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Artigos de Opinião

Avisos e Boletins das Unidades pastorais de Aguiar da Beira e Fornos

z-igreja ABNeste domingo, continuamos a reflexão das “parábolas do Reino”, que nos explicam a maneira de como se irá implantar e revelar o Reino, ou seja, o projecto de Deus para o mundo. A primeira das três breves parábolas, proclamadas no texto evangélico, a do trigo e do joio, faz referência a algo que sentimos muito bem nas nossas vidas: a existência do bem e do mal ao mesmo tempo. Ler Mais »

Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios de Trancoso reúne para preparar período crítico

unnamedComissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios de Trancoso reúne para preparar período crítico.

Pelo terceiro ano consecutivo, na passada terça feira, dia 11 de julho, a Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Trancoso reuniu para definir estratégias e medidas para o período crítico de incêndios com início a 22 de junho.
Uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Trancoso que contou com a presença do 2º Comandante Operacional Distrital de Operações de Socorro do CDOS da Guarda, de representantes da GNR do Destacamento Territorial de Pinhel, do ICNF, das Corporações de Bombeiros de Trancoso e de Vila Franca das Naves, das Associações de Produtores Florestais Piscotávora e Alto da Broca, das Técnicas do Gabinete Técnico Florestal, do Coordenador Municipal de Proteção Civil, de Presidentes de Junta de Freguesia e do Executivo do Município de Trancoso.
A reunião contou com a deslocação dos Comissários e Senhores Presidentes da Junta de Freguesia ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves e de Trancoso onde teve lugar o enquadramento e discussão de medidas e estratégias da temática DFCI.
Porque se considera de grande importância conhecer algumas das ações desenvolvidas em prol da defesa da floresta contra incêndios, seguiu-se a deslocação e visitação a trabalhos de execução de mosaicos de parcelas de gestão de combustível.
Com um pensamento preventivo, procurou-se com esta iniciativa, avaliar no território o até então efetuado, bem como definir novas ações e medidas de melhoria.

Por:Mun.trancoso

Piscinas Municipais de Mangualde estão abertas

cmmOs mangualdenses e os demais visitantes já podem usufruir das piscinas exteriores do complexo das Piscinas Municipais de Mangualde. As piscinas vão estar abertas ao público até ao dia 15 de setembro, de segunda-feira a domingo, das 10h00 às 19h30. As mesmas encontram-se encerradas nos feriados de 10 e 15 de junho, 15 de agosto e 8 de setembro.

 O preço das entradas é variável em função da faixa etária: crianças até aos 5 anos (grátis), crianças dos 6 aos 17 anos (3,00€), utentes a partir dos 18 anos (4,25€) e reformados (2,70€).

 Com lotação para cerca de 400 pessoas, as piscinas exteriores situam-se num grande espaço relvado, com e sem sombra, e são compostas por uma piscina grande (35m x 12m e 480m2), um tanque infantil (19m x 8m e 152 m2), um tanque de receção (8m x 7m e 56m2) e dois escorregas. No espaço existe, ainda, um quiosque de apoio aos utentes.

Por:Mun.Mang

Mangualde requalifica algumas artérias

mmlogoComeçaram as obras para pavimentação da estrada entre o cruzamento de Cubos e Bogalhais, na União de Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta. Esta empreitada está inserida no conjunto de investimentos que se estão a suceder que fazem parte do Plano de Investimentos do Município. No valor de 7 milhões de euros, estas intervenções assegurarão, na sua maioria, uma melhoria/requalificação da rede viária municipal em várias estradas municipais do concelho e na rede de infraestruturas.

 

PAVIMENTAÇÃO DA ESTRADA ENTRE O CRUZAMENTO DE CUBOS E BOGALHAIS

Para João Azevedo, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde «as obras de beneficiação do pavimento da estrada em quase 2km, vão permitir a melhoria na mobilidade e um aumento significativo de conforto e segurança para as pessoas que diariamente transitam nesta estrada, melhorando também a rede viária da zona urbana da cidade.»

