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Vila Franca da Serra

Estado de Emergência renovado até 17 de abril

O Estado de Emergência foi renovado e clarifica a restrição ao direito de resistência e abrange a área da educação, prevendo a imposição de aulas à distância.
O Presidente da República, Marcelo Ribeiro de Sousa, colocou de forma clara estas duas alterações, com mais 15 dias, que vai funcionar até ao final do dia 17 de abril.
Logo como se pode ler num dos artigos do diploma: “Fica impedido todo e qualquer ato de resistência ativa ou passiva exclusivamente dirigido às ordens legítimas emanadas pelas autoridades públicas competentes em execução do presente estado de emergência, podendo incorrer os seus autores, nos termos da lei, em crime de desobediência”.
No distrito da Guarda, já existem mais de uma centena de casos confirmados, um pouco por todos os concelhos.

Uma das medidas que vão estar a vigorar é que de  quinta-feira Santa até segunda-feira de Páscoa, a circulação em Portugal vai estar limitada ao concelho de residência. Sendo de preferência sozinho, seja a pé ou de carro.

Covid-19- Nerga alberga segundo centro de testes na Guarda

A Unidade Local de Saúde da Guarda em parceria com NERGA – Associação Empresarial da Região da Guarda, colocaram a funcionar o Segundo Centro de Testes COVID -19 na área de abrangência da ULS da Guarda.
A este Centro de Testes ao COVID19 (Drive Thru) têm apenas acesso pessoas sinalizadas através do SNS24, ADC – Comunidade ou com contacto prévio expresso da Unidade de Saúde Pública da ULS da Guarda/ DGS. O teste não é efetuado a quem não preencher este requisito.
São regras fundamentais de segurança para acesso a este Centro:
– Acesso através da entrada devidamente sinalizada;
– Não sair do veículo, uma vez que, o teste é efetuado com as pessoas no interior dos veículos;
– Não poderá deslocar-se para fora da zona limitada ao Centro de Testes, por questões de segurança.
A ULS da Guarda fica agradecida pela disponibilidade e empenho do NERGA na cedência de instalações.

 

Covid-19-Saúde, higiene e produtos básicos dominam o consumo entre os portugueses

Apresentamos um estudo feito pela empresa Nielsen revela-nos que os efeitos da pandemia Covid-19 são já visíveis em Portugal, contribuindo para um aumento das vendas do retalho alimentar. A primeira edição do Barómetro semanal da Nielsen sobre este tema, relativo à semana 9 de 2020 (de 24 de fevereiro a 1 de março), aponta para um crescimento das vendas nos Hipers+Supers que totalizou 14% entre as categorias de alimentação, detergentes e produtos de higiene e frescos, quando desde o início do ano a tendência se situava nos 6%.

Preocupações dos consumidores ditam consumo

A avaliação realizada pela Nielsen revela uma reação no comportamento do consumidor perante esta pandemia, em linha com a própria evolução desta situação no continente europeu e em território nacional.

A Nielsen identifica as seis etapas de adaptação do consumidor perante esta nova realidade: a compra proativa de Saúde, a gestão reativa da Saúde, a preparação da despensa, a preparação para quarentena, a vida com restrições e a vida sob uma nova normalidade.

O início da semana em análise foi marcado pelo alerta para o risco de pandemia anunciado pela Organização Mundial da Saúde, num período em que o número de casos diários registados na Europa ultrapassou os da China. Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde dirigiu um aviso às empresas para a necessidade de definição de planos de contingência.

Neste contexto, constata-se uma preocupação acrescida entre os portugueses com a Saúde e o armazenamento de produtos alimentares, exemplificado nos valores mais elevados registados para as conservas (+42%), os produtos ricos em vitamina C (Kiwi +39%, Laranja +37%, Tangerina/Clementina +37%) e produtos básicos (+36%). Preocupações com a Saúde e a limpeza estão também no topo do crescimento entre detergentes e produtos de higiene, observável para os Cuidados de Saúde (+40%) e Acessórios de Limpeza (+38%), onde estão incluídas as luvas.

O peso do fator geográfico

A reação dos portugueses não foi igual em todo o território: Lisboa, Setúbal, Leiria e Santarém foram os primeiros a reagir e foi nestas zonas geográficas que o consumo mais disparou. Para Lisboa, o consumo de 18% registado nesta semana triplicou a tendência de 6% verificada desde o início do ano; saltos no consumo aparentes também para Setúbal, Leiria e Santarém.

