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Author Archives: cprimavera

Artigo de Paula Miranda — FIQUEI SEM NADA! E AGORA?

Fiquei sem Nada. E agora?

Quantas vezes já nos lamentamos por algo que perdemos, que nos roubaram, que por algum motivo, seja ele qual for desapareceu?

Depois há a frase na sua forma literal. É que ficaram mesmo sem Nada.

Um incêndio que em menos de nada levou tudo. Levou tudo o que é material, levou recordações e investimentos de uma vida. Levou, é certo. Foi um susto enorme? Foi. É real e presenciei-o na primeira pessoa. Ver uma casa arder sem nada podermos fazer, dá-nos uma sensação de impotência, traz-nos sentimentos de raiva e tristeza profunda. Diria que ainda hoje passados alguns dias quando regresso à minha casa e vejo este cenário, parece quase irreal.

Já ouvi uma outra frase, vezes sem conta, “para cada problema existem mil e uma soluções”, e neste caso é o que mais me acompanha e faço por passar como exemplo a esta família que nos acolheu como vizinhos há tão pouco tempo, ao filho que apoiou e apoia o meu na inclusão na nova escola.

Podemos sempre escolher a perspetiva com que queremos ver, sentir e agir em cada situação da nossa vida.

Eu quero escolher encontrar soluções e ajudá-los neste momento a verem, sentirem e agirem também nesta perspetiva.

Um passinho de cada vez e vamos caminhar no sentido da reconstrução neste caso de uma casa e quatro vidas que se safaram do infortúnio que poderia ter sido bem pior.

O que é que podemos fazer?

[  ] Mostrar o nosso exemplo de força e determinação;

[  ] Calçar os sapatos deles, e perceber que se fossemos nós, o que gostaríamos de ouvir e receber;

[  ] Unirmo-nos enquanto seres humanos e povo, para que a dor seja menor;

[  ] Ver e Sentir a realidade, que por mais dura, injusta ou triste que seja, existe, é real.

[  ] Apoiar

[  ] Abraçar

[  ] Não especular

[  ] Apenas Ser

 

Caraças isto pode acontecer a qualquer um de nós!

 

Amor e Amizade Incondicional nestes momentos deve ser o que devemos escolher Ser.

 

A vocês que estão a passar por este desafio gigante, NUNCA DEIXEM DE ACREDITAR.

Eu, sou e serei sempre:

A vizinha do Porto.

O “Mercado do Bolhão” que caiu em Fornos de Algodres

A “Bruxinha”

Sou Eu e estou Aqui

 

Apoios necessários neste momento:

  •  Muito Amor
  •  Muita Compaixão

 

AÇÃO SOLIDÁRIA

 

Toda a ajuda neste momento será muito bem-vinda.

 

Conta da São e família:

 

NIB : 0035 0327 0002 0279 9303 9

IBAN: PT50 0035 0327 0002 0279 9303 9

 

Sempre por perto … treecoach9@gmail.com

 

Com Amor e Gratidão

Paula Miranda

 

Coach Profissional & Kid Coach

Especialista em Comunicação e PNL

Atendimento Parental e Escolar

Analista Comportamental

Rua Marquês de Tomar, 22

Fornos de Algodres

Tlm 932 688 567

treecoach9@gmail.com

 

Artigo de Ana Carolina Marques—- A Terapia da Fala na 3ª Idade

 

O Terapeuta da Fala pode intervir na população mais idosa?

 

O envelhecimento não tem uma data de início estabelecida. Sem nos apercebermos os cabelos ficam esbranquiçados, a pele enrugada e o tempo parece que voa. Com o envelhecimento surgem as dificuldades em funções e atividades que antes nos pareciam tão simples, como é o caso do falar, do comer ou do escrever. É aqui, que começamos a ter consciência que nem sempre as coisas mais simples estão garantidas. Com todas as alterações na vida da pessoa, muitas das vezes surge a ideia de incapacidade porque se perdeu o seu lugar na sociedade, o que pode desencadear frustrações, alterações emocionais e isolamento (porque reduzem drasticamente as interações).

