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Artigos de Opinião

Autárquicas 17-PSD apresenta 14 candidatos na Guarda

17671249_10206870924251343_1737650270_nDecorre neste domingo,  a apresentação oficial dos 14 candidatos às Autarquias 2017.

A cerimónia  vai ter lugar, no Hotel Lusitânia,durante a tarde.

A abrir esta cerimónia, vai estar o Deputado da Assembleia da República Carlos Peixoto.

Segue-se a apresentação  dos 14  candidatos que vão a sufrágio.

Tempo ainda, para o líder da ASD, Álvaro Amaro e Passos de Coelho líder do partido, dar também as boas vindas a todos.

Minutos mais tarde, vai ser debatido um painel  temático, com a presença de Luís Pinto (Ceo da Inline)e Pedro Rodrigues (Diretor ACMP)

Para finalizar, Carlos Peixoto, enumera as diversas conclusões da tarde .

As autárquicas estão marcadas para 1 de outubro.

Por:António Pacheco

Artigo de opinião- Terapia da Fala na 3ª Idade

tp 3ªO Terapeuta da Fala pode intervir na população mais idosa?

O envelhecimento não tem uma data de início estabelecida. Sem nos apercebermos os cabelos ficam esbranquiçados, a pele enrugada e o tempo parece que voa. Com o envelhecimento surgem as dificuldades em funções e atividades que antes nos pareciam tão simples, como é o caso do falar, do comer ou do escrever. É aqui, que começamos a ter consciência que nem sempre as coisas mais simples estão garantidas. Com todas as alterações na vida da pessoa, muitas das vezes surge a ideia de incapacidade porque se perdeu o seu lugar na sociedade, o que pode desencadear frustrações, alterações emocionais e isolamento (porque reduzem drasticamente as interações).

À medida que as pessoas envelhecem, ficam mais propícias a desenvolver patologias que têm repercussões negativas na comunicação e na deglutição, como é o caso do AVC, Parkinson, Alzheimer, entre outros. A capacidade de articular com precisão as palavras, compreender e expressar mensagens verbais pode também estar alterada nestas patologias.

Se quisesse dizer obrigada ao seu filho ou parabéns ao seu neto e as palavras não saíssem? Como se sentia? O que ponderava fazer? E se não conseguisse comer porque se engasgava com frequência ou porque não conseguia engolir? Como ficava? Onde ia procurar ajuda? Qualquer pessoa pode vir a ter problemas ao nível da comunicação e/ou da deglutição ao longo do processo de envelhecimento, quer este seja fisiológico (natural) ou patológico.

As alterações na comunicação são das mudanças mais evidentes e que por vezes advêm da presbiacúsia (envelhecimento do aparelho auditivo) porque a pessoa não compreende o que lhe é dito. Estas condições influenciam negativamente a pessoa, levando-a à solidão e à deterioração da imagem a nível social. Deste modo, podemos concluir que as alterações comunicativas podem também advir de condições patológicas.

As alterações na voz e na fala dizem muito sobre a nossa saúde. A presbifonia (envelhecimento da voz) pode surgir em qualquer momento e depende da saúde física/psicológica da pessoa, da alimentação, estilo de vida ou mesmo fatores ambientais. Assim, é necessário estar atento aos sinais porque podem ser indicativos de problemas neurológicos, funcionais ou orgânicos que não podemos ignorar.

As dificuldades na alimentação (disfagia), nomeadamente em engolir os alimentos de forma segura, são muito comuns e podem ter como causa os problemas neurológicos (AVC, TCE, Parkinson, Alzheimer, Paralisia Cerebral…). As dificuldades podem evidenciar-se na mastigação, manipulação do alimento ou mesmo no transporte deste. Este tipo de perturbação pode implicar consequências assoladoras na qualidade de vida da pessoa, desde desidratação, subnutrição, depressão, asfixia, até, eventualmente, a morte.

