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Avisos e Liturgia do 24º Domingo Comum (Ano C)

a)      Acolher os pecadores. Esta frase resume o evangelho deste Domingo. Jesus a todos acolhe como alguém muito próximo, mas tem um olhar especial para os que são, ou eram, os pecadores do seu tempo. Esta deveria ser a característica de cada cristão e de toda a comunidade cristã. O acolhimento tem de estar presente em toda a acção pastoral, sobretudo nas nossas celebrações com o cântico de entrada, com as palavras de saudação a todos que se reúnem, convocados por Deus, a quem invocamos em primeiro lugar e também no fim da celebração. Este acolhimento, bem como as palavras que o constituem, deve ter em conta a realidade das pessoas: um momento de crise, de dificuldade, de ansiedade, de alegria. Todavia, será necessário muita prudência para com as pessoas que não conhecemos muito bem; as nossas palavras poderão produzir um efeito contrário.

b)      Em cada uma das nossas celebrações, temos a oportunidade de reconhecer com verdade e arrependimento o nosso pecado e pedir a Deus o devido perdão. Os textos litúrgicos deste Domingo convidam-nos a preparar melhor esta parte da celebração, salientando o acolhimento que Jesus faz aos pecadores e que toda a Igreja e cada uma das comunidades cristãs continua a viver, e também a alegria que se gera quando alguém “estava perdido e foi reencontrado”.

15-09-2019

c)       O caminho que cada homem e cada mulher vão construindo, tem como alicerce tudo aquilo que foi configurando a sua pessoa e todas as circunstâncias que constituem o seu aqui e agora. Também o caminho dos cristãos se vai configurando através destes parâmetros e pela presença da Boa Nova de Deus que Jesus nos comunicou e também pela força do Espírito Santo. Muitos pensam que as palavras do Evangelho e da Igreja constituem uma mensagem muito perfeita e acabada e esquecem-se de que a vida cristã é um caminho que se constrói a partir de cada momento, a partir de cada episódio da vida, que se pode começar a caminhar em qualquer momento, que sempre se pode mudar, que a força do Espírito Santo pode soprar e sopra quando menos se espera. Quando dermos conta que perdemos algo, há que arregaçar as mangas. Não podemos ficar somente com a alegria daquilo que, perdido, foi reencontrado, mas valorizar todo o processo realizado: descobrir que falta algo, concluir que o que falta foi perdido, tomar consciência de que é algo importante para nós, procurar o que foi perdido, usar os meios e o tempo que for necessário; depois de tudo isto, o êxito de reencontrar o que estava perdido e partilhar a alegria desta experiência vivida. O rosto de Deus que Jesus nos revelou fala de acolhimento, de perdão e de misericórdia, mas também de respeito e de paciência para com o homem. É algo que não deve ser esquecido nas nossas palavras e nas nossas acções.

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Ano C - Tempo Comum - 24º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 23º Domingo Comum (Ano C)

a)      Os discípulos de Jesus já se tinham apercebido e também expressado este sentimento comum: “estas palavras são demasiado duras”. Jesus anuncia a Boa Nova, através de palavras e de gestos, com uma firmeza e uma exigência que, por vezes, nos assusta e que nos faz procurar esclarecimentos ou interpretações, ou seja, procurar “desculpas” para adaptar a mensagem evangélica à nossa vida. Porventura não teremos medo de ajudar os outros a encontrarem-se com Deus? É evidente que já caminhámos muito no contacto directo, no conhecimento pessoal e vivencial com a Palavra de Deus, apesar de ainda estar muito por fazer. O cardeal Danneels disse esta frase: “Poucas pessoas entram em contacto com a verdade do Evangelho. Os canais de comunicação estão saturados de informações vazias, de pequenas novidades mesquinhas e escandalosas. Tudo isto procura penetrar na pessoa, apostando na curiosidade e no interesse pessoal. São raros os convites à reflexão e à meditação. Raramente se tem a oportunidade de compreender o Evangelho na sua pureza e na sua verdade”. É importante não ter medo de enfrentar a Palavra de Deus.

