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Avisos e Liturgia – Tempo Pascal- Ascensão do Senhor- Ano A

 

De vez em quando, a homilia de Domingo deveria ser uma breve iniciação bíblica, litúrgica ou catequética, porque a linguagem e a forma de escrita dos tempos antigos, por vezes, são incompreensíveis ou, simplesmente, custam a entender. É o que acontece neste domingo e em outras celebrações festivas. O que se entende por “ascensão do Senhor”? O que queremos dizer quando, no credo, confessamos que Jesus “subiu aos Céus e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso?”.

De certeza que já assistimos a representações da “Paixão do Senhor” na nossa comunidade, baseadas numa leitura literal das narrações evangélicas, de maneira que com os nossos próprios olhos procuramos tentar perceber como terá sido a morte, a ressurreição e a ascensão de Jesus. A intenção dos evangelistas é, sobretudo, fortalecer a fé das primeiras comunidades em Cristo Ressuscitado. Jesus não desce pelo Natal, nem sobe pela Ascensão. Em linguagem teológica, queremos exprimir o encontro entre Deus e a humanidade e a comunhão entre o ser humano e a divindade. Temos Natal e Páscoa, mas temos de ter cuidado com a linguagem que utilizamos.

A liturgia desta solenidade da Ascensão é influenciada pelo testemunho de S. Lucas que encontramos no final do seu evangelho e no princípio do livro dos Actos dos Apóstolos, na primeira leitura. A narração da Ascensão é a união entre o evangelho e os Actos dos Apóstolos. Tanto um como outro texto dirigem-se a um personagem, Teófilo, que não sabemos se era alguém importante naquele tempo ou é um personagem simbólico. Também é dirigido a nós, que somos, ou queremos, ser amigos de Deus, que confessamos que o Crucificado-Ressuscitado vive em comunhão (à direita do) com o Pai.

Na segunda leitura, S. Paulo pede ao Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo que conceda à comunidade cristã de Éfeso “um espírito de sabedoria e de luz” para que conheça “a grandeza que representa o seu poder… que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus”. Este sentar à direita de Deus recorda-nos aquele pedido da mãe de Tiago e de João. Sem dúvida, Deus tem este lugar reservado somente para o Filho.

24-05-2020

O evangelho deste Domingo é a conclusão do texto de S. Mateus. Não faz referência em subir ao céu nem em sentar-se à direita do Pai, mas fala-nos disto com outras palavras: os discípulos, quando viram Jesus, adoraram-no (só se adora Deus); Jesus aproximou-se e disse-lhes: “Todo o poder me foi dado no Céu e na terra”. Confia-lhes a missão de anunciar a conversão, ou seja, de fazer discípulos em todas as nações. Esta missão consiste em baptizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando a cumprir a vontade de Deus. Perante esta nobre missão, há uma promessa reconfortante: “Eu estou sempre convosco (uma presença continuada) até ao fim dos tempos (uma presença sem fronteiras)”. Com esta promessa, também daremos testemunho de Jesus Cristo sem medo e com muita coragem.

 

«A Ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória, para aí nos chama como membros do seu Corpo» (da oração colecta)

 

Deus e os homens tornaram-se uma só raça, e é por isso que São Paulo afirma: «somos da raça de Deus» (Act 17,29); e, noutra passagem: «somos o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro» (1Cor 12,27). Quer dizer, pela carne que Ele assumiu nós tornamo-nos Sua família e temos assim, graças a Ele, uma dupla garantia: no Céu, a carne que de nós tomou; na Terra, o seu Espírito Santo que em nós permanece. Porque nos havemos de admirar que o Espírito Santo esteja ao mesmo tempo connosco e no Céu, quando o corpo de Cristo está tanto à direita do Pai quanto connosco na Terra? O Céu recebeu o seu sagrado corpo, e a Terra o Espírito Santo. Depois de nos ter trazido o Espírito Santo com a sua Encarnação, Ele levou o nosso corpo para o Céu na sua Ascensão. Tal é o plano divino, grandioso e surpreendente! Como disse o salmista: «Senhor, nosso Deus, como é admirável o vosso nome em toda a terra!» (Sl 8,2)

