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Artigos de Opinião

Artigo de opinião:Será que tenho Alzheimer?

alzeMais um colaborador em artigos de opinião, o fornense Pedro Oliveira,possui um blog sobre saúde (afetivamente.blogspot.pt,  Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Atualmente interno de Psiquiatria no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Docente da cadeira de psicofarmacologia no mestrado em Saúde Mental da Escola de Enfermagem de Coimbra. A frequentar uma pós-graduação em Terapia Familiar.

Será que tenho Alzheimer?

Certamente que já se deparou com a preocupação de algum amigo ou familiar em ter Alzheimer. A tão mal fadada doença “descoberta” pelo senhor que lhe deu nome há cerca de 100 anos, teima em não ter cura, nem tão pouco um tratamento eficaz. Por essa razão, muitas pessoas que experienciam certos esquecimentos como onde puseram as chaves do carro, o código do multibanco, as datas de aniversários, o nome de determinada pessoa, pensam logo na terrível hipótese “Será que tenho Alzheimer?”. Como se não bastasse, esses pensamentos ocorrem mais frequentemente em alturas em que a pessoa anda mais desanimada ou ansiosa.

Acontece que a depressão e a ansiedade podem muitas vezes imitar os sintomas da demência de Alzheimer, tornando a questão num círculo vicioso. A pessoa ansiosa/deprimida esquece-se, como está deprimida pensa de maneira mais negativa e acha que tem Alzheimer, levando a mais ansiedade e consequentemente, mais esquecimentos. Esta associação é tão comum que levou alguns autores a chamá-la de “Pseudo-demência”. Felizmente, ao contrário da verdadeira, esta demência tem um tratamento eficaz podendo mesmo falar-se em cura.

Embora semelhantes, há algumas pistas que ajudam a distinguir as duas, como ilustra a tabela seguinte:

  Depressão Demência
Início Súbito com possível fator precipitante Insidioso
Curso Flutuante Lento e progressivo
Memória Melhor do que a autoavaliação Pior que a autoavaliação
Humor Deprimido Variável
Quando testada Respostas tipo “não sei”, “não sou capaz” Habitualmente esforça-se por responder
Reação do doente Hipervalorização dos défices “estou muito mal” Desvaloriza os défices
Resposta ao tratamento antidepressivo Boa com restabelecimento da memória Sem resposta

Artigo de opinião: Desmitificando a Terapia da Fala

terapia_da_falaJá alguma vez ouviu falar na Terapia da Fala? Já precisou de ter Terapia da Fala?
Muitos são os mitos por detrás desta profissão e poucas são as pessoas que sabem ao certo a função de um Terapeuta da Fala.
Em Portugal, a Terapia da Fala existe há mais de 50 anos, mas não tem sido muito divulgada. Criou-se e enraizou-se a ideia de que este profissional ensina as “crianças a falar”, que só serve para os “gagos” ou para os “surdos”. Assim, estas publicações, surgem no sentido de desmistificar o conceito de que este profissional intervém apenas na fala das crianças e adultos.
O Terapeuta da Fala é o profissional de saúde responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento da comunicação humana, onde se destaca a comunicação não-verbal, funções relacionadas com a fala e compressão/expressão da linguagem oral e/ou escrita, mas também da deglutição.
Sabia que:
– Desde o nascimento que o Terapeuta da Fala tem um papel fundamental para o desenvolvimento do bebé? Os cuidados podem ser prestados ao nível da amamentação, alimentação e comunicação entre os bebés e os pais/cuidadores.
– Nas crianças em idade pré-escolar, a sua intervenção se foca na promoção das competências linguísticas, vocais e de comunicação, bem como na intervenção nestas perturbações?
– Em crianças e jovens em idade escolar exerce um papel crucial na intervenção das perturbações da leitura e escrita, na potencialização da comunicação e na gaguez?
– Na idade adulta, o seu foco de intervenção é maioritariamente em perturbações adquiridas, patologias vocais e de deglutição, alterações fisiológicas na estrutura orofacial que limitam a funcionalidade dos órgão articulatórios? E que ainda tem um papel preponderante na promoção das competências da comunicação e qualidade vocal?
Não é necessário ter um problema ou uma doença para procurar um Terapeuta da Fala, nem existe uma idade definida para consultar um especialista nesta área. Neste sentido, uma observação feita atempadamente é tanto mais favorável, quanto mais precocemente for iniciada a intervenção terapêutica.

Foto:Primus.pt

Por:Ana Carolina Marques-APSCDFA

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