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Fornense Rui Mimoso faz balanço do Mundial de Slackline 2017

Orgulhoso da prestação

Depois de uma boa prestação fomos conversar com Rui Mimoso, um fornense que alcançou uma boa posição no Mundial de Slackline 2017.

Que balanço faz desta prestação no Mundial?

O meu grande objetivo desta época desportiva era qualificar-me para o Campeonato Mundial, fiquei super satisfeito por o conseguir.

Aliás 10 dias antes do mundial durante um treino lesiono-me no joelho com gravidade, durante dois dias quase não conseguia caminhar e parecia que está oportunidade de ir ao mundial me estava a fugir. Mas com muita força de vontade e sofrimento consegui participar.

Felizmente consegui ficar com um ótimo 14°lugar…………..

Leia a restante conversa na edição papel que vai estar nas bancas a 31 de outubro…

Noite de conversa sobre poesia em Trancoso

poesia.jpgtrancosoVai decorrer na cidade de Bandarra , já nesta sexta feira, 21:30h, no espaço ACRT, Teatro Amador de Trancoso, uma noite diferente.

“À conversa com Pessoa(s)” surgiu justamente numa conversa sobre poesia. Sobre a vontade de ouvir poesia. Sobre a necessidade de a dizer e de a sentir. Fernando Pessoa impôs-se por ser ele próprio múltiplo. Um variado recital de poetas que entram na intimidade de cada um de nós, quando os lemos, quando os ouvimos, quando sobre, e com, eles conversamos…

Momentos dedicados a aprofundar a poesia de Fernando Pessoa.

Por:AP Foto:JC

Conversa com Bruno Costa- Presidente da AD Fornos de Algodres

Fui a única pessoa que há três anos atrás, acreditou que o Fornos estaria agora a lutar pela subida ao Campeonato de Portugal”.

IMG_8871Fomos conversar com o presidente Bruno Costa, da Associação Desportiva de Fornos de Algodres que lidera o distrital maior da AF Guarda.

-Que balanço faz nesta fase da temporada?

Um balanço positivo, pois estamos acima das nossas expetativas, em primeiro lugar isolados, nesta fase da temporada, com quatro pontos em relação à Mêda e Sabugal, que são os nossos mais diretos opositores, na parte cimeira da tabela, que é onde queremos andar. Vamos lutar até ao fim deste campeonato, para ficar nas três primeiras posições.

-Ninguém esperava que o Fornos nesta altura estivesse neste lugar?

É óbvio que não, dado que, há duas épocas atrás o Fornos não existia praticamente, ou melhor tínhamos seniores, mas apenas se cumpria calendário, certamente com todo respeito pela estrutura da altura, eu fazia parte da equipa e sei como as coisas decorreram, não foi muito positiva, como outras atrás.

Agora a partir da minha 1ªtemporada à frente deste clube, em 2014, o Fornos passou a ser o que era antes, respeitado em todo distrito, era o meu objetivo enquanto presidente desta instituição, fazer com que fosse respeitado, quer financeiramente e desportivamente.

-Hoje o Fornos volta a ser um grupo “temido”?

Desde que cheguei à presidência, o Fornos é um clube ambicioso, luta por títulos, por objetivos a médio prazo, bastante clarificados, aliás agora não somos loucos de assumir uma candidatura ao Campeonato de Portugal, apenas queremos ficar nos três lugares da frente, agora nIMG_8850o final da temporada, faz –se as contas, dado que vamos devagar , jogo a jogo.

–Nesta fase, existe alguma equipa que mais o surpreendeu?

Não penso que todas as equipas que estão nos lugares cimeiros, são todas as que nas últimas épocas lá costumam andar, apenas nós somos a grande surpresa andarmos nesses lugares.

-A nível do Fornos, tem o melhor ataque e uma das melhores defesas?

Trabalhamos diariamente todos esses aspetos de finalização e defensivos, agora se não sofrermos e marcarmos, estamos mais perto da vitória, somos ambiciosos, os sócios gostam de ir ver os nossos jogos em casa e fora.

-A massa associativa tem ajudado?

Sim claro, sem adeptos, o futebol não tem alegria, mas os nossos sócios e adeptos estão connosco todos os jogos e dá outro alento.