 

b)      Tantas vezes o evangelho não chega a muitos membros da nossa sociedade e das nossas comunidades paroquiais, ou chega sob a forma de “obrigações e de proibições” morais, ou sob a forma de afirmações dogmáticas rígidas, ou influenciado por determinadas páginas “negras” e de crise da História da Igreja. Perante isto, Danneels interroga-se: “Quem ainda pode escutar? Nestas condições, quem ainda tem acesso à Boa Nova? A casca ainda estará tão dura que não se consegue chegar ao fruto?”. A leitura da Palavra de Deus é um elemento central da nossa celebração, é a primeira das “mesas” da Eucaristia. Procurar que a sua leitura pública seja bem feita – leitores bem preparados, preparação remota e próxima daquele que irá ler, atenção ao género literário da citação, boa qualidade sonora – é um elemento central para uma vida cristã que responda verdadeiramente à proposta de Jesus. É importante velar pela formação bíblica de todos os membros da comunidade cristã, animá-los e dar-lhes subsídios para sua formação contínua. Uma formação bíblica tem que abranger todos os cristãos, desde os que têm alguma responsabilidade pastoral até àquele que aparece em algumas celebrações. Esta formação tem de encontrar na nossa celebração litúrgica uma primeira e simples expressão, mas terá que ter uma linha de continuidade.

08-09-2019
 Horários das celebrações de Missa para o fim de semana 14 e 15 de setembro:

sábado 

domingo 

14 

15 

10h30 Bapt. 

11h30 Cas. e Bapt. 

 

19h Dornelas 

9h Forninhos 

 

10h15 Queiriz 

 

11h30 PenaVerde 

 

14h30 Matança  

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ 

DOMINGO XXIV 

DO T. C. – C 

Nossa Senhora das Dores 

c)       S. Francisco de Assis afirmava: “Evangelium sine glossa”. É algo que hoje temos de fazer: o evangelho no seu estado puro, sem demasiadas notas de rodapé, sem demasiados comentários que acrescentam sempre um “mas” ao que de radical tem o texto: “Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe…Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo”. Sim, mas… Quantos ainda não deram a sua resposta de fé, porque nunca entraram em contacto directo com a mensagem original, sem filtros. Cada celebração é um momento para ajudar a “mergulhar” na originalidade da mensagem evangélica.

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Ano C - Tempo Comum - 23º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 22ºDomingo Comum (Ano C)

a)      Paulatinamente, a “normalidade” começa a ver-se no contexto social e na nossa eucaristia. As férias terminaram ou estão prestes a terminar. Como modo de acolhimento, não será inoportuno dirigir umas palavras de saudação àqueles que regressam das suas férias e também à nossa celebração e também àqueles que partem para os locais onde habitualmente residem para reiniciar um novo ano de trabalho. Este regresso à normalidade na vida da comunidade cristã e no quotidiano ajuda a valorizar tudo aquilo que se viveu nas últimas semanas: as experiências pessoais e em grupo, os lugares desconhecidos que foram visitados, as novas relações de amizade que se fizeram ou que se revigoraram e até, quem sabe, alguma má experiência. Tudo isto faz parte da nossa vida e tem que ser observado com olhos de fé e a partir da nossa fé.

 

b)      A palavra que resume a reflexão deste domingo é a humildade. É evidente que a proposta que nos é feita é exigente e pode também entrar em colisão com alguns valores, de uma forma consciente ou de uma forma subtil, a nossa sociedade nos propõe. A nossa celebração tem que ajudar a assembleia a descobrir o profundo sentido do convite que Jesus hoje nos lança, a sua importância e valor, porque por aqui passa a Sua proposta de salvação. Como é habitual, a primeira leitura do Antigo Testamento introduz-nos neste tema. Os conselhos de Ben-Sirá são muito concretos: “Filho, em todas as tuas obras procede com humildade… quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás a graça diante do Senhor”. Ao prepararmos a homilia, seria interessante descobrir que aspectos são realçados nesta leitura e como são confirmados ou corrigidos pelas palavras de Jesus no evangelho.

01-09-2019

c)       Muitas vezes, encontramos as parábolas na perícopa evangélica. A partir das realidades concretas da vida das pessoas do seu tempo, Jesus anuncia a Boa Nova. São pequenas histórias abertas, ou seja, que vão muito mais além do facto concreto que serve de imagem. Por isso, supõem reflexão e resposta pessoal a todo aquele que as escuta. Mais que explicar o sentido das parábolas, é importante ajudar a entrar na linguagem das parábolas e na necessidade de sensibilizar as pessoas a tirar lições para a vida. Neste domingo, Jesus aponta-nos um exemplo que é necessário que cada um descubra, interprete e leve para a sua vida. O caminho para viver a humildade só será possível, quando cada um o descobrir na sua própria vida.

