Templates by BIGtheme NET
Home » Artigos de Opinião (page 2)

Artigos de Opinião

Artigo de opinião–REDES SOCIAIS OU ASSOCIAIS?

0001

Mó digital

REDES SOCIAIS OU ASSOCIAIS?

A internet mudou significativamente a maneira como nos comunicamos e percebemos o mundo. Graças a ela, temos acesso a toda a informação à distância de apenas um “clique”.

A distância não existe mais, e a comunicação é instantânea.

Comummente, são relatadas histórias em que a internet, nomeadamente as redes sociais, têm um papel meritório na promoção do reencontro de pessoas, bem como na aproximação de outras que por imposição geográfica se encontram distantes.

Todavia, regista-se uma diminuição acentuada do contacto social “face to face” (cara a cara), levando as pessoas a deixar de praticar competências sociais como a empatia, o contacto visual e a leitura emocional do outro. De facto, é mais fácil investir na imagem que projectamos virtualmente de nós do que na nossa verdadeira imagem, investir mais em relações virtuais, acessíveis e práticas do que nas reais, que implicam ir ao encontro do outro.

De forma paradoxal, nunca estivemos tão ligados entre nós – as redes sociais, são a prova “viva” disso – e nunca nos sentimos tão sozinhos e com tanta necessidade de falar e comunicar.

As redes sociais tornaram-se então, autênticos “esconderijos emocionais”, pois, na maioria das vezes, não favorecem o conhecimento, a reflexão, a prudência e o auto-controlo.

Assiste-se a uma efervescência da impulsividade, da superficialidade, da expressão de sentimentos discriminatórios e a uma indiscriminada manifestação de comportamentos preconceituosos.

A afirmação narcísica das pessoas, a agressividade e os juízos de valor sobre tudo e sobre nada, passa a ser o lema.

Mas porque é que isto acontecerá?

A falta de tempo e as frustrações do dia-a-dia, podem justificar a permanência cada vez maior das pessoas nas redes sociais, na medida em que, “aqui” tudo é imediato e cómodo e a gratificação e o reconhecimento são instantâneos.

Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh avaliou o comportamento de 1,8 mil pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 32 anos e encontrou uma correlação entre o uso das redes sociais e a probabilidade de desenvolver depressão, baixa auto-estima e isolamento. A pesquisa conclui que não são as redes sociais que provocam depressão, mas que, com o acesso exagerado, a tendência a ficar deprimido aumenta.

A fronteira entre o que é uma utilização saudável das redes sociais e o uso excessivo é definida pelo bom senso. O equilíbrio que procuramos no dia-a-dia (conjugando momentos de prazer com trabalho, contrabalançando partilha com privacidade) aplica-se também às redes sociais. É necessário evitar os extremos e as dependências, tanto na vida real como na virtual.

As redes sociais são, efectivamente, uma ferramenta com múltiplas possibilidades, descartá-las ou não lhes dar a devida atenção seria não aceitar que vivemos em plena Era da informação e do conhecimento.

Assim, cabe a cada um de nós, ter senso crítico na utilização desta ferramenta. Cada um deverá definir o seu ponto de equilíbrio, entre ser utilizador ou escravo do sistema.

*O autor não escreve segundo o acordo ortográfico.

Psicóloga Clínica, Rita Amaro–ISCMFA

 C.P.: 16527

Artigo de opinião–A Importância da Respiração

aop Será a respiração uma função inata com a qual não precisamos de nos preocupar?

A respiração é um processo fisiológico que se dedica à troca de oxigénio e dióxido de carbono com o meio ambiente, pelo que é uma das funções vitais. A respiração nasal, a par da mastigação, favorece o crescimento craniofacial e portanto mantém saudáveis as estruturas orofaciais.

Fisiologicamente, a via nasal é a principal em todo o processo respiratório. O nariz favorece a filtração, humidificação e o aquecimento do ar. Todas estas características são promotoras de um sono adequado, de menores infeções (otites e/ou amigdalites) e de um crescimento facial harmonioso.

A respiração é uma característica tão inata, que por vezes desvalorizam-se alguns sinais atípicos que só uma equipa multidisciplinar (Terapeuta da Fala, Otorrinolaringologista, Ortodontista, entre outros) consegue detetar, avaliar e intervir corretamente, minimizando os impactos na vida das pessoas.

