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Artigos de Opinião

Artigo de opinião–Consulta Psicológica e o trabalho do psicólogo

pcAs palavras psicólogo e psicologia estão cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia. Já não é algo estranho e completamente desconhecido, nem tão pouco associado apenas a pessoas com perturbações.

No entanto, o psicólogo ainda é comummente visto como alguém prescindível, sendo mais cómodo e “fácil” procurar o Médico de família ou um Psiquiatra, que recorrentemente prescreve medicação (antidepressivos, ansiolíticos, etc.), e no imediato pode solucionar o problema.

Mas, será que o problema fica resolvido?

Temporariamente, Talvez.

Recorrer à medicação pode ser necessário em alguns casos, como por exemplo, uma depressão grave ou uma esquizofrenia e funcionar como complemento da intervenção, mas não deve ser feita de forma isolada.

As especialidades devem agir complementarmente para obter melhores resultados, ajudando a resolver as questões que estão na origem do problema, e não só, a sua sintomatologia. Desta forma, o indivíduo conseguirá fazer o melhor uso possível das suas competências e assim lidar de forma eficaz com as adversidades e desafios que a vida lhe apresenta.

Quando se fala de consultas de Psicologia, de que falamos?

Primeiramente é necessário compreender que cada pessoa se ressente ao longo da sua vida daquilo que vai vivendo. Por dia, uma pessoa tem mais de um milhão de estímulos: cruza-se com diferentes pessoas, toma decisões, questiona-se sobre a sua existência, entre muitas outras coisas. Mas, nem sempre, sabe como “arrumar” essa informação. Não sabe como lidar com o stress, com a insegurança, a perda, indecisões, frustrações, até mesmo com as acções e reacções dos outros para consigo. Muitas vezes o próprio stress está relacionado com o facto de viver tanta coisa ao mesmo tempo e não saber como lidar com isso.

Nem sempre é fácil encontrar a pessoa certa com quem falar. A família e os amigos são uma opção, é certo, mas, a maior parte das vezes não sabem como ajudar, o que dizer, não sabem acolher a angústia que sentimos, a falta de energia, o coração apertado, o pânico que se instala ou a apatia.

Não são imparciais nem acríticos.

Na consulta Psicológica, existe um espaço concreto, o setting que pode ser entendido como um tipo de redoma maleável que envolve e ajuda a estabelecer a relação (de altos e baixos) entre paciente e Psicólogo. Fundamenta-se como uma condição para que o tratamento ocorra. Aqui, o indivíduo encontra um espaço acolhedor, de escuta activa e incondicional, onde os indivíduos conseguem mostrar verdadeiramente quem são, sem medo do julgamento dos outros, sem a pressão das suas expectativas, podendo aprender a gerir pensamentos disfuncionais causadores de sofrimento físico e psíquico.

O “simples” facto de podermos traduzir o que estamos a sentir por palavras, dá-nos por vezes, uma perspectiva que, de outra forma, não teríamos acesso.

O psicólogo, por seu turno, funciona como um organizador/reorganizador do estado interior da pessoa. É alguém que entra em nossa “casa” e vai ajudando a arrumar cada uma das divisões. Procura compreender as maiores dificuldades da pessoa e potenciar as suas qualidades. Sim, que não se pense que, para ir ao psicólogo temos de ter problemas ou dificuldades determinadas e/ ou determináveis. Pelo contrário. Muito do trabalho desenvolvido visa fomentar o que de melhor há no indivíduo, consciencializando-o das suas potencialidades e competências e promovendo o seu auto-conhecimento.

Sozinhos, muitas vezes, não conseguimos ver as situações com clareza nem nos apercebemos da quantidade de recursos internos positivos que temos. E isso, muitas vezes é o essencial para desimpedir o bloqueio que a pessoa sente e que a impede de ser prática e resolver as situações.

