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Avisos e Liturgia- Tempo Comum- Cristo Rei Ano A

 

CRISTO-REI (ANO A)

Neste Domingo, terminamos o ano litúrgico. Este é o último Domingo, no qual celebramos a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Demos graças a Deus por tudo o que nos concedeu ao longo deste ano litúrgico que se encerra. Neste Domingo, contemplamos Jesus como Rei, mas não como os reis que costumamos ver nos livros de história, mas como um bom pastor, médico, misericordioso. Na profecia de Ezequiel, que se encontra na primeira leitura, encontramos um pastor que cura as ovelhas, as acarinha, as conduz, alimenta-as, protege-as e, depois, separá-las-á dos cabritos. É um pastor que, como também escutamos no salmo responsorial, conduz as suas ovelhas para prados verdejantes e para águas refrescantes. Ele conduz-nos por sendas direitas, por amor do seu nome. Assim é Jesus Cristo, o qual celebramos neste domingo a sua realeza.

No evangelho de S. Mateus, vemos como este rei, que é bom pastor e misericordioso, nos faz um exame final da nossa vida, mas com um detalhe importantíssimo: dá-nos as perguntas e também as respostas! Todo o questionário apresentado examina-nos sobre como amámos em cada circunstância da vida, porque em cada momento, o Senhor estava presente no irmão a quem ajudámos ou não. Na nossa vida, temos de conjugar bem a vida espiritual com a vida quotidiana, ou seja, com o testemunho: a ação e a contemplação. Não podemos separar oração da vida. A oração que fazemos, quer seja comunitária (Eucaristia, liturgia das horas, sacramentos), quer seja particular (oração pessoal) tem de ter as suas consequências na nossa vida, no testemunho que damos. São João da Cruz diz-nos que “no final da vida seremos examinados sobre o amor”, ou seja, o amor de Deus manifesta-se no amor que temos aos nossos irmãos. Por isso, devemos estar atentos às necessidades de todas as pessoas que nos rodeiam, quer sejam conhecidas ou não, porque em todas elas o Senhor está presente. Temos as perguntas e as respostas do exame. Assim, parece mais fácil, mas talvez não seja. Colocarmo-nos nas mãos de Deus e ajudarmos os outros não é tão fácil como parece, mas não é impossível.

Elo de Comunhão:

22-11-2020

Vivendo em sintonia com estas perguntas e respostas apresentadas no texto do evangelho, seremos dignos de participar na mesa do banquete do Reino. Agora, podemos participar na Eucaristia, antecipação das bodas do Cordeiro. Teremos de nos apresentar com o traje nupcial que é o traje do amor, do bom testemunho, da ajuda fraterna feita aos irmãos, imitando o bom pastor com as ovelhas. Que o Senhor nos ajude a fazer crescer o seu Reino através das nossas boas obras; esse Reino, como diz o prefácio desta solenidade, que é universal e eterno, de santidade e de graça, de vida, de amor e de paz.

 

«Vinde, benditos de meu Pai!»

 

«Vinde, benditos de meu Pai, recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Vinde, vós que tendes amado os pobres e os imigrantes. Vinde, vós, que tendes sido fiéis ao meu amor, a Mim, que sou o amor. Eis que o meu Reino está preparado e o meu céu aberto, e que a minha imortalidade aparece em todo o seu esplendor. Vinde todos e recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo».

Então — que maravilha! — os justos surpreender-se-ão por serem convidados a aproximar-se como amigos daquele que as hostes angélicas não podem sequer ver com clareza, e perguntar-Lhe-ão com voz decidida: «Senhor, quando foi que Te vimos? Tu tinhas fome, e nós demos-Te de comer? Mestre, Tu tinhas sede, e nós demos-Te de beber? Estavas nu, e nós vestimos-Te? A Ti, que veneramos? A Ti, o Imortal, quando foi que Te vimos peregrino e Te recolhemos? A Ti, que amas os homens, quando Te vimos nós doente ou na prisão, e Te visitamos?

Tu és o Eterno. Tu não tens começo, és um com o Pai e co-eterno com o Espírito. Tu criaste tudo do nada, Tu, o Rei dos Anjos, a quem os abismos temem. Tu tens por manto a luz (Sl 104,2), Tu fizeste-nos e modelaste-nos da terra (Gn 2,7), Tu criaste os seres invisíveis. A Terra inteira foge para longe da tua face (Ap 20,11). Como acolhemos nós a Tua realeza e soberania?» E o Rei dos reis responder-lhes-á: «Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes. Sempre que acolhestes e vestistes todos estes pobres de que falei, e lhes destes de comer e de beber, a eles que são meus membros (1Cor 12,12), a Mim mesmo o fizestes.

Vinde para o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Desfrutareis eternamente dos bens de meu Pai que está nos céus e do Santíssimo Espírito que dá a vida». Que língua poderá então descrever tais benefícios? «Nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam» (1Cor 2,9). (Homilia atribuída a Santo Hipólito de Roma, ?-c. 235, presbítero, mártir, Tratado sobre o fim do mundo, 41-43; GCS I, 2, 305-307)

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

 Boletim Dominical da Unidade Pastoral de Fornos de Algodres: Ano A - Tempo Comum - 34º Domingo - Boletim Dominical II

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