Quando ocorre uma modificação na função respiratória, pode desencadear-se um padrão de respiração oral, que consequentaopiemente desencadeia alterações miofuncionais e também no sistema estomatognático. Este padrão pode causar diversas alterações ao nível da fala (fonética), da linguagem (fonologia), do processamento auditivo e até nas competências cognitivas (atenção e memória).

Apesar de ser muito mais vantajoso efetuar-se uma respiração nasal, a hipertrofia das amígdalas e/ou adenoides, a flacidez dos músculos faciais, a rinite, as alergias respiratórias e o desvio do septo nasal podem alterar o padrão respiratório e torná-lo oral. É preciso salientar que a respiração oral só se torna um problema quando se torna um hábito. Quando se adota constantemente essa respiração, as consequências variam de acordo com a causa do hábito, a idade da pessoa e o tempo de instalação desta alteração. As repercussões podem relacionar-se com alterações na forma e posicionamento de estruturas rígidas (ossos faciais e dentes), na função e posicionamento dos músculos orofaciais e na postura global. Todas as alterações referidas implicam possíveis dificuldades na fala, mastigação e deglutição.

Os respiradores orais evidenciam alguns sinais que podem ser observados, com alguma facilidade, por um profissional especializado. Deste modo, os sinais mais comuns relacionam-se com alterações na fala, alterações na mastigação (sendo esta unilateral), otites frequentes, olheiras, alterações no sono, alterações na postura corporal, face alongada e assimétrica, má oclusão dentária, palato alto e estreito, alterações no paladar e no olfato, lábios secos, flacidez nos músculos da mastigação, cansaço frequente, baba noturna, reduzido rendimento físico e intelectual e tensão do músculo do queixo.

Quando identificar algum dos sinais apresentados deve consultar o Terapeuta da Fala. Quando mais cedo for identificada a causa deste hábito, melhores serão os resultados obtidos na terapia. Não se esqueça que a intervenção precoce é a chave de um maior sucesso na intervenção!

No próximo mês fique a saber o que deve fazer caso o seu filho apresente uma respiração oral e qual é o papel do Terapeuta da Fala nestas situações!

Um Feliz 2017 a todos os leitores! Que este ano seja tão bom ou melhor que no de 2016 !

Por:Ana Carolina Marques- Terapeuta da Fala na APSCDFA

Artigo de opinião – Almaraz – O barril de pólvora?

(Por:Bruno Costa)

1525594_715250398500024_1212269316_nEm 2006, fiz um trabalho para uma disciplina do curso de Engenharia do Ambiente sobre os pontos positivos e negativos da energia nuclear em Portugal. Nessa altura, que não foi assim há muitos anos, tinha uma imagem que o nosso país teria mais pontos positivos do que negativos na implementação de uma central nuclear. Pensava eu que o nosso país teria; 1) uma energia mais barata face ao “ouro negro”, 2) aumentaríamos a competitividade e por consequência 3) as contas públicas do país, sem nunca ter olhado em detalhe, nessa altura, para os muitos pontos negativos existentes, como é exemplo disso o risco de acidente por falha humana e/ou técnica.

Felizmente que o ser humano está em constante evolução e, dois anos depois, a tomar um cafezinho, tive a feliz ideia de trocar impressões com um professor de curso sobre o assunto, o que fez alterar a minha visão e acicatar a minha curiosidade sobre o tema.

Hoje, mais maduro e com as ideias mais arrumadinhas, congratulo-me que as políticas energéticas que Portugal traçou nos últimos anos tenham ido ao encontro da energia renovável ao invés da energia nuclear. Admito, de uma forma intuitiva, que a estratégia seguida para as energias limpas – eólica, hídrica e solar – tenham sido um pouco mais dispendiosas para o erário público mas, com toda a certeza, prefiro pagar impostos para a produção de uma energia limpa do que contribuir para o financiamento de um barril de pólvora.

almaraz

Foto:Eco.com

Lembram-se do desastre catastrófico ocorrido Chernobil – abril/1986 – e em Fukushima – março/2011? É aqui que entra a famosa e triste história da central de Almaraz tão falada nos últimos dias.

Almaraz é uma central nuclear em Cáceres (Espanha) que fica situada junto ao Rio Tejo e faz fronteira com os distritos de Castelo Branco e Portalegre. Foi construída em 1972 e entrou em funcionamento no início de 1981. Há 36 anos.

É de conhecimento público, depois de uma fiscalização do Conselho de Segurança Nuclear, que passados estes anos todos as instalações da central nuclear estão completamente antiquadas e com graves problemas de segurança, semelhantes aos ocorridos na Central de Fukushima.