O autarca sublinha ainda que «o Plano de Investimentos segue em linha com a estratégia que tinha sido definida. Saímos do ajustamento financeiro no final de 2016 e conseguimos dar o salto qualitativo e de excelência para o investimento público. Um investimento sem paralelo na história do município e que durante 2017 não ficará por aqui. Há já um conjunto de intervenções na fase final de contratação pública e que passarão rapidamente para o terreno.»

UMA DEZENA DE GRANDES INTERVENÇÕES EM MARCHA NO CONCELHO DE MANGUALDE

São já uma dezena de grandes intervenções em marcha no concelho de Mangualde. As intervenções a decorrer na sua maioria visam a melhoria da rede viária do concelho, mas há também intervenções para melhorar infraestruturas, zonas industriais e regeneração urbana.

Por:Mun.Mangualde

Autárquicas 17-PSD apresenta 14 candidatos na Guarda

17671249_10206870924251343_1737650270_nDecorre neste domingo,  a apresentação oficial dos 14 candidatos às Autarquias 2017.

A cerimónia  vai ter lugar, no Hotel Lusitânia,durante a tarde.

A abrir esta cerimónia, vai estar o Deputado da Assembleia da República Carlos Peixoto.

Segue-se a apresentação  dos 14  candidatos que vão a sufrágio.

Tempo ainda, para o líder da ASD, Álvaro Amaro e Passos de Coelho líder do partido, dar também as boas vindas a todos.

Minutos mais tarde, vai ser debatido um painel  temático, com a presença de Luís Pinto (Ceo da Inline)e Pedro Rodrigues (Diretor ACMP)

Para finalizar, Carlos Peixoto, enumera as diversas conclusões da tarde .

As autárquicas estão marcadas para 1 de outubro.

Por:António Pacheco

Artigo de opinião- Terapia da Fala na 3ª Idade

tp 3ªO Terapeuta da Fala pode intervir na população mais idosa?

O envelhecimento não tem uma data de início estabelecida. Sem nos apercebermos os cabelos ficam esbranquiçados, a pele enrugada e o tempo parece que voa. Com o envelhecimento surgem as dificuldades em funções e atividades que antes nos pareciam tão simples, como é o caso do falar, do comer ou do escrever. É aqui, que começamos a ter consciência que nem sempre as coisas mais simples estão garantidas. Com todas as alterações na vida da pessoa, muitas das vezes surge a ideia de incapacidade porque se perdeu o seu lugar na sociedade, o que pode desencadear frustrações, alterações emocionais e isolamento (porque reduzem drasticamente as interações).

À medida que as pessoas envelhecem, ficam mais propícias a desenvolver patologias que têm repercussões negativas na comunicação e na deglutição, como é o caso do AVC, Parkinson, Alzheimer, entre outros. A capacidade de articular com precisão as palavras, compreender e expressar mensagens verbais pode também estar alterada nestas patologias.

Se quisesse dizer obrigada ao seu filho ou parabéns ao seu neto e as palavras não saíssem? Como se sentia? O que ponderava fazer? E se não conseguisse comer porque se engasgava com frequência ou porque não conseguia engolir? Como ficava? Onde ia procurar ajuda? Qualquer pessoa pode vir a ter problemas ao nível da comunicação e/ou da deglutição ao longo do processo de envelhecimento, quer este seja fisiológico (natural) ou patológico.

As alterações na comunicação são das mudanças mais evidentes e que por vezes advêm da presbiacúsia (envelhecimento do aparelho auditivo) porque a pessoa não compreende o que lhe é dito. Estas condições influenciam negativamente a pessoa, levando-a à solidão e à deterioração da imagem a nível social. Deste modo, podemos concluir que as alterações comunicativas podem também advir de condições patológicas.

As alterações na voz e na fala dizem muito sobre a nossa saúde. A presbifonia (envelhecimento da voz) pode surgir em qualquer momento e depende da saúde física/psicológica da pessoa, da alimentação, estilo de vida ou mesmo fatores ambientais. Assim, é necessário estar atento aos sinais porque podem ser indicativos de problemas neurológicos, funcionais ou orgânicos que não podemos ignorar.