À medida que as pessoas envelhecem, ficam mais propícias a desenvolver patologias que têm repercussões negativas na comunicação e na deglutição, como é o caso do AVC, Parkinson, Alzheimer, entre outros. A capacidade de articular com precisão as palavras, compreender e expressar mensagens verbais pode também estar alterada nestas patologias.

Se quisesse dizer obrigada ao seu filho ou parabéns ao seu neto e as palavras não saíssem? Como se sentia? O que ponderava fazer? E se não conseguisse comer porque se engasgava com frequência ou porque não conseguia engolir? Como ficava? Onde ia procurar ajuda? Qualquer pessoa pode vir a ter problemas ao nível da comunicação e/ou da deglutição ao longo do processo de envelhecimento, quer este seja fisiológico (natural) ou patológico.

As alterações na comunicação são das mudanças mais evidentes e que por vezes advêm da presbiacúsia (envelhecimento do aparelho auditivo) porque a pessoa não compreende o que lhe é dito. Estas condições influenciam negativamente a pessoa, levando-a à solidão e à deterioração da imagem a nível social. Deste modo, podemos concluir que as alterações comunicativas podem também advir de condições patológicas.

As alterações na voz e na fala dizem muito sobre a nossa saúde. A presbifonia (envelhecimento da voz) pode surgir em qualquer momento e depende da saúde física/psicológica da pessoa, da alimentação, estilo de vida ou mesmo fatores ambientais. Assim, é necessário estar atento aos sinais porque podem ser indicativos de problemas neurológicos, funcionais ou orgânicos que não podemos ignorar.

As dificuldades na alimentação (disfagia), nomeadamente em engolir os alimentos de forma segura, são muito comuns e podem ter como causa os problemas neurológicos (AVC, TCE, Parkinson, Alzheimer, Paralisia Cerebral…). As dificuldades podem evidenciar-se na mastigação, manipulação do alimento ou mesmo no transporte deste. Este tipo de perturbação pode implicar consequências assoladoras na qualidade de vida da pessoa, desde desidratação, subnutrição, depressão, asfixia, até, eventualmente, a morte.

A intervenção direta do Terapeuta da Fala abrange o envelhecimento fisiológico mas também o patológico, onde, de forma geral, se promove sempre a autonomia, qualidade de vida e realização pessoal. É também efetuada uma intervenção indireta, onde os cuidadores fazem parte de todo o processo de reabilitação, já que a comunicação com estes são requisitos fundamentais para manter a qualidade de vida.

A formação do Terapeuta da Fala qualifica-o para dar resposta às necessidades da pessoa idosa considerando os fatores biopsicossociais, aconselhando-a e reabilitando algumas das funções. Deste modo, o tratamento adequado e o envolvimento dos cuidadores permite atuar não só no foco da patologia mas também no contexto da pessoa, tentando ultrapassar as barreiras e superando as suas dificuldades.

Em caso de dúvidas, consulte um Terapeuta da Fala.

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

Vinhos da Beira Interior com grande participação na PROWEIN

A PROWEIN 2022 – a feira mais importante do mundo no setor dos vinhos em Düsseldorf, na Alemanha, arrancou ontem até dia 17 de maio, assim a Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI) marca presença num stand próprio com 9 produtores, nomeadamente, Adega Castelo Rodrigo, Adega do Fundão, Almeida Garrett Wines, Casas Altas, Lúcia & Américo Ferraz, Quinta da Biaia, Quinta das Senhoras, Quinta do Cardo e Quinta dos Termos, sendo esta a maior participação de sempre dos Vinhos da Beira Interior neste evento.

