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Aguiar da Beira

Estado de Emergência renovado até 17 de abril

O Estado de Emergência foi renovado e clarifica a restrição ao direito de resistência e abrange a área da educação, prevendo a imposição de aulas à distância.
O Presidente da República, Marcelo Ribeiro de Sousa, colocou de forma clara estas duas alterações, com mais 15 dias, que vai funcionar até ao final do dia 17 de abril.
Logo como se pode ler num dos artigos do diploma: “Fica impedido todo e qualquer ato de resistência ativa ou passiva exclusivamente dirigido às ordens legítimas emanadas pelas autoridades públicas competentes em execução do presente estado de emergência, podendo incorrer os seus autores, nos termos da lei, em crime de desobediência”.
No distrito da Guarda, já existem mais de uma centena de casos confirmados, um pouco por todos os concelhos.

Uma das medidas que vão estar a vigorar é que de  quinta-feira Santa até segunda-feira de Páscoa, a circulação em Portugal vai estar limitada ao concelho de residência. Sendo de preferência sozinho, seja a pé ou de carro.

Medidas de Prevenção e Contenção (COVID-19) nos Serviços Municipais de Aguiar da Beira

Face ao agravamento da pandemia covid-19, o Município de Aguiar da Beira decidiu assim:
-Suspensão do funcionamento de todas as atividades e eventos nos seguintes edifícios municipais:
-Suspensão de todo o atendimento presencial ao público nos seguintes edifícios municipais:
-Suspensão da realização de quaisquer feiras, mercados ou eventos organizados ou autorizados pelo Município de Aguiar da Beira
-Suspensão do serviço de leitura, cobrança e faturação do serviço de abastecimento de água, sendo o consumo debitado apenas quando as atuais circunstancias se encontrem ultrapassadas
-Dispensa aos trabalhadores do Município de efetuar o registo de controlo de assiduidade por sistema biométrico, sendo o mesmo efetuado manualmente
-Determinar que os trabalhadores do Município trabalhem em turnos com horários desencontrados
-Determinar que os trabalhadores do Município com funções administrativas em que seja tecnicamente possível possam efetuar o serviço em regime de teletrabalho
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Liturgia do Domingo V da QUARESMA – Ano A

 

Jesus disse a Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim… nunca morrerá”. Estamos quase a terminar a nossa caminhada quaresmal; por isso, é necessário preparar os nossos corações para ir ao encontro de Cristo ressuscitado, ou seja, para celebrar digna e solenemente as festas pascais. A partir da nossa fragilidade, da nossa escravidão, da escuridão da nossa morte, erguemos o nosso clamor ao Senhor, afirmamos que dele procedem a misericórdia, o perdão e a redenção. Na 1ª leitura, é-nos proclamada a promessa do Senhor: “Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis”. No coração dos baptizados já habita o Espírito de Deus, o mesmo Espírito que ressuscitou Jesus de entre os mortos. Ao celebrarmos a Eucaristia, encontramo-nos com Cristo ressuscitado, com o Senhor que vive entre nós, com Aquele que para todos é a ressurreição e a vida.

O evangelho da ressurreição de Lázaro é a última das catequeses baptismais da Quaresma deste ano. Jesus de Nazaré, a fonte de água viva para os que têm sede, a luz do mundo enviada por Deus para que os cegos vejam, é também a fonte de vida para os que habitam nas sombras da morte. Nós, os sedentos, procuramos a água que jorra para a vida eterna; nós, os cegos, procuramos a luz que vem de Deus; nós, os escravos da morte, seremos surpreendidos pela vida com Cristo ressuscitado. Seduzidos pelo mal, quisemos ir longe, subir mais alto, quisemos ser como Deus; andámos por um caminho, com sede e cegos, que nos levou à morte. Até que chega Jesus, Aquele que é “a ressurreição e a vida”.

