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Religião

Avisos e liturgia do 5º DOMINGO COMUM (Ano C)

Depois da desagradável experiência em Nazaré, onde Jesus fui expulso da sua terra e até o quiseram matar, Ele regressou a Cafarnaum onde ensinava aos sábados na sinagoga e curou a sogra de Pedro e muitas outras pessoas. Depois, dirigiu-se à Judeia, percorrendo outras cidades para anunciar a Boa Nova do Reino de Deus. Jesus sabe que é o mensageiro enviado para anunciar que tinha chegado o tempo da misericórdia de Deus. Os seus milagres e as curas dos doentes são sinais que permitem ver que Deus visitou o seu povo e que está perto a aurora da salvação. É neste contexto que acontece a pesca milagrosa, narrada no texto do evangelho deste domingo. Com este milagre, Jesus dá a conhecer a vocação dos apóstolos: “Daqui em diante sereis pescadores de homens”.

10-02-2019
Na margem do lago, Jesus viu dois barcos estacionados. Jesus subiu para o barco que era de Simão e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-se e do barco pôs-se a ensinar a multidão. De todos os lados vinham pessoas para ouvir Jesus, porque falava com autoridade, fazendo milagres e anunciando o reino de Deus. Mas o reino de Deus só produz efeito quando é acolhido por corações bem dispostos. E para que os corações daqueles pescadores ficassem bem dispostos, Jesus fez um milagre: pediu a Simão e aos seus companheiros: “Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca”. Para aqueles pescadores, este pedido era absurdo, feito por alguém que nada percebia de pesca. Perante o pedido de Jesus, surge uma sequência interessante de reacções: em primeiro lugar, há a opinião de Simão (“Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada”); a seguir, Simão cede e obedece (“Mas, já que o dizes, lançarei as redes”); depois, é a surpresa geral pela grande quantidade de peixes que apanharam, começando as redes a romper-se; de seguida, a reacção de Pedro (“Senhor, afasta-te de mim, que sou um homem pecador”); finalmente, o chamamento que dissipa todos os medos (“Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens”) e a aceitação dos pescadores em seguir Jesus (“Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus”).

Ano C - Tempo Comum - 5º Domingo - Boletim Dominical
Hoje, continua a ser este processo que Jesus utiliza para nos chamar a ser pescadores de homens. Também ficamos incomodados com o seu chamamento. Não sabemos bem o que devemos fazer para evangelizar os nossos vizinhos, os nossos companheiros de trabalho, os amigos, os filhos e os netos! Já tentámos algumas vezes mas nem sempre deu resultado! Para nossa surpresa, Jesus diz-nos para continuar a lançar as redes, ou seja, para não perdermos o entusiasmo missionário e a alegria evangelizadora. Apesar das nossas fraquezas, Ele continua a chamar cada um de nós e a convidar a segui-lo.

Deus chama, porque precisa de nós. Como chama? Através de alguém, respeitando a nossa liberdade, mas com muito amor e confiança; às vezes, com insistência, outras, suavemente. Quem chama? Homens e mulheres normais, com virtudes e defeitos, mas entusiasmados. Chama para quê? Para criar com cada pessoa uma intimidade com Ele, conhecer os segredos do seu coração, e depois ir e pregar a sua mensagem de salvação. Onde chama? Na família, na escola, num hospital, nas circunstâncias da vida. O que nos oferece? Aqui na terra, a sua amizade, a sua companhia, a sua graça; e depois, a vida eterna. Perante isto, qual deverá ser a nossa resposta? A mesma dos profetas, dos apóstolos e de tantos homens e mulheres no decorrer da história: “Eis-me aqui: podeis enviar-me”. Uma resposta de prontidão e de amor.

José Tomás e sua equipa tomam posse na Misericórdia de Mangualde

Depois de ter ocorrido o período eleitoral, na Misericórdia de Mangualde, José Tomás foi deste modo reeleito como Provedor, face a isso, vai agora ter lugar nesta sexta-feira, 11 de janeiro, pelas 20h30.

A respetiva cerimónia vai ter lugar no Lar Nossa Senhora do Amparo, onde os órgãos sociais vão ser empossados  para o quadriénio 2019-2022.

