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GNR-Guarda-Reabertura dos Postos de Atendimento Reduzido

O Comando Territorial da Guarda, considerando o gradual decréscimo de casos COVID-19 e o constante empenho da GNR num rápido regresso à normalidade irá, nos próximos dias, retomar a atividade dos Postos de Atendimento Reduzido (PAR), a qual foi suspensa temporariamente devido às circunstâncias particulares e excecionais que o país atravessa, provocadas pela pandemia COVID-19, em especial a reposição do controlo de fronteiras terrestres.

Tendo em vista o retorno à normalidade, o Comando Territorial da Guarda irá restabelecer os serviços de atendimento ao público de acordo com as seguintes datas:

·         1 de março – Postos Territoriais de Vila Franca das Naves, Soito, Loriga e Paranhos da Beira;

·         8 de março – Postos Territoriais de Vila Nova da Tázem e Freixedas;

·         15 de março – Postos Territoriais de Freixo de Numão, Miuzela e Pínzio.

A GNR recorda que, em caso de necessidade, poderá ligar para o contacto: 271 210 630

Estudo:Espaço, espaço, espaço… o fator que está a fazer subir os preços das casas na pandemia

Procura por casas com mais espaço, interior e exterior, está a impactar a evolução dos custos dos imóveis residenciais, segundo uma análise do idealista.

Os preços das casas, ainda que menos do que em anos anteriores, continuaram a aumentar em 2020, em termos médios, no país – e a tendência de subida deverá manter-se este ano. E o que explica este fenómeno num contexto de crise económica gerada pela Covid-19? A pandemia e os confinamentos trouxeram novas necessidades em termos habitacionais, gerando um aumento da procura por casas com mais espaço, interior e exterior. E o espaço é exatamente o fator que mais impacto está a ter na evolução dos custos dos imóveis residenciais, tal como mostra a análise do idealista.

As penthouses têm sido as “rainhas” deste período em que se identificaram novas prioridades habitacionais, tornando-se 9,3% mais caras num ano. O preço por metro/quadrado (m2) das coberturas passou de 3.121 euros em dezembro de 2019 para 3.411 euros no final de 2020, evidenciando o interesse pelo tipo de comodidades que costumam oferecer estes apartamentos: boa divisão de espaços – permitindo melhor conciliação familiar com teletrabalho; terraços e vistas desafogadas.

Mas não só. Ao analisar os dados fornecidos pelo idealista/data (com base nos anúncios de imóveis residenciais à venda publicados no portal em 2020), pode constatar-se que o preço dos apartamentos em geral com terraço, moradias e quintas também aumentou – mais uma vez, trata-se de tipologias que se distinguem por terem mais espaços ao ar livre e jardins, que funcionam como balões de oxigénio, e que se têm revelados fundamentais durante o confinamento – novamente prolongado em Portugal.

Os apartamentos com terraço tornaram-se 7,3% mais caros num ano, passando de 2.549 euros para 2.734 euros por m2. Nas moradias, o mesmo cenário, registando-se uma variação anual de 7%, com o preço do m2 a passar de 1.457 euros por m2 em dezembro de 2019 para 1.559 euros por m2 em dezembro de 2020. As quintas também ficaram 6,2% mais caras, com o preço do m2 a subir de 1.339 para 1.422 euros por m2. Um comportamento que se mostra alinhado com as novas tendências de mercado, tal como pudemos constatar neste artigo do idealista/news sobre as as casas mais procuradas em tempos de pandemia.

“Desde o início da pandemia, percebemos que os preços no mercado residencial de venda não baixaram, pelo contrário, de um modo geral, subiram ligeiramente. A procura por imóveis com mais espaço, seja inteiro ou interior, aumentou consideravelmente, e os preços seguiram essa tendência crescente, especialmente quando analisamos imóveis com características específicas, como terraços e jardim. Analisar a procura é essencial para perceber as variações na oferta”, aponta Inês Campaniço, responsável do idealista/data em Portugal.