A intervenção direta do Terapeuta da Fala abrange o envelhecimento fisiológico mas também o patológico, onde, de forma geral, se promove sempre a autonomia, qualidade de vida e realização pessoal. É também efetuada uma intervenção indireta, onde os cuidadores fazem parte de todo o processo de reabilitação, já que a comunicação com estes são requisitos fundamentais para manter a qualidade de vida.

A formação do Terapeuta da Fala qualifica-o para dar resposta às necessidades da pessoa idosa considerando os fatores biopsicossociais, aconselhando-a e reabilitando algumas das funções. Deste modo, o tratamento adequado e o envolvimento dos cuidadores permite atuar não só no foco da patologia mas também no contexto da pessoa, tentando ultrapassar as barreiras e superando as suas dificuldades.

Em caso de dúvidas, consulte um Terapeuta da Fala.

Por:Ana Carolina Melo Marques – Terapeuta da Fala na APSCDFA

 

Artigo de opinião–CUIDAR DE QUEM CUIDA

hp_20110209_PorqueEprecisoCuidarDeQuemCuidaNuma sociedade cada vez mais envelhecida, onde impera um aumento significativo das necessidades em saúde dos idosos, devido a doenças crónicas e incapacitantes, emerge como foco de atenção o cuidado informal à pessoa idosa, cuja responsabilidade cabe prioritariamente à família. No entanto, cuidar de quem cuida, além de uma responsabilidade, deve ser uma prioridade de todos nós, enquanto sociedade.

O acto de cuidar surge como um acto inerente à condição humana, na medida em que, ao longo da vida, vamos sendo alvo de cuidados ou prestadores dos mesmos.

MAS, DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE CUIDADORES INFORMAIS?

Cuidadores informais, são pessoas que, sendo familiares ou pessoas próximas, se responsabilizam pela assistência da pessoa idosa no seu dia-a-dia, na promoção da sua qualidade de vida e garantindo que as suas necessidades diárias são satisfeitas. São pessoas que desempenham esta função numa base informal, sem formação profissional prévia ou qualquer vínculo contratual e sem qualquer tipo de remuneração.

O papel do cuidador informal passa por garantir que o idoso, no seu dia-a-dia, consegue alimentar-se de forma adequada, dormir e repousar, gerir adequadamente a sua medicação e vigiar os seus problemas de saúde, que consegue cuidar de si e do seu corpo de forma a manter um quotidiano digno e nas melhores condições possíveis. É, portanto, um papel complexo, não só pela exigência física e emocional que acarreta, mas também pelas alterações que introduz no seu próprio dia-a-dia.

Apesar da maioria das pessoas que desempenham esta função referirem que este é um papel que lhes proporciona um grande sentimento de prestabilidade e satisfação, principalmente quando sentem que o idoso está bem e igualmente satisfeito, é também uma missão de grande cansaço e desalento.

Cuidar de um idoso dependente é uma missão árdua que envolve compromisso e dedicação e, por isso mesmo, não podemos remetê-la para a invisibilidade da esfera privada, como uma função sem relevância social.

Muitas destas pessoas referem frequentemente problemas de falta de apoio e falta de tempo para si próprias. Os sentimentos de solidão, tristeza e depressão são comuns. Muitas têm que recorrer a terapêutica para controlar os sintomas de ansiedade ou para conseguir dormir, e descuidam o seu próprio auto-cuidado ou o cuidado dos seus dependentes (como os seus filhos, por exemplo), em detrimento do cuidado do outro.

OBSTÁCULOS COM QUE SE DEFRONTAM

A política pública de cuidados de saúde tem desenvolvido, ao longo dos tempos e de forma a acompanhar as necessidades expressas, variadas formas de apoio e cuidados aos idosos dependentes. Contudo, em alguns países, nomeadamente em Portugal, a família continua a ser a unidade básica na prestação de cuidados.

Apesar dos cuidados aos mais dependentes estarem largamente institucionalizados, as respostas sociais não são suficientes e, por isso, continua a apelar-se à responsabilidade das famílias pelos seus elementos mais vulneráveis.

