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Avisos e Liturgia do 25ºDomingo Comum (Ano C)

a)      De vez em quando, aparecem vozes nos meios de comunicação social que falam das crenças das pessoas e como elas são vividas. Habitualmente, fala-se disto, valorizando a liberdade: cada um tem o direito de acreditar no que quiser, quer ao nível do pensamento, quer ao nível das crenças religiosas. Muitas vezes acontece que a expressão do pensamento ou das crenças religiosas fica no âmbito pessoal, porque não se adequa ou encaixa na expressão social. Esta maneira de pensar traz uma dificuldade: considerar a fé somente numa dimensão pessoal e social e que facilmente se enquadra num âmbito privado e com fronteiras delimitadas. Esta visão não é compatível com a nossa fé, porque, se é autêntica, queremos vivê-la em toda a sua plenitude, toca o mais profundo de cada pessoa e da sociedade, ou seja, todas as dimensões da vida da pessoa e da sociedade. A proposta do Evangelho é global e destina-se a todos. A liturgia deste domingo põe sobre a mesa o tema do dinheiro que tem uma dimensão social muito grande. Por exemplo, muitas notícias começam ou terminam tendo em conta o dinheiro já gasto ou a gastar, ou seja, é uma realidade complexa que tem evidentes repercussões pessoais e sociais. Ajudar os cristãos a reflectir e a ser conscientes de todas as dimensões da existência – tanto sociais como pessoais – e a importância que a fé tem nas mesmas, é uma tarefa muito importante e necessária neste contexto complexo actual.

22-09-2019

b)      A nossa vida está cheia de oportunidades e de opções em busca da plena realização e da felicidade. A dificuldade reside é saber optar bem, para além das simples aparências e das felicidades passageiras. A nossa sociedade não é muito diferente da do tempo de Jesus. Por isso, continuam a ser actuais e importantes as palavras de Jesus: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. A opção pela fé continua a ser um mistério: um mistério que nasce da relação entre a graça divina e a nossa livre vontade e decisão. A fé é uma oferta que recebemos continuamente de Deus: não provém das nossas prestações, nem das nossas capacidades, nem dos nossos méritos. Mas pede a colaboração e a resposta de cada um de nós, fruto de saber descobrir onde está realmente a verdadeira felicidade e optar por ela. Podemos ajudar, preparando o nosso coração e desbravando o terreno. Podemos trabalhar a terra para que possa acolher e fazer germinar a semente. Podemos zelar para que haja um “clima” favorável, com humidade e iluminação necessárias. Podemos estar atentos para desmascarar as subtis manobras de outras “divindades” que nos deslumbram com as suas propostas de “felicidade”.

 

Mas, o melhor caminho, aquele que foi decisivo para a vida de cada um, é conhecer um testemunho concreto, alguém que fala, que anuncia, que vive a fé com normalidade na sua vida, alguém que soube escolher e que conseguiu que a fé inundasse toda a sua vida, não cedendo à atracção do consumismo, do poder, da fama, das riquezas ou das realidades mundanas. Estes testemunhos vivos falam-nos da “verdade” da fé no Deus de Jesus Cristo, da “verdade” da sua proposta de vida e de felicidade.

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Ano C - Tempo Comum - 25º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 24º Domingo Comum (Ano C)

a)      Acolher os pecadores. Esta frase resume o evangelho deste Domingo. Jesus a todos acolhe como alguém muito próximo, mas tem um olhar especial para os que são, ou eram, os pecadores do seu tempo. Esta deveria ser a característica de cada cristão e de toda a comunidade cristã. O acolhimento tem de estar presente em toda a acção pastoral, sobretudo nas nossas celebrações com o cântico de entrada, com as palavras de saudação a todos que se reúnem, convocados por Deus, a quem invocamos em primeiro lugar e também no fim da celebração. Este acolhimento, bem como as palavras que o constituem, deve ter em conta a realidade das pessoas: um momento de crise, de dificuldade, de ansiedade, de alegria. Todavia, será necessário muita prudência para com as pessoas que não conhecemos muito bem; as nossas palavras poderão produzir um efeito contrário.

b)      Em cada uma das nossas celebrações, temos a oportunidade de reconhecer com verdade e arrependimento o nosso pecado e pedir a Deus o devido perdão. Os textos litúrgicos deste Domingo convidam-nos a preparar melhor esta parte da celebração, salientando o acolhimento que Jesus faz aos pecadores e que toda a Igreja e cada uma das comunidades cristãs continua a viver, e também a alegria que se gera quando alguém “estava perdido e foi reencontrado”.

