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Moção do Grupo Parlamentar do Partido Socialista em Celorico da Beira

      Aqui deixamos uma  Moção do Grupo Parlamentar do Partido Socialista aprovada, por unanimidade, na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Celorico da Beira, de 21 de dezembro de 2018, que nos chegou à nossa redação.                                  

                                                     MOÇÃO
Nos anos 80 do século XIX, o Dr. Sousa Martins atestava, como todo o rigor científico, a qualidade dos ares serranos para a cura do bacilo de Koch, sendo a Guarda contemplada com o 1º sanatório da Associação Nacional de Apoio aos Tuberculosos.
Decorria a última década do século passado quando o então 1º ministro, Cavaco Silva, decidiu construir hospitais em todo o país tendo proposto ao então diretor, Valério do Couto, um acrescento a um dos pavilhões do velho sanatório em troca da alienação de terrenos da cerca, numa visível falta de visão, ficando a Guarda entalada no meio de duas modernas unidades hospitalares.

A partir daí o folhetim hospitalar marcou toda a agenda política.
A promessa de Barroso em junho de 2002. O terreno que Maria do Carmo não deu. O anúncio de Luís Filipe Pereira, em comício partidário, com lançamento de datas e sem pagamento do hipotético projeto. A luta pela manutenção da maternidade. O debate na Assembleia Municipal da Guarda a 17 de novembro de 2003. A oferta de Câmara de Celorico de um terreno para a instalação entre a Guarda e a nossa Vila. A destruição de material hospitalar, por parte do ministro Correia de Campos, num episódio de contornos burlescos, partindo uma cadeira para quebrar o enguiço. A promessa de Sócrates em fevereiro de 2005 dizendo que a “Guarda merece ter um Hospital”. A 2ª visita, bem mais calma de Correia de Campos, em maio de 2007, que culminou no lançamento da 1ª pedra do novo acrescento por parte de Sócrates, em plena campanha para o Parlamento Europeu, concluindo-se que o PSD ofereceu-nos um apêndice remendão de arquitetura cavaquista enquanto o PS apostou num outro um pouco maior, sendo provavelmente o único hospital no mundo que entre um serviço de urgência e de internamento tem uma igreja. Que pensará o utente que ali entra!!!
Em 2006, apostou-se na criação de um centro hospitalar que poderia englobar os hospitais da Guarda, Covilhã e Castelo Branco onde foi utilizado régua, esquadro e o mapa de Michelin para calcular custos e distâncias, seguindo o princípio de “todos ficarem em pé de igualdade”. Com a criação da ULS da Guarda, em setembro de 2008, tudo indicava que assim ia acontecer. Curiosamente os factos estão à vista. O Despacho 10.601/2011, de Paulo Macedo, dá a conhecer a carta hospitalar, reorganização da rede hospitalar, concentração de serviços, criando um grupo de trabalho que concretizou o acordado entre o governo, o BCE e o FMI, chegando ao cúmulo, na comemoração do 35º aniversário do Serviço Nacional de Saúde, Passos tivesse afirmado “O SNS sofreu a maior ameaça de toda a sua história” atribuindo cinicamente crescimento positivo a um setor que desprezou e hipotecou à gula privada.
Naquele que foi o penúltimo ato público de Adalberto, ficámos a saber que poderemos vir a ter um Centro de Responsabilidade Integrada de Pneumologia. O ex-ministro passou ao lado do seu triste despacho de 3 de agosto onde apenas entrega à Covilhã o grau de Hospital Universitário e sem qualquer favor disse que iria reabilitar o pavilhão 5 para ver se é desta que as piores instalações pediátricas do país passam a melhores instalações … porque quanto aos costumes, disse nada. A falta de profissionais no interior, cardiologia, a ortopedia, etc.etc…
Sabemos agora que insensibilidade continua e dos 94.621.476 euros onde a execução orçamental ao terceiro trimestre indicava que a nossa ULS já tinha sido comtemplada com 110.314.240 euros decorrendo este ligeiro aumento com as dificuldades que vinham de anos transatos.
O Orçamento para o próximo ano atribui à ULS da Guarda 95.314.896 euros, o que dá um ligeiro aumento que não dará seguramente para realizar as obras do pavilhão 5, do chamado
comboio onde estão alojados serviços como a maternidade e a fragilíssima cardiologia e isto sem falar no abandono dos pavilhões rainha Dª Amélia e António Lencastre, nem tão pouco
para colmatar a vinda de especialistas.
Assim, apresentamos ao Governo um voto de protesto por mais este orçamento que não vai resolver quase nada apelando para que a ULS da Guarda, não seja discriminada e de uma vez
por todas respeitem as pessoas que vivem neste interior profundo.
E se na cidade mais alta já temos dois Centros de Saúde, seguramente não precisamos de um
terceiro.
E é este o nosso grito desesperado. Salvem a saúde no distrito, salvem o nosso Hospital.

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista
Celorico da Beira, 21 de dezembro de 2018

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