Na consulta, o psicólogo tenta perceber o que se passa, o que levou a pessoa a tomar a decisão de o procurar, faz algumas perguntas sobre a sua vida, com o objectivo de o compreender tal como é, na sua essência. Não está ali para julgar, nem as perguntas são feitas ao acaso, pelo contrário, esta primeira conversa que depois se estenderá pelas próximas, dão ao psicólogo informações valiosas para saber como poderá ajudar a pessoa e qual o melhor caminho terapêutico a seguir.

A consulta Psicológica apresenta várias finalidades, podendo intervir em situação de crise e/ou psicopatologia, em casos de doença física, em determinadas fases da vida, onde acontecimentos como rupturas relacionais, perdas afectivas e mudanças no dia-a-dia geram estados de ansiedade, colocando temporariamente em causa o equilíbrio psíquico. Permite ao indivíduo obter um maior conhecimento acerca de si próprio, de quem é, e a clarificar muitas das suas escolhas, dando-lhe assim a possibilidade de se libertar de comportamentos menos positivos e de passar a ter maior capacidade para escolher o que for melhor para si.

Com tudo isto, pretende-se que as pessoas compreendam que o papel do psicólogo não é ‘curar’, mas sim auxiliar a pessoa na resolução dos seus problemas, a enfrentar as suas dificuldades, a compreender-se melhor a si próprio, a aceitar-se e, a procurar estabilidade psicológica e emocional entre outras coisas. É assim um caminho a dois, em que só se trabalha aquilo que a pessoa estiver disponível para, e, ao longo desse caminho novos objetivos vão surgindo, construindo-se assim um processo terapêutico.

*O autor não escreve segundo o acordo ortográfico.

Por: Psicóloga Clínica, Rita Amaro (ISCMFA)

C.P.: 16527

Artigo de opinião-O seu filho não mastiga bem? Saiba o que pode estar a acontecer!

tfO seu filho não mastiga bem? Saiba o que pode estar a acontecer!

– O Terapeuta da Fala também intervém nestas dificuldades! O seu papel é bastante diversificado e não se centra só na fala, como pode ver! A motricidade Orofacial é outra das valências da responsabilidade da terapia da fala.

Cada vez mais os pais/cuidadores se deparam com as dificuldades que as crianças apresentam nas transições alimentares, podendo estas estar associadas aos hábitos orais tardios (eg. uso do biberão até à idade escolar) ou a alterações na integração sensorial oral. A necessidade de procurar o Terapeuta da Fala é cada vez maior, para que o treino específico e individualizado seja iniciado com a criança.

As alterações na mastigação podem aparecer devido à introdução tardia da variação alimentar, no que diz respeito à consistência, textura e até mesmo ao sabor. Quanto mais tardias forem as transições alimentares, maiores serão as dificuldades dos pais/cuidadores em passar de consistências mais liquidas para as mais sólidas.

Os pais/cuidadores devem estar atentos quando percebem que a criança não está a progredir no processo da mastigação. Aprender precocemente a mastigar, é a peça chave para fortalecer a língua, lábios e bochechas, que posteriormente são utilizadas na fala.

Para saber se está perante dificuldades na introdução de novas texturas e consistências, deve estar alerta para alguns sinais. De seguida são apresentados os mais comuns:

  • A Nível Oral
  • Reflexo de vómito exagerado
  • Engasgos constantes
  • Manter o alimento muito tempo na boca (bochecha)
  • Lamber o alimento ou cuspi-lo.
  • A Nível Tátil
  • Não gosta de ter as mãos sujas
  • Evita tocar nos alimentos
  • Limpa constantemente a boca
  • Rejeita novos alimentos.

Algumas crianças já apresentam estes comportamentos orais e/ou sensoriais por existir uma maior predisposição para estas dificuldades, podendo estar relacionadas com algum tipo de sensibilidade oral ou freio lingual curto. Outras crianças têm estas dificuldades porque são privadas da estimulação sensorial. Na sociedade atual, são estimuladas a passar grande parte do tempo em frente à televisão ou a jogar no Tablet ou Playstation (entre outros jogos), e não lhes proporcionam experiências como o brincar na rua/jardim. Deste modo, são estimuladas as capacidades visuais e auditivas ao invés das áreas sensoriais (tátil, percetiva e vestibular), que a nível do desenvolvimento vão influenciar as capacidades orais mas também as motoras orais para a fala.