A divindade foi, assim, elevada. Como é dito expressamente, «Elevou-Se à vista deles» (Act 1,9) Aquele que em tudo é poderoso: o Deus forte, o poderoso Senhor, «o grande Rei de toda a terra» (Sl 47 [46],3). Grande Profeta (Dt 18,15-19), Sumo Sacerdote (Hb 7,26; 8,1), Luz verdadeira (Jo 1,9), Ele é grande em tudo, não só na sua divindade, mas também na sua carne, pois Se tornou Sumo Sacerdote e poderoso Profeta. E como? Escutai o que diz a Escritura: «uma vez que temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus Cristo, o Filho de Deus, conservemos firme a fé que professamos» (Hb 4,14). Então, se Ele é Sumo Sacerdote e Profeta, é bem certo que «surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo» (Lc 7,16). E se Ele é Sumo Sacerdote, grande Profeta e Rei, também é Luz dos povos: «a Galileia dos gentios, o povo que andava nas trevas, viu uma grande luz» (Is 8,23-9,1; Mt 4,15-16). Temos, pois, o Fiador da nossa vida no Céu, para onde Ele, que é Cristo, nos levou consigo. (Homilia atribuída a São João Crisóstomo, c. 350-407, Sobre a Ascensão, 16-17).

 

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Ano A - Tempo Pascal - Ascensão do Senhor

Liturgia do Domingo V da QUARESMA – Ano A

 

Jesus disse a Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim… nunca morrerá”. Estamos quase a terminar a nossa caminhada quaresmal; por isso, é necessário preparar os nossos corações para ir ao encontro de Cristo ressuscitado, ou seja, para celebrar digna e solenemente as festas pascais. A partir da nossa fragilidade, da nossa escravidão, da escuridão da nossa morte, erguemos o nosso clamor ao Senhor, afirmamos que dele procedem a misericórdia, o perdão e a redenção. Na 1ª leitura, é-nos proclamada a promessa do Senhor: “Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis”. No coração dos baptizados já habita o Espírito de Deus, o mesmo Espírito que ressuscitou Jesus de entre os mortos. Ao celebrarmos a Eucaristia, encontramo-nos com Cristo ressuscitado, com o Senhor que vive entre nós, com Aquele que para todos é a ressurreição e a vida.

O evangelho da ressurreição de Lázaro é a última das catequeses baptismais da Quaresma deste ano. Jesus de Nazaré, a fonte de água viva para os que têm sede, a luz do mundo enviada por Deus para que os cegos vejam, é também a fonte de vida para os que habitam nas sombras da morte. Nós, os sedentos, procuramos a água que jorra para a vida eterna; nós, os cegos, procuramos a luz que vem de Deus; nós, os escravos da morte, seremos surpreendidos pela vida com Cristo ressuscitado. Seduzidos pelo mal, quisemos ir longe, subir mais alto, quisemos ser como Deus; andámos por um caminho, com sede e cegos, que nos levou à morte. Até que chega Jesus, Aquele que é “a ressurreição e a vida”.

No silêncio das nossas sepulturas, ouviram-se as palavras que chamam à vida: “Lázaro, sai para fora”. A cegueira dos nossos olhos viu, num milagre de luz, não só Jesus, o amigo que tínhamos perdido ao morrer, mas também Cristo, o rosto de Deus, o Messias de Deus, o Amor encarnado de Deus. Jesus, que é Vida, desceu ao seio dos mortos para nos fazer sair dos sepulcros; Jesus, que é Vida, fez-se carne e habitou entre nós, chorou a nossa morte, comoveu-se e perturbou-se profundamente, encontrou-se com a morte; Jesus, que é Vida, desceu ao seio da morte e do sepulcro, e uma morte de cruz, para que os mortos “subissem” para a vida!

29-03-2020

A ressurreição de Lázaro prefigurou profeticamente a ressurreição de Cristo. Aquela morte, aquele sepulcro e aquela ressurreição são também um sinal profético do mistério que se realiza na celebração do baptismo: na fonte baptismal, que é a imagem sacramental do sepulcro de Cristo, encontramo-nos com Cristo, somos configurados e enxertados Nele. “Todos nós que fomos baptizados em Jesus Cristo, fomos baptizados na sua morte…para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova”. As nossas vidas não são para a morte, mas para a Vida com Cristo e para a glória de Deus.

 

«E Jesus chorou. Diziam então os judeus: “Vede como era seu amigo”».