MENSAGEM DE ANO NOVO do Bispo da Diocese de Viseu

Neste inicio de Ano 2019, o Bispo D.António Luciano deixou uma mensagem:

 

Iniciamos o novo Ano de 2019 com as bênçãos de Deus, porque o “Senhor abençoará o seu povo na Paz”. Com a proteção de Nossa Senhora, com o título de Santa Mãe de Deus e Rainha da Paz, que a humanidade tenha um Ano próspero e com paz para todas as nações. Que Maria faça de cada um de nós verdadeiros construtores da paz. Que acabem as guerras, as divisões, os conflitos, as desigualdades e que o mundo em que vivemos se torne um mundo pacífico, como nos ensinam as bem-aventuranças: “Felizes os construtores da paz”. Que a paz se construa no nosso coração, na nossa casa, nas nossas famílias, nas nossas comunidades e em todas as estruturas de responsabilidade do nosso mundo.
Que acabem as guerras, que se construa o verdadeiro diálogo entre as pessoas e os povos e que a humanidade seja uma comunidade de respeito, de verdadeira liberdade, responsabilidade e tolerância. Só de mãos dadas e coração renovado construiremos um mundo novo onde a paz se torne um imperativo ético. Que Deus tenha compaixão de todos nós, dos cristãos perseguidos, dos homens e mulheres vítimas da violência, do ódio, da perseguição, deslocados e longe das suas terras ou sem o aconchego e afeto das suas famílias e das pessoas que lhes querem bem.
Para todos, desejo um ano com muita esperança, muita paz e com respostas positivas aos problemas sociais que mais afligem as pessoas do nosso tempo.
Como nos lembra o Papa Francisco: “A boa política está ao serviço da paz”. Nesta mensagem para o Dia Mundial da Paz, continua: “A política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminente de caridade, sempre implementada no respeito fundamental pela vida e pela liberdade e a dignidade das pessoas”.
Convido os cristãos a rezarmos pelos nossos políticos e governantes, para que eles procurem o maior bem dos cidadãos, promovam a justiça e contribuam, com empenhamento humano e social, para a construção da paz.
Ao olhar para as necessidades, desigualdades e fragilidades do nosso mundo, no horizonte de tantas possibilidades inovadoras, vejo as vulnerabilidades de “250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados”, como lembra o Papa Francisco. Neste vasto mundo que é a “Aldeia Global”, vislumbro os nossos doentes, os nossos reclusos, os mais abandonados e excluídos da nossa sociedade. Tanta gente marginalizada e explorada, tanta violência, tanta falta de paz, tantas famílias a estender a mão e a reclamar a “Alegria do Evangelho” na partilha, na solidariedade, no bem comum.
Com um coração grande e um olhar “Missionário”, proponho a todos um caminho marcado pela fé, pela esperança e pelo amor, numa dedicação, ternura e igualdade para todos, com especial atenção às periferias, às exclusões, onde devemos levar a solicitude de Cristo, o Bom Pastor, o bom Samaritano da humanidade fragilizada e sofredora. Que o Filho de Maria, o Príncipe da Paz, conceda a todas as pessoas de boa vontade a paz e a concórdia tão desejada no nosso mundo.
No nosso agir pastoral, sejamos construtores de um caminho de paz, no progresso social, no desenvolvimento sustentável para todos, na promoção de uma economia de inclusão, favorecendo a todos e introduzindo-os numa nova aprendizagem do amor. Na proximidade com as pessoas, façamos uma verdadeira peregrinação cristã, humanista e de valores de cidadania que nos conduza à verdadeira civilização do amor.
Na busca da dignidade do trabalho humano e da alegria de repartir o pão para todos, respeitemos os Direitos fundamentais da pessoa humana, promovendo os seus valores, o seu respeito e a sua dignidade.

VOTOS DE UM FELIZ E ABENÇOADO ANO DE 2019!

+ António Luciano dos Santos Costa,
Bispo de Viseu

Faleceu o Pai de Álvaro Amaro

Faleceu neste domingo , José Amaro, pai do Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro.

O corpo estará em câmara ardente a partir das 9h do dia 31 de Dezembro na Igreja de Ribamondego.

