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Avisos e Liturgia do II Domingo do Tempo Comum – ano B

 

 

Depois de termos celebrado, com alegria, as festas natalícias, que terminaram com a Festa do Baptismo do Senhor, iniciamos o Tempo Comum com um princípio fundamental para a nossa vida: a disponibilidade para seguir o Senhor, ilustrada com a resposta de Samuel a Deus, que encontramos na primeira leitura: “falai, Senhor, que o vosso servo escuta”. Samuel era uma criança, que é fruto da oração, da oração insistente e corajosa da sua mãe, que era estéril. Antes desta passagem, o primeiro livro de Samuel narra-nos que a sua mãe, Ana, tinha prometido ao Senhor que, se lhe concedesse um filho, o oferecia a Ele, entregando-o para o serviço do templo. Deus concedeu-lhe um filho e ela, fiel à promessa, deixou o menino no santuário, às mãos dos sacerdotes. Samuel, acompanhado pelo sacerdote Heli, respondeu ao chamamento de Deus, ocorrido durante a noite, convertendo-se num grande profeta de Israel. O texto evangélico narra-nos outro chamamento: André e o seu companheiro são discípulos de João Baptista. As palavras do precursor “Eis o Cordeiro de Deus”, não os deixou indiferentes. João Baptista conduziu-os a Jesus, e André conduziu o seu irmão Pedro ao S

enhor, comunicando-lhe que tinha encontrado Aquele que leva a esperança de Israel à sua plenitude: “Encontrámos o Messias (que quer dizer ‘Cristo’)”. Antes de Jesus enviar os seus discípulos, o anúncio da Boa Nova tinha começado, pois André tinha ido ao encontro do seu irmão Simão para lhe comunicar a novidade. Mais tarde, Pedro confessará que Jesus é o Messias, afirmando: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. É de notar que, no evangelho de João, Jesus, logo no início, concede a Pedro a missão de ser pedra basilar e de referência, dizendo-lhe: “chamar-te-ás Cefas – que quer dizer Pedro”. Na segunda leitura, São Paulo salienta a importância da disponibilidade em toda a vida, afirmando que o corpo é do Senhor: “não pertenceis a vós mesmos, porque fostes resgatados por grande preço: glorificai a Deus no vosso corpo”. Assim, fica bem claro que as características do chamamento são a disponibilidade e a decisão. Reconhecendo que é Deus que chama, qual é a nossa disponibilidade? Em cada estado de vida, é-nos pedida uma decisão. No sacramento do matrimónio, há uma terceira pergunta no interrogatório, antes do consentimento: “estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja”? Na ordenação sacerdotal, o candidato deve também responder afirmativamente e com convicção ao dever de conduzir o seu povo com caridade pastoral, à oração e à obediência ao bispo e aos seus sucessores. Os votos religiosos fortalecem a disponibilidade para a colher a pobreza, a castidade e a obediência. Hoje, como respondemos ao chamamento de Deus? Bem sabemos que a sociedade reclama pessoas bem formadas e preparadas para diversos campos de acção. Será que nos deixamos formar e preparar, pela acção do Espírito Santo, para sermos anunciadores da Boa Nova ao mundo de hoje? Como catequistas, ajudamos as crianças e os jovens a ver que, acima de tudo e de todos, há uma Palavra de Deus que fala a cada um de nós? Ajudamos a discernir o chamamento de Deus entre tantos outros chamamentos? Como presbíteros, tornamos a Palavra de Deus acessível e compreensível às nossas comunidades? O salmo, com o qual respondemos à primeira leitura, é a oração da disponibilidade: “Eu venho Senhor, para fazer a vossa vontade”. Iniciamos o Tempo Comum com uma mensagem fundamental e um compromisso definitivo: somos chamados pelo Senhor a realizar um serviço ao mundo. A nossa disponibilidade, que será sempre fruto da oração e de um bom acompanhamento espiritual, envolve toda a vida, porque, pelo baptismo, somos enxertados em Cristo e somos uma nova criatura que vive a Boa Nova e canta um cântico novo.

 

 

LEITURA ESPIRITUAL

«Eis o Cordeiro de Deus»

 

«[João], ao ver Jesus, que Se dirigia para ele, exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”» (Jo 1,29). Já não é tempo de dizer: «Preparai o caminho do Senhor» (Mt 3,3), pois Aquele para quem o caminho estava a ser preparado já Se deixou ver, ofereceu-Se ao nosso olhar. A natureza do acontecimento pede outra expressão; é preciso dar a conhecer Aquele que já aqui está, explicar porque foi que Ele desceu dos Céus e veio até nós. É por isso que João declara: «Eis o Cordeiro de Deus». O profeta Isaías já no-lo tinha anunciado, ao dizer que Ele era «como um cordeiro que é levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador» (Is 53,7). A lei de Moisés tinha-O prefigurado, mas previa uma salvação incompleta e a sua misericórdia não se estendia a todos os homens. Ora, hoje, o verdadeiro Cordeiro, representado outrora pelos símbolos, a vítima sem culpa, é levada ao matadouro. Fá-lo para banir o pecado do mundo, expulsar o exterminador da Terra, destruir a morte, morrendo por todos, quebrar a maldição que nos afligia e pôr fim a estas palavras: «Tu és pó e ao pó voltarás» (Gn 3,19).Tornando-Se o segundo Adão, de origem celeste e não terrena (cf 1Cor 15,47), Ele é a fonte de todo o bem para a humanidade, o caminho que leva ao Reino dos Céus. Pois um só Cordeiro morreu por todos, recuperando para Deus Pai o rebanho de todos os que habitam neste mundo. «Um só morreu por todos», para a todos submeter a Deus; «um só morreu por todos», para ganhar a todos, para que, desde então, «os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou» (2Cor 5,14-15). (São Cirilo de Alexandria, 380-444, bispo, doutor da Igreja, Comentário sobre o Evangelho de João).

Paroquiasagb

 

Programação de Missas e Celebrações da Semana, de 15 a 21 de janeiro na Unidade Pastoral P. Fornos de Algodres, Cortiçô, Casal Vasco, Infias, Vila Chã, Algodres e Freixiosa.

 

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