De salientar, que se trata de uma feira dedicada exclusivamente a profissionais e onde são esperados mais de 45 mil importadores de todo o mundo, representando mais de 120 países. A presença neste certame está integrado num programa Estratégico de Apoio à Fileira do Vinho na Região Centro.

A presença dos Vinhos da Beira Interior nesta feira tem por objetivo primordial aumentar a percentagem de vinhos nos mercados de exportação, cimentando desta forma a aposta na internacionalização dos seus vinhos. Por último, sublinhar que as exportações de vinhos da Beira Interior representam mais de 40 por cento do total de venda de vinhos.

Mangualde faz remodelação da EN 16 na sua área de intervenção

O Município de Mangualde está a intervencionar a EN16, com o objetivo de melhorar as condições de circulação e de segurança rodoviária. A empreitada em curso, cujo investimento municipal é de cerca de 120 mil euros, contempla a substituição de todos os sinais verticais e a pintura termoplástica com adição de pérolas refletoras em todos os troços.

Proceder-se-á ainda ao complemento de sinalização, vertical e horizontal, em pontos considerados críticos, como por exemplo a reta da Sra. do Castelo/Cruzamento de Almeidinha e a curva que antecede o cruzamento da Cunha Alta.

Marco Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde destaca o objetivo desta intervenção municipal: “estamos a melhorar as condições de circulação rodoviária e a incrementar as condições de segurança rodoviária em toda a extensão da via”.

O troço agora intervencionado está sob administração do Município de Mangualde desde o limite com o concelho de Viseu (Oeste) e o limite com o concelho de Fornos de Algodres (Este).

Artigo de Vítor Santos—Desporto tuga

Todos os momentos são oportunos para se abordar o tema da ética no desporto.

No desporto português existe, pelo menos, algo transversal a todos os agentes e clubes: a desconfiança. Um sentimento muito português em que o outro só ganha porque é “chico‑esperto” e nunca por mérito. No desporto não pode existir dúvida nenhuma em relação ao mérito do vencedor, pelo que a vigilância ética tem de ser vivida por todos.

O adepto anónimo tem todo o direito a ser fanático pelo seu clube e fazer todo o tipo de comentários e avaliações, por mais ridículos que sejam. Quando falamos de agentes desportivos (dirigentes, treinadores, atletas, árbitros, jornalistas, pais, etc.), já não temos de ser tolerantes ou permissivos. Temos de ser exigentes no respeito pelo desporto, pela modalidade e pelo agente desportivo.

A verdade é que existe logo de início uma perceção de incompetência dos outros. Os treinadores, árbitros e adversários são todos uns incompetentes e “eu” é que sei. Esquecemo‑nos do mérito. Que do outro lado existe trabalho, dedicação e vontade iguais ou superiores muitas vezes aos nossos. Outra perceção também imediatamente subjacente é a de injustiça. O mundo está todo contra nós. São as competições que estão mal, a equipa adversária que faz batota, a nomeação de árbitro/VAR que visa prejudicar‑nos. A vitimização é por demais evidente. Os argumentos são sempre os mesmos: “pequenos, mas dignos”, “da aldeia, com muito gosto”, “pobres, mas sem dívidas”. Este tipo de argumentos não faz sentido quando falamos de desporto. Temos é de falar de organização, superação, trabalho, etc.

Perante tudo isto, assistimos a uma falta de respeito pelos agentes desportivos: treinadores, árbitros, dirigentes e atletas. O treinador porque é chulo, o árbitro porque é corrupto, o atleta porque é vadio e o dirigente porque é um oportunista. Estes são os alvos dos mais variados comentários depreciativos. Não raro são os próprios dirigentes e treinadores a darem voz a estas observações, o que ainda é muito mais grave. Estes julgamentos primários definem o carácter de quem os faz e não do alvo a que se dirigem.