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Ano C - Tempo Comum - 22º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 21º Domingo Comum (Ano C)

“Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe perguntou: Senhor, são poucos os que se salvam?”. Esta era uma das preocupações das pessoas que seguiam Jesus, porque queriam ser do grupo destes poucos que se salvavam e também porque, à sua volta, havia muita gente que não seguia o caminho que eles percorriam. Esta é também uma preocupação dos nossos dias, porque muitas pessoas não se importam com a proposta do Evangelho. Tantas vezes damos conta que estamos em minoria, o que gera em nós alguma inquietação e a tentação de começar a duvidar da nossa decisão. Poderemos começar a pensar: não será que o evangelho contém princípios demasiados difíceis para a mentalidade da nossa sociedade?

O texto evangélico deste Domingo diz-nos que esta questão surgiu quando Jesus se dirigia para Jerusalém. Jesus não ensina numa aula de uma escola ou de uma universidade. Tudo aquilo que ensina converte-se em vivência. Por isso, não deve causar admiração a frase de Jesus: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita”. É evidente que Jesus não pretende atrair a Si pessoas sem qualquer motivo, tendo como objectivo somente a quantidade, o número dos seus seguidores. Jesus deseja que todos os que O seguem façam sua a proposta que lhes sugere. E quer que sintam desde o primeiro momento esta proposta, ou seja, que a decisão surja do sentimento da adesão progressiva de cada um a Ele.

25-08-2019

Jesus revela-nos o rosto misericordioso de Deus. Isto não quer dizer que Deus faça “saldos ou promoções”, que feche os olhos e simplesmente diga “todos são bons” e nada mais importa. A misericórdia de Deus pretende que nos unamos a Ele, através do Seu amor, que nunca nos deixa, mas que nos transforma e faz-nos encontrar o gosto da vida. Na segunda leitura, o texto da Carta aos Hebreus é muito claro: “Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige?”.

No evangelho, Jesus diz: “Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa do reino de Deus”. Parece que, de um momento para o outro, se abre a porta e que fica espaçosa para aqueles que nada fizeram para merecer o Reino. É verdade que não controlamos os caminhos do Reino. Nós somos especialistas em colocar etiquetas nas pessoas que nos rodeiam: “este merece”, “este não merece, porque não vale nada”, “estes são dos nossos; por isso, são bons”; “estes não são dos nossos; por isso, são maus”. Porém, Deus não coloca etiquetas a ninguém, mas olha sempre o coração das pessoas. Jesus convida-nos a não colocar etiquetas aos outros que, às vezes com tanto esmero confeccionamos, e a deixar-nos conquistar pelo que há de bom em cada pessoa.

Na casa de Deus, há lugar para todos. O Deus da misericórdia não faz escolhas, nem saldos, nem promoções, mas ama e tem sempre a porta aberta e alegra-se com todo aquele que corre para repousar no colo do Pai. Esta é a nossa missão: levar os outros ao repouso do Pai. Assim afirma a Carta aos Hebreus na segunda leitura: “levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes e dirigi os vossos passos por caminhos direitos, para que o coxo não se extravie, mas antes seja curado”. É também isto que Deus faz connosco e que não se cansa de fazer com todo o mundo. Deitemos fora as etiquetas que tantas vezes colocamos nos outros e que, à primeira vista, nos dão tranquilidade. Reconciliemo-nos com Deus que não faz distinção entre “primeiros e últimos”, mas deseja que haja lugar para todos em sua casa.

Jesus coloca um critério para entrar na salvação, o da “porta estreita”. “Porta estreita” não é uma passagem pelos muros da cidade, mas é a lógica fundamental da vida e dos critérios de Cristo. Quando Jesus nos convida a entrar pela porta estreita está a dizer-nos para O seguirmos, pois Ele é o único Caminho para chegar à casa do Pai. A salvação não está relacionada com factores raciais ou privilégios religiosos. Estes não conferem direitos exclusivos à salvação. Por isso, o Mestre convida os discípulos a um discernimento sobre a vida deles. Pois, os que estão “longe” e os “últimos” podem ser os primeiros a sentar-se à mesa do reino de Deus.

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Ano C - Tempo Comum - 21º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 20º Domingo Comum (ANO C)

“Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Eu vos digo que vim trazer a divisão”. Neste domingo, quando ouvimos o texto do evangelho, ficamos surpreendidos com esta afirmação de Jesus, porque não diz o que gostaríamos de escutar. Não é este o seu pensamento, porque Ele é uma pessoa pacífica, cheia de paciência, incapaz de fazer ou desejar mal a alguém. Então Jesus não veio trazer a paz à terra? Então como entender as suas afirmações: “deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz” e “amai-vos uns aos outros”? Não é difícil entender todas estas afirmações de Jesus. Ele certamente quer a paz, mas não é uma paz qualquer; não é a paz como o mundo a dá, não é paz que não busca a verdade e a justiça. Como aconteceu ao profeta Jeremias, na primeira leitura, as palavras de Jesus “incendiaram” autenticamente o mundo e a cultura em que se inseria. As suas palavras eram fogo e transmitiam paz, mas a paz com justiça, verdade e fraternidade.

