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Avisos e Liturgia do 33º Domingo Comum (Ano C)

a)      No próximo Domingo, com a Solenidade de Cristo-Rei, encerraremos o Ano Litúrgico. Por isso, as nossas celebrações têm a tónica do fim dos tempos e também já nos predispõem para o tempo do Advento que nos preparará para bem celebrar o Natal. Neste domingo, chegamos ao final de uma caminhada, de um trajecto feito com Jesus, até Jerusalém, acompanhados, ao longo de todo este ano litúrgico, pelo evangelista S. Lucas. Hoje, estamos com Jesus, no centro de Jerusalém, no coração da fé judaica, contemplando a maravilha que era o Templo, construído pelo rei Salomão. Neste contexto, Jesus fala-nos do fim do mundo de uma forma que parece ser uma “fotografia” da nossa realidade: guerras, terramotos, fomes e epidemias (realidades que todos os dias invadem as nossas casas através dos meios de comunicação social).

 

b)      A descrição de Jesus é muito idêntica à da primeira leitura da profecia de Malaquias, quando fala da vinda do Senhor, “ardente como uma fornalha”. O povo de Israel, regressado do exílio persa, está em crise, porque a realidade não corresponde ao que se tinha sonhado, porque a paz e a felicidade não são “independentes”; terão de continuar a viver sob o domínio persa. É a decepção perante a realidade nua e crua, onde a religiosidade se banalizou. Apesar de tudo, Malaquias transmite palavras de esperança, vindas de Deus, porque o “Dia do Senhor” trará a salvação aos justos e “nascerá o sol da justiça, trazendo nos seus raios a salvação”.

17-11-2019

c)       Hoje, na segunda leitura, terminamos a proclamação da segunda carta de S. Paulo aos Tessalonicenses. A ideia de que a vinda do Senhor estava iminente provocou em alguns cristãos uma certa passividade (se o final dos tempos está perto, não vale a pena trabalhar, nem investir). Foi por causa desta preguiça que S. Paulo escreveu esta carta. Depois de lhes recordar alguns aspectos doutrinais, reflectidos nos domingos anteriores, termina com alguns conselhos: “quem não quer trabalhar, também não deve comer”. Certamente que o Apóstolo fazia referência ao trabalho a nível geral, mas também ao outro trabalho que está implícito em cada cristão: o anúncio do Reino de Deus.

d)      A tradição judaica acreditava que antes da reconstrução de Israel, como reino, e antes da destruição definitiva dos inimigos de Israel, aconteceria uma grande catástrofe. Assim, as palavras de Jesus podem entender-se hoje como o anúncio da destruição. Mas, Jesus utiliza esta antiga crença para deixar bem claro que não acontecerá qualquer restauração. A destruição do Templo será definitiva. O Templo, entendido como o único lugar de encontro com Deus, acabará, porque, a partir de agora, a relação com Deus não será somente num local, dentro de paredes, sob uma determinada lei, reservada a uma única celebração religiosa, nem será pertença de uma etnia ou nação. Todo este mundo vai acabar! Agora, o novo Templo, o novo mundo, o homem novo, será Jesus Cristo. Para que este mundo novo e esta nova maneira de relacionamento com Deus possa acontecer, é necessário que do outro mundo e da outra relação não fique “pedra sobre pedra”. Não haverá restauração do antigo, mas uma nova criação.

 

e)       Mas, esta nova criação será antecedida por uma destruição? O corpo de Jesus será “destruído” na cruz, para que dele possa surgir o Cristo Ressuscitado, o Homem Novo. Por isso, cada um de nós terá de passar por dificuldades, sofrimentos e provações (purificação e conversão), para ser plenamente uma nova criatura, membro do Corpo de Cristo. Não será missão fácil. Mas, não é preciso ter medo. Jesus prometeu-nos que estaria sempre connosco nos momentos de sofrimento, que seria o nosso Defensor e que nos concederia a vida se lhe formos fiéis e não preguiçosos (como alguns tessalonicenses) e se aproveitarmos os momentos difíceis para dar testemunho. Deixemo-nos inundar pelo optimismo que Jesus nos transmite: “nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas”.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 33º Domingo - Boletim Dominical

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