No silêncio das nossas sepulturas, ouviram-se as palavras que chamam à vida: “Lázaro, sai para fora”. A cegueira dos nossos olhos viu, num milagre de luz, não só Jesus, o amigo que tínhamos perdido ao morrer, mas também Cristo, o rosto de Deus, o Messias de Deus, o Amor encarnado de Deus. Jesus, que é Vida, desceu ao seio dos mortos para nos fazer sair dos sepulcros; Jesus, que é Vida, fez-se carne e habitou entre nós, chorou a nossa morte, comoveu-se e perturbou-se profundamente, encontrou-se com a morte; Jesus, que é Vida, desceu ao seio da morte e do sepulcro, e uma morte de cruz, para que os mortos “subissem” para a vida!

29-03-2020

A ressurreição de Lázaro prefigurou profeticamente a ressurreição de Cristo. Aquela morte, aquele sepulcro e aquela ressurreição são também um sinal profético do mistério que se realiza na celebração do baptismo: na fonte baptismal, que é a imagem sacramental do sepulcro de Cristo, encontramo-nos com Cristo, somos configurados e enxertados Nele. “Todos nós que fomos baptizados em Jesus Cristo, fomos baptizados na sua morte…para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova”. As nossas vidas não são para a morte, mas para a Vida com Cristo e para a glória de Deus.

 

«E Jesus chorou. Diziam então os judeus: “Vede como era seu amigo”».

Porque eras Deus verdadeiro, Tu conhecias, Senhor, o sono de Lázaro e preveniste os teus discípulos. Mas na tua carne – Tu que não tens limites – vens até Betânia. Como verdadeiro homem, choras sobre Lázaro; como verdadeiro Deus, ressuscitas pela tua vontade aquele que estava morto há quatro dias. Tem piedade de mim, Senhor; muitas são as minhas transgressões. Traz-me de volta, eu Te suplico, do abismo dos males em que me encontro. Foi por Ti que eu gritei; escuta-me, Deus da minha salvação.

Chorando sobre o teu amigo, na tua compaixão puseste fim às lágrimas de Marta; pela tua Paixão voluntária, secaste todas as lágrimas do rosto do teu povo (Is 25,8). «Bendito sejas, Deus de nossos pais!» (Esd 7,27). Guardião da vida, chamaste um morto como se ele dormisse. Com uma palavra, rasgaste o ventre dos infernos e ressuscitaste aquele que começou a cantar: «Bendito sejas, Deus dos nossos pais!» A mim, estrangulado pelas amarras dos meus pecados, ergue-me também e eu cantarei: «Bendito sejas, Deus dos nossos pais!»

Em reconhecimento, Maria traz-Te, Senhor, um vaso de mirra que estaria preparado para o seu irmão (Jo 12,3) e canta-Te por todos os séculos. Como mortal, invocas o Pai; como Deus, despertas Lázaro. Por isso nós Te cantamos, ó Cristo, pelos séculos dos séculos. Tu despertas Lázaro, morto há quatro dias; fá-lo erguer-se do túmulo, designando-o assim como testemunha verídica da tua ressurreição ao terceiro dia. Tu andas, falas, choras, meu Salvador, mostrando a tua natureza humana; mas, ao despertares Lázaro, revelas a tua natureza divina. De maneira indizível, Senhor, meu Salvador, de acordo com as tuas duas naturezas e de forma soberana, Tu operaste a minha salvação. (São João Damasceno, c. 675-749, monge, teólogo, doutor da Igreja, Matinas do sábado de Lázaro).

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano A - Tempo da Quaresma - 5º Domingo - Boletim Dominical II

Covid-19- Novas ADC-Comunidade em Guarda, Trancoso, Pinhel e Seia vão receber doentes

A partir desta segunda -feira vão entrar em funcionamento, 4 áreas para tratar Covid-19, segundo a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda designam-se (ADC-Comunidade) serão: Guarda, Trancoso, Pinhel e Seia.

Deste modo estas quatro áreas de saúde vão passar a receber todos os doentes Covid-19 do distrito assim abaixo explicamos como vai laborar:

ADC-Guarda (Extensão de saúde da Guarda-Gare) recebe doentes concelho da Guarda e dos municípios de Sabugal, Manteigas e Celorico da Beira.