As dificuldades na alimentação (disfagia), nomeadamente em engolir os alimentos de forma segura, são muito comuns e podem ter como causa os problemas neurológicos (AVC, TCE, Parkinson, Alzheimer, Paralisia Cerebral…). As dificuldades podem evidenciar-se na mastigação, manipulação do alimento ou mesmo no transporte deste. Este tipo de perturbação pode implicar consequências assoladoras na qualidade de vida da pessoa, desde desidratação, subnutrição, depressão, asfixia, até, eventualmente, a morte.

A intervenção direta do Terapeuta da Fala abrange o envelhecimento fisiológico mas também o patológico, onde, de forma geral, se promove sempre a autonomia, qualidade de vida e realização pessoal. É também efetuada uma intervenção indireta, onde os cuidadores fazem parte de todo o processo de reabilitação, já que a comunicação com estes são requisitos fundamentais para manter a qualidade de vida.

A formação do Terapeuta da Fala qualifica-o para dar resposta às necessidades da pessoa idosa considerando os fatores biopsicossociais, aconselhando-a e reabilitando algumas das funções. Deste modo, o tratamento adequado e o envolvimento dos cuidadores permite atuar não só no foco da patologia mas também no contexto da pessoa, tentando ultrapassar as barreiras e superando as suas dificuldades.

Em caso de dúvidas, consulte um Terapeuta da Fala.

Por:Ana Carolina Melo Marques – Terapeuta da Fala na APSCDFA

 

Artigo de opinião–CUIDAR DE QUEM CUIDA

hp_20110209_PorqueEprecisoCuidarDeQuemCuidaNuma sociedade cada vez mais envelhecida, onde impera um aumento significativo das necessidades em saúde dos idosos, devido a doenças crónicas e incapacitantes, emerge como foco de atenção o cuidado informal à pessoa idosa, cuja responsabilidade cabe prioritariamente à família. No entanto, cuidar de quem cuida, além de uma responsabilidade, deve ser uma prioridade de todos nós, enquanto sociedade.

O acto de cuidar surge como um acto inerente à condição humana, na medida em que, ao longo da vida, vamos sendo alvo de cuidados ou prestadores dos mesmos.

MAS, DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE CUIDADORES INFORMAIS?

Cuidadores informais, são pessoas que, sendo familiares ou pessoas próximas, se responsabilizam pela assistência da pessoa idosa no seu dia-a-dia, na promoção da sua qualidade de vida e garantindo que as suas necessidades diárias são satisfeitas. São pessoas que desempenham esta função numa base informal, sem formação profissional prévia ou qualquer vínculo contratual e sem qualquer tipo de remuneração.

O papel do cuidador informal passa por garantir que o idoso, no seu dia-a-dia, consegue alimentar-se de forma adequada, dormir e repousar, gerir adequadamente a sua medicação e vigiar os seus problemas de saúde, que consegue cuidar de si e do seu corpo de forma a manter um quotidiano digno e nas melhores condições possíveis. É, portanto, um papel complexo, não só pela exigência física e emocional que acarreta, mas também pelas alterações que introduz no seu próprio dia-a-dia.

Apesar da maioria das pessoas que desempenham esta função referirem que este é um papel que lhes proporciona um grande sentimento de prestabilidade e satisfação, principalmente quando sentem que o idoso está bem e igualmente satisfeito, é também uma missão de grande cansaço e desalento.

Cuidar de um idoso dependente é uma missão árdua que envolve compromisso e dedicação e, por isso mesmo, não podemos remetê-la para a invisibilidade da esfera privada, como uma função sem relevância social.

Muitas destas pessoas referem frequentemente problemas de falta de apoio e falta de tempo para si próprias. Os sentimentos de solidão, tristeza e depressão são comuns. Muitas têm que recorrer a terapêutica para controlar os sintomas de ansiedade ou para conseguir dormir, e descuidam o seu próprio auto-cuidado ou o cuidado dos seus dependentes (como os seus filhos, por exemplo), em detrimento do cuidado do outro.

