, nº 10).

7. “Deve ministrar-se, sobretudo nas homilias do Domingo, a catequese do mistério pascal e dos sacramentos…” (PCFP, nº 12).
8. “Os pastores exponham a Palavra de Deus mais a miúdo e com maior empenho, nas homilias dos dias feriais, nascelebrações da Palavra de Deus, nas celebrações penitenciais, nas pregações especiais próprias deste tempo, nas visitas que façam às famílias ou a grupos de famílias para a sua bênção. Os fiéis participem mais frequentemente nas Missas feriais e, se isso não lhes for possível, serão convidados para ao menos ler, em família ou privadamente, as leituras do dia” (PCFP, nº 13).9. “A Igreja celebra todos os anos os grandes mistérios da redenção humana, desde a missa vespertina da Quinta-feira “In Cena Domini” até às vésperas do domingo da ressurreição. Este espaço de tempo é justamente chamado o “tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado” e também tríduo pascal, porque com a sua celebração se torna presente e se cumpre o mistério da Páscoa, isto é, a passagem do Senhor deste mundo ao Pai. Com a celebração deste mistério a Igreja, por meio dos sinais litúrgicos e sacramentais, associa-se em íntima comunhão com Cristo seu Esposo” (PCFP, nº 38).
10. “É muito conveniente que as pequenas comunidades religiosas, quer clericais, quer não, e as outras comunidades laicais participem nas celebrações do t r í d u o pascal nas igrejas maiores. De igual modo, quando em algum lugar é insuficiente o número dos participantes, dos ajudantes e dos cantores, as celebrações do tríduo pascal sejam omitidas e os fiéis reúnam-se noutra igreja maior. Também onde mais paróquias pequenas são confiadas a um só sacerdote, é oportuno que, na medida do possível, os seus fiéis se reúnam na igreja principal para participar nas celebrações. Para o bem dos fiéis, onde ao pároco é confiada a cura pastoral de duas ou mais paróquias, nas quais os fiéis participam em grande número e podem ser realizadas as celebrações com o devido cuidado e solenidade, os mesmos párocos podem repetir as celebrações do tríduo pascal, respeitando-se todas as normas estabelecidas” (PCFP, nº 43). “Nestas comunidades, embora muitas vezes pequenas e pobres, ou dispersas, está presente Cristo, por cujo poder se unifica a Igreja una, santa, católica e apostólica” (LG 26)
11. “É desejável que, segundo as circunstâncias, seja prevista a reunião de diversas comunidades numa mesma igreja, quando, por razão da proximidade das igrejas ou do reduzido número de participantes, não se possa ter uma celebração completa e festiva. Favoreça-se a participação de grupos particulares na celebração da vigília pascal, na qual todos os fiéis, formando uma única assembleia, possam experimentar de modo mais profundo o sentido de pertença à mesma comunidade eclesial. Os fiéis que, por motivo das férias, estão ausentes da própria paróquia sejam convidados a participar na celebração litúrgica no lugar onde se encontram” (PCFP, nº 94).

Ano C - Tempo da Quaresma - 5º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 4º Domingo da Quaresma (Ano C)

Neste Domingo, já começamos a sentir a proximidade das festas solenes da Páscoa. Por isso, pedimos a Deus que nos conceda “fé viva e espírito generoso, a fim de caminharmos alegremente para as próximas solenidades pascais”. Na segunda leitura, São Paulo continua a recordar o convite à reconciliação, afirmando: “por Cristo, Deus reconciliou-nos consigo. Se alguém está em Cristo é uma nova criatura. Nós vos pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus”.

O texto do evangelho é a parábola do filho pródigo, tão conhecida de todos. É a manifestação do grande amor de Deus Pai por cada homem e por cada mulher. É o próprio Jesus que nos dá a conhecer o Pai misericordioso. Ao fazer esta revelação, escandaliza os fariseus e os escribas, porque acolhe e come com os pecadores. Na parábola, o filho mais velho, a quem chamaríamos bom e recto (sempre serviu o pai), também se escandaliza e indigna-se com o seu pai. Mas também o pai é bom e misericordioso para com ele. Sai da festa para ir ao seu encontro e dizer-lhe: “Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu”. Como é impressionante constatar o seguinte: o filho mais velho estava sempre com o seu pai, mas não o conhecia! Também nós reconhecemos que Deus está sempre connosco. Mas qual a nossa relação com Aquele que invocamos como nosso Pai e que está nos Céus?

