Templates by BIGtheme NET
Home » Religião (page 30)

Religião

Enchente no Carnaval em Nelas

Cor, magia, fantasia e muita folia

A tarde desta terça -feira foi de grande folia um pouco por todo País, assim não foi diferente na cidade Nelas, que como manda a tradição o Bairro da Igreja e do Cimo do Povo prepararam-se para desfilar nas ruas da cidade, que se encheram por completo, onde a zona mais procurada para ver o desfile foi a ateria dos paços do concelho , um local mais aberto para ver os foliões e todos quantos se quiseram juntar à festa.

Ambos os bairros , sem dúvida, trabalharam imenso durante o ano para verem coroados com êxito o trabalho nestes dias festivos, onde apesar dos governantes não terem dado tolerância de ponto, os municípios  e algumas empresas arranjaram maneira da tradição do Carnaval se manter viva.
Reportagem de António Pacheco

Campanha de solidariedade, “Recolher para ajudar”

.
Arrancou hoje, 16 de fevereiro de 2015, em Figueiró da Granja, uma nova campanha de Solidariedade, intitulada “Recolher para Ajudar”.

A Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja (ARCFG), em parceria com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres (AHBVFA), com o apoio da Junta de Freguesia de Figueiró da Granja e da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, associou-se ao movimento nacional de recolha de tampinhas, estando a partir de hoje, 16 de fevereiro de 2015, a receber tampinhas de plástico (de água, leite, iogurtes, amaciadores, entre outras), canalizando-as para reciclagem e utilizando o valor de venda na doação de dispositivos móveis para trepar escadas. As tampinhas podem ser entregues aos membros da Associação ou colocadas diretamente no depósito para a finalidade (junto à Igreja Matriz de Figueiró da Granja).
 
Esta campanha de solidariedade tem como objetivos, promover uma boa prática ambiental, informar, sensibilizar e consciencializar a população da freguesia de Figueiró da Granja e freguesias limítrofes, em especial as camadas mais jovens para os benefícios da prevenção, redução, reutilização e reciclagem de resíduos, estimulando o espírito solidariedade e de cidadania.
 
Contamos com a Vossa Ajuda.
Uma simples Tampinha é uma Grande ajuda, não para nós, mas para alguém muito necessitado.   Uma iniciativa da Associação Recreativa e Cultural de Figueiró da Granja em parceria com os Bombeiros Fornos de Algodres, com o apoio da Junta de Freguesia de Figueiró da Granja e do Município de Fornos de Algodres.
É bastante simples.

 Basta depositar as “tampinhas” no ponto de recolha para o efeito, perto da Igreja Matriz (junto da paragem de autocarros).

Um simples gesto hoje, irá ajudar alguém amanhã.
Fonte:ACRFG

Conclusões da 2ªsessão da Assembleia Sinodal da Diocese de Viseu

A LITURGIA – FONTE E CUME DA VIDA DA IGREJA – Documento votado na 2ª sessão da 3ª Assembleia

14 de Fevereiro de 2015 às 14:48

INTRODUÇÃO 

O
Concílio Vaticano II suscitou uma das maiores reformas da Igreja, no
que se refere à Liturgia, de tal forma que, em 1985, nos vinte anos da
sua conclusão, o Relatório do Sínodo dos Bispos registava: «A renovação
litúrgica é o fruto mais visível de toda a obra conciliar».

Não se tratou simplesmente de alterar rituais, mas de reencontrar o originário e genuíno sentido teológico, espiritual e pastoral
da Liturgia. Nesse intuito, os padres conciliares não pretenderam
operar uma ruptura com dois milénios de história, mas refontalizar nas
fontes bíblicas e patrísticas, encontrando aí os fundamentos da
renovação.

Uma das afirmações basilares sobre a
importância da Liturgia foi condensada na afirmação da Constituição
Conciliar sobre a Liturgia, Sacrosanctum Concilium (SC) 10: «A Liturgia é, simultaneamente, a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde dimana toda a sua força».