OBSTÁCULOS COM QUE SE DEFRONTAM

A política pública de cuidados de saúde tem desenvolvido, ao longo dos tempos e de forma a acompanhar as necessidades expressas, variadas formas de apoio e cuidados aos idosos dependentes. Contudo, em alguns países, nomeadamente em Portugal, a família continua a ser a unidade básica na prestação de cuidados.

Apesar dos cuidados aos mais dependentes estarem largamente institucionalizados, as respostas sociais não são suficientes e, por isso, continua a apelar-se à responsabilidade das famílias pelos seus elementos mais vulneráveis.

A legislação nacional actual, no que concerne aos cuidados continuados, define que são destinatários das Unidade e Equipas da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) as pessoas em situação de dependência funcional, transitória decorrente do processo de convalescença ou outro; de dependência funcional prolongada; pessoas idosas em situação de fragilidade; incapacidade grave, com forte impacto psicossocial; doença severa, em fase avançada ou terminal. No entanto, as enormes insuficiências, sejam elas a falta de camas ou a falta de profissionais, deixam cerca de 90% da população com mais de 65 anos, com baixo acesso a cuidados continuados.

Portugal é, em simultâneo, o país onde existe uma das menores taxas de cobertura de cuidados formais e o país da Europa com maior taxa de cuidados domiciliários informais.

O Estado, não está, portanto, a conseguir garantir as respostas que deveria dar às famílias e às pessoas que por dependência funcional, fragilidade, ou incapacidade necessitam de continuidade de cuidados.

Tendo em conta este cenário, torna-se imperativo cuidar de quem cuida e valorizar o papel dos cuidadores e não ficarmos indiferentes a todo a complexidade inerente ao acto de cuidar.

É fundamental aumentar a consciencialização sobre o contributo significativo dos cuidadores informais para a sociedade, e em particular no contexto do sistema de saúde, serviço social e economia do país.

Garantir, que são dadas condições para que as famílias possam cuidar, em ambiente domiciliário, dos seus ascendentes e descendentes em situação de dependência, que possam gozar dos seus direitos e de apoios específicos que valorizem os cuidados que são prestados pelos mesmos e que, por último, os cuidadores informais não sejam prejudicados nem a nível profissional, nem a nível pessoal.

A importância da elaboração do Estatuto do Cuidador que lhe confira protecção e reconhecimento, torna-se premente, na medida em que se prevê no futuro, um aumento substancial do envelhecimento da população.

*O autor não escreve segundo o acordo ortográfico.

                                                                                                               Por:Rita Amaro, Psicóloga Clínica,C.P.:16527–ISCMFA

Foto:PV

Artigo de opinião – Papel do Terapeuta da Fala na Respiração Oral

0tpO seu filho respira pela boca e não sabe o que fazer?

Cada vez mais se observam crianças que respiram pela boca. Este hábito é frequente na infância (cerca de 30% das crianças) e conduz a diversas consequências no crescimento e desenvolvimento global. Uma criança, que apresenta uma respiração oral constante, pode apresentar-se mais agitada, com sonolência diurna, o que pode influenciar os resultados escolares (isto porque o cérebro recebe menor quantidade de oxigénio). Assim, é necessário que exista uma intervenção multidisciplinar com um acompanhamento efetuado por vários profissionais de saúde: otorrinolaringologista, terapeuta da fala, ortodontista, entre outros, dependendo do caso em questão. É extremamente importante que os pais/cuidadores estejam conscientes que quanto mais tarde se deteta o hábito, mais difícil é de o reverter e de diminuir os impactos do mesmo.

O primeiro profissional responsável pela avaliação médica é o Otorrinolaringologista, com o intuito de identificar as causas deste hábito. Antes de consultar o Terapeuta da Fala, é importante descartar a hipótese de uma causa orgânica, que futuramente poderá levar a uma amigdalectomia e/ou adenoidectomia ou ao tratamento farmacológico.