Estamos a tentar para ter os escalões todos, mas nem sempre é possível, pois atravessámos uma fase complicada a nível financeiro, agora desde que eu e alguns colegas meus pegamos no clube, e a nível da formação queremos voltar a tê-la como era antes, um clube temido e isso temos provas dadas, tantos foram os jogadores que saíram para as ligas principais.

O Zumba veio mobilizar o público feminino?

O futebol sempre foi a modalidade principal e vai continuar, mas temos de nos focar outras modalidades, o Zumba e o Box treino, são mais-valias para todos, pois quaisquer pessoas podem praticar aqui. Temos ainda o ciclismo que vai estando na fase inicial mas já com provas de sucesso, ainda recentemente o trail, uma prova de XCO e XCM anteriormente.

Agora muito trabalho tem sido feito , nestes anos, temos os pés assentes no chão, aliás fui a única pessoa que há três anos atrás acreditou que o Fornos estaria agora a lutar pela subida ao Campeonato de Portugal.

A questão financeira como está o clube?

Foi muito difícil, pois herdamos um passivo na ordem dos 18 mil euros, como os sócios sabem, e nesta altura está praticamente liquidado e vamos colocar o clube limpo.

A ideia era devolver toda a dignidade a todos níveis, ainda assim possuímos um dos orçamentos mais baixos deste distrito da Guarda.

Perspetivas para este ano 2017?

São tentar ganhar os jogos todos, esse é o nosso lema, se assim for , no final podemos vir a ser campeões, mas a partir de agora este clube está estruturado e as pessoas vão olhar para o clube de outra forma, apesar de que a crise económica nacional tem prejudicado, agora temos jogadores que pernoitam aqui, mas o nosso grande parceiro é o Município, com todo o apoio que nos tem dado.

Ser presidente – jogador é uma dupla tarefa?

Sim toda a gente sabe dessa dupla função, mas tenho já alguns anos de futebol distrital e isso dá-me experiência, mas não é fácil ter de colaborar noutras tarefas, mas sou sempre o primeiro a dar a cara e nunca viro a cara à luta.

Com trabalho, esforço e dedicação tudo se consegue.

Vê o Fornos como um clube – modelo a seguir no distrito?

Sim , aliás os presidentes perguntam-me como é possível, mas só muito trabalho, aliás os jogadores seniores ajudam no que é preciso, estão sempre lá quando é necessário, como foi visível nos eventos das modalidades.

Recuperamos o autocarro parado à sete anos, onde todos colaboraram, agora não é fácil, requer muito trabalho, mas creio que, o grupo vai ser compensado a nível desportivo no final.

Agora não posso esquecer todos quantos nos ajudam, algumas pessoas de fora, tenho a agradecer toda a dedicação a todos quantos contribuem para que este clube tenha sucesso.

Reportagem de António Pacheco

 

Conversa com Presidente BV Fornos de Algodres, Fernando Rodrigues

                                              Muita união e dedicação conduziu ao sucesso

IMG_2150 Após um ano e meio à frente dos destinos da Associação Humanitária dos Bombeiros de Fornos de Algodres, Fernando Rodrigues, em conversa, acabou por fazer um balanço desse trabalho.

Magazine serranoRecentemente, os BV Fornos de Algodres alcançaram o 4º lugar na campanha Quartel Eletrão a nível nacional, um feito importante?

Fernando Rodrigues – Muito importante, dado que ultrapassou as nossas expetativas, pois estávamos a competir com o País inteiro, as pessoas aderiram bem, o nosso corpo ativo fez um bom trabalho na divulgação e foi um sucesso, dado que, as pessoas aderiram bem e estão também de parabéns. Hoje existe um local onde se pode depositar os aparelhos sem vida e as pessoas estão agora mais sensibilizadas, sendo nós um Quartel eletrão.

MS – Também Pinhel alcançou o mesmo lugar, mais uma localidade do distrito da Guarda?

FR– Também eles concorreram a primeira vez, creio eu, o facto de  haver duas corporações do distrito da Guarda, nos lugares cimeiros é honroso, é sinal que ele tão bem organizados e também se preocupam com estas causas que são problemas da sociedade, ou seja, há bem pouco tempo, as pessoas deixavam os eletrodomésticos em qualquer lado ou mesmo em casa, hoje estão mais sensibilizados a cuidar do ambiente.