A diocese de Viseu não foi excepção ao ímpeto reformador do concílio. É chegado, porém, o momento de avaliar, de corrigir e, sobretudo, de incutir novo impulso
à reforma. Com essa finalidade se convocou o Sínodo Diocesano
(10.10.2010 a 8.12.2015): comemorar os cinquenta anos do encerramento do
Concílio (8 de Dezembro de 1965) e re-sintonizar a vida diocesana com o
que propôs o Concílio nos diversos âmbitos e, consequentemente, na
Liturgia.

Após a primeira sessão da assembleia dedicada à
vida litúrgica, e tendo em conta os contributos que dela surgiram, é
chegado o momento de apreciar e votar as temáticas reflectidas para que,
posteriormente, se incorporem nas constituições sinodais, no que se
refere à renovação litúrgica.

I – PARTICIPAÇÃO E MINISTÉRIOS

«É desejo ardente da mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e activa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do baptismo, um direito e um dever do povo cristão» (SC 14).

O
Concílio Vaticano II, com o objetivo de devolver a todos os cristãos o
exercício efetivo do papel que lhes cabe na ação litúrgica, assumiu
como uma das suas linhas orientadoras, decorrente do sacerdócio baptismal
de todos os cristãos, a ativa participação litúrgica, não só dos
sacerdotes, mas de todos os fiéis, cada qual no que lhe compete (cf. SC
28).

A participação
é uma categoria-chave da Constituição Litúrgica. Nesta e noutras
Constituições, Decretos e Declarações posteriores menciona-se a
importância da participação litúrgica que deve ser: plena, consciente, ativa e frutuosa (SC 11,14), interna e externa (SC 19,110), comunitária
e em assembleia (SC 27,121), ordenada e hierárquica (SC 28,29). Para
que tal se consiga, é necessário formação litúrgica e técnica dos intervenientes nas celebrações (cf. SC 14-19).

A participação ativa, plena e consciente da assembleia sujeito integral da acção litúrgica – é potenciada no exercício dos diferentes ministérios ou serviços/funções, expressão de uma eclesiologia de comunhão, para a qual todos os membros contribuem, cada qual a seu modo, edificando o único corpo eclesial (cf. 1Cor 14,5; Ef 4,12).

Na assembleia litúrgica, intervêm ministros ordenados (bispo, presbíteros e diáconos), ministros instituídos (leitores e acólitos) e outros ministérios ou ofícios, mais ou menos estáveis, igualmente importantes: 1) ao serviço da assembleia: acolhimento, sacristão, adorno do espaço e monitor; 2) ao serviço da Palavra: o leitor e o salmista; 3) ao serviço do Altar: o acólito e o ministro extraordinário da comunhão; 4) ao serviço do canto: o grupo coral, diretor do canto da assembleia e instrumentistas.

No sentido de qualificar a participação litúrgica, tornando-a mais plena e consciente, propõe-se:

1.1. Constituir, por paróquia ou unidade pastoral, uma equipa de coordenação litúrgica que inclua, entre outros, um sacerdote, um diácono (onde existir), o responsável pelo setor da liturgia e da catequese, além de um representante dos jovens, do grupo coral, dos acólitos, dos leitores e ministros da comunhão.

1.2.
Promover uma maior articulação celebrativa e operativa entre os setores da liturgia, da catequese infanto-juvenil e da pastoral social
(cf. Sugestão da pastoral orgânica).

1.3. Estabelecer, ao nível arciprestal ou unidade pastoral e com regularidade, um tempo de formação litúrgica para leitores e acólitos e outros.

1.4. Realizar anualmente, em cooperação com a Escola Diocesana de Ciência Religiosas, um curso para ministros extraordinários da comunhão e para animadores dominicais na ausência de presbítero.

1.5. Criar uma Escola Diocesana de Música Litúrgica.

II – A EUCARISTIA – CENTRO DA VIDA CRISTÃ

«O nosso Salvador instituiu na Última Ceia, na noite em que foi entregue, o Sacrifício Eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até Ele voltar, o Sacrifício da Cruz, confiando à Igreja, Sua esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é concedido o penhor da Glória futura» (SC 47).

«A celebração da Missa, como ação de Cristo e do povo de Deus hierarquicamente ordenado, é o centro de toda a vida cristã, tanto para a Igreja, quer universal quer local, como para cada um dos fiéis» (Introdução Geral ao Missal Romano 16).