A legislação nacional actual, no que concerne aos cuidados continuados, define que são destinatários das Unidade e Equipas da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) as pessoas em situação de dependência funcional, transitória decorrente do processo de convalescença ou outro; de dependência funcional prolongada; pessoas idosas em situação de fragilidade; incapacidade grave, com forte impacto psicossocial; doença severa, em fase avançada ou terminal. No entanto, as enormes insuficiências, sejam elas a falta de camas ou a falta de profissionais, deixam cerca de 90% da população com mais de 65 anos, com baixo acesso a cuidados continuados.

Portugal é, em simultâneo, o país onde existe uma das menores taxas de cobertura de cuidados formais e o país da Europa com maior taxa de cuidados domiciliários informais.

O Estado, não está, portanto, a conseguir garantir as respostas que deveria dar às famílias e às pessoas que por dependência funcional, fragilidade, ou incapacidade necessitam de continuidade de cuidados.

Tendo em conta este cenário, torna-se imperativo cuidar de quem cuida e valorizar o papel dos cuidadores e não ficarmos indiferentes a todo a complexidade inerente ao acto de cuidar.

É fundamental aumentar a consciencialização sobre o contributo significativo dos cuidadores informais para a sociedade, e em particular no contexto do sistema de saúde, serviço social e economia do país.

Garantir, que são dadas condições para que as famílias possam cuidar, em ambiente domiciliário, dos seus ascendentes e descendentes em situação de dependência, que possam gozar dos seus direitos e de apoios específicos que valorizem os cuidados que são prestados pelos mesmos e que, por último, os cuidadores informais não sejam prejudicados nem a nível profissional, nem a nível pessoal.

A importância da elaboração do Estatuto do Cuidador que lhe confira protecção e reconhecimento, torna-se premente, na medida em que se prevê no futuro, um aumento substancial do envelhecimento da população.

*O autor não escreve segundo o acordo ortográfico.

                                                                                                               Por:Rita Amaro, Psicóloga Clínica,C.P.:16527–ISCMFA

Foto:PV

Artigo de opinião – Papel do Terapeuta da Fala na Respiração Oral

0tpO seu filho respira pela boca e não sabe o que fazer?

Cada vez mais se observam crianças que respiram pela boca. Este hábito é frequente na infância (cerca de 30% das crianças) e conduz a diversas consequências no crescimento e desenvolvimento global. Uma criança, que apresenta uma respiração oral constante, pode apresentar-se mais agitada, com sonolência diurna, o que pode influenciar os resultados escolares (isto porque o cérebro recebe menor quantidade de oxigénio). Assim, é necessário que exista uma intervenção multidisciplinar com um acompanhamento efetuado por vários profissionais de saúde: otorrinolaringologista, terapeuta da fala, ortodontista, entre outros, dependendo do caso em questão. É extremamente importante que os pais/cuidadores estejam conscientes que quanto mais tarde se deteta o hábito, mais difícil é de o reverter e de diminuir os impactos do mesmo.

O primeiro profissional responsável pela avaliação médica é o Otorrinolaringologista, com o intuito de identificar as causas deste hábito. Antes de consultar o Terapeuta da Fala, é importante descartar a hipótese de uma causa orgânica, que futuramente poderá levar a uma amigdalectomia e/ou adenoidectomia ou ao tratamento farmacológico.

As consequências estruturais e funcionais da respiração oral, muitas vezes, são irreversíveis de forma espontânea. O Terapeuta da Fala é o profissional responsável pela intervenção ao nível da motricidade orofacial e tem como principais objetivos promover a harmonia das funções estomatognáticas (respiração, fala, mastigação, deglutição e sucção), propiciando um equilíbrio miofuncional. Portanto, tem um papel ativo nos casos de reabilitação dos respiradores orais.