Não esquecer que insistir, forçar ou distrair a criança para comer alguns alimentos pode potencializar a recusa alimentar e uma panóplia de comportamentos associados (orais ou táteis), já referidos anteriormente.

Sempre que detete dificuldades, é importante que se efetue a avaliação na Terapia da Fala, na vertente da Motricidade Orofacial, para que sejam identificadas as causas destas dificuldades. A sensibilidade oral, as dificuldades na perceção do sabor, a dificuldade na organização do bolo alimentar, a alteração na mobilidade da língua, a privação de vivências táteis e orais, podem ser possíveis causas mas é preciso identificá-las precocemente.

É crucial que os pais/cuidadores estejam conscientes da importância da mastigação para o desenvolvimento de uma alimentação eficaz. Em caso de alerta, procurem o profissional capacitado para vos ajudar e ensinar a ultrapassar qualquer dificuldade.

Aproveito para desejar um Feliz Natal a todos os que acompanham mensalmente estas publicações.

Por:Ana Carolina Marques – Terapeuta da Fala na APSCDFA

 

Artigo de opinião- A Importância da Mastigação

  aoacA Importância da Mastigação

A mastigação é responsável por quebrar os alimentos em pedaços menores que facilitam a digestão e a absorção dos nutrientes. Sabia que esta pode também promover o desenvolvimento facial harmonioso?

Precocemente, o bebé necessita de realizar movimentos de sucção (seio materno, biberão e/ou chupeta) que promovem o desenvolvimento das estruturas orais (lábios, língua, bochecha e mandíbula). Assim, o aleitamento materno é o alicerce para uma mastigação e desenvolvimento saudáveis.

Como a mastigação é uma função aprendida, necessita de algum amadurecimento cerebral e treino, que deve ser iniciado por volta do 3/4 meses de idade através dos mordedores, brinquedos com diferentes texturas que os bebés colocam na boca. Esta vivência prepara-os para a aceitação dos novos alimentos.

Por volta do 6º mês, o bebé apresenta maturidade fisiológica e neurológica para receber novos alimentos e diferentes consistências. A maneira de preparar os alimentos faz toda a diferença e por isso, as primeiras papas, frutas e legumes devem ser amassadas com o garfo e oferecidas na colher (e também em pedaços maiores para que a criança pegue neles com a mão). É importante a variação das cores e das texturas nesta fase de adaptação e, de igual modo, é essencial a participação/envolvimento da família.

O que pode determinar a aprendizagem da mastigação é o tipo de alimento colocado na boca. As estruturas propriocetoras orais identificam o alimento e enviam sinais ao cérebro. Estes vão determinar o movimento e o tamanho da força necessária à mastigação. Portanto, se o bebé só comer papas com a consistência do puré (por exemplo), não vai desenvolver as estratégias que necessita para mastigar a carne (mesmo que seja desfiada ou picada).

A erupção dos primeiros dentes, por volta do 8º mês, vai tornar o bebé capaz de mastigar melhor. O contacto entre os dentes e o alimento estimulam a perceção da posição espacial da mandíbula, o que é importante porque gera estímulos de crescimento ósseo dos arcos. O bebé aprende a mastigar corretamente, utilizando os dentes (para cortar os alimentos) e realizando movimentos de abertura e fecho da boca. Mais tarde, a mastigação tornar-se convencional com a erupção dos dentes molares.

Os novos alimentos (novas consistências) devem ser apresentados ao bebé até aos 10 meses, na medida em que uma introdução mais tardia pode acarretar uma pior aceitação e uma maior dificuldade mastigatória. Ao completar o ano de idade, deve estar apto a realizar a alimentação da família (com algumas adaptações, se necessário).