Estão
sintetizados nestes textos os fundamentos para a compreensão teológica e
eclesial da Eucaristia enquanto «fonte e centro de toda a vida cristã»
(LG 11). Na Escritura, a passagem que melhor retrata a vida dos
primeiros cristãos e que os configura como comunidade modelo tem como referência a Eucaristia: «Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fração do pão e às orações» (Act 2,42). Fracção do pão foi a primeira designação da Eucaristia.

A
pastoral da celebração eucarística experimentou um grande incremento a
partir do Vaticano II, sobretudo no que concerne à Eucaristia dominical.
Contudo, é chegado o momento de incutir um novo ímpeto a essa tarefa, a
fim de que a Eucaristia seja, cada vez mais, o centro vital das comunidades cristãs e fecunde todos os âmbitos da vida dos cristãos.

Esse objetivo atingir-se-á com uma adequada catequese sobre o Mistério Eucarístico
(mistério acreditado), desde a infância, vinculada com a participação
regular na celebração (mistério celebrado) e concretizada numa vida
eucaristizada (mistério vivido).
Estas três perspectivas não são de carácter meramente didático, mas constitutivas da concepção teológicoespiritual do sacramento dos sacramentos
e da finalidade com que foi instituído: «Quem comer deste pão viverá
eternamente» (Jo 6,51); «Aquele que me come viverá por mim» (Jo 6,57).

A
Eucaristia gera vitalidade nos que dela participam conscientemente e
«embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prémio para
os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos»
(Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, 47).

A celebração digna e consciente da Eucaristia é a mais profunda expressão de fé na presença real de Cristo no meio dos seus e, como tal, ato de adoração por excelência.
O culto de adoração eucarística, prolongamento da celebração da Missa,
assume um lugar relevante na dimensão orante da Igreja: a oração pessoal e comunitária diante da reserva eucarística (o sacrário), a adoração perpétua, a bênção do Santíssimo e a procissão do Corpo de Deus.

A
Eucaristia edifica a Igreja. Como celebrá-la com mais intensidade
espiritual, participação, dignidade e amor? Que medidas pastorais adotar para que não se torne rotineira, rubricista e tenha mais
expressão na vida de cada cristão e das comunidades?

2.1. Incentivar o exercício mais pleno e consciente de cada ministério/função na celebração eucarística: leitor, acólito, cantor, sobretudo ao domingo, criando em cada paróquia um grupo para cada um dos serviços, com calendário e formação regular.

2.2. Aproveitar a formação permanente dos sacerdotes para incentivar ao uso mais diversificado das orações
do Missal, sobretudo as orações eucarísticas e prefácios, de modo a
evitar a monotonia e a tornar a celebração eucarística espiritualmente
mais bela.

2.3. Criar mecanismos de
articulação pastoral para que, tendo em conta a necessária disposição
espiritual e física que requer a presidência da Eucaristia, o sacerdote não tenha de presidir a mais que três celebrações num só dia, sobretudo ao domingo e dias de preceito (cf. Código de Direito Canónico, cân.905,& 2).

2.4. Instituir nas paróquias onde ainda não existe, com regularidade semanal ou mensal, tempos de Adoração Eucarística, com ou sem bênção do Santíssimo, e incentivar à adoração pessoal, mantendo, para tal, as igrejas abertas.

2.5. Cuidar criteriosamente a escolha dos cânticos, especialmente para a missa dominical.

III – SACRAMENTOS E SACRAMENTAIS

«Os sacramentos destinam-se à santificação dos homens, à edificação do Corpo de Cristo e, enfim, a prestar culto a Deus; mas, como sinais, têm também a função de ensinar. Não só supõem a fé, mas, por meio de palavras e elementos rituais, também a alimentam, fortificam e exprimem é de grande importância que os fiéis compreendam facilmente os sinais sacramentais e recebam com a maior frequência possível os sacramentos que foram instituídos para alimentar a fé cristã» (SC 59).
Os sacramentais «são, à imitação dos sacramentos, sinais sagrados que significam realidades, sobretudo de ordem espiritual, e se obtêm pela oração da Igreja» (SC 60).