O funeral vai ter lugar naquela localidade  pelas 15h desta segunda feira, dia 31 de de Dezembro.

À família enlutada enviamos os nossos sentimentos acompanhados de muita força e coragem para superar este momento tão difícil.

Património em Mangualde- Igreja de São Pedro de Cunha Alta

A campanha «Mangualde, o nosso património!» destaca, no mês de dezembro, a Igreja de São Pedro de Cunha Alta. Promovida pela autarquia, esta campanha tem como objetivo aproximar a população do património mangualdense do mais belo que existe no concelho.

 Igreja de São Pedro de Cunha Alta

É junto ao casario da pequena aldeia de Cunha Alta que encontramos a sua igreja matriz, dedicada ao apóstolo Pedro. O antigo lugar de edificação da igreja foi no sítio onde, a partir de 1670, se ergueu o Santuário de Nossa Senhora da Saúde, lá no alto, fora da localidade.

A igreja de São Pedro, de uma só nave, dedica o seu altar-mor ao príncipe dos apóstolos e, pelo menos, já no século XVIII consagrava um altar a Nossa Senhora do Rosário e outro a Santo António.

A entrada da igreja faz-se por um portal em arco de volta perfeita, encimado por óculo circular com vitral, recente, representando São Pedro. O sino encontra-se em ventana lateral que, integrando o frontão de feição triangular da fachada, lhe quebra um dos seus vértices, não ultrapassando em altura a cruz que remata o topo do referido frontão. Cunha Alta era freguesia de apresentação pelo abade da igreja de Santiago de Cassurrães.

Coordenadas geográficas: 40° 36.057’N | 7° 41.602’W

António Tavares, Gabinete de Gestão e Programação do Património Cultural da Câmara Municipal de Mangualde

Com esta campanha todos ficam mais próximos do vasto esplendor patrimonial do nosso concelho. Nesse sentido, continua a ser colocada, em vários pontos de encontro do concelho, informação sobre o monumento/património apresentado.

Foram já vários os bens patrimoniais destacados por esta campanha nos últimos anos. A título de exemplo, em 2017, destacamos os Refrigerantes Condestável de Abrunhosa do Mato, os Bordados de Tibaldinho, a Casa dos Condes de Mangualde, a Fonte de Ricardina, vestígios arqueológicos ao tempo do Império Romano em Pinheiro de Tavares, a Capela de São Domingos de Ançada, a Carvalha, a Capela de Santo António em Mesquitela, a Fundação de Nossa Senhora da Saúde de Cunha Alta, os símbolos maçónicos e o Solar de Santa Eufémia. Em 2018, esteve já em destaque o Santuário de Santa Luzia, em Freixiosa; a Casa de Darei, na aldeia de Darei, freguesia de Mangualde, a Igreja Matriz de Várzea de Tavares e a Calçada Romana de Mourilhe.

 

Por:Mun.Mangualde

 

 

Avisos da Semana e Liturgia 3ºdomingo do Advento Ano C

O tema deste 3º Domingo pode girar à volta da pergunta: “e
nós, que devemos fazer?” Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.
A primeira leitura sugere que, no início, no meio e no fim desse
“caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos.