MS- Abriu-se uma nova campanha e os BV Fornos de Algodres, passam a dispor de um local para recolher eletrodomésticos e outros?

FR– Sim, fizemos um protocolo, somos um quartel eletrão, as pessoas podem entregar nos bombeiros todos esses excedentes elétricos, lâmpadas e pilhas.

Também existem outros projetos de sucesso, tivemos as tampinhas, onde já fomos buscar duas cadeiras, estamos agora a trabalhar para mais uma cadeira e a reflorestação das zonas ardidas, que anualmente, no dia da árvore plantamos novas árvores, apesar de ainda existir gente contra esse trabalho como aconteceu este ano, que foram arrancadas essas árvores, não sabemos porquê.

Agora é chato quando os Bombeiros tentam reflorestar e alguém vem estragar esse trabalho, mas não é por aí, que vamos parar, porque vamos continuar a fazer esse trabalho.

Esta é uma campanha que já vamos estar perto das populações, temos falado com a Câmara, com as freguesias, agora tem de haver disponibilidade de toda a gente.

É importante que todas as instituições , associações e população em geral estejam connosco.

MS- Este ano apresentação do DECIF 2016 distrital foi apresentado em Fornos de Algodres, dá motivo de alegria por ter sido nesta localidade?

FR– Foi importante dado que a zona operacional estava toda, também as pessoas que nos escolheram foi porque Fornos de Algodres sabe acolher, receber, faz parte da maneira de ser da vila, é motivo de orgulho ter o SecIMG_2172retário de Estado entre outras entidades.

MS-Face ao muito calor que se vai fazendo sentir e depois do Inverno rigoroso, podem vir dias difíceis a nível de incêndios?

FR- Esperemos que não, e pela informação do nosso comando, e pelas reuniões que vão tendo, espera-se um verão difícil, ultimamente no nosso concelho, temos tido sorte, pois não tem havido grandes incêndios. Agora a aposta passa pela prevenção, os bombeiros não podem fazer tudo, se as pessoas que tem terrenos e matas forem limpando, tudo se descomplica e porque todos juntos tudo é mais fácil.

 MS- Que balanço faz deste ano e meio de mandato?

FR – É muito positivo perante aquilo que encontramos, os bombeiros tinham um défice à volta dos 35 mil euros, e hoje posso assegurar que não devemos nada a ninguém, toda a gente recebe a tempo e horas, fruto de muito trabalho, temos outras ideias, conseguimos motivar de maneira diferente o corpo ativo, Sem eles era mais difícil, aqui uma vez mais um agradecimento ao corpo ativo pelo trabalho, tem estado com a direção, nas diversas atividades que nos ajudam a fazer e noutras que são da iniciativa deles, para que sejamos todos mais fortes, estejamos mais bem equipados.

Temos mais de 12 atividades por ano, e todos juntos a remar para o mesmo lado, tudo se torna mais fácil, temos dado tudo aquilo que o comando nos pede para o corpo ativo.

Agora no futuro mandato, se continuarmos ou não, isso ainda não está definido, gostava de aumentar IMG_2093os nossos colaboradores, uma vez que nos anos anteriores tal não tem acontecido devido às dificuldades, temos feito alguns cortes,  mas podemos afirmar que não devemos nada a qualquer fornecedor.

Temos outras prioridades, agora precisamos de uma ambulância e um projeto de viatura de fogos florestais que já encontrou na Proteção Civil.

Fizemos agora o peditório para esta nova ambulância e vamos tentar ser a um curto prazo, dado que com o fecho dos hospitais obriga a mais deslocações para Guarda e Viseu e isso causa um desgaste enorme nos carros, aliás neste mandato já comprámos uma, mas precisamos outra.

MS- Novas atividades extra para angariar fundos para nova ambulância até final do ano?

FR– Sim, no verão não, mas a partir de setembro vai haver mais uma ou duas, as juntas de freguesias também podem ajudar, dado que a população vai ajudando sempre.

 MS – O almoço anual em Lisboa é importante sempre?

FR– Foi iniciado pelo Álvaro Melo , que já não está entre nós, com o David e agora comigo, tem sido um sucesso, ao longo dos anos, todos os sócios e amigos dos bombeiros residentes em Lisboa e arredores, vão marcando presença e claro é uma forma de convívio, mas uma grande mais valia financeira no final do ano.

