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Avisos e Liturgia do 4º Domingo Advento (ANO A)

a)      Neste último Domingo de Advento, destaca-se o anúncio do mistério do Natal que foi preparado ao longo da história. A Liturgia da Palavra deste domingo apresenta-nos a reacção de três pessoas diante deste anúncio: Acaz, Maria e José.

b)      Jesus, o Messias, é Filho de David. Todos os evangelistas têm a preocupação de sublinhar a descendência davídica de Jesus, situando-a na esperança dos tempos messiânicos. Jesus quer dizer “Deus salva”. O tempo messiânico, no sentido profético, significa vencer a maldição do paraíso (Jardim do Éden), uma nova maneira de compreender a paz, a renovação da solidariedade e da harmonia entre as pessoas, como se se voltasse de novo ao paraíso do Génesis. A história da humanidade seria uma nova história, porque o homem seria verdadeiramente homem. Além disto, apresentar Jesus como filho de David é insistir no carácter humano da intervenção de Deus. Jesus integrar-se-á na História, apesar de ficar “marcado”, ou seja, vinculado a um determinado lugar, a circunstâncias concretas, à maneira de pensar do tempo e do local; mas tudo isto não impede de anunciar que a sua mensagem é universal. Jesus pertence ao povo judeu e é no seu seio que nasce; por isso, tem muitos sinais de pertença a este povo; é um entre muitos.

22-12-2019

c)       O Prefácio do Advento II/A apresenta-nos o papel de Maria no contexto deste último Domingo. Começa por nos ajudar a reconhecer que devemos estar gratos pelo mistério da Virgem Maria. Depois, vai explicando a força do mistério. Maria é a nova Eva. Por ela, a relação que existia entre os homens e Deus pode ser restaurada: “A graça que em Eva nos foi tirada, foi-nos restituída em Maria. Nela, Mãe de todos os homens, a humanidade, resgatada do pecado e da morte, recebe o dom da vida nova”. Todos devemos viver para Deus; em Maria vemos isso concretizado. Porém, sabemos que não foi somente Maria que desejou Deus, mas que Deus também a desejou, porque a escolheu e pelo Espírito Santo tornou-se presente, fez-se comunhão na sua vida e na vida de todas as pessoas. Se Maria, como nos recorda o Concílio Vaticano II, é mãe e modelo para a Igreja, também a comunidade cristã, como Maria, tem de estar disposta a acolher o amor de Deus no seu seio, deixando que o Espírito Santo actue.

d)      José é a imagem do crente, crê mas não compreende o que se está a passar à sua volta. Desde este ponto de vista, é muito parecido connosco. O que ele vê, o que ele espera e deseja não é o que está a viver. Mas, José é um crente como Abraão, ou seja, confia no projecto de Deus. É flexível nas suas decisões depois de escutar; não se distancia dos problemas, mas assume-os; pondo o nome de Jesus, compromete-se no plano de Deus; seguindo as orientações do anjo, a sua responsabilidade também proclama que Deus salva. Comprometer-se em algo não significa caminhar por um caminho fácil: exige a disponibilidade de modificar os próprios sentimentos, projectos e opções. A fé abre a José uma nova luz na escuridão, porque lhe faz ver o novo sentido que têm os acontecimentos que está a viver.

e)       Por outro lado, neste Domingo, encontramos a figura de Acaz, o crente que tem medo de acreditar. Acaz encontra-se entre duas opções políticas: ou aliar-se aos reis vizinhos para lutar contra a poderosa Assíria, ou aliar-se à Assíria. Acaz opta pela segunda hipótese para que a Assíria o auxilie a defender-se. Mas ao tomar esta decisão, abre as portas ao domínio assírio. O profeta Isaías anima-o e aconselha-o a não fazer alianças. Parece que aqui apenas se trata de uma questão de estratégia política. Mas, pela boca de Isaías sabemos que Deus queria dar a Acaz um sinal para alimentar a fragilidade da sua fé. Nota-se que o rei não quer nada: “Não pedirei, não porei o Senhor à prova”. Acaz não quer deixar-se guiar por Deus. Ele não é ateu, porque acredita, mas os critérios utilizados para tomar uma decisão estão, por vezes, longe dos critérios da fé. A opção assíria supunha introduzir no povo valores e uma religiosidade que iriam ferir gravemente a fé do povo. É aqui que radica a sua responsabilidade.

 

f)       José e Acaz são duas figuras muito diferentes. Com o Natal à porta podemos questionar se a nossa atitude é como a de Acaz, seguindo as ideias daqueles que os seus valores nos afastam da fé. Os seus critérios são muito fortes, impõem-se em todos os lugares, mas realmente libertam o homem? Ao rei Acaz e, quem sabe, a muitos de nós que nos deixamos influenciar facilmente, Isaías anuncia que o “Senhor nos dará um sinal: a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel”. Perante isto, somos fracos? A convicção de que Deus está connosco é a nossa fortaleza, porque Deus salva. Esta é a fé que celebramos no Natal.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano A - Tempo do Advento - 4º Domingo - Boletim Dominical II

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