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Artigo de Sandra Correia—-O regresso às aulas

O mês de setembro representa para muitas crianças, o início de mais um ano letivo, o regresso às aulas e o voltar à rotina novamente. Tudo isto, significa começar a adotar novos hábitos de vida e novos horários para as crianças, exigindo um esforço tanto para os pais como para os filhos. É importante que os pais acompanhem este processo desde o início das aulas, para que os seus filhos se sintam mais confiantes e seguros. Desta forma, deve-se transmitir a ideia de que o regresso à escola é algo positivo, que traz coisas boas, como traçar objetivos e alcançar metas. Para muitas crianças, representa não só o reencontro com amigos e professores, mas também alguma ansiedade e expetativa própria de quem começa um novo ano letivo, ou para quem muda de escola. O regresso às aulas significa para muitas crianças, deveres, obrigações e a ansiedade de voltar a estudar, de comprar o material escolar, de fazer os trabalhos de casa, de arrumar a mochila e escolher a roupa para o dia a seguir. Os pais têm um papel determinante neste processo. Importa frisar que os pais devem ser participantes ativos na educação parental dos filhos, de forma a contribuir para o seu desenvolvimento e aproveitamento escolar. Quando a criança se sente protegida e apoiada, desenvolve mais adequadamente a sua autoestima, e torna-se capaz de enfrentar desafios de forma imediata. É importante o diálogo entre pais e filhos, como forma de promover uma boa relação parental e de qualidade em família: chegar a casa e perguntar ao seu filho como correu o dia, como se sentiu na escola, a partilha dessa experiência é essencial. Não menos importante é o reforço da ideia de que a escola é um lugar onde se adquire conhecimentos, um lugar que nos permite evoluir enquanto pessoa. Para as crianças mais extrovertidas, o regresso às aulas, representa um processo normal de socialização e aprendizagem, manifestam alegria no reencontro com colegas e professores, no entanto, para as mais introvertidas e mais novas, representa alguma dificuldade e resistência à mudança, própria também da sua faixa etária e do seu grau de escolaridade. Neste sentido, torna-se necessário estabelecer o diálogo que promova a importância do que vão aprender, que irão encontrar regras e receber instruções. Embora seja, um lugar de aprendizagem, e de conhecimento, é também um espaço e um tempo que permite serem crianças, com intervalo para a brincadeira. Cultivar atitudes positivas com o seu filho, treinando o “mindfull”, dando abraços ou dando uma boa gargalhada antes de saírem de casa pode contribuir para o seu bem-estar e felicidade ao longo do dia.

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