Porque eras Deus verdadeiro, Tu conhecias, Senhor, o sono de Lázaro e preveniste os teus discípulos. Mas na tua carne – Tu que não tens limites – vens até Betânia. Como verdadeiro homem, choras sobre Lázaro; como verdadeiro Deus, ressuscitas pela tua vontade aquele que estava morto há quatro dias. Tem piedade de mim, Senhor; muitas são as minhas transgressões. Traz-me de volta, eu Te suplico, do abismo dos males em que me encontro. Foi por Ti que eu gritei; escuta-me, Deus da minha salvação.

Chorando sobre o teu amigo, na tua compaixão puseste fim às lágrimas de Marta; pela tua Paixão voluntária, secaste todas as lágrimas do rosto do teu povo (Is 25,8). «Bendito sejas, Deus de nossos pais!» (Esd 7,27). Guardião da vida, chamaste um morto como se ele dormisse. Com uma palavra, rasgaste o ventre dos infernos e ressuscitaste aquele que começou a cantar: «Bendito sejas, Deus dos nossos pais!» A mim, estrangulado pelas amarras dos meus pecados, ergue-me também e eu cantarei: «Bendito sejas, Deus dos nossos pais!»

Em reconhecimento, Maria traz-Te, Senhor, um vaso de mirra que estaria preparado para o seu irmão (Jo 12,3) e canta-Te por todos os séculos. Como mortal, invocas o Pai; como Deus, despertas Lázaro. Por isso nós Te cantamos, ó Cristo, pelos séculos dos séculos. Tu despertas Lázaro, morto há quatro dias; fá-lo erguer-se do túmulo, designando-o assim como testemunha verídica da tua ressurreição ao terceiro dia. Tu andas, falas, choras, meu Salvador, mostrando a tua natureza humana; mas, ao despertares Lázaro, revelas a tua natureza divina. De maneira indizível, Senhor, meu Salvador, de acordo com as tuas duas naturezas e de forma soberana, Tu operaste a minha salvação. (São João Damasceno, c. 675-749, monge, teólogo, doutor da Igreja, Matinas do sábado de Lázaro).

 

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Ano A - Tempo da Quaresma - 5º Domingo - Boletim Dominical II

Liturgia do IV Domingo da Quaresma

O cego de nascença dizia aos fariseus: “Jesus pôs-me lodo nos olhos; depois fui lavar-me e agora vejo…Ele é um profeta…Eu creio em Ti, Senhor”. Os textos bíblicos deste domingo revelam o mistério que celebramos na Eucaristia e prepara-nos para o encontro com Cristo ressuscitado na Vigília Pascal. Com efeito, somos nós que, para sermos reis, fomos ungidos pelo Espírito de Cristo, e para vermos, lavamos os nossos olhos nas águas do Enviado, no misterioso Siloé do sacramento do baptismo. Nós somos o cego que nasceu nas trevas, para que no nosso coração sejam reveladas as obras de Deus. No dia do nosso baptismo, fomos incorporados em Cristo, fomos ungidos como Ele para sermos sacerdotes, profetas e reis. Hoje, somos acolhidos pelo Senhor que é o nosso pastor, que preparou a sua mesa para nós, que com óleo perfuma as nossas cabeças e faz transbordar o cálice da nossa salvação.

O texto da cura do cego de nascença é a segunda catequese baptismal desta Quaresma e transmite-nos a seguinte mensagem: Cristo é a luz do mundo; pelo baptismo, somos iluminados por Cristo; com Cristo, passamos da condição de escravos à liberdade de filhos de Deus. É uma catequese sobre Cristo (Quem é Jesus de Nazaré?), mas também uma catequese sacramental (quais são os sacramentos pascais?). A cura da cegueira não é apresentada como um milagre para dar vista aos olhos daquela pessoa, mas como um sinal que é dado ao cego para que chegue a ver, em Jesus de Nazaré, o Enviado de Deus. A incapacidade daquele homem para ver a luz do dia representa a incapacidade de todo o homem e mulher para ver a luz de Deus, que é Jesus Cristo, ou seja, todos somos aquele cego! Mas nem todos somos cegos da mesma maneira. Cristo veio ao mundo “para exercer um juízo: os que não vêem ficarão a ver; os que vêem ficarão cegos”.