A
liturgia vive dos sacramentos, «sinais eficazes da graça, instituídos
por Cristo e confiados à Igreja, pelos quais nos é dada a vida divina.
Os ritos visíveis com os quais são celebrados os sacramentos significam e realizam as graças
próprias de cada sacramento e dão fruto naqueles que os recebem com as
disposições requeridas» (Catecismo n. 1131). Os sacramentos e os
sacramentais fundam a sua eficácia no mistério Pascal de Cristo, a alma de todos os sacramentos e sacramentais, e têm a função de santificar e edificar a Igreja (cf. SC 61).
Pelo Batismo e Confirmação,
os fiéis são incorporados na Igreja, formando um povo sacerdotal,
tornam-se aptos a celebrar a liturgia e são chamados ao testemunho
cristão; pela participação no Eucaristia, os cristãos oferecem o sacrifício divino e oferecem-se a si mesmos com Ele; pela Penitência, obtêm a misericórdia de Deus; pela Unção dos Doentes, a Igreja encomenda-os ao Senhor; pela Ordem, alguns fiéis são constituídos pastores em nome de Cristo; pelo Matrimónio,
os cônjuges cristãos auxiliam-se mutuamente para a santidade (cf. LG
11). A liturgia sacramental é ação ministerial da Igreja que torna
presente o mistério de Cristo, ou seja: o prolongamento visível do
mistério e ministério salvífico de Cristo na e através da Igreja.

Pelos sacramentais, santificam-se as várias circunstâncias da vida
(cf. SC 60) e, como os sacramentos são verdadeiros atos litúrgicos,
completam, integram ou alargam o efeito dos sacramentos, na medida em
que influem e dão sentido às grandes experiências da vida humana.
Destacam-se: a profissão religiosa, as exéquias, a bênção de uma casa, de outros objectos, religiosos ou não, a dedicação de uma igreja, momentos relevantes na vida dos fiéis onde se deseja a presença e a oração da Igreja

Partindo
desta sumária fundamentação teológica, e para uma adequada atitude
pastoral diocesana, alguns aspectos da vida sacramental devem requer
atenção especial e orientações claras e uniformes, de modo a evitar
procedimentos díspares que geram, por vezes, não poucos
constrangimentos, sobretudo no que se refere aos sacramentos da iniciação cristã
e, especificamente, quanto aos padrinhos de batismo. Igualmente quanto
à celebração dos restantes sacramentos e sacramentais se expõem algumas
propostas para análise e votação.

3.1. Prover ao uso adequado do Ritual de Iniciação dos Adultos
para o catecumenato, com a necessária, serena e apropriada formação
catequética. Nesse sentido, preparar esquemas de apoio à preparação para
o batismo de crianças em idade de catequese (Ritual de Iniciação de Adultos, cap. V), frequentem ou não a catequese paroquial.

3.2. Elaborar uma normativa diocesana sobre os padrinhos de batismo tendencialmente a consentir que, nos casos em que os candidatos a padrinhos de batismo não reúnam os requisitos exigidos, possam ser meras testemunhas,
desde que validamente batizados e expressem o desejo de ajudar o
crescimento da fé da criança. Mantenha-se, num e noutro caso, a idade
prevista, a declaração de idoneidade, não admitindo dois
padrinhos/testemunhas do mesmo sexo. Para os pais, padrinhos e/ou
testemunhas é obrigatória a devida preparação.

3.3. Fomentar as celebrações penitenciais comunitárias, sacramentais ou não, estabelecendo tempos regulares para a confissão individual, especialmente na quaresma; promover a celebração comunitária da unção dos doentes, incluindo os lares de idosos.

3.4. Incentivar os noivos à preparação séria do matrimónio, através do CPM ou outras formas reconhecidas, no que toca à escolha de leituras, à música a interpretar, à ornamentação do espaço litúrgico e, sobretudo, à participação consciente na celebração

3.5. Requerer, obrigatoriamente, a apreciação e aprovação diocesana de novos projetos de espaços litúrgicos ou de adaptações.

IV – O DOMINGO: DOM, TAREFA E DESAFIO

«Por tradição apostólica, que nasceu do próprio dia da Ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia que bem se denomina dia do Senhor ou domingo. Nesse dia, devem os fiéis reunir-se para participarem na Eucaristia e ouvirem a Palavra de Deus…o domingo é o principal dia de festa a propor e inculcar no espírito dos fiéis; seja também o dia da alegria e do repouso… o domingo é o fundamento e o centro de todo o ano litúrgico» (SC 106).