As diferentes consistências/texturas alimentares promovem o estímulo e o treino gradual da mastigação, que promove o desenvolvimento muscular e os movimentos de lateralidade da mandíbula. Consequentemente, todos estes fatores levam a um crescimento ósseo harmonioso (ao nível da face). Quando a textura não exige esforço mastigatório suficiente, pode comprometer o crescimento ósseo ou originar um crescimento assimétrico responsável por problemas ortodônticos (eg. falta de espaço para os dentes, mordida cruzada…) e alterações na produção dos sons.

Em caso de dúvidas, não se esqueça que esta á uma das áreas de intervenção da Terapia da Fala, por isso procure um Terapeuta da Fala!

E para saber mais sobre este assunto, não perca o artigo do próximo mês! Sabe o que fazer se o seu filho não mastigar bem? A que sinais deve estar alerta? O que pode acontecer futuramente? Em breve terá todas estas respostas.

Por:Ana Carolina Marques- Terapeuta da Fala na APSCDFA

Artigo de opinião–Atividade Física na 3ªidade

15086881_10205911204419161_970998522_nATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE

De uma forma ou de outra, todos temos a consciência de que a população portuguesa está envelhecida devido ao aumento da esperança de vida e à diminuição da taxa de natalidade. E se isto é verdade para o País, mais se evidencia no Interior.

Atentos a esta realidade, são muitos (quase todos) os municípios que procuram dar uma resposta adequada às necessidades desta população, nomeadamente através da criação de programas de atividade física e bem estar.

O nosso distrito não é diferente, seguindo esta tendência, quer seja através de atividades ministradas nos seus lares para terceira idade ou atividades em gimnodesportivos e piscinas.

De facto verificamos uma preocupação em actuar nesta área, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população idosa.

Destacamos o caso do município de Seia, pelo número de participantes envolvidos numa atividade intitulada por Saúde em Movimento, onde mais de três centenas de pessoas com idade igual ou superior a 55 anos têm oportunidade de usufruir de duas sessões semanais de atividade física distintas, sendo uma ministrada em gimnodesportivos e outra na piscina.

O pressuposto comum da oferta destas atividades, será a melhoria da capacidade física, diminuindo a deterioração da aptidão física inerente ao avanço da idade, nomeadamente a resistência cardiovascular, força, flexibilidade e equilíbrio. Para além de tudo isto, devemos ter em consideração que nestas idades, o aumento do contacto social promove a redução de problemas psicológicos como a depressão e ansiedade, tão comuns nesta população.

A aposta dos vários municípios neste tipo de projetos, promove não apenas o aumento da prática da atividade física, mas também a sua orientação técnica especializada, evitando erros comuns que se tornam mitos difíceis de desmistificar, como recomendar aos idosos ir para a piscina nadar que lhe fará muito bem às costas.

A sério???

Então mas na sua grande maioria estas pessoas não têm técnica de nado, embora não se afoguem. Resultado? Entram na água ciosos do milagre, nadam num esforço tremendo, mas o Sr. Dr. disse que faria bem portanto há que aguentar. Vão para casa tomar o Voltaren para as dores e dormem melhor…

Pudera… Cansadinhos como ficam e sob efeito do medicamento parecem uns meninos… diga-se de passagem que se mal estavam das costas (das cruzes como eles tantas vezes referem) pior ficaram após a tal sessão milagrosa dentro de água.

Mas o Sr. Dr. disse que faria bem…

Pessoalmente alerto os colegas para não prescreverem medicação (não respondam com a mesma moeda), por favor sejamos íntegros.

Eu não salto de um avião (primeiro porque sei que vai aterrar) porque não sou paraquedista, portanto cada macaco no seu galho e a prescrição e acompanhamento do exercício físico deverá ser um processo responsável, feito por profissionais especializados, habilitados para tal, evitando que as pessoas fiquem expostas a situações contraproducentes com o propósito saudável da prática de atividades físicas.

Por tudo isto, as pessoas idosas deverão procurar no seu município quais as atividades físicas que poderão frequentar, de forma a melhorar a sua qualidade de vida.

Edward Derby afirmou que “os que não encontram tempo para o exercício terão de encontrar tempo para as doenças”

Haverá sempre uma solução perto de cada um de nós, a caminhada, por exemplo, é a atividade física mais praticada em todo o mundo.

