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Aguiar da Beira

A.F. Guarda- Campeonato Distrital Seniores 8ªjornada Série A e B

Série A

Trancoso- AD Fornos de Algodres- 0-0(5 maio)

Freixo Numão – Vila Franca Naves- 0-2

Aguiar da Beira – Foz Côa- 1-1

1ªjornada- AD Fornos de Algodres- Trancoso-0-1

 

Classificação:

1- Trancoso- 17

2- VF Naves-12

3- CD Gouveia-9

4- AD Fornos de Algodres-9

5-Aguiar da Beira -8

6- Foz Côa-8

7- Freixo Numão- 0

Série B

Guarda FC – Casal Cinza- 5-1

UD Os Pinhelenses – Estrela Almeida- 5-1

Soito – Guarda DFC- 2-0

SC Celoricense – SC Sabugal- 4-1

 

Classificação:

1-Soito – 21

2-Guarda DFC- 21

3- SC Celoricense- 14

4- UD Os Pinhelenses- 11

5-Guarda FC- 8

6- Estrela Almeida- 7

7-Sc Sabugal- 7

8-Casal Cinza – 0

 

 

Avisos e Liturgia do Domingo Ascensão do Senhor- Ano B

 

A Solenidade da Ascensão do Senhor leva-nos a contemplar os últimos momentos da missão de Jesus com as “aparições do Ressuscitado” e o início das comunidades cristãs.

Esta Solenidade baseia-se no texto do livro dos Actos dos Apóstolos, proclamado na primeira leitura deste domingo. A Ascensão ao céu é a descrição de um momento da vida de Jesus Ressuscitado com alguns pormenores importantes: “elevou-Se à vista deles”, para dizer que subiu ao céu, o lugar de Deus; “uma nuvem escondeu-O a seus olhos”, ou seja, tornou-se invisível; “dois homens vestidos de branco” que disseram aos discípulos: “porque estais a olhar para o Céu?”. Por um lado, a Ascensão de Jesus mostra-nos os discípulos a olharem para o céu, e por outro, eles são repreendidos por permanecerem neste olhar “fito no Céu”. Esta elevação do Ressuscitado não significa uma ausência de Deus, mas uma nova maneira de presença, somente visível no íntimo do ser humano através de uma fé plena de alegria e de esperança.

E hoje, para onde devemos orientar o nosso olhar? À nossa volta, longe ou perto, podemos observar momentos, aos quais não podemos ficar indiferentes: as circunstâncias da vida das famílias, da educação, das leis que se querem aprovar sem ter em conta a dignidade da pessoa humana, da cultura, da política, da assistência social, de todas as coisas que são consequência de crises financeiras e económicas e de tantas preocupações e receios que se têm sobre o futuro. Nestes últimos tempos, há uma ideia geral e sempre presente de que as coisas não estão bem não só a nível político, económico e social, mas também a nível moral e espiritual; há desilusão, resignação, tristeza, desânimo. Todavia, existe uma crescente consciência social e solidária, a nível pessoal e de algumas associações para ajudar os que mais sofrem e os mais necessitados, a começar pelos nossos familiares.

Com a Ascensão, Jesus transpõe as barreiras do tempo e do espaço, ou seja, a partir deste momento está presente em todo o tempo e espaço. A Ascensão marca um antes e um depois. Um antes: Jesus termina a primeira parte da sua missão, iniciada Nazaré e Belém até ao Cenáculo e ao Calvário, encerrada pelas suas “aparições” gloriosas. Um depois: A Ascensão de Jesus é início dos novos tempos da Igreja. É evidente que temos de olhar, de sermos sensíveis e próximos com tudo o que acontece à nossa volta, mas sempre com a luz da fé que nos leva a acreditar em Jesus “sentado à direita de Deus”, amando o nosso mundo, porque é o mundo de Deus e o nosso. Pela fé, temos consciência de que Jesus se torna presente na Palavra de Deus, que nos fala através da vida, nos sacramentos e, por excelência, na Eucaristia. Mas também se torna presente no próximo, nos irmãos pobres, doentes, abandonados. Não podemos esquecer a seguinte frase de Jesus: “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25,40). Para estar com Deus não precisamos de nos afastar das circunstâncias da vida, ficando a olhar para o horizonte, porque Ele está em nós, nos outros, na natureza, no universo como princípio, fundamento e horizonte de todos e de tudo. Por isso tem sentido olhar para os outros numa atitude de generosidade, de serviço, de solidariedade, de amor. É assim que colaboraremos na edificação de um mundo mais solidário e fraterno.