Nos últimos anos ocorreram mais de 55 incidentes quer por falha técnica quer por falha humana, tais como; 1) corrosões e ruturas das tubagens, 2) fugas gasosas e de água, 3) paragens forçadas ou 4) falhas nos sistemas de refrigeração dos reatores. Adicionando a estes pontos o facto da potência instalada na central ser igual a 2.093 MW, ou seja, uma bagatela comparada com a produção elétrica total de Espanha – 100.000 MW -, estão reunidas as razões suficientes para o encerramento da arcaica central.

Como verificado, para além de não ser fiável e estar obsoleta, cada ano que passa o risco de catástrofe para Portugal e Espanha aumenta logo, estou completamente em desacordo com o alargamento até 8 de junho de 2020 da licença por parte das entidades Espanholas.

Para além de não conseguirem constatar os factos anteriores, a vizinha Espanha, à semelhança de outros países da Europa, olha para Portugal de uma maneira rude e autoritária tendo-se esquecido que para a construção de uma aterro para este tipo de resíduos, as leis comunitárias, obrigam à existência de uma avaliação de impactos ambientais transfronteiriços!

Sei que os “nuestros hermanos” querem ver os resíduos nucleares o mais longe possível de Madrid. Nós, aqui em Portugal, não queremos um rio Tejo, que entra pela linda localidade de Vila Velha de Ródão e desagua em Lisboa, inundado de radiações provocando uma catástrofe nacional e geracional, semelhante a Chernobil e Fukushima.

Face ao exposto, apelo ao Sr.º Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que reúna todos os esforços e diligências necessárias junto das entidades competentes para parar este barril de pólvora e, continuar a acautelar o interesse nacional perante todas as fontes de poluição, sejam eles hídricas ou atmosféricas. Desejo com isto que, sejamos preventivos neste caso como fomos em 1986 quando eles, os vizinhos, nos ameaçaram que enterrariam os resíduos nucleares junto ao Douro internacional.

Desafio: A Comunidade Europeia deveria criar, com urgência, 1) uma regulamentação para calendarizar o fecho das centrais nucleares e 2) programas de sensibilização na sociedade intitulada “Sejamos ativos hoje para não sermos reativos amanhã”. Pois, em meu entendimento, é sempre preferível colocar em primeiro lugar a segurança e a saúde pública do que andarmos a jogar à roleta russa.

Acredito que a Comissão Europeia irá atuar em conformidade com as Diretivas Europeias definidas. Se isso não acontecer?

Bem, se isso não acontecer e for católico, reze, reze muito. Se tiver outra religião, reze, reze muito.

Artigo de opinião – Alterações Climáticas – As peças de xadrez

climate-change_650x488_61439352812-650x450O meio ambiente tem no poder decisivo e regulatório as suas figuras principais, ficando para segundo plano o cidadão comum que, sendo fundamental, é colocado em grande medida de lado.

Tenho por hábito comparar o meio ambiente a um jogo de xadrez – muito estratégico, muito tático, imprevisível e acima de tudo a não depender do fator sorte.

Num tabuleiro de xadrez para além das figuras principais e teoricamente mais fortes – torre, cavalo, bispo, rei e rainha – existem as figuras secundárias mais frágeis e por vezes desprotegidas – os peões. O meio ambiente tem no poder decisivo e regulatório as suas figuras principais, ficando para segundo plano o cidadão comum que, sendo fundamental, é colocado em grande medida de lado.

No peão, ou melhor, no cidadão comum existe uma faixa geracional importante que poderá ajudar a alterar o rumo das alterações climáticas, para isso, basta não ser derrubado às primeiras jogadas. Para evitar tal acontecimento trágico é essencial que o poder decisivo, local e/ou nacional, os insira na discussão e na decisão final.

Na minha ótica, não basta o poder decisivo expelir no seu discurso diário os chavões já conhecidos, como são exemplos; 1) “prefiram os transportes públicos”; 2) “andem mais a pé e evitem o transporte pessoal”; 3) “consumam produtos biológicos”; 4) “comprem produtos amigos do ambiente”; 5) “façam a separação dos resíduos em casa”; 6) “plantem árvores”, 7) “poupem energia” mas, para além destes “chavões” importantes, é necessário incentivar as novas gerações a não emigrarem e proporcionar-lhes condições de inserção na discussão pública para que, todos juntos, possamos contribuir para um ambiente mais saudável e, consequentemente, mitigar as causas das alterações climáticas.

