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Inauguração da Casa-Forte de Cidadelhe

O Município de Pinhel vai inaugurar a “Casa-Forte de Cidadelhe”, no próximo domingo, dia 12 de agosto, um equipamento destinado a guardar e expor, em segurança, o Pálio de Cidadelhe, uma peça com mais de 300 anos cujo valor tem levado as gentes de Cidadelhe a guardá-lo como um tesouro.
Religiosamente guardado pelos habitantes da aldeia (de forma a manter-se em segredo o local exato onde se encontra), o Pálio de Cidadelhe aguardava há algum tempo um local onde repousar, em segurança e com as condições adequadas à sua preservação, de modo a poder continuar a ostentar a beleza e singularidade que o tornam numa peça única e de grande valor patrimonial.
Consciente desta necessidade, e na expetativa de fazer do Pálio de Cidadelhe mais um motivo de atração não só à aldeia que integra o Parque Arqueológico do Vale do Côa, mas também ao concelho de Pinhel no seu todo, a autarquia pinhelense decidiu avançar com a construção da “Casa-Forte de Cidadelhe” que pretende ser, como o próprio nome indica, um local seguro para guardar o Pálio, mas também um local acessível para quem queira ver de perto esta peça de museu, função que também será assumida pela “Casa Forte” cuja inauguração está agendada para o próximo domingo, dia 12 de agosto, pelas 17.00h.
A obra esteve a cargo do Município de Pinhel e assentou na reabilitação de uma casa que se encontrava em avançado estado de degradação, adaptando-a a espaço museológico sob a forma de “Casa-Forte”, num investimento que rondou os 105 mil euros e que foi objeto de uma candidatura à medida “Renovação de Aldeias” do PDR2020.

Quanto ao Pálio, importa lembrar que se trata de uma peça de veludo carmesim típico de Veneza, bordada a ouro, prata e seda, datada de 1707. Tradicionalmente, saia à rua nos dias de Procissão
a fim de cobrir e proteger o Santíssimo, sendo transportado por oito homens que seguravam igual número de varas. Consciente de que estas saídas iam contribuindo para a sua degradação, o Pálio
de Cidadelhe saiu uma última vez em procissão quando a população assinalou os seus 300 anos (2007), aguardando desde então uma solução para a sua preservação e salvaguarda.

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