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Aguiar da Beira

Penaverdense venceu Torneio Solidário em Futsal Feminino

Uma bela tarde de sábado, o Pavilhão de Aguiar da Beira, recebeu o 2º torneio solidário de Futsal Feminino  organizado pelo Penaverdense, onde todos que participaram e assistiram levaram bens alimentares, destinados ao Centro Paroquial e Social Padre José Augusto da Fonseca.
Quanto ao retângulo de jogo, intervieram a turma do Penaverdense, CB Mortágua e Os Pinhelenses.
Na partida inaugural ,  Penaverdense bateu a turma da Cidade Falcão por três bolas a uma, por sua vez, as senhoras da CB Mortágua também venceram as jovens Pinhelenses, por sete bolas a quatro, na derradeira partida, a turma local venceu a Casa do Benfica de Mortágua por duas bolas a uma.
No final , houve alegria entre todas as equipas por contribuírem para uma causa nobre e assim o Penaverdense e a instituição contemplada agradeceram a solidariedade de todos.

 

 

 

 

GNR- Atividade operacional semanal

O Comando Territorial da Guarda, para além da sua atividade operacional diária, levou a efeito um conjunto de operações, no distrito da Guarda, na semana de 9 a 15 de setembro, que visaram a prevenção e o combate à criminalidade violenta, fiscalização rodoviária, entre outras, registando-se os seguintes dados operacionais:

1.    Detenções: 20 detidos em flagrante delito, destacando-se:

·         Oito por tráfico de estupefacientes;

·         Quatro por condução sob efeito do álcool.

 

2.    Apreensões:

·         132 doses de haxixe;

·         105 doses de MDMA;

·         26 comprimidos de ecstasy;

·         12 doses de cocaína;

·         Duas doses de liamba.

 

3.    Trânsito:

Fiscalização: 321 infrações detetadas, destacando-se:

·         22 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;

·         15 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças;

·         13 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei;

·         12 por falta de inspeção periódica obrigatória.

Sinistralidade: 22 acidentes registados, destacando se:

·         Cinco feridos leves.

 

4.    Fiscalização Geral: 21 autos de contraordenação:

·         18 no âmbito da legislação policial;

·         Três no âmbito da legislação da proteção da natureza e do ambiente.

Avisos e Liturgia do 24º Domingo Comum (Ano C)

a)      Acolher os pecadores. Esta frase resume o evangelho deste Domingo. Jesus a todos acolhe como alguém muito próximo, mas tem um olhar especial para os que são, ou eram, os pecadores do seu tempo. Esta deveria ser a característica de cada cristão e de toda a comunidade cristã. O acolhimento tem de estar presente em toda a acção pastoral, sobretudo nas nossas celebrações com o cântico de entrada, com as palavras de saudação a todos que se reúnem, convocados por Deus, a quem invocamos em primeiro lugar e também no fim da celebração. Este acolhimento, bem como as palavras que o constituem, deve ter em conta a realidade das pessoas: um momento de crise, de dificuldade, de ansiedade, de alegria. Todavia, será necessário muita prudência para com as pessoas que não conhecemos muito bem; as nossas palavras poderão produzir um efeito contrário.

b)      Em cada uma das nossas celebrações, temos a oportunidade de reconhecer com verdade e arrependimento o nosso pecado e pedir a Deus o devido perdão. Os textos litúrgicos deste Domingo convidam-nos a preparar melhor esta parte da celebração, salientando o acolhimento que Jesus faz aos pecadores e que toda a Igreja e cada uma das comunidades cristãs continua a viver, e também a alegria que se gera quando alguém “estava perdido e foi reencontrado”.

