Templates by BIGtheme NET
Início » Artigos de Opinião

Artigos de Opinião

Artigo de Opinião- ALERGIA OCULAR CONJUNTIVITE ALÉRGICA

Nada mais irritante que sentir os olhos chorosos, vermelhos, sensíveis à luz, com comichão e tão irritados que quase não se conseguem abrir.

As causas desencadeantes podem ser:

  • Alergénios exteriores como o pólen das flores ou árvores;
  • Alergénicos interiores como o pó ou pêlo de animais;
  • Irritantes como o fumo de tabaco, perfumes ou contaminação;

O que fazer se tenho alergia ocular?

Evitar expor-se aos desencadeantes da alergia seria o ideal mas nem sempre possível. Então, deverá proteger-se de forma que os agentes alergénicos cheguem menos aos seus olhos e nada melhor que usar óculos ou óculos de sol curvos. Lave também, constantemente as mãos, evitando tocar nos olhos.

Como controlar os sintomas com medicamentos sem receita médica?

Lágrimas artificiais;

Gotas oculares descongestionantes (não usar mais de uma semana, caso contrário pode piorar);

Anti-histamínicos orais (não mais de uma semana, secam os olhos e podem piorar os sintomas);

Portanto o mais indicado e recomendado é consultar um alergologista que lhe vai dar o melhor tratamento:

Colírio (descongestionante, anti-histamínico, estabilizador de mastócitos, corticosteróide, NSAID);

Vacinas contra alergias (imunoterapia);

Anti-histamínicos orais (note que podem secar os seus olhos e agravar os seus sintomas);

 

Queratoconjuntivite vernal

É a alergia mais comum e a que mais sintomas dá. Embora possa ocorrer todo o ano os sintomas agravam-se na primavera/verão. A ocorrência desta conjuntivite é maior em rapazes e homens jovens.

Como sintomas, temos a comichão, sensibilidade à luz, olhos chorosos e muco espesso.

A queretoconjuntivite vernal deve ser tratada, caso contrário, pode levar a problemas visuais.

Queratoconjuntivite atópica

Este tipo de conjuntivite afeta principalmente a idosos, mais frequente em homem e com antecedentes com dermatite alérgica.

A queratoconjuntivite atópica, se não é tratada, pode levar à cicatrização corneal e à consequente perda irreversível da visão.

Conjuntivite alérgica por lentes de contacto

Deve-se principalmente pela má limpeza das lentes de contacto, a sujidade que se vai depositando na lente pode provocar reações alérgicas causando em muitos casos inadaptação às lentes de contacto. Os líquidos de limpeza e maquilhagem são também fatores desencadeantes.

Conjuntivite papilar gigante

Esta conjuntivite é a forma mais grave associada ao uso de lentes de contacto. O sinal mais típico são as papilas ou papos que se formam no interior da pálpebra superior (principalmente). Os sintomas incluem:

Comichão

Olho vermelho

Visão desfocada

Sensação de corpo estranho

Muco espesso

Olhos chorosos

Má tolerância às lentes de contacto

Conclusão

As lágrimas artificiais podem lavar temporalmente os alergénicos dos olhos, humedecem e hidratam. Dão sensação de frescura, aliviam os sintomas e podem-se usar as vezes que necessitar.

Os descongestionantes são bons para aliviar os olhos vermelhos mas são vasoconstritores (diminui o calibre dos vasos sanguíneos superficiais) diminuindo a quantidade de oxigénio ao olho. Não se devem usar se tem outras patologias oculares e em algumas sistémicas.

 

Anti-histamínicos orais: Eficazes no alívio da comichão mas podem causar olho seco e piorar os sintomas de alergia ocular.

Em nenhum caso deve ir à farmácia e pedir “gotas” para aliviar a alergia, à exceção de lágrimas artificiais. Deve em primeiro lugar consultar o médico alergologista para receitar o tratamento e futuramente o médico Oftalmologista se os sintomas de alergia ocular não desaparecem.