Os preços subiram na generalidade das tipologias, mas há um dado curioso, que importa destacar. O valor por m2 subiu, num ano, cerca de 4,9% nos apartamentos sem quartos (T0), de 3.680 para 3.860 euros por m2. Em muitos dos casos este tipo de casas corresponde a lofts e casas em openspace, uma tipologia cada vez mais procurada por millennials e, nacionais e estrangeiros, bem como por altos quadros de profissionais que vêm trabalhar para Portugal, sem família, por exemplo, e que estão à procura de um espaço deste tipo para ficar durante períodos mais curtos de tempo e que podem explicar esta tendência. Não são necessariamente espaços pequenos, mas produtos “trendy”e bem localizados.

Os apartamentos com 4 ou mais quartos foram os únicos a registar uma quebra de preço. O valor por m2 caiu 0,4%, de 2.904 para 2.893 euros, algo que poderá estar relacionado com o próprio perfil de compradores deste tipo de casas, que dará preferência, neste caso, às moradias – tendo em conta que poderá beneficiar de áreas relativamente iguais, com vários quartos, mas com o benefício de ter um jardim ou espaço ao ar livre.

Os dados fornecidos pelo idealista/data revelam ainda uma outra diferença, particularmente interessante, no que às subidas de preços diz respeito. Os apartamentos com jardim mas sem piscina viram o preço por m2 subir mais que os apartamentos com jardim e piscina: no primeiro caso, os valores subiram 5,6%, (de 2.125 para 2.245 euros por m2) e, no segundo, 2,7% (de 2.987 para 2.977 euros por m2). Uma tendência que estará relacionada com o facto de uma casa com piscina significar mais custos de manutenção, no futuro, que uma casa só com jardim e espaço ao ar livre.

Por:Idealista

 

Controlo de pessoas nas fronteiras terrestres e fluviais entre Portugal e Espanha até 16 de março

Em comunicado, o MAI refere que se mantém o controlo de pessoas nas fronteiras terrestres e fluviais, salientando que: “Na sequência do diálogo com os autarcas dos municípios raianos e da articulação permanente entre os governos de Portugal e de Espanha, o controlo de pessoas nas fronteiras terrestres e fluviais vai manter-se até ao dia 16 de março, tendo sido decidido acrescentar mais dois Pontos de Passagem Autorizados (PPA) – Ponte da Barca e Vinhais, que funcionarão nos dias úteis entre as 6h00 e as 9h00 e as 17h00 e as 20h00.

Assim, a partir das 00h00 de dia 2 de março, mantém-se limitada a circulação entre Portugal e Espanha – e somente nos PPA – ao transporte internacional de mercadorias, de trabalhadores transfronteiriços e de caráter sazonal devidamente documentados, e de veículos de emergência e socorro e serviço de urgência.

Continua também suspensa a circulação ferroviária transfronteiriça, exceto para transporte de mercadorias, bem como o transporte fluvial entre Portugal e Espanha.

Estas limitações não impedem a entrada em Portugal de cidadãos nacionais e de titulares de autorização de residência em Portugal, bem como a saída de cidadãos residentes noutros países”.

Sete PPA permanentes (24 horas por dia, 7 dias por semana):

– Valença

– Vila Verde da Raia

– Quintanilha

– Vilar Formoso

– Caia

– Vila Verde de Ficalho

– Castro Marim

Um PPA nos dias úteis das 6h00 às 20h00:

– Marvão

Cinco PPA nos dias úteis das 06h00 às 09h00 e das 17h00 às 20h00:

– Monção

– Melgaço

– Montalegre

– Vinhais

– Ponte da Barca

Quatro PPA nos dias úteis das 7h00 às 09h00 e das 17h00 às 19h00:

– Miranda do Douro

– Termas de Monfortinho

– Mourão

– Barrancos

Um PPA às quartas-feiras e aos sábados das 10h00 às 12h00:

– Rio de Onor

 

 

Seleção AA Feminina- Ana Borges e Sílvia Rebelo titulares no triunfo frente à Escócia

A Seleção Feminina Nacional AA  venceu em Larnaca ,a Escócia por duas bolas a zero, com Ana Borges e Sílvia Rebelo titulares uma vez mais no xadrez de Francisco Neto, na oitava e última jornada do Grupo E de apuramento para o Euro-2022

Uma vitória muito importante para a turma lusa , num encontro bastante interessante com os golos lusos a serem apontados por Ana Capeta (27′) e  Fátima Pinto (90+2′),que agora vai esperar pelo sorteio do Play off a ter lugar no próximo dia 5 de março.