A Solenidade da Ascensão é, com efeito, a festa da esperança e do compromisso evangelizador. Também é a festa da alegria: no meio das circunstâncias da vida, podemos viver a alegria imensa dos discípulos que reconhecem que Aquele que foi elevado ao céu, continua sempre a abençoar e a acompanhar a todos, continua a ser a nossa força e o nosso companheiro de viagem da vida.

Elo de Comunhão 16-05-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Deus e os homens tornaram-se uma só raça, e é por isso que São Paulo afirma: «somos da raça de Deus» (At 17,29); e, noutra passagem: «somos o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro» (1Cor 12,27). Quer dizer, pela carne que Ele assumiu nós tornamo-nos Sua parentela e temos assim, graças a Ele, uma dupla garantia: no Céu, a carne que de nós tomou; na Terra, o seu Espírito Santo que em nós permanece. […] Porque nos havemos de admirar que o Espírito Santo esteja ao mesmo tempo connosco e no Céu, quando o corpo de Cristo está tanto à direita do Pai quanto connosco na Terra? O Céu recebeu o seu sagrado corpo, e a Terra o Espírito Santo. Depois de nos ter trazido o Espírito Santo com a sua Encarnação, Ele levou o nosso corpo para o Céu na sua Ascensão. Tal é o plano divino, grandioso e surpreendente! Como disse o salmista: «Senhor, nosso Deus, como é admirável o vosso nome em toda a terra!» (Sl 8,2)

A divindade foi, assim, elevada. Como é dito expressamente, «Elevou-Se à vista deles» (At 1,9) Aquele que em tudo é poderoso: o Deus forte, o poderoso Senhor, «o grande Rei de toda a terra» (Sl 47 [46],3). Grande Profeta (Dt 18,15-19), Sumo Sacerdote (Hb 7,26; 8,1), Luz verdadeira (Jo 1,9), Ele é grande em tudo, não só na sua divindade, mas também na sua carne, pois Se tornou Sumo Sacerdote e poderoso Profeta. E como? Escutai o que diz a Escritura: «uma vez que temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus Cristo, o Filho de Deus, conservemos firme a fé que professamos» (Hb 4,14). Então, se Ele é Sumo Sacerdote e Profeta, é bem certo que «surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo» (Lc 7,16). E se Ele é Sumo Sacerdote, grande Profeta e Rei, também é Luz dos povos: «a Galileia dos gentios, o povo que andava nas trevas, viu uma grande luz» (Is 8,23-9,1; Mt 4,15-16). Temos, pois, o Fiador da nossa vida no Céu, para onde Ele, que é Cristo, nos levou consigo. (Homilia atribuída a São João Crisóstomo, c. 350-407, Sobre a Ascensão,16-17).

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano B - Tempo Pascal - Ascensão do Senhor - Boletim Dominical II

Aguiar da Beira- 2ºdia aberto sobre ovinos e caprinos

Segundo, informou o Gabinete Municipal de Apoio ao Agricultor  que decorreu recentemente no mercado do queijo, o segundo dia aberto sobre ovinos e caprinos, no âmbito do protocolo de cooperação UTAD/ Município “ Reforço do setor agrícola e agropecuário do concelho de  Aguiar da Beira”. Marcaram presença os produtores do concelho, representantes das entidades protocoladas com o Município ligadas ao setor designadamente Ancose e Associação de Criadores de Gado da Beira Alta e os oradores, Divanildo Monteiro, Jorge Azevedo e Maria José Gomes, professores do Departamento de Zootecnia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, transmitindo informações sobre a situação atual e perspetivas futuras do setor dos ovinos e caprinos no concelho de Aguiar da Beira, as melhores práticas de maneio em termos de alimentação e das instalações.
O próximo dia aberto sobre Horticultura será oportunamente divulgado.

Ampliação do Centro de Recolha Oficial Intermunicipal (CROI) no Satão

O Município de Mangualde investiu cerca de 100 mil euros na ampliação do Centro de Recolha Oficial Intermunicipal (CROI), instalado no Sátão e do qual fazem parte também os Concelhos de Sátão, Penalva do Castelo e Aguiar da Beira.

