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Artigo de opinião–A Importância da Respiração

aop Será a respiração uma função inata com a qual não precisamos de nos preocupar?

A respiração é um processo fisiológico que se dedica à troca de oxigénio e dióxido de carbono com o meio ambiente, pelo que é uma das funções vitais. A respiração nasal, a par da mastigação, favorece o crescimento craniofacial e portanto mantém saudáveis as estruturas orofaciais.

Fisiologicamente, a via nasal é a principal em todo o processo respiratório. O nariz favorece a filtração, humidificação e o aquecimento do ar. Todas estas características são promotoras de um sono adequado, de menores infeções (otites e/ou amigdalites) e de um crescimento facial harmonioso.

A respiração é uma característica tão inata, que por vezes desvalorizam-se alguns sinais atípicos que só uma equipa multidisciplinar (Terapeuta da Fala, Otorrinolaringologista, Ortodontista, entre outros) consegue detetar, avaliar e intervir corretamente, minimizando os impactos na vida das pessoas.

Quando ocorre uma modificação na função respiratória, pode desencadear-se um padrão de respiração oral, que consequentaopiemente desencadeia alterações miofuncionais e também no sistema estomatognático. Este padrão pode causar diversas alterações ao nível da fala (fonética), da linguagem (fonologia), do processamento auditivo e até nas competências cognitivas (atenção e memória).

Apesar de ser muito mais vantajoso efetuar-se uma respiração nasal, a hipertrofia das amígdalas e/ou adenoides, a flacidez dos músculos faciais, a rinite, as alergias respiratórias e o desvio do septo nasal podem alterar o padrão respiratório e torná-lo oral. É preciso salientar que a respiração oral só se torna um problema quando se torna um hábito. Quando se adota constantemente essa respiração, as consequências variam de acordo com a causa do hábito, a idade da pessoa e o tempo de instalação desta alteração. As repercussões podem relacionar-se com alterações na forma e posicionamento de estruturas rígidas (ossos faciais e dentes), na função e posicionamento dos músculos orofaciais e na postura global. Todas as alterações referidas implicam possíveis dificuldades na fala, mastigação e deglutição.

Os respiradores orais evidenciam alguns sinais que podem ser observados, com alguma facilidade, por um profissional especializado. Deste modo, os sinais mais comuns relacionam-se com alterações na fala, alterações na mastigação (sendo esta unilateral), otites frequentes, olheiras, alterações no sono, alterações na postura corporal, face alongada e assimétrica, má oclusão dentária, palato alto e estreito, alterações no paladar e no olfato, lábios secos, flacidez nos músculos da mastigação, cansaço frequente, baba noturna, reduzido rendimento físico e intelectual e tensão do músculo do queixo.

Quando identificar algum dos sinais apresentados deve consultar o Terapeuta da Fala. Quando mais cedo for identificada a causa deste hábito, melhores serão os resultados obtidos na terapia. Não se esqueça que a intervenção precoce é a chave de um maior sucesso na intervenção!

No próximo mês fique a saber o que deve fazer caso o seu filho apresente uma respiração oral e qual é o papel do Terapeuta da Fala nestas situações!

Um Feliz 2017 a todos os leitores! Que este ano seja tão bom ou melhor que no de 2016 !

Por:Ana Carolina Marques- Terapeuta da Fala na APSCDFA

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