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Avisos e Liturgia do 30º Domingo Comum (ANO C)

a)             Jesus criticava duramente os fariseus, como poderemos ver no evangelho deste Domingo. Criticava a sua “auto-suficiência” na oração, diante de Deus, na vida e na relação com o próximo. Será muito bom reter nos nossos corações a mensagem do evangelho deste domingo, porque também podemos ser fariseus! Na 2ª leitura, S. Paulo manifesta a Timóteo que está feliz com tudo o que fez na vida: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. E agora já me está preparada a coroa da justiça”. Mas, nele não se vê o sentimento que Jesus criticava no fariseu que estava a rezar diante do altar. Paulo reconhece que o mérito de todo o seu trabalho não lhe pertence somente a ele e que não foi só ele que cumpriu a missão: “e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda”. Tanto Paulo como os seus colaboradores, sentiram a força e o ânimo de Deus: “O Senhor esteve a meu lado e deu-me força… Glória a Ele pelos séculos dos séculos”.

b)      De vez em quando, na Sagrada Escritura, encontramos extractos que nos manifestam Deus solidário com os pobres, com os que sofrem, com os que são vítimas da injustiça e com os humildes. Maria disse, no Magnificat: “Derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes”. Na 1ª leitura, vemos que Deus não é indiferente à súplica do pobre e do oprimido: “Não favorece ninguém em prejuízo do pobre e atende a prece do oprimido. A oração do humilde atravessa as nuvens e não descansa enquanto não chega ao seu destino.” É algo parecido com as súplicas da viúva que, no domingo passado, pedia justiça. Como resposta à 1ª leitura, o Salmo convida-nos a rezar: “O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado e salva os de ânimo abatido”. Na parábola do evangelho, aquele que se apresentou humildemente diante de Deus, foi perdoado; o mesmo não aconteceu ao orgulhoso.

27-10-2019

c)       Com as personagens “fariseu” e “publicano”, Jesus convida-nos a fazer um exame de consciência. Na relação com Deus e com o próximo, também podemos ser “fariseus”: pessoas que cumprem, que “não matam nem roubam”, que são oficialmente “boas”, mas não amam, não são humildes, mas orgulhosas. Se desejarmos o elogio de Jesus, teremos que imitar o mais humilde publicano que vai ao Templo, não para apregoar as suas boas obras, mas para pedir perdão e ajuda a Deus. Seremos agradáveis aos olhos do Senhor, se tomarmos esta atitude de humildade. Se nos sentimos pobres, pedimos. Se nos sentimos pecadores, desejamos ser perdoados. Se nos sentimos ignorantes, perguntamos. Há que estar sempre aberto a Deus e aos outros.

d)      Todas as vezes que celebramos a Eucaristia, recebemos este convite de Jesus. Começamos a Eucaristia, com um acto de humildade, o acto penitencial: “Senhor, tende piedade de nós”. O que vai modelando o aspecto espiritual da nossa vida, é sentirmo-nos filhos na família de Deus e irmãos uns dos outros. Quando rezamos a “Confissão”, reconhecemos que precisamos de ser perdoados. A frase “por minha culpa” é pronunciada perante Deus e perante os outros e é isso que nos dá uma paz interior e nos faz tomar uma atitude justa em todos os momentos da nossa vida.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 30º Domingo - Boletim Dominical

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