 

Dra. Sofia Cunha – Optometrista

Óptica Aifos, Cavadoude – Guarda

www.lentesdecontactoagranel.com

https://www.facebook.com/lcgranel.cosmeticaocular/

Artigo de Opinião- A INSÓNIA E A HIPNOSE CLÍNICA

O tempo decorria silencioso e com um pouco de vaidade em nosso redor, transmitindo-nos de forma involuntária a polaridade, do dia pela
inerente agitação e da noite pela sua natural acalmia.
O compasso do seu tique… taque traça com a amplitude e delimitação das rotinas relevando o sono como uma necessidade basilar da renovação e da reorganização emocional da mente. E, se outrora adormecíamos com a magia do João Pestana, que, devagarinho, tímido e assustadiço, nos fechava as pestanas sem demoras nem delongas, os tempos de hoje já ditam outra nova envolvência histórica.
A nova realidade não começa no cliché “era uma vez”, mas pelo ousado e diligente 1 carneirinho…3 carneirinhos…34 carneirinhos…194 carneirinhos…684 carneirinhos…e, quando despertamos a consciência, somos obsequiados e invadidos pelos pensamentos e sentimentos do
medo; incerteza e ansiedade mascaram então o adormecimento das improbabilidades e desafios constantes e desmedidos.
A constante dificuldade em adormecer, mantendo e aumentando o estado de super insónia baralha a perceção e influência do relógio biológico condicionando o equilíbrio mental enquanto estimula a irritabilidade e a ansiedade; a sonolência diurna aumenta a tensão exasperando as cefaleias, à medida que vão reduzindo a concentração e a memória.
Todavia, a nova normalidade realça a Hipnose Clínica como tratamento chave para solução dos distúrbios do sono, de forma natural e sem efeitos secundários.
A terapêutica acede ao subconsciente onde se desenvolve o sono e é possível encontrar ou experiências causadoras da perturbação.
Dessa forma, é possível e necessário reorganizar a mente para lidar com os recalcamentos de forma saudável, ajustando os padrões normativos do sono.
Cai a noite e, pé ante pé, chega, sorrateiramente o João Pestana.


Sara Morais
Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião- Motricidade Orofacial – Uma área de intervenção desconhecida por muitos

A Motricidade Orofacial é uma das áreas de intervenção da Terapia da Fala, responsável pelo estudo, avaliação, diagnóstico, reabilitação e/ou aperfeiçoamento das alterações ao nível do sistema miofuncional oral e cervical, assim como das funções a este associadas, como a sucção, a mastigação, a deglutição, a respiração e a fala, desde o nascimento e ao longo de toda a vida.

Desde o desenvolvimento embrionário, observa-se o crescimento craniofacial que, em muito, irá influenciar as funções motoras orais, juntamente com os músculos e a sua maturação. Ao longo dos primeiros meses de vida, estas funções vão evoluindo e se maturando, iniciando com reflexos fortes, com a sucção, coordenação sucção/respiração/deglutição, passando pela dissociação de movimentos de lábios, língua e mandíbula, pela alimentação de colher, uso de copo e, posteriormente, a mastigação e movimentos cada vez mais precisos.

A fala diz respeito ao ato motor que é capaz de transmitir sons, palavras e frases. Sendo assim, podemos observar que esta função é diferente de linguagem, porém, não independente, uma vez que a criança para falar, deverá já possuir boas bases linguísticas. O desenvolvimento da fala exige condições estruturais, a nível da laringe, dos lábios, língua e palato, assim como condições sensoriais, ou seja, a criança deverá ser capaz de ver e escutar os sons da fala de forma a que esta os aprenda e os produza corretamente. Ao longo da aprendizagem de todos os sons do Português, com ordem de aquisição específica, a criança vai adquirido competências para juntá-los, formando sílabas, palavras e, por fim, frases. Importa referir que, por volta dos 2 anos, a criança já deve ser compreendida pelos seus familiares e, com cerca de 3/4 anos por estranhos, já aos 6, anteriormente ao ingresso para o 1º ciclo, idealmente a criança já deve ser capaz de produzir todos os sons corretamente. Todavia, cada criança tem o seu desenvolvimento e é importante respeitá-lo.