-ADC-Pinhel(Centro Saúde de Pinhel) recebe doentes do concelho de Pinhel , Almeida e de Figueira de Castelo Rodrigo

ADC-Trancoso (Centro de Saúde de Trancoso) recebe doentes do Concelho de Trancoso, Mêda e Foz Côa.

ADC Seia (Hospital de Seia) recebe doentes do Concelho de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres

Realce-se que por exemplo falta aqui Aguiar da Beira que os doentes do concelho serão encaminhados para o Agrupamento de Centros de Saúde do Dão – Lafões.

Será assim o novo panorama de tratamento de doentes covid-19 no distrito da Guarda

Covid-19-Campeonatos jovens Nacionais da FPF e distritais da AF Viseu e Guarda cancelados

Depois da deliberação da FPF, relativa ao cancelamento dos campeonatos de formação, e onde estão devidamente elencados todos os fundamentos que levaram a tal tomada de decisão, e com os quais a AF Viseu concorda, e também a Direção desta Associação deliberou cancelar, com efeitos imediatos, todas as provas distritais nos escalões de formação, que até à presente data ainda não tinham sido concluídas, sem haver lugar a subidas e descidas, nem designação de campeões ou vencedores das provas.
Todas as competições dos escalões de formações terminadas antes desta suspensão mantêm-se válidas, com os respectivos títulos que já tinham inclusive sido atribuídos aos vencedores, não havendo, todavia, lugar a eventuais subidas e descidas, para compatibilização com as demais provas distritais e nacionais.

Também a AF Guarda, deliberou da mesma forma e cancelou os campeonatos distritais jovens desta temporada.
No que diz respeito às provas do escalão sénior de Futebol e Futsal, que ainda não tivessem terminado, vão manter-se suspensas por tempo indeterminado, ressalvando-se que as tomadas de decisão relativamente a este escalão serão comunicadas em devido tempo, e sempre em articulação com as directrizes emanadas pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e pelas instâncias governativas e de saúde nacionais e locais.
A Direção da AF Viseu deixa ainda um enorme reconhecimento a todos os Profissionais de Saúde, Forças de Segurança e a todos aqueles que por inerência das suas funções se encontram na linha da frente desta “batalha”, cientes de que com a responsabilidade social e cívica que cada um dos cidadãos deve ter, no cumprimento escrupuloso das normas emanadas pelas respectivas entidades governativas e de saúde, iremos mais rapidamente ajudá-los a vencer esta pandemia, e desse modo voltar mais rápido e mais fortes à pratica do futebol e futsal.

Crédito Agrícola anuncia moratórias para apoiar Particulares e Empresas

O Crédito Agrícola acaba de lançar três linhas de crédito para apoiar as famílias e as Empresas portuguesas neste contexto de pandemia e de Estado de Emergência que o País vive.

Com o objetivo de ajudar a mitigar os efeitos económicos e sociais que o surto do COVID-19 está a provocar na sociedade portuguesa, o Crédito Agrícola criou um mecanismo de moratória para os créditos regulares para particulares e empresas que permite uma carência de capital ou prorrogação do termo do prazo de pagamento até 12 meses, cumulativos entre carência e prorrogação.

Este instrumento de apoio é elegível para os clientes que estejam em situação regular com Banco, abrangendo as operações de crédito à habitação, ao consumo e créditos ao investimento e tesouraria, para o caso das empresas. O Crédito Agrícola ajustará estas condições às orientações ou decisões que vierem a ser tomadas pelas autoridades legislativas ou regulatórias, europeias ou nacionais.

Adicionalmente e para apoiar as empresas neste período especialmente conturbado, o Banco lançou ainda a Linha de Crédito de Apoio Especial – Fundo Maneio, dirigida a empresas e a empresários em nome individual, acessível a todo o tipo de empresas nacionais com necessidade de liquidez na atual conjuntura, com o objetivo de pagamento de salários, encargos com a manutenção da atividade, pagamento a fornecedores, e com um montante máximo de financiamento até 100 mil euros.

O Crédito Agrícola associou-se ainda ao Estado Português e ao Sistema Nacional de Garantia Mútua na Linha de Crédito Capitalizar 2018 COVID-19 com um montante global de 200 milhões de euros e com um limite de financiamento de 1,5 milhões de euros por empresa e por linha específica.