A preocupação dos quatro evangelistas ao assinalarem que a ressurreição do Senhor ocorreu ao amanhecer do primeiro dia da semana surpreende
(Mt 28,1; Mc 16,2; Lc 24,1; Jo 20,1). Nesse dia o Senhor ressuscitou e,
ao cair da noite, apareceu aos discípulos de Emaús, que O reconheceram
ao partir do pão (Lc 24, 1-35). Este cuidado narrativo decorre da pretensão de sublinhar a importância da celebração da ressurreição do Senhor, em assembleia eucarística, como se infere de outros relatos (cf. Act 20,7-12; 1Cor 16,1-2).

São
múltiplos os testemunhos posteriores dos padres da Igreja e de normas
eclesiásticas sobre o domingo: é o dia da assembleia dominical, para a celebração semanal da Páscoa do Senhor.
«Que desculpa terão aqueles que não se reúnem no dia do Senhor, para
ouvir a Palavra de Vida e se alimentar com o alimento divino que
permanece eternamente?» (Didascália dos Apóstolos séc. III). A escolha do primeiro dia da semana como dia da assembleia eucarística está vinculada ao facto de a ressurreição do Senhor ter acontecido nesse mesmo dia.

Nos primeiros séculos, apesar de proibida aos cristãos a reunião cultual, o domingo era dia obrigatório
de assembleia eucarística: «não podemos viver sem o domingo», assim
responderam, em 304, alguns cristãos da Abitinia, surpreendidos numa
assembleia em casa de um deles, desobedecendo à lei civil. Em 321 o
domingo passou a ser, não por mandato da Igreja, mas por decreto
imperial, dia de descanso e «os cristãos sentiram grande contentamento
ao verem assim afastados os obstáculos que, até então, tinham tornado
por vezes heróica a observância do dia do Senhor» (João Paulo II, Carta
Apostólica Dies Domini, sobre a santificação do domingo, 64).

Ao domingo, além da participação na assembleia eucarística, os cristãos devem fruir do tempo
para causas não especificamente cultuais, mas sociais e humanizantes: a
família, a solidariedade, a partilha do tempo com quem está mais só e a
contemplação da beleza da criação.

O domingo foi-se desvinculando do seu caráter originário, ao ser englobado e secundarizado no fim-de-semana.
Este, sendo um tempo que permite o repouso do trabalho e a livre
fruição do tempo, tornou-se para muitos, um tempo de evasão e dispersão,
mais preenchido e cansativo que os restantes dias da semana, com
diversas atividades, por vezes na hora da Eucaristia

Porém,
os fatores que mais afetam a vivência do domingo como memorial
semanal da Páscoa advêm dos próprios cristãos, da concepção subjetivista e privatista da fé, da ausência do sentido de pertença comunitária e, sobretudo, da decrescente participação na assembleia eucarística.
São cerca de 20% os cristãos da nossa diocese que participam
regularmente na assembleia, composta na sua maioria por adultos e
idosos, constatando-se a ausência generalizada de crianças e jovens, o
que lhe confere um clima pouco cativante e festivo.

Refira-se, igualmente, nalgumas assembleias a participação pouco qualificada:
escolha pouco criteriosa de cânticos e fraca execução; deficiente
proclamação da Palavra; predomínio de acólitos demasiado infantis;
homilias nem sempre ancoradas na Palavra, abstractas e desfasadas da
vida concreta; rubricismo e pouca criatividade; algum descuido com a dimensão estética nos gestos, alfaias, vestes e espaços litúrgicos.

Algumas
comunidades, devido à escassez de sacerdotes, celebram o domingo
escutando a Palavra e comungando o Pão da Vida, orientados por um
animador. A diocese conta com cerca de cem animadores. Se, por um lado, não é o ideal, por outro é a manifestação da vitalidade da Igreja que propicia aos seus filhos a comemoração semanal da Páscoa. Também os ministros extraordinários da comunhão
possibilitam aos idosos e aos doentes que não podem deslocar-se à
assembleia a celebração cristã do domingo nas suas casas ou nos lares de
idosos.