As próximas semanas podem demonstrar uma situação diferente, uma vez que os primeiros casos positivos de Covid-19 foram registados no Norte do país.

 

A procura por diferentes tipologias de oferta

O momento é de adaptação, devendo marcas e retalhistas tentar responder às necessidades identificadas entre os consumidores neste período de desafios originais.

Notam-se já tendências entre as distintas tipologias de lojas: com um sortido mais alargado, os Hipers destacam-se com um crescimento de 20%, acima dos incrementos registados para os Super Grandes (+18%) e Super Pequenos (+5%). Mas é expetável que, com o decorrer das semanas, a questão da proximidade conquiste um maior dinamismo.

                     Informação vai sustentar novas estratégias de marcas e retalhistas

É ainda cedo para compreender, na totalidade, de que modo esta pandemia vai afetar os padrões de consumo, alterar comportamentos e ditar novas tendências.

Como nos explica Patricia Daimiel, Diretora-Geral da Nielsen para Espanha e Portugal, “vivemos hoje uma situação verdadeiramente sem precedentes. Em todos os mercados e negócios, a nível mundial, a pandemia Covid-19 veio abalar a forma como vivemos, como consumimos e como trabalhamos. Todos seremos impactados, sem exceção. Por essa razão, é fundamental que, agora mais do que nunca, nos mantenhamos informados sobre todas as mudanças e novas tendências que vêm impactar cada um dos nossos mercados. É essencial estar alerta e tomar decisões assertivas que vão ao encontro de um panorama que é novo para todos, em todo o mundo.”

 

Vila Franca da Serra teve a desinfeção das ruas e espaços públicos

Teve início, a desinfeção das ruas e espaços públicos no Município de Gouveia no âmbito de prevenir o Coronavírus, inserido no Plano Municipal de Emergência, neste caso a freguesia de Vila Franca da Serra, outras se seguirão.
Depois da declaração de “Situação de Alerta de Âmbito Municipal”, o Município de Gouveia está a implementar uma das medidas previstas no “Plano Municipal de Emergência” para contenção do Coronavírus COVID-19: as ações de limpeza, higienização e desinfeção das ruas e espaços públicos do concelho.
Estas ações de descontaminação encontram-se a decorrer, em articulação com as Juntas de Freguesia, nas ruas de maior circulação e afluência de cidadãos, nomeadamente em artérias de acesso e proximidade a farmácias, supermercados, centros de saúde, praça de táxis, entre outros, como forma a minimizar as possíveis linhas de contágio do vírus.
A aplicação do agente de desinfeção está a ser realizada por funcionários do Município de Gouveia, que utilizam pulverizadores com uma solução dissolvida em água e aplicam o desinfetante em passeios, paragens de autocarro, multibancos, nos corrimãos, contentores, bancos de jardim e em serviços e estabelecimentos comerciais.
Estas ações de desinfeção serão efetuadas periodicamente, consoante determinação dos Serviços Municipais de Proteção Civil.
Esta medida é justificada pela necessidade de conter possíveis linhas de contágio no concelho de Gouveia, facilitada pela chegada de um elevado número de pessoas vindas do estrangeiro e do resto do país. Uma decisão que se enquadra no Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Gouveia, no sentido de reforçar o combate à disseminação do Coronavírus (COVID-19), procurando minimizar a possibilidade de contágio do vírus e transmitir mais confiança à população, numa altura em que o novo Coronavírus se propaga por Portugal.

Fonte:MG

Covid-19- Solidariedade com as famílias e empresas por parte dos Municípios, Senhorios e Governo é importante

Todos juntos somos mais fortes!!

Nesta fase crítica da vida das famílias, face ao Covid-19, onde a pandemia está instalada por todo Mundo, as famílias precisam de ajuda agora mais que nunca, uma vez que os agregados familiares e alguns são numerosos estão em casa. Também a vida não está fácil para a maioria das empresas do Interior .

Mas o mais complicado para além de a doença obriga a isolamento de todos, são as despesas certas casos da água, eletricidade, rendas, telecomunicações e impostos.

Ao que vamos apurando já são algumas destas instituições que vão dando benefícios às famílias e às empresas.

Assim como deixamos uma palavra aos senhorios que também devem todos pensar numa medida de apoiar as famílias e empresas, cobrando menos renda nesta fase.

Já o Governo vai lançando algumas formas de apoio mais no nosso entender insuficientes para empresas com menos de 10 trabalhadores, vamos aguardar por novos apoios ainda.