Para os particulares, foi lançada a Linha de Crédito de Apoio Especial Pessoas Singulares para fazer face aos encargos que tendem a aumentar, seja por despesas de saúde, seja pela contingência de passar a ficar em casa, com as despesas acrescidas que daqui, naturalmente resultam e os rendimentos serem reduzidos.

No momento de pandemia que o país e o mundo atravessam, o CA recomenda sempre que possível a utilização dos canais digitais como meio preferencial de contacto entre os clientes e as suas agências.

AF Guarda- Amadeu Poço deixou mensagem à comunidade desportiva

Nesta fase difícil para todos, o Presidente da AF Guarda, Amadeu Poço, veio enviar uma mensagem a toda a comunidade desportiva do distrito, através do Facebook da instituição:
“Nesta fase complicada das nossas vidas, quero em nome da Associacão de Futebol da Guarda, desejar a todos os dirigentes, atletas, sócios e simpatizantes dos nossos Clubes associados, árbitros, encarregados de educação e demais agentes desportivos, que esta praga lhes passe ao lado. Não obstante todas as normas de segurança, que respeitaremos escrupulosamente, estamos disponíveis para, de entre os meios que estão ao nosso alcance, apoiar os nossos associados, bastando para tal entrar em contacto com os funcionários da AF Guarda, pelos meios referidos no nosso Comunicado Oficial Nº10. Logo que haja informação sobre o retorno das provas comunica-lo-emos. Como Presidente da Direção da AFG, manifesto ainda total disponibilidade para tudo que os nossos associados entendam como necessário e possível. Reitero os meus votos de que todos ultrapassem esta fase da melhor maneira.

Covid-19-Saúde, higiene e produtos básicos dominam o consumo entre os portugueses

Apresentamos um estudo feito pela empresa Nielsen revela-nos que os efeitos da pandemia Covid-19 são já visíveis em Portugal, contribuindo para um aumento das vendas do retalho alimentar. A primeira edição do Barómetro semanal da Nielsen sobre este tema, relativo à semana 9 de 2020 (de 24 de fevereiro a 1 de março), aponta para um crescimento das vendas nos Hipers+Supers que totalizou 14% entre as categorias de alimentação, detergentes e produtos de higiene e frescos, quando desde o início do ano a tendência se situava nos 6%.

Preocupações dos consumidores ditam consumo

A avaliação realizada pela Nielsen revela uma reação no comportamento do consumidor perante esta pandemia, em linha com a própria evolução desta situação no continente europeu e em território nacional.

A Nielsen identifica as seis etapas de adaptação do consumidor perante esta nova realidade: a compra proativa de Saúde, a gestão reativa da Saúde, a preparação da despensa, a preparação para quarentena, a vida com restrições e a vida sob uma nova normalidade.

O início da semana em análise foi marcado pelo alerta para o risco de pandemia anunciado pela Organização Mundial da Saúde, num período em que o número de casos diários registados na Europa ultrapassou os da China. Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde dirigiu um aviso às empresas para a necessidade de definição de planos de contingência.

Neste contexto, constata-se uma preocupação acrescida entre os portugueses com a Saúde e o armazenamento de produtos alimentares, exemplificado nos valores mais elevados registados para as conservas (+42%), os produtos ricos em vitamina C (Kiwi +39%, Laranja +37%, Tangerina/Clementina +37%) e produtos básicos (+36%). Preocupações com a Saúde e a limpeza estão também no topo do crescimento entre detergentes e produtos de higiene, observável para os Cuidados de Saúde (+40%) e Acessórios de Limpeza (+38%), onde estão incluídas as luvas.

O peso do fator geográfico

A reação dos portugueses não foi igual em todo o território: Lisboa, Setúbal, Leiria e Santarém foram os primeiros a reagir e foi nestas zonas geográficas que o consumo mais disparou. Para Lisboa, o consumo de 18% registado nesta semana triplicou a tendência de 6% verificada desde o início do ano; saltos no consumo aparentes também para Setúbal, Leiria e Santarém.