Para além de Portugal estarão presentes no play-off as seleções de Rússia, Ucrânia e Irlanda do Norte. As estas seleções poderão juntar-se Itália, Suíça, Polónia e/ou República Checa. O play-off será disputado em duas mãos, entre 5 e 13 de abril.

A Equipa das Quinas, que procura a segunda participação na fase final do Europeu, depois da estreia em 2017, falhou a qualificação direta para o Euro na visita à Finlândia, onde sofreu um golo no último minuto dos descontos, enquanto a Escócia ficou afastada do Campeonato da Europa em novembro de 2020, quando perdeu com a armada lusa por 1-0.

No final da partida , o selecionador Francisco Neto referiu com satisfação (Site:FPF)que: “Foi a resposta de um grupo que não poderia apurar-se, mas deu uma resposta incrível. Se calhar, não foi o melhor jogo, não tivemos tanta bola, mas elas foram guerreiras, sempre disponíveis. Estou muito orgulhoso do que elas fizeram. Ganhámos duas vezes à equipa do pote 1 [Escócia]. Acredito que em abril [nos ‘play-offs’] vamos alcançar os nossos objetivos”.

Fotos:FPF

Nelas-Obras de requalificação do Jardim de Infância de Vilar Seco já iniciaram

As obras de requalificação do Jardim de Infância de Vilar Seco, no concelho de Nelas iniciaram recentemente.

Esta intervenção consiste no isolamento térmico e substituição da cobertura, pintura das fachadas e aplicação de caixilharia, num investimento de mais de 20.000€, estando inserida na progressiva requalificação do parque pré-escolar do Município de Nelas.

Também serão efetuados trabalhos no que diz respeito ao piso interior e ao sistema de aquecimento.

Estas alterações vão ajudar a reduzir o consumo de energia e garantir a eficiência energética do edifício, bem como proporcionar um melhor conforto e ambiente letivo a professores, auxiliares e alunos.

Este é mais um dos investimentos a somar aos muitos que têm sido efetuados nos últimos anos, em particular em infraestruturas da responsabilidade municipal do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo, em diversos estabelecimentos um pouco por todo o Concelho e que prosseguirão até integral requalificação dos referidos espaços.

Distrital da Guarda do PSD reage em comunicado ao PRR

Em comunicado a Distrital da Guarda do PSD reage em comunicado, pela voz do seu Presidente Carlos Condesso, sobre o PRR que o Governo apresentou referindo:

“O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que o Governo apresentou como
estratégico para o país e colocou, a muito custo e por exigência de Bruxelas,
em consulta pública, tem previsto distribuir a verba de 16.643 mil milhões de
euros de fundos.
Nem mesmo com esta considerável verba o Governo Socialista tem em conta
estes territórios do interior e muito menos o nosso distrito da Guarda.
Para o Presidente da Distrital do PSD da Guarda, “a dita ‘bazuca’ do Plano de
Recuperação e Resiliência, tal como foi elaborado, despreza o distrito da
Guarda e desfere um duro golpe à população do interior”. Carlos Condesso
entende mesmo que esta proposta de Plano de uma suposta ‘recuperação e
resiliência’ é mesmo um instrumento ofensivo para a população do interior do
país e associa-se assim a todos os que o têm contestado pela ausência de
medidas com vista à recuperação económica e social do território nacional –
com critérios de igualdade territorial, de justiça social e indutoras da tão
famigerada coesão territorial. E questiona “será que a senhora Ministra da
Coesão Territorial deu contributos ou foi ouvida sobre este plano, ou já desistiu
de vez do interior, que representa dois terços do território nacional?”,
resumindo assim o seu ministério à insignificância, refere o líder distrital do
PSD da Guarda.
A ficar como está, este Plano desvia grande parte dos apoios daqueles que
serão o elemento chave para a recuperação económica – as pessoas e as
empresas –, e não é efetivamente nenhuma alavanca para essa recuperação.
No que diz respeito ao nosso distrito, o investimento em obras públicas
prioritárias e infraestruturantes, também é esquecido e desviado para o
centralismo do Terreiro do Paço, num notório desprezo pela população que
aqui reside, cujos efeitos da pandemia têm afetado de forma redobrada.

