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“Encontro de Palavras” em Celorico da Beira

     Vai ter lugar no próximo
sábado, 1 de agosto, a partir das 21h30 um encontro de palavras, que não é mais do que um encontro
literário e informal, promovido pela editora Ler Sentidos, e pelo Município de
Celorico da Beira.
Este evento vai
realizar-se no bar do Centro Cultural da vila de Celorico da Beira.
   
A conversa terá como mote  Viver no interior não é para todos, e
contará com  a presença de alguns dos autores premiados no concurso de
contos que a Editora Ler Sentidos  promoveu e que constam da coletânea
editada com o mesmo nome.
Seis contos que decerto marcarão cada leitor.
   
Em O Nevoeiro, de Sérgio Rato Cordeiro, duas personagens; um encontro
inusitado entre um pastor português e um soldado francês, em plena época das
Invasões Francesas, na zona raiana do distrito da Guarda. Um encontro
dilacerante. “Conheço-te, não te conheço? […] Deves ter coisas cá por
dentro, soldado. Não queres contar?”
Em Uma Prova de Amor, de António Maduro
Guerreiro, somos transportados para o interior de uma intensa relação umbilical
entre mãe e filho. “Quão bizarro o corpo e perversa a vida: como era possível,
perguntei-me insistentemente, estar o meu corpo a gerar um ser vivo quando a
minha cabeça se encontrava no lado oposto ao da vida?”
   
Em António João, de Fátima Baptista, regressamos a um cada vez mais
distante mundo rural, que não é mais do que a génese do que somos como povo.
“Durante toda a missa não desviava o olhar do lugar em que ela estava. Só
se sobressaltava quando o padre elevava mais a voz, estremecendo, pois pensava
ser Deus a chamá-lo de volta  às suas palavras, recriminando-o, a desviar-lhe
a tentação do olhar.”
Em Gaivota, de Filipe Santos, uma cidade
decadente;  singulares personagens, triviais e excêntricas; um crime cru.
“Luís Rufino era um puto loiro, de olhinho azul […] fora gerado durante
a tarde ou já na noite de um dia qualquer, sem nunca se ter dado conta das
pernas da mãe se terem visto fechadas às solicitações  dos transeuntes da
baixa da cidade…”
     
Viver no Interior não é para Todos, de Joana Moisão Lopes, é o conto
homónimo do Concurso onde a libertação interior se sobrepõe à hierarquia
imposta por uma sociedade regrada. “Formicidae fitou a sua mãe definhando
no chão da caverna. Já não devia faltar muito. A filha aproximou-se da Rainha,
as outras formigas cedendo passagem […] Muito pouco tempo depois, teve um
espasmo e depois quedou-se num silêncio mortal…”.
   
O último conto da coletânea, A Probabilidade do Improvável, de Elisabete
Fernandes Moura, é uma singela história imbuída de fraternidade, sentimento
cada vez mais urgente numa sociedade alienada dos outros “Enquanto lia o
belo poema de Ricardo Reis, Maria não conseguiu conter as lágrimas emocionada,
pois começou a perceber a dimensão da amizade daquela gentil senhora”.
Por:Mun.Celorico da Beira

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