Esta ampliação permitiu aumentar o número de cercas para abrigar os animais, construir uma nova área para gatil, bem como um parque de exercício para cães. Foram ainda plantadas árvores de forma a oferecer sombra e melhorar o bem-estar animal. Toda esta ampliação foi aprovada pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

 

Para assinalar o momento estiveram presentes os Presidentes de Câmara Municipal dos quatro Municípios associados neste CROI, bem como a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, vice-presidentes e membros da assembleia do CROI dos respetivos Municípios. A Câmara Municipal de Mangualde está ainda neste tema a trabalhar com a GRUMAPA (Grupo Mangualdense de Apoio e Proteção aos Animais) para nas suas instalações serem criados Parques de Acolhimento de Matilhas e aumentar a capacidade de resposta.

A problemática dos animais errantes tem crescido ao longo do tempo, gerando problemas de segurança e de saúde pública, suscitando assim respostas por parte da autarquia“ destacou Elísio Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde.

Abertas as inscrições para aquisição e instalação de estruturas anti granizo

Estão abertas as candidaturas até às 17H00 do próximo dia 23 de junho de 2021, para investimento nas explorações agrícolas, de norte a sul de Portugal continental, com vista à aquisição e instalação de estruturas anti granizo em pomares de pomóideas e prunóideas, até 60% a fundo perdido, no âmbito do PDR 2020.

Estes fundos comunitários destinam-se a apoiar as explorações agrícolas a reforçar a sua viabilidade, em consonância com a preservação do ambiente e o respeito pelas normas de higiene e segurança dos trabalhadores agrícolas.

Os interessados devem submeter as suas candidaturas através de um formulário eletrónico no sítio do Portal do Portugal 2020 em www.portugal2020.pt ou do PDR 2020 em www.pdr-2020.pt.
Para mais informações, por favor, aceda a www.portugal2020.pt ou www.pdr-2020.pt .

Aguiar da Beira vai reciclar no Planalto Beirão

Teve lugar em Aguiar da Beira, a oficialização do ato , no Auditório Municipal, isto é, Aguiar da Beira vai reciclar com o Planalto Beirão.
Para facilitar a reciclagem, o Planalto Beirão vai oferecer miniecopontos domésticos que passarão a fazer parte do seu dia a dia e a tornar a separação de resíduos de papel/cartão, plástico/metal e vidro ainda mais simples. Sempre que depositar os resíduos separados no ecoponto, estará a preservar recursos naturais e a contribuir para um Planalto Beirão mais sustentável e solidário pois, por cada tonelada de resíduos separada, será atribuído um valor financeiro que reverterá a favor de uma Instituição de Solidariedade Social.
Foto: MAB

Futsal-AF Guarda- Resultados Masculinos/Femininos

Vai-se disputando o  Distrital de Futsal com o SC Sabugal na frente.
Assim foram os resultados
SC Sabugal 4-1 Lameirinhas
Penaverdense 2-5 CF Sabugal
Carlos Franco 2-6 Aguiar
Lidera o  SC Sabugal 18, seguido do CF Sabugal 12
Distrital de Futsal Feminino
Penaverdenses 2-1 Vila Cortes
Almeida 1-5 CF Sabugal
Lideram os Penaverdenses com 7 pts, seguido do Vila Cortes  com 6

CIMfonia ecoa por toda a Serra da Estrela com grandes espetáculos

Dezenas de espetáculos itinerantes em espaços inusitados e históricos na Serra da Estrel

A Guarda recebeu o primeiro concerto “Concerto do Dia da Europa” , na Sé Catedral da Guarda , neste domingo, com a Orquestra Filarmónica Portuguesa conduzida pelo maestro Osvaldo Ferreira e com a soprano Raquel Camarinha. Até novembro, os 15 municípios da Serra da Estrela e ainda os municípios de Foz Côa e Aguiar da Beira recebem vários concertos e músicos, entre os quais Júlio Resende, Rui Massena, Valéria Carvalho e IAN (finalistas do festival da canção RTP). Vão ainda estrear no CIMfonia as obras das compositoras Fátima Fonte e Ana Seara.

O CIMfonia é o primeiro grande evento de 2021 integrado nos projetos “Festival Cultural da Serra da Estrela, das Beiras e da Raia Histórica”, que visam promover a itinerância cultural no território, dando assim continuidade à iniciativa “Cultura em Rede das Beiras e Serra da Estrela”, criada entre 15 municípios e a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE).

Mas até novembro, todo o território será ‘palco’ para vários concertos icónicos em espaços inusitados e de elevado valor patrimonial, que integram o Festival Cultural da Serra da Estrela, das Beiras e da Raia Histórica – em castelos, ruínas romanas, num parque, num pelourinho, num povoado pré-histórico.