Quem abre o seu coração à voz de Deus nunca desanima nem se desorienta, porque sente o amor misericordioso de Deus Pai, disposto a perdoar, lento para ira e rico de misericórdia. Mas também sente que Deus não tem a pretensão de julgar ou excluir aqueles que, segundo a Lei, aparecem como pecadores. Deus facilita-lhes o caminho de regresso e celebra com alegria este retorno. Neste domingo, somos convidados a fazer o nosso caminho de regresso ao Pai, preparando-nos, assim, para as festas da Páscoa. O Pai está ansioso por nos devolver a dignidade e a alegria da nossa filiação divina, da nossa fraternidade em Cristo Jesus, nosso Redentor. Por isso, na parábola, disse aos servos: “trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado”.

31-03-2019

As palavras e as acções de Jesus revelam misericórdia. Como Ele sabia ler o coração de cada um e respondia às suas necessidades! Nas parábolas dedicadas à misericórdia, Jesus revela a natureza de Deus como de um Pai que quer vencer o pecado e a rejeição com compaixão e misericórdia. Nestas parábolas encontramos o núcleo do Evangelho e da nossa fé, porque a misericórdia é a força que tudo vence, que enche de amor o coração e que consola com o perdão. A parábola do filho pródigo ensina-nos tanto! A misericórdia não é somente a acção do Pai, mas converte-se no critério para saber quem são realmente os seus filhos. Somos convidados a viver a misericórdia, porque sobre nós é derramada a misericórdia divina. O perdão das ofensas é a expressão mais evidente do amor misericordioso. Por isso, é algo que nenhum de nós se pode esquecer, porque assim o rezamos: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. O perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para conseguir a serenidade do coração. É isto que Jesus afirma nas Bem-aventuranças: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.

A parábola do filho pródigo é a parábola do pai misericordioso, é a parábola da festa da reconciliação. A parábola fala-nos de um pecado, mas não fica por aí; fala-nos de um arrependimento, mas não fica por aí; fala-nos de uma conversão, mas não fica por aí; fala-nos do perdão do pai e da confissão do filho, mas não fica por aí! A parábola conta tudo isso para terminar com uma festa e a alegria da reconciliação. Será este sentimento que reinará nos nossos corações, quando nos reconciliarmos com Deus, com os irmãos e connosco próprios.

 

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                                                     PREPARAR AS CELEBRAÇÕES PASCAIS

A grande celebração anual dos cristãos é a Páscoa. Foi por causa da Páscoa que entramos em Quaresma. E se a pastoral faz um enorme investimento na Quaresma (e ainda bem, porque uma grande festa requer uma grande preparação!) é por causa da Páscoa. Mal seria, contudo, se esgotássemos as nossas energias na preparação e celebrássemos pobremente a Páscoa. Não estaria bem ter-se a impressão de dar uma excessiva importância à Quaresma, de tal modo que esta aparecesse como a grande celebração anual dos cristãos. Isso seria um grave desvio, pois desvirtuaria todo o sentido cristão da Páscoa, reduzindo-a a uma quaresma. O valor, o sentido, a finalidade e a orientação da Quaresma é a Páscoa, quer do ponto de vista espiritual quer do ponto de vista litúrgico. Se não se chega a celebrar a Páscoa festivamente, exterior e interiormente, então a Quaresma foi inútil, foi vã. Os cristãos, de fato, não celebram a quaresma, mas a Páscoa. Nunca será demasiado insistir nisto.

Neste sentido, convém inculcar nos fiéis a importância e, consequentemente, o dever da celebração do Tríduo pascal, mormente da Vigília pascal, mas também da Cinquentena (o Pentecostes ou os Cinquenta dias).

A Páscoa é tempo de festa. Mas também, para muitos, é tempo de férias. Não será a festa da Páscoa um distintivo dos cristãos? Mesmo que ausentes da sua residência habitual, não deixem de celebrar a Páscoa em Igreja, nos lugares em que se encontrem. Os cristãos celebram a Páscoa em três dias, sexta, sábado e domingo (desde a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, em quinta-feira santa, até ao fim da tarde do domingo da ressurreição) – que se prolongam nos 50 seguintes – como se fosse uma só celebração.

