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Avisos e Domingo de Ramos- Ano C

PREPARAR AS CELEBRAÇÕES PASCAIS

A Congregação para o Culto divino publicou, em Janeiro de 1988, uma “Carta circular” que retoma, explicita e particulariza as normas litúrgicas relativas à preparação e celebração das Festas Pascais e sugere oportunos temas da catequese do máximo interesse para a vivência da Páscoa. Destacamos algumas propostas:

1. “Tal como a semana tem o seu início e o seu ponto culminante na celebração do Domingo, sempre caracterizado pela sua índole pascal, assim também o centro culminante de todo o ano litúrgico refulge na celebração do sagrado Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, preparada pela Quaresma e prolongada na alegria dos cinquenta dias seguintes“. (Carta circular, Preparação e celebração das Festas pascais [PCFP], nº 2). Toda a pastoral e, assim, a pastoral litúrgica, devem brotar da e convergir para a celebração anual da Páscoa.

2. “A caminhada anual de penitência da Quaresma é o tempo de graça durante o qual se sobe à santa montanha da Páscoa. O tempo da Quaresma, com a sua dupla característica, prepara quer os fiéis quer os catecúmenos em ordem à celebração do mistério pascal… Os fiéis, dedicando-se com mais assiduidade a escutar a Palavra de Deus e a uma oração mais intensa, e mediante a penitência, preparam-se para renovar as suas promessas baptismais. (PCFP, nº 6)

3. “Toda a iniciação cristã comporta um carácter eminentemente pascal enquanto é a primeira participação sacramental na Morte e na ressurreição de Cristo. Por esta razão convém que a Quaresma adquira o seu carácter pleno de tempo de purificação e de iluminação…; a própria Vigília Pascal há-de ser tida como o momento mais adequado para celebrar os Sacramentos da iniciação” (PCFP, nº 7).

4. “…Os pastores recordem aos fiéis a importância que tem para fomentar a sua vida espiritual a profissão da fé baptismal que, “terminado o exercício da Quaresma”, são convidados a renovar publicamente na Vigília Pascal” (PCFP, nº 8). Este é o programa próprio da Quaresma.

5. Durante a Quaresma há que organizar uma catequese para os adultos… Ao mesmo tempo, estabeleçam-se celebrações penitenciais… (PCFP, nº 9).

6. “O tempo da Quaresma é também tempo apropriado para levar a cabo os ritos penitenciais, a modo de escrutínios… também para as crianças, já baptizadas, antes de se abeirarem pela primeira vez do Sacramento da Penitência” (PCFP, nº 10).

7. “Deve ministrar-se, sobretudo nas homilias do Domingo, a catequese do mistério pascal e dos sacramentos…” (PCFP, nº 12).
8. “Os pastores exponham a Palavra de Deus mais a miúdo e com maior empenho, nas homilias dos dias feriais, nascelebrações da Palavra de Deus, nas celebrações penitenciais, nas pregações especiais próprias deste tempo, nas visitas que façam às famílias ou a grupos de famílias para a sua bênção. Os fiéis participem mais frequentemente nas Missas feriais e, se isso não lhes for possível, serão convidados para ao menos ler, em família ou privadamente, as leituras do dia” (PCFP, nº 13).9. “A Igreja celebra todos os anos os grandes mistérios da redenção humana, desde a missa vespertina da Quinta-feira “In Cena Domini” até às vésperas do domingo da ressurreição. Este espaço de tempo é justamente chamado o “tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado” e também tríduo pascal, porque com a sua celebração se torna presente e se cumpre o mistério da Páscoa, isto é, a passagem do Senhor deste mundo ao Pai. Com a celebração deste mistério a Igreja, por meio dos sinais litúrgicos e sacramentais, associa-se em íntima comunhão com Cristo seu Esposo” (PCFP, nº 38).
10. “É muito conveniente que as pequenas comunidades religiosas, quer clericais, quer não, e as outras comunidades laicais participem nas celebrações do t r í d u o pascal nas igrejas maiores. De igual modo, quando em algum lugar é insuficiente o número dos participantes, dos ajudantes e dos cantores, as celebrações do tríduo pascal sejam omitidas e os fiéis reúnam-se noutra igreja maior. Também onde mais paróquias pequenas são confiadas a um só sacerdote, é oportuno que, na medida do possível, os seus fiéis se reúnam na igreja principal para participar nas celebrações. Para o bem dos fiéis, onde ao pároco é confiada a cura pastoral de duas ou mais paróquias, nas quais os fiéis participam em grande número e podem ser realizadas as celebrações com o devido cuidado e solenidade, os mesmos párocos podem repetir as celebrações do tríduo pascal, respeitando-se todas as normas estabelecidas” (PCFP, nº 43). “Nestas comunidades, embora muitas vezes pequenas e pobres, ou dispersas, está presente Cristo, por cujo poder se unifica a Igreja una, santa, católica e apostólica” (LG 26)
11. “É desejável que, segundo as circunstâncias, seja prevista a reunião de diversas comunidades numa mesma igreja, quando, por razão da proximidade das igrejas ou do reduzido número de participantes, não se possa ter uma celebração completa e festiva. Favoreça-se a participação de grupos particulares na celebração da vigília pascal, na qual todos os fiéis, formando uma única assembleia, possam experimentar de modo mais profundo o sentido de pertença à mesma comunidade eclesial. Os fiéis que, por motivo das férias, estão ausentes da própria paróquia sejam convidados a participar na celebração litúrgica no lugar onde se encontram” (PCFP, nº 94).