Alterações ao nível das funções motoras orais (sucção, mastigação, respiração e deglutição) poderão acarretar variações de fala, uma vez que acarretarão alterações no desenvolvimento da musculatura orofacial e cervical, influenciando todas as funções anteriormente referidas. No entanto, importa referir que funções, como a alimentação, mesmo que possam influenciar esta aquisição, têm uma aquisição distinta e, não podemos afirmar que, uma perturbação da alimentação, por exemplo, originará um problema de fala. As alterações de fala também poderão ser provocadas por alterações estruturais ou/e por maus hábitos recorrentes (uso de chupeta, respiração oral, “chuchar no dedo”, roer as unhas, etc.).

Cabe a nós, adultos, estimular a aquisição e desenvolvimento das funções motoras orais e, posteriormente, a fala. Para tal deixamos, de seguida, algumas dicas para esta estimulação:

– Incentivar a produção de sons (do carro, dos animais, do avião, da buzina, etc.);

– Fazer, em modo de brincadeira, movimentos de língua e de lábios;

– Fazer repetições de sílabas (“papapa”, “tatata”, “cacaca”);

– Exagerar na articulação dos sons e incentivar a criança a olhar para si enquanto o faz, de forma a que consiga perceber a forma de produzir o som;

– Utilizar a divisão silábica de forma a corrigir a produção incorreta de palavras.

Cada criança segue o seu ritmo de desenvolvimento, porém, quando surgir dúvidas no que diz respeito às funções referidas, torna-se fulcral procurar um profissional capacitado para o orientar e aconselhar e, neste caso, recorra a um Terapeuta da Fala.

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

Artigo de Opinião– Benefícios da cirurgia às cataratas. Cuidar da visão dos nossos velhinhos.

 

Numerosos estudos vieram a confirmar que a cirurgia às cataratas não só traz uma melhoria significativa na visão como também melhora a função mental. As pessoas que têm cataratas também podem sofrer de um importante deterioro cognitivo.

Existem estudos que evidenciam que a uma má visão associa-se a uma menor capacidade cognitiva e quem foi operado de cataratas apresentou um deterioro mental mais lento.

Não se sabe ao certo porque é que os problemas visuais afetam no deterioro cognitivo. Pensa-se que os problemas derivados da má visão, como o isolamento, tristeza, depressão e falta de exercício físico possam contribuir para o deterioro cognitivo.

Não há dúvida que a cirurgia às cataratas vai dar às pessoas melhor visão aumentando a qualidade de vida, independência e vai manter a pessoa ativa e mais feliz. Uma pessoa com problemas de visão tem medo de caminhar ou passear e impede-lhe de manter-se ativa. O isolamento, a tristeza e a vergonha são os principais motivos pelas depressões profundas dos nossos idosos.

 

Importância da visão dos nossos velhinhos

Proporcionar a melhor visão possível às pessoas idosas só traz benefícios, por isso é de profunda tristeza quando associam a má visão de um idoso à idade e que é pouco relevante a sua visão se mentalmente está debilitado ou incapacitado. Doentes com demência ou com Alzheimer são postos de parte ou desprezados no que respeita ao seguimento das consultas visuais. É de extrema importância que estas pessoas vivam com dignidade e mesmo que elas não colaborem numa consulta visual, existem métodos objetivos para saber qual a dificuldade visual e, posteriormente, prescrever a melhor solução ótica, seja por óculos ou por ajudas de baixa visão. Às vezes, simplesmente mudar a graduação dos óculos representa uma enorme diferença na vida de uma pessoa com dificuldades visuais. Quase 40% das pessoas com mais de 78 anos usam prescrição que já não lhe serve.  Se a cirurgia à catarata é necessária, devemos pensar que é um procedimento ambulatório e seguro. Pode melhorar em muito a vida das pessoas e fazer com que elas colaborem nas atividades diárias.

 

 

Melhorar a visão tem também outros motivos:

  • Reduzir as quedas e as cirurgias daí derivadas;
  • Quem sofre de cataratas tem quatro vezes mais dificuldade em conduzir; Melhorar a visão do condutor é primordial para diminuir os acidentes de trânsito.
  • Melhora a visão noturna;
  • Melhora a qualidade de vida.
  • Estimula a leitura, manualidade, jogos de mesa e interação nas tarefas de casa.

 

Se tem ou algum familiar apresenta cataratas deve aconselhar-se com o seu Oftalmologista na possibilidade da cirurgia.