15-09-2019

c)       O caminho que cada homem e cada mulher vão construindo, tem como alicerce tudo aquilo que foi configurando a sua pessoa e todas as circunstâncias que constituem o seu aqui e agora. Também o caminho dos cristãos se vai configurando através destes parâmetros e pela presença da Boa Nova de Deus que Jesus nos comunicou e também pela força do Espírito Santo. Muitos pensam que as palavras do Evangelho e da Igreja constituem uma mensagem muito perfeita e acabada e esquecem-se de que a vida cristã é um caminho que se constrói a partir de cada momento, a partir de cada episódio da vida, que se pode começar a caminhar em qualquer momento, que sempre se pode mudar, que a força do Espírito Santo pode soprar e sopra quando menos se espera. Quando dermos conta que perdemos algo, há que arregaçar as mangas. Não podemos ficar somente com a alegria daquilo que, perdido, foi reencontrado, mas valorizar todo o processo realizado: descobrir que falta algo, concluir que o que falta foi perdido, tomar consciência de que é algo importante para nós, procurar o que foi perdido, usar os meios e o tempo que for necessário; depois de tudo isto, o êxito de reencontrar o que estava perdido e partilhar a alegria desta experiência vivida. O rosto de Deus que Jesus nos revelou fala de acolhimento, de perdão e de misericórdia, mas também de respeito e de paciência para com o homem. É algo que não deve ser esquecido nas nossas palavras e nas nossas acções.

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Ano C - Tempo Comum - 24º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 23º Domingo Comum (Ano C)

a)      Os discípulos de Jesus já se tinham apercebido e também expressado este sentimento comum: “estas palavras são demasiado duras”. Jesus anuncia a Boa Nova, através de palavras e de gestos, com uma firmeza e uma exigência que, por vezes, nos assusta e que nos faz procurar esclarecimentos ou interpretações, ou seja, procurar “desculpas” para adaptar a mensagem evangélica à nossa vida. Porventura não teremos medo de ajudar os outros a encontrarem-se com Deus? É evidente que já caminhámos muito no contacto directo, no conhecimento pessoal e vivencial com a Palavra de Deus, apesar de ainda estar muito por fazer. O cardeal Danneels disse esta frase: “Poucas pessoas entram em contacto com a verdade do Evangelho. Os canais de comunicação estão saturados de informações vazias, de pequenas novidades mesquinhas e escandalosas. Tudo isto procura penetrar na pessoa, apostando na curiosidade e no interesse pessoal. São raros os convites à reflexão e à meditação. Raramente se tem a oportunidade de compreender o Evangelho na sua pureza e na sua verdade”. É importante não ter medo de enfrentar a Palavra de Deus.

 

b)      Tantas vezes o evangelho não chega a muitos membros da nossa sociedade e das nossas comunidades paroquiais, ou chega sob a forma de “obrigações e de proibições” morais, ou sob a forma de afirmações dogmáticas rígidas, ou influenciado por determinadas páginas “negras” e de crise da História da Igreja. Perante isto, Danneels interroga-se: “Quem ainda pode escutar? Nestas condições, quem ainda tem acesso à Boa Nova? A casca ainda estará tão dura que não se consegue chegar ao fruto?”. A leitura da Palavra de Deus é um elemento central da nossa celebração, é a primeira das “mesas” da Eucaristia. Procurar que a sua leitura pública seja bem feita – leitores bem preparados, preparação remota e próxima daquele que irá ler, atenção ao género literário da citação, boa qualidade sonora – é um elemento central para uma vida cristã que responda verdadeiramente à proposta de Jesus. É importante velar pela formação bíblica de todos os membros da comunidade cristã, animá-los e dar-lhes subsídios para sua formação contínua. Uma formação bíblica tem que abranger todos os cristãos, desde os que têm alguma responsabilidade pastoral até àquele que aparece em algumas celebrações. Esta formação tem de encontrar na nossa celebração litúrgica uma primeira e simples expressão, mas terá que ter uma linha de continuidade.