14-04-2019

UMA PASTORAL PARA GARANTIR A UNIDADE SACRAMENTAL DO TRÍDUO PASCAL

A unidade do Tríduo Pascal é uma unidade histórica e sacramental porque representa o mistério pascal que S. Agostinho chamou de “Tríduo de Cristo, crucificado, sepultado e ressuscitado”. É uma unidade litúrgica, porque as suas celebrações estão muito relacionadas com estes três acontecimentos: a antecipação sacramental da morte na Última Ceia ao entardecer de quinta-feira santa, o drama do Calvário na sexta-feira santa, a contemplação da sepultura durante o sábado, e a Ressurreição na passagem da noite para o dia do domingo da Ressurreição. Em algumas comunidades paroquiais, devido à falta de padres, celebra-se somente na quinta-feira santa e no Domingo de Páscoa. Em alguns sítios, há celebrações da Palavra no dia da Instituição da Eucaristia com a distribuição da sagrada comunhão! Noutros, a liturgia de sexta-feira santa consiste numa celebração da palavra, presidida por um leigo, fundamentando-se na seguinte ideia: se não há consagração, não há necessidade de sacerdote! Proliferam “vigílias” pascais, a começar pela tarde com a duração de uma “normal” missa vespertina e com uma redução do número das leituras propostas. Fala-se na celebração de “vigílias” pascais para grupos específicos de espiritualidade, retirando os seus membros das comunidades paroquiais! Outra “novidade” é a multiplicação dos círios pascais na Vigília Pascal para significar as diversas comunidades numa única assembleia. Afinal, o círio representa Cristo Ressuscitado ou comunidades? O que fazer? O que se deve corrigir? O Tríduo Pascal é uma grande celebração com diversos momentos. Três são centrais e alguns complementares. Centrais: a missa da Ceia do Senhor, a celebração solene da Paixão e a Vigília Pascal. Complementares: adoração na noite de quinta para sexta-feira santas, alguma parte da Liturgia das Horas, nas manhãs de sexta-feira e Sábado Santos. A continuidade destas três celebrações manifesta-se no seguinte: não se despede a assembleia ao concluir a liturgia de quinta-feira santa, mas temos a trasladação da reserva eucarística. Esta reserva da Eucaristia é a que se vai comungar, depois da adoração da cruz, no dia seguinte. Na sexta-feira santa não há saudação inicial e, no final, não se despede a assembleia. A desnudação do altar no fim da missa de quinta-feira santa introduz-nos na entrega plena de Cristo na sua Paixão até à sua “descida aos infernos”. Num clima de contemplação, o Tríduo Pascal vai sendo, pouco a pouco, um momento de espera e de preparação para o encontro com o Ressuscitado na Vigília Pascal. Assim, é conveniente que se estabeleça e se promova uma continuidade. Para tal:

1º Nas comunidades paroquiais, o Tríduo Pascal seja completo: a missa da Ceia do
Senhor, a Celebração da Paixão e a Vigília Pascal.

2º Todas as celebrações sejam presididas pelo sacerdote.

3º As celebrações ocorram na mesma igreja por causa da repercussão que a liturgia tem sobre o espaço litúrgico, que permite apreciar os diversos mistérios que se estão a celebrar. Por exemplo, a desnudação do altar não é uma acção meramente funcional; esse altar representa Cristo na sua entrega total e plena. O mesmo altar revestido de uma forma festiva representará Cristo, Cordeiro Pascal.

4º Nas comunidades paroquiais onde não é possível as celebrações do Tríduo Pascal, poder-se-á cultivar a oração da Liturgia das Horas, pela qual, como acontece com os sacramentos, se actualiza também o mistério pascal. O Ofício Divino não é uma realidade paralela ou alternativa à Eucaristia, ou às celebrações do Tríduo, mas é uma forma de participação que se deve promover onde não são possíveis as celebrações do Tríduo Pascal.

5º Nas comunidades onde existem tradições da Semana Santa (procissões, via-sacra ao vivo, sermões), não haja competições com as celebrações litúrgicas no que respeita à marcação de horários, mas que sirvam para a oração e para a contemplação do mistério pascal de Cristo, a sua morte, sepultura e ressurreição, acompanhado pela sua Mãe, Maria de Nazaré.

