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Artigo de Saúde de Sara Morais— Dicas sobre a Ansiedade num formato de conto…

E se, hoje, lhes roubasse um pouco de tempo e atenção, para os prender com a narrativa e consequências de um pequeno, mas interessante conto?

Era uma vez… Assim começam todos os contos, por mais simples que se apresentem os figurantes e mais complexos as cenas que venham a assumir ao longo do enredo sonhado e vivido.

Detalhemos então a situação frequente das marcas entranhadas na memória juvenil pelas recordações dos pormenores de alguns dramas conducentes ao despertar e instalação nalgumas consciências imaturas do bicho-papão da era moderna – a ansiedade.

Esta personagem monstruosa, devoradora de sonhos e da esperança, arrasta consigo o supra poder da transfiguração, conseguindo assim, a “perturbação” constante das suas vítimas.

Glutão, está sempre à espreita atraído pelas experiências e pensamentos negativos. Mas, como em todos os contos, histórias e lendas, atrai sempre também, para o equilíbrio mental acalmante, o lado oposto do pensamento.

Aqui e agora, a personagem que repõe o equilíbrio desdobra-se em várias outras figuras e circunstâncias que desenvolvem hábitos positivos para reduzir e reeducar a influência nefasta do monstro da ansiedade.

A respiração assume, então, desde logo o papel principal:

– Inicialmente descontrolada, confusa e sem direção – como uma resposta natural ao medo e à tensão.

Logo depois, algo diferente, e assume os dois supra – poderes: – a inspiração e a expiração.

Em seguida, vai começar por ir libertando os dois efeitos:

 – Primeiro inspira, vagarosamente e, só depois, expira, com a mesma lentidão…

Ao inspirar, o organismo é oxigenado e mantendo o equilíbrio; ao expirar, solta toda a tensão que serve de superfície para o “monstro” se fixar.

Em continuação, esta personagem vil, “veste-se” de mil e uma patranhas, e só a persistência de uma respiração adequada conseguirá quebrar os grilhões apertados entre o pensamento e o “bicho papão”.

Neste processo, a oxigenação do cérebro vai surgir como uma brisa suave capaz de suscitar o aparecimento do cavaleiro da paz – a imaginação – que, como vulgar mensageiro, surge para restabelecer a paz e a ordem no “reino.” A representação mental alicerça novos comportamentos e sensações capazes de combater as conceções negativas e invasoras que fizeram soar as trombetas do subsolo…

Subitamente, a ansiedade vê-se privada daquele ambiente escuro, pesado a que tanto está habituada.

 Agora, andarilha num lindo prado repleto de flores de múltiplas cores, onde o ar é puro e existe uma aparente tranquilidade que parece invadir todos os sentidos.         Entretanto, esconde-se por detrás das suas artimanhas, como se estivesse a jogar às escondidas, ficando à espreita para voltar a atacar…

 É nesse momento, que a dopamina, a endorfina e a serotonina entram em cena e, vestidas com as suas sapatilhas e roupas desportivas mais estilosas, chamam o “bicho papão” do seu esconderijo, com toda aquela boa disposição física e, sem que este se dê conta, começa a diminuir de tamanho e a retirar-se com receio de desaparecer de vez…

Porém, contudo, Desengane-se! Ainda não foi desta…Pois, este monstro é manhoso, bastando suspeitar que aquela atividade é, apenas, e só de vez em quando, que depressa aparece sem aviso nem demanda com o seu ar de escárnio e garras afiadas, para atacar novamente a segurança do reino e o trono da felicidade naquele lugar seguro.

Privado, então, do seu tamanho e força, constrói um último plano maquiavélico:

– Chegada a hora do sono, momento em que o reino / organismo recupera todas as suas funções, o bicho surge, novamente, para se vingar. Ardilosamente, afiando as suas garras, começa a produzir os mais irritantes barulhos para dificultar o adormecimento. Todas as noites, sem cessar, ele estava ali, para irritar com os seus barulhos afiados e constantes… Mas, pé ante pé, sono surge de mansinho, à mesma hora, entorpecendo-lhe os sentidos numa lengalenga sussurrada:

“Vai-te papão, vai-te embora de cima desse telhado, deixa-te dormir num soninho descansado”

 

                                                               Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

 

 

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