Ignorar os territórios de baixa densidade, parece ser o caminho que o Governo
pretende traçar ao abrigo deste Plano de Recuperação e Resiliência, que vai,
uma vez mais, incrementar os níveis de desigualdade territorial.
O Presidente da Distrital Social Democrata entende que, “apesar de serem
evidentes as repercussões económicas e sociais da atual crise em todo o
território nacional, não se encontra neste plano uma visão estratégica de
combate às assimetrias regionais que tanto têm contribuído para a edificação
de um país a duas velocidades”.
Acrescenta, ainda que “é nos momentos mais delicados e excecionais que se
exige mais ambição e mais estratégia para reforçar a cooperação do Governo
com os portugueses, no sentido de estreitar o caminho para a recuperação”.
No entender de Carlos Condesso, a falta de ambição que também se denota
no documento é preocupante, tal qual a importância de se evidenciarem
mecanismos de transparência e eficiência para a aplicação dos respetivos
fundos.
Carlos Condesso conclui que, mais uma vez, o Governo desconsidera o interior
de Portugal, despreza os anseios e as vontades da população que aqui reside,
resiste e trabalha e afirma “que se existe resiliência esta está só no título do
documento e na vontade férrea da população do interior, que teimará em não
se demitir de continuar a lutar por este distrito e por este território, ainda que
sem o apoio do atual Governo Socialista.”

Bombeiros Voluntários do concelho egitaniense recebem 68.250 euros de apoio por parte do Município

Anualmente a Câmara da Guarda atribui um apoio financeiro às Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do Concelho da Guarda, este ano é de no valor de 68.250 euros, aprovado recentemente em reunião do executivo municipal.

O montante destinado a cada uma das três corporações de bombeiros do concelho (Egitanienses, Gonçalo e Famalicão da Serra) tem em consideração fatores como a área de atuação de cada corpo de bombeiros, população servida, número de ocorrências, parque de viaturas e número de elementos do Corpo Ativo.

Guarda tem Estratégia Municipal para o Envelhecimento Ativo, Saudável e Inclusivo do Concelho

O Município da Guarda implementou uma Estratégia Municipal para o Envelhecimento Ativo, Saudável e Inclusivo do Concelho da Guarda. O documento foi aprovado no início desta semana na reunião do executivo municipal.

O envelhecimento na sociedade é um problema social que não pode ser esquecido ou descurado. Assim, a promoção de um envelhecimento ativo e saudável ao longo do ciclo de vida tem sido o caminho apontado como resposta aos desafios relacionados com a longevidade e o envelhecimento da população. Nesse sentido, a Câmara Municipal, tendo por base as especificidades do concelho, pensou e definiu uma estratégia para o envelhecimento ativo, saudável e inclusivo da população idosa do concelho da Guarda, em sintonia com as metas nacionais, europeias e mundiais.

Trata-se de um documento que prevê a adoção de políticas e comportamentos adequados que deem resposta ao como viver mais e melhor, adaptado à população envelhecida do concelho, ao seu modo e condições de vida. Políticas que proporcionem aos idosos do nosso concelho contextos, ferramentas, apoios técnicos e oportunidades de usufruir de atividades suscetíveis de promover os seus direitos a um envelhecimento ativo, saudável, inclusivo e feliz.

