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Liturgia do domingo de Páscoa e Avisos da Semana

A liturgia deste domingo celebra a RESSURREIÇÃO e garante-nos que a vida em
plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A
ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.
A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo
o bem” e que, por amor, se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os
discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os
homens. A ressurreição de Jesus não é apresentada como um facto isolado, mas
como o culminar de uma vida vivida na obediência ao Pai e na doação aos homens. A
vida nova e plena que a ressurreição significa parece ser o ponto de chegada de uma
existência posta ao serviço do projecto salvador e libertador de Deus. Por outro lado,
esta vida vivida na entrega e no dom é uma proposta transformadora que, uma vez
acolhida, liberta da escravidão do egoísmo e do pecado.

01-04-2018
Ano B - Tempo Pascal - Domingo de Páscoa - Boletim Dominical

A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo baptismo, a
continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena, que
acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa
finitude. Neste texto, Paulo apresenta, como ponto de partida e base da vida cristã, a
união com Cristo ressuscitado, na qual o cristão é introduzido pelo baptismo. Em
concreto, isso significa despojarmo-nos do “homem velho” por um processo de
conversão que nunca está acabado e o revestirmo-nos – cada dia mais
profundamente – da imagem de Cristo, de forma a que nos identifiquemos com Ele
pelo amor e pela entrega da vida.
O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo
obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da
vida não podem, nunca, ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama
Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta, a esse não o
escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira.
O texto começa com uma indicação aparentemente cronológica, mas que deve ser
entendida, sobretudo, em chave teológica: “no primeiro dia da semana”. Significa que
aqui começou um novo ciclo – o da nova criação, o da libertação definitiva. Este é o
“primeiro dia” de um novo tempo e de uma nova realidade – o tempo do Homem
Novo, que nasceu a partir da acção criadora e vivificadora de Jesus.

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