Os líderes são pouco líderes. Não acreditam nas suas escolhas, nas suas equipas, no seu trabalho! Quando um treinador permite que seja feita alguma intervenção extrajogo por parte da direção do clube, nunca mais vai ser respeitado. Se corre bem, será a direção a vangloriar-se de ter ganho o jogo, a competição. Se corre mal, é despedido.

Os principais clubes portugueses não têm muito a ensinar em termos de gestão. Os passivos financeiros são conhecidos e muito do ruído que fazem é para não se falar do que realmente importa: o jogo. Por isso não vão por aí, porque vão gastar dinheiro que não têm e que vão ter de pagar.

Quando falamos em formação, tudo se amplifica. Os pais são dos que alinham neste tipo de estar no desporto e argumentam desta forma. Têm de ser educados e ensinados sobre o que é o desporto e a modalidade. Ninguém quer prejudicar o seu filho. Ele não é o centro do mundo. É uma criança que quer divertir-se e aprender a jogar. O treinador não persegue o seu filho. O árbitro nem sabe quem é o seu filho. O adversário quer o mesmo que o seu filho.

Por isso, deixem jogar e desfrutem do espetáculo que é o desporto. Tal como o seu filho.

 

Vítor Santos

Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto

AF Guarda-Meias Finais da Taça de Honra

Decorreu neste domingo, na Mêda e Trancoso , os jogos das meias -finais da Taça de honra da AF Guarda, com  ambas partidas empatadas no tempo regulamentar.
A lotaria das penalidades deu o passaporte a Mêda e AD Fornos de Algodres de ^lutarem na final no próximo dia 21, em Celorico pelo troféu.
SC Mêda – Guarda FC- 1-1 (  5-3   G.P)
GD Trancoso – AD Fornos de Algodres– 2-2  (  2-4 G.P)

Celorico da Beira celebra Feriado Municipal de 20 a 23 de maio

Vai ter lugar no Município de Celorico da Beira o Feriado Municipal de 20 a 23 de maio, enquadrado nas Comemorações do Centenário da Travessia Aérea do Atlântico Sul.

Assinalando-se este ano o Centenário da Travessia Transatlântica, feito Homérico à época, protagonizado por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, o município de Celorico da Beira, berço de Sacadura Cabral, associa-se às comemorações desta efeméride promovendo no seu território, entre março e junho, diversas atividades para homenagear o ilustre filho da terra e enaltecer o seu papel determinante, enquanto mentor e piloto, no sucesso da arrojada aventura de fazerem uma ponte aérea sobre o oceano Atlântico, ligando Lisboa ao Rio de Janeiro.

Tradicionalmente, Celorico da Beira celebra o Feriado Municipal a 23 de maio, data de aniversário do nascimento de Sacadura Cabral, mas, este ano, por força das Comemorações do Centenário, as festividades decorrerão de 20 e 23 de maio, com o intuito de prestar tributo ao ilustre filho da terra e reconhecer e propagar o seu feito épico. Com este propósito, o Município vai promover durante 4 dias, diversas atividades de cariz lúdico-pedagógico, científico e cultural, entre as quais o simpósio “Sacadura Cabral e a Travessia Aérea do Atlântico Sul “ que terá lugar no próximo dia 21 de maio, pelas 09H30, no Centro Cultural.

“Sacadura Cabral e a Travessia Aérea do Atlântico Sul “, “Uma Travessia Memorável num Tempo Conturbado”, “Aviação Militar Portuguesa: da Formação à Génese da Travessia Aérea do Atlântico Sul”, “Sacadura Cabral – Facetas da sua personalidade”, Gago Coutinho: Traços da sua Personalidade e Realizações”, “Travessia Aérea do Atlântico Sul-Uma Missão Inesquecível”, “Perspetiva Jornalística Histórica Brasileira da Travessia do Atlântico Sul”, são as comunicações a apresentar neste simpósio por personalidades de referência, dos dois lados do Atlântico, sobre a temática da travessia transatlântica e os dois protagonistas, as quais irão transportar os presentes numa viagem pela história, cultura, ciência e inovação tecnológica e fornecer-lhes o esboço do retrato e o modo de vida da sociedade portuguesa e brasileira, nos primórdios do Séc. XX.

