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PSD Guarda lançou comunicado

A SUPREMA FORÇA DOS VOTOS E A DESAVERGONHADA ‘POLÍTICA COSTISTA’
A partir do próximo dia 1 de abril, data que não podia ser mais sugestiva (!), o Governo decreta a boa nova de que os passes para a utilização dos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa sofrem uma redução substancial. Quem os usar dentro de cada concelho próximo da capital vai pagar apenas 30€ e quem quiser fazê-lo em todos os concelhos da região vais pagar somente 40€, poupando umas centenas de euros por ano relativamente ao preço atual. Vistas as coisas pela rama, não deve haver quem não concorde com elas. Todos devemos pagar menos para usufruir de bens essenciais, como é o caso dos transportes. Mas quem se predispuser a fazer uma análise mais aprofundada, arrepia-se com a medida, que parecendo correta e óbvia, pode ser, em boa verdade, uma das piores iniciativas de política pública dos últimos anos, bem ao nível dos ‘desvarios socráticos’. Como é evidente, se não estivéssemos em ano eleitoral, o Governo não se atreveria a propô-la, como não se atreveu nos três anos anteriores, por saber que a memória é curta e facilmente ultrapassável pela realidade. Mas o que agora importa é comprar votos, mesmo que o país venda a sua dignidade e hipoteque, uma vez mais, o seu futuro. Para António Costa, primeiro está o seu partido e o seu projeto de poder, Portugal vem muito depois. Esta medida de subsidiação, sendo positiva para uma boa parte da população de Lisboa (vai alargar-se ao Porto, onde também se vota muito!), por ter impacto direto no seu bolso, é, ainda assim, quadruplamente injusta. Desde logo porque não diferencia os que têm recursos económicos e podem pagar mais, daqueles que os não têm e devem pagar menos. Para o Governo, quem ganha 6000€ por mês deve pagar de passe social o mesmo que paga quem ganha 600€, o que é incompreensível. Depois porque a redução do custo destes passes é suportada pelo Orçamento de Estado, leia-se, por todos os contribuintes, incluindo os das regiões onde não há transportes públicos dignos desse nome, que são a maioria, e que não usam os da capital regularmente. Ou seja, quem financia este bónus de cerca de 150 milhões de euros anuais para Lisboa e para o Porto, que já têm um PIB per capita superior à média europeia, é o resto do país, o país pobre, que tem um PIB per capita na ordem dos 70% dessa média, o que é um absurdo. Depois ainda, porque não havendo em Lisboa e Porto uma rede de transportes públicos moderna e competitiva (faltam autocarros, comboios, barcos, carruagens de metro e até parques de estacionamento de veículos próximos das estações para os respetivos utilizadores), não faz sentido simular-se um incentivo às pessoas para usarem esses transportes, sem que antes se aposte no incremento da sua oferta. Dito de outro modo, o Governo inverte prioridades, não resolve nenhum problema de forma estrutural e começa a refeição pela sobremesa, pois a melhoria das condições dos transportes exige investimentos em equipamentos que estão a ser erradamente canalizados para subsidiar passes. Por último, porque se trata de um presente egoísta do Governo e envenenado para os portugueses. Têm em vista apenas os próximos meses e é politicamente impossível de reverter, deixando para quem vier a seguir o problemático ónus de encontrar solução para uma quebra de receitas muito sensível. Como o que se dá hoje se paga amanhã a peso de ouro, vamos todos ter a crença de que daqui a algum tempo não estejamos, uma vez mais, vergados ao chamamento de uma outra qualquer Troika pela mão irresponsável do Partido Socialista. Mas o Governo lá saberá. Pelos vistos, os tempos das vacas magras, aquelas que não voam, foi lá atrás. Agora, já há dinheiro para muito mais. Se assim é e como festa é festa, todos têm o direito de dançar ao som da mesma música.
Por isso mesmo, se António Costa quiser ser politicamente sério, tratando os portugueses de
forma similar e proporcionada, tem de ser consequente e coerente. O mínimo que se lhe exige
é que baixe (não se lhe pede que elimine) o preço dos transportes dos portugueses do interior
do país, que também os há. Afinal, a mobilidade é para todos. Quem não tem Metro, Carris,
Transtejo e afins, e mesmo não tendo quase nada, tem, porém, uma necessidade, a de se
deslocar. Ora, como não há portugueses de primeira e de segunda, espera-se que o Governo
compense em igual medida (50%) quem não reside em Lisboa e no Porto, promovendo de
imediato a redução do custo dos bilhetes de comboios da CP e das portagens das SCUT´S,
designadamente nas A23 e A25, no resto do país. Não gasta tanto, não é tão injusto e não dá a
ideia que só faz política para brindar com os eleitores dos grandes centros urbanos.
Por Comissão Política Distrital do PSD

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