08-09-2019
 Horários das celebrações de Missa para o fim de semana 14 e 15 de setembro:

sábado 

domingo 

14 

15 

10h30 Bapt. 

11h30 Cas. e Bapt. 

 

19h Dornelas 

9h Forninhos 

 

10h15 Queiriz 

 

11h30 PenaVerde 

 

14h30 Matança  

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ 

DOMINGO XXIV 

DO T. C. – C 

Nossa Senhora das Dores 

c)       S. Francisco de Assis afirmava: “Evangelium sine glossa”. É algo que hoje temos de fazer: o evangelho no seu estado puro, sem demasiadas notas de rodapé, sem demasiados comentários que acrescentam sempre um “mas” ao que de radical tem o texto: “Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe…Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo”. Sim, mas… Quantos ainda não deram a sua resposta de fé, porque nunca entraram em contacto directo com a mensagem original, sem filtros. Cada celebração é um momento para ajudar a “mergulhar” na originalidade da mensagem evangélica.

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Ano C - Tempo Comum - 23º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 22ºDomingo Comum (Ano C)

a)      Paulatinamente, a “normalidade” começa a ver-se no contexto social e na nossa eucaristia. As férias terminaram ou estão prestes a terminar. Como modo de acolhimento, não será inoportuno dirigir umas palavras de saudação àqueles que regressam das suas férias e também à nossa celebração e também àqueles que partem para os locais onde habitualmente residem para reiniciar um novo ano de trabalho. Este regresso à normalidade na vida da comunidade cristã e no quotidiano ajuda a valorizar tudo aquilo que se viveu nas últimas semanas: as experiências pessoais e em grupo, os lugares desconhecidos que foram visitados, as novas relações de amizade que se fizeram ou que se revigoraram e até, quem sabe, alguma má experiência. Tudo isto faz parte da nossa vida e tem que ser observado com olhos de fé e a partir da nossa fé.

 

b)      A palavra que resume a reflexão deste domingo é a humildade. É evidente que a proposta que nos é feita é exigente e pode também entrar em colisão com alguns valores, de uma forma consciente ou de uma forma subtil, a nossa sociedade nos propõe. A nossa celebração tem que ajudar a assembleia a descobrir o profundo sentido do convite que Jesus hoje nos lança, a sua importância e valor, porque por aqui passa a Sua proposta de salvação. Como é habitual, a primeira leitura do Antigo Testamento introduz-nos neste tema. Os conselhos de Ben-Sirá são muito concretos: “Filho, em todas as tuas obras procede com humildade… quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás a graça diante do Senhor”. Ao prepararmos a homilia, seria interessante descobrir que aspectos são realçados nesta leitura e como são confirmados ou corrigidos pelas palavras de Jesus no evangelho.

01-09-2019

c)       Muitas vezes, encontramos as parábolas na perícopa evangélica. A partir das realidades concretas da vida das pessoas do seu tempo, Jesus anuncia a Boa Nova. São pequenas histórias abertas, ou seja, que vão muito mais além do facto concreto que serve de imagem. Por isso, supõem reflexão e resposta pessoal a todo aquele que as escuta. Mais que explicar o sentido das parábolas, é importante ajudar a entrar na linguagem das parábolas e na necessidade de sensibilizar as pessoas a tirar lições para a vida. Neste domingo, Jesus aponta-nos um exemplo que é necessário que cada um descubra, interprete e leve para a sua vida. O caminho para viver a humildade só será possível, quando cada um o descobrir na sua própria vida.

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Ano C - Tempo Comum - 22º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 15º Domingo Comum (Ano C)

Deus mostra aos que andam desorientados (errantes) a luz da sua verdade, para que possam voltar ao bom caminho (Cf. Oração Colecta). Precisamente um doutor da lei quer saber o que tem de fazer para encontrar o caminho da vida eterna. Jesus responde-lhe com a Lei, acrescentando: “Faz isto e viverás”. O texto do evangelho deste domingo narra-nos a parábola do bom samaritano. Temos muito a aprender com este texto, porque, como o sacerdote ou o levita, tantas vezes passamos ao lado das necessidades dos outros.