A liturgia do Tríduo exige uma preparação cuidada, particularmente dos ministros: presidente, acólitos, leitores, cantores, salmistas, organistas, etc.. Em muitos casos, requer-se uma preparação remota. Muitos cânticos deverão ter sido já preparados durante a Quaresma. O Coro, por exemplo, precisa de um repertório adequado, entre outros, para o lava-pés (5ª feira santa), para a adoração da cruz (6ª feira santa), para a aspersão (vigília), para a procissão do Santíssimo Sacramento (5ª feira), para a procissão para o baptistério (vigília), etc.; os leitores (em número razoável) deverão ser bem preparados para as leituras, nomeadamente as da vigília; os salmistas (em número notável) terão de cantar vários salmos, nomeadamente na vigília; os acólitos e outros ministros têm muitas coisas a preparar e devem, sobretudo, preparar-se, com repetidos ensaios, para que a celebração decorra com ritmo, nobreza, naturalidade e beleza. Também o Presidente e o Diácono precisam de uma preparação cuidada, não apenas dos ritos, mas também do canto. Cantar o Precónio pascal e o tríplice Aleluia (na vigília), entoar o canto da apresentação da Cruz e a solene oração universal (na 6ª feira), os Prefácios da Oração Eucarística (de 5ª, da vigília e do Domingo), a despedida (na vigília e no Domingo).

 

Todos os domingos do Tempo Pascal (Cinquentena = Pentecostes) são excepcionalmente festivos. Não são, como outrora se dizia, domingos depois da Páscoa, mas domingos de Páscoa. Essa máxima solenidade deve ser não só interior, mas também exterior. Sem dúvida que, para ela, muito contribui o canto e a música, mas não bastam. Importa lançar mão de tudo o que possa contribuir para o máximo brilho do espaço litúrgico e para o carácter festivo da celebração, a iluminação, os arranjos florais, a limpeza e ornamentação da igreja, a disposição dos celebrantes (todos os participantes na celebração) e a sua participação activa. Deverá, sem dúvida, haver um grande esforço (foi a grande actividade quaresmal) para congregar todos os baptizados em celebrações festivas (não necessariamente longas, palavrosas e enfadonhas). A Páscoa implica um investimento espiritual e material de toda uma comunidade (esse foi o objectivo da quaresma) para a Festa. Sem a longa Festa da Páscoa, o cristianismo perde o seu sentido.

Como vamos celebrar a festa da Páscoa: o Tríduo e a Cinquentena? Não se pense que não é preciso, que basta que seja como no ano passado, ou, pior ainda, que o assunto não é importante. A celebração da Páscoa é o núcleo da verdadeira Pastoral, porque o é da vida cristã.

Ano C - Tempo da Quaresma - 4º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 3ºDomingo da Quaresma(Ano C)

Estamos já no terceiro Domingo da Quaresma, na terceira etapa desta caminhada para a Páscoa de Nosso Senhor, Jesus Cristo. Através da parábola da figueira que não dá fruto, Jesus convida-nos à conversão e a dar frutos de conversão. Só assim nos prepararemos para a Páscoa.

Como sempre, Deus encontra-se perto de nós e zeloso com o nosso bem. Não damos conta, mas estamos sempre em terra sagrada, ou seja, Ele está tão perto de nós como estava de Moisés no monte Horeb. A primeira leitura diz-nos que Moisés apascentava o rebanho no monte de Deus, o Horeb. Viu uma sarça que estava a arder e não se consumia. E quando ele se aproximou para ver melhor este assombroso espectáculo, o Senhor disse-lhe: “Moisés, Moisés…não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é terra sagrada. E acrescentou: Eu sou o Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob”. O Senhor do Universo é um Deus próximo, atento, preocupado com o nosso bem, derrama sobre nós a sua graça e ternura; é compassivo e misericordioso, lento para a ira e rico de misericórdia. Vê a opressão do seu povo, ouve os seus clamores provocados pelos opressores. Por isso, decidiu ir ao encontro do seu povo para o libertar da escravidão do Egipto e conduzi-lo para a terra prometida a Abraão e à sua descendência. Também Jesus Cristo, o Filho de Deus, desceu da sua glória, foi enviado e entregue pelo Pai para nos libertar e regressou à glória, depois da sua morte e ressurreição. Deus foi, é e será sempre infinitamente misericordioso com cada um de nós.