Sejam ativos, sejam saudáveis.

Por:Prof.César Fernando- Seia

 

Reflexão do Bispo D.Nuno Almeida–Semana dos Seminários

IMG_4008Nesta Semana dos Seminários, reavivamos a consciência de que o caminho da evangelização passa pelo nosso testemunho de vida e o de muitas famílias e comunidades, que se sentem felizes por estar fundadas em Cristo.
Importa também darmo-nos conta de que, possivelmente, os jovens têm, atualmente, mais dificuldade em seguir modelos e ideais, mas procuram avidamente experiências e vivências. Não querem somente ouvir testemunhos, mas sobretudo sentir e vivenciar realidades.
Se isto é verdade, a atitude fundamental terá de ser a de “perder” tempo com os jovens: conhecê-los, ouvi-los e crescer com eles e não ter medo de lhes propor, como possibilidade para as suas vidas, o sacerdócio.
É no Seminário que se preparam os candidatos ao sacerdócio para o serviço do povo de Deus. Por isso, dele beneficia cada diocese, paróquia, família e cada cristão. Todos devemos sentir-nos corresponsáveis na formação dos futuros padres! Esta corresponsabilidade começa por prestarmos atenção ao Seminário e leva-nos à oração, a apoiar os formadores e jovens seminaristas, a convidar adolescentes e jovens para conhecerem esta casa, etc.
Durante esta semana, rezemos pelos nossos Seminários, pelos seminaristas e seus formadores. Imploremos ao Senhor mais vocações sacerdotais,

 

Por:D.Nuno Almeida, Bispo auxiliar da Diocese de Braga

Artigo de opinião—-A Gaguez e a Terapia da Fala!

tfA Gaguez e a Terapia da Fala!

– Sucintamente, qual a relação entre dois conceitos?

– Quais os mitos associados à gaguez?

Quando se suspeita que uma determinada criança apresenta uma gaguez, é essencial determinar se se trata de um período de disfluências ou se já apresenta sinais característicos de uma gaguez.

A maioria das crianças lida bem com a gaguez mas existem situações específicas, no seu futuro académico ou mesmo a nível social, em que tal não irá suceder, como por exemplo a leitura em voz alta, a apresentação oral de trabalhos ou até mesmo falar ao telemóvel.

A Terapia da Fala foca-se na identificação dos comportamentos associados à gaguez, na aprendizagem de estratégias de relaxamento, no controlo respiratório e na alteração do padrão de fala. Todos estes passos vão permitir a modificação voluntária da gaguez e tornar mais fáceis todos as situações referidas anteriormente.

É crucial que a criança com gaguez se sinta confortável e confiante quando fala, pelo que o interlocutor deverá ser um bom ouvinte. Como é importante que se potencie um ambiente construtivo que promova a fluência, de seguida apresentam-se algumas estratégias que pode adotar:

  • Aceita as disfluências no decorrer do discurso;
  • Mostrar interesse na conversação;
  • Não interrompa nem complete as palavras/frases da criança;
  • Não transpareça que a fala da criança o preocupa;
  • Sirva de modelo e para isso fale pausadamente e de forma descontraída.

Quando os pais e familiares sentem que algo não está dentro do esperado, ficam naturalmente preocupados e assustados. Antes de tentar ajudar é muito importante que deixe de lado as ideias falsas sobre a gaguez. Os mitos em torno desta patologia são muitos e também são muitas as pessoas que os tomam como adquiridos! Este tipo de crenças para além de não corresponderem à verdade, podem ter um impacto negativo na evolução da gaguez.

Saiba aqui quais os mitos mais comuns na nossa população. Ficar informado não custa! J

  • A pessoa gagueja porque apanhou um susto!
  • A gaguez começou devido à rigidez/exigência em casa! ­
  • A gaguez desaparece com o tempo!
  • O stress, a ansiedade e a baixa autoestima causam gaguez!
  • Dar indicações à pessoa com gaguez como “calma”, “falar devagar” ajudam a aumentar a fluência!
  • Quem gagueja é menos inteligente!