Deve realizar consultas anuais com o seu Optometrista e se tem algum familiar acamado, em lares ou que tem impossibilidade de dirigir-se a um consultório, existem profissionais que realizam consultas ao domicílio.

 

Dra. Sofia Cunha

Ótica Aifos

Optometrista e Contactologista

Realiza e leva a ótica ao domicílio

 

Artigo de Opinião–Mutismo Seletivo e Terapia da Fala

 

O mutismo seletivo é considerado uma Perturbação de Ansiedade caracterizada pela recusa em falar em determinadas situações sociais (ex: na escola), embora a criança o faça noutras situações. Apesar destas crianças terem capacidades de linguagem satisfatórias, não iniciam o discurso ou não respondem quando os outros lhes falam. Habitualmente surge em crianças tímidas, introvertidas e ansiosas que falam apenas com a família mais próxima.

Os traços comportamentais associados ao Mutismo Seletivo incluem timidez excessiva em ambientes não familiares, evitamento social, isolamento, baixa autoestima, birras ou alguns comportamentos de oposição. É uma problemática que envolve principalmente crianças em idade escolar, comprometendo o seu desempenho escolar e a comunicação no geral. O facto de recusarem falar na escola interfere no seu rendimento, uma vez que os professores têm dificuldade em avaliar as suas capacidades (ex. leitura).

 

Que sintomas podemos observar nestas crianças?

  • Dificuldade em manter contato visual;
  • Ausência de sorriso perante pessoas desconhecidas ou permanecem com expressões vazias;
  • Movimentam-se de forma rígida;
  • Dificuldade em concretizar interações sociais (ex. saudações, despedidas ou agradecimentos);
  • Sensibilidade ao ruído e a locais com muitas pessoas;
  • Dificuldade em falar sobre si ou em expressar sentimentos.

 

Se tiver um filho com esta perturbação:

  • Não force a criança a falar;
  • Elabore formas alternativas de comunicação através de símbolos, gestos ou escrita;
  • Evite que a criança seja o centro das atenções;
  • Favoreça a prática de atividades desportivas que permitam a interação social e o aliviar de algumas tensões;
  • Responsabilize a criança por pequenas rotinas domésticas que estimulem competências de autonomia e de interação;
  • Reforce sempre que houver um aumento no seu comportamento verbal (elogios, abraços, passeios, etc.).

 

Se tiver um filho com esta perturbação:

  • Permita que a criança comunique não-verbalmente, e gradualmente solicite um aumento da comunicação oral;
  • Reforce positivamente todas as interações sociais, orais ou não, com reforços que sejam significativos para a criança;
  • Peça a colaboração dos colegas para que ajudem a criança a sentir-se feliz e aceite no grupo;
  • Responsabilize a criança por pequenas tarefas que promovam competências de autonomia e de organização e gestão de sala-de-aula (ex. distribuir materiais, recolher trabalhos de casa, tirar fotocópias);
  • Não torne a criança o centro das atenções, visto que tal aumenta a sua ansiedade.
    Disponha a sala em grupos e desenvolva atividades em pequeno grupo;
    Desenvolva atividades e jogos de movimento e comunicação (ex. mímica, imitação, adivinhas).

O diagnóstico precoce é sempre o mais aconselhável e deve ser realizado por uma equipa multidisciplinar que permitirá elaborar o perfil da criança e implementar processos de modificação comportamental.

 Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

 Artigo de Opinião–A crise pandémica e a necessidade de aconselhamento psicológico

 

Já alguma vez se permitiu a imaginar como será o seu livro da vida? Ao elaborar essa construção mental, certamente, idealiza o livro antigo, volumoso, pelas muitas páginas que o parecem compor, a lombada acusa um natural desgaste, e as folhas parecem libertar um aroma misterioso e, ao mesmo tempo inebriante, que vai invadindo todo seu pensamento. Ao longo da vida, as páginas vão guardando os vários acontecimentos, imprimindo sobre estas os sorrisos e as lágrimas, que são folheadas pelo sopro do tempo, à medida que são tocadas pela esperança e pela conquista dos sonhos.

