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Tag Archives: Fornos de algodres

Parque infantil nasce na requalificação de Fornos Gare

Foi recentemente construído em Fornos Gare, um novo parque infantil, esta obra integrada na requalificação desta zona da vila de Fornos de Algodres, onde anteriormente já tinha sido requalificada a fonte , o tanque e Ecopontos muito úteis para esta comunidade.

Digamos que esta zona já foi um dos ex- libris da vila, pela muita população que ali morava e pelo comércio que esta zona detinha perto da Estação da CP.

Agora muitas requalificações são necessárias para esta zona da vila possa ganhar muita vida , uma vez que muitas casas degradadas se encontram por ali e os proprietários deviam olhar para esta zona com olhos mais futuristas e de desenvolvimento turístico.

Esta foi uma obra executada pelo Freguesia de Fornos com o apoio do Município local.

Fornense Rafael Bento vai ser Vice-Presidente da FADU

Recentemente foram conhecidos por eleição os novos órgãos sociais da Federação Académica do Desporto Universitário (FADU), para o biénio 2019-2021.

Aqui ressalva-se a presença de um fornense Rafael Bento, aluno de Ciências do Desporto na Universidade da Beira Interior e antigo dirigente da Associação Académica da Universidade da Beira Interior , vai ser o  vice-presidente do maior órgão nacional a nível do desporto universitário.

Por sua vez André Reis, estudante no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa foi eleito presidente pela lista A, com maioria absoluta, sucedendo a Daniel Monteiro no cargo.

Plataforma digital ”O Bom Sabor da Serra” é um sucesso a nível nacional

Teve lugar na tarde desta sexta-feira, a Apresentação da Plataforma digital ”O Bom Sabor da Serra” no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Fornos de Algodres, projeto apoiado pelo Fundo Ambiental em 90%. Esta plataforma foi criada pela Câmara de Fornos de Algodres.

Nesta cerimónia estiveram presentes, José Gomes Mendes, Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, Manuel Fonseca, Presidente do Município, Alexandre Lote, Vice-Presidente, Bruno Costa, Vereador, Santinho Pacheco, Deputado e os Produtores.

Esta foi uma sessão importante para Fornos de Algodres e para o Mundo, isto porque, aqui no Interior do País, nasceu esta plataforma de produtos endógenos deste concelho que aos poucos e poucos vai-se afirmando no panorama comercial, isto porque, através deste instrumento, os produtores que aceitaram colocar aqui os seus produtos, ganharam uma nova dinâmica.

Os produtos são agora muito mais conhecidos, os produtores têm agora uma forma de escoamento e que iniciou o processo devagar mas pela estatística, já obtiveram compras de quase todo o País e num futuro próximo, as comunidades portuguesas no Mundo vão apostar nesta forma de poder consumir estes produtos. Através desta Plataforma, o turismo nesta região pode aumentar , uma vez que o consumidor vai aproveitar para também conhecer as origens do produto sob a forma de vir a conhecer esta região.

Assim sendo, para o Secretário de Estado, José Gomes Mendes, este é um programa de sucesso, sendo um instrumento de valorização dos produtos do Interior.

Vê esta Plataforma como uma rampa de lançamento para uma maior comercialização dos produtos endógenos.

Manuel Fonseca, Presidente do Município de Fornos de Algodres, enalteceu o trabalho efetuado pelos produtores e de todas as pessoas que continuam a apostar neste concelho para viver. Mostrou-se muito orgulhoso por esta Plataforma estar a ter sucesso, dado que o queijo e todos os outros produtos representados dão uma relevância ao concelho.

Por sua vez , Bruno Costa, Vereador do Município, apresentou a plataforma em dados estatísticos até agora, enaltecendo a valorização dos produtos endógenos.

Escola de Futebol do Benfica em Fornos de Algodres iniciou trabalhos

Iniciou os trabalhos , a nova Escola de Futebol do Benfica em Fornos de Algodres com alguma dezenas de crianças e jovens dos 3 aos 14 anos, no Municipal da Serra da Esgalhada.

Este é um projeto que tem a durabilidade de 5 anos entre a AD Fornos de Algodres e o SL Benfica, que abrange os Distritos da Guarda e Viseu. Tem como objetivos principais: a promoção de futebol como forma de vida saudável, ao Benfica a competição aqui não é o mais importante mas sim a parte lúdica.

Agora decerto que este projeto vai permitir uma mais aprendizagem de todos os atletas, assim como os próprios técnicos que vão estar sempre em constante formação no Benfica , para que tudo possa correr da melhor forma.