Agora se calhar deviam ser todos juntos a ajudar as famílias e as empresas para que logo que, este surto passe tenhamos empresas e famílias mais coesas e mais forte economicamente.

Foto:DR

Operação “Floresta Segura 2020”

A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a realizar, desde o dia 15 de janeiro e até 6 de dezembro, em todo o Território Nacional, a operação “Floresta Segura 2020”, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da Unidade de Emergência, de Proteção e Socorro (UEPS) e dos Comandos Territoriais, a qual integrará várias fases, desde o planeamento e execução de ações de sensibilização e de fiscalização, no que diz respeito às faixas de gestão de combustível, até ao reforço de patrulhamento e vigilância, para prevenir comportamentos de risco, assim como detetar e combater incêndios rurais, com a finalidade de garantir a segurança das populações e do seu património e salvaguardar o tecido florestal nacional.

Neste sentido, a GNR, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) irá, junto das populações em geral e, em particular, das autarquias, produtores florestais, comunidades escolares e agricultores, promover ações de sensibilização, com o intuito de alertar para a importância dos procedimentos preventivos a adotar, nomeadamente sobre o uso do fogo em queimas e queimadas, a limpeza e remoção de matos, a manutenção das faixas de gestão de combustível e a adoção de medidas de proteção dos aglomerados e de autoproteção, no âmbito dos Programas Aldeia Segura e Pessoas Seguras.  

Em apoio à ANEPC, no combate aos incêndios rurais, a GNR irá empenhar forças da UEPS em ações de ataque inicial e ampliado/estendido, com meios terrestres e helitransportados e, através do SEPNA, garantirá a validação, medição das áreas ardidas e investigação das causas dos incêndios.

Salienta-se que, no ano de 2019, registaram-se 10 904 ocorrências de incêndios rurais – o que representa uma redução de 15% face aos números de 2018 e de 54% face aos de 2017 – que resultaram em 42 492 hectares de área ardida (uma redução de 4% face a 2018 e de 93% face a 2017).

Ainda assim, considerando que cerca de 35% das ocorrências tiveram origem na realização de queimas e queimadas, a GNR continuará a dar prioridade à redução do número de ignições, aconselhando-se a população à participação nas diversas ações de sensibilização sobre o uso correto do fogo, que serão promovidas por todo o país.

Ordem dos Médicos do Centro cria Grupo de Acompanhamento do Covid-19

Diversos médicos de várias especialidades (Pneumologia, Saúde Pública, Doenças Infecciosas, Pediatria, Medicina Geral e Familiar, Medicina do Trabalho e Patologia Clínica) vão integrar o Grupo de Acompanhamento do Covid-19 criado pela a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) e que será coordenado pelo Professor Carlos Robalo Cordeiro (pneumologista, diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra).

“Temos de contrabalançar o alarmismo, o pânico e a desinformação. A DGS tem de estabelecer os procedimentos corretos para serem cumpridos nos hospitais e nos centros de saúde”, refere o presidente da SRCOM, “agora que já temos casos identificados, a DGS não pode ficar por intenções vagas e pouco precisas”.

Afirma Carlos Cortes: “Ao contrário do que está a acontecer, é preciso enfrentar esta infeção com as melhores práticas de comunicação e partilha de informação junto dos utentes mas também junto dos profissionais de saúde que estarão na linha da frente”.

O Grupo de Acompanhamento do Covid-19 da Secção Regional da Ordem dos Médicos pretende ser um meio de partilha de informação e de apoio à melhor decisão, em tempo útil, interligando todas as ações com as entidades oficiais.

“Face a esta emergência epidemiológica, não podemos ficar à espera das respostas mais adequadas durante muito tempo. Tudo se passa de forma dinâmica e muito rápida. O pior cenário, face a casos positivos de infeção com o novo coronavírus, serão as respostas desarticuladas e incoerentes. Queremos dar um contributo para evitar situações de vazio, dúvidas, e comportamentos alarmistas que poderão amplificar ainda mais o cenário preocupante que conhecemos”, assume Carlos Cortes.

A Ordem dos Médicos pretende, com este grupo especializado, colocar ao serviço da comunidade médica a melhor e a mais correta avaliação face a eventuais incoerências e desinformação nas unidades de saúde.