Hoje, a Palavra de Deus apresenta-nos Jeremias e Jesus. O profeta Jeremias, apesar de ser fiel a Deus, é visto, no seu tempo, como um inimigo do povo e especialmente dos poderosos. Os seus inimigos acusavam-no que “semeava o desânimo entre os combatentes que não foram para a guerra e ficaram na cidade e também entre o povo com as palavras que diz”. Também Jesus não era bem visto por todas as pessoas do seu tempo. Sofreu fortes ataques e havia sempre grupos a fazer-lhe oposição. Afinal, Jesus não é um manso cordeiro que veio ao mundo para que tudo continuasse na mesma. Jeremias e Jesus sofreram muito, porque enfrentaram o sistema que alimentava as injustiças e as indiferenças, dominado por alguns que sentiram que eles só vieram complicar e desestabilizar o esquema que tinham montado para dominar e escravizar.

Na nossa vida, se quisermos seguir o caminho da verdade e da justiça, ou seja, o caminho de Deus, também iremos fazer a experiência de perseguição de Jeremias e de Jesus. Por isso, na segunda leitura, da Carta aos Hebreus, é dito: “Corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição”. E como vamos aguentar todas estas dificuldades? A Carta aos Hebreus dá-nos a resposta: “Para não vos deixardes abater pelo desânimo, pensai n’Aquele que suportou contra Si tão grande hostilidade da parte dos pecadores. Ele suportou a cruz, mas agora está sentado à direita do trono de Deus”. Com a ajuda de Jesus, também faremos o caminho da cruz.

18-08-2019

Mas, porque a vida é assim? Porque são odiados os que procuram fazer o bem, ser honestos e justos? Porque são perseguidos os que procuram viver segundo a vontade de Deus, ou seja, os que procuram ser profetas no mundo? Não é de espantar que estas coisas aconteçam. Porquê? Porque os profetas falam em nome de Deus dizendo qual é a Sua vontade numa determinada situação ou circunstância histórica. Ora os pensamentos de Deus são diferentes dos pensamentos humanos e há pessoas que se sentem atingidas e denunciadas nos seus comportamentos pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta. Então, perseguem, prendem, matam. Hoje, alguns continuam a perseguir os justos com mentiras, ameaças, desprezo.

Ser discípulo de Jesus, ser profeta do Filho de Deus, não é fácil, mas não é impossível. Jesus veio trazer a divisão que é a separação existente entre os verdadeiros e os mentirosos. Jesus veio trazer a paz do seu conforto e da sua coragem para enfrentar estes combates. Perante as dificuldades, fixemos os nossos olhos em Jesus e digamos: “Senhor, socorrei-me sem demora; Senhor, cuidai de mim. Sois o meu protector e libertador: ó meu Deus, não tardeis”.

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Ano C - Tempo Comum - 20º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 18ºDomingo Comum (Ano C)

Vivemos num mundo onde a economia é a primeira preocupação. Falam-nos constantemente de economia. Na sociedade, reina a palavra “crise” que veio depois de uns anos de prosperidade. Hoje, a gestão do dinheiro e o controlo da banca fazem com que nem em todas as partes do mundo se viva ao mesmo ritmo e, dentro de cada país, há aqueles que nunca saem da crise. Bem sabemos que cada período de prosperidade é acompanhado de negócios obscuros, acabando em processos nos tribunais. As vítimas são sempre as pessoas simples que, tantas vezes, foram enganadas. Para nossa admiração e surpresa, os autores destas jogadas financeiras saem, na maior parte das vezes, inocentes e sem pena para cumprir!

Jesus não apresenta um plano económico. O texto do evangelho diz-nos que alguém procura que Jesus tome partido numa situação de partilhas entre irmãos que não terá corrido bem: “Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo”. E Jesus deixa bem claro que não veio para ser mediador, nem tem um plano económico para oferecer, aconselhando os presentes: “Vede bem, guardai-vos de toda a avareza; a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens”.