“Que tenho de fazer para receber como herança a vida eterna?”. Perante esta pergunta Jesus convida o doutor da lei a responder segundo os seus conhecimentos intelectuais. E ele responde correctamente com a oração mais importante do judaísmo, a “Shemá Israel”, do capítulo 6 do livro do Deuteronómio: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo”. Responde correctamente porque conhece bem o texto da Lei, mas a sua resposta não deixa de ser teórica e fria, ou seja, falta-lhe aprofundar o significado das palavras da Lei. A segunda pergunta do doutor da lei está relacionada com a primeira; por isso, tem muita importância: “E quem é o meu próximo?”. É evidente que fica muito claro que para obter a vida eterna é necessário acreditar num só Deus, mas saber quem são os outros que devem ser amados já é mais difícil. Muitas vezes pensamos que são somente os membros da nossa família, os nossos amigos e colegas de trabalho. O evangelho convida-nos a abrir os nossos olhos para descobrir o nosso próximo.

Como em tantas outras ocasiões, Jesus responde ao doutor da lei com uma parábola, a do bom samaritano, que só encontramos no evangelho de Lucas. Para compreender esta parábola, não podemos esquecer que existia uma grande inimizade entre judeus e samaritanos e é precisamente um samaritano que socorre aquele homem que foi roubado e espancado pelos salteadores, tendo ficado meio morto no caminho. Nem o sacerdote nem o levita o ajudaram. Logicamente, eles deveriam ter ajudado aquele pobre homem. Mas passaram adiante, com indiferença. Só têm tempo para si mesmos. O samaritano não só socorre mas também trata as feridas, coloca o homem sobre a sua própria montada e leva-o para uma estalagem. Paga com duas moedas de prata ao dono da estalagem para que trate bem daquele pobre. O samaritano não só salvou a vida àquele homem, mas também preocupou-se com ele com todos os meios que tinha ao seu alcance.

14-07-2019

O evangelho deste domingo diz-nos com muita clareza o seguinte: os outros, ou seja, o nosso próximo, são todos aqueles que necessitam da nossa ajuda e da nossa compaixão: os desprezados e esquecidos da nossa sociedade. De certeza que conhecemos muitas pessoas que nunca ninguém se interessou pelas suas vidas, pelas suas necessidades e, sobretudo, pelas suas feridas. Hoje, Jesus Cristo ensina-nos e convida-nos a ser bons samaritanos, ou seja, a estar sempre atentos à vida dos outros e a não passar adiante. Para sermos bons samaritanos precisamos de começar a ter os olhos bem abertos, estando atentos, e a ter um coração generoso para servir o nosso irmão.

Acreditar em Deus não é um exercício teórico que nasce do nosso pensamento. Acreditar em Deus está relacionado intimamente com a nossa vida e com tudo o que fazemos aos nossos irmãos. Jesus Cristo é o bom samaritano que cuida de cada um de nós. Aprendamos a ser imagens deste Cristo e a ser bons samaritanos.

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Ano C - Tempo Comum - 15º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 14º Domingo Comum (ANO C)

Levar o anúncio do Reino de Deus aos outros significa levar a verdadeira alegria, anunciar que fomos libertados da escravidão do pecado e, assim, chegaremos à felicidade eterna. Com esta oração iniciamos a Eucaristia deste domingo. O Reino de Deus está próximo e este anúncio espalha-se por todos os povos por onde o Senhor passa. É um convite aberto a todos: uns aceitarão, outros não. Pelo facto de alguns não aceitarem o convite do Senhor, não podemos desanimar, nem perder o entusiasmo para anunciar a Boa Nova de Deus. Neste domingo, é o próprio Jesus que nos explica como se deve fazer este anúncio da Boa Nova.

O texto do evangelho diz-nos que o “Senhor designou setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir”. A missão de Jesus é anunciar o Reino de Deus, mas serve-se de outras pessoas para esta missão. Neste texto, a Igreja sempre viu um anúncio vocacional e um convite à oração para que Deus envie muitas pessoas que queiram anunciar o seu Reino a partir do ministério ordenado, da vida consagrada e do compromisso activo dos leigos.

Porém, o anúncio do Reino de Deus não só traz alegria e felicidade para quem o acolhe, mas também algumas dificuldades. Jesus diz a estes setenta e dois discípulos: “Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos”. Também é um aviso para nós! Muitas vezes, desanimamos perante as dificuldades do anúncio do Reino. Mas a advertência de Jesus mostra-nos que estas dificuldades já existiam quando Ele proclamava o Reino, como também nos primeiros tempos da Igreja. Estes setenta e dois discípulos também terão sentido o desânimo nos lugares onde não foram bem recebidos, mas não deixaram de fazer o anúncio do Reino de Deus: um reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz.