22-03-2020

Curando o cego, curando-nos da nossa cegueira, Jesus realiza a obra de Deus e manifesta-se como luz do mundo. Mas, há um pormenor neste texto: a piscina onde Jesus mandou o cego lavar-se tinha o nome de “Siloé”, que quer dizer “Enviado”. O cego é enviado a lavar-se na piscina do Enviado de Deus. Ele foi, lavou-se e ficou a ver. Agora, se nos perguntarem quem é Jesus de Nazaré, já sabemos responder: Jesus é o Enviado de Deus, é a luz que dá a vista a um cego para, depois, lhe dar a fé, Jesus é a luz do mundo! Agora, sabemos responder à pergunta sobre quais são os sacramentos pascais: o baptismo é o nosso Siloé, é a piscina onde nos encontramos com o Enviado, com o Senhor ressuscitado. A Eucaristia é o sacramento de comunhão com Cristo, para o encontro com a luz do mundo, para que, iluminados por Ele, possamos percorrer o caminho da vida.

Na água da fonte baptismal, na nossa piscina de Siloé, encontrámos Jesus Cristo, o Enviado do Pai: ali passámos das trevas para a luz, da morte para a vida, da escravidão do pecado para a liberdade dos filhos de Deus.

«Ele é a imagem do Deus invisível; nele tudo foi criado; tudo foi criado por Ele e para Ele» (Col 1,15-16)

Quando se tratou do cego de nascença, não foi só por uma palavra, mas por uma acção, que o Senhor lhe concedeu a vista. Ele não agiu assim sem razão nem por acaso, mas para que conhecêssemos a mão de Deus que, no princípio tinha modelado o homem. Por isso, quando os discípulos Lhe perguntaram de quem era a culpa de aquele homem ser cego, dele mesmo ou dos seus pais, o Senhor declarou: «Isso não tem nada que ver com os pecados dele ou dos pais; mas aconteceu assim para se manifestarem nele as obras de Deus». Estas «obras de Deus» são, primeiro que tudo, a criação do homem, que a Escritura descreve como uma acção: «E Deus tomou um pouco de argila e modelou o homem» (Gn 2,7). Foi por isso que o Senhor cuspiu no chão, fez lama e ungiu os olhos do cego: para mostrar de que modo se tinha realizado a moldagem inicial e, para aqueles que eram capazes de compreender, manifestar a mão de Deus, que tinha esculpido o homem a partir da argila.

E porque, nesta carne modelada em Adão, o homem tinha caído na transgressão e precisava do banho do novo nascimento (Tt 3,5), o Senhor disse ao cego, após ter-lhe untado os olhos com a lama: «Vai lavar-te à piscina de Siloé». Concedia-lhe assim, ao mesmo tempo, a regeneração operada pelo banho. Desta forma, depois de se ter lavado, «ele ficou a ver», a fim de reconhecer Aquele que o tinha renovado e de aprender quem era o Senhor que lhe tinha dado a vida.

Assim, Aquele que, no princípio, tinha modelado Adão, e a quem o Pai tinha dito: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança» (Gn 1,26), esse mesmo manifestou-Se aos homens no fim dos tempos e remodelou os olhos deste descendente de Adão. (Santo Ireneu de Lyon, c. 130-c. 208, bispo, teólogo, mártir, Contra as Heresias)

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Nota Episcopal(2)

Ano A - Tempo da Quaresma - 4º Domingo - Boletim Dominical II

Liturgia – Tempo da Quaresma – 3º Domingo- Ano A

Este fim de semana  14 e 15 de março ainda haverá celebrações Dominicais, mas com recomendações.

Subsídios para vivermos melhor este tempo de suspensão e contenção:

Para a vivência do domingo em família:

https://www.snpcultura.org/celebrar_o_domingo_em_familia.html?fbclid=IwAR2FLrcBCPxrZYvHkl6SsMxmpmrDetaSOzoAwHwrHcqGdd7gdNf0ShwdGAM#.XmtnhcqcTGE.facebook

Última nota da Conferência Episcopal:

https://agencia.ecclesia.pt/portal/covid-19-conferencia-episcopal-portuguesa-determina-suspensao-da-celebracao-comunitaria-das-missas/

Acompanhamento da incidência do coronavírus:

https://esriportugal.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html?fbclid=IwAR3f_RiYXga2i48cR1vOtGNYw34gBOf6G9FG3xq7FL8mklyjHuuDxc7Jbz0#/e9dd1dea8d1444b985d38e58076d197a

 

Peçamos ao SENHOR nas nossas preces pela Alegria da Saúde.