“Estamos a assistir a alguns casos bastante confusos, infelizmente. Temos de dar o exemplo, sobretudo neste momento tão complexo, e contribuir para as melhores decisões nesta fase de risco. São os médicos especialistas em epidemiologia e saúde pública que devem liderar e apoiar a procura das melhores soluções. A comunidade médica e científica deve conduzir-nos às melhores práticas para enfrentar esta epidemia”, assume. “Temos de pugnar para que sejam tomadas todas as medidas preventivas nos hospitais e nos centros de saúde para minimizar a exposição e o risco de contágio”, conclui Carlos Cortes.

GNR- Atividade Operacional das últimas 12 horas

A Guarda Nacional Republicana, para além da sua atividade operacional diária, levou a efeito um conjunto de operações, em todo o território nacional, entre as 20h00 de sexta-feira e as 08h00 de hoje, sábado, que visaram a prevenção e combate à criminalidade violenta, fiscalização rodoviária, entre outras, registando-se os seguintes dados operacionais:

 

  1. Detenções: 30 detidos em flagrante delito, destacando-se:
  • 14 por condução sob o efeito do álcool;
  • Nove por condução sem habilitação legal;
  • Cinco por tráfico de estupefacientes.

 

  1. Apreensões:
  • 24 doses de haxixe;
  • 495 euros em numerário.

 

  1. Trânsito:

Fiscalização: 532 infrações detetadas, destacando-se:

  • 151 por excesso de velocidade;
  • 37 por falta de inspeção periódica obrigatória;
  • 33 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei;
  • 21 relacionadas com iluminação e sinalização;
  • 20 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;
  • 15 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças;
  • 14 relacionadas com tacógrafos.

 

Sinistralidade: 42 acidentes registados, destacando-se:

  • 01 ferido grave;
  • 09 feridos leves.

Mais de 101 mil reclamações em 2019

O ano de 2019 foi, mais uma vez, um ano recorde de reclamações registadas no Portal da Queixa. O número de reclamações ultrapassou as 100 mil reclamações recebidas, registando uma média de 275 queixas por dia. Para a maior rede social de consumidores de Portugal, representa o 6.º ano consecutivo de crescimento, registando valores com o dobro do que regista o Livro de Reclamações Eletrónico do Estado.

 

  2018 2019 %
Reclamações recebidas 88.763 101.033 13,82%

 

Este crescimento não significa que os portugueses passaram a reclamar mais, mas verifica-se que estão mais digitais, optando pela comodidade e a facilidade de comunicar com as marcas através do Portal da Queixa, ao invés de formalizarem uma denúncia, que implica burocracia e tem como finalidade um processo de coima para com o prestador. Os consumidores atuais querem continuar a ser clientes satisfeitos e, por isso, procuram a proximidade das marcas para darem a sua opinião e contribuírem para a melhoria contínua.

As categorias alvo de maior número de reclamações ao longo de 2019 foram: Comunicações, TV e Media; Correio, Transporte e logística; Serviços de Administração Pública; Transportes Públicos e o Comércio de Tecnologia:

 

Categoria 2018 2019 %
Comunicações, TV e Media 11.181 11.270 0,80%
Correio, Transporte e logística 8.335 10.647 27,74%
Serviços de Administração Pública 7.059 9.184 30,10%
Transportes Públicos 4.801 5.875 22,37%
Comércio de Tecnologia 3.846 4.840 25,85%
Bancos, Financeiras e Pagamentos 2.804 3.816 36,09%
Água, Eletricidade e Gás 3.809 3.522 -7,53%
Comércio de Moda e Vestuário 1.908 3.179 66,61%
Hóteis, Viagens e Turismo 2.629 2.989 13,69%
Seguradoras 2.130 2.661 24,93%
Hiper e Supermercados 1.629 2.045 25,54%
Saúde 1.610 1.883 16,96%

 

Em 2019, o principal motivo de reclamações foi relativo ao comércio eletrónico em toda a sua dimensão, contrariando a tendência dos últimos anos relativa às operadoras de telecomunicações, ou seja, com o aumento de utilizadores com acesso à internet, verifica-se igualmente um aumento de todos os setores que dela dependem, tais como as lojas online que são, cada vez mais, o canal privilegiado para as compras, verificando-se um crescimento exponencial tanto na Black Friday como no Natal; as empresas de entregas de encomendas passaram a ter um papel muito relevante em toda a jornada do cliente e os métodos de pagamento que passaram a facilitar todo o processo de compra online. De salientar igualmente os provedores de internet que possibilitam o acesso à rede, tal como os equipamentos em que a navegação é efetuada, como os smartphones e os laptops.