As próximas semanas podem demonstrar uma situação diferente, uma vez que os primeiros casos positivos de Covid-19 foram registados no Norte do país.

 

A procura por diferentes tipologias de oferta

O momento é de adaptação, devendo marcas e retalhistas tentar responder às necessidades identificadas entre os consumidores neste período de desafios originais.

Notam-se já tendências entre as distintas tipologias de lojas: com um sortido mais alargado, os Hipers destacam-se com um crescimento de 20%, acima dos incrementos registados para os Super Grandes (+18%) e Super Pequenos (+5%). Mas é expetável que, com o decorrer das semanas, a questão da proximidade conquiste um maior dinamismo.

                     Informação vai sustentar novas estratégias de marcas e retalhistas

É ainda cedo para compreender, na totalidade, de que modo esta pandemia vai afetar os padrões de consumo, alterar comportamentos e ditar novas tendências.

Como nos explica Patricia Daimiel, Diretora-Geral da Nielsen para Espanha e Portugal, “vivemos hoje uma situação verdadeiramente sem precedentes. Em todos os mercados e negócios, a nível mundial, a pandemia Covid-19 veio abalar a forma como vivemos, como consumimos e como trabalhamos. Todos seremos impactados, sem exceção. Por essa razão, é fundamental que, agora mais do que nunca, nos mantenhamos informados sobre todas as mudanças e novas tendências que vêm impactar cada um dos nossos mercados. É essencial estar alerta e tomar decisões assertivas que vão ao encontro de um panorama que é novo para todos, em todo o mundo.”

 

Liturgia do IV Domingo da Quaresma

O cego de nascença dizia aos fariseus: “Jesus pôs-me lodo nos olhos; depois fui lavar-me e agora vejo…Ele é um profeta…Eu creio em Ti, Senhor”. Os textos bíblicos deste domingo revelam o mistério que celebramos na Eucaristia e prepara-nos para o encontro com Cristo ressuscitado na Vigília Pascal. Com efeito, somos nós que, para sermos reis, fomos ungidos pelo Espírito de Cristo, e para vermos, lavamos os nossos olhos nas águas do Enviado, no misterioso Siloé do sacramento do baptismo. Nós somos o cego que nasceu nas trevas, para que no nosso coração sejam reveladas as obras de Deus. No dia do nosso baptismo, fomos incorporados em Cristo, fomos ungidos como Ele para sermos sacerdotes, profetas e reis. Hoje, somos acolhidos pelo Senhor que é o nosso pastor, que preparou a sua mesa para nós, que com óleo perfuma as nossas cabeças e faz transbordar o cálice da nossa salvação.

O texto da cura do cego de nascença é a segunda catequese baptismal desta Quaresma e transmite-nos a seguinte mensagem: Cristo é a luz do mundo; pelo baptismo, somos iluminados por Cristo; com Cristo, passamos da condição de escravos à liberdade de filhos de Deus. É uma catequese sobre Cristo (Quem é Jesus de Nazaré?), mas também uma catequese sacramental (quais são os sacramentos pascais?). A cura da cegueira não é apresentada como um milagre para dar vista aos olhos daquela pessoa, mas como um sinal que é dado ao cego para que chegue a ver, em Jesus de Nazaré, o Enviado de Deus. A incapacidade daquele homem para ver a luz do dia representa a incapacidade de todo o homem e mulher para ver a luz de Deus, que é Jesus Cristo, ou seja, todos somos aquele cego! Mas nem todos somos cegos da mesma maneira. Cristo veio ao mundo “para exercer um juízo: os que não vêem ficarão a ver; os que vêem ficarão cegos”.

22-03-2020

Curando o cego, curando-nos da nossa cegueira, Jesus realiza a obra de Deus e manifesta-se como luz do mundo. Mas, há um pormenor neste texto: a piscina onde Jesus mandou o cego lavar-se tinha o nome de “Siloé”, que quer dizer “Enviado”. O cego é enviado a lavar-se na piscina do Enviado de Deus. Ele foi, lavou-se e ficou a ver. Agora, se nos perguntarem quem é Jesus de Nazaré, já sabemos responder: Jesus é o Enviado de Deus, é a luz que dá a vista a um cego para, depois, lhe dar a fé, Jesus é a luz do mundo! Agora, sabemos responder à pergunta sobre quais são os sacramentos pascais: o baptismo é o nosso Siloé, é a piscina onde nos encontramos com o Enviado, com o Senhor ressuscitado. A Eucaristia é o sacramento de comunhão com Cristo, para o encontro com a luz do mundo, para que, iluminados por Ele, possamos percorrer o caminho da vida.