 

Inesperadamente, o tempo tornou-se cativo e personagem mistério na história das nossas vidas, agrilhoado ao silêncio e vazio das nossas ruas, ao sorriso envergonhado e encoberto pela máscara social, ao distanciamento físico das relações humanas. A nossa narrativa até então é já uma recordação burilada no livro da nossa jornada. O vazio que pressupõe as páginas do agora impõe um novo decalque sobre o nosso comportamento, e das nossas rotinas, levando à valorização dos afetos e sobretudo a um novo olhar sobre a saúde mental.

 

Como todo o bom livro, existem várias interpretações e aspetos significativos a sublinhar. Ao regredir às folhas mais antigas, depreendemos que a azáfama das nossas vidas antecedentes à pandemia, constrangia o nosso tempo e disponibilidade para cuidar da nossa realidade emocional, contribuindo, assim, para um facto de segregação social e emocional.

 

No entanto, as páginas do presente imputam regras de distanciamento físico e, por conseguinte, ruturas no padrão comportamental do nosso quotidiano, regras essas que se tornam figuras principais no enredo da depressão e no aumento desta perturbação. A esta intensificação, incerteza dos tempos que correm, produz circuitos ruminantes de pensamentos negativos o que, por sua vez, concebem irritabilidade, frustração, e sobretudo tristeza e medo o que alimenta a perturbação de ansiedade. Em adição, as recomendações diárias de higienização manual favorecem, não só o aparecimento, mas reforça também os distúrbios obsessivos e os comportamentos compulsivos.

 

A dilação da métrica do tempo, a suspensão das nossas vidas em redor das reticências do nosso futuro assinala uma nova tomada de consciência sobre as emoções e os afetos, como também acentua a necessidade do aconselhamento psicológico e emocional.

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

 

Estudo:Portugueses adaptam-se à vida com restrições

Na semana em que Portugal entra oficialmente na fase de mitigação do Covid-19 (transmissão comunitária do vírus) e no momento em que os Portugueses começam a viver com restrições, assistimos a um decréscimo nas vendas. A quarta edição do Barómetro semanal da Nielsen sobre o impacto da pandemia regista, para a semana 13 (23 a 29 de março de 2020), vendas na ordem dos 206 milhões de euros, uma quebra de 6% face ao período homólogo (menos 12,5 milhões de euros) e de 12% comparativamente à semana anterior.

Por oposição a esta diminuição, o e-Commerce continua a registar ganhos em termos de ocasiões de compra (+77%) e de captação de lares (+75%). Conduzidos pelo contexto atual, os consumidores parecem mais recetivos à facilidade e comodidade de realizarem as suas compras através de plataformas digitais.

O período em análise integra um salto no número de casos confirmados de infeção por Covid-19 em território nacional. Portugal entra assim na quinta das seis etapas identificadas pela Nielsen – #5 Vida com restrições.

Produtos alimentares crescem com permanência em casa

 Nesta semana 13, os Produtos Alimentares crescem, contrariando a quebra generalizada verificada no retalho alimentar. Os Frescos apresentam um decréscimo, mas este é inferior à média do total do mercado.

“O facto de os portugueses estarem agora confinados nas suas casas altera alguns dos seus hábitos e rotinas diárias. No caso da Alimentação, muitas das refeições passaram a ser confecionadas e consumidas em casa. Tomar o pequeno-almoço e o lanche em casa e fazer petiscos e sobremesas levou a um forte dinamismo de algumas categorias, que surgem agora no topo dos maiores crescimentos, como as Bebidas Quentes (+38%) e as Sobremesas/Doces (+30%)”, explica Marta Teotónio Pereira, Client Consultant Senior da Nielsen.

Os Portugueses parecem mais propícios a cozinhar em casa, algo que é também patente no facto de o retalho alimentar perder neste período mais de 70% em Take-Away/Cafetaria face à semana homóloga.

Entre os Frescos, apesar dos decréscimos em algumas categorias, há segmentos que evidenciam uma tendência contrária e que se destacam pelo forte crescimento devido a dois fatores: defender o sistema imunitário e cozinhar mais em casa.

Mantém-se também a preocupação com a higiene, saúde e limpeza do lar, registando-se crescimentos significativos em Acessórios de Limpeza (+44%), Limpeza do Lar (+20%), Cuidados de Saúde (+9%), entre outras categorias.

Neste contexto, as categorias com maiores quebras refletem bem que os Portugueses se mantêm em casa, entre as quais se destacam os Produtos Solares (-85%), os Produtos para Calçado (-52%) e os Perfumes (-51%).