Serão vários os músicos e artistas convidados a atuarem nos 15 municípios que compõem a CIM-BSE e nos dois municípios convidados, Vila Nova de Foz Côa e Aguiar da Beira. De destacar as obras de Fátima Fonte e Ana Seara, encomendadas para o CIMfonia, e também a criação de obras que resultam da interação entre os artistas Rui Massena, IAN, Filipe Raposo, Júlio Resende e jovens músicos da bandas filarmónicas e escolas de música da regiãoOs artistas, a população local e as associações “são decisivos para criarmos uma primeira edição de sucesso do CIMfonia esperamos assim que esta e outras iniciativas estimulem novas ideias e a desejada transformação para as futuras gerações”, justifica o maestro e curador do CIMfonia, Osvaldo Ferreira. Sob a égide do “apelo do interior”, esta iniciativa pretende “através das artes, criar laços orgânicos com a terra, com o passado, na tentativa de proporcionar a melhoria da qualidade de vida nesta região”, concretiza Osvaldo Ferreira.

Depois da estreia do CIMfonia a 9 de maio na Guarda, no dia 28 de maio o Toy Ensemble visita o Castelo de Trancoso com os “Autos das Barcas de Gil Vicente”; a 10 de junho, em Gouveia, atuam João Barradas e o Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfónica de Gouveia; a 20 de junho Belmonte recebe Drumming Grupo de Percussão; a 26 de junho, Pinhel conta com a prestação de Júlio Resende, Valéria Carvalho e solistas das Bandas Filarmónicas de Pinhel e Pínzio; a 6 de julho em Figueira de Castelo Rodrigo e dia 30 de julho, em Celorico da Beira, será a vez do concerto do Toy Ensemble; a 31 de julho no Fundão atuam Les Secrets des Roys. No mês de agosto a IAN e a Filarmónica de Manteigas marca presença dia 13 em Manteigas; dia 27 em Fornos de Algodres sobem ao palco do CIMfonia Filipe Raposo e Rita Mariadia 28 no Pelourinho de Aguiar da Beira atua Valéria Carvalho. O mês de setembro terá os seguintes concertos: Covilhã recebe dia 4 o maestro Rui Massena a solo no piano; Mêda a 9, Sabugal a 10 e Seia a 11 e dia 12 em Foz Côa do mesmo mês terão em palco a Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa. O último concerto desta iniciativa acontecerá no dia 21 de novembro em Almeida com a atuação do Rare Folk.

O CIMfonia é o culminar de todo um trabalho de cooperação e de construção de sinergias entre 15 Municípios e a CIM-BSE numa estratégia clara de afirmação cultural, de visibilidade e notoriedade externa do território e de divulgação de todo o seu potencial turístico e económico constante do projeto geral “Festival Cultural da Serra da Estrela, das Beiras e da Raia Histórica“.

O CIMfonia está diretamente associado à candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027 e ao compromisso conjunto assumido por 18 parceiros: a CIM-BSE, os 15 Municípios da região das Beiras e Serra da Estrela e ainda os Municípios de Vila Nova de Foz Côa e de Aguiar da Beira na implementação de uma estratégia e plano de ação que contribua para fortalecer o posicionamento da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura.

Os Festivais “Cultural da Serra da Estrela”, “Cultural das Beiras” e “Cultural da Raia Histórica” são cofinanciados pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

A.F. Guarda- Resultados do Campeonato Distrital Seniores

 7ªjornada

Série A

Aguiar da Beira – Freixo Numão-3-0

Trancoso – CD Gouveia- 3-2

Vila Nova Foz Côa – AD Fornos de Algodres- 2-1

Classificação:

1- Trancoso- 14

2- CD Gouveia-9

3- VF Naves- 9

4-AD Fornos de Algodres-9

5- Aguiar da Beira-7

6- Foz Côa- 7

7-Freixo Numão- 0

 

Série B

Guarda FC – SC Sabugal- 2-2

Soito – Casal Cinza-7-0

Estrela Almeida – Guarda DFC- 2-3

UD Os Pinhelenses – SC Celoricense- 1-1

 

Classificação:

1-Guarda DFC- 21

2-Soito- 18

3-SC Celoricense- 8

4-Ud Os Pinhelenses- 8

5-Estrela Almeida-7

6-SC Sabugal- 7

7-Guarda FC-5

8-Casal Cinza- 0

 

Avisos e Liturgia do Domingo VI de Páscoa – ano B

 

Chegámos à última etapa do itinerário pascal que terminaremos com a Ascensão e o Pentecostes. Continuamos a viver com uma atitude pascal numa fé cheia de esperança, fundamentada em Cristo Ressuscitado.