24-03-2019

O texto do evangelho faz referência a dois acontecimentos trágicos: a ordem de Pilatos mandar derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam e a derrocada da torre de Siloé que, ao cair, atingiu e matou dezoito homens. E foi muito claro na interpretação que fez destes dois acontecimentos: pouco importa a maneira como, onde e quando se morre; o mais importante é estar irrepreensível nessa hora decisiva da nossa vida. Se não nos convertermos, não nos espera a vitória e a glória do céu, mas a morte eterna. A nossa conversão tem de dar frutos: as nossas boas obras, sermos tolerantes e pacientes com todos, semeadores da esperança, diligentes e generosos na caridade. Mas, por vezes, demoramos a dar fruto! Na parábola, o dono da figueira mandou o seu criado cortá-la, porque já não dava fruto há três anos. Mas o vinhateiro respondeu-lhe: “Deixa-a ficar ainda este ano, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos”. Isto é um aviso para a nossa missão: mudar a nossa vida e ajudar a mudar a vida dos outros. A conversão do nosso irmão pode demorar mais tempo; é necessário não perdermos a esperança e continuarmos a ser mensageiros da paciência, da misericórdia e do amor de Deus. Tantos homens e mulheres vivem sem sentir a força, a luz e a amizade de Jesus Cristo, porque ninguém se aproxima deles para lhes levar o amor de Deus.

Jesus Cristo é um Rei misericordioso que perdoará todo aquele que confessar humildemente os seus pecados. Abramos os nossos corações à sua misericórdia. Cuidemos bem da vida, não construamos castelos de areia que o mar vai destruir, nem sejamos cabeças de vento que se distraem facilmente. Não nos desleixemos na vida. Não esqueçamos a frase de S. Paulo que se encontra na segunda leitura: “Quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair”. Olhemos para nós próprios, façamos a revisão das nossas vidas e estejamos vigilantes ao muito que há a mudar. Numa palavra: aproveitemos bem este tempo para nos convertermos, com a certeza que podemos contar com Deus. Ele vem em nosso auxílio, é o nosso Libertador, tem paciência connosco, é o nosso maior aliado para mudarmos as nossas vidas e nunca deixa de acreditar em nós.

 Ano C - Tempo da Quaresma - 3º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 2º Domingo da Quaresma (Ano C)

Assim como o primeiro Domingo da Quaresma sempre nos apresenta o texto evangélico das tentações de Jesus no deserto, assim também o segundo domingo deste tempo litúrgico sempre nos apresenta a narração evangélica da Transfiguração de Jesus no monte Tabor. Com a sua transfiguração, Jesus confirma que a nossa vida terminará com a vitória e a glorificação, se O quisermos seguir e ser mensageiros da Salvação e do Reino de Deus.

“Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu ao monte para rezar. Enquanto rezava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente”. Num determinado momento, ouviu-se a voz do Pai, que dizia: “Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O”. Ao verem tudo isto, Pedro, Tiago e João não sabiam o que dizer e ficaram cheios de medo. Contudo, Pedro teve o atrevimento em afirmar: “Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Jesus transfigurado falava com Moisés e Elias sobre o que iria acontecer em Jerusalém, para onde Jesus se dirigia com os seus discípulos. Antes de iniciar esta viagem, Jesus anunciou aos seus discípulos que, em Jerusalém, seria rejeitado, insultado e condenado à morte, mas que ao terceiro dia ressuscitaria. Ninguém entendeu estas palavras. Pedro chamou Jesus à parte para manifestar a sua oposição a este anúncio. E Jesus repreendeu-o severamente, afirmando: “Vai-te de mim, Satanás! Tu pensas como os homens, e não como Deus!”. Quando desceram do monte Tabor, também não entenderam nada do que ali tinha acontecido.