 

Assim, verifica-se uma alteração comportamental, não só, na forma, mas também, no método em que o novo consumidor digital se apresenta na viragem da década. Embora exista uma maior propensão dos consumidores para a aquisição do conhecimento digital, os portugueses ainda demonstram muita falta de literacia digital, que os coloca em constante perigo, face às inúmeras ameaças à sua segurança através da internet. Hoje em dia, a falta de literacia digital em Portugal, já é equivalente ao problema do analfabetismo de há 30 anos na sociedade portuguesa.

Infelizmente, esta realidade só poderá ser invertida com a partilha de conhecimento, assente numa estratégia global, não dependendo apenas das entidades governamentais – que deverão ser as principais potenciadoras – mas de todos os interessados no processo, nomeadamente as marcas que operam no mercado nacional.

 

Comunicações, TV e Media
É a categoria com mais reclamações registadas ao longo do ano 2019 à semelhança do ano 2018, contabilizando um total de 11.270 reclamações. São claramente as Operadoras de Tv, Net e Telefone, o principal alvo das reclamações contabilizando um total de 10.384 reclamações. 2019 fica também marcado por um grande número de reclamações relacionadas com os serviços de valor acrescentado, 587 reclamações, o conhecido WAP billing.

 

Marca 2018 2019 %
MEO 5.323 4.675 -12,17%
NOS 2.748 2.977 8,33%
Vodafone 1.558 2.166 39,02%
NOWO 463 566 22,25%
TDT 68 38 -44,12%

 

Correio, Transporte e logística

Foi registado um total de 10.647 reclamações, um aumento de 28% face ao ano de 2018 (8.335). A grande vantagem na comodidade de encomendar online e receber em casa é muitas vezes colocada em causa, devido aos problemas na entrega das encomendas dos portugueses, principalmente em épocas de grandes volumes de encomendas, como os períodos da Black Friday e do Natal.

O universo dos CTT foram a marca com maior número de reclamações em 2019, contabilizando 6.293 reclamações (CTT com 4.314 e CTT Expresso com 1.962), ultrapassando a MEO que tem vindo a ser a habitual vencedora.

 

Marca 2018 2019 %
CTT 5.337 6.293 17,91%
GLS 773 1.279 65%
DPD GROUP 441 730 66%
SEUR 501 586 17%
MRW 213 519 144%
DHL EXPRESS 194 214 10%
Nacex 127 165 30%

 

Serviços de Administração Pública

Em 2019, foram registadas 9.184 reclamações, dirigidas aos serviços públicos, um aumento de 30% face a 2018 (7.059).

Os atrasos nos pagamentos da pensões dominaram o ano de 2019 relativamente aos serviços de previdência da Segurança Social, as reclamações à ADSE também se intensificaram nos últimos meses do ano, mas os serviços públicos do estado que maior aumento registaram foram o SEF com as dificuldades de agendamento e o IMT com a emissão das cartas de condução, as licenças de TVDE e os cartões ADR. No entanto o IMT é um exemplo de sucesso no atendimento e na resolução dos problemas apresentados, gerando uma Índice de Satisfação na ordem dos 93%, a par do IEFP com 96% e a Câmara Municipal de Lisboa com 73%, demonstrando que o serviço público pode estar em conformidade com os padrões de qualidade mais exigentes.

Nota final para o Ministério da Educação, que mais um ano voltou a registar um elevado número de reclamações relativas à plataforma MEGA (Manuais Escolares Gratuitos) antes do início do ano letivo.

 

Marca 2018 2019 %
Segurança Social 1.802 1.667 -7,49%
Câmaras Municipais 1.612 1.832 14%
IMT 406 1.158 185%
SEF 310 707 128%
Centro Nacional de Pensões 613 920 50%
Centros de Saúde e Hospitais 713 660 -7%
Serviço Nacional de Saúde 555 591 6%
Ministério da Educação e da Ciência 455 565 24%
IRN 231 342 48%
Autoridade Tributária e Aduaneira 333 300 -10%
ADSE 110 220 100%
IEFP 103 153 49%

 

Transportes Públicos, Aluguer e Condução

As 5.875 reclamações recebidas ao longo do ano de 2019, provam que os atrasos, as constantes supressões, e até as várias greves, não deixaram os passageiros satisfeitos. O ano de 2019 teve um aumento de 30% no número de reclamações em comparação com 2018 (4.801).

A TST foi a marca que registou o maior aumento do número de reclamações, que incidiram na sua maioria na supressão de carreiras e no mau relacionamento dos motoristas com os utentes. Em menor número, mas com um aumento percentual de registo foi igualmente a SMTUC.