Pe. Jorge Gomes

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Avisos e Liturgia do II Domingo da Quaresma – Ano A

Neste segundo Domingo da Quaresma, somos convidados a recordar, a contemplar e a celebrar a concretização, em Cristo, da aliança de Deus com Abraão e com todos os que foram, são e serão, pela fé, filhos de Abraão. A Palavra de Deus convida-nos a sair da nossa terra, do nosso mundo, das nossas seguranças, e a pormo-nos a caminho, guiados pela fé, para a terra que o Senhor nos indicar. Assim saiu Abraão e foi abençoado. Assim saiu Jesus, o Messias, que é a bênção de Deus para todos os povos. Assim queremos sair todos nós que somos de Jesus Cristo, chamados a ser a sua presença no mundo. Para Jesus de Nazaré, a meta da sua caminhada foi a glória do Pai. Para Abraão e para nós, a meta do nosso caminho é Jesus Cristo, o Filho de Deus, em quem o Pai pôs toda a sua complacência (estima e amor); por isso nós temos de O escutar, ou seja, imitar e seguir. Escutando Cristo, participamos da sua glória. Unidos a Cristo, estamos sentados com Ele à direita de Deus no céu. Seguindo Cristo, proclamamos que Ele é o Senhor e, com Ele, teremos como herança a vida eterna. Em Cristo, alcançamos a graça e a bênção, a misericórdia e a redenção, a eternidade da vida, a beleza da glória. Na glória de Cristo, que se manifesta no mistério da sua transfiguração e na luz da sua ressurreição, contemplamos a glória que está reservada àqueles que, como Abraão, caminham para a terra que o Senhor lhes prometeu mostrar, ou seja, a nós que, conforme o chamamento do Pai, escutamos hoje a palavra do seu Filho.

Em primeiro lugar, na nossa caminhada para a Páscoa com Cristo, temos de aceitar a grandeza da nossa dimensão divina e assumir a fragilidade da nossa condição humana. Na nossa vida de discípulos de Cristo, estão presentes, ao mesmo tempo, a natureza e a graça, a limitação e a transcendência, a filiação humana e a filiação divina. O texto do evangelho deste domingo permite-nos penetrar ainda mais no mistério deste encontro entre Deus e o homem: vencida por Jesus de Nazaré, e também por todos os que acreditam nele, a tentação de nos afastarmos de Deus e de nós próprios, o evangelho mostra-nos agora a profunda harmonia que existe em Jesus, e também naqueles que são de Jesus, entre a dimensão divina e a natureza humana. A transfiguração revela a presença misteriosa da glória de Deus na humanidade de Jesus. É-nos revelado um mundo de luz divina que se encontra no coração da condição humana; por breves instantes, no Filho do homem que caminha para a morte, vemos aquela que há-de ser eternamente a glória de Cristo ressuscitado.

08-03-2020

Em segundo lugar, a luz que se manifesta na transfiguração de Jesus, o resplendor do seu rosto, a brancura das suas vestes, não é somente a revelação da sua glória, ou visão antecipada da meta da sua existência; essa luz é também revelação do sentido que tem toda a vida de Jesus; mais ainda, a luz da transfiguração permite-nos ver um pouco a glória divina que já existe dentro do homem Jesus de Nazaré. Aquela luz de glória que viram os Apóstolos, e que hoje nós contemplamos com os olhos da fé, é inseparável da realidade humana de Jesus, é inseparável da sua obediência ao Pai e do seu serviço aos homens, é inseparável da sua vida e da sua morte. É impossível separar o monte da transfiguração e o monte da crucifixão de Jesus, porque esse Jesus que vemos hoje transfigurado, é o mesmo que vai a caminho de Jerusalém, onde será crucificado. Na luz da transfiguração como nas trevas do Calvário, ouvimos a voz do Pai que diz: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O”.

Escutar Jesus é seguir Jesus. Como Jesus viveu, somos convidados a viver; o que Ele foi, somos convidados a ser. A vida divina, que o amor de Deus colocou em nós, não é um instrumento de manipulação da condição humana, mas a razão definitiva que o homem tem para não se afastar da sua realidade, para aceitar o seu próprio ser, para encerrar num abraço de amor a própria morte.