 MS – Hoje em dia ser presidente dos Bombeiros não é tarefa fácil?

FR – Não, se apenas ouvirmos as críticas, vamos embora no dia seguinte, agora quando o corpo ativo está connosco, temos uma direção jovem, dinâmica, forte e gosta de trabalhar, agora enquanto cá estivermos vamos fazer o melhor, e pra já temos tido muito sucesso, claro sem o corpo ativo, nada era possível, porque são eles a razão de uma direção, porque todos gastamos muito tempo, mas vamos continuar empenhados e com o apoio que temos destes homens, vamos fazer coisas boas nesta associação.

 MS – Pelo Natal foi inaugurada a galeria de presidentes e comandantes um momento de destaque?

FR – Foi feita, porque havia uma que ninguém via, todos estes comandantes e presidentes mereciam outro destaque e assim o fizemos, como outras obras de restruturação para que os bombeiros se sintam bem.

Temos um projeto para remodelar o quartel por cima das garagens, nesse intuito, temos a planta feita tem havido complicações , e devido ao quartel ter menos de 15 anos, não vamos parar,  agora vamos continuar a trabalhar para que possa ser uma realidade no futuro.

 MS – O que ficou por fazer neste mandato?

FR– Uma das coisas que gostaríamos que fosse pra frente ,é em relação da nossa orquestra de música, tivemos 260 candidatos, portugueses e espanhóis foram escolhidos 45, não a conseguimos pôr a trabalhar, em Fornos a cultura ainda a trabalhamos, agora a nível nacional pouco apoios existem.

Mas a nível do projeto da escola continua com mais de 20 crianças e continuamos com a academia de direção de Banda onde temos 20 alunos, grande parte espanhóis, a nível financeiro é bom, este ano queremos chegar aos 30 alunos, também temos um grande maestro mundial Jan Cover, que gosta de vir a Fornos.

Recentemente tivemos o concerto da Banda Sinfónica da PSP, com o exame final de direção de banda, com dois maestros espanhóis, Daniel Ros e Pedro Villaroel, um grande momento musical nesta vila de Fornos.

 MS – A nível da direção existe vontade para continuar?

FR – Vamos ver, a direção está unida, sabendo que tiramos tempo às famílias, agora se tivermos o corpo ativo ao nosso lado e sempre com vontade, não os podemos deixar defraudados.

Agora mais para a frente, depois do verão vamos pensar queremos fazer mais mandato de três anos.

 MS- Como é a relação com as outras corporações?

FR– Relação muito boa, porque os bombeiros são muito bons, ouço falar outros comandantes e presidentes que quando os de Fornos chegam tudo fica melhor, porque são trabalhadores, homens com H grande, é um orgulho ouvir falar deles assim.

Agora também fazemos formação, pois novas regras, e os cursos têm de estar atualizados e também trabalhamos nesse campo.

Deixo um agradecimento geral, as pessoas gostam dos bombeiros, as pessoas ajudam, e sabem que podem contar connosco, apenas peço que continuem a ajudar os bombeiros, porque são de todos.

Reportagem de António Pacheco

Associação de Maceira festejou Santos Populares

IMG_6660Teve lugar neste domingo, a noite de Santo António, com os festejos dos santos populares, na localidade de Maceira, concelho de Fornos de Algodres.

Esta é uma iniciativa da APSRDH de Maceira, que ano após ano vai realizando, junto à Casa dos Avós, permitindo que os utentes desta instituição e visitantes tivessem momentos agradáveis.

Desta forma, tudo se iniciou ao final da tarde, com a bela sardinha assada a ter destaque, o caldo verde e o arroz doce a completar a ementa desta noite festiva.

Para animar todos os presentes, esteve o Grupo de Cantares de Fornos de Algodres, entoando as suas melodias alusivas ao concelho fornense e algumas canções populares.

Para finalizar, fomos conversar com o Presidente da Associação, Prof.José Fernando e com a Diretora Técnica, Dra Susana que estavam satisfeitos pelo sucesso desta atividade e falaram de  algumas atividades futuras desta instituição.