Por outro lado, a CP que começou o ano com um aumento de reclamações em 82% face ao período homólogo, por motivo de atrasos, conseguiu reduzir as reclamações no segundo semestre de 2019, registando uma quebra de 7% em absoluto.

 

Marca 2018 2019 %
CP – Comboios de Portugal 589 545 -7,47%
TST – Transportes Sul do Tejo 157 393 150%
Carris 174 221 27%
Metro de Lisboa 109 132 21%
Rodoviária de Lisboa 82 115 40%
Fertagus 88 111 26%
Metro do Porto 63 70 11%
SMTUC 29 67 131%
Transtejo 59 47 -20%

 

Ainda dentro dos Transportes, salientamos a subcategoria – Táxi e Veículos Ligeiros onde destacamos as principais marcas também alvo de reclamações:

 

Marca 2018 2019 %
UBER 232 506 118,10%
Kapten 4 252 6200%
Bolt 65 150 131%
ANTRAL 102 93 -9%

 

Em 2019, o paradigma dos transportes de veículos ligeiros mudou totalmente, ao verificar-se uma quebra no número de reclamações aso Táxis e um abrupto aumento aos operadores das plataformas móveis com a Uber, a Kapten e a Bolt. Esta realidade é o reflexo do aumento da quota de mercado por parte destas novas ofertas através de plataformas online, que naturalmente cria maiores dificuldades na execução do serviço de acordo com a expectativa do consumidor e por sua vez uma quebra da utilização do táxi, como meio de transporte, não deixando de ser uma análise curiosa tendo em conta os acontecimentos passados.

 

Comércio de Tecnologia

A tecnologia, desde os gadgets, os smrtphones aos computadores, são os produtos que cada vez mais atraem a atenção dos consumidores portugueses, e por isso, tendem a ser igualmente alvo de reclamações antes e depois das compras nas grandes superfícies comerciais. Em 2019, isso não foi exceção e a Black Friday voltou a ser manchete nos media, pelo número de reclamações que foram registadas relativas às alterações dos preços e à dificuldade de receção das encomendas.

A Worten mais um ano destaca-se pelo número de reclamações, muito superior aos concorrentes diretos, contudo o seu destaque vai igualmente para a capacidade que demonstrou na resolução dos problemas apresentados, registando um índice de Satisfação de 95% face aos 11% registados pela FNAC como rival em matéria de compras de tecnologia.

Uma chamada de atenção para uma nova realidade nestas grandes superfícies comerciais, que se refere aos marketplaces, onde muitas vezes os consumidores compram a pequenos comerciantes através das páginas das grande empresas, sem terem essa informação presente e que por dificuldade de gestão de stocks e encomendas destes pequenos comerciantes, geram inúmeras reclamações, pois os clientes quando se apercebem sentem-se de alguma forma enganados, julgando terem comprado confiando na marca de grande dimensão.

Exemplo disso é a Dott (marca criada em parceria pelos CTT e a Sonae) que registou em Dezembro de 2018 um aumento de 1.733% nas reclamações, face ao mês anterior.

 

Marca 2018 2019 %
Worten 1.655 2.132 29%
Radio Popular 380 461 21%
Fnac 303 407 34%
Media Markt 107 181 69%

 

 “Para 2020, iremos continuar a registar cada vez mais reclamações, pois os consumidores já entenderam que foram empoderados com a visibilidade da sua opinião pública, através de plataformas como o Portal da Queixa. Esta é uma realidade que irá marcar e modificar a relação das marcas com os seus clientes, nos próximos tempos. As estratégias de customer-centric não se esgotam na conversão do cliente e fazem-se ao longo de toda a experiência com o consumidor, devendo ser extremamente personalizada e próxima, nomeadamente nos touchpoints digitais que influenciam a opinião dos outros potenciais clientes. Felizmente a maioria das marcas já despertaram para esta realidade e começam a adotar um comportamento de humildade perante o erro, potenciando a resolução e a satisfação dos seus clientes, gerando assim reputação positiva. Cada vez mais, a era do Customer Sucess irá ditar o futuro das marcas no mercado em detrimento do preço, pois a verdadeira influência faz-se através da experiência de consumo.” – Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa by Consumers Trust

 

Os números do Portal da Queixa em 2019:

400.000 Utilizadores registados

350.000 Reclamações recebidas (100k só em 2019)

7.000 Marcas presentes na plataforma

±10 Milhões de visitas únicas ao Portal da Queixa

 

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