04-08-2019

Vivemos indignados pela crise: quem entra no jogo financeiro obscuro e desleal esmaga os honestos, os simples e os indefesos. Como se enganaram tantas pessoas com a ilusão do enriquecimento rápido! Tantas pessoas sofrem, porque, iludidos e enganados, perderam tudo. Os ricos são cada vez mais ricos e os pobres são cada vez mais pobres. Aqueles que entraram no jogo “sujo” financeiro tornaram-se ainda mais poderosos. Que grande é a distância entre eles e aqueles que perderam tudo nesta história.

Perante esta realidade, o que fazer? Jesus convida-nos a uma renovação profunda, porque a nossa indignação perante a crise pode trazer o mal e o espírito de vingança aos nossos corações. É necessário, portanto, entrar num processo de renovação que vá mais além das resoluções dos tribunais, que são imprescindíveis, colocando-nos num caminho de uma nova vida. É muito importante relativizar tudo o que se refere ao mundo do dinheiro. Na primeira leitura do livro do Coelet, é dito: “Vaidade das vaidades: tudo é vaidade. Que aproveita ao homem todo o seu trabalho? Todos os seus dias são cheios de dores e os seus trabalhos cheios de cuidados e preocupações; e nem de noite o seu coração descansa. Quem trabalhou com sabedoria, ciência e êxito, tem de deixar tudo a outro que nada fez”. No evangelho, através de uma parábola, Jesus ensina-nos a encontrar o verdadeiro valor das coisas deste mundo. Perante uma excelente colheita, o homem rico pensou em gozar a vida: “descansa, come, bebe, regala-te”. Mal sabia que naquela noite iria morrer. Por isso, Jesus afirma: “guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens”. Na segunda leitura, São Paulo reforça estas palavras de Jesus, dizendo: “fazei morrer o que em vós é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza”. Nunca fecharmo-nos em nós próprios, nunca juntarmo-nos aos poderosos por interesse, nunca pensar em ficar com os bons e justos com o pretexto de segurança. Apesar de tudo, Jesus sempre disse que Deus ama este mundo, apesar de tudo o que nele existe e nunca alimentou divisões.

Jesus não condena o dinheiro. Ele convida-nos a não ser escravos do “ter”, mas a colocar-nos ao lado dos que têm pouco ou nada têm; a não ser escravos do “poder”, mas a praticar a partilha; a não ser escravos do “parecer”, porque as falsas aparências não levam ao reino dos Céus. É muito mais importante ser rico aos olhos de Deus.

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Ano C - Tempo Comum - 18º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 17º Domingo Comum (Ano C)

Neste domingo, as leituras da Liturgia da Palavra ensinam-nos a importância que a oração tem na nossa relação com o Pai do Céu. Com a sua conversa com Deus, Abraão revela-nos que podemos ser bons intercessores diante de Deus. No evangelho, Jesus Cristo ensina-nos a oração do Pai-Nosso e como devemos rezar ao Pai do Céu. A oração é fundamental para a nossa vida cristã. Por isso, este domingo é uma oportunidade para pensar como está a nossa oração, tendo consciência que temos um longo caminho a percorrer na nossa vida espiritual. Na primeira leitura, Abraão tem o atrevimento de “negociar” com Deus a salvação daqueles justos que viviam nas cidades de Sodoma e Gomorra. Abraão considera injusto que aquelas pessoas boas destas cidades sejam condenadas como os outros e apela à misericórdia de Deus em seu favor. A primeira leitura narra-nos um exemplo de oração insistente e intercessora por aqueles nossos irmãos que consideramos que merecem a graça de Deus.

O Pai-Nosso é a oração mais importante dos cristãos. Está gravada no nosso ADN cristão desde o dia do nosso baptismo, porque foi Jesus que no-la ensinou. Surge de uma necessidade real. Segundo o evangelho deste domingo, João Batista tinha ensinado uma oração aos seus discípulos. Tendo conhecimento disto, os discípulos de Jesus também queriam a sua própria oração: “Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também aos seus discípulos”. Durante o dia, rezamos o Pai-Nosso várias vezes. Esta oração foi rezada pelos nossos pais e padrinhos no dia do nosso baptismo, porque ainda éramos demasiado pequenos para invocar a Deus como Pai. É a oração que foi ensinada pelos nossos pais e catequistas. Ela acompanhar-nos-á toda a vida, nos momentos de alegria para invocar o nome do Senhor e dar-lhe graças, e nos momentos de tristeza para encontrar conforto e coragem. Como sabemos de memória, nem sempre damos conta de tudo o que dizemos nesta oração e da sua riqueza espiritual. Por isso, pensemos em cada pedido feito nesta oração.