17-03-2019

Apesar de conhecermos toda a vida de Jesus, também não conseguimos entender e até ficamos perplexos perante a transfiguração de Jesus, que nos fala da paixão, morte e ressurreição. Mas o mais importante é a Palavra do Pai, que se manifestou na voz que se fez ouvir da nuvem que a todos cobriu: “Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O”. A transfiguração é um momento muito importante da vida de Jesus, porque revela a meta, o objectivo, que Ele quer que todos participemos. Uma meta de alegria e de paz para toda a humanidade. Pedro já queria ali ficar, ao afirmar: “Mestre, como é bom estarmos aqui”. Jesus quer preparar e fortalecer a fé dos discípulos para o que iria acontecer brevemente: o escândalo da sua paixão e a sua morte desonrosa. Ele quer fortalecer a sua esperança num final feliz e glorioso, para além da morte: a ressurreição de Jesus abre-nos as portas para participarmos na alegria da vida eterna, ou seja, na nossa ressurreição. Para que tal aconteça, enquanto peregrinamos neste mundo, é necessário que se realize a nossa transfiguração pessoal. Como? Fazer renascer em nós uma vida nova, configurar a nossa vida com Jesus. Para que tal aconteça, é necessário fazer o que nos diz a voz do Pai: “Escutai-O”. Escutai o meu Filho, o meu Amado, no qual pus toda a minha complacência.

Como é bom fazer a experiência do monte de Tabor, ou seja, estar com Jesus! Estes momentos de contemplação e de intimidade com o Senhor devem levar-nos a dizer como Samuel: “Fala, Senhor, que o teu servo escuta”; como Abraão: “Eis-me aqui, Senhor”; como Maria: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra; como Jesus: “Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade”. Mas não ficar somente a contemplar a glória de Deus, mas dali ver as necessidades dos meus irmãos. Que o Senhor me dê um coração para sentir a sua beleza e para me comover diante do meu irmão. Que me dê ouvidos para escutar a voz de Deus Pai e a voz dos meus irmãos necessitados e esquecidos. Que me dê pés para descer o monte de Tabor e ir ao encontro dos meus irmãos, para os levar a subir o monte de Tabor, ou seja, para que façam a experiência da alegria de estar com Jesus, para que transfigurem a sua dor em alegria e paz.

Ano C - Tempo da Quaresma - 2º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 1º Domingo da Quaresma (Ano C)

Na passada quarta-feira, iniciámos o tempo da Quaresma com o rito da imposição das cinzas. Este é um tempo favorável para fazer uma revisão da nossa vida: como estou a dar testemunho de cristão nas minhas palavras, nas minhas acções, em casa, no trabalho, com os amigos e nas minhas responsabilidades profissionais e sociais? Estas semanas da Quaresma são também uma oportunidade para conhecer melhor o mistério de Cristo, para aprender a Verdade de Cristo, para reencaminhar a vida segundo o Evangelho e viver com alegria a dignidade de filhos de Deus.

Todos os anos, a Quaresma conduz-nos à Páscoa, ou seja, à paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo e ao seu regresso ao Pai. Regressa ao Pai levando no seu corpo os sinais da Paixão. Vivamos com intensidade este tempo quaresmal para celebrarmos alegremente a Páscoa deste ano. Que a Páscoa de Cristo seja também a nossa Páscoa. Para que tal aconteça, é necessário viver a nossa vida segundo a vontade de Jesus, o Filho de Deus, que se entregou por nós na cruz, na alegria e no entusiasmo da sua Ressurreição.

10-03-2019

Pelas leituras bíblicas, a Quaresma deste ano está marcada pela misericórdia. Bem sabemos que Deus é misericórdia; foi assim que Se foi revelando no decorrer da história da humanidade. Mas para sentir este Deus misericordioso, é necessário assumir que somos pecadores, pedir-lhe perdão e procurar mudar a nossa vida. Deus concede a sua misericórdia generosamente a todo aquele que está arrependido. Depende de nós abrir o nosso coração à misericórdia de Deus, ou seja, com um coração contrito, humilde, disposto para começar de novo e voltar ao caminho recto, deixando a vida e os caminhos do pecado.