Em muitas paróquias, além da Eucaristia, faz-se,
regularmente o culto eucarístico, com ou sem bênção do Santíssimo; a
oração do Rosário, sobretudo no mês de Maio; a Via Sacra; romarias a
santuários e outros atos de religiosidade popular.

Decorrente
do exposto, e a fim de valorizarmos o domingo nas várias dimensões,
propõem-se os seguintes tópicos para análise e votação:

4.1. Fomentar, em articulação com a catequese paroquial, a participação regular das
crianças, jovens e adolescentes na assembleia dominical, nalgumas
tarefas que podem e sabem desempenhar: canto, leituras e/ou oração dos
fiéis, gestos, colocação de cartazes…

4.2. Qualificar a homilia, como sugere A Alegria do Evangelho: fundamentada
na Palavra, breve, evitando que pareça uma lição, iluminadora para a
vida ativa, seja como uma “conversa da mãe” (nn. 135-144).

4.3. Cuidar o acolhimento e a disposição na assembleia dos idosos, das pessoas com mobilidade condicionada, dos que estão de passagem e das mães com crianças.

4.4. Usar
os meios necessários para que se torne mais clara a relação entre a
celebração e a vida, como, por exemplo, colocar em lugar visível uma
frase bíblica, ou da homilia, ou entregar uma folha dominical.

4.5. Valorizar as práticas de religiosidade popular: o rosário, a via-sacra, romarias, procissões: procurando que sejam momentos de verdadeira oração e evangelização.
fonte:Facebook sínodo diocesano

Pedro Sousa vence eleições nos Bombeiros de Seia

Adesão maciça
  Pedro Sousa venceu na noite de sábado as eleições para a
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia. O empresário,
que liderava a lista A, obteve 389 votos, enquanto que Vitor Dias não
foi além dos 266 votos.

  Após a afixação dos resultados eleitorais,
Pedro Sousa afirmou ao PE que «quem ganhou foram os sócios e a
Associação», sendo esta apenas a única declaração de vitória que queria
proferir no momento.
Ao ato eleitoral, que decorreu até às 19 horas,
compareceram 666 associados, tendo ainda sido registados 10 votos
brancos e um nulo.
Fonte:Porta da Estrela

Freguesia de Matança no CIHAFA em fevereiro

  O Centro de Interpretação Histórica e Arqueológica de Fornos
de Algodres inicia uma serie de exposições intituladas “As Freguesias
vão ao Museu”, de 02 a 27 de Fevereiro
de 2015 estará patente a Freguesia da Matança, que poderá ser visitada
todos os dias entre as 10h00 – 13h00 e as 14h00 – 17h00.


Matança é uma freguesia Portuguesa do concelho de Fornos de Algodres,
com 13,82 km² de área e 243 habitantes (2011). Densidade: 17,6 hab/km².
Esta freguesia inclui, além da sede de freguesia, os lugares de Fonte
Fria e Forcadas.

É uma das mais antigas povoações do Concelho; há
quem a faça remontar à época dos romanos. Estando situada entre dois
rios, sobre cada um deles ainda hoje existe uma ponte romana. A ponte
sobre o rio Carapito, que vem da serra da Lapa, é de dois arcos e muito
elegante, outrora ligada á povoação por uma calçada romana, de que
também ainda existem vestígios.
O nome de Matança vem-lhe de um
encarniçado combate ali travado, segundo uns, entre romanos e bárbaros,
segundo outros, entre cristãos e árabes.
A Igreja Paroquial da
invocação de Santa Maria Madalena, é também muito antiga, foi abadia do
Padroado Real, com magníficos passais. Tem mais duas capelas, a de Nossa
Senhora dos Milagres e a de Santa Eufêmea.
A Matança teve Câmara
com Juiz ordinário, dois vereadores, um procurador e escrivão, mais dois
escrivães de publico e notas, uma companhia de ordenanças e ainda tem
Pelourinho. Teve casa Municipal e forca no sitio que ainda hoje se
chama Laja da Forca.
Foi-lhe concedido Foral por El-Rei D. Manuel I, em que foram novamente fixados os direitos da Corôa e as regalias Municipais.
O Concelho de Matança, que pertencia à Comarca de Trancoso, foi extinto
e incorporado no de Fornos de Algodres em 1836, com todas as suas
propriedades Camarárias.
Fonte:CIHAFA