Desafio: Porque não criar grupos de trabalho, com os “peões”, em juntas de freguesias, câmaras municipais, associações ambientais, escolas secundárias, universidades e empresas com o objetivo de permutar ideias sobre as alterações climáticas?

Como já constataram, uma das minhas preocupações para o ano de 2017 – ao contrário de Trump – são as alterações climáticas, uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas que o planeta e a humanidade enfrenta nos dias de hoje. Tenho consciência que a adaptação far-se-á de forma lenta e ao ritmo das necessidades, mas o ser humano tem uma enorme capacidade de adaptação e, à medida que as alterações climáticas a isso o obriguem, ele adaptar-se-á.

Tive a sorte que a minha namorada, neste Natal, brindou-me com o novo livro da Luísa Schmidt, intitulado “Portugal: Ambientes de Mudança”, que faz um retrato ambiental do nosso país nos últimos 25 anos. Das páginas que já tive o prazer de ler, congratulo-me que as ideias principais da autora vão ao encontro das diferentes ideias que tenho vindo a arrumar e a aperfeiçoar ao longo dos últimos anos: Preocupação, Educação, Interesses e Políticas.

A nível mundial, o novo secretário-geral da ONU, o nosso António Guterres, no seu discurso de tomada de posse, no dia 12/12/2016, afirmou que o combate das alterações climáticas irá ser “imparável”, o que, para alterar mentalidades despreocupadas, é certamente uma boa jogada de uma figura principal no nosso tabuleiro de xadrez.

Por cá, Portugal, num passado não muito longínquo, deu sinais da sua preocupação ao querer minimizar as emissões de CO2, como foram algumas das medidas já implementados de elevado efeito prático, das quais destaco 1) a aposta nas energias renováveis – em 2016, foram responsáveis por cerca de 57% do consumo de eletricidade e ainda houve exportações e 2) a aposta na diminuição da produção de resíduos, através da educação e sensibilização ambiental – aqui destaco o papel das escolas e da sociedade ponto verde.

Mas isto não chega. Para complemento das boas práticas, está na altura de melhorarmos ainda mais a temática, dando voz ativa às novas gerações preocupadas. É importante elas deixarem de ser meros peões num tabuleiro gasto de xadrez.

Jorge Palma, na música “A Gente Vai Continuar” afirma; “o sistema é antigo e não poupa ninguém” … será mesmo assim?
Se temos dos jovens mais bem qualificados da Europa, com conhecimentos acima da média e sem vícios do “sistema”, porque não começar a ouvi-los? Porque não renovar as peças de xadrez desse tabuleiro gasto pelo tempo?

Num jog1525594_715250398500024_1212269316_no de xadrez, por vezes, o peão faz xeque-mate ao rei.

Por:Bruno Costa

Foto:CEO Lusófono

Loja Ricardo Mota vencedora

15965872_1183405645083511_8698520680374288854_nCom o objetivo de contribuir para a dinamização, promoção, atratividade e divulgação do comércio local, o Município de Gouveia, em parceria com a Agência de Desenvolvimento e Negócios de Gouveia, promoveram um Concurso de Montras de Natal.

O concurso de Montras decorreu de 3 de dezembro de 2016 a 5 de janeiro de 2017, cujo prémio é um fim-de-semana no Douro para duas pessoas, para a montra mais bonita, atribuído à Loja Ricardo Mota.

O resultado foi apresentado no espetáculo de encerramento das atividades de Natal, no Cantar das Janeiras, que decorreu no dia 6 de janeiro, no Teatro Cine de Gouveia.

Foram a concurso 28 montras, que foram avaliadas por um júri composto por três elementos, pela Drª Teresa Borges (vereadora do Município de Gouveia), em representação do Município de Gouveia, pelo Dr. Paulo Garcia, representante da ADNG, e pelo Dr. Nelson Augusto, vitrinista, que elegeram a montra vencedora e quatro montras com menção honrosa, através dos seguintes tópicos: harmonia e estético do conjunto; originalidade, criatividades, materiais utilizados (iluminação, cores, formas e materiais).