07-07-2019

Jesus envia, mas como envia os seus discípulos? Diz-lhes que não levem bolsa, nem alforge, nem sandálias. Estas palavras podem parecer estranhas, porque aqueles setenta e dois discípulos tinham de percorrer muitas povoações, fazendo longas viagens a pé. Logicamente seria indispensável levar tudo isto. Os apóstolos não tinham cofres nem cartão de crédito para levantar dinheiro. Então, o que levar? Uns joelhos para rezar e pedir ao dono da messe que mande mais operários para a sua messe. Uns pés ágeis para percorrer todas as terras. Uma boca para anunciar a mensagem com decisão, entusiasmo, respeito, amor e sem medo. Um coração cheio de amor por Jesus e pelo seu Reino. É evidente que não se trata de improvisar, mas de ter fé, de ter confiança naquele que nos envia. É necessário ter mais fé no Reino de Deus e que é o Senhor que nos envia para que este Reino penetre no coração das pessoas.

Não podemos esquecer algo muito importante: nós somos enviados a anunciar o Reino de Deus aos outros; mas, em primeiro lugar, temos de receber em nós este anúncio do Reino. Tantas vezes pensamos que já sabemos tudo, que já cumprimos com tudo aquilo que é necessário para a nossa vida cristã! Esquecemos que pertencer ao Reino de Deus é um caminho que também nós precisamos de realizar e que ainda fica muito por fazer. Para receber este anúncio, precisamos de um amor incondicional pela Igreja, acolher com comunhão tudo aquilo que nos diz o Santo Padre, os nossos bispos, os presbíteros para crescer na fé.

O anúncio do Reino feito por Cristo depende de todos nós. Todos somos anunciadores do Reino, acolhendo-o também na nossa vida. Que neste domingo, tenhamos consciência deste grande projecto de Deus nas nossas vidas e sejamos colaboradores valentes, decididos e comprometidos, para que o Reino de Deus chegue até aos confins da terra.

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Ano C - Tempo Comum - 14º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 12º Domingo Comum (Ano C)

No texto do evangelho deste Domingo, aparecem dois anúncios muito importantes na vida de Jesus. O primeiro anúncio é feito por Pedro, professando que Jesus é o Messias, o Ungido de Deus. Era uma boa notícia para todos aqueles que esperavam o Messias. Mas no segundo anúncio é dito que o Messias tem de sofrer muito, ser rejeitado, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Como podemos entender esta contradição entre os dois anúncios? O Messias tem de morrer para triunfar neste mundo?

Para entender melhor o texto evangélico deste domingo e todas estas perguntas, há que ter em conta que a fama de Jesus se espalhou por todas as povoações da Galileia. As pessoas começavam a falar dele, maravilhadas por tudo quanto dizia e fazia. De certeza que ficavam surpreendidas ao ver e ouvir contar os milagres que fazia, especialmente ressuscitar os mortos. De certeza que ficavam surpreendidas ao verem que o filho do carpinteiro de Nazaré proclamava o anúncio do Reino de Deus com palavras belas e com autoridade. Começava a despontar a fama de Jesus como o Messias esperado.

Por isso, um dia, Jesus perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem as multidões que Eu sou?”. Esta pergunta pode parecer inocente e ingénua, mas é muito importante para os apóstolos. As outras pessoas podem dizer o que bem entenderem: “Uns que és João Batista; outros, que és Elias; e outros que és um dos antigos profetas que ressuscitou”. Mas o que dizem os apóstolos? “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Melhor que ninguém, os discípulos conheciam Jesus, porque viviam com Ele, escutaram as suas palavras e viram todos os milagres que fez. Sem dúvida, são uns privilegiados ao serem as primeiras testemunhas do anúncio da Boa Nova do Reino de Deus que se começa a concretizar na pessoa de Jesus Cristo. É por tudo isto que a sua resposta é importante, porque depende se entenderam ou não quem é realmente Jesus.

