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Avisos e liturgia da Unidade Pastoral de Aguiar da Beira

As festas natalícias são as mais sentidas e intensamente celebradas na Europa e nas sociedades de cultura cristã: as cidades iluminam-se de festa e fantasia, as pessoas trocam felicitações, as famílias reúnem-se à volta da mesa, onde não faltam especialidades típicas da arte culinária… Uma grande exuberância de símbolos e a sua universalização testemunha o enraizamento cultural destas festividades: os presépios, a estrela e os reis magos, a árvore luminosa, figuras de fantasia como o Pai Natal e o seu trenó rebocado por renas… Mas, principalmente, a imagem de um Menino recém-nascido. Grandes valores humanos estão associados a este entranhável universo simbólico: a paz, a fraternidade, a bondade, a gratuidade nas relações humanas, na família e nas crianças…  
Mas o Natal e a sua celebração também se degrada: consumismo desenfreado; frenesim das festas de passagem de ano; a ausência de verdadeira fraternidade; a transformação das “férias de Natal” que se transformam em “férias de Inverno” que dispersam. Na base da degeneração não podemos deixar de referir a perda da identidade cristã.24-12-2017

Os cristãos conscientes devem estar particularmente atentos à preservação da identidade destas celebrações. Mas só o farão se fizerem da festa expressão e alimento da fé. No centro das suas celebrações, dando sentido aos seus símbolos e inspirando costumes e tradições, não pode faltar a Palavra de Deus e a Liturgia sacramental da Igreja. Nos séculos III e IV, os cristãos afirmaram e robusteceram a sua fé, opondo-se ao fascínio das celebrações pagãs do solstício, com a celebração do Natal de Cristo, o Verdadeiro Sol da Justiça, a Luz que brilha nas trevas sem se deixar ofuscar. Hoje, assiste-se à “paganização” (e não só à “secularização”) da celebração cristã, diluída nos seus conteúdos, esquecida da sua identidade.
Algumas sugestões para este tempo:
– O Natal que celebramos é o de Jesus Cristo: não se trata de uma vaga festa de bons sentimentos (que sempre, aliás, deveríamos ter). E o Natal de Cristo não depende de nós (o equívoco de “quando o homem quiser…”): nós é que dependemos dele.

– O Natal celebra-se em Igreja. A melhor forma de o fazer é pela participação na Eucaristia: seja na “Missa do galo”, à meia-noite, seja noutra.
– A melhor forma de participar na Eucaristia é a Comunhão: o altar da Igreja é a “manjedoura” onde reconhecemos o Senhor que nos foi dado e onde Ele se nos oferece como alimento de vida.
– Nas nossas casas o melhor símbolo do Natal continua a ser o Presépio, com o Menino: desde o século IV que os cristãos fazem com o Presépio uma profissão de fé no mistério da Incarnação. À volta do presépio é bom que se reúna a família para algum momento de oração.
– Embora de uso mais recente, a árvore de Natal (isolada ou associada ao presépio) pode ter leitura cristã: recorda-nos a árvore do Paraíso que o novo Adão nos reabriu, a árvore de Jessé cujo melhor fruto é o próprio Cristo, a árvore gloriosa de Cruz em que o Senhor Jesus nos redimiu. A sua luz evoca Aquele que é a “Luz do Mundo”. Mas para ser um verdadeiro “símbolo” de vida que se renova (folha caduca) ou de vida imortal (folha perene) que une a terra (raízes) ao céu (copa com a estrela…), não lhe basta “parecer” uma árvore (plástico…): deve sê-lo. E sem atentar contra a propriedade alheia ou contra a ecologia.
– Não se troque a Ceia de consoada ou outra refeição que reúna a família por nenhuma diversão ou proposta turística, por sedutoras que estas se apresentem. Procure fazer-se destes encontros, ainda que difíceis e tumultuosos, um lugar privilegiado da memória familiar ao qual não falte a referência da fé.
– As “prendas” do Natal têm sentido se forem expressão de alegria. Bom seria que não fizessem esquecer às crianças e aos adultos que todos os dons verdadeiros têm uma origem divina (que pena termos substituído o Menino Jesus pelo Pai Natal no “papel” de distribuidor das prendas às crianças!) e, sobretudo, que a prenda principal que recebemos é o próprio Cristo, o “Menino que nos foi dado”. É boa ideia, por isso, associar as prendas ao “presépio”.

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