Na água da fonte baptismal, na nossa piscina de Siloé, encontrámos Jesus Cristo, o Enviado do Pai: ali passámos das trevas para a luz, da morte para a vida, da escravidão do pecado para a liberdade dos filhos de Deus.

«Ele é a imagem do Deus invisível; nele tudo foi criado; tudo foi criado por Ele e para Ele» (Col 1,15-16)

Quando se tratou do cego de nascença, não foi só por uma palavra, mas por uma acção, que o Senhor lhe concedeu a vista. Ele não agiu assim sem razão nem por acaso, mas para que conhecêssemos a mão de Deus que, no princípio tinha modelado o homem. Por isso, quando os discípulos Lhe perguntaram de quem era a culpa de aquele homem ser cego, dele mesmo ou dos seus pais, o Senhor declarou: «Isso não tem nada que ver com os pecados dele ou dos pais; mas aconteceu assim para se manifestarem nele as obras de Deus». Estas «obras de Deus» são, primeiro que tudo, a criação do homem, que a Escritura descreve como uma acção: «E Deus tomou um pouco de argila e modelou o homem» (Gn 2,7). Foi por isso que o Senhor cuspiu no chão, fez lama e ungiu os olhos do cego: para mostrar de que modo se tinha realizado a moldagem inicial e, para aqueles que eram capazes de compreender, manifestar a mão de Deus, que tinha esculpido o homem a partir da argila.

E porque, nesta carne modelada em Adão, o homem tinha caído na transgressão e precisava do banho do novo nascimento (Tt 3,5), o Senhor disse ao cego, após ter-lhe untado os olhos com a lama: «Vai lavar-te à piscina de Siloé». Concedia-lhe assim, ao mesmo tempo, a regeneração operada pelo banho. Desta forma, depois de se ter lavado, «ele ficou a ver», a fim de reconhecer Aquele que o tinha renovado e de aprender quem era o Senhor que lhe tinha dado a vida.

Assim, Aquele que, no princípio, tinha modelado Adão, e a quem o Pai tinha dito: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança» (Gn 1,26), esse mesmo manifestou-Se aos homens no fim dos tempos e remodelou os olhos deste descendente de Adão. (Santo Ireneu de Lyon, c. 130-c. 208, bispo, teólogo, mártir, Contra as Heresias)

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Nota Episcopal(2)

Ano A - Tempo da Quaresma - 4º Domingo - Boletim Dominical II

Covid-19- Solidariedade com as famílias e empresas por parte dos Municípios, Senhorios e Governo é importante

Todos juntos somos mais fortes!!

Nesta fase crítica da vida das famílias, face ao Covid-19, onde a pandemia está instalada por todo Mundo, as famílias precisam de ajuda agora mais que nunca, uma vez que os agregados familiares e alguns são numerosos estão em casa. Também a vida não está fácil para a maioria das empresas do Interior .

Mas o mais complicado para além de a doença obriga a isolamento de todos, são as despesas certas casos da água, eletricidade, rendas, telecomunicações e impostos.

Ao que vamos apurando já são algumas destas instituições que vão dando benefícios às famílias e às empresas.

Assim como deixamos uma palavra aos senhorios que também devem todos pensar numa medida de apoiar as famílias e empresas, cobrando menos renda nesta fase.

Já o Governo vai lançando algumas formas de apoio mais no nosso entender insuficientes para empresas com menos de 10 trabalhadores, vamos aguardar por novos apoios ainda.

Agora se calhar deviam ser todos juntos a ajudar as famílias e as empresas para que logo que, este surto passe tenhamos empresas e famílias mais coesas e mais forte economicamente.

Foto:DR

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