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Avisos e Liturgia do IV Domingo da Páscoa – ano B

“Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto”. Esta frase de São João, da segunda leitura deste Domingo, é esplêndida, ao referir-se à nossa condição de filhos de Deus, ilustrando a imagem do bom pastor, proposta no evangelho. Todos os anos, no 4º Domingo da Páscoa, a imagem do bom pastor ajuda-nos à oração e à contemplação. Este Deus que se revela como Pai e nos reconhece como filhos, é o bom pastor. Não é em vão que Jesus nos fala do bom pastor. A experiência de Jesus, como também a Sagrada Escritura, faz referência à existência dos maus pastores, que, segundo Ele, são os mercenários. Estes não são pastores, pois quando surgem as dificuldades, quando “vêm vir o lobo” fogem e abandonam as ovelhas. O pior testemunho da Igreja é quando não vivemos como filhos do bom pastor e aproveitamos o poder ou a nossa influência para desígnios que não são evangélicos. O povo de Deus tem o direito de ter pastores. Mas os pastores não saem de “laboratórios psico-vocacionais”, mas das comunidades cristãs, onde descobrem esta vocação de serviço que supõe “gastarem-se” pelas ovelhas. O melhor elogio de um bispo ou de um presbítero, de um pai ou de uma mãe de família ou de qualquer pessoa que está ao serviço dos outros, é aquele que procede daqueles e daquelas que estão sob o seu amparo, sentindo-se amados, reconhecidos e valorizados. Este Domingo é o dia de dar graças a Deus pelas pessoas que se entregaram e se entregam pelo rebanho de Jesus, o Bom Pastor. É também o dia para darmos conta do mal que o poder, o luxo, o carreirismo, as influências, a promiscuidade, têm provocado à Igreja. Depois de apresentar as características do Bom Pastor, Jesus diz: “tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz”. Podemos interpretar esta frase de diversas formas. A quem se refere Jesus? Aos ateus? Aos membros das outras religiões? Aos baptizados que se afastaram da Igreja? Aos indiferentes? Todos temos familiares ou vizinhos, amigos ou colegas de estudo ou de trabalho que não conhecem o bom pastor. Certamente, já tivemos conversas acaloradas com eles sobre a Igreja, a sua hierarquia, a moral cristã… Alguns terão um bom conhecimento da fé e da vida cristã, sendo a sua crítica necessária, pertinente, valiosa e construtiva! Também encontramos pessoas que, afastadas da realidade da vida da Igreja, criticam por desprezo, sem saber o que dizem. Mas, estas pessoas conhecem Jesus? Já alguém lhes fez chegar a Sua mensagem? Fizeram uma boa experiência de vida, quando participaram nas nossas celebrações, reuniões e encontros pastorais? Foram bem acolhidos? Foi-lhes dada a possibilidade da Catequese de Adultos? Bem sabemos que muitas pessoas conhecem superficialmente o Bom Pastor. Talvez até nós! Quanto mais conhecermos Jesus, mais O queremos amar e seguir. Jesus não queria um rebanho cabisbaixo, submisso, sufocado, obediente. Quando a fé cristã é vista como um conjunto de leis ou normas e os cristãos como um grupo de gente submetida a umas leis e pouco mais, então há algo que não está bem. O rebanho de Jesus é fascinante; cada um tem os seus dons, a sua especificidade. Quando a pluralidade se põe ao serviço de todos, o rebanho avança e ninguém fica atrás. O bom pastor deseja que tenhamos vida em abundância. Que sejamos felizes. Mas uma felicidade que nasça da alegria de amar, de nos sentirmos unidos uns aos outros, de reconhecer os dons de cada um e de nos reunirmos à volta da nossa cabeça e pastor: “haverá um só rebanho e um só Pastor”. A felicidade, a vida em abundância, é o fruto da vida nos braços do bom pastor.

Ver: https://liturgia.diocesedeviseu.pt/LITURGIAEVIDA/index.html

21-04-2024

paroquiasagb

Leitura Espiritual

«Eu sou o bom pastor: conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me»

Olhemos para o nosso Pastor, que é Cristo. Ele alegra-Se com as ovelhas que tem perto de Si e vai à procura das que se perderam. Não Lhe fazem medo as montanhas nem as florestas; percorre as ravinas para chegar até à ovelha perdida. Mesmo que a encontre ferida, não Se enfurece, mas, tocado pela compaixão, põe-na aos ombros e cura a ovelha fatigada com a sua própria fadiga (cf Lc 15,4s). Cristo pode proclamar: Eu Sou o Bom Pastor, «procurarei a que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente» (Ez 34,16). Eu vi o rebanho dos homens acabrunhado pela doença, vi os meus cordeiros irem para onde moram os demónios, vi o meu rebanho despedaçado pelos lobos. Vi tudo isto e não foi do alto. Por isso, tomei a mão dissecada pelo mal como se tivesse sido mordida por um lobo, libertei aqueles que a febre tinha aprisionado, ensinei a ver aquele que tinha os olhos fechados desde o seio de sua mãe, retirei Lázaro do túmulo onde jazia há quatro dias (cf Mc 3,5; 1,31; Jo 9; 11). Porque «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas». Os profetas conheceram este pastor porque, muito antes da sua Paixão, já Ele anunciava o que estaria para vir: «Foi maltratado, mas humilhou-se e não abriu a boca, como cordeiro que é levado ao matadouro, como ovelha calada nas mãos do tosquiador» (Is 53,7). Qual ovelha, o pastor expôs a garganta pelas suas ovelhas. Pela sua morte, aplacou a morte; pelo seu túmulo, esvaziou os túmulos. Os túmulos estão tristes e a prisão está fechada enquanto o pastor, descido da cruz, não leva às suas ovelhas encarceradas a alegre notícia da libertação. Mas Ele vai aos infernos dar ordem de libertação (cf 1Pe 3,19), Ele chama de novo as suas ovelhas, chama-as como as chamou da morada dos mortos para a vida. «O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas». É assim que Ele Se propõe ganhar o afecto das suas ovelhas; as que sabem ouvir a sua voz amam-no. (Basílio de Selêucia, ?-c. 468, bispo, Oratio 26).

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Programação de Celebrações e Missas da Semana, 23 a 28 de abril da Unidade Pastoral P. Fornos de Algodres, Cortiçô, Casal Vasco, Infias, Vila Chã, Algodres e Freixiosa.

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