As consequências estruturais e funcionais da respiração oral, muitas vezes, são irreversíveis de forma espontânea. O Terapeuta da Fala é o profissional responsável pela intervenção ao nível da motricidade orofacial e tem como principais objetivos promover a harmonia das funções estomatognáticas (respiração, fala, mastigação, deglutição e sucção), propiciando um equilíbrio miofuncional. Portanto, tem um papel ativo nos casos de reabilitação dos respiradores orais.

Neste seguimento e numa primeira fase, a intervenção foca-se na consciencialização da criança e da família, realçando a importância da respiração oral. Posteriormente, direciona-se para a componente muscular, onde se destaca a correção da tonicidade, da postura e do movimento dos músculos envolvidos nas funções estomatognáticas. É neste sentido que o Terapeuta da Fala pode contribuir para a qualidade de vida destas crianças.

Em jeito de conclusão, ficam algumas ideias de tarefas que as famílias podem efetuar com a criança. Como já foi referido em outras publicações, a intervenção da família é tão ou mais importante que as sessões terapêuticas:

  • Limpar bem o nariz da criança com soro fisiológico;
  • Fazer bolinhas de sabão inspirando pelo nariz e expirando pela boca;
  • Segurar uma espátula entre os lábios ao pintar, fazer um puzzle ou ver um filme.

*É de referir que o artigo aborda as crianças, mas o mesmo sucede quando o público-alvo são os adultos.

Em caso de dúvidas, não hesite em consultar o Terapeuta da Fala. Uma intervenção precoce pode mudar a vida da criança e da família.

Por:Ana Carolina Melo Marques – Terapeuta da Fala na APSCDFA

 

 

 

 

 

Artigo de opinião–REDES SOCIAIS OU ASSOCIAIS?

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Mó digital

REDES SOCIAIS OU ASSOCIAIS?

A internet mudou significativamente a maneira como nos comunicamos e percebemos o mundo. Graças a ela, temos acesso a toda a informação à distância de apenas um “clique”.

A distância não existe mais, e a comunicação é instantânea.

Comummente, são relatadas histórias em que a internet, nomeadamente as redes sociais, têm um papel meritório na promoção do reencontro de pessoas, bem como na aproximação de outras que por imposição geográfica se encontram distantes.

Todavia, regista-se uma diminuição acentuada do contacto social “face to face” (cara a cara), levando as pessoas a deixar de praticar competências sociais como a empatia, o contacto visual e a leitura emocional do outro. De facto, é mais fácil investir na imagem que projectamos virtualmente de nós do que na nossa verdadeira imagem, investir mais em relações virtuais, acessíveis e práticas do que nas reais, que implicam ir ao encontro do outro.

De forma paradoxal, nunca estivemos tão ligados entre nós – as redes sociais, são a prova “viva” disso – e nunca nos sentimos tão sozinhos e com tanta necessidade de falar e comunicar.

As redes sociais tornaram-se então, autênticos “esconderijos emocionais”, pois, na maioria das vezes, não favorecem o conhecimento, a reflexão, a prudência e o auto-controlo.

Assiste-se a uma efervescência da impulsividade, da superficialidade, da expressão de sentimentos discriminatórios e a uma indiscriminada manifestação de comportamentos preconceituosos.

A afirmação narcísica das pessoas, a agressividade e os juízos de valor sobre tudo e sobre nada, passa a ser o lema.

Mas porque é que isto acontecerá?

A falta de tempo e as frustrações do dia-a-dia, podem justificar a permanência cada vez maior das pessoas nas redes sociais, na medida em que, “aqui” tudo é imediato e cómodo e a gratificação e o reconhecimento são instantâneos.

Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh avaliou o comportamento de 1,8 mil pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 32 anos e encontrou uma correlação entre o uso das redes sociais e a probabilidade de desenvolver depressão, baixa auto-estima e isolamento. A pesquisa conclui que não são as redes sociais que provocam depressão, mas que, com o acesso exagerado, a tendência a ficar deprimido aumenta.