15-09-2019

c)       O caminho que cada homem e cada mulher vão construindo, tem como alicerce tudo aquilo que foi configurando a sua pessoa e todas as circunstâncias que constituem o seu aqui e agora. Também o caminho dos cristãos se vai configurando através destes parâmetros e pela presença da Boa Nova de Deus que Jesus nos comunicou e também pela força do Espírito Santo. Muitos pensam que as palavras do Evangelho e da Igreja constituem uma mensagem muito perfeita e acabada e esquecem-se de que a vida cristã é um caminho que se constrói a partir de cada momento, a partir de cada episódio da vida, que se pode começar a caminhar em qualquer momento, que sempre se pode mudar, que a força do Espírito Santo pode soprar e sopra quando menos se espera. Quando dermos conta que perdemos algo, há que arregaçar as mangas. Não podemos ficar somente com a alegria daquilo que, perdido, foi reencontrado, mas valorizar todo o processo realizado: descobrir que falta algo, concluir que o que falta foi perdido, tomar consciência de que é algo importante para nós, procurar o que foi perdido, usar os meios e o tempo que for necessário; depois de tudo isto, o êxito de reencontrar o que estava perdido e partilhar a alegria desta experiência vivida. O rosto de Deus que Jesus nos revelou fala de acolhimento, de perdão e de misericórdia, mas também de respeito e de paciência para com o homem. É algo que não deve ser esquecido nas nossas palavras e nas nossas acções.

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Ano C - Tempo Comum - 24º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 23º Domingo Comum (Ano C)

a)      Os discípulos de Jesus já se tinham apercebido e também expressado este sentimento comum: “estas palavras são demasiado duras”. Jesus anuncia a Boa Nova, através de palavras e de gestos, com uma firmeza e uma exigência que, por vezes, nos assusta e que nos faz procurar esclarecimentos ou interpretações, ou seja, procurar “desculpas” para adaptar a mensagem evangélica à nossa vida. Porventura não teremos medo de ajudar os outros a encontrarem-se com Deus? É evidente que já caminhámos muito no contacto directo, no conhecimento pessoal e vivencial com a Palavra de Deus, apesar de ainda estar muito por fazer. O cardeal Danneels disse esta frase: “Poucas pessoas entram em contacto com a verdade do Evangelho. Os canais de comunicação estão saturados de informações vazias, de pequenas novidades mesquinhas e escandalosas. Tudo isto procura penetrar na pessoa, apostando na curiosidade e no interesse pessoal. São raros os convites à reflexão e à meditação. Raramente se tem a oportunidade de compreender o Evangelho na sua pureza e na sua verdade”. É importante não ter medo de enfrentar a Palavra de Deus.

 

b)      Tantas vezes o evangelho não chega a muitos membros da nossa sociedade e das nossas comunidades paroquiais, ou chega sob a forma de “obrigações e de proibições” morais, ou sob a forma de afirmações dogmáticas rígidas, ou influenciado por determinadas páginas “negras” e de crise da História da Igreja. Perante isto, Danneels interroga-se: “Quem ainda pode escutar? Nestas condições, quem ainda tem acesso à Boa Nova? A casca ainda estará tão dura que não se consegue chegar ao fruto?”. A leitura da Palavra de Deus é um elemento central da nossa celebração, é a primeira das “mesas” da Eucaristia. Procurar que a sua leitura pública seja bem feita – leitores bem preparados, preparação remota e próxima daquele que irá ler, atenção ao género literário da citação, boa qualidade sonora – é um elemento central para uma vida cristã que responda verdadeiramente à proposta de Jesus. É importante velar pela formação bíblica de todos os membros da comunidade cristã, animá-los e dar-lhes subsídios para sua formação contínua. Uma formação bíblica tem que abranger todos os cristãos, desde os que têm alguma responsabilidade pastoral até àquele que aparece em algumas celebrações. Esta formação tem de encontrar na nossa celebração litúrgica uma primeira e simples expressão, mas terá que ter uma linha de continuidade.

08-09-2019
 Horários das celebrações de Missa para o fim de semana 14 e 15 de setembro:

sábado 

domingo 

14 

15 

10h30 Bapt. 

11h30 Cas. e Bapt. 

 

19h Dornelas 

9h Forninhos 

 

10h15 Queiriz 

 

11h30 PenaVerde 

 

14h30 Matança  

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ 

DOMINGO XXIV 

DO T. C. – C 

Nossa Senhora das Dores 

c)       S. Francisco de Assis afirmava: “Evangelium sine glossa”. É algo que hoje temos de fazer: o evangelho no seu estado puro, sem demasiadas notas de rodapé, sem demasiados comentários que acrescentam sempre um “mas” ao que de radical tem o texto: “Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe…Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo”. Sim, mas… Quantos ainda não deram a sua resposta de fé, porque nunca entraram em contacto directo com a mensagem original, sem filtros. Cada celebração é um momento para ajudar a “mergulhar” na originalidade da mensagem evangélica.