Neste seguimento e numa primeira fase, a intervenção foca-se na consciencialização da criança e da família, realçando a importância da respiração oral. Posteriormente, direciona-se para a componente muscular, onde se destaca a correção da tonicidade, da postura e do movimento dos músculos envolvidos nas funções estomatognáticas. É neste sentido que o Terapeuta da Fala pode contribuir para a qualidade de vida destas crianças.

Em jeito de conclusão, ficam algumas ideias de tarefas que as famílias podem efetuar com a criança. Como já foi referido em outras publicações, a intervenção da família é tão ou mais importante que as sessões terapêuticas:

  • Limpar bem o nariz da criança com soro fisiológico;
  • Fazer bolinhas de sabão inspirando pelo nariz e expirando pela boca;
  • Segurar uma espátula entre os lábios ao pintar, fazer um puzzle ou ver um filme.

*É de referir que o artigo aborda as crianças, mas o mesmo sucede quando o público-alvo são os adultos.

Em caso de dúvidas, não hesite em consultar o Terapeuta da Fala. Uma intervenção precoce pode mudar a vida da criança e da família.

Por:Ana Carolina Melo Marques – Terapeuta da Fala na APSCDFA

 

 

 

 

 

Artigo de opinião–REDES SOCIAIS OU ASSOCIAIS?

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Mó digital

REDES SOCIAIS OU ASSOCIAIS?

A internet mudou significativamente a maneira como nos comunicamos e percebemos o mundo. Graças a ela, temos acesso a toda a informação à distância de apenas um “clique”.

A distância não existe mais, e a comunicação é instantânea.

Comummente, são relatadas histórias em que a internet, nomeadamente as redes sociais, têm um papel meritório na promoção do reencontro de pessoas, bem como na aproximação de outras que por imposição geográfica se encontram distantes.

Todavia, regista-se uma diminuição acentuada do contacto social “face to face” (cara a cara), levando as pessoas a deixar de praticar competências sociais como a empatia, o contacto visual e a leitura emocional do outro. De facto, é mais fácil investir na imagem que projectamos virtualmente de nós do que na nossa verdadeira imagem, investir mais em relações virtuais, acessíveis e práticas do que nas reais, que implicam ir ao encontro do outro.

De forma paradoxal, nunca estivemos tão ligados entre nós – as redes sociais, são a prova “viva” disso – e nunca nos sentimos tão sozinhos e com tanta necessidade de falar e comunicar.

As redes sociais tornaram-se então, autênticos “esconderijos emocionais”, pois, na maioria das vezes, não favorecem o conhecimento, a reflexão, a prudência e o auto-controlo.

Assiste-se a uma efervescência da impulsividade, da superficialidade, da expressão de sentimentos discriminatórios e a uma indiscriminada manifestação de comportamentos preconceituosos.

A afirmação narcísica das pessoas, a agressividade e os juízos de valor sobre tudo e sobre nada, passa a ser o lema.

Mas porque é que isto acontecerá?

A falta de tempo e as frustrações do dia-a-dia, podem justificar a permanência cada vez maior das pessoas nas redes sociais, na medida em que, “aqui” tudo é imediato e cómodo e a gratificação e o reconhecimento são instantâneos.

Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh avaliou o comportamento de 1,8 mil pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 32 anos e encontrou uma correlação entre o uso das redes sociais e a probabilidade de desenvolver depressão, baixa auto-estima e isolamento. A pesquisa conclui que não são as redes sociais que provocam depressão, mas que, com o acesso exagerado, a tendência a ficar deprimido aumenta.

A fronteira entre o que é uma utilização saudável das redes sociais e o uso excessivo é definida pelo bom senso. O equilíbrio que procuramos no dia-a-dia (conjugando momentos de prazer com trabalho, contrabalançando partilha com privacidade) aplica-se também às redes sociais. É necessário evitar os extremos e as dependências, tanto na vida real como na virtual.

As redes sociais são, efectivamente, uma ferramenta com múltiplas possibilidades, descartá-las ou não lhes dar a devida atenção seria não aceitar que vivemos em plena Era da informação e do conhecimento.