Montra vencedora – Fim-de-semana no Douro para duas pessoas
Loja Ricardo Mota

Menções honrosas
Café Lá na Praça
Loja Mercadinho
Óptica Gémeas
Hotel Eurosol Gouveia

Por:Mun.Gouveia

 

Artigo de opinião–Durmo as 8 horas indicadas e ando sempre com sono

aopA sonolência diurna é uma das principais causas de acidentes de viação e no trabalho. Esta nem sempre é devida a noites “dormidas à pressa” nem a patologia psiquiátrica. A Síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é uma doença muito comum, estimando-se que cerca de 4% dos homens de meia-idade sofrem desta doença.

A SAOS consiste numa obstrução das vias respiratórias durante o sono. Esta obstrução leva a um despertar momentâneo, que na grande maioria das vezes o doente não se recorda no dia seguinte. Os múltiplos despertares fazem com que o sono não seja reparador, causando sonolência diurna.

As consequências desta doença podem ir desde a simples mas perigosa sonolência durante o dia ao desenvolvimento de doenças como a hipertensão, depressão e alterações cognitivas.

O tratamento desta doença baseia-se numa primeira fase numa diminuição do peso, restrição do consumo de bebidas alcoólicas e de toma de sedativos, podendo ser necessário em casos resistentes o uso de um dispositivo que ajuda a manter as vias aéreas permeáveis durante a noite, o CPAP (continuous positive airway pressure)

Por:Pedro Oliveira—–afetivamente.blog

Artigo de opinião–Consulta Psicológica e o trabalho do psicólogo

pcAs palavras psicólogo e psicologia estão cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia. Já não é algo estranho e completamente desconhecido, nem tão pouco associado apenas a pessoas com perturbações.

No entanto, o psicólogo ainda é comummente visto como alguém prescindível, sendo mais cómodo e “fácil” procurar o Médico de família ou um Psiquiatra, que recorrentemente prescreve medicação (antidepressivos, ansiolíticos, etc.), e no imediato pode solucionar o problema.

Mas, será que o problema fica resolvido?

Temporariamente, Talvez.

Recorrer à medicação pode ser necessário em alguns casos, como por exemplo, uma depressão grave ou uma esquizofrenia e funcionar como complemento da intervenção, mas não deve ser feita de forma isolada.

As especialidades devem agir complementarmente para obter melhores resultados, ajudando a resolver as questões que estão na origem do problema, e não só, a sua sintomatologia. Desta forma, o indivíduo conseguirá fazer o melhor uso possível das suas competências e assim lidar de forma eficaz com as adversidades e desafios que a vida lhe apresenta.

Quando se fala de consultas de Psicologia, de que falamos?

Primeiramente é necessário compreender que cada pessoa se ressente ao longo da sua vida daquilo que vai vivendo. Por dia, uma pessoa tem mais de um milhão de estímulos: cruza-se com diferentes pessoas, toma decisões, questiona-se sobre a sua existência, entre muitas outras coisas. Mas, nem sempre, sabe como “arrumar” essa informação. Não sabe como lidar com o stress, com a insegurança, a perda, indecisões, frustrações, até mesmo com as acções e reacções dos outros para consigo. Muitas vezes o próprio stress está relacionado com o facto de viver tanta coisa ao mesmo tempo e não saber como lidar com isso.

Nem sempre é fácil encontrar a pessoa certa com quem falar. A família e os amigos são uma opção, é certo, mas, a maior parte das vezes não sabem como ajudar, o que dizer, não sabem acolher a angústia que sentimos, a falta de energia, o coração apertado, o pânico que se instala ou a apatia.

Não são imparciais nem acríticos.

Na consulta Psicológica, existe um espaço concreto, o setting que pode ser entendido como um tipo de redoma maleável que envolve e ajuda a estabelecer a relação (de altos e baixos) entre paciente e Psicólogo. Fundamenta-se como uma condição para que o tratamento ocorra. Aqui, o indivíduo encontra um espaço acolhedor, de escuta activa e incondicional, onde os indivíduos conseguem mostrar verdadeiramente quem são, sem medo do julgamento dos outros, sem a pressão das suas expectativas, podendo aprender a gerir pensamentos disfuncionais causadores de sofrimento físico e psíquico.

O “simples” facto de podermos traduzir o que estamos a sentir por palavras, dá-nos por vezes, uma perspectiva que, de outra forma, não teríamos acesso.

O psicólogo, por seu turno, funciona como um organizador/reorganizador do estado interior da pessoa. É alguém que entra em nossa “casa” e vai ajudando a arrumar cada uma das divisões. Procura compreender as maiores dificuldades da pessoa e potenciar as suas qualidades. Sim, que não se pense que, para ir ao psicólogo temos de ter problemas ou dificuldades determinadas e/ ou determináveis. Pelo contrário. Muito do trabalho desenvolvido visa fomentar o que de melhor há no indivíduo, consciencializando-o das suas potencialidades e competências e promovendo o seu auto-conhecimento.