 

 

Santinho Pacheco toma café com cidadãos locais em Gouveia

cafeComo habitualmente acontece numa segunda-feira por este distrito fora, o Deputado Santinho Pacheco se reúne num café de qualquer localidade para conversar, conviver, tomar café e sobretudo ouvir os moradores dessa mesma localidade, para poder recolher algo que possa dessa forma defender e ver melhorado neste nosso interior aquando estiver na Assembleia da República.
Esta segunda – feira foi a vez do Deputado do Partido Socialista se deslocar à cidade jardim, de Gouveia, um local que lhe diz bastante porque foi autarca durante muitos anos.
Os temas de conversa não tinham alinhamento muito pelo contrário, a ideia era o convívio entre as pessoas e veio a finalizar perto já da hora do almoço.
Desta forma, Santinho Pacheco vai continuar de terra em terra a tomar café com o povo.

Por:António Pacheco

foto:JA

Conversa com Prof.César Fernando, Seia FC sobre futebol feminino

Fomos conversar com o Prof.César Fernando, do Seia FC, que nos falou da presença da turma senense nos Nacionais de Promoção e Taça Nacional de Futebol Feminino.

Magazine serrano–Seia recebeu recentemente a fase zonal da Taça
Nacional de Futebol feminino, um grande feito?

foto:Face CF

Prof
César–
Sim, principalmente considerando que outros candidatos
surgiram para a organização deste evento. A qualidade da infraestrutura
municipal a par do reconhecimento da competência dos recursos humanos, fez com
que a Federação Portuguesa de Futebol tomasse a decisão de o realizar em Seia.
O nosso orgulho vai para além dessa escolha, congratulamo-nos pelo reconhecimento
unânime da qualidade do serviço prestado.

