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Avisos e Liturgia do Domingo I do Advento – ano B

A Igreja inicia um novo Ano Litúrgico (ciclo B), com o tempo do Advento. Serão quatro semanas para ir ao encontro de Jesus, nosso Redentor, que nascerá entre nós para salvar a humanidade. Por isso o Advento – a quaresma do Inverno – como caminho que é, deve ser percorrido com o objectivo da nossa conversão, como diz o profeta Isaías: “Porque nos deixais, Senhor, desviar dos vossos caminhos e endurecer o nosso coração? Voltai, por amor dos vossos servos”; e como nos diz o salmo: “fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome”. O Advento é um duplo caminho: aquele que fazemos ao encontro de Jesus e aquele que Deus faz ao nosso encontro. Para Jesus, é um caminho de vinda; daqui vem o significado mais original do advento: chegada. Deus torna realidade o pedido do profeta Isaías: “Oh se rasgásseis os céus e descêsseis!”. E qual é o único caminho possível para isto? Fazendo-se homem, fazendo-se carne. Deus faz-se homem para que a humanidade chegue à sua plenitude: ser também filhos de Deus graças ao Filho, como diz a segunda leitura: “fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor”. “Nós somos o barro de que sois o Oleiro; somos todos obra das vossas mãos” diz-nos Isaías. Deus arregaça as mangas e põe mãos à obra, umas mãos de pai e de mãe. Todos somos obra da mão amorosa de Deus. Mas, para que o barro possa ser modelado, é necessário que esteja em constante movimento, em constante acção caritativa. O Advento é um convite exigente a não nos instalarmos a nível pessoal e eclesial, à vigilância para não ficarmos inactivos; é-nos dada mais uma nova oportunidade para nos deixarmos modelar, para que “a graça de Deus que nos foi dada” nos vá configurando e confirmando o nosso testemunho, enquanto esperamos “a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo”, como afirma São Paulo na segunda leitura. “Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento”. O “momento” é qualquer ocasião da nossa vida. Não podemos predefinir totalmente o nosso futuro, mas não esqueçamos que, segundo as decisões que agora tomamos, a nossa vida orientar-se-á numa ou noutra direcção. O Advento é um tempo, como diz o evangelho, para estarmos atentos, para rever o caminho que estamos a percorrer; se estamos a fazer o caminho certo para Belém, se estamos a preparar os nossos corações para acolher jubilosamente o dom do nascimento de Jesus, o Messias. Preparemo-nos, pois, para celebrar o Natal de Jesus e para seguir com Ele e por Ele, crescendo com fiel perseverança e conversão na nossa vida, porque em Cristo Jesus “fomos enriquecidos em tudo: em toda a palavra e em todo o conhecimento”, como afirma a segunda leitura. “Senhor, nosso Deus, fazei-nos voltar, mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos”. O Advento é como um despertar – “não vos encontre a dormir” – para podermos caminhar pela via da nova aurora, que vem ao nosso encontro e nos guia. Depois da noite, por mais longa que seja e cheia de sonhos maus, virá sempre o dia e a luz que nos ajuda a encarar a vida de outra maneira. A luz é Jesus que nos ilumina e nos convida a caminhar com Ele. Acolhamos Jesus com alegria, como “o porteiro que está de vigia”. Sigamos Jesus com fé, com firme esperança. Sejamos solidários com todos os que sofrem e Ele abrir-nos-á as portas da vida. Assim, rezemos esta oração, com a qual iniciamos este tempo do Advento: “Despertai, Senhor, nos vossos fiéis a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos Céus”.

 

03-12-2023

LEITURA ESPIRITUAL

As duas vindas de Cristo

 

Aquando da sua primeira vinda, Deus veio sem brilho, desconhecido da maioria, prolongando durante longos anos o mistério da sua vida oculta. Quando desceu do monte da Transfiguração, Jesus pediu aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Cristo. Vinha como pastor à procura da ovelha perdida e, para recuperar esse animal rebelde, tinha de permanecer oculto. Tal como um médico que tenta não assustar o seu doente na primeira consulta, também o Salvador evitou dar-Se a conhecer logo no início da sua missão, só o fazendo pouco a pouco. O profeta tinha predito esta vinda sem brilho nestes termos: «Descerá como a chuva sobre um velo e como a água que corre gota a gota sobre a terra» (Sl 71,6). Ele não rasgou o firmamento para vir sobre as nuvens, mas veio em silêncio, permanecendo nove meses oculto no seio de uma Virgem. Nasceu num presépio, como filho de um humilde operário. Andou dum lado para o outro como um homem normal; as suas vestes eram simples, a sua mesa frugal. Caminhava sem parar, a ponto de ficar cansado. Mas a segunda vinda não será assim. Ele virá com tanto brilho que nem terá de anunciar a sua chegada: «Como o relâmpago que parte do Ocidente e aparece no Oriente, assim será a vinda do Filho do homem» (Mt 24,27). Este será o tempo do julgamento e da sentença, em que o Senhor não aparecerá como médico, mas como juiz. David, o rei-profeta, fala de um esplendor, de um brilho e de um fogo irradiando em todas as direcções: «Um fogo caminhará diante dele e à sua volta rugirá violenta tempestade» (Sl 49,3). Todas estas comparações pretendem fazer-nos compreender a soberania de Deus, a luz intensa que O rodeia e a sua natureza inacessível. (São João Crisóstomo, c. 345-407, presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja Homilia sobre o Salmo 49).

ParóquiasAGB

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Programação de Missas e Celebrações da Semana, de 06 a 10 de dezembro da Unidade Pastoral P. Fornos de Algodres, Cortiçô, Casal Vasco, Infias, Vila Chã, Algodres e Freixiosa

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