Assim, cabe a cada um de nós, ter senso crítico na utilização desta ferramenta. Cada um deverá definir o seu ponto de equilíbrio, entre ser utilizador ou escravo do sistema.

*O autor não escreve segundo o acordo ortográfico.

Psicóloga Clínica, Rita Amaro–ISCMFA

 C.P.: 16527

Artigo de opinião–A Importância da Respiração

aop Será a respiração uma função inata com a qual não precisamos de nos preocupar?

A respiração é um processo fisiológico que se dedica à troca de oxigénio e dióxido de carbono com o meio ambiente, pelo que é uma das funções vitais. A respiração nasal, a par da mastigação, favorece o crescimento craniofacial e portanto mantém saudáveis as estruturas orofaciais.

Fisiologicamente, a via nasal é a principal em todo o processo respiratório. O nariz favorece a filtração, humidificação e o aquecimento do ar. Todas estas características são promotoras de um sono adequado, de menores infeções (otites e/ou amigdalites) e de um crescimento facial harmonioso.

A respiração é uma característica tão inata, que por vezes desvalorizam-se alguns sinais atípicos que só uma equipa multidisciplinar (Terapeuta da Fala, Otorrinolaringologista, Ortodontista, entre outros) consegue detetar, avaliar e intervir corretamente, minimizando os impactos na vida das pessoas.

Quando ocorre uma modificação na função respiratória, pode desencadear-se um padrão de respiração oral, que consequentaopiemente desencadeia alterações miofuncionais e também no sistema estomatognático. Este padrão pode causar diversas alterações ao nível da fala (fonética), da linguagem (fonologia), do processamento auditivo e até nas competências cognitivas (atenção e memória).

Apesar de ser muito mais vantajoso efetuar-se uma respiração nasal, a hipertrofia das amígdalas e/ou adenoides, a flacidez dos músculos faciais, a rinite, as alergias respiratórias e o desvio do septo nasal podem alterar o padrão respiratório e torná-lo oral. É preciso salientar que a respiração oral só se torna um problema quando se torna um hábito. Quando se adota constantemente essa respiração, as consequências variam de acordo com a causa do hábito, a idade da pessoa e o tempo de instalação desta alteração. As repercussões podem relacionar-se com alterações na forma e posicionamento de estruturas rígidas (ossos faciais e dentes), na função e posicionamento dos músculos orofaciais e na postura global. Todas as alterações referidas implicam possíveis dificuldades na fala, mastigação e deglutição.

Os respiradores orais evidenciam alguns sinais que podem ser observados, com alguma facilidade, por um profissional especializado. Deste modo, os sinais mais comuns relacionam-se com alterações na fala, alterações na mastigação (sendo esta unilateral), otites frequentes, olheiras, alterações no sono, alterações na postura corporal, face alongada e assimétrica, má oclusão dentária, palato alto e estreito, alterações no paladar e no olfato, lábios secos, flacidez nos músculos da mastigação, cansaço frequente, baba noturna, reduzido rendimento físico e intelectual e tensão do músculo do queixo.

Quando identificar algum dos sinais apresentados deve consultar o Terapeuta da Fala. Quando mais cedo for identificada a causa deste hábito, melhores serão os resultados obtidos na terapia. Não se esqueça que a intervenção precoce é a chave de um maior sucesso na intervenção!

No próximo mês fique a saber o que deve fazer caso o seu filho apresente uma respiração oral e qual é o papel do Terapeuta da Fala nestas situações!

Um Feliz 2017 a todos os leitores! Que este ano seja tão bom ou melhor que no de 2016 !

Por:Ana Carolina Marques- Terapeuta da Fala na APSCDFA

Artigo de opinião – Almaraz – O barril de pólvora?