Tomada de posse dos novos orgãos sociais da Irmandade da Santa Casa Misericórdia de Fornos de Algodres

Decorreu ao início da noite de hoje a tomada de posse , na Igreja da Misericórdia, dos novos órgãos sociais da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia desta vila beirã, onde o novo Provedor é agora Luis Miguel Ginja, sendo o presidente da Assembleia Geral, Dr. Manuel da Fonseca, atual Presidente do Município desta vila.

Luis Miguel, novo Provedor

Após a leitura da ata e respectivas assinaturas, era a vez de serem proferidas algumas palavras, onde o novo Provedor salientava que este desafio surgiu através de um  grupo de irmãos que gostavam de ter uma Irmandade aberta a todos, reconhece que vai ter muito trabalho,
onde a Unidade de Cuidados Continuados é uma missão que requer trabalho, mas está decidido a procurar o melhor caminho para esta valência.
Detém também um projeto de reduzir os gastos com iluminação em todas as valências da Santa Casa e outros projetos se seguiram no futuro.
Assim está decidido a iniciar já o trabalho, pois muito há para fazer.
Uma cerimónia com muita adesão da comunidade desta vila.

Reportagem de António Pacheco
Foto cedida por António Gomes

ASTA marca presença nas festas de natal da cidade espanhola de Ourense

teatro_2
A ASTA – Associação de Teatro
e Outras Artes, companhia profissional de teatro da cidade da Covilhã,
vai estar nos dias 21, 22 e 23 de dezembro nas festas de Natal da cidade
galega de Ourense (Espanha).
A companhia covilhanense vai
estar inserida nestas comemorações através da realização de um workshop
de construção de marionetas, que se destinará às crianças daquela cidade
e concelho, sendo esperadas um número superior a trezentas.
Já na cidade da Covilhã, no âmbito da maior exposição de presépios do
país, a decorrer na Igreja da Misericórdia, a ASTA está presente com 10
presépios da autoria de Sérgio Novo.
fonte:beira.pt

Luis Miguel Ginja novo provedor da Irmandade da Misericórdia de Fornos de Algodres

  Na manhã deste domingo decorreu, na Igreja da Misericórdia de Fornos de Algodres a assembleia geral, onde um dos pontos da ordem de trabalhos era a eleição para os novos corpos sociais da Irmandade da Misericórdia desta vila.
A sufrágio se apresentaram duas listas,  lista A, liderada pelo atual provedor Prof. Agostinho Freitas e a lista B liderada por Luis Miguel Ginja .
Após o enceramento das urnas, e contados os votos, a lista A obteve 46 votos e a lista B, 50 votos, face a isso , venceu a lista B .
Assim sendo, o novo Provedor da Irmandade da Misericórdia vai ser Luis Miguel Ginja, entre 2014/18

Câmara da Guarda com orçamento de 30 milhões de euros para 2015

A Câmara da Guarda aprovou ontem por maioria o
orçamento municipal para 2015, no valor de 30 milhões de euros, que é
considerado “realista” e de “rigor” pelo seu presidente e “pobre” pela
oposição socialista.
“É um orçamento realista, de rigor, mas um
orçamento de uma autarquia que está num processo de saneamento
financeiro”, referiu o presidente da autarquia, Álvaro Amaro,
(PSD/CDS-PP), na reunião do executivo municipal onde o documento foi
aprovado com os votos contra dos dois eleitos do PS.
O orçamento da
Câmara Municipal da Guarda para o próximo ano reduz em oito milhões o
valor relativamente ao de 2014, mas o autarca assegurou que o mesmo “não
deixa de apresentar a inovação e a ambição” do actual executivo.
“Ao
contrário de há um ano, agora conhecemos bem melhor as dificuldades que
o município da Guarda tem de vencer, sempre com um apelo à participação
responsável de todos e de todas as forças políticas”, refere o
presidente da autarquia na nota introdutória do documento a que a
agência Lusa teve acesso.