23-06-2019

Em nome de todos, Pedro tomou a palavra e respondeu: “És o Messias de Deus”. Perante as palavras e os milagres de Jesus, só se podia esperar o seu triunfo como Messias. Mas Jesus surpreende os discípulos, afirmando: “O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”. Ninguém esperava este anúncio, porque ainda não estavam preparados para entender o verdadeiro messianismo. Não podemos esquecer que a esperança da vinda do Messias estava fundamentada na vinda de alguém muito importante que iria libertar o povo judeu da opressão do império romano. Mas a missão do verdadeiro Messias era libertar todos os povos da opressão do pecado e da morte de uma forma que ninguém estava à espera. Jesus anuncia a sua morte trágica em Jerusalém e este anúncio fica muito longe do esquema ideal do messianismo para o povo judeu e também para os próprios discípulos.

Depois do anúncio da sua paixão, Jesus diz como cada um de nós fica ligado ao mistério da sua paixão: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me”. É fácil acreditar num Messias majestoso, triunfante. Acreditar num Messias pregado na cruz não é fácil, parece um fracasso. É mais fácil ver Jesus no Monte Tabor a transfigurar-se, a pregar às multidões, a fazer milagres, chegar ao sepulcro vazio sem passar pela cruz em Jerusalém! A cruz transforma-se em triunfo, somente à luz da ressurreição.

Diante do texto do evangelho deste Domingo, quem é Jesus para mim? De certeza que responderemos como Pedro. Mas, temos consciência de que aceitar Jesus como Messias quer dizer aceitar as nossas cruzes? Aceitar a cruz é sempre difícil e não podemos escapar dela. E as cruzes chegam à nossa vida sem avisar, quando menos esperamos aí estão! Procuremos que as nossas cruzes não nos façam fracassar na vida, mas fortalecer ainda mais a nossa união a Cristo Crucificado e Ressuscitado, o Messias de Deus.

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Ano C - Tempo Comum - 12º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia da SANTÍSSIMA TRINDADE (ANO C)

Depois de terminado o Tempo Pascal, neste domingo celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade. Na verdade, professamos a Trindade de Deus em cada celebração e em tantos outros momentos. Mas neste dia, temos a oportunidade de louvar, de dar graças e de adorar o mistério do nosso Deus que é comunhão de amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Os textos bíblicos deste Domingo fazem referência a este grande mistério: Deus Pai enviou ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade para revelar aos homens o seu admirável mistério. Por isso, professamos e proclamamos “um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma pessoa, mas na trindade de uma só natureza”. A Santíssima Trindade não se manifesta somente na solenidade deste domingo, mas também está presente em todas as celebrações litúrgicas; iniciamos e terminamos a Eucaristia em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; todas as vezes que professamos a nossa fé, sobretudo com o texto do Credo; quando cantamos o Glória; na celebração de todos os sacramentos, nas bênçãos e em tantos outros momentos. As leituras e as orações deste domingo procuram aproximar-nos da Trindade, mas trata-se de um mistério incompreensível para a nossa inteligência.

Como poderemos entender este mistério sobre o nosso Deus? De certeza que nos vem à memória o episódio da vida de S. Agostinho, passeando pela praia, procurando entender o mistério de Deus. Como é difícil compreender quem é Deus, da mesma forma que era impossível à criança que, junto a S. Agostinho, pretendia encher um buraco feito na areia com toda a água do mar. Conhecer Deus é tão impossível como esvaziar todo o mar para encher um pequeno buraco. Mas, talvez nos possa ajudar a ideia de S. Patrício, o primeiro a introduzir o Cristianismo na Irlanda no século V. Ele tinha uma forma muito original de explicar a ideia de um único Deus em três pessoas, porque os pagãos imaginavam que as três pessoas divinas eram três deuses diferentes. Para lhes explicar, usava um trevo e apontava para as suas três folhas. Este gesto simples foi suficiente para que aquelas pessoas acreditassem que as três pessoas divinas são um único Deus. Por isso, S. Patrício é o padroeiro da Irlanda e o trevo é um símbolo que representa todos os irlandeses.