De participação gratuita mas de inscrição obrigatória, o simpósio é ainda, passível de ser certificado como Ação de Curta Duração pela Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda, devendo para o efeito, os docentes do ensino básico e secundário das áreas de Geografia, História e Estudos Socias, instruir o pedido junto do Coordenador do Centro de Formação Contínua de Professores.

Mais informações em:

www.cm-celoricodabeira.pt/sacaduracabral/

Inscrições em:

https://docs.google.com/forms/d/1JjcpmHYL93mciEhgohJ9D_TfU0AzoN20QF9xuJHSvtM/viewform?ts=62755a6b&edit_requested=true

Liturgia do V Domingo de Páscoa- ano C

1. a)         O evangelho deste Domingo é o início do discurso de despedida de Jesus não só dirigido aos seus Apóstolos, mas também a cada um de nós. Nele, proclama o mandamento novo: “amai-vos”. Jesus está convencido que só amando até ao extremo vencerá a morte. Por isso, convida-nos a viver a mesma experiência. A primeira palavra do Senhor que encontramos neste evangelho é “agora”. Jesus enfrenta o seu presente, o seu “agora”, dando a vida. No Domingo passado, contemplámos Jesus como o bom pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. É deste modo que Jesus enfrenta a morte e a vence e também revela plenamente a sua identidade e missão. “Agora”, no momento da paixão e da cruz, Jesus proclama a “glória” do Pai, que é a sua própria “glória”. Jesus tem a convicção profunda de que Deus actua “agora”, não numa situação ideal ou de fantasia, onde não há traidores ou pecado… Agora. O “agora” de Jesus é o seu e também o nosso. Muitas vezes, entre os cristãos escutamos lamentações por causa das dificuldades actuais para a evangelização, para viver a fé, para construir a Igreja. Estas lamentações surgem a partir de uma perspectiva sociológica: antes, a Igreja era importante socialmente; hoje, não tem prestígio. Talvez seja necessário propor uma renovação de mensagem, uma nova renovação litúrgica, o uso dos meios modernos de comunicação. Mas também podem existir muitas outras razões; todavia, devemos afirmar que não é mais difícil hoje que nos princípios da Igreja. Sem necessidade de comparação, a contemplação do evangelho deste domingo indica-nos qual a convicção profunda que é necessária. A evangelização nada exige às condições ambientais, quer sejam favoráveis ou desfavoráveis. A evangelização pede um coração disposto a amar, a olhar a realidade concreta das pessoas que sofrem injustiças sociais. É necessário hoje ter um coração e uns olhos, dispostos para dar a vida: o amor põe-nos em acção. Concluindo, a fé só se transmite com a vida e com o contacto pessoal. “Agora” é a hora de acreditar. “Agora” é a hora de evangelizar. Como no passado, também hoje podemos anunciar que o Reino de Deus está no meio de nós. A “glória” de Deus é a forma como encaramos as situações actuais, sejam elas quais forem; enfrentá-las como Jesus: com um amor doado, amando até ao fim. Nesta vida – morte tão humana encontra-se a glória de Deus, encontra-se a ressurreição.

  1. b)        Por diversas vezes, neste tempo pascal, já fizemos referência à grande novidade de Jesus que é o mandamento novo. Hoje, com a segunda leitura que nos diz “Vou renovar todas as coisas”, é mais uma oportunidade para o fazer. É evidente que a vida das pessoas que compõem a comunidade não se renovou totalmente desde que começámos a celebrar a Páscoa. Mas, podemos ajudá-las a vencer etapas no que se refere à relação pessoal com Deus e com os irmãos. A este nível, poderá haver uma autêntica novidade. Jesus qualifica de “novo” isto: “como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. É uma renovação que acontece no interior e que tem consequências renovadoras no exterior.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

15-05-2022

Artigo de Saúde de Sara Morais— Ao Encontro do Desejo e da Necessidade

O longo caminho da vida é ditoso, errante, repleto de dualidades o que implica uma boa dose de perseverança e compreensão sobre os processos do “eu”. Na jornada, o leitor é confrontado por dois importantíssimos atalhos: o Desejo e a Necessidade.