Neste primeiro domingo da Quaresma, somos convidados a fazer deserto, a rever e a centrar a nossa vida naquilo que é essencial e mais importante, ou seja, na fé que devemos professar com a boca e com a vida. Na primeira leitura, Moisés pedia ao povo de Israel para fazer a profissão de fé ao oferecer as primícias diante do altar do Senhor. E hoje somos convidados a fazer o mesmo. A profissão de fé não é uma lista de “verdades para acreditar” ou de “preceitos para cumprir”. Para o povo de Israel era o recordar das maravilhas que Deus fez quando o libertou da escravidão do Egipto. Para nós, é voltar a experimentar nesta Páscoa a liberdade trazida pela morte e ressurreição de Cristo, que nos libertou da escravidão do pecado e da morte e nos faz participantes de uma nova vida: uma vida de santidade e de graça, uma vida de liberdade e de plenitude. Não podemos ter saudades das “cebolas do Egipto”, mas voltar a agradecer a liberdade dos filhos de Deus que nos foi dada no dia do nosso Baptismo.

A narração das tentações de Jesus é para nós um aviso. Durante o deserto da nossa vida, a nossa fé será tentada pelas forças do mal, pelo demónio. Seremos tentados nos três pontos mais fracos que todos carregamos como herança do pecado original: ter, poder e desejo de triunfo. O que fazer? Cristo ensina-nos a vencer as tentações, através dos seguintes meios: a oração, a Palavra de Deus, o jejum, a vigilância, o desprendimento e a humildade. Como é importante rezar sempre com a Bíblia entre as mãos! O jejum é a forma de nos afastarmos de tudo aquilo que não agrada a Deus: ambição, ganância, vícios, egoísmo, inveja. A vigilância ajuda-nos a estar atentos e a dar conta por onde o mal nos quer atacar. O desprendimento das coisas faz-nos bem para nos enchermos de Deus, porque quanto mais vazio está o coração de uma pessoa, mais precisa de coisas para comprar, possuir e consumir. A humildade será sempre a arma eficaz contra o nosso orgulho e egoísmo.

Todos somos tentados! Jesus foi tentado mas não pecou. As tentações não são pecado! Todos temos a tentação do egoísmo, da riqueza, do poder, da fama, do prazer, da indiferença, do desespero, da falta de confiança em Deus! Tantas vezes falhamos na solidariedade, na justiça, no serviço aos outros! Em todas as tentações há o perigo de nelas cairmos, mas também são boas ocasiões de amadurecimento, de redescobrir o verdadeiro sentido da vida, são oportunidades para crescermos na fé e na entrega das nossas vidas a Deus.

Ano C - Tempo da Quaresma - 1º Domingo - Boletim Dominical

 

VII WORKSHOPS INTERNACIONAIS DE TURISMO RELIGIOSO NA GUARDA

Vão decorrer  em Fátima e na Guarda, entre os dias 7 e 9 de março os Workshops de Turismo Religioso. O encontro volta a dar destaque ao Turismo de Herança Judaica, na Guarda.

Assim, para o dia 9, sábado, às 10h00, estão marcados encontros no Teatro Municipal da Guarda com perto de 45 hosted buyers para negociar roteiros de turismo judaico na região. Seguem-se depois visitas a Trancoso e à aldeia histórica de Castelo Rodrigo e, na manhã seguinte, à judiaria da Guarda.

Assim na Guarda, aqui fica o plano de atividades:

Dia 8 | Sexta-feira
Receção dos participantes no Hotel Lusitânia

20h00 – Welcome Dinner no Hotel Lusitânia

Dia 9 | Sábado
10h00  –  Início do Workshop de Turismo Religioso  no   Teatro Municipal  da Guarda

13h00  –  Network Lunch no Café Concerto do TMG

Visita à Aldeia Histórica de Trancoso

Visita à Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo

Jantar no Hotel Lusitânia (apenas Hosted Buyers do Workshop)

Dia 10 | Domingo
9h30 Visita ao Centro Histórico da Guarda, incluindo Sé Catedral e Judiaria

Visita à Aldeia Histórica de Belmonte, incluindo a visita ao Castelo, Museu Judaico, Judiaria e Igreja de São Tiago / Panteão dos Cabrais

Almoço na Pousada de Belmonte

Visita ao Castelo e Casa da Memória Judaica da Raia Sabugalense – Sabugal

Avisos e liturgia do 7º Domingo Comum (Ano C)