28-07-2019

“Pai, santificado seja o vosso nome”: Jesus ensina-nos a chamar Pai a Deus. Desta maneira, aproxima Deus dos homens e das mulheres e vice-versa. A nossa relação com Deus é filial, cordial e próxima. “Venha o vosso reino”: pedimos que o reino de Deus venha até nós, ao nosso mundo, à nossa sociedade. Era a missão de Jesus Cristo ao iniciar a sua vida pública e também é a nossa como seus discípulos. “Dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência”: O Pai-Nosso revela a nossa confiança na providência de Deus. É Ele quem conduz as nossas vidas e nos dá tudo o que

realmente necessitamos. Pedimos o nosso pão para cada dia, ou seja, o alimento. Não esqueçamos todos aqueles que têm dificuldades e passam fome. Mas este pedido não é só material. Sobretudo, pedimos o Pão da Vida, ou seja, a Eucaristia, o próprio Cristo que sustenta as nossas forças. “Perdoai-nos os nossos pecados”: na nossa humildade, reconhecemos a nossa condição de pecadores. Cada vez que rezamos esta oração, pedimos a Deus que perdoe os nossos pecados. Isto faz-nos recordar que a nossa vida ainda está em caminho, ainda há muito que fazer como cristãos. “Também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende”: nesta oração, não só pedimos perdão pelos nossos pecados, mas também recorda-nos que temos de perdoar aos nossos irmãos. Não podemos gastar as nossas energias a alimentar mágoas e ressentimentos.

Temos de aprender a perdoar e a pedir perdão. “Não nos deixeis cair em tentação”: finalmente, pedimos que as forças do mal saiam da nossa vida, ou seja, tudo aquilo que nos separa do amor de Deus. Que saia da nossa vida tudo aquilo que nos condena e que, através de nós, pode condenar os nossos irmãos. É uma luta que temos de combater todos os dias.

Neste Domingo, peçamos ao Senhor: “Senhor, ensina-nos a rezar”. A oração é um diálogo de amizade com Deus. Rezemos com confiança, rezemos para interceder pelos outros, não deixemos de rezar. Quando rezamos, algo muda à nossa volta, porque falamos com Aquele que verdadeiramente nos ama.

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Ano C - Tempo Comum - 17º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 16º Domingo Comum(Ano C)

“Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa”. Este momento da vida de Jesus, narrado no texto do evangelho deste domingo, mostra-nos o que é realmente importante para a nossa vida cristã. Marta e Maria ensinam-nos como devemos receber Jesus nas nossas vidas.

A primeira leitura do livro do Génesis prepara-nos o texto do evangelho. “Abraão estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. Ergueu os olhos e viu três homens de pé diante dele”. Logo que os viu, levantou-se e procurou acolhê-los da melhor maneira, oferecendo água para lavarem os pés, sombra para descansarem debaixo de uma árvore e pão para recuperarem as forças. Perante aqueles desconhecidos, Abraão não fica indiferente, mas saúda-os afectuosamente com uma frase que pode muito bem converter-se numa oração: “Meu Senhor, se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo”. Já Abraão tinha acolhido estes três desconhecidos na sua casa, quando eles anunciaram a concretização do maior sonho que ele tinha: “Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano e então Sara tua esposa terá um filho”. Nesta leitura, destaca-se a grande relação que existe entre o acolhimento e o anúncio.

21-07-2019

No evangelho duas mulheres, Marta e Maria, recebem Jesus em sua casa. Marta preocupava-se em acolher bem Jesus, atarefava-se com muito serviço, o que aconteceria a cada um de nós se recebêssemos em nossa casa uma visita tão ilustre e importante. Todavia, Marta não fica satisfeita com a atitude de Maria, porque certamente pensaria que a sua irmã não estava a receber bem Jesus, porque não estava a fazer nada e não a estava a ajudar. Muitas vezes neste texto do evangelho louvamos a atitude de Maria e deixamos de lado a acção de Marta. Mas não podemos esquecer que é o próprio evangelho que nos diz que Marta recebeu Jesus em sua casa. Como é belo ver como esta mulher acolhe Jesus e preocupa-se para que nada lhe falte! Isto leva-nos a afirmar o seguinte: para escutar Jesus, em primeiro lugar, temos de O acolher na nossa casa. Temos de abrir as portas do nosso coração para que Ele possa entrar e permanecer no nosso coração. Recordemos a frase do Senhor no Apocalipse: “Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele”. Se não acolhemos o Senhor, é impossível escutar a sua palavra e ouvir a sua mensagem.