Tragédia em noite de festa de Verão em Algodres

Na localidade de Algodres, concelho de Fornos de Algodres, uma noite que habitualmente é de festa transformou-se numa tragédia.

Assim por volta  das 23h desta quarta-feira, durante o baile dos festejos anuais da Freguesia, um homem foi atingido gravemente na cabeça por um ramo que caiu de uma árvore centenária que se encontro no recinto.

Foi assistido no local pelos meios de emergência médica, sendo transportado em helicóptero para o Hospital de Coimbra.

Derradeira etapa da Volta a Portugal de Juniores inicia Fornos de Algodres

Guarda recebe partida  e finaliza em Seia a Volta a Portugal de Juniores

A Volta a Portugal de Juniores decorre no distrito da Guarda, onde tem inicio na Guarda e finalizará em Seia, assim na estrada de 22 a 25 de agosto.

A 1ªetapa inicia em Celorico da Beira até à Mêda e a 2ªetapa de Figueira de Castelo Rodrigo ao Sabugal.

Por fim, Fornos de Algodres receberá no dia 25 de agosto a partida da 3ª e última etapa da Volta a Portugal de Juniores, na ligação Fornos de Algodres – Seia.

Segundo o Município de Fornos de Algodres esta aposta no ciclismo, tem como base a contínua procura na diversificação da oferta de atividades desportivas, bem como, a promoção turística do concelho associada à prática desportiva, ao património paisagístico e à juventude.

Deste modo, o  jovem ciclista fornense Carlos Jorge que acompanhamos regularmente a sua carreira vai também estar nesta Volta a Portugal representado a equipa Alcobaça Clube de Ciclismo/Crédito Agrícola.

 

 

Torneio do Clube de Escolas de Karaté Shukokai em Fornos de Algodres

O Pavilhão Gimnodesportivo do Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres, recebe o Torneio do Clube de Escolas de Karaté Shukokai, o CEKS Cup, neste domingo, dia 26 de maio.

Depois do sucesso do Estágio Regional, em abril do ano passado, o CEKS Fornos de Algodres organiza, pela primeira vez, o CEKS Cup, um evento com um conceito e dinâmica diferente dos anteriores, mas com a mesma espectativa de encher o pavilhão da escola, com cerca de cem atletas.

O CEKS Cup tem como objetivo reunir os atletas, das diferentes escolas CEKS, espalhadas pela zona centro e fazer deste evento, um momento diferente, para que todos os atletas possam vivenciar um momento competitivo de karaté, através de quatro vertentes: o karaté lúdico, o Kumite, a Kata individual e em equipa, bem como a Kata artística.

O torneio tem hora marcada para iniciar às 9.30h e terminar às 19.00h, em que durante a parte da manhã decorrerá as provas de kata e karaté lúdico, enquanto que no período da tarde as provas de kumite.

 

Laço humano organizado pela CPCJ de Fornos de Algodres

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Fornos de Algodres, no âmbito das atividades desenvolvidas a propósito de ABRIL- MÊS DA PREVENÇÃO DOS MAUS TRATOS NA INFÂNCIA, vai promover a criação de um LAÇO HUMANO que terá lugar no dia 30 de abril, pelas 14h junto à Câmara Municipal de Fornos de Algodres.

A iniciativa, de âmbito nacional, ocorrerá em todo o país àquela hora, e visa chamar a atenção para os maus-tratos a que tantas crianças e jovens continuam sujeitos.

Avisos e Domingo de Ramos- Ano C

PREPARAR AS CELEBRAÇÕES PASCAIS

A Congregação para o Culto divino publicou, em Janeiro de 1988, uma “Carta circular” que retoma, explicita e particulariza as normas litúrgicas relativas à preparação e celebração das Festas Pascais e sugere oportunos temas da catequese do máximo interesse para a vivência da Páscoa. Destacamos algumas propostas:

1. “Tal como a semana tem o seu início e o seu ponto culminante na celebração do Domingo, sempre caracterizado pela sua índole pascal, assim também o centro culminante de todo o ano litúrgico refulge na celebração do sagrado Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, preparada pela Quaresma e prolongada na alegria dos cinquenta dias seguintes“. (Carta circular, Preparação e celebração das Festas pascais [PCFP], nº 2). Toda a pastoral e, assim, a pastoral litúrgica, devem brotar da e convergir para a celebração anual da Páscoa.