(Por:Bruno Costa)

1525594_715250398500024_1212269316_nEm 2006, fiz um trabalho para uma disciplina do curso de Engenharia do Ambiente sobre os pontos positivos e negativos da energia nuclear em Portugal. Nessa altura, que não foi assim há muitos anos, tinha uma imagem que o nosso país teria mais pontos positivos do que negativos na implementação de uma central nuclear. Pensava eu que o nosso país teria; 1) uma energia mais barata face ao “ouro negro”, 2) aumentaríamos a competitividade e por consequência 3) as contas públicas do país, sem nunca ter olhado em detalhe, nessa altura, para os muitos pontos negativos existentes, como é exemplo disso o risco de acidente por falha humana e/ou técnica.

Felizmente que o ser humano está em constante evolução e, dois anos depois, a tomar um cafezinho, tive a feliz ideia de trocar impressões com um professor de curso sobre o assunto, o que fez alterar a minha visão e acicatar a minha curiosidade sobre o tema.

Hoje, mais maduro e com as ideias mais arrumadinhas, congratulo-me que as políticas energéticas que Portugal traçou nos últimos anos tenham ido ao encontro da energia renovável ao invés da energia nuclear. Admito, de uma forma intuitiva, que a estratégia seguida para as energias limpas – eólica, hídrica e solar – tenham sido um pouco mais dispendiosas para o erário público mas, com toda a certeza, prefiro pagar impostos para a produção de uma energia limpa do que contribuir para o financiamento de um barril de pólvora.

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Foto:Eco.com

Lembram-se do desastre catastrófico ocorrido Chernobil – abril/1986 – e em Fukushima – março/2011? É aqui que entra a famosa e triste história da central de Almaraz tão falada nos últimos dias.

Almaraz é uma central nuclear em Cáceres (Espanha) que fica situada junto ao Rio Tejo e faz fronteira com os distritos de Castelo Branco e Portalegre. Foi construída em 1972 e entrou em funcionamento no início de 1981. Há 36 anos.

É de conhecimento público, depois de uma fiscalização do Conselho de Segurança Nuclear, que passados estes anos todos as instalações da central nuclear estão completamente antiquadas e com graves problemas de segurança, semelhantes aos ocorridos na Central de Fukushima.

Nos últimos anos ocorreram mais de 55 incidentes quer por falha técnica quer por falha humana, tais como; 1) corrosões e ruturas das tubagens, 2) fugas gasosas e de água, 3) paragens forçadas ou 4) falhas nos sistemas de refrigeração dos reatores. Adicionando a estes pontos o facto da potência instalada na central ser igual a 2.093 MW, ou seja, uma bagatela comparada com a produção elétrica total de Espanha – 100.000 MW -, estão reunidas as razões suficientes para o encerramento da arcaica central.

Como verificado, para além de não ser fiável e estar obsoleta, cada ano que passa o risco de catástrofe para Portugal e Espanha aumenta logo, estou completamente em desacordo com o alargamento até 8 de junho de 2020 da licença por parte das entidades Espanholas.

Para além de não conseguirem constatar os factos anteriores, a vizinha Espanha, à semelhança de outros países da Europa, olha para Portugal de uma maneira rude e autoritária tendo-se esquecido que para a construção de uma aterro para este tipo de resíduos, as leis comunitárias, obrigam à existência de uma avaliação de impactos ambientais transfronteiriços!

Sei que os “nuestros hermanos” querem ver os resíduos nucleares o mais longe possível de Madrid. Nós, aqui em Portugal, não queremos um rio Tejo, que entra pela linda localidade de Vila Velha de Ródão e desagua em Lisboa, inundado de radiações provocando uma catástrofe nacional e geracional, semelhante a Chernobil e Fukushima.

Face ao exposto, apelo ao Sr.º Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que reúna todos os esforços e diligências necessárias junto das entidades competentes para parar este barril de pólvora e, continuar a acautelar o interesse nacional perante todas as fontes de poluição, sejam eles hídricas ou atmosféricas. Desejo com isto que, sejamos preventivos neste caso como fomos em 1986 quando eles, os vizinhos, nos ameaçaram que enterrariam os resíduos nucleares junto ao Douro internacional.