Marta manifesta o seu incómodo perante a atitude da sua irmã. Mas Maria escolhe a melhor parte, porque não só acolhe Jesus na sua casa, mas também no seu coração, permanecendo perto Dele e escutando a Sua palavra. Marta preocupa-se por receber bem Jesus, mas perde o essencial, ou seja, estar com Ele. O texto do evangelho deste domingo ensina-nos a permanecer e a contemplar o Senhor e a deixar tantas coisas supérfluas, às quais, muitas vezes, damos demasiada importância. Só há uma coisa importante: é estar com Jesus, permanecer junto Dele, alimentar a nossa vida com as suas palavras. Se repararmos bem neste texto, daremos conta que Jesus prefere que Marta se sente e esteja com Ele e deixe de se preocupar com as outras coisas que a impedem de se sentar junto de Si. Deseja estar com Marta e com Maria, falar com elas e desfrutar da sua companhia. Quantas vezes queremos ouvir a palavra do Senhor na nossa vida, mas não a escutamos porque andamos atarefados com mil e uma coisas! Podemos acolher o Senhor, mas, preocupados com tantas coisas, não desfrutamos da sua companhia nem Ele permanece em nós.

Marta e Maria ensina-nos como deve ser a nossa relação com Jesus: acolher e permanecer junto Dele, escutando-O. Estar com Jesus e viver a vida segundo o Evangelho é o mais importante, depois estaremos livres para tudo o resto. Assim, também escolheremos a melhor parte, que não nos será tirada.

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Ano C - Tempo Comum - 16º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 15º Domingo Comum (Ano C)

Deus mostra aos que andam desorientados (errantes) a luz da sua verdade, para que possam voltar ao bom caminho (Cf. Oração Colecta). Precisamente um doutor da lei quer saber o que tem de fazer para encontrar o caminho da vida eterna. Jesus responde-lhe com a Lei, acrescentando: “Faz isto e viverás”. O texto do evangelho deste domingo narra-nos a parábola do bom samaritano. Temos muito a aprender com este texto, porque, como o sacerdote ou o levita, tantas vezes passamos ao lado das necessidades dos outros.

“Que tenho de fazer para receber como herança a vida eterna?”. Perante esta pergunta Jesus convida o doutor da lei a responder segundo os seus conhecimentos intelectuais. E ele responde correctamente com a oração mais importante do judaísmo, a “Shemá Israel”, do capítulo 6 do livro do Deuteronómio: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo”. Responde correctamente porque conhece bem o texto da Lei, mas a sua resposta não deixa de ser teórica e fria, ou seja, falta-lhe aprofundar o significado das palavras da Lei. A segunda pergunta do doutor da lei está relacionada com a primeira; por isso, tem muita importância: “E quem é o meu próximo?”. É evidente que fica muito claro que para obter a vida eterna é necessário acreditar num só Deus, mas saber quem são os outros que devem ser amados já é mais difícil. Muitas vezes pensamos que são somente os membros da nossa família, os nossos amigos e colegas de trabalho. O evangelho convida-nos a abrir os nossos olhos para descobrir o nosso próximo.

Como em tantas outras ocasiões, Jesus responde ao doutor da lei com uma parábola, a do bom samaritano, que só encontramos no evangelho de Lucas. Para compreender esta parábola, não podemos esquecer que existia uma grande inimizade entre judeus e samaritanos e é precisamente um samaritano que socorre aquele homem que foi roubado e espancado pelos salteadores, tendo ficado meio morto no caminho. Nem o sacerdote nem o levita o ajudaram. Logicamente, eles deveriam ter ajudado aquele pobre homem. Mas passaram adiante, com indiferença. Só têm tempo para si mesmos. O samaritano não só socorre mas também trata as feridas, coloca o homem sobre a sua própria montada e leva-o para uma estalagem. Paga com duas moedas de prata ao dono da estalagem para que trate bem daquele pobre. O samaritano não só salvou a vida àquele homem, mas também preocupou-se com ele com todos os meios que tinha ao seu alcance.

14-07-2019

O evangelho deste domingo diz-nos com muita clareza o seguinte: os outros, ou seja, o nosso próximo, são todos aqueles que necessitam da nossa ajuda e da nossa compaixão: os desprezados e esquecidos da nossa sociedade. De certeza que conhecemos muitas pessoas que nunca ninguém se interessou pelas suas vidas, pelas suas necessidades e, sobretudo, pelas suas feridas. Hoje, Jesus Cristo ensina-nos e convida-nos a ser bons samaritanos, ou seja, a estar sempre atentos à vida dos outros e a não passar adiante. Para sermos bons samaritanos precisamos de começar a ter os olhos bem abertos, estando atentos, e a ter um coração generoso para servir o nosso irmão.