Segundo Álvaro Amaro, o orçamento para
2015, no valor global de 30.278.765 euros, “não tem comparação com o que
foram os orçamentos apresentados pelo município nos últimos 12 anos.
As
grandes opções do plano pretendem dar continuidade a alguns projectos
desenvolvidos durante o ano de 2014, ancorados aos vectores de estímulo e
apoio à economia local e de aumento de poder de atracção da Guarda,
apontou.
Uma das apostas é a criação da primeira edição do Plano
Educativo Municipal, para o ano lectivo 2015/2016, que reconfigure a
acção educativa adequada à rede escolar e aos objectivos da Lei de Bases
do Sistema Educativo.
A aplicação do Programa de Generalização do
Fornecimento de Refeições aos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico do
concelho é outros dos propósitos.
Na cultura, haverá apoios às
associações, com base num regulamento já aprovado, e no turismo a
autarquia fará a segunda edição da Feira Ibérica de Turismo.
Álvaro
Amaro também anunciou que serão feitos contratos de execução e acordos
de cooperação com as freguesias e que a autarquia irá transferir 30
funcionários para as 42 juntas rurais.
Na economia, será criado o Guia do Investidor e promovida a utilização da Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial.
Na
área social, entre outras medidas, está previsto um novo benefício, no
sector da saúde, para os munícipes com menores rendimentos e maiores
encargos.
Os dois vereadores do PS, José Igreja e Joaquim Carreira,
votaram contra o orçamento camarário por ser “pobre” e por ter “falta de
audácia e de ambição”.
Segundo José Igreja, o documento,
tecnicamente está “bem construído”, mas falta-lhe “um bocado de
audácia”, apontando que a maioria “optou bastante na área do turismo e
um pouco menos na área da economia”.
“Nós concordamos com muita coisa
que está no orçamento, mas não sentimos que dê uma ideia de força, de
dinâmica, para a economia da região”, justificou.
fonte:TB

4º PASSEIO DE CARROS CLÁSSICOS E ANTIGOS REALIZOU-SE EM NELAS NO PASSADO DIA 5 DE OUTUBRO 2014

4º PASSEIO DE CARROS CLÁSSICOS E ANTIGOS REALIZOU-SE EM NELAS NO PASSADO DIA 5 DE OUTUBRO 2014

Um dia de convivio

No passado domingo, dia 05 de Outubro, realizou-se no Concelho de
Nelas, pelo terceiro fim-de-semana consecutivo, um passeio de automóveis
clássicos, desta feita o IV Passeio de Automóveis Clássicos e Antigos,
organizado pela Associação Recreativa e Cultural do Santo António –
Bairro da Igreja de Nelas, em colaboração com a Câmara Municipal.

O
evento contou com o desfile de 33 automóveis e 90 participantes e teve
início pelas 9h30, com a chegada e receção aos participantes na sede da
Associação, que seguiram para Vilar Seco, com visita à Quinta da Fata e
consequente prova de vinhos, Santar, Moreira, Aguieira, Canas de
Senhorim, Lapa do Lobo e Termas das Caldas da Felgueira.
Após um
agradável repasto, o Passeio seguiu para Nelas, concentrando-se na Praça
do Município onde os participantes conviveram entre gincanas e jogos
tradicionais, fazendo as delicias dos aficionados que assistiram às
manobras de perícia dos condutores e dos seus carros.
Este dia tão
intenso culminou no ponto de partida com um lanche convívio e entrega de
lembranças aos participantes, pela Sra. Vereadora, Dra. Sofia Relvas
que teceu alargados elogios à organização deste encontro/passeio, tendo
mostrado a disponibilidade do Município em acolher este tipo de
iniciativas, que trazem sempre centenas de participantes que ficam a
conhecer o que o Concelho tem para oferecer.
fonte:Municipio de Nelas

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com

Ao continuar a utilizar o site, você concorda com a utilização de cookies. Mais Informação

As definições de cookies neste site são definidas como "permitir cookies" para lhe dar a melhor experiência de navegação possível. Se você continuar a usar este site sem alterar suas configurações de cookies ou clicar em "Aceitar" abaixo, em seguida, você concorda com isso.

Fechar