Desafio: A Comunidade Europeia deveria criar, com urgência, 1) uma regulamentação para calendarizar o fecho das centrais nucleares e 2) programas de sensibilização na sociedade intitulada “Sejamos ativos hoje para não sermos reativos amanhã”. Pois, em meu entendimento, é sempre preferível colocar em primeiro lugar a segurança e a saúde pública do que andarmos a jogar à roleta russa.

Acredito que a Comissão Europeia irá atuar em conformidade com as Diretivas Europeias definidas. Se isso não acontecer?

Bem, se isso não acontecer e for católico, reze, reze muito. Se tiver outra religião, reze, reze muito.

Artigo de opinião – Alterações Climáticas – As peças de xadrez

climate-change_650x488_61439352812-650x450O meio ambiente tem no poder decisivo e regulatório as suas figuras principais, ficando para segundo plano o cidadão comum que, sendo fundamental, é colocado em grande medida de lado.

Tenho por hábito comparar o meio ambiente a um jogo de xadrez – muito estratégico, muito tático, imprevisível e acima de tudo a não depender do fator sorte.

Num tabuleiro de xadrez para além das figuras principais e teoricamente mais fortes – torre, cavalo, bispo, rei e rainha – existem as figuras secundárias mais frágeis e por vezes desprotegidas – os peões. O meio ambiente tem no poder decisivo e regulatório as suas figuras principais, ficando para segundo plano o cidadão comum que, sendo fundamental, é colocado em grande medida de lado.

No peão, ou melhor, no cidadão comum existe uma faixa geracional importante que poderá ajudar a alterar o rumo das alterações climáticas, para isso, basta não ser derrubado às primeiras jogadas. Para evitar tal acontecimento trágico é essencial que o poder decisivo, local e/ou nacional, os insira na discussão e na decisão final.

Na minha ótica, não basta o poder decisivo expelir no seu discurso diário os chavões já conhecidos, como são exemplos; 1) “prefiram os transportes públicos”; 2) “andem mais a pé e evitem o transporte pessoal”; 3) “consumam produtos biológicos”; 4) “comprem produtos amigos do ambiente”; 5) “façam a separação dos resíduos em casa”; 6) “plantem árvores”, 7) “poupem energia” mas, para além destes “chavões” importantes, é necessário incentivar as novas gerações a não emigrarem e proporcionar-lhes condições de inserção na discussão pública para que, todos juntos, possamos contribuir para um ambiente mais saudável e, consequentemente, mitigar as causas das alterações climáticas.

Desafio: Porque não criar grupos de trabalho, com os “peões”, em juntas de freguesias, câmaras municipais, associações ambientais, escolas secundárias, universidades e empresas com o objetivo de permutar ideias sobre as alterações climáticas?

Como já constataram, uma das minhas preocupações para o ano de 2017 – ao contrário de Trump – são as alterações climáticas, uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas que o planeta e a humanidade enfrenta nos dias de hoje. Tenho consciência que a adaptação far-se-á de forma lenta e ao ritmo das necessidades, mas o ser humano tem uma enorme capacidade de adaptação e, à medida que as alterações climáticas a isso o obriguem, ele adaptar-se-á.

Tive a sorte que a minha namorada, neste Natal, brindou-me com o novo livro da Luísa Schmidt, intitulado “Portugal: Ambientes de Mudança”, que faz um retrato ambiental do nosso país nos últimos 25 anos. Das páginas que já tive o prazer de ler, congratulo-me que as ideias principais da autora vão ao encontro das diferentes ideias que tenho vindo a arrumar e a aperfeiçoar ao longo dos últimos anos: Preocupação, Educação, Interesses e Políticas.

A nível mundial, o novo secretário-geral da ONU, o nosso António Guterres, no seu discurso de tomada de posse, no dia 12/12/2016, afirmou que o combate das alterações climáticas irá ser “imparável”, o que, para alterar mentalidades despreocupadas, é certamente uma boa jogada de uma figura principal no nosso tabuleiro de xadrez.