6º Recordemos que o Tríduo Pascal “não é de preceito”, o que não supõe assegurar de qualquer maneira a sua celebração em todos os lugares. O ideal será assegurar a celebração do Domingo de Ramos e do Domingo de Páscoa, enquanto o Tríduo Pascal seja celebrado no local onde se congrega a maioria dos fiéis e que permita uma celebração espiritual, cuidada e participativa. O mistério pascal actualiza-se sacramentalmente na celebração da Eucaristia e de uma forma sequencial, anualmente, no Tríduo Pascal. Como não é concebível a separação dos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, também não é admissível a celebração do Tríduo de um modo que não seja completo. Não se retirem elementos destas celebrações, como se fossem celebrações paralelas nem se multipliquem as celebrações sem as suficientes condições de assistência de fiéis, cuidando da liturgia e nas horas correspondentes. Sobre isto, é urgente iniciar e promover um caminho de sensibilização dos fiéis…o que não é nada fácil, mas não impossível!

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Ano C - Tempo da Quaresma - Domingo de Ramos - Boletim Dominical

 

Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro em Aguiar da Beira

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o
Cancro (LPCC.NRC) lança o apelo às utentes do concelho de
Aguiar da Beira, com idade compreendida entre os 50 e os 69
anos, para participarem no Programa de Rastreio de Cancro da
Mama promovido pela LPCC.NRC.
A partir de 10 de abril e até inícios de maio de 2019 a Unidade
Móvel de Mamografia Digital encontra-se estacionada no Centro
de Saúde de Aguiar da Beira, estando em funcionamento
de segunda a quinta-feira, das 9:15h às 12:30h e das 13:30h às
17:00h; e à sexta-feira das 9:15h às 12:30h e das 13:30h às
16:30h.
As mulheres com inscrição atualizada no Centro de Saúde
recebem uma carta-convite com a indicação da data e hora de
realização do exame. Segundo a LPCC, constata-se que muitas
faltas ao Rastreio decorrem da desatualização dos dados de
morada nos registos dos Centros de Saúde, motivo pelo qual a

O cancro da mama é o tipo
de cancro mais comum
entre as mulheres e
corresponde à segunda
causa de morte por cancro.
Em Portugal, anualmente
são detetados cerca de
6.000 novos casos de cancro
da mama e 1200 a 1500
mulheres morrem com esta
doença.

LPCC apela à atualização dos mesmos e à participação no
Rastreio.
O exame mamográfico deve ser repetido de dois em dois anos
de forma a garantir uma prevenção eficaz.
Para marcações ou informações adicionais, deve contactar-se o
Centro de Coordenação do Rastreio através do telefone 239 487
495/6 ou do e-mailrcmama.nrc@ligacontracancro.pt.

Avisos e Liturgia do 4º Domingo da Quaresma (Ano C)

Neste Domingo, já começamos a sentir a proximidade das festas solenes da Páscoa. Por isso, pedimos a Deus que nos conceda “fé viva e espírito generoso, a fim de caminharmos alegremente para as próximas solenidades pascais”. Na segunda leitura, São Paulo continua a recordar o convite à reconciliação, afirmando: “por Cristo, Deus reconciliou-nos consigo. Se alguém está em Cristo é uma nova criatura. Nós vos pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus”.

O texto do evangelho é a parábola do filho pródigo, tão conhecida de todos. É a manifestação do grande amor de Deus Pai por cada homem e por cada mulher. É o próprio Jesus que nos dá a conhecer o Pai misericordioso. Ao fazer esta revelação, escandaliza os fariseus e os escribas, porque acolhe e come com os pecadores. Na parábola, o filho mais velho, a quem chamaríamos bom e recto (sempre serviu o pai), também se escandaliza e indigna-se com o seu pai. Mas também o pai é bom e misericordioso para com ele. Sai da festa para ir ao seu encontro e dizer-lhe: “Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu”. Como é impressionante constatar o seguinte: o filho mais velho estava sempre com o seu pai, mas não o conhecia! Também nós reconhecemos que Deus está sempre connosco. Mas qual a nossa relação com Aquele que invocamos como nosso Pai e que está nos Céus?

Quem abre o seu coração à voz de Deus nunca desanima nem se desorienta, porque sente o amor misericordioso de Deus Pai, disposto a perdoar, lento para ira e rico de misericórdia. Mas também sente que Deus não tem a pretensão de julgar ou excluir aqueles que, segundo a Lei, aparecem como pecadores. Deus facilita-lhes o caminho de regresso e celebra com alegria este retorno. Neste domingo, somos convidados a fazer o nosso caminho de regresso ao Pai, preparando-nos, assim, para as festas da Páscoa. O Pai está ansioso por nos devolver a dignidade e a alegria da nossa filiação divina, da nossa fraternidade em Cristo Jesus, nosso Redentor. Por isso, na parábola, disse aos servos: “trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado”.