16-12-2018

Daí o convite à alegria: Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho connosco. A segunda leitura insiste nas atitudes corretas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.
O Evangelho sugere três aspectos onde essa transformação é
necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a
dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “batizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova e tem de viver de acordo com essa dinâmica.
“E nós, que devemos fazer?” A expressão revela a atitude correcta de quem está aberto à interpelação do Evangelho. Sugere-se aqui a disponibilidade para questionar a própria vida, primeiro passo para uma efetiva tomada de consciência do que é necessário transformar.
Os bens que temos à nossa disposição são sempre um dom de Deus e, portanto, pertencem a todos: ninguém tem o direito de se apropriar deles em seu benefício exclusivo. As desigualdades chocantes, a indiferença que nos leva a fechar o coração aos gritos de quem vive abaixo do limiar da dignidade
humana, o egoísmo que nos impede de partilhar com quem nada tem, são obstáculos intransponíveis que impedem o Senhor de nascer no meio de nós. As nossas comunidades e nós próprios damos testemunho desta partilha que é sinal
do Reino proposto por Jesus?
Os publicanos eram aqueles que extorquiam dinheiro de modo
duvidoso, despojando os mais pobres e enriquecendo de forma ilícita. Que dizer dos modernos esquemas imorais (às vezes lícitos, mas imorais) de enriquecimento rápido? Que dizer da corrupção, do branqueamento de dinheiro sujo, da fuga aos impostos, das taxas exageradas cobradas por certos serviços,
das falcatruas? Será possível prejudicar conscientemente um irmão ou a comunidade inteira e acolher “o Senhor que vem”?
“Não exerçais violência sobre ninguém”… E os atos de violência, que tantas vezes atingem inocentes e derramam sangue ou, ao menos, provocam sofrimento e injustiça? E os atos gratuitos de terrorismo, ainda que sejam mascarados de luta pela libertação? E a exploração de quem trabalha, a recusa de um salário justo, ou a exploração de imigrantes estrangeiros? E as prepotências que se cometem nos tribunais, nas repartições públicas, na própria
casa e, tantas vezes, nas recepções das nossas igrejas? Neste quadro, é possível acolher Jesus?
Ser cristão é ser batizado no Espírito, quer dizer, é ser portador dessa vida de Deus que nos permite testemunhar Jesus e a sua proposta. O que é que conduz a nossa caminhada e motiva as nossas opções – o Espírito, ou o nosso
egoísmo e comodismo?

Feira Anual de Santa Luzia em Trancoso

 

A Feira Anual de Santa Luzia é em Trancoso um certame marcante, de origens recuadas no tempo, mas que antevê um inverno rigoroso onde as gentes procuram o necessário agasalho face ao frio intenso que se avizinha.

Trata-se também de um evento de grande relevo para o Município de Trancoso, visto assumir um papel de grande importância para os produtores de pequenos ruminantes, uma vez que para além da já tradicional mostra de gado dos produtores do concelho de Trancoso, será também possível proceder à comercialização de ovinos e caprinos (com especial destaque para o borrego), estando prevista a participação de vários negociantes de gado que atuam na zona centro.

Acontece  a 13 de dezembro, esta feira, na cidade de Bandarra.

ISCMFA aprovou orçamento e plano de atividades de 725 mil euros

Teve lugar no auditório do Centro Cultural Dr. António Menano, a Assembleia Geral da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fornos de Algodres, nesta quinta-feira, com os irmãos presentes a votar por unanimidade o Orçamento e Plano de Atividades para 2019.

Assim sendo o orçamento para 2019, é de 725 mil euros, onde o Provedor Luís Miguel Ginja, referiu que foi elaborado com rigor e transparência, não existem ordenados em atraso e neste momento, a instituição não tem quaisquer processos judiciais

Segundo Luis Miguel Ginja, vai ser contraído a curto prazo , um empréstimo de  608 mil euros, já aprovado em assembleia geral, no sentido de realizar a ampliação da instituição no exterior, que visa a criar mais 4 camas particulares e 8 camas na ERPI.

Depois esta instituição quer manter e alargar o plano de eficiência energética, consolidar a implementação da modernização administrativa e inovação nos equipamentos informáticos, realizar novos acordos com a Segurança Social e ARS.

Em parceria com o Banco de voluntariado local, fomentar o voluntariado no setor social e religioso entre outras medidas.

Para que 2019 seja um ano para levar a bom porto as expetativas, esta mesa da ISCMFA conta com o envolvimento ativo dos irmãos, colaboradores e comunidade em geral.

 

Noite de Fados em Fornos de Algodres

Deste modo acontece no salão do antigo quartel dos Bombeiros, com o grupo Sons da Alma, com fado de Lisboa e de Coimbra.

Uma noite solidária, onde a comunidade se pode ainda inscrever.