Sozinhos, muitas vezes, não conseguimos ver as situações com clareza nem nos apercebemos da quantidade de recursos internos positivos que temos. E isso, muitas vezes é o essencial para desimpedir o bloqueio que a pessoa sente e que a impede de ser prática e resolver as situações.

Na consulta, o psicólogo tenta perceber o que se passa, o que levou a pessoa a tomar a decisão de o procurar, faz algumas perguntas sobre a sua vida, com o objectivo de o compreender tal como é, na sua essência. Não está ali para julgar, nem as perguntas são feitas ao acaso, pelo contrário, esta primeira conversa que depois se estenderá pelas próximas, dão ao psicólogo informações valiosas para saber como poderá ajudar a pessoa e qual o melhor caminho terapêutico a seguir.

A consulta Psicológica apresenta várias finalidades, podendo intervir em situação de crise e/ou psicopatologia, em casos de doença física, em determinadas fases da vida, onde acontecimentos como rupturas relacionais, perdas afectivas e mudanças no dia-a-dia geram estados de ansiedade, colocando temporariamente em causa o equilíbrio psíquico. Permite ao indivíduo obter um maior conhecimento acerca de si próprio, de quem é, e a clarificar muitas das suas escolhas, dando-lhe assim a possibilidade de se libertar de comportamentos menos positivos e de passar a ter maior capacidade para escolher o que for melhor para si.

Com tudo isto, pretende-se que as pessoas compreendam que o papel do psicólogo não é ‘curar’, mas sim auxiliar a pessoa na resolução dos seus problemas, a enfrentar as suas dificuldades, a compreender-se melhor a si próprio, a aceitar-se e, a procurar estabilidade psicológica e emocional entre outras coisas. É assim um caminho a dois, em que só se trabalha aquilo que a pessoa estiver disponível para, e, ao longo desse caminho novos objetivos vão surgindo, construindo-se assim um processo terapêutico.

*O autor não escreve segundo o acordo ortográfico.

Por: Psicóloga Clínica, Rita Amaro (ISCMFA)

C.P.: 16527

Artigo de opinião-O seu filho não mastiga bem? Saiba o que pode estar a acontecer!

tfO seu filho não mastiga bem? Saiba o que pode estar a acontecer!

– O Terapeuta da Fala também intervém nestas dificuldades! O seu papel é bastante diversificado e não se centra só na fala, como pode ver! A motricidade Orofacial é outra das valências da responsabilidade da terapia da fala.

Cada vez mais os pais/cuidadores se deparam com as dificuldades que as crianças apresentam nas transições alimentares, podendo estas estar associadas aos hábitos orais tardios (eg. uso do biberão até à idade escolar) ou a alterações na integração sensorial oral. A necessidade de procurar o Terapeuta da Fala é cada vez maior, para que o treino específico e individualizado seja iniciado com a criança.

As alterações na mastigação podem aparecer devido à introdução tardia da variação alimentar, no que diz respeito à consistência, textura e até mesmo ao sabor. Quanto mais tardias forem as transições alimentares, maiores serão as dificuldades dos pais/cuidadores em passar de consistências mais liquidas para as mais sólidas.

Os pais/cuidadores devem estar atentos quando percebem que a criança não está a progredir no processo da mastigação. Aprender precocemente a mastigar, é a peça chave para fortalecer a língua, lábios e bochechas, que posteriormente são utilizadas na fala.

Para saber se está perante dificuldades na introdução de novas texturas e consistências, deve estar alerta para alguns sinais. De seguida são apresentados os mais comuns:

  • A Nível Oral
  • Reflexo de vómito exagerado
  • Engasgos constantes
  • Manter o alimento muito tempo na boca (bochecha)
  • Lamber o alimento ou cuspi-lo.
  • A Nível Tátil
  • Não gosta de ter as mãos sujas
  • Evita tocar nos alimentos
  • Limpa constantemente a boca
  • Rejeita novos alimentos.