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Ano C - Tempo Comum - 23º Domingo - Boletim Dominical

Nuno Pinho é o novo Presidente do Penaverdense

Um novo ciclo se inicia na ADRC Penaverdense , findas o período de eleições, surgiu uma lista liderada por Nuno Pinho, um homem da casa , dado que foi treinador e atleta, agora abraça um novo desafio, liderar a pasta da presidência do clube.

Este clube teve em Carlos Campos, um grande líder durante largos anos que foi liderando anos a fio e segurando as rédeas do clube , quase de certo se este homem não tivesse aguentado tantos anos, o clube talvez estivesse já extinto.

Mas agora , Carlos Campos passa a pasta da presidência da direção , mas vai manter-se ligado ao clube, dado que passa a ser o Presidente da Assembleia Geral, por sua vez , na liderança do Conselho Fiscal fica Ricardo Marques.

O novo elenco diretivo promete trabalho e algumas novidades e quer que todos se envolvam neste projeto.

Para esta temporada, o clube mantém as duas equipas de futsal masculino e feminino.

foto:DR

AF Guarda-Sorteios dos Campeonatos distritais, dia 7 de setembro

Vai ter lugar neste sábado, 7 de setembro, no Auditório do Paços da Cultura, da cidade da Guarda, o sorteio que será a seguir à reunião da Assembleia Geral da AFG, durante a tarde.

As competições da nova época 2019-2020 iniciam dia 05 de outubro, sábado, com o campeonato da 1ª Divisão Distrital. Duas semanas depois, domingo dia 20 outubro,  começa  a 2ª divisão Distrital.

Os Juniores A e Juniores B (juvenis) iniciam a época dia 26 de outubro, os Juniores C (iniciados) uma semana antes, dia 19, e os Juniores D (infantis) começam a nova época a 6 de outubro.

Por sua vez a pré-eliminatória da Taça de Honra da AF Guarda será no dia 10 de novembro.

Avisos e Liturgia do 22ºDomingo Comum (Ano C)

a)      Paulatinamente, a “normalidade” começa a ver-se no contexto social e na nossa eucaristia. As férias terminaram ou estão prestes a terminar. Como modo de acolhimento, não será inoportuno dirigir umas palavras de saudação àqueles que regressam das suas férias e também à nossa celebração e também àqueles que partem para os locais onde habitualmente residem para reiniciar um novo ano de trabalho. Este regresso à normalidade na vida da comunidade cristã e no quotidiano ajuda a valorizar tudo aquilo que se viveu nas últimas semanas: as experiências pessoais e em grupo, os lugares desconhecidos que foram visitados, as novas relações de amizade que se fizeram ou que se revigoraram e até, quem sabe, alguma má experiência. Tudo isto faz parte da nossa vida e tem que ser observado com olhos de fé e a partir da nossa fé.

 

b)      A palavra que resume a reflexão deste domingo é a humildade. É evidente que a proposta que nos é feita é exigente e pode também entrar em colisão com alguns valores, de uma forma consciente ou de uma forma subtil, a nossa sociedade nos propõe. A nossa celebração tem que ajudar a assembleia a descobrir o profundo sentido do convite que Jesus hoje nos lança, a sua importância e valor, porque por aqui passa a Sua proposta de salvação. Como é habitual, a primeira leitura do Antigo Testamento introduz-nos neste tema. Os conselhos de Ben-Sirá são muito concretos: “Filho, em todas as tuas obras procede com humildade… quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás a graça diante do Senhor”. Ao prepararmos a homilia, seria interessante descobrir que aspectos são realçados nesta leitura e como são confirmados ou corrigidos pelas palavras de Jesus no evangelho.

01-09-2019

c)       Muitas vezes, encontramos as parábolas na perícopa evangélica. A partir das realidades concretas da vida das pessoas do seu tempo, Jesus anuncia a Boa Nova. São pequenas histórias abertas, ou seja, que vão muito mais além do facto concreto que serve de imagem. Por isso, supõem reflexão e resposta pessoal a todo aquele que as escuta. Mais que explicar o sentido das parábolas, é importante ajudar a entrar na linguagem das parábolas e na necessidade de sensibilizar as pessoas a tirar lições para a vida. Neste domingo, Jesus aponta-nos um exemplo que é necessário que cada um descubra, interprete e leve para a sua vida. O caminho para viver a humildade só será possível, quando cada um o descobrir na sua própria vida.