A fronteira entre o que é uma utilização saudável das redes sociais e o uso excessivo é definida pelo bom senso. O equilíbrio que procuramos no dia-a-dia (conjugando momentos de prazer com trabalho, contrabalançando partilha com privacidade) aplica-se também às redes sociais. É necessário evitar os extremos e as dependências, tanto na vida real como na virtual.

As redes sociais são, efectivamente, uma ferramenta com múltiplas possibilidades, descartá-las ou não lhes dar a devida atenção seria não aceitar que vivemos em plena Era da informação e do conhecimento.

Assim, cabe a cada um de nós, ter senso crítico na utilização desta ferramenta. Cada um deverá definir o seu ponto de equilíbrio, entre ser utilizador ou escravo do sistema.

*O autor não escreve segundo o acordo ortográfico.

Psicóloga Clínica, Rita Amaro–ISCMFA

 C.P.: 16527

Artigo de opinião–A Importância da Respiração

aop Será a respiração uma função inata com a qual não precisamos de nos preocupar?

A respiração é um processo fisiológico que se dedica à troca de oxigénio e dióxido de carbono com o meio ambiente, pelo que é uma das funções vitais. A respiração nasal, a par da mastigação, favorece o crescimento craniofacial e portanto mantém saudáveis as estruturas orofaciais.

Fisiologicamente, a via nasal é a principal em todo o processo respiratório. O nariz favorece a filtração, humidificação e o aquecimento do ar. Todas estas características são promotoras de um sono adequado, de menores infeções (otites e/ou amigdalites) e de um crescimento facial harmonioso.

A respiração é uma característica tão inata, que por vezes desvalorizam-se alguns sinais atípicos que só uma equipa multidisciplinar (Terapeuta da Fala, Otorrinolaringologista, Ortodontista, entre outros) consegue detetar, avaliar e intervir corretamente, minimizando os impactos na vida das pessoas.

Quando ocorre uma modificação na função respiratória, pode desencadear-se um padrão de respiração oral, que consequentaopiemente desencadeia alterações miofuncionais e também no sistema estomatognático. Este padrão pode causar diversas alterações ao nível da fala (fonética), da linguagem (fonologia), do processamento auditivo e até nas competências cognitivas (atenção e memória).

Apesar de ser muito mais vantajoso efetuar-se uma respiração nasal, a hipertrofia das amígdalas e/ou adenoides, a flacidez dos músculos faciais, a rinite, as alergias respiratórias e o desvio do septo nasal podem alterar o padrão respiratório e torná-lo oral. É preciso salientar que a respiração oral só se torna um problema quando se torna um hábito. Quando se adota constantemente essa respiração, as consequências variam de acordo com a causa do hábito, a idade da pessoa e o tempo de instalação desta alteração. As repercussões podem relacionar-se com alterações na forma e posicionamento de estruturas rígidas (ossos faciais e dentes), na função e posicionamento dos músculos orofaciais e na postura global. Todas as alterações referidas implicam possíveis dificuldades na fala, mastigação e deglutição.

Os respiradores orais evidenciam alguns sinais que podem ser observados, com alguma facilidade, por um profissional especializado. Deste modo, os sinais mais comuns relacionam-se com alterações na fala, alterações na mastigação (sendo esta unilateral), otites frequentes, olheiras, alterações no sono, alterações na postura corporal, face alongada e assimétrica, má oclusão dentária, palato alto e estreito, alterações no paladar e no olfato, lábios secos, flacidez nos músculos da mastigação, cansaço frequente, baba noturna, reduzido rendimento físico e intelectual e tensão do músculo do queixo.

Quando identificar algum dos sinais apresentados deve consultar o Terapeuta da Fala. Quando mais cedo for identificada a causa deste hábito, melhores serão os resultados obtidos na terapia. Não se esqueça que a intervenção precoce é a chave de um maior sucesso na intervenção!

No próximo mês fique a saber o que deve fazer caso o seu filho apresente uma respiração oral e qual é o papel do Terapeuta da Fala nestas situações!

Um Feliz 2017 a todos os leitores! Que este ano seja tão bom ou melhor que no de 2016 !

Por:Ana Carolina Marques- Terapeuta da Fala na APSCDFA

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