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Ano A - Tempo da Quaresma - 2º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do Domingo II do Tempo Comum – Ano A

a)      Terminado o tempo litúrgico do Natal, iniciamos os domingos do Tempo Comum. O evangelho deste domingo está relacionado com o da Festa do Baptismo do Senhor. Se na semana passada ouvíamos a narração do baptismo de Jesus segundo S. Mateus, hoje escutamos um fragmento do evangelho de S. João no qual João Baptista dá testemunho de Jesus a partir do episódio narrado por S. Mateus. Este evangelho é a introdução da narração dos factos e das palavras de Jesus que são o conteúdo do Tempo Comum, orientado este ano por S. Mateus (ciclo A) que retomaremos no próximo domingo. A leitura e a meditação do início da vida pública de Jesus leva-nos a sentir que estamos a iniciar um caminho, tendo como objectivo seguir Jesus como aqueles discípulos que foram chamados e enviados por Ele. É importante neste domingo destacar a ideia que aparece em todas as leituras: chamados e enviados.

 

b)      O discípulo é aquele que se sente chamado por Jesus, ou seja, eleito por Deus. O profeta Isaías, na primeira leitura, diz: “E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo… vou fazer de ti a luz das nações”. O salmista expressa a sua disponibilidade para acolher o convite: “Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade”. São Paulo, na segunda leitura, diz que se sentiu “escolhido, por vontade de Deus, para Apóstolo de Cristo Jesus”, dirigindo-se à comunidade de Corinto como aqueles que “foram santificados em Cristo Jesus, chamados à santidade”. No evangelho, João Baptista conta a experiência que o levou a reconhecer Jesus sem qualquer hesitação: “É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Tudo o que aconteceu no baptismo de Jesus (a voz do Pai e o dom do Espírito Santo) tornou claro a João que “Ele é o Filho de Deus”. Cada um tem a sua experiência de Deus, geralmente não tão espectacular como a de João Baptista, mas com um sentimento de que Deus o escolheu, de que Jesus o chamou.

19-01-2020

c)       O chamamento divino supõe sempre uma missão, um envio “para reunir Israel… para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel… para que a minha salvação chegue até aos confins da terra (primeira leitura); “proclamei a justiça na grande assembleia, não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis” (salmo); “escolhido para Apóstolo” (segunda leitura). Trata-se, pois, de dar testemunho, de transmitir aos outros aquela experiência que vivi, que me transformou e que não posso guardar somente para mim. João Baptista partilha o que sente: “Eis o Cordeiro de Deus… eu vi e dou testemunho”. É um duplo movimento (chamados e enviados) que todos estamos convidados a fazer e que nos é recordado no início do ciclo litúrgico do Tempo Comum. É um resumo de como seguir Jesus pelo caminho da vida, ou seja, de como ser cristão.

 

d)      O chamamento e o envio de Jesus, o fundamento da identidade de um cristão, é para todos os que seguem o Senhor. Todos somos “Igreja de Deus, consagrados por Jesus Cristo e é muito importante que nos sintamos unidos a todos aqueles que invocam o nome de Jesus Cristo, Nosso Senhor”. Que a saudação de S. Paulo não passe despercebida a cada um de nós: “A graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco”.

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Ano A - Tempo Comum - 2º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia – Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José (Ano A)

 

a)      Domingo e Natal: duas realidades a ter em consideração para a preparação desta festa. O Domingo, Dia do Senhor, é a causa máxima que nos faz reunir para celebrar a Eucaristia. Neste domingo, celebramos o Senhor, contemplando a Sagrada Família. É uma oportunidade para reflectirmos nas nossas famílias e na importância da família. Reflectimos sobre a família, celebrando o mistério do Natal: o Filho de Deus fez-se homem, no seio de uma família, de um povo, de um país. Para algumas famílias, estes dias festivos são muito difíceis, especialmente para aquelas que perderam alguém, ou que vivem em crise, ou que nelas tenha havido separação.

 

b)      Assim, para esta celebração seria muito bom que se tivesse em grande consideração o elemento da paz. Dar à celebração um tom de tranquilidade e de paz; aquilo que muitos desejariam encontrar no seio familiar e na sua casa. Não será bom fazer da homilia um discurso sobre os perigos que afectam a família nos dias de hoje. Procurar rezar, tendo em conta a realidade da família. Preparar muito bem as intenções da Oração Universal, procurando exprimir as necessidades que têm as famílias da comunidade paroquial.