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Ano C - Tempo Comum - 22º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 21º Domingo Comum (Ano C)

“Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe perguntou: Senhor, são poucos os que se salvam?”. Esta era uma das preocupações das pessoas que seguiam Jesus, porque queriam ser do grupo destes poucos que se salvavam e também porque, à sua volta, havia muita gente que não seguia o caminho que eles percorriam. Esta é também uma preocupação dos nossos dias, porque muitas pessoas não se importam com a proposta do Evangelho. Tantas vezes damos conta que estamos em minoria, o que gera em nós alguma inquietação e a tentação de começar a duvidar da nossa decisão. Poderemos começar a pensar: não será que o evangelho contém princípios demasiados difíceis para a mentalidade da nossa sociedade?

O texto evangélico deste Domingo diz-nos que esta questão surgiu quando Jesus se dirigia para Jerusalém. Jesus não ensina numa aula de uma escola ou de uma universidade. Tudo aquilo que ensina converte-se em vivência. Por isso, não deve causar admiração a frase de Jesus: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita”. É evidente que Jesus não pretende atrair a Si pessoas sem qualquer motivo, tendo como objectivo somente a quantidade, o número dos seus seguidores. Jesus deseja que todos os que O seguem façam sua a proposta que lhes sugere. E quer que sintam desde o primeiro momento esta proposta, ou seja, que a decisão surja do sentimento da adesão progressiva de cada um a Ele.

25-08-2019

Jesus revela-nos o rosto misericordioso de Deus. Isto não quer dizer que Deus faça “saldos ou promoções”, que feche os olhos e simplesmente diga “todos são bons” e nada mais importa. A misericórdia de Deus pretende que nos unamos a Ele, através do Seu amor, que nunca nos deixa, mas que nos transforma e faz-nos encontrar o gosto da vida. Na segunda leitura, o texto da Carta aos Hebreus é muito claro: “Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige?”.

No evangelho, Jesus diz: “Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa do reino de Deus”. Parece que, de um momento para o outro, se abre a porta e que fica espaçosa para aqueles que nada fizeram para merecer o Reino. É verdade que não controlamos os caminhos do Reino. Nós somos especialistas em colocar etiquetas nas pessoas que nos rodeiam: “este merece”, “este não merece, porque não vale nada”, “estes são dos nossos; por isso, são bons”; “estes não são dos nossos; por isso, são maus”. Porém, Deus não coloca etiquetas a ninguém, mas olha sempre o coração das pessoas. Jesus convida-nos a não colocar etiquetas aos outros que, às vezes com tanto esmero confeccionamos, e a deixar-nos conquistar pelo que há de bom em cada pessoa.

Na casa de Deus, há lugar para todos. O Deus da misericórdia não faz escolhas, nem saldos, nem promoções, mas ama e tem sempre a porta aberta e alegra-se com todo aquele que corre para repousar no colo do Pai. Esta é a nossa missão: levar os outros ao repouso do Pai. Assim afirma a Carta aos Hebreus na segunda leitura: “levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes e dirigi os vossos passos por caminhos direitos, para que o coxo não se extravie, mas antes seja curado”. É também isto que Deus faz connosco e que não se cansa de fazer com todo o mundo. Deitemos fora as etiquetas que tantas vezes colocamos nos outros e que, à primeira vista, nos dão tranquilidade. Reconciliemo-nos com Deus que não faz distinção entre “primeiros e últimos”, mas deseja que haja lugar para todos em sua casa.

Jesus coloca um critério para entrar na salvação, o da “porta estreita”. “Porta estreita” não é uma passagem pelos muros da cidade, mas é a lógica fundamental da vida e dos critérios de Cristo. Quando Jesus nos convida a entrar pela porta estreita está a dizer-nos para O seguirmos, pois Ele é o único Caminho para chegar à casa do Pai. A salvação não está relacionada com factores raciais ou privilégios religiosos. Estes não conferem direitos exclusivos à salvação. Por isso, o Mestre convida os discípulos a um discernimento sobre a vida deles. Pois, os que estão “longe” e os “últimos” podem ser os primeiros a sentar-se à mesa do reino de Deus.