31-03-2019

As palavras e as acções de Jesus revelam misericórdia. Como Ele sabia ler o coração de cada um e respondia às suas necessidades! Nas parábolas dedicadas à misericórdia, Jesus revela a natureza de Deus como de um Pai que quer vencer o pecado e a rejeição com compaixão e misericórdia. Nestas parábolas encontramos o núcleo do Evangelho e da nossa fé, porque a misericórdia é a força que tudo vence, que enche de amor o coração e que consola com o perdão. A parábola do filho pródigo ensina-nos tanto! A misericórdia não é somente a acção do Pai, mas converte-se no critério para saber quem são realmente os seus filhos. Somos convidados a viver a misericórdia, porque sobre nós é derramada a misericórdia divina. O perdão das ofensas é a expressão mais evidente do amor misericordioso. Por isso, é algo que nenhum de nós se pode esquecer, porque assim o rezamos: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. O perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para conseguir a serenidade do coração. É isto que Jesus afirma nas Bem-aventuranças: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.

A parábola do filho pródigo é a parábola do pai misericordioso, é a parábola da festa da reconciliação. A parábola fala-nos de um pecado, mas não fica por aí; fala-nos de um arrependimento, mas não fica por aí; fala-nos de uma conversão, mas não fica por aí; fala-nos do perdão do pai e da confissão do filho, mas não fica por aí! A parábola conta tudo isso para terminar com uma festa e a alegria da reconciliação. Será este sentimento que reinará nos nossos corações, quando nos reconciliarmos com Deus, com os irmãos e connosco próprios.

 

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                                                     PREPARAR AS CELEBRAÇÕES PASCAIS

A grande celebração anual dos cristãos é a Páscoa. Foi por causa da Páscoa que entramos em Quaresma. E se a pastoral faz um enorme investimento na Quaresma (e ainda bem, porque uma grande festa requer uma grande preparação!) é por causa da Páscoa. Mal seria, contudo, se esgotássemos as nossas energias na preparação e celebrássemos pobremente a Páscoa. Não estaria bem ter-se a impressão de dar uma excessiva importância à Quaresma, de tal modo que esta aparecesse como a grande celebração anual dos cristãos. Isso seria um grave desvio, pois desvirtuaria todo o sentido cristão da Páscoa, reduzindo-a a uma quaresma. O valor, o sentido, a finalidade e a orientação da Quaresma é a Páscoa, quer do ponto de vista espiritual quer do ponto de vista litúrgico. Se não se chega a celebrar a Páscoa festivamente, exterior e interiormente, então a Quaresma foi inútil, foi vã. Os cristãos, de fato, não celebram a quaresma, mas a Páscoa. Nunca será demasiado insistir nisto.

Neste sentido, convém inculcar nos fiéis a importância e, consequentemente, o dever da celebração do Tríduo pascal, mormente da Vigília pascal, mas também da Cinquentena (o Pentecostes ou os Cinquenta dias).

A Páscoa é tempo de festa. Mas também, para muitos, é tempo de férias. Não será a festa da Páscoa um distintivo dos cristãos? Mesmo que ausentes da sua residência habitual, não deixem de celebrar a Páscoa em Igreja, nos lugares em que se encontrem. Os cristãos celebram a Páscoa em três dias, sexta, sábado e domingo (desde a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, em quinta-feira santa, até ao fim da tarde do domingo da ressurreição) – que se prolongam nos 50 seguintes – como se fosse uma só celebração.

A liturgia do Tríduo exige uma preparação cuidada, particularmente dos ministros: presidente, acólitos, leitores, cantores, salmistas, organistas, etc.. Em muitos casos, requer-se uma preparação remota. Muitos cânticos deverão ter sido já preparados durante a Quaresma. O Coro, por exemplo, precisa de um repertório adequado, entre outros, para o lava-pés (5ª feira santa), para a adoração da cruz (6ª feira santa), para a aspersão (vigília), para a procissão do Santíssimo Sacramento (5ª feira), para a procissão para o baptistério (vigília), etc.; os leitores (em número razoável) deverão ser bem preparados para as leituras, nomeadamente as da vigília; os salmistas (em número notável) terão de cantar vários salmos, nomeadamente na vigília; os acólitos e outros ministros têm muitas coisas a preparar e devem, sobretudo, preparar-se, com repetidos ensaios, para que a celebração decorra com ritmo, nobreza, naturalidade e beleza. Também o Presidente e o Diácono precisam de uma preparação cuidada, não apenas dos ritos, mas também do canto. Cantar o Precónio pascal e o tríplice Aleluia (na vigília), entoar o canto da apresentação da Cruz e a solene oração universal (na 6ª feira), os Prefácios da Oração Eucarística (de 5ª, da vigília e do Domingo), a despedida (na vigília e no Domingo).