Por cá, Portugal, num passado não muito longínquo, deu sinais da sua preocupação ao querer minimizar as emissões de CO2, como foram algumas das medidas já implementados de elevado efeito prático, das quais destaco 1) a aposta nas energias renováveis – em 2016, foram responsáveis por cerca de 57% do consumo de eletricidade e ainda houve exportações e 2) a aposta na diminuição da produção de resíduos, através da educação e sensibilização ambiental – aqui destaco o papel das escolas e da sociedade ponto verde.

Mas isto não chega. Para complemento das boas práticas, está na altura de melhorarmos ainda mais a temática, dando voz ativa às novas gerações preocupadas. É importante elas deixarem de ser meros peões num tabuleiro gasto de xadrez.

Jorge Palma, na música “A Gente Vai Continuar” afirma; “o sistema é antigo e não poupa ninguém” … será mesmo assim?
Se temos dos jovens mais bem qualificados da Europa, com conhecimentos acima da média e sem vícios do “sistema”, porque não começar a ouvi-los? Porque não renovar as peças de xadrez desse tabuleiro gasto pelo tempo?

Num jog1525594_715250398500024_1212269316_no de xadrez, por vezes, o peão faz xeque-mate ao rei.

Por:Bruno Costa

Foto:CEO Lusófono

Loja Ricardo Mota vencedora

15965872_1183405645083511_8698520680374288854_nCom o objetivo de contribuir para a dinamização, promoção, atratividade e divulgação do comércio local, o Município de Gouveia, em parceria com a Agência de Desenvolvimento e Negócios de Gouveia, promoveram um Concurso de Montras de Natal.

O concurso de Montras decorreu de 3 de dezembro de 2016 a 5 de janeiro de 2017, cujo prémio é um fim-de-semana no Douro para duas pessoas, para a montra mais bonita, atribuído à Loja Ricardo Mota.

O resultado foi apresentado no espetáculo de encerramento das atividades de Natal, no Cantar das Janeiras, que decorreu no dia 6 de janeiro, no Teatro Cine de Gouveia.

Foram a concurso 28 montras, que foram avaliadas por um júri composto por três elementos, pela Drª Teresa Borges (vereadora do Município de Gouveia), em representação do Município de Gouveia, pelo Dr. Paulo Garcia, representante da ADNG, e pelo Dr. Nelson Augusto, vitrinista, que elegeram a montra vencedora e quatro montras com menção honrosa, através dos seguintes tópicos: harmonia e estético do conjunto; originalidade, criatividades, materiais utilizados (iluminação, cores, formas e materiais).

Montra vencedora – Fim-de-semana no Douro para duas pessoas
Loja Ricardo Mota

Menções honrosas
Café Lá na Praça
Loja Mercadinho
Óptica Gémeas
Hotel Eurosol Gouveia

Por:Mun.Gouveia

 

Artigo de opinião–Durmo as 8 horas indicadas e ando sempre com sono

aopA sonolência diurna é uma das principais causas de acidentes de viação e no trabalho. Esta nem sempre é devida a noites “dormidas à pressa” nem a patologia psiquiátrica. A Síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é uma doença muito comum, estimando-se que cerca de 4% dos homens de meia-idade sofrem desta doença.

A SAOS consiste numa obstrução das vias respiratórias durante o sono. Esta obstrução leva a um despertar momentâneo, que na grande maioria das vezes o doente não se recorda no dia seguinte. Os múltiplos despertares fazem com que o sono não seja reparador, causando sonolência diurna.

As consequências desta doença podem ir desde a simples mas perigosa sonolência durante o dia ao desenvolvimento de doenças como a hipertensão, depressão e alterações cognitivas.

O tratamento desta doença baseia-se numa primeira fase numa diminuição do peso, restrição do consumo de bebidas alcoólicas e de toma de sedativos, podendo ser necessário em casos resistentes o uso de um dispositivo que ajuda a manter as vias aéreas permeáveis durante a noite, o CPAP (continuous positive airway pressure)

Por:Pedro Oliveira—–afetivamente.blog

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