MS- A turma do Seia ficou pelo caminho mas foi positivo participar?
CF– Naturalmente
que sim. Sabíamos à partida que este grupo, considerado o mais competitivo,
dificultava a nossa participação. No entanto, nunca deixámos de acreditar no
nosso valor, no nosso trabalho. O facto é que existe uma diferença grande em
termos competitivos, entre equipas que fazem um campeonato ao longo da época e
nós, que a nível distrital, infelizmente não temos qualquer tipo de competição
neste escalão. Com certeza que saímos desta competição, mais fortes e honramos
o nosso compromisso, mas fica um amargo de boca por não podermos ter acesso a
competição durante toda a época, capacitando as nossas atletas para enfrentar
as adversárias desta competição. O sucesso da nossa prestação e organização foi
reconhecido pelo Clube Albergaria, atual detentor do título nacional e
vencedor desta fase, que nos honrou com um convite para participação no seu
Torneio a realizar nos dias 27 e 28 deste mês.
MS-O
Seia FC tem feito um excelente trabalho quer na formação, quer no futebol
feminino?
CF-Isso
é uma questão ou a simples constatação de um facto evidente?
Sendo uma realidade tão óbvia,
permita-me apenas associar ambas. Isto é, no Seia Futebol Clube não separamos
géneros, trabalhamos na formação independentemente de ser masculino ou
feminino. Nesta casa não subestimamos género ou escalão etário, o lema é o
mesmo para todos os escalões ou secções, queremos contribuir para a formação
integral de todos os nossos atletas, incluindo nestes as pessoas que praticam
Zumba no clube. O nosso contributo tem que ter as vertentes: académica,
desportiva e social. Somos um todo e não apenas uma soma de várias parcelas,
somos todos orgulhosamente senenses.  
MS – Com
a dita crise financeira, o Seia FC ainda tem muitos apoios?
CF– A
crise financeira já é quase secular no associativismo desportivo.
Quando criámos este clube tínhamos
consciência de que o tempo dos “carolas” já tinha acabado. Também o tempo das
câmaras subsidiarem os ordenados dos atletas acabou, ou tende a acabar, pois
ainda existem casos caricatos onde se toma banho num balneário imundo, com 3
chuveiros em que dois não funcionam e o outro só deita água fria… Mas
treinadores e atletas são bem pagos para vencerem as suas competições. Esta é a
realidade ingrata do nosso futebol. Mas cada município, cada clube terá que
tomar as suas opções.
No clube que represento apostamos no
valor humano, nas convicções de quem tiver a capacidade de ser altruísta.
Felizmente, aos poucos, com muitas
decepções pelo caminho, fomos encontrando pessoas com este perfil, pessoas
integras e capazes de valorizar este clube, com ou sem crise financeira. Quem
faz o clube são as pessoas e não apenas o dinheiro. Vivemos no limiar
financeiro, tivemos mesmo que acabar com o escalão sénior e júnior masculino,
mas isso não nos impediu de manter a nossa identidade.
MS- No
que toca ao futebol feminino, o Seia FC pode vir a ser no futuro um viveiro de
jogadoras também?
CF– Não
acredito em viveiros per si só. Tenho a certeza de que a maioria das atletas só
pratica futebol, porque nós existimos. Tivemos a coragem de não deixar o
futebol feminino terminar no nosso distrito. Temos atletas da Guarda, Fornos e
Manteigas, com todas as despesas inerentes ao facto, mas também com todo o
esforço enorme que as mesmas fazem para poderem treinar e jogar. Estamos a
incentivar outros clubes, as próprias escolas, fazemos um trabalho de fundo,
não começamos a casa pelo telhado.
Percebo a sua questão, mas quando
criamos plantas num viveiro, queremo-las ver mais tarde crescer em jardins
bonitos. Neste momento esse jardim é o nosso!
Nós temos esta convicção, as atletas
também a têm e só assim seremos mais fortes. Só imbuídos neste espírito orgulhosamente
senense é que poderemos crescer.
Aceitamos que outros trabalhem de forma
diferente, nem sequer ousamos dizer que é pior ou melhor, apenas estamos
convictos de que o caminho para o sucesso se constrói e não se compra. É
verdade que dá muito mais trabalho, é verdade que demora mais tempo, mas também
é verdade que o sucesso alcançado é muito mais consistente. E é isso que
procuramos.
MS- Como
vê o futebol feminino e o desempenho da nossa seleção no distrito da Guarda?
CF– Infelizmente
não posso ver de maneira diferente da sua ou de qualquer outra pessoa. Os
factos falam por si…
Tal como referi relativamente ao Seia
Futebol Clube, são os recursos humanos que fazem a diferença.
É gritante a ineficácia ou inexistência
de trabalho em prol do desenvolvimento do futebol feminino. Não lhe chamarei
negligência porque negligentes são aqueles que têm capacidade para o fazer e
não o fazem…
Curiosamente isto acontece num distrito
que já teve a honra de obter um título nacional ao nível de selecções, num
distrito com várias jogadoras internacionais… Enfim, se este sucesso se
reportasse á modalidade de futsal, calculo que a coisa seria diferente. Repito
que são as pessoas que fazem a diferença, é na qualidade dos recursos humanos
que devemos apostar para alcançar o sucesso pretendido.
MS- A
nível nacional, o futebol feminino está a crescer cada vez mais?
CF– Obviamente
que sim. Há uma clara aposta da FPF nesse sentido e as Associações Distritais
que a acompanham têm enorme sucesso.
Felizmente já na próxima época 2015/16
haverá o Campeonato Nacional de Juniores, permitindo às nossas atletas usufruir
de um quadro competitivo anual regular, situação a que estavam privadas pois no
nosso distrito não existe qualquer competição.
Infelizmente a Liga Feminina ainda não
arranca este ano, por lamentáveis questões burocráticas ou caprichos clubísticos,
focados apenas em interesses próprios, incapazes de ter uma visão mais ampla
sobre o desenvolvimento do futebol feminino em Portugal. Certamente que na
época 2016/17, com a entrada de clubes como Sporting, Porto, Benfica e outros
clubes de referência no panorama do futebol português, a dimensão do futebol
feminino será mais visível.
MS- O
futuro do Seia FC poderá passar pelo futebol Sénior ou manter esta estrutura
atual?
O futuro imediato do Seia Futebol Clube
passará pela nova Direção que será eleita na próxima assembleia geral. No
entanto, posso adiantar que a estrutura atual é fruto da necessidade e não uma
opção!
Considero que um clube sem representação
sénior, será sempre um clube diminuído na sua visibilidade. Mas não só. No caso
do Seia Futebol Clube, também na sua própria génese formativa.
Não faz muito sentido, travar o processo
de formação efetuada aos atletas. O lógico será dar sequência a esse meritório
trabalho. No entanto, ainda que sem qualquer custo remuneratório a treinador e
jogadores, o Seia Futebol Clube não tem capacidade financeira para suportar o
escalão júnior e sénior.
A verdade é que todos têm a mesma
retórica de que não pagam aos jogadores, nem treinadores, nem prémios, etc… Mas
enfim…
Que lhe poderei dizer?
Nós vimo-nos confrontados com as
despesas inerentes à participação destes escalões e percebemos que para tal ser
possível teríamos que abdicar de escalões de formação mais jovem. Como é
sabido, a génese do Seia Futebol Clube está no contributo à formação integral
dos seus atletas, assim sendo tivemos que optar por terminar com os escalões
mais elevados.
Propusemos em conjunto com outros clubes
uma reestruturação dos nossos quadros competitivos, mas ainda que votada e
aceite por maioria em assembleia geral, o facto é que não se concretizou, nem
se concretizará essa ou outra qualquer modificação, porque pelos vistos as
coisas devem estar bem aos olhos de quem comanda o futebol no nosso distrito. O
facto de divergirmos em opinião não significa que ambos não queiramos o
desenvolvimento do nosso futebol. Com toda a certeza que sim, cada um á sua
maneira e nestas coisas manda quem pode e obedece quem deve.
Para o Seia Futebol Clube, enquanto
financeiramente não seja possível, entendo que o clube não deverá participar no
escalão sénior, continuando até lá a enveredar todos os esforços possíveis para
que essa possibilidade se torne real.
Espero sinceramente que este clube se
mantenha fiel à sua génese, sem ceder às tentações nem tomar decisões
impulsivas, porque é isso que o diferencia.
Aproveito a oportunidade para desejar as
maiores felicidades à direção vindoura, repleta de elementos Orgulhosamente
Senenses, na certeza do alcance de todos os sucessos que a atual Direção não conseguiu alcançar.