2. “A caminhada anual de penitência da Quaresma é o tempo de graça durante o qual se sobe à santa montanha da Páscoa. O tempo da Quaresma, com a sua dupla característica, prepara quer os fiéis quer os catecúmenos em ordem à celebração do mistério pascal… Os fiéis, dedicando-se com mais assiduidade a escutar a Palavra de Deus e a uma oração mais intensa, e mediante a penitência, preparam-se para renovar as suas promessas baptismais. (PCFP, nº 6)

3. “Toda a iniciação cristã comporta um carácter eminentemente pascal enquanto é a primeira participação sacramental na Morte e na ressurreição de Cristo. Por esta razão convém que a Quaresma adquira o seu carácter pleno de tempo de purificação e de iluminação…; a própria Vigília Pascal há-de ser tida como o momento mais adequado para celebrar os Sacramentos da iniciação” (PCFP, nº 7).

4. “…Os pastores recordem aos fiéis a importância que tem para fomentar a sua vida espiritual a profissão da fé baptismal que, “terminado o exercício da Quaresma”, são convidados a renovar publicamente na Vigília Pascal” (PCFP, nº 8). Este é o programa próprio da Quaresma.

5. Durante a Quaresma há que organizar uma catequese para os adultos… Ao mesmo tempo, estabeleçam-se celebrações penitenciais… (PCFP, nº 9).

6. “O tempo da Quaresma é também tempo apropriado para levar a cabo os ritos penitenciais, a modo de escrutínios… também para as crianças, já baptizadas, antes de se abeirarem pela primeira vez do Sacramento da Penitência” (PCFP, nº 10).

7. “Deve ministrar-se, sobretudo nas homilias do Domingo, a catequese do mistério pascal e dos sacramentos…” (PCFP, nº 12).
8. “Os pastores exponham a Palavra de Deus mais a miúdo e com maior empenho, nas homilias dos dias feriais, nascelebrações da Palavra de Deus, nas celebrações penitenciais, nas pregações especiais próprias deste tempo, nas visitas que façam às famílias ou a grupos de famílias para a sua bênção. Os fiéis participem mais frequentemente nas Missas feriais e, se isso não lhes for possível, serão convidados para ao menos ler, em família ou privadamente, as leituras do dia” (PCFP, nº 13).9. “A Igreja celebra todos os anos os grandes mistérios da redenção humana, desde a missa vespertina da Quinta-feira “In Cena Domini” até às vésperas do domingo da ressurreição. Este espaço de tempo é justamente chamado o “tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado” e também tríduo pascal, porque com a sua celebração se torna presente e se cumpre o mistério da Páscoa, isto é, a passagem do Senhor deste mundo ao Pai. Com a celebração deste mistério a Igreja, por meio dos sinais litúrgicos e sacramentais, associa-se em íntima comunhão com Cristo seu Esposo” (PCFP, nº 38).
10. “É muito conveniente que as pequenas comunidades religiosas, quer clericais, quer não, e as outras comunidades laicais participem nas celebrações do t r í d u o pascal nas igrejas maiores. De igual modo, quando em algum lugar é insuficiente o número dos participantes, dos ajudantes e dos cantores, as celebrações do tríduo pascal sejam omitidas e os fiéis reúnam-se noutra igreja maior. Também onde mais paróquias pequenas são confiadas a um só sacerdote, é oportuno que, na medida do possível, os seus fiéis se reúnam na igreja principal para participar nas celebrações. Para o bem dos fiéis, onde ao pároco é confiada a cura pastoral de duas ou mais paróquias, nas quais os fiéis participam em grande número e podem ser realizadas as celebrações com o devido cuidado e solenidade, os mesmos párocos podem repetir as celebrações do tríduo pascal, respeitando-se todas as normas estabelecidas” (PCFP, nº 43). “Nestas comunidades, embora muitas vezes pequenas e pobres, ou dispersas, está presente Cristo, por cujo poder se unifica a Igreja una, santa, católica e apostólica” (LG 26)
11. “É desejável que, segundo as circunstâncias, seja prevista a reunião de diversas comunidades numa mesma igreja, quando, por razão da proximidade das igrejas ou do reduzido número de participantes, não se possa ter uma celebração completa e festiva. Favoreça-se a participação de grupos particulares na celebração da vigília pascal, na qual todos os fiéis, formando uma única assembleia, possam experimentar de modo mais profundo o sentido de pertença à mesma comunidade eclesial. Os fiéis que, por motivo das férias, estão ausentes da própria paróquia sejam convidados a participar na celebração litúrgica no lugar onde se encontram” (PCFP, nº 94).