Lembre-se que existem técnicos qualificados para intervir e ajudar a criança a falar de uma forma mais fluente e a sentir-se mais confiante nas suas competências comunicativas. Por isso, em caso de dúvidas consulte um Terapeuta da Fala.

Por:Ana Carolina Marques -Terapeuta da Fala –APSCDFA

 

 

 

Erasmus + decorreu com grande normalidade

IMG_7111A freguesia de Maceira recebeu cerca de três dezenas de jovens, oriundos de diversos países a participar em atividade Erasmus +, instalados no Hostel EntryFik,  provenientes de Portugal, Turquia, Macedónia, República Checa e Letónia.

Foram dias de grandes atividades, um pouco por todo concelho de Fornos de Algodres que estes jovens passaram.

Um grupo bastante animado, que conviveu e leva daqui desta região um bom leque de conhecimentos.

Desta forma nesta terça-feira foi a avaliação de tudo e seguiu-se a despedida destes jovens simpáticos, que levam a região de Fornos de Algodres no coração.

Assim a Associação de Maceira promoveu  esta atividade, ao qual todos saíram satisfeitos, com intuito, de dar a conhecer  a aldeia e os usos e costumes.

Por:António Pacheco

 

Artigo de opinião:Desmitificando a Gaguez!

imagem-TFala-CEMDesmitificando a Gagartiuez!

– São muitas as questões por detrás da gaguez! Fique a saber um pouco mais sobre esta patologia!

Todas as pessoas têm momentos em que não conseguem ser fluentes, em que não encontram a palavra certa para continuar o raciocínio, sobretudo quando estão cansadas, sob pressão ou quando têm que falar publicamente. Deste modo, não é necessário definir-se tecnicamente o conceito gaguez porque qualquer ouvinte, sem conhecimentos científicos, consegue identificar uma pessoa com gaguez.

A gaguez é uma perturbação da fluência da expressão verbal (fala), onde a pessoa sabe exatamente o que dizer mas o seu discurso é caracterizado por bloqueios, repetições ou prolongamento involuntários na produção de sons da fala. A gaguez é importante pela sua frequência (podendo ser classificada de ligeira, moderada ou severa) e pelas comuns consequências: redução da autoestima, isolamento social, ansiedade e, em crianças, exclusão escolar. Estes fatores contribuem para uma redução na qualidade da vida.

Apesar das diversas investigações realizadas sobre a etiologia da gaguez, ainda não existe uma opinião unânime. As pesquisas apontam para a existência de predisposição genética (cerca de 40 a 50%). Também existe a evidência de que os fatores psicossociais podem ser responsáveis pela persistência e agravamento da gaguez.

A gaguez pode manifestar-se de diversas formas mas os 3 tipos de interrupções mais comuns são:

– Múltiplas repetições de sons (p-p-pai), sílabas (bo-bo-bo-bola) ou palavras;

– Prolongamentos dos sons da fala (eg. aaaavó);

– Bloqueios (pausas longas) com esforço muscular (eg. … não vou ou ca…ma);

Estes comportamentos podem ser acompanhados de movimentos involuntários dos articuladores ou mesmo de tremor, assim como de medo ao pronunciar as palavras mais difíceis.

Considerando que comunicar é um ato social e que a gaguez afeta a comunicação, constata-se que gaguejar é mais do que interrupções na fluência da expressão verbal.

Não existe forma de prevenir a gaguez mas é possível evitar que se torne um problema crónico, recorrendo ao diagnóstico e tratamento precoces. Este diagnóstico é efetuado por um Terapeuta da fala e a futura intervenção engloba o envolvimento da família.

Por:Ana Carolina Marques–TF-APSCDFA

Artigo de Opinião – Chegou a hora de largar a chupeta!

Largar a chupeta - imagem capaChegou a hora de largar a chupeta!

– Quando é que se deve retirar a chupeta? A que estratégias pode recorrer?

– Sabe qual é o papel do Terapeuta da Fala?

O envolvimento da criança no processo de retirada da chupeta é bastante importante, visto que garante um desenvolvimento emocional saudável.