“A evolução das categorias de FMCG não deixa dúvidas de que os portugueses se mantêm em casa e que se estão a adaptar à vida em quarentena, procurando já produtos que os fazem sentir melhor em casa. Será interessante acompanhar tendência das próximas semanas que, para além de continuar a refletir a vida em quarentena, dará indicações sobre a tendência da Páscoa em 2020.

Com as escolas fechadas, as férias da Páscoa são passadas em casa. No retalho alimentar, o crescimento das vendas da semana anterior à Páscoa (este ano é a semana 14) já reflete os preparativos dos festejos que, em Portugal, passa muito pela reunião da família alargada à volta da mesa.

Com o agravamento da limitação à circulação no período da Páscoa, este ano todos sabemos que foi diferente. Com alguns sinais de menos – menos reuniões familiares, menos saídas dos centros urbanos e menos ofertas – mas também com alguns sinais mais – mais mesas de Páscoa e mais refeições em casa”, comenta Marta Teotónio Pereira.

Por:Nielsen

Artigo de Opinião- A Terapia da Fala na Gaguez

Quando se suspeita que uma determinada criança apresenta uma gaguez, é essencial determinar se se trata de um período de disfluências ou se já apresenta sinais característicos de uma gaguez. A maioria das crianças lida bem com a gaguez mas existem situações específicas, no seu futuro académico ou mesmo a nível social, em que tal não irá suceder, como por exemplo a leitura em voz alta, a apresentação oral de trabalhos ou até mesmo falar ao telemóvel.

A Terapia da Fala foca-se na identificação dos comportamentos associados à mesma, na aprendizagem de estratégias de relaxamento, no controlo respiratório e na alteração do padrão de fala. Todos estes passos vão permitir a modificação voluntária da gaguez e tornar mais fáceis todas as situações referidas anteriormente.

É crucial que a criança com gaguez se sinta confortável e confiante quando fala, pelo que o interlocutor deverá ser um bom ouvinte. Como é importante que se potencie um ambiente construtivo que promova a fluência, de seguida apresentam-se algumas estratégias que pode adotar:

  • Aceitar as disfluências no decorrer do discurso;
  • Mostrar interesse na conversação;
  • Não interromper nem completar as palavras/frases da criança;
  • Não transparecer que a fala da criança o preocupa;
  • Servir de modelo e para isso falar pausadamente e de forma descontraída.

Quando os pais e familiares sentem que algo não está dentro do esperado, ficam naturalmente preocupados e assustados. Antes de tentar ajudar é muito importante que deixe de lado as ideias falsas sobre a gaguez. Os mitos em torno desta patologia são muitos e também são muitas as pessoas que os tomam como adquiridos! Este tipo de crenças para além de não corresponderem à verdade, podem ter um impacto negativo na evolução da gaguez.

Saiba aqui quais os mitos mais comuns na nossa população. Ficar informado não custa!

  • A pessoa gagueja porque apanhou um susto!
  • A gaguez começou devido à rigidez/exigência em casa! ­
  • A gaguez desparece com o tempo!
  • O stress, a ansiedade e a baixa autoestima causam gaguez!
  • Dar indicações à pessoa com gaguez como “calma”, “falar devagar” ajudam a aumentar a fluência!
  • Quem gagueja é menos inteligente!

Lembre-se que existem técnicos qualificados para intervir e ajudar a criança a falar de uma forma mais fluente e a sentir-se mais confiante nas suas competências comunicativas. Por isso, em caso de dúvidas consulte um Terapeuta da Fala.

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA e na Clínica Nossa Srª da Graça

Artigo de Opinião:Mercado livre energético: Redução do IVA na eletricidade e gás natural

O que é a redução do IVA na luz e gás?

Recentemente o Estado aprovou a redução do IVA na eletricidade, pelo que, a partir de julho, o IVA aplicado à factura passa de 23% para os 6%. Objetivo desta medida, segundo consta, é incrementar uma maior poupança na conta da energia. Embora consista numa redução do IVA, e naturalmente, uma descida com importâncias a pagar, sabe exatamente onde a redução deste imposto vai ser aplicado?