Algumas crianças já apresentam estes comportamentos orais e/ou sensoriais por existir uma maior predisposição para estas dificuldades, podendo estar relacionadas com algum tipo de sensibilidade oral ou freio lingual curto. Outras crianças têm estas dificuldades porque são privadas da estimulação sensorial. Na sociedade atual, são estimuladas a passar grande parte do tempo em frente à televisão ou a jogar no Tablet ou Playstation (entre outros jogos), e não lhes proporcionam experiências como o brincar na rua/jardim. Deste modo, são estimuladas as capacidades visuais e auditivas ao invés das áreas sensoriais (tátil, percetiva e vestibular), que a nível do desenvolvimento vão influenciar as capacidades orais mas também as motoras orais para a fala.

Não esquecer que insistir, forçar ou distrair a criança para comer alguns alimentos pode potencializar a recusa alimentar e uma panóplia de comportamentos associados (orais ou táteis), já referidos anteriormente.

Sempre que detete dificuldades, é importante que se efetue a avaliação na Terapia da Fala, na vertente da Motricidade Orofacial, para que sejam identificadas as causas destas dificuldades. A sensibilidade oral, as dificuldades na perceção do sabor, a dificuldade na organização do bolo alimentar, a alteração na mobilidade da língua, a privação de vivências táteis e orais, podem ser possíveis causas mas é preciso identificá-las precocemente.

É crucial que os pais/cuidadores estejam conscientes da importância da mastigação para o desenvolvimento de uma alimentação eficaz. Em caso de alerta, procurem o profissional capacitado para vos ajudar e ensinar a ultrapassar qualquer dificuldade.

Aproveito para desejar um Feliz Natal a todos os que acompanham mensalmente estas publicações.

Por:Ana Carolina Marques – Terapeuta da Fala na APSCDFA

 

Artigo de opinião- A Importância da Mastigação

  aoacA Importância da Mastigação

A mastigação é responsável por quebrar os alimentos em pedaços menores que facilitam a digestão e a absorção dos nutrientes. Sabia que esta pode também promover o desenvolvimento facial harmonioso?

Precocemente, o bebé necessita de realizar movimentos de sucção (seio materno, biberão e/ou chupeta) que promovem o desenvolvimento das estruturas orais (lábios, língua, bochecha e mandíbula). Assim, o aleitamento materno é o alicerce para uma mastigação e desenvolvimento saudáveis.

Como a mastigação é uma função aprendida, necessita de algum amadurecimento cerebral e treino, que deve ser iniciado por volta do 3/4 meses de idade através dos mordedores, brinquedos com diferentes texturas que os bebés colocam na boca. Esta vivência prepara-os para a aceitação dos novos alimentos.

Por volta do 6º mês, o bebé apresenta maturidade fisiológica e neurológica para receber novos alimentos e diferentes consistências. A maneira de preparar os alimentos faz toda a diferença e por isso, as primeiras papas, frutas e legumes devem ser amassadas com o garfo e oferecidas na colher (e também em pedaços maiores para que a criança pegue neles com a mão). É importante a variação das cores e das texturas nesta fase de adaptação e, de igual modo, é essencial a participação/envolvimento da família.

O que pode determinar a aprendizagem da mastigação é o tipo de alimento colocado na boca. As estruturas propriocetoras orais identificam o alimento e enviam sinais ao cérebro. Estes vão determinar o movimento e o tamanho da força necessária à mastigação. Portanto, se o bebé só comer papas com a consistência do puré (por exemplo), não vai desenvolver as estratégias que necessita para mastigar a carne (mesmo que seja desfiada ou picada).

A erupção dos primeiros dentes, por volta do 8º mês, vai tornar o bebé capaz de mastigar melhor. O contacto entre os dentes e o alimento estimulam a perceção da posição espacial da mandíbula, o que é importante porque gera estímulos de crescimento ósseo dos arcos. O bebé aprende a mastigar corretamente, utilizando os dentes (para cortar os alimentos) e realizando movimentos de abertura e fecho da boca. Mais tarde, a mastigação tornar-se convencional com a erupção dos dentes molares.

Os novos alimentos (novas consistências) devem ser apresentados ao bebé até aos 10 meses, na medida em que uma introdução mais tardia pode acarretar uma pior aceitação e uma maior dificuldade mastigatória. Ao completar o ano de idade, deve estar apto a realizar a alimentação da família (com algumas adaptações, se necessário).

As diferentes consistências/texturas alimentares promovem o estímulo e o treino gradual da mastigação, que promove o desenvolvimento muscular e os movimentos de lateralidade da mandíbula. Consequentemente, todos estes fatores levam a um crescimento ósseo harmonioso (ao nível da face). Quando a textura não exige esforço mastigatório suficiente, pode comprometer o crescimento ósseo ou originar um crescimento assimétrico responsável por problemas ortodônticos (eg. falta de espaço para os dentes, mordida cruzada…) e alterações na produção dos sons.