Acreditar em Deus não é um exercício teórico que nasce do nosso pensamento. Acreditar em Deus está relacionado intimamente com a nossa vida e com tudo o que fazemos aos nossos irmãos. Jesus Cristo é o bom samaritano que cuida de cada um de nós. Aprendamos a ser imagens deste Cristo e a ser bons samaritanos.

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Ano C - Tempo Comum - 15º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 5ºDomingo de Páscoa (Ano C)

A ressurreição de Jesus gera um projecto novo para a humanidade. Os apóstolos sentem-se com forças para ir pregar a Boa Nova. A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos diz-nos que a Igreja nascente, ou seja os primeiros cristãos, é uma Igreja que caminha, as comunidades surgem e crescem por todo o lado. Os primeiros cristãos ajudavam-se uns aos outros, estavam unidos na fé, quando enfrentavam perseguições e sofrimentos. Escutando as palavras que relatam a realidade do início apaixonante da Igreja, ficamos a pensar no seguinte: hoje, somos assim? As nossas comunidades cristãs são assim? Estamos entusiasmados e apaixonados para a missão de anunciar o Evangelho à nossa volta e em todo o lado? Podemos ter a tentação de pensar que para os primeiros cristãos tudo seria mais fácil. Mas não podemos esquecer que eles eram perseguidos e que tinham de acreditar fortemente que Deus “enxugará todas as lágrimas dos seus olhos”; com Deus “nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor”.

Agora, depois da ressurreição de Jesus, aquilo que antes os discípulos consideravam impossível de fazer, sentem que podem conseguir. E não é uma questão de capacidades mas de convicção interior, porque Jesus vai à sua frente. Agora, há a esperança no coração dos discípulos de um futuro melhor. Esta esperança é descrita poeticamente na segunda leitura do Apocalipse, afirmando: “Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido. Aquele que estava sentado no trono disse: Vou renovar todas as coisas”. Trata-se de uma esperança que vem de muito longe. Todos os profetas e sábios, todos os missionários procuraram este novo céu e esta nova terra. Tantas vezes, hoje nós condenamos muitas coisas do passado e não estamos contentes com o presente, onde reina o egoísmo e a corrupção. Mas procuramos e desejamos um mundo novo, mais justo e mais fraterno. Parece uma utopia. Para os cristãos a grande utopia para a humanidade é a Páscoa de Jesus, porque anuncia uma nova maneira de viver, de nos relacionarmos, de partilhar os bens da terra. Não se trata de um paraíso somente desejado, mas de um compromisso concreto de ir renovando as pessoas e as estruturas da sociedade, ou seja, mudar o nosso comportamento pessoal, mudar as instituições e os organismos que terão de estar sempre ao serviço das pessoas e deixar de as explorar e desprezar.

19-05-2019

Um mundo novo não é um sonho impossível, é uma realidade que começou com a Páscoa de Jesus. Temos de nos convencer mais do que nunca que o velho mundo da violência e da injustiça é, deve ser, história passada e que podemos conseguir um mundo novo onde poderemos viver sem medos, em solidariedade e no amor. Neste mundo sonhado e desejado, Deus será uma realidade viva, íntima, em cada pessoa e em cada nação. Como podemos concretizar este projecto de Deus para toda a humanidade? De que forma, com que força e entusiasmo? Um mundo novo necessita de leis novas. Só há um caminho, uma maneira nova de viver. Qual? Jesus diz-nos no texto do evangelho deste domingo como testamento definitivo e definidor da sua vida e da sua pessoa: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”. Este mundo novo é o Reino de Deus que já está no meio de nós, naqueles que lutam pela dignidade das pessoas, em cada comunidade que acolhe, em cada pessoa que descobre que o perdão dá-lhe um olhar e um coração limpos.

Como construir este mundo novo? Enxugando lágrimas, ajudando os que sofrem, colaborando na construção da paz. Amando como Jesus amou. Ele amou não de forma possessiva (para controlar quem quer que fosse), não de uma forma egoísta (para se sentir bem), não amou para ser amado (numa espécie de comércio). Jesus amou para fazer o bem ao outro. Só assim, imitando Jesus, seremos felizes. Amar assim dá felicidade e gosto de viver.

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Ano C - Tempo Pascal - 5º Domingo - Boletim Dominical

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