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Avisos e Liturgia do 12º Domingo Comum (Ano C)

No texto do evangelho deste Domingo, aparecem dois anúncios muito importantes na vida de Jesus. O primeiro anúncio é feito por Pedro, professando que Jesus é o Messias, o Ungido de Deus. Era uma boa notícia para todos aqueles que esperavam o Messias. Mas no segundo anúncio é dito que o Messias tem de sofrer muito, ser rejeitado, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Como podemos entender esta contradição entre os dois anúncios? O Messias tem de morrer para triunfar neste mundo?

Para entender melhor o texto evangélico deste domingo e todas estas perguntas, há que ter em conta que a fama de Jesus se espalhou por todas as povoações da Galileia. As pessoas começavam a falar dele, maravilhadas por tudo quanto dizia e fazia. De certeza que ficavam surpreendidas ao ver e ouvir contar os milagres que fazia, especialmente ressuscitar os mortos. De certeza que ficavam surpreendidas ao verem que o filho do carpinteiro de Nazaré proclamava o anúncio do Reino de Deus com palavras belas e com autoridade. Começava a despontar a fama de Jesus como o Messias esperado.

Por isso, um dia, Jesus perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem as multidões que Eu sou?”. Esta pergunta pode parecer inocente e ingénua, mas é muito importante para os apóstolos. As outras pessoas podem dizer o que bem entenderem: “Uns que és João Batista; outros, que és Elias; e outros que és um dos antigos profetas que ressuscitou”. Mas o que dizem os apóstolos? “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Melhor que ninguém, os discípulos conheciam Jesus, porque viviam com Ele, escutaram as suas palavras e viram todos os milagres que fez. Sem dúvida, são uns privilegiados ao serem as primeiras testemunhas do anúncio da Boa Nova do Reino de Deus que se começa a concretizar na pessoa de Jesus Cristo. É por tudo isto que a sua resposta é importante, porque depende se entenderam ou não quem é realmente Jesus.

23-06-2019

Em nome de todos, Pedro tomou a palavra e respondeu: “És o Messias de Deus”. Perante as palavras e os milagres de Jesus, só se podia esperar o seu triunfo como Messias. Mas Jesus surpreende os discípulos, afirmando: “O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”. Ninguém esperava este anúncio, porque ainda não estavam preparados para entender o verdadeiro messianismo. Não podemos esquecer que a esperança da vinda do Messias estava fundamentada na vinda de alguém muito importante que iria libertar o povo judeu da opressão do império romano. Mas a missão do verdadeiro Messias era libertar todos os povos da opressão do pecado e da morte de uma forma que ninguém estava à espera. Jesus anuncia a sua morte trágica em Jerusalém e este anúncio fica muito longe do esquema ideal do messianismo para o povo judeu e também para os próprios discípulos.

Depois do anúncio da sua paixão, Jesus diz como cada um de nós fica ligado ao mistério da sua paixão: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me”. É fácil acreditar num Messias majestoso, triunfante. Acreditar num Messias pregado na cruz não é fácil, parece um fracasso. É mais fácil ver Jesus no Monte Tabor a transfigurar-se, a pregar às multidões, a fazer milagres, chegar ao sepulcro vazio sem passar pela cruz em Jerusalém! A cruz transforma-se em triunfo, somente à luz da ressurreição.

Diante do texto do evangelho deste Domingo, quem é Jesus para mim? De certeza que responderemos como Pedro. Mas, temos consciência de que aceitar Jesus como Messias quer dizer aceitar as nossas cruzes? Aceitar a cruz é sempre difícil e não podemos escapar dela. E as cruzes chegam à nossa vida sem avisar, quando menos esperamos aí estão! Procuremos que as nossas cruzes não nos façam fracassar na vida, mas fortalecer ainda mais a nossa união a Cristo Crucificado e Ressuscitado, o Messias de Deus.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 12º Domingo - Boletim Dominical

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