 

Todos os domingos do Tempo Pascal (Cinquentena = Pentecostes) são excepcionalmente festivos. Não são, como outrora se dizia, domingos depois da Páscoa, mas domingos de Páscoa. Essa máxima solenidade deve ser não só interior, mas também exterior. Sem dúvida que, para ela, muito contribui o canto e a música, mas não bastam. Importa lançar mão de tudo o que possa contribuir para o máximo brilho do espaço litúrgico e para o carácter festivo da celebração, a iluminação, os arranjos florais, a limpeza e ornamentação da igreja, a disposição dos celebrantes (todos os participantes na celebração) e a sua participação activa. Deverá, sem dúvida, haver um grande esforço (foi a grande actividade quaresmal) para congregar todos os baptizados em celebrações festivas (não necessariamente longas, palavrosas e enfadonhas). A Páscoa implica um investimento espiritual e material de toda uma comunidade (esse foi o objectivo da quaresma) para a Festa. Sem a longa Festa da Páscoa, o cristianismo perde o seu sentido.

Como vamos celebrar a festa da Páscoa: o Tríduo e a Cinquentena? Não se pense que não é preciso, que basta que seja como no ano passado, ou, pior ainda, que o assunto não é importante. A celebração da Páscoa é o núcleo da verdadeira Pastoral, porque o é da vida cristã.

Ano C - Tempo da Quaresma - 4º Domingo - Boletim Dominical

Aguiar da Beira acolheu a Feira das Profissões

Mais de três centenas de estudantes  participaram na Feira das Profissões, dos Percursos e da Integração Profissional, que se realizou, no passado dia 8 , no Centro Cultural de Aguiar da Beira, numa iniciativa promovida pelo CLDS 3G Aguiar no Coração, em parceria com o Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca.
O evento colocou em contacto alunos, universidades e outras entidades de formação e empresários aguiarenses. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer as ofertas formativas, os perfis profissionais e as atividades económicas do território e da região, representadas num espaço expositivo com cerca de duas dezenas de entidades, conferências e outras atividades demonstrativas.
Entre as 9h30 e as 16h30, os alunos do 5º ao 12º ano tiveram a possibilidade de conhecer saídas educativas e formativas, carreiras militares, profissões do futuro; participar em atividades desportivas, de proteção civil e de arte urbana, como graffiter, ou em workshops de hotelaria, mecatrónica e relaxamento, saúde e beleza; e inspirar-se em histórias empreendedoras.
“Foi um dia muito intenso, com diversas ações para apresentar aos alunos em fase de decisão e aos visitantes aguiarenses as saídas educativas, formativas e profissionais, bem como o mercado de trabalho, recursos do território e exemplos de percursos bem sucedidos no concelho”, explicou Altino Pinto, Coordenador do CLDS 3G Aguiar no Coração, que acrescentou ainda que esta é uma iniciativa que visa “a promoção da fixação dos jovens no concelho, mostrando que em Aguiar da Beira também é possível construir um futuro positivo”.
A educação e a formação que têm, segundo a diretora do Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira, “um papel decisivo na sociedade”.
“Só através da educação e da formação o indivíduo se apropria do conhecimento e, ao apropriar-se do conhecimento, transforma-se e constitui-se como sujeito capaz de transformar a realidade. Assim, a educação e a formação são a forma de capacitar o ser humano para se compreender, para compreender o mundo que o rodeia e para, compreendendo-o, poder transformá-lo”, disse, na abertura do fórum “Educação e Formação”.
“Muitos são os percursos no longo caminho da educação e da formação, de natureza diversa e com diferentes características. Há percursos mais académicos, outros mais profissionalizantes, que cada um escolherá em função dos seus objetivos, dos seus gostos, da sua vocação”, referiu Elisabete Bárbara. Mas, independentemente desses percursos, continuou, “o importante é não ficar pelo caminho e construi-lo sempre, ao longo da vida. Não ficar pelo caminho implica esforço, implica trabalho e investimento. Implica pôr-se a caminho. Sempre. Implica movimento. A estagnação é inimiga da evolução. Por isso, não devemos parar, mesmo que um dos percursos esteja concluído”, deixou claro.
Instituto Politécnico da Guarda; Escola Superior de Turismo e Hotelaria – IPG; Instituto Politécnico de Viseu; Piaget Viseu; Cursos Profissionais do Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira; Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ); Guarda Nacional Republicana; Exército Português; Marinha Portuguesa; Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Viseu; Aenebeira; Atendimento Municipal ao Desenvolvimento Económico de Aguiar da Beira; Bombeiros Voluntários locais; Centro Social Paroquial de Dornelas; e CLDS 3G Aguiar no Coração, foram alguns dos expositores, que participaram também no fórum “Educação e Formação”.
Outra das conferências direcionadas para os alunos do secundário foi o fórum “Sonhar e Empreender”, que apresentou os percursos de empreendedores no concelho, nas áreas da avicultura, mecânica e orientação desportiva. Gonçalo Santos (avicultor), Marco Aurélio Coelho (empresário e eng.º eletromecânico) e Rafael Miguel (atleta e promotor de orientação pedestre) partilharam com os jovens as suas experiências empreendedoras e as oportunidades de investimento e carreira no município, vincando que “é possível construir um futuro de sucesso a partir de Aguiar da Beira”, sendo a formação, o acreditar, o risco, o trabalho e a inovação a base. E, atualmente, os empreendedores, nomeadamente os jovens, podem contar com diversos apoios e incentivos do município e da câmara municipal como um agente facilitar ao investimento no território, como realçou na sessão a vice-presidente, Rita Mendes.
A Feira das Profissões, dos Percursos e da Integração Profissional realizou-se pelo quarto ano consecutivo, integrada no programa de ação do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) 3G Aguiar no Coração. Esta atividade, que contou também com o apoio do município, pretende promover a fixação dos jovens no concelho através de processos de orientação educativa, formativa ou profissional.