Ao falarmos da “novidade do Cristianismo” ocorre-nos à mente tanto a “novidade da vida” – que recebemos no Baptismo e faz de nós uma nova criatura – como um “novo “agir” que se caracteriza pelo amor e deriva da autoridade do Baptismo. Nas leituras deste Domingo vem ao de cima a proclamação do amor aos inimigos como sinal distintivo do cristão. Este amor tão difícil, porque tão contrário às inclinações espontâneas do coração humano ferido pelo pecado, já tem as raízes na revelação do Antigo Testamento. É certo que o amor do próximo, exigido pelo Antigo Testamento, restringe-se ao povo de Israel e aos estrangeiros no meio dele. Mas não pode fechar-se dentro do círculo dos amigos. Tem de abrir-se ao próximo, seja ele quem for. Mais ainda, tem de ser um amor ao próprio inimigo a quem se deve ajudar, perdoar e alimentar, como ensinam os profetas e alguns livros sapienciais. Nas Leituras deste Domingo, vemos claramente a evolução da exigência do amor aos inimigos do Antigo para o Novo Testamento. Lemos em Tobias: “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” (Tob 4, 15). Lemos no Evangelho de hoje: “Faz aos outros o que desejarias que eles te fizessem”.

Na 1ª Leitura do primeiro Livro de Samuel deparamos não só com uma exortação ao amor dos inimigos, mas também com um exemplo flagrante e emocionante deste amor. Saul, roído de inveja, põe-se a caminho com um exército, para se vingar de David, cujos sucessos e simpatia, junto do povo, ele não consegue aceitar. David parte ao encontro de Saul com o seu lugar – tenente Abisaí. Proporciona-se a David uma magnífica ocasião para linchar o seu adversário. A tentação de Abisaí, para cometer o crime, é forte e quase irresistível. David, porém, possuído do temor de Deus, resiste à tentação com a valentia e a nobreza de um espírito superior. Vence a violência, o rancor, o ódio e a vingança, perdoando ao seu inimigo e poupando-lhe a vida. Arrebata-lhe a espada, mas não lhe decepa a cabeça. Apodera-se do seu cantil, mas não lhe derrama o sangue.

24-02-2019

Jesus, no evangelho de hoje, vai mais longe não se contentando com um amor – perdão, mas propondo um amor – misericórdia. O amor – perdão consiste em deixar de fazer o mal ao inimigo que nos ofende. O amor – misericórdia lança-nos dentro do coração do próprio inimigo, para lhe dar o nosso amor. O amor – perdão diz-nos para não pagar o mal com o mal. O amor – misericórdia impele-nos a pagar o mal com o bem. Por isso, o Senhor enumera uma série de atitudes próprias do amor aos inimigos, que devem ser o distintivo da novidade da vida do cristão. Quando um inimigo nos odeia devemos amá-lo, procurando fazer-lhe o bem. Quando nos amaldiçoa, devemos dizer bem dele ou, ao menos, rezar por ele. A oração sincera pelos inimigos é já uma forma positiva e eficaz de os amar. Quando nos bate e nos rouba, devemos socorrê-lo e ajudá-lo. E porquê? Porque amar a quem nos ama, fazer bem a quem nos faz bem, emprestar a quem nos empresta, também o fazem os pagãos e os pecadores. Não é preciso ser cristão para amar assim. O discípulo de Cristo tem de amar, fazer bem e emprestar sem esperar nenhuma recompensa. É assim que seremos semelhantes a Deus, que faz todo o bem tanto aos justos como aos injustos. É assim o amor – misericórdia. Jesus, em São Mateus, diz-nos: “Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”. Mas diz-nos em São Lucas: “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso”. O motivo é o mesmo: para serdes filhos do Pai; para serdes filhos do Altíssimo, que o mesmo é dizer: para serdes cristãos. O amor aos inimigos, que o Senhor nos propõe, não é só um amor – perdão, mas um amor – misericórdia. Não basta não julgar para não ser julgado; não basta não condenar para não ser condenado; não basta perdoar para ser perdoado; é preciso amar com o dom do nosso próprio coração.

Na 2ª Leitura, São Paulo diz-nos que nos devemos comportar não à imagem do primeiro Adão, que é terreno e feito do pó e só entende o amor natural, ou seja, o amor que espera recompensa. Devemos amar como Cristo, o último Adão, que é espiritual e vem do céu. O Seu amor é como o do Pai, “cheio de misericórdia”. A novidade do Cristianismo é “amar como Jesus amou”.

Ano C - Tempo Comum - 7º Domingo - Boletim Dominical
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