Com que idade as crianças devem deixar a chupeta?

O adeus à chupeta deve acontecer, segundo especialistas em saúde oral, entre os dois e os três anos de idade, sendo estas consideradas as idades de limite. Quanto mais tempo o hábito de sucção se mantiver, maior será o risco de prejudicar o desenvolvimento do seu filho, principalmente depois da erupção dos dentes!

Como deve ser retirada a chupeta?

Considerando a componente emocional, é importante que a chupeta seja retirada gradualmente. Ao retirar, repentinamente, o objeto mais querido da criança, vai deixá-la triste e a tendência é esta procurar uma alternativa próxima, fácil e rápida que substitua a chupeta, ou seja o dedo.

Nesta fase da vida da criança, deve ser realizada uma preparação emocional e torná-la ativa durante todo o processo de remoção da chupeta.

A sucção digital é prejudicial à criança?

O ato de chuchar no dedo é considerado pior do que chuchar na chupeta. Enquanto a chupeta com mais ou menos tempo pode ser esquecida pela criança, o dedo vai estar sempre presente. A sucção digital causa alterações dentárias com maior probabilidade.

Em relação à higiene, é mais fácil manter a chupeta limpa (com proteções do bico e esterilizações) do que o dedo que está constantemente exposto a fatores poluentes.

Que estratégias pode utilizar para retirar a chupeta à criança?

Como nem sempre é fácil retirar a chupeta, de seguida são apresentadas algumas ideias que podem facilitar a separação desse objeto tão importante para a criança:

Planeia a despedida: tal como existe a fada dos dentes, pode inventar a fada das chupetas. A criança coloca-a numa caixa, que a fada leva, e em troca tem uma surpresa. Em caso de crianças crescidas pode sensibilizá-las para esse facto e em conjunto deitarem-nas no lixo.

Estabeleça limites: reduza os contextos de utilização da chupeta, quer seja em determinados espaços da casa ou em momentos do dia.

Reforço positivo: torne este momento positivo e em tom de jogo (vamos ver se consegues usar a chupeta só no teu quarto?), evitando ralhar para não se conseguir o efeito oposto (mais apego à chupeta).

Conforto: se a criança está cansada, ofereça outras formas de conforto – beijinhos, carinhos, peluches e reforce esse comportamento de “menino(a) crescida”.

Se for necessário pode fazer um pequeno furo na chupeta, dificultando a sua sucção.

Para mais sugestões deve consultar um Terapeuta da Fala!

Qual é o papel do Terapeuta da Fala?

A Terapia da Fala tem um papel preponderante nesta área. É importante efetuar campanhas de divulgação e prevenção, esclarecendo as dúvidas dos pais mas também fornecendo orientações acerca dos problemas que podem advir do uso prolongado da chupeta.

A atuação precoce e a orientação bem direcionada evitará problemas de fala, mastigação, deglutição, respiração e dentárias que muitas vezes são frequentes em crianças que usaram chupeta até tarde.

Não deixe que o uso da chupeta vire um vício para a criança! E nunca é demais repetir que o uso deve ser limitado para quando for absolutamente necessário.

Por:Ana Carolina Marques – Terapeuta da Fala na APSCDFA

Fornense Luisinho regressa ao Ac.Viseu

noticia1_478 Luisinho, é natural de Fornos de Algodres, nasceu a 27 de março de 1990, tem 26 anos, e está de regresso ao futebol do Académico de Viseu. Luisinho joga preferencialmente com o pé direito, actua a extremo direito, tem 1 metro e 70 e pesa 60 quilos. A sua condição física é responsável pelas suas principais características, rapidez, velocidade de execução, agilidade, capacidade de desiquilibrio no um para um e componente técnica particularmente evoluída. É um jogador imprevisível e com uma muito interessante capacidade de decisão, o que faz dele dele um extremo completo. Luisinho jogou sempre em Portugal, fez formação no Sporting e na época passada esteve na Primeira Liga do futebol português ao serviço do Boavista.

Por:Ac Viseu

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