Liturgia e avisos do 32ºdomingo tempo comum

Qual é o verdadeiro culto que Deus espera de nós? Qual deve
ser a nossa resposta à sua oferta de salvação? A forma como Jesus
aprecia o gesto daquela pobre viúva não deixa lugar a qualquer dúvida:
Deus não valoriza os gestos espectaculares, cuidadosamente encenados e
preparados, mas que não saem do coração; Deus não se deixa impressionar por
grandes manifestações cultuais, por grandes e impressionantes manifestações religiosas, cuidadosamente preparadas, mas hipócritas, vazias e estéreis…

11-11-2018(1)

O que Deus pede é que sejamos capazes de Lhe oferecer tudo, que aceitemos despojar-nos
das nossas certezas, das nossas manifestações de orgulho e de vaidade, dos nossos
projectos pessoais e preconceitos, a fim de nos entregarmos confiadamente nas suas
mãos, com total confiança, numa completa doação, numa pobreza humilde e
fecunda, num amor sem limites e sem condições. Esse é o verdadeiro culto, que nos

Ano B - Tempo Comum - 32º Domingo - Boletim Dominical

aproxima de Deus e que nos torna membros da família de Deus. O verdadeiro crente é aquele que não guarda nada para si, mas que, dia a dia, no silêncio e na simplicidade dos gestos mais banais, aceita sair do seu egoísmo e da sua autosuficiência
e colocar a totalidade da sua existência nas mãos de Deus. Como na
primeira leitura, também no Evangelho temos um exemplo de uma mulher pobre,
que é capaz de partilhar o pouco que tem. Este retracto, naturalmente um pouco
estereotipado, não deixa de ter um sólido fundo de verdade: só quem não vive para
as riquezas, só quem não tem o coração obcecado com a posse dos bens (falamos,
naturalmente, do dinheiro, da conta bancária; mas falamos, igualmente, do orgulho,
da auto-suficiência, da vontade de triunfar a todo o custo, do desejo de poder e de
autoridade, do desejo de ser aplaudido e admirado) é capaz de estar disponível para
acolher os desafios de Deus e para aceitar, com humildade e simplicidade, os
valores do Reino. Esses são os preferidos de Deus. O exemplo desta mulher
garante-nos que só quem é “pobre” – isto é, quem não tem o coração demasiado
cheio de si próprio – é capaz de viver para Deus e de acolher os desafios e os
valores do Reino. A figura dos doutores da Lei está em total contraste com a figura
desta mulher pobre. Eles têm o coração completamente cheio de si; estão
dominados por sentimentos de egoísmo, de ambição e de vaidade, apostam tudo nos
bens materiais, mesmo que isso implique explorar e roubar as viúvas e os pobres.
Podem ter atitudes que, na aparência, são religiosamente correctas, ou podem
mesmo ser vistos como autênticos pilares da comunidade do Povo de Deus; mas, na
verdade, eles não fazem parte da família de Deus. Nunca é demais reflectirmos
sobre este ponto: quem vive para si e é incapaz de viver para Deus e para os irmãos,
com verdade e generosidade, não pode integrar a família de Jesus, a comunidade do
Reino. Jesus ensina-nos, a não julgarmos as pessoas pelas aparências. Muitas vezes
é precisamente aquilo que consideramos insignificante, desprezível, pouco
edificante, quem é verdadeiramente importante e significativo. Muitas vezes Deus
chega até nós na humildade, na simplicidade, na debilidade, nos gestos silenciosos e
simples de alguém em quem nem reparamos. Temos de aprender a ir ao fundo das
coisas e a olhar para o mundo, para as situações, para a história e, sobretudo, para
os homens e mulheres que caminham ao nosso lado, com o olhar de Deus. Uma das
críticas que Jesus faz aos doutores da Lei é que eles se servem da religião, da sua
posição de intérpretes oficiais e autorizados da Lei, para obter honras e privilégios.
Trata-se de uma tentação sempre presente, ontem como hoje… Em nenhum caso a
nossa fé, o nosso lugar na comunidade, a consideração que as pessoas possam ter
por nós ou pelas funções que desempenhamos podem ser utilizadas, de forma
abusiva, para “levar a água ao nosso moinho” e para conseguir privilégios
particulares ou honras que não nos são devidas. Utilizar a religião para fins egoístas
é um comércio ilícito e abominável, e constitui um enorme contra-testemunho para
os irmãos que nos rodeiam.

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