Avisos e Liturgia do 8º Domingo Comum (Ano C)

8º DOMINGO COMUM (Ano C)

 O discurso sobre a caridade, no evangelho de S. Lucas, está seguido de algumas aplicações práticas que esboçam a fisionomia dos discípulos de Cristo, os quais, como diz S. Mateus, devem ser “luz do mundo” (5,14).

Torna-se impossível ser luz para os outros, se não se tem essa luz. “Pode um cego guiar outro cego?” (Lc 6,39). A luz do discípulo não deriva da sua perspicácia, mas sim dos ensinamentos de Cristo, aceites e seguidos docilmente, porque “não está o discípulo acima do mestre”. Somente na medida em que assimila e traduz na vida a doutrina e os exemplos do mestre, até chegar a ser uma imagem viva do mesmo, pode o cristão ser um guia luminoso para os irmãos e atraí-los a Cristo. É um trabalho que compromete a vida num esforço contínuo para se tornar cada vez mais semelhante a Cristo. Isto requer uma serena introspecção que permita conhecer os próprios defeitos para não cair no absurdo denunciado pelo Senhor: “Porque vês o argueiro que está no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?”.

03-03-2019

Nunca deve acontecer que o discípulo de Jesus exija dos outros o que não pratica, ou pretenda corrigir no próximo o que tolera em si mesmo, talvez duma forma mais grave. Combater o mal nos outros e não o combater no próprio coração, é hipocrisia, contra a qual se manifestou o Senhor com enérgica intransigência. O critério para distinguir o autêntico discípulo do hipócrita, são as palavras e as obras: “cada árvore conhece-se pelo seu fruto”. Já no Antigo Testamento tinha dito: “O cuidado tido com uma árvore mostra-se no fruto; assim, a palavra manifesta o que vai no coração do homem” (primeira leitura). Jesus adopta esta comparação, já conhecida dos seus ouvintes, e desenvolve-a, pondo em evidência que o mais importante é sempre o interior do homem, onde nasce o seu comportamento. Assim como o fruto manifesta a qualidade da árvore, do mesmo modo as obras do homem mostram a bondade ou malícia do seu coração. “O homem bom, do bom tesouro, do seu coração, tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro, tira o que é mau” (evangelho). O hipócrita pode mascarar-se quanto quiser, antes ou depois, o bem ou o mal, que tem em si, transborda e permite que se veja, “pois da abundância do seu coração é que fala a sua boca”. Eis, pois, aqui um aspecto importante: deve guardar-se diligentemente o “tesouro do coração”, extraindo dele toda a raiz de maldade, e cultivar toda a espécie de bem, especialmente a rectidão, a pureza e a recta e sincera intenção.

Porém, é evidente que ao discípulo de Cristo não lhe é suficiente um coração naturalmente bom e recto, necessita também dum coração renovado e modelado, segundo os ensinamentos de Cristo, um coração totalmente convertido ao evangelho. Tal empenhamento é árduo, porque, no coração do discípulo, a tentação e o pecado estão continuamente à espreita. Por isso, S. Paulo, procurando incutir ânimo aos cristãos, recorda que Cristo venceu o pecado e a que Sua vitória é garantia da vitória do cristão. “Graças sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo”.

“Vós, ó Jesus, acendestes a luz para brilhar. Fazei que estejamos vigilantes e cheios de zelo, não só por causa da nossa salvação, mas também pela salvação daqueles que foram conduzidos pela Vossa mão à verdade. Fazei que a nossa vida seja digna da graça, a fim de que, assim como a graça se prega em todo o lado, também com ela corra paralelamente a nossa vida” (S. João Crisóstomo).

Ano C - Tempo Comum - 8º Domingo - Boletim Dominical

GNR- Detido por violência doméstica em Aguiar da Beira

Aguiar da Beira – Detido por violência doméstica

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE), ontem, dia 26 de fevereiro, deteve um homem com 58 anos, por violência doméstica, no concelho de Aguiar da Beira.