Com a presente estratégia, o Município da Guarda propõe-se combater os sentimentos de desesperança do envelhecimento e promover o sentimento de integridade duma vida que valeu e vale a pena viver, abrindo espaço à expressão da sabedoria como virtude do envelhecimento.

Consulte aqui a Estratégia Municipal para o Envelhecimento Ativo, Saudável e Inclusivo do Concelho da Guarda.

Trancoso: Câmara Municipal aprova regulamento de apoio à economia com dotação de €250.000,00

Em comunicado, a Câmara Municipal de Trancoso refere que foi aprovado recentemente, em reunião ordinária do Executivo Municipal, o “Regulamento de Apoio Direto à Economia Local”.

Com dotação total de €250.000,00, este programa visa apoiar as empresas sediadas no concelho que, em 2020, obtiveram quebras de faturação iguais ou superiores a 25% relativamente ao ano transato, não discriminando o setor de atividade.

Serão elegíveis todas as empresas e empresários em nome individual que tenham realizado, durante o ano de 2019, um volume de negócios inferior a €250.000,00.

O apoio monetário, que terá como referência o ordenado mínimo nacional (€665,00), será atribuído em função do número de postos de trabalho dos candidatos, onde se incluem os sócios-gerentes, num valor máximo de €2.000,00 por empresa.

O presente regulamento insere-se num conjunto de medidas socioeconómicas de apoio implementadas pela Câmara Municipal em 2020 e início de 2021, com o intuito de mitigar os efeitos negativos da paragem abrupta da economia, que incluíram isenções várias de tarifas e taxas municipais, nomeadamente R.S.U. (Resíduos Sólidos Urbanos), taxa dos feirantes do mercado semanal, isenção e redução de rendas comerciais, distribuição de refeições diárias a famílias carenciadas, apoio financeiro às IPSS’s e Associações de Bombeiros Voluntários do concelho, aquisição de equipamento informático para alunos do Agrupamento de Escolas de Trancoso e Escola Profissional, entre outras.

Associações de Futebol reagem em conjunto ao comunicado do Governo

O Governo colocou em consulta pública o já esperado e desejado Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com um valor de 13.900 milhões de Euros em subvenções, que vai permitir a realização de reformas estruturantes, centrado em três grandes áreas temáticas: reforço da resiliência económica, transição climática e digital, sendo considerado o instrumento fundamental para o desenvolvimento de Portugal na atual década.

Após a análise do documento, as Associações Distritais e Regionais de Futebol (ADR´s) deliberaram em reunião realizada em 20 de fevereiro de 2021, o seguinte documento, que por sua vez foi enviado, ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Dr. Fernando Gomes, ao Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Dr. João Paulo Rebelo e ao Secretário de Estado do Planeamento, Eng. Ricardo Pinheiro.

Atendendo que:

a. Se tem verificado um grande empenhamento de todo o tecido desportivo nacional (Clubes Associações Distritais e Regionais de modalidade, Federações, COP, CPP, CDP e Autarquias Locais) na promoção da atividade física e principalmente do desporto, com resultados excelentes ao longo de muitas épocas desportivas, que tem proporcionado um cada vez maior reconhecimento internacional do país;

b. O setor do Desporto tem sofrido um enorme impacto com o aparecimento da pandemia Covid – 19, provocado pela falta de público e a paralisação da atividade dos escalões de formação, proveniente do deliberado em sucessivos Estados de Emergência, pelo Senhor Presidente da República e a sua regulamentação pelo Governo, com a agravante de não ter existido até ao momento qualquer apoio governamental;

c. Em relação à prática desportiva regular estão associados um conjunto muito vasto e variado de outros setores importantes da economia portuguesa, que, por esta via, também estarão a ser penalizados;

d. Os graves efeitos da pandemia já estão a provocar um deficiente rendimento desportivo generalizado dos cerca de 600.000 atletas federados inscritos na época anterior, com exceção dos atletas olímpicos e profissionais, tendo em conta a longa paragem das respetivas competições (2 épocas);