 

c)       Celebramos a Festa da Sagrada Família num contexto sócio – político em que a realidade familiar é o centro de debates, de análises, de correcções, etc. Todavia, não podemos converter esta festa numa tomada de posição, a favor ou contra, aos debates políticos. Tantos que vão à missa e vivem experiências dolorosas nas suas famílias! Esta festa será uma boa ocasião para oferecer um pouco de paz e de repouso a alguns membros da família, a ajudando a rezar e a colocar as suas vidas nas mãos de Deus Pai.

29-12-2019

 

d)      As leituras deste Domingo têm como centro o evangelho, onde se narra a fuga de Maria e de José com o Menino para o Egipto. A 1ª leitura é uma compilação de ditos sapienciais populares que se referem ao relacionamento dos pais para com os filhos e vice-versa. O Salmo canta que a família será feliz se seguir o caminho do Senhor. Na 2ª leitura, S. Paulo dá-nos recomendações preciosas para a vida comunitária e para a vida familiar. A partir da 2ª leitura, olhemos para o grupo dos discípulos de Jesus como uma família. Fomos “chamados para formar um só corpo”. Jesus Cristo, Filho de uma família, tornou-nos filhos de Deus, irmãos. A família é uma realidade humana, assumida pelo Filho de Deus. O Filho de Deus tem como sua cada uma das nossas famílias; não porque sejam modelos ou porque tenham importantes categorias, mas porque nelas vivemos. Com Jesus, a família é iluminada pela luz da fé.

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Ano A - Tempo do Natal - Sagrada Família - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do 3º Domingo Advento(Ano A)

a)      Este Domingo é conhecido pelo nome de “Gaudete”, palavra latina que inicia a antífona de entrada deste dia: Alegrai-vos. Muitas vezes, estas antífonas dão o mote à celebração comunitária: hoje, é um convite à alegria que nos aparece também na primeira leitura. Hoje, inicia-se a segunda fase deste percurso pedagógico do Advento: o mistério da encarnação aparece mais explícito. Isaías e o evangelho, através do simbolismo usado, ajudam-nos a descobrir o Messias desejado. Para esta descoberta, é-nos pedida a paciência na segunda leitura.

 

b)      No Domingo passado, reflectimos no estilo de vida, na linguagem e no tema central da pregação de João Baptista. A sua pregação parecia ser ameaçadora, porque dizia para os fariseus e saduceus que não se podia escapar à justiça que estava iminente: “O machado já está posto à raiz das árvores”. A sua pregação tinha como finalidade preparar a humanidade para a justiça de Deus que seria posta em prática por Jesus Cristo. João Baptista foi preso por causa das suas convicções. Enviou a Jesus os seus discípulos com a pergunta: “És Tu Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?”. Jesus responde, convidando a observar o que está a acontecer: aqueles que são desprezados pela sociedade são atendidos, ou seja, recuperam a vista, a saúde, o ouvido, ressuscitam e recuperam a sua dignidade. Esta é a Justiça do Reino. É esta a justiça que os cristãos terão de praticar. Porém, não podemos esquecer que os milagres são sinais de uma realidade espiritual. É preciso, então, contemplar a acção libertadora do Messias numa dupla dimensão: a espiritual e a material. Esta é a nova forma de expressão da presença de Deus no meio dos homens e das mulheres. A missão de João foi preparar a vinda da justiça de Deus. Jesus afirma que João Baptista é o maior dos profetas, mas viver segundo os critérios do Reino é muito mais importante: “Mas o menor do Reino do Céus é maior do que ele”. Esta é a missão para todos os que desejam viver no Reino: viver a justiça da misericórdia.

15-12-2019

c)       Para esta missão, é muito importante a paciência. Como é necessário falar dela, quando à nossa volta há tanta falta desta virtude. Na segunda leitura, São Tiago, para nos falar da paciência, apresenta-nos o exemplo do lavrador que “espera pacientemente o precioso fruto da terra, aguardando a chuva temporã e tardia” e ano após ano conforma-se com a colheita, dependendo sempre do clima estável ou instável. A vida espiritual é muito parecida com esta imagem, especialmente no ambiente de comunidade paroquial. A falta de paciência e o desinteresse pelo o outro dificultam viver a esperança. Passa-se de um desejo para a ansiedade (querer o imediato das coisas). A paciência pelo encontro com Deus deve ser serena, tranquila, mesmo com momentos de sofrimento e de insegurança, mas nunca pode ser uma paciência passiva, porque supõe luta, trabalho, firmeza, sem perder a serenidade.