16-06-2019

Apesar de todas as tentativas, quem nos ajuda a conhecer Deus é o próprio Jesus, tal como nos recorda o prólogo de S. João. Certamente que nós nunca vimos Deus, foi o Filho quem no-lo deu a conhecer. No texto do evangelho deste Domingo, Jesus Cristo diz aos seus discípulos: “tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena”. Esta vinda do Espírito Santo já a celebrámos no Domingo passado. Jesus revela que Deus é amor. É Amor porque entregou o seu Filho na cruz para salvar toda a humanidade, é Amor porque enviou o Espírito Santo para nos guiar e iluminar nas nossas vidas. Mas, há um aspecto, ao qual não podemos ficar indiferentes: a nossa vida cristã não se resume somente à celebração litúrgica. A liturgia é a fonte e o cume da nossa vida. Por isso, ao celebrar neste Domingo a solenidade da Santíssima Trindade, nós, criados à imagem e semelhança de Deus, também somos portadores desta relação íntima que existe entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Como se pode ver na segunda leitura, “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. É o amor que existe entre as pessoas divinas. Este amor entrou nas nossas vidas, quando fomos baptizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E este amor não é só para nós, é para transmitirmos aos nossos irmãos, quando estendermos as nossas mãos para os tornar mais felizes, ou seja, quando eles sentirem que são amados por nós.

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Para o Domingo, 23/06/2019, devido à realização dos Jogos Tradicionais em Forninhos os horários serão os seguintes:

Domingo
23
9h Forninhos

 

10h15 Dornelas

 

11h30 PenaVerde – compasso

 

14h30 Matança

DOMINGO XII

DO TEMPO COMUM – C

Ano C - Tempo Comum - Santíssima Trindade - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia da Ascensão do Senhor (Ano C)

A Ascensão do Senhor é uma festa de despedida. A leitura dos Atos dos Apóstolos e o texto do evangelho de S. Lucas fazem referência a este momento em que Jesus se despede dos seus discípulos. Todos já fizemos a experiência da despedida dos nossos familiares e amigos; uns foram para outras terras, outros já partiram deste mundo. Vamos sentir a falta deles, ou porque durante algum tempo estarão longe de nós, ou porque foram à nossa frente para a casa do Pai. Recordá-los-emos sempre pelos momentos bons que partilhámos na esperança de um dia nos encontrarmos novamente.

Na Ascensão, Jesus despede-se dos seus amigos. Não lhe esconde a realidade que irão enfrentar, não lhes faz um programa simples para concretizar nos próximos tempos, não lhes promete facilidades. É necessário pregar que “o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém”. Apesar da missão ser grandiosa e difícil, nunca estarão sozinhos, porque Jesus enviará Aquele que foi prometido pelo Pai, que lhes concederá uma força interior e um entusiasmo para levar por diante a missão recebida. Jesus sobe aos céus e os Apóstolos iniciam uma nova fase das suas vidas. Mesmo sem a presença física de Jesus, nada acaba, tudo se transforma e a vida continua a ter sentido.

02-06-2019

A Ascensão do Senhor é uma despedida na esperança, ajuda-nos a compreender que a vida continua a ter sentido e a concretizar a nossa missão neste mundo: descobrir Deus nos desprezados e esquecidos da sociedade, ir ao encontro do rosto sofredor do amigo, do irmão, do doente, do esquecido e do desprezado. A Ascensão do Senhor não nos convida a afastarmo-nos dos outros, mas também a “subir”, ou seja, a estarmos presentes junto dos nossos irmãos, fortalecidos e entusiasmados pela força do Espírito Santo. Na nossa vida nunca estamos sozinhos: estamos com os nossos irmãos e irmãs que, no silêncio e na discrição, na sua família e no trabalho, nos seus problemas e dificuldades, nas suas alegrias e esperanças, vivem no amor em Cristo.

Jesus sobe ao céu e também convida-nos a “subir” para Deus sem deixarmos a terra, ou seja, darmos conta que Ele está no meio de nós, nos outros, na natureza, em todos os momentos da nossa vida. Também “subimos”, alargando a perspectiva de ver a vida e a realidade que nos rodeia, não esquecendo que somos filhos de Deus, amados por Deus, que olhamos o céu como a meta da nossa vida, que estamos aqui para servir e para defender a dignidade da pessoa humana. Nesta perspectiva nova de vida, contaremos sempre com a promessa do Pai. Não podemos pensar que o Pai nos resolverá todos os problemas e sofrimentos. Mas ajudar-nos-á a construir um mundo mais justo e solidário, com mais dignidade e fraternidade. Jesus irá à nossa frente a ensinar-nos o caminho que leva ao Pai e aos irmãos.