14-04-2019

UMA PASTORAL PARA GARANTIR A UNIDADE SACRAMENTAL DO TRÍDUO PASCAL

A unidade do Tríduo Pascal é uma unidade histórica e sacramental porque representa o mistério pascal que S. Agostinho chamou de “Tríduo de Cristo, crucificado, sepultado e ressuscitado”. É uma unidade litúrgica, porque as suas celebrações estão muito relacionadas com estes três acontecimentos: a antecipação sacramental da morte na Última Ceia ao entardecer de quinta-feira santa, o drama do Calvário na sexta-feira santa, a contemplação da sepultura durante o sábado, e a Ressurreição na passagem da noite para o dia do domingo da Ressurreição. Em algumas comunidades paroquiais, devido à falta de padres, celebra-se somente na quinta-feira santa e no Domingo de Páscoa. Em alguns sítios, há celebrações da Palavra no dia da Instituição da Eucaristia com a distribuição da sagrada comunhão! Noutros, a liturgia de sexta-feira santa consiste numa celebração da palavra, presidida por um leigo, fundamentando-se na seguinte ideia: se não há consagração, não há necessidade de sacerdote! Proliferam “vigílias” pascais, a começar pela tarde com a duração de uma “normal” missa vespertina e com uma redução do número das leituras propostas. Fala-se na celebração de “vigílias” pascais para grupos específicos de espiritualidade, retirando os seus membros das comunidades paroquiais! Outra “novidade” é a multiplicação dos círios pascais na Vigília Pascal para significar as diversas comunidades numa única assembleia. Afinal, o círio representa Cristo Ressuscitado ou comunidades? O que fazer? O que se deve corrigir? O Tríduo Pascal é uma grande celebração com diversos momentos. Três são centrais e alguns complementares. Centrais: a missa da Ceia do Senhor, a celebração solene da Paixão e a Vigília Pascal. Complementares: adoração na noite de quinta para sexta-feira santas, alguma parte da Liturgia das Horas, nas manhãs de sexta-feira e Sábado Santos. A continuidade destas três celebrações manifesta-se no seguinte: não se despede a assembleia ao concluir a liturgia de quinta-feira santa, mas temos a trasladação da reserva eucarística. Esta reserva da Eucaristia é a que se vai comungar, depois da adoração da cruz, no dia seguinte. Na sexta-feira santa não há saudação inicial e, no final, não se despede a assembleia. A desnudação do altar no fim da missa de quinta-feira santa introduz-nos na entrega plena de Cristo na sua Paixão até à sua “descida aos infernos”. Num clima de contemplação, o Tríduo Pascal vai sendo, pouco a pouco, um momento de espera e de preparação para o encontro com o Ressuscitado na Vigília Pascal. Assim, é conveniente que se estabeleça e se promova uma continuidade. Para tal:

1º Nas comunidades paroquiais, o Tríduo Pascal seja completo: a missa da Ceia do
Senhor, a Celebração da Paixão e a Vigília Pascal.

2º Todas as celebrações sejam presididas pelo sacerdote.

3º As celebrações ocorram na mesma igreja por causa da repercussão que a liturgia tem sobre o espaço litúrgico, que permite apreciar os diversos mistérios que se estão a celebrar. Por exemplo, a desnudação do altar não é uma acção meramente funcional; esse altar representa Cristo na sua entrega total e plena. O mesmo altar revestido de uma forma festiva representará Cristo, Cordeiro Pascal.

4º Nas comunidades paroquiais onde não é possível as celebrações do Tríduo Pascal, poder-se-á cultivar a oração da Liturgia das Horas, pela qual, como acontece com os sacramentos, se actualiza também o mistério pascal. O Ofício Divino não é uma realidade paralela ou alternativa à Eucaristia, ou às celebrações do Tríduo, mas é uma forma de participação que se deve promover onde não são possíveis as celebrações do Tríduo Pascal.

5º Nas comunidades onde existem tradições da Semana Santa (procissões, via-sacra ao vivo, sermões), não haja competições com as celebrações litúrgicas no que respeita à marcação de horários, mas que sirvam para a oração e para a contemplação do mistério pascal de Cristo, a sua morte, sepultura e ressurreição, acompanhado pela sua Mãe, Maria de Nazaré.