A descida do IVA está disponivel para não para todos. O clientes que irão beneficiar da passagem do IVA de 23% para 6% são todos aquele com potências contratadas até 3,45 kwh no caso da eletricidade, e no caso do gás natural o desconto é aplicado para o escalão de consumo 1.

 

Qual será a poupança com a redução do IVA na luz?

Em média, e com base nos valores praticados por uma comercializadora elétrica de referência, a poupança não vai além dos 0,40 cêntimos por mês.

Para que a medida abrangesse mais clientes, a alteração de potência contratada, mais concretamente à sua redução para que se situem dentro dos “requisitos” para poderem beneficiar da redução do imposto. No entanto, terá de ser levado em conta, que uma redução da potência contratada, poderá levar a constantes disparos do quadro elétrico e a não conseguir utilizar vários eletrodomésticos em simultâneo. É aconselhado informar-se, junto da sua empresa de energia elétrica, contactanto por telefone ou pelo seu serviço dados móveis e internet, ou de um técnico especializado, se deve ou não baixar a potência contratada tendo em conta os hábitos de consumo.

No caso no gás natural, a atribuição dos escalões de consumo é efetuada pela distribuidora de gás da zona, e neste caso está relacionada com os consumos do ano anterior.

A redução do IVA nas regiões da MADEIRA e AÇORES

O IVA na conta da eletricidade também foi alterado nas ilhas: na ilha da Madeira desceu para 5%, enquanto que, no arquipélago dos Açores desceu para 4%.

 

Para outras informações relacionadas com a redução do iva e outros, aceda á seguinte página: https://selectra.pt/energia/noticias/reducao-iva

foto:DR

 

 

 

Artigo de Opinião- Hipnose Clínica no controlo da dor

A subjugação da Hipnose Clínica às várias áreas da psique humana é notória, esta não só engloba as questões referentes à depressão, perdas emocionais, ansiedade, baixa autoestima e fobias, mas também tem um papel muito importante no controlo da dor. Quando falamos de dor, falamos de uma experiência muito própria, que compreende tanto a realidade física como emocional. Já se questionou como é gerado este conceito?! Ao contrário, do que possa pensar, a dor é produzida pelo nosso cérebro. Quando nos magoamos, pequenos receptores nervosos vão transportar-se pela medula espinhal enviado informações ao cérebro para que este consiga processar a localização e a intensidade da dor. Este sistema de receção e processamento é real tanto para a dor física como para a dor emocional.

Na verdade, este circuito funciona como um painel de sistema de alarme, tornando a dor numa luz amarela que nos avisa que algo não está bem com o nosso organismo. Mas se a experiência da dor é algo que é essencial ao ser humano enquanto indicativo do estado de saúde, quando é que devemos pedir ajuda?

O consulente deve procurar intervenção profissional para o controle da dor quando esta se torna persistente e incapacitante, condicionando as tarefas rotineiras e o seu dia a dia.

Como a Hipnose Clínica pode ajudar no controlo da dor?

A Hipnose estimula o relaxamento da mente e do corpo, e por sua vez vai produzir a serotonina e as beta-endorfinas, o que vai neutralizar a percepção da dor reduzindo os níveis de cortisol. A técnica aplicar para o controle é variável consoante o background e as queixas do consulente. No entanto, através das várias técnicas disponíveis é possível, mudar a localização da dor para um local que não condicione a vida do utente, e sobretudo modificar a intensidade da dor, reorganizando a transmissão inicial para uma transmissão que reporte o alívio parcial ou total da dor.

Alerto, no entanto, que a Hipnose Clínica é eficaz no controlo da dor mas não na cura total da causa da mesma, pelo que é importante identificar a causa da dor e procurar o tratamento mais adequado para a mesma.

Dra. Sara Morais Hipnoterapeuta

Mais informações: Consultas Fornos de Algodres Espaço São Ferreira Estética 919539401 / smoraishipnose@gmail.com

Ao continuar a utilizar o site, você concorda com a utilização de cookies. Mais Informação

As definições de cookies neste site são definidas como "permitir cookies" para lhe dar a melhor experiência de navegação possível. Se você continuar a usar este site sem alterar suas configurações de cookies ou clicar em "Aceitar" abaixo, em seguida, você concorda com isso.

Fechar