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Liturgia e avisos Domingo de Ramos -Unidade Pastoral Fornos de Algodres e Aguiar da Beira

DOMINGO DE RAMOS

 Iniciamos a Semana Santa, imitando a multidão que aclamava Jesus na cidade santa de Jerusalém: “Hossana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino do nosso pai David! Hossana nas alturas!”. Muitos estenderam as suas capas no caminho por onde Jesus ia passar e cortaram ramos de verdura para o aclamar e acolher. Isto contrasta com a traição e tristeza que ocorrerão naquela mesma cidade passados poucos dias. E perguntamos: Porquê e como é possível fazer tanto mal a quem só fez tanto bem? Jesus viveu para os outros, sem poder e sem violência, tendo como única arma o amor! Como foi possível? O texto mais importante deste dia é a narração da Paixão, segundo o evangelista S. Marcos. Desta narração, fixemo-nos nas palavras impressionantes de Jesus na cruz: “Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?”. Estas palavras expressam o drama que acontece no monte do Calvário. Resumem as horas da paixão de Jesus e também a sua vida. Na narração da Paixão, segundo S. Marcos, estas são as únicas palavras de Jesus na cruz. 25-03-2018
Ano B - Tempo Quaresma - Domingo de Ramos - Boletim Dominical

Este evangelista, ao contrário dos outros três, descreve-nos Jesus muito só e sentindo-se sozinho; um Jesus que, pouco a pouco, se vai desprendendo daqueles que tinha junto de si; alguns foram contra Ele e os que O apoiavam fugiram ou esconderam-se. Todos olham para Ele como um coitado, um desgraçado, um maldito. É horrível: praticamente ninguém manifesta compreensão ou reconhecimento para com um justo, agora objecto de desprezo, de maldade, de injustiça. Ridicularizado, até Jesus cala-se e aceita. Nesta solidão, foi despojado da sua roupa. O evangelista diz-nos: “repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, para verem o que levaria cada um”. Jesus não está somente despojado das suas vestes e das pessoas, mas também sente-se despojado de Deus. O Seu Pai parece que não está e, por isso, clamou com voz forte: “Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?”.

Estas palavras de Jesus resumem os clamores de todos os homens e mulheres. No monte do Calvário, na cruz, estão todos os gritos de desespero, de angústia, de tribulação e de sofrimento da humanidade. Jesus clama por todos os homens e mulheres, porque Ele é a expressão da humanidade sofredora. Quantas vezes já tivemos vontade de dizer estas palavras de Jesus com aquilo que nos acontece na vida? Quantas vezes já fizemos a experiência do “abandono” de Deus, parece que, às vezes, Ele não está e não nos ouve! Quantas vezes já pedimos e gritámos a Deus que oiça os nossos pedidos e esteja connosco nas tribulações?

Mas, perante esta situação desesperada e sofredora de Jesus, há uma brisa de esperança, há uma intuição de vida e há uma confissão de fé. Perante todo o drama do Calvário, o centurião romano, testemunha de todo este sofrimento, profere uma frase que marca tudo o que aconteceu: “Na verdade, este homem era Filho de Deus”. De certeza que disse estas palavras sem pensar, não estava consciente do que estava a dizer, mas expressavam o sentimento de muitas pessoas naquela hora e naquele lugar. No início da vida pública de Jesus, Pedro já tinha confessado que Jesus era o Filho de Deus; os apóstolos sabiam que aquele que os tinha chamado nas margens do lago da Galileia era alguém excepcional; tantas pessoas deram conta que Jesus de Nazaré era alguém diferente. O povo dizia que Jesus falava com “autoridade”, mas no momento da morte é o centurião, um pagão, que faz a confissão de fé. É a confissão da Igreja, é a afirmação fundamental da nossa fé: “Na verdade, este homem era Filho de Deus”. Confessar Jesus como Filho de Deus. Mas não podemos esquecer algo muito importante que completa a frase do centurião. Jesus foi julgado, condenado, morto. Sujeitou-se a tudo porquê? Porque Jesus morreu por nós, deu a vida pelos nossos pecados, morreu para nos salvar.

Neste Domingo de Ramos, com o qual iniciamos a Semana Santa, duas coisas tornam-se muito evidentes: Jesus reza com um sentimento atribulado: “Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?”, e, com o centurião, também nós, que contemplamos a sua morte gloriosa, afirmamos: “Na verdade, este homem era Filho de Deus”. Que estas palavras estejam na nossa oração desta semana para podermos celebrar com toda a solenidade a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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