6º Recordemos que o Tríduo Pascal “não é de preceito”, o que não supõe assegurar de qualquer maneira a sua celebração em todos os lugares. O ideal será assegurar a celebração do Domingo de Ramos e do Domingo de Páscoa, enquanto o Tríduo Pascal seja celebrado no local onde se congrega a maioria dos fiéis e que permita uma celebração espiritual, cuidada e participativa. O mistério pascal actualiza-se sacramentalmente na celebração da Eucaristia e de uma forma sequencial, anualmente, no Tríduo Pascal. Como não é concebível a separação dos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, também não é admissível a celebração do Tríduo de um modo que não seja completo. Não se retirem elementos destas celebrações, como se fossem celebrações paralelas nem se multipliquem as celebrações sem as suficientes condições de assistência de fiéis, cuidando da liturgia e nas horas correspondentes. Sobre isto, é urgente iniciar e promover um caminho de sensibilização dos fiéis…o que não é nada fácil, mas não impossível!

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo da Quaresma - Domingo de Ramos - Boletim Dominical

 

Avisos e Liturgia do 8º Domingo Comum (Ano C)

8º DOMINGO COMUM (Ano C)

 O discurso sobre a caridade, no evangelho de S. Lucas, está seguido de algumas aplicações práticas que esboçam a fisionomia dos discípulos de Cristo, os quais, como diz S. Mateus, devem ser “luz do mundo” (5,14).

Torna-se impossível ser luz para os outros, se não se tem essa luz. “Pode um cego guiar outro cego?” (Lc 6,39). A luz do discípulo não deriva da sua perspicácia, mas sim dos ensinamentos de Cristo, aceites e seguidos docilmente, porque “não está o discípulo acima do mestre”. Somente na medida em que assimila e traduz na vida a doutrina e os exemplos do mestre, até chegar a ser uma imagem viva do mesmo, pode o cristão ser um guia luminoso para os irmãos e atraí-los a Cristo. É um trabalho que compromete a vida num esforço contínuo para se tornar cada vez mais semelhante a Cristo. Isto requer uma serena introspecção que permita conhecer os próprios defeitos para não cair no absurdo denunciado pelo Senhor: “Porque vês o argueiro que está no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?”.

03-03-2019

Nunca deve acontecer que o discípulo de Jesus exija dos outros o que não pratica, ou pretenda corrigir no próximo o que tolera em si mesmo, talvez duma forma mais grave. Combater o mal nos outros e não o combater no próprio coração, é hipocrisia, contra a qual se manifestou o Senhor com enérgica intransigência. O critério para distinguir o autêntico discípulo do hipócrita, são as palavras e as obras: “cada árvore conhece-se pelo seu fruto”. Já no Antigo Testamento tinha dito: “O cuidado tido com uma árvore mostra-se no fruto; assim, a palavra manifesta o que vai no coração do homem” (primeira leitura). Jesus adopta esta comparação, já conhecida dos seus ouvintes, e desenvolve-a, pondo em evidência que o mais importante é sempre o interior do homem, onde nasce o seu comportamento. Assim como o fruto manifesta a qualidade da árvore, do mesmo modo as obras do homem mostram a bondade ou malícia do seu coração. “O homem bom, do bom tesouro, do seu coração, tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro, tira o que é mau” (evangelho). O hipócrita pode mascarar-se quanto quiser, antes ou depois, o bem ou o mal, que tem em si, transborda e permite que se veja, “pois da abundância do seu coração é que fala a sua boca”. Eis, pois, aqui um aspecto importante: deve guardar-se diligentemente o “tesouro do coração”, extraindo dele toda a raiz de maldade, e cultivar toda a espécie de bem, especialmente a rectidão, a pureza e a recta e sincera intenção.

Porém, é evidente que ao discípulo de Cristo não lhe é suficiente um coração naturalmente bom e recto, necessita também dum coração renovado e modelado, segundo os ensinamentos de Cristo, um coração totalmente convertido ao evangelho. Tal empenhamento é árduo, porque, no coração do discípulo, a tentação e o pecado estão continuamente à espreita. Por isso, S. Paulo, procurando incutir ânimo aos cristãos, recorda que Cristo venceu o pecado e a que Sua vitória é garantia da vitória do cristão. “Graças sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo”.

“Vós, ó Jesus, acendestes a luz para brilhar. Fazei que estejamos vigilantes e cheios de zelo, não só por causa da nossa salvação, mas também pela salvação daqueles que foram conduzidos pela Vossa mão à verdade. Fazei que a nossa vida seja digna da graça, a fim de que, assim como a graça se prega em todo o lado, também com ela corra paralelamente a nossa vida” (S. João Crisóstomo).

Ano C - Tempo Comum - 8º Domingo - Boletim Dominical
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