No âmbito de um processo de violência doméstica, que decorria há dois dias, em que o suspeito agredia física e psicologicamente a sua esposa, de 65 anos, os militares deram cumprimento a um mandado de detenção e realizaram três buscas, das quais uma busca domiciliária, uma num armazém agrícola e uma busca em viatura, tendo resultado na apreensão do seguinte material:

·         Sete facas de fabrico artesanal;

·         Cinco virotões;

·         Quatro miras telescópicas;

·         Quatro punhais;

·         Três facas de arremesso;

·         Duas armas de ar comprimido;

·         Um arco;

·         Uma faca de abertura automática;

·         12 detonadores pirotécnicos;

·         2,5 quilos de pólvora negra;

·         Um frasco com cerca de 600 gramas de pólvora de caça grafitada;

·         Duas velas de gelamonite;

·         23 metros de cordão detonante;

·         Seis metros de cordão lento.

O detido, ficou nas instalações da GNR e foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial da  Comarca de Trancoso.

Taça Intraescolar de Orientação 2018/2019 em Aguiar da Beira

Vão ser organizadas 3 provas de Orientação para os alunos do Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca, em Aguiar da Beira.
Estes 3 eventos constituem a “Taça Intraescolar de Orientação” e vão ser realizados em todos os períodos, sendo a primeira etapa já no dia 5 de dezembro.

Esta prova terá início a partir das 15h00 junto à Câmara Municipal.Os alunos devem inscrever-se junto do professor de Educação Física.

ARC Sport é a virtual campeã de equipas no CPR 2018

Independentemente dos resultados alcançados no Rallye Casinos do Algarve, a ARC Sport é a virtual campeã de equipas no CPR 2018. A formação de Aguiar da Beira está orgulhosa na prestação de Ricardo Teodósio e José Teixeira ao longo do campeonato, levando a discussão do título até à derradeira prova do campeonato.

As excelentes participações, em ano de estreia, das duplas Pedro Almeida/Nuno Almeida e também de Miguel Correia/Pedro Alves, são também motivo de satisfação para toda a equipa, que nos troços do Algarve tudo farão para dar continuidade aos bons resultados conquistados.

ESTE É MESMO UM RALI MUITO ESPECIAL PARA RICARDO TEODÓSIO

A equipa algarvia do Skoda Fabia R5 chega ao seu rali com hipóteses de alcançar o título de 2018. Por isso, Ricardo Teodósio e José Teixeira só podem pensar na vitória.

“Vamos fazer o melhor possível, e isso passa por tentar vencer, por diversas razões. Ganhar em casa é muito importante, fazer um bom rali perante o nosso público é essencial e, sendo assim, a vitória é o único resultado possível, independentemente de poder vir, ou não a ser campeão, porque este é sem sombra de dúvidas o nosso rali. Queremos melhorar ainda mais, e estar à altura de responder às expectativas que depositam na nossa equipa”, afirmou Ricardo Teodósio.

PEDRO ALMEIDA QUER ANDAR RÁPIDO E CONTINUAR A EVOLUIR

Não se podia pedir mais a Pedro Almeida em ano de estreia. Acompanhado por Nuno Almeida, o piloto tem mostrado nítidos progressos ao volante do Ford Fiesta R5.

“Foi um ano de aprendizagem e este rali vai servir para avaliar o quanto crescemos. Vamos procurar tirar o máximo partido do carro, num tipo de piso que gosto particularmente. Fizemos um ano de estreia muito positivo, e neste rali vamos andar rápido e, com exigência e ambição, concluir de forma positiva a temporada. O objetivo é somar pontos no nacional e andar rápido ao longo de todo o rali” concluiu Pedro Almeida.

MIGUEL CORREIA QUER TERMINAR A ÉPOCA EM ALTA

Simplesmente surpreendente, tem sido o excelente percurso de Miguel Correia e Pedro Alves ao volante do Renault Clio R3. Também em estreia absoluta no CPR, a equipa quer terminar a temporada com mais um bom resultado.
“Vamos tentar chegar ao título de RC3, categoria que lideramos à chegada ao Algarve. Estamos conscientes da nossa inexperiência, mas queremos acabar a época de uma forma muito positiva, tal como decorreu o campeonato até aqui, em ano de estreia. Independentemente do resultado que conseguir alcançar no Rali do Algarve, sinto-me bastante satisfeito com a época que fizemos, com o apoio imprescindível da ARC Sport”, desabafou Miguel Correia.

ARC SPORT CAMPEÃ DE EQUIPAS POR CULPA DOS PILOTOS
A formação de Aguiar da Beira chega ao Algarve como virtual campeã de equipas, independentemente do resultado que possa alcançar na prova. Um sucesso que só é possível devido à excelente participação dos seus pilotos, como reconhece Augusto Ramiro.
“Parabéns a todos os nossos pilotos, sem qualquer exceção. Sem eles, seria impossível ter chegado a este título. Mas o campeonato ainda não terminou, e queremos realizar um Rallye Casinos do Algarve bastante positivo, onde tudo faremos para chegar à vitória e, se possível, ao título, embora isso não dependa exclusivamente de nós. Tem sido gratificante a prestação do Ricardo, logo no seu primeiro ano ao volante do Skoda, e é compensador chegar ao Algarve ainda com hipóteses de disputar o título. Em relação ao Pedro e ao Miguel, quero agradecer terem feito um campeonato absolutamente fantástico. Os meus parabéns a todos, garantindo-lhes todo o nosso empenho para esta última prova do ano”, afirmou o responsável pela ARC Sport.