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Ano C - Tempo Comum - 21º Domingo - Boletim Dominical

Ampliação do desconto, nos Serviços Públicos de Transporte de Passageiros

Foi deliberado pelo Conselho Intermunicipal da CIM Viseu Dão Lafões,  no passado dia 6 de agosto, que aprovou a ampliação do desconto, nos Serviços Públicos de Transporte de Passageiros, nomeadamente, dos passes de 20% para 50%.

Para isso , a partir do próximo dia 1 de Setembro passa a ser aplicado esse desconto.

Avisos e Liturgia do 20º Domingo Comum (ANO C)

“Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Eu vos digo que vim trazer a divisão”. Neste domingo, quando ouvimos o texto do evangelho, ficamos surpreendidos com esta afirmação de Jesus, porque não diz o que gostaríamos de escutar. Não é este o seu pensamento, porque Ele é uma pessoa pacífica, cheia de paciência, incapaz de fazer ou desejar mal a alguém. Então Jesus não veio trazer a paz à terra? Então como entender as suas afirmações: “deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz” e “amai-vos uns aos outros”? Não é difícil entender todas estas afirmações de Jesus. Ele certamente quer a paz, mas não é uma paz qualquer; não é a paz como o mundo a dá, não é paz que não busca a verdade e a justiça. Como aconteceu ao profeta Jeremias, na primeira leitura, as palavras de Jesus “incendiaram” autenticamente o mundo e a cultura em que se inseria. As suas palavras eram fogo e transmitiam paz, mas a paz com justiça, verdade e fraternidade.

Hoje, a Palavra de Deus apresenta-nos Jeremias e Jesus. O profeta Jeremias, apesar de ser fiel a Deus, é visto, no seu tempo, como um inimigo do povo e especialmente dos poderosos. Os seus inimigos acusavam-no que “semeava o desânimo entre os combatentes que não foram para a guerra e ficaram na cidade e também entre o povo com as palavras que diz”. Também Jesus não era bem visto por todas as pessoas do seu tempo. Sofreu fortes ataques e havia sempre grupos a fazer-lhe oposição. Afinal, Jesus não é um manso cordeiro que veio ao mundo para que tudo continuasse na mesma. Jeremias e Jesus sofreram muito, porque enfrentaram o sistema que alimentava as injustiças e as indiferenças, dominado por alguns que sentiram que eles só vieram complicar e desestabilizar o esquema que tinham montado para dominar e escravizar.

Na nossa vida, se quisermos seguir o caminho da verdade e da justiça, ou seja, o caminho de Deus, também iremos fazer a experiência de perseguição de Jeremias e de Jesus. Por isso, na segunda leitura, da Carta aos Hebreus, é dito: “Corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição”. E como vamos aguentar todas estas dificuldades? A Carta aos Hebreus dá-nos a resposta: “Para não vos deixardes abater pelo desânimo, pensai n’Aquele que suportou contra Si tão grande hostilidade da parte dos pecadores. Ele suportou a cruz, mas agora está sentado à direita do trono de Deus”. Com a ajuda de Jesus, também faremos o caminho da cruz.

18-08-2019

Mas, porque a vida é assim? Porque são odiados os que procuram fazer o bem, ser honestos e justos? Porque são perseguidos os que procuram viver segundo a vontade de Deus, ou seja, os que procuram ser profetas no mundo? Não é de espantar que estas coisas aconteçam. Porquê? Porque os profetas falam em nome de Deus dizendo qual é a Sua vontade numa determinada situação ou circunstância histórica. Ora os pensamentos de Deus são diferentes dos pensamentos humanos e há pessoas que se sentem atingidas e denunciadas nos seus comportamentos pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta. Então, perseguem, prendem, matam. Hoje, alguns continuam a perseguir os justos com mentiras, ameaças, desprezo.

Ser discípulo de Jesus, ser profeta do Filho de Deus, não é fácil, mas não é impossível. Jesus veio trazer a divisão que é a separação existente entre os verdadeiros e os mentirosos. Jesus veio trazer a paz do seu conforto e da sua coragem para enfrentar estes combates. Perante as dificuldades, fixemos os nossos olhos em Jesus e digamos: “Senhor, socorrei-me sem demora; Senhor, cuidai de mim. Sois o meu protector e libertador: ó meu Deus, não tardeis”.

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Ano C - Tempo Comum - 20º Domingo - Boletim Dominical

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