Conversa com Luisinho, jogador do Boavista

foto:Boavista FC

  Luís Andrade, mais conhecido no mundo do futebol por “Luisinho”, natural de Figueiró da Granja, concelho de Fornos de Algodres, é um jogador chega agora à Liga NOS, fruto do mérito e do muito trabalho alcançado, ao longo dos anos.
  Formado na AD Fornos de Algodres, de onde partiu muito jovem para o Sporting, onde fez alguns anos de glória e veio fazer a parte final da formação na Académica.
  Regressou já sénior à AD Fornos de Algodres na 3ªdivisão nacional e deu o salto para o Ac.Viseu e depois de ser considerado o melhor da 2ªliga, chega à 1ªliga e para um clube emblemático do nosso futebol, Boavista Futebol Clube.
Face a isso, fomos conversar com o jovem:
Magazine serrano: Esta ida para o Boavista pode ser o
coroar de um grande trabalho ao longo dos anos?
Luisinho–Sim claro!
É a recompensa de muitos anos de trabalho, sacrifícios, de barreiras que tive
de trepar, onde muitos duvidaram, mas o mais importante foi sempre acreditar em
mim e no meu trabalho diário que felizmente foram importantes para chegar onde
ambicionava.

MS- Ser o melhor da 2ºliga é uma proeza enorme ?
Luisinho— É sempre
bom saber que o nosso trabalho é reconhecido por gente e entidades do futebol,
neste caso pelo jornal Record! Não me considero o melhor, sei que fiz uma
grande temporada, mas houve outros colegas de profissão que também fizeram um
bom campeonato, mas como a segunda liga e um Campeonato de regularidade,
felizmente consegui ter essa regularidade exibicional durante a época toda! É
um orgulho ter terminado a época no topo, numa liga exigente e onde há muita
qualidade.

MS- O Luisinho é um jogador que sempre se pautou pela regularidade e o
Ac.Viseu foi o grande trampolim para relançar a carreira?

Luisinho– Sim, sem
dúvida que o Académico me ajudou a relançar a carreira, foi um clube onde
sempre me senti bem, onde fiz boas épocas, resultado foram duas subidas de divisão.
Mas todos os clubes por onde passei
foram importantes, cada um há sua maneira.
MB- Objetivos para a nova época que se aproxima, agora
no Boavista?
Luisinho– O objetivo passa por continuar a fazer bem o meu
trabalho, com muita vontade de ajudar o clube a alcançar os objetivos propostos
e adaptar me bem
há mística
que o clube tem.
 Espero e quero estar à altura do desafio.
Reportagem de António Pacheco
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