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Avisos e Liturgia do 29º Domingo Comum (Ano C)

a)      Nos Domingos anteriores, meditámos em questões muito importantes e fundamentais para as nossas comunidades paroquiais: a fé, a gratuidade e a gratidão. Hoje, temos um tema que se integra muito bem neste conjunto: a nossa oração. O que é rezar? Devemos pedir a Deus aquilo que Ele já sabe? Devemos só pedir a satisfação das nossas necessidades, como o fizeram os dez leprosos do pretérito domingo, ou reclamar justiça como a viúva deste Domingo? Porventura, a oração não deverá ser, como reflectimos nestes últimos Domingos, a expressão profunda da nossa fé, ou do nosso desejo de que o Reino de Deus se instaure definitivamente entre nós? Será que basta somente aceitar livre, grata e serenamente a vida e o amor que Deus nos concede? Apesar de tantas questões, tenhamos em conta o seguinte: a nossa oração é eficaz? Serve para alguma coisa? Alguém ouve as nossas orações? Será que sabemos o que devemos pedir na oração? Quantas vezes dirigimos a nossa prece a Deus somente com as nossas necessidades individuais, os nossos pequenos problemas? Quantas vezes as nossas orações não são mais que uma apresentação encoberta dos nossos egoísmos?

 

b)      A parábola deste Domingo centra-se na fé, na confiança e na persistência daquela viúva que espera convicta de que alcançará a justiça a que tinha direito. Este deve ser o sentido da nossa oração. Não precisamos de recordar a Deus o que Ele tem de fazer, mas confirmar a nossa fé e a nossa esperança de que o seu projecto (a sua justiça) se concretizará. Por isso, rezamos. Rezamos não para que Deus se recorde de nós, mas para que nós não esqueçamos o que Ele quer fazer através de nós. Por isso, não podemos ter uma visão “pobre” da oração, afirmando que rezar é somente pedir. Rezar é recordar. Por isso, devemos fazer “sempre” e “sem desanimar”. No evangelho deste domingo, Jesus une a oração à fé e questiona-se no fim do texto se no futuro haverá gente que reze: “quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?

20-10-2019

c)       Mas, há algo muito importante a não esquecer. Hoje, como sempre, no evangelho, Jesus não apresenta Deus como um juiz sem dó nem piedade, mas como um Pai. Deus é o oposto do juiz que adia as decisões por preguiça e por negligência. Deus está sempre pronto para fazer justiça aos seus eleitos. Deus não é um juiz que procede, porque acredita na causa justa, mas porque deseja uma vida tranquila. A justiça de Deus não é a justiça limitada dos homens, mas é amor. Concluindo: Jesus convida-nos a viver por amor e não por justiça. O conselho de Jesus, expresso no evangelho deste domingo, é “orar sempre sem desanimar”.

 

d)      Às nossas comunidades cristãs que se reúnem ao Domingo para rezar na celebração da Eucaristia, é conveniente recordar a importância da oração em comunidade. Pode servir de exemplo a imagem de Moisés, na primeira leitura, despojando-a de toda a conotação bélica. Moisés, no cimo do monte, já não aguentava os braços levantados para Deus, devido ao cansaço e à idade. Aarão e Hur tiveram que lhe segurar as mãos. Se retirarmos o contexto da batalha ou se falarmos das imensas batalhas que temos com o nosso mundo (e não com alguém que queremos aniquilar), é uma bela imagem daquilo que poderemos fazer em comunidade, ou seja, ajudando-nos uns aos outros também ajudar-nos-emos nas nossas orações. Assim, não há uma verdadeira oração sem amor, sem os outros, sem a comunidade.

 

e)       Ao falarmos da oração, não podemos esquecer que deve ser acompanhada pelo testemunho da fé que todos somos convidados a dar nas nossas comunidades. A oração deve ser sempre acompanhada do nosso gesto solidário e comprometido.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 29º Domingo - Boletim Dominical

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