Em caso de dúvidas, não se esqueça que esta á uma das áreas de intervenção da Terapia da Fala, por isso procure um Terapeuta da Fala!

E para saber mais sobre este assunto, não perca o artigo do próximo mês! Sabe o que fazer se o seu filho não mastigar bem? A que sinais deve estar alerta? O que pode acontecer futuramente? Em breve terá todas estas respostas.

Por:Ana Carolina Marques- Terapeuta da Fala na APSCDFA

Artigo de opinião–Atividade Física na 3ªidade

15086881_10205911204419161_970998522_nATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE

De uma forma ou de outra, todos temos a consciência de que a população portuguesa está envelhecida devido ao aumento da esperança de vida e à diminuição da taxa de natalidade. E se isto é verdade para o País, mais se evidencia no Interior.

Atentos a esta realidade, são muitos (quase todos) os municípios que procuram dar uma resposta adequada às necessidades desta população, nomeadamente através da criação de programas de atividade física e bem estar.

O nosso distrito não é diferente, seguindo esta tendência, quer seja através de atividades ministradas nos seus lares para terceira idade ou atividades em gimnodesportivos e piscinas.

De facto verificamos uma preocupação em actuar nesta área, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população idosa.

Destacamos o caso do município de Seia, pelo número de participantes envolvidos numa atividade intitulada por Saúde em Movimento, onde mais de três centenas de pessoas com idade igual ou superior a 55 anos têm oportunidade de usufruir de duas sessões semanais de atividade física distintas, sendo uma ministrada em gimnodesportivos e outra na piscina.

O pressuposto comum da oferta destas atividades, será a melhoria da capacidade física, diminuindo a deterioração da aptidão física inerente ao avanço da idade, nomeadamente a resistência cardiovascular, força, flexibilidade e equilíbrio. Para além de tudo isto, devemos ter em consideração que nestas idades, o aumento do contacto social promove a redução de problemas psicológicos como a depressão e ansiedade, tão comuns nesta população.

A aposta dos vários municípios neste tipo de projetos, promove não apenas o aumento da prática da atividade física, mas também a sua orientação técnica especializada, evitando erros comuns que se tornam mitos difíceis de desmistificar, como recomendar aos idosos ir para a piscina nadar que lhe fará muito bem às costas.

A sério???

Então mas na sua grande maioria estas pessoas não têm técnica de nado, embora não se afoguem. Resultado? Entram na água ciosos do milagre, nadam num esforço tremendo, mas o Sr. Dr. disse que faria bem portanto há que aguentar. Vão para casa tomar o Voltaren para as dores e dormem melhor…

Pudera… Cansadinhos como ficam e sob efeito do medicamento parecem uns meninos… diga-se de passagem que se mal estavam das costas (das cruzes como eles tantas vezes referem) pior ficaram após a tal sessão milagrosa dentro de água.

Mas o Sr. Dr. disse que faria bem…

Pessoalmente alerto os colegas para não prescreverem medicação (não respondam com a mesma moeda), por favor sejamos íntegros.

Eu não salto de um avião (primeiro porque sei que vai aterrar) porque não sou paraquedista, portanto cada macaco no seu galho e a prescrição e acompanhamento do exercício físico deverá ser um processo responsável, feito por profissionais especializados, habilitados para tal, evitando que as pessoas fiquem expostas a situações contraproducentes com o propósito saudável da prática de atividades físicas.

Por tudo isto, as pessoas idosas deverão procurar no seu município quais as atividades físicas que poderão frequentar, de forma a melhorar a sua qualidade de vida.

Edward Derby afirmou que “os que não encontram tempo para o exercício terão de encontrar tempo para as doenças”

Haverá sempre uma solução perto de cada um de nós, a caminhada, por exemplo, é a atividade física mais praticada em todo o mundo.

Sejam ativos, sejam saudáveis.

Por:Prof.César Fernando- Seia

 

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com

Ao continuar a utilizar o site, você concorda com a utilização de cookies. Mais Informação

As definições de cookies neste site são definidas como "permitir cookies" para lhe dar a melhor experiência de navegação possível. Se você continuar a usar este site sem alterar suas configurações de cookies ou clicar em "Aceitar" abaixo, em seguida, você concorda com isso.

Fechar