Liturgia e avisos do 31ºdomingo tempo comum

Mais de dois mil anos de cristianismo criaram uma pesada
herança de mandamentos, de leis, de preceitos, de proibições, de
exigências, de opiniões, de pecados e de virtudes, que arrastamos
pesadamente pela história. Algures durante o caminho, deixámos que o inevitável pó dos séculos cobrisse o essencial e o acessório; depois, misturámos tudo, arrumámos tudo sem grande rigor de organização e de catalogação e perdemos a noção do que é verdadeiramente importante. Hoje, gastamos tempo e energias a
discutir certas questões que têm a sua importância (como o casamento dos padres, o sacerdócio das mulheres, o uso dos meios anticonceptivos, o que é ou não litúrgico,

04-11-2018
Ano B - Tempo Comum - 31º Domingo - Boletim Dominical

os problemas do poder e da autoridade, os pormenores legais da organização eclesiástica e continuamos a ter dificuldade em discernir o essencial na proposta de Jesus.

O Evangelho deste domingo põe as coisas de forma totalmente clara: o essencial é o amor a Deus e o amor aos irmãos. Nisto se resume toda a revelação de
Deus e a sua proposta de vida plena e definitiva para os homens. Precisamos de rever tudo, de forma a que o lixo acumulado não nos impeça de compreender, de viver, de anunciar e de testemunhar o cerne da proposta de Jesus.
O que é “amar a Deus”? De acordo com o exemplo e o testemunho de Jesus, o amor a Deus passa, antes de mais, pela escuta da sua Palavra, pelo acolhimento das suas propostas e pela obediência total dos seus projectos para mim próprio, para a Igreja, para a minha comunidade e para o mundo. Esforço-me, verdadeiramente, por tentar escutar as propostas de Deus, mantendo um diálogo
pessoal com Ele, procurando reflectir e interiorizar a sua Palavra, tentando interpretar os sinais com que Ele me interpela na vida de cada dia? Tenho o coração aberto às suas propostas, ou fecho-me no meu egoísmo, nos meus preconceitos e na minha auto-suficiência, procurando construir uma vida à margem de Deus ou contra
Deus?
O que é “amar os irmãos”? De acordo com o exemplo e o testemunho de Jesus, o amor aos irmãos passa por prestar atenção a cada homem ou mulher com quem me cruzo pelos caminhos da vida (seja ele branco ou negro, rico ou pobre, nacional ou estrangeiro, amigo ou inimigo), por sentir-me solidário com as alegrias
e sofrimentos de cada pessoa, por partilhar as desilusões e esperanças do meu próximo, por fazer da minha vida um dom total a todos. O mundo em que vivemos precisa de redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha, o dom da vida.
Na realidade, a minha vida é posta ao serviço dos meus irmãos, sem distinção de raça, de cor, de estatuto social? Os pobres, os necessitados, os marginalizados, os
que alguma vez me magoaram e ofenderam, encontram em mim um irmão que os ama, sem condições?
É fundamental que tenhamos consciência de que estas duas dimensões do amor a Deus e o amor aos irmãos não se excluem nem estão em confronto uma com a outra. Amar a Deus é cumprir a sua vontade e os seus projectos; ora, a vontade de Deus é que façamos da nossa vida um dom de amor, de serviço, de entrega aos
irmãos – a todos os irmãos com quem nos cruzamos nos caminhos da vida. Não se trata entre optar por rezar ou por trabalhar em favor dos outros, entre estar na igreja ou estar a ajudar os pobres; trata-se é de manter, dia a dia, um diálogo contínuo com Deus, a fim de percebermos os desafios que Deus tem para nós e de lhes
respondermos convenientemente, no dom de nós próprios aos irmãos. Como é que vivemos a nossa caminhada religiosa? Qual é, para nós, o elemento fundamental da nossa experiência de fé? Por vezes não estaremos a dar demasiada importância a
elementos que não têm grande significado (as prescrições do culto e do calendário, os ritos exteriores, as regras do liturgicamente correcto, as doações de dinheiro para as festas do santo padroeiro, as leis canónicas, as questões disciplinares…
esquecendo o essencial, negligenciando o mandamento maior?

Protejo “FLORESTAR AGUIAR” em Carapito

Este ano vai continuar o protejo “FLORESTAR AGUIAR”, depois do sucesso do ano passado,  vai acontecer domingo,dia 18 de Novembro pelas 10 horas na Junta de Freguesia de Carapito, uma nova jornada.
Após o sucesso que foi o ano passado, uma nova caminhada e florestação de 200 árvores vai ser feita em Carapito.
Foi a zona que mais sofreu o ano passado com os incêndios de Outubro e esta é mais uma razão mais que justa para acontecer esta caminhada de sensibilização e florestação de árvores autóctones das mais variadas.

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