Desejo é, intrinsecamente, algo que lhe é familiar. Não vale a pena negar… Já por diversas vezes, durante a sua caminhada, fechou os olhos e, sim, abandonou a razão, ou qualquer ato consciente e, instintivamente, desejou algo como se estivesse à mercê da roda da fortuna. Essa força instintiva e inconsciente é crescente e perentória à medida que o Ser Humano vai interagindo e experienciado ao longo dos anos. O desejo, designa-se, assim, por uma energia direcionada para satisfazer algo que realmente quer muito, mas que não é imperativa para a sua sobrevivência.

Em termos fisiológicos este processo ocorre quando o centro de recompensa, localizado no cérebro, é submerso pela substância dopamina que cria a sensação de desejo, contudo sem causar um impacto hedônico. Assim, quando o leitor é submetido a uma experiência de superação, como por exemplo: ganhar um concurso ou concluir uma obra de arte; a dopamina é produzida em grandes quantidades e, por conseguinte, leva-o a desejar, através da recordação, a experienciar mais momentos equiparados.

Por vezes, o leitor usa este atalho para suprimir a distância de um caminho mais longo, porque o faz sentir temporariamente mais preenchido ou, simplesmente, porque faz parte da sua natureza. O desejo é um processo que deve ser usado para alavancar o sujeito para ação e para o desenvolvimento do conhecimento através da experimentação. Contudo, se usado de forma imprudente poderá levá-lo a divergir do seu carreiro equilibrado e saudável.

Do outro lado da bifurcação encontra a Necessidade que é tudo o que representa a carência capaz de comprometer a sobrevivência e, por essa razão, quando não colmatada, recebe toda atenção e energia do sujeito, como por exemplo: a fome. No momento em que a concentração de nutrientes (glicose no sangue) está diminuída, o Hipotálamo recebe ordens para procurar a ingestão de alimento para compensar a carência orgânica. Por este motivo, é que o leitor já terá escutado que “a necessidade aguça o engenho”, ou seja, quando uma privação representada pela pirâmide de Maslow é percebida, o individuo é motivado para direcionar a sua energia para satisfazer as suas carências.

A saúde mental é, também, dependente da busca pela satisfação das necessidades e pelo adorno dos desejos. Por isso é fundamental ter clareza sobre estes processos para ajudá-lo a compreender as necessidades por de trás dos desejos. O desejo não tem que ser um viés negativo, pois faz parte da natureza humana. Contudo é importante desenvolver a autoconsciência e o autoconhecimento para estabelecer um equilíbrio entre estes dois processos.

Ao experienciar a Hipnose Clínica, o leitor terá a possibilidade de entrar em contacto com os seus desejos e carências mais profundas. Tomar consciência das dificuldades e identificar as suas necessidades, libertar-se da condição de refém pelos impulsos. Surge, então, uma consciência trabalhada no sentido de buscar para a sua vida um equilíbrio sustentado na satisfação das suas necessidades pelo meio da alimentação adequada, segurança, educação, lazer, socialização, e auto valorização.

Para concluir, a Hipnose Clínica vincula-se, assim, como a coluna dorsal de um novo mapa mental, uma nova configuração do “eu” nesta sua caminhada em que as várias exigências beliscam, diariamente, o seu trajeto de vida saudável e equilibrado.

No próximo boletim saúde poderá verificar mais sobre por que repetimos os padrões autodestrutivos e o papel da Hipnose Clínica.

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com