e. As várias organizações internacionais, das quais destacamos o Parlamento Europeu, que recentemente aprovou uma Resolução (B9 – 0115/2021, de 4 de fevereiro), em que recomendam aos Estados a inclusão nos seus planos de recuperação pós-Covid-19 a promoção do desporto, como forma de melhorar as políticas públicas de intervenção na população;

f. A prática desportiva regular é essencial para a saúde dos cidadãos, pelo que é uma estratégia transversal a várias áreas que não podemos desprezar em tempos como os que vivemos, sendo válido, tanto para o desporto sénior, como para o desporto praticado pelos escalões de formação, como um garante da defesa da saúde pública;

g. De uma forma inesperada, ao não se verificar a presença do desporto no PRR, estamos a comprometer a evolução desportiva de milhares de praticantes, que aspiram chegar ao topo da pirâmide desportiva. Algo que terá reflexo na qualidade e competitividade das nossas Seleções Nacionais e dos nossos clubes de topo, ou seja, vamos comprometer o desígnio nacional que a todos nos uniu de uma forma gratificante nos últimos anos;

h. No documento “Estratégia Portugal 2030” é indicado que o incentivo da prática da atividade física, através do fomento do desporto e da formação desportiva em todo o ciclo de vida, é uma estratégia prioritária intersetorial para promover a Saúde dos cidadãos, a par da minimização dos fatores de risco, da alimentação saudável e da educação;

i. O documento também não valoriza a disciplina de Educação Física ao nível da Escolaridade Obrigatória e do Desporto Escolar;

j. Em Portugal (2019) existiam cerca de 2,2 milhões de pobres, registando-se nas crianças o elo mais fraco, com o valor de 22,3% (com maior impacto na faixa etária dos 12-17 anos). E são precisamente as crianças que têm sido impedidas de praticar desporto, sendo, por isso, fundamental e urgente a implementação de estratégias transversais onde se insere o desporto.

As Associações Distritais e Regionais de Futebol não compreendem o critério aprovado e, por esta via, manifestam o seu descontentamento, já que nos causa estranheza o facto do desporto não se encontrar contemplado em tão importante documento, considerado fundamental para o desenvolvimento de Portugal durante a atual década.

Esta nossa posição baseia-se no facto de, na realidade, esta decisão colocar em causa, de uma forma decisiva, a sobrevivência da já debilitada atividade de muitas centenas de clubes e, assim, assistirmos ao progressivo colapsar do tecido associativo desportivo do nosso País, com todas as consequências dramáticas que isso implicará em termos de coesão territorial da nossa sociedade.

Os Clubes filiados nas Associações Distritais e Regionais de Futebol são os responsáveis pela realização de milhares de jogos semanais, movimentando várias dezenas de milhar de cidadãos, que proporcionam uma atividade semanal ao longo do ano, sendo considerado um setor de atividade económica com grande capacidade de atrair investimento e uma boa fonte de receita fiscal para o Estado.

Assim, tendo em conta o referido anteriormente, as Associações Distritais e Regionais de Futebol solicitam ao Governo que seja tomado em consideração toda esta situação, já que as competições distritais assumem um papel de relevo no desenvolvimento desportivo, mas também social e económico das regiões e do país.

A este propósito não podemos deixar de aproveitar este momento para referir que com a não inclusão do desporto no PRR se perde uma excelente oportunidade para:

1. Efetuar a Reabilitação e Modernização das instalações desportivas existentes nos Clubes, Associações Distritais e Regionais de modalidade, Federações e Centros de Alto Rendimento;
2. Elaborar um Plano de Infraestruturas Desportivas inovador adequado à atual realidade das necessidades da população;
3. Elaborar um Plano de Revitalização Financeira dos Clubes, ADR´s e Federações, onde se incluirá a formação de agentes desportivos.
Por último, e tendo em consideração o atrás exposto, apelamos à consideração do Governo para que a prática desportiva dos escalões de formação e dos seniores possa vir ainda a ser enquadrada em parte, no âmbito de alguma das dimensões apresentadas, como é o exemplo da Transição Digital, com os programas de formação de jovens e de adultos aprovados.