d)      As primeiras palavras da leitura de Isaías introduzem os aspectos importantes que o profeta quer salientar: “Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a terra árida”. Estas palavras convidam-nos a encarar a realidade de outra maneira. O deserto, o lugar onde reina o mal, pode florescer. O combate contra o mal faz surgir uma nova realidade, aquela com a qual Jesus se identificava quando os discípulos de João lhe perguntavam pela sua identidade. Então, será com esta realidade que todos nos devemos identificar. Teriam que ser os nossos sinais de identidade, concretizados por Deus. A travessia do deserto é um trabalho pessoal, mas também é comunitário, ou seja, de toda a comunidade que caminha. E é muito importante ter a capacidade de, enquanto caminhamos, olhar o bem que surge e que floresce. Nem tudo é um jardim, mas pouco a pouco tudo se pode ir transformando. A alegria surge graças à fé. Não é algo banal, é um desejo de esperar o Amor, porque é com amor que Deus salva. Temos de aprender a maneira de amar de Deus e só assim viveremos com alegria. Há que fazer um exercício pessoal… que cara temos? Não se trata de olhar os outros, mas de nos olharmos interiormente e ver se a alegria do amor de Deus habita em nós. A alegria existe, quando nos sentimos amados por Deus: “Aí está o vosso Deus”, vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-nos”.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano A - Tempo do Advento - 3º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Boletins das Unidades pastorais de Aguiar da Beira e Fornos

z-igreja ABNeste domingo, continuamos a reflexão das “parábolas do Reino”, que nos explicam a maneira de como se irá implantar e revelar o Reino, ou seja, o projecto de Deus para o mundo. A primeira das três breves parábolas, proclamadas no texto evangélico, a do trigo e do joio, faz referência a algo que sentimos muito bem nas nossas vidas: a existência do bem e do mal ao mesmo tempo. Ler Mais »

Avisos e boletim dominical da Unidade Pastoral de Fornos de Algodres

Entrámos no 416668062_1418842638146783_802567592_oº domingo da quaresma, Ano A, desta maneira, deixamos os avisos e boletim dominical da Unidade Pastoral de Fornos de Algodres.

Ano A - Tempo da Quaresma - 4º Domingo - Folheto Dominical

No Evangelho, Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”; a sua missão é libertar os homens das
trevas do egoísmo, do orgulho e da auto-suficiência. Aderir à proposta de Jesus é enveredar por um
caminho de liberdade e de realização que conduz à vida plena. Da ação de Jesus nasce, assim, o
Homem Novo, isto é, o Homem elevado às suas máximas potencialidades pela comunicação do
Espírito de Jesus.
O nosso texto não é uma reportagem jornalística sobre a cura de um cego; mas é uma catequese,
na qual se apresenta Jesus como a “luz” que veio iluminar o caminho dos homens. O “cego” da
nossa história é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, privados da
“luz”, prisioneiros dessas cadeias que os impedem de chegar à plenitude da vida.
Depois, o texto coloca em cena várias personagens; essas personagens vão assumir representar
vários papéis e assumir atitudes diversas diante da cura do cego. Os primeiros a ocupar a cena são
os vizinhos e conhecidos do cego: representam aqueles que percebem a novidade da proposta que
Jesus traz, que sabem que essa proposta é libertadora, mas que vivem na inércia, no comodismo e
não estão dispostos a sair do seu “cantinho”, do seu mundo limitado, para ir ao encontro da “luz”.
Um outro grupo interveniente é o dos fariseus: representam aqueles que têm conhecimento da
novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-la e sentem-se mais confortáveis nos seus
esquemas de escravidão e auto-suficiência e não estão dispostos a renunciar às “trevas”.
Depois, aparecem em cena os pais do cego que simplesmente aceitam constatar o acontecimento:
representam todos aqueles que, por medo, preferem continuar na escravidão, não provocar os
dirigentes ou a opinião pública, do que correr o risco de aceitar a proposta transformadora de Jesus.
Finalmente, reparemos no “percurso” que o homem curado por Jesus faz. Antes de se encontrar
com Jesus, é um homem prisioneiro das “trevas”, dependente e limitado. Depois, encontra-se com
Jesus e recebe a “luz” (do encontro com Jesus resulta sempre uma proposta de vida nova para o
homem).
Quais são os esquemas, comportamentos e valores que devem ser definitivamente saneados da
minha vida, a fim de que eu seja um testemunho da “luz”?

Por:Párocos da Unidade Pastoral de Fornos de Algodres

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