A Ascensão não é algo que afecte apenas a Jesus! Agora, junto do Pai, no Céu, Ele está acima de todos os Principados e Poderes, mas também é uma presença amante e reconfortante junto de tudo e de todos. A Ascensão é também uma festa da Igreja, uma festa da Igreja missionária: os cristãos não podem cruzar os braços nem ficarem a olhar para o céu. Agora, a nossa missão é anunciar o Evangelho e o Reino de Deus. É a nossa missão cumprir o mandato de Jesus: “Ide por todo o mundo e ensinai todos os povos”, confortados e entusiasmados com a certeza de que Jesus estará sempre connosco até ao fim dos tempos.

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 Ano C - Tempo Pascal - 7º Domingo - Boletim Dominical

 

Avisos e Liturgia do 6º Domingo de Páscoa (Ano C)

Aconselhar os outros em momentos difíceis é uma tarefa muito delicada. Não é fácil, porque nem sempre temos todos os elementos para orientar correctamente os outros e tudo o que fizermos e dissermos será a partir de fora desses momentos. Colocarmo-nos no lugar do outro é quase impossível. Mas, é sempre importante cuidar dos outros. Aconselhar, orientar, acompanhar, animar os outros é sempre a nossa missão. E esta nossa missão tem de ser feita com toda a humildade e serenidade, nunca perdendo de vista que temos de lutar pelo bem dos outros. Esta é a vontade de Deus: que todos sejam felizes. O apóstolo João apercebeu-se o quanto Jesus o amava e não se cansava de transmitir que Ele o tinha mudado por dentro e feito um valente por fora. Também João ouviu a frase de Jesus que se encontra no evangelho deste domingo: “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração”. Com esta frase, Jesus pede-nos serenidade e valentia. Estas duas virtudes estão relacionadas uma com a outra. Dificilmente seremos valentes se estivermos inquietos, bloqueados, ansiosos e inseguros.

Mas, quem nos poderá dar esta serenidade? Estaremos inseguros quando nos sentirmos abandonados. Quando nos sentirmos cheios de confiança, em boas mãos, ficaremos tranquilos e reconfortados. A resposta é-nos dada por Jesus no evangelho: “Quem me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas estas coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse”. As palavras de Jesus têm uma grande força, porque expressam a sua vida, os seus gestos, as suas palavras, as suas acções, a sua proximidade com os mais necessitados, curando-os e salvando-os. Por isso, acrescenta: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração”.

26-05-2019

O Espírito Santo ajudar-nos-á a encontrar a serenidade para a nossa vida e tomar as decisões certas a partir da misericórdia de Deus. A primeira leitura narra-nos um exemplo da ajuda do Espírito Santo para gerar serenidade e tomar decisões certas. Nas primeiras comunidades cristãs, começaram a surgir pessoas que queriam seguir Jesus, mas não pertenciam ao povo judeu; eram de outras nações, de outras culturas e tradições. Começaram a surgir dois grupos: os fundamentalistas (rigorosos) e os moderados (que não colocam grandes barreiras a estes cristãos vindos de outros povos). Então, a comunidade cristã de Antioquia decidiu que Paulo e Barnabé e mais alguns discípulos subissem a Jerusalém, para tratarem dessa questão com os Apóstolos e os anciãos. Regressarem a Antioquia com alguns representantes dos Apóstolos para transmitirem de viva voz as suas decisões, porque “alguns dos nossos, sem nossa autorização, vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras”. As decisões dos Apóstolos e dos anciãos não são palavras de circunstância, ou a favor ou contra. Dizem claramente o seguinte: “O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além das que são indispensáveis. Procedereis bem, evitando tudo isso”. É uma decisão, fundamentada na vontade de Deus. Não é nenhum decreto mas uma decisão tomada com o coração, iluminado pelo Espírito Santo e pela misericórdia de Deus.

Que o Senhor resplandeça sobre nós a luz do seu rosto. Ele conceder-nos-á a paz, a serenidade e a confiança para enfrentar e governar a vida. Tudo venceremos, orientados pelo Espírito Santo e na certeza de que somos amados por Deus. Se guardarmos as suas palavras, Ele não nos abandonará, mas fará em cada um de nós a sua morada.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Pascal - 6º Domingo - Boletim Dominical

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