Vivemos tempos difíceis e, ao mesmo tempo, interessantes. São estes os nossos tempos, os quais devemos amar. Todos os tempos têm as suas incertezas, as suas queixas e os seus objectivos. Surgem novos tempos, novas necessidades, novas perspectivas na vida, as quais gostaríamos de controlar, mas que nos apanham sempre desprevenidos. Por vezes, geram nostalgia, desculpas, críticas, decepções, profetismos. Sobre isto, o Concílio Vaticano II foi muito claro: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Gaudium et Spes 1). Sendo assim, e nós, que dizemos sobre isto, o que andamos fazer nesta matéria? Será que amamos os tempos da nossa vida? Esforçamo-nos e colaboramos para que haja tempos melhores, sendo testemunhas e arautos de uma esperança resplandecente e pascal?

A primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, deste Domingo é um cântico ao apreço da maior riqueza: a pessoa humana e a sua vida. Pedro diz a Cornélio: “Levanta-te, que eu também sou um simples homem”. E disse-lhe ainda: “Na verdade, eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável”. Deus não inventou as exclusões nem criou os descartáveis. Os muros, os receios, as discórdias de todo o tipo, as diferenças são obras dos homens e mulheres. Muitas vezes foram esquecidas as palavras de S. João que encontramos na segunda leitura: “Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados”. É preciso repetir isto: Deus é Amor e revela-se em e por Cristo e esta é a nossa fonte para vivermos e espalharmos a paz e a fraternidade.

O texto do evangelho deste Domingo (Jo 15,9-17) é uma página sublime da Sagrada Escritura. Situa-nos na Última Ceia quando Jesus fala ao coração dos seus discípulos: “Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor”. Pede-nos a perseverança nesta comunhão para que sejamos dignos. Por isso, as últimas palavras do testamento de Jesus são estas: “O que vos mando é que vos ameis uns aos outros”. Este mandamento novo não se resume a uma questão de sentimentos, de atracção, de desejo, de benevolência, mas de doação, de entrega, de serviço, de solidariedade. É este o amor que se manifesta claramente na vida, na morte e na ressurreição de Jesus. Dele recebemos o testemunho essencial e de referência para amar. Um amor aberto a todos, um amor afectivo e efectivo, oferecerá uma diversidade de formas de convivência pacífica, de justiça e de respeito pelas diferenças.

Tantas vezes já ouvimos ser proclamado este mandamento novo do amor! Será que já o levamos a sério na nossa vida? Ou ficamos somente pelo encanto das palavras? Nunca se deverá separar a dimensão evangelizadora da dimensão litúrgica nem da solidária para com os pobres. O mandamento novo une-nos na vivência da fé em Cristo Ressuscitado. Sabendo relacionar a nossa experiência pessoal e comunitária da salvação de Deus, que gera paz, serenidade e alegria, com a dor e as incertezas da vida humana, poderemos encantar, sensibilizar e aproximar muitos homens e mulheres que encontramos na nossa vida. Pensemos nos casais, na nossa família, nos nossos vizinhos, nos colegas de trabalho, nas pessoas que se cruzam connosco, naqueles que não concordam ou não têm as mesmas ideias religiosas e culturais. Não fiquemos somente na preocupação de os amar discretamente. Será que eles se sentem amados? Quem são as pessoas que mais te amam? Quem são as pessoas que mais amo? Quem são as pessoas que tenho mais dificuldade em amar? Que a celebração da Eucaristia nos ajude a viver nesta atitude feliz e pascal, ou seja, amando e sentindo-nos amados.

Elo de Comunhão 09-05-2021

LEITURA ESPIRITUAL

O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente à alegria. Apenas alguns exemplos: «Alegra-te» é a saudação do anjo a Maria (Lc 1, 28). A visita de Maria a Isabel faz com que João salte de alegria no ventre de sua mãe (cf. Lc 1, 41). No seu cântico, Maria proclama: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 47). E, quando Jesus começa o seu ministério, João exclama: «Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!» (Jo 3, 29). O próprio Jesus «estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo» (Lc 10, 21). A sua mensagem é fonte de alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15, 11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordante. Ele promete aos seus discípulos: «Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria» (Jo 16, 20). E insiste: «Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (Jo 16, 22). Depois, ao verem-No ressuscitado, «encheram-se de alegria» (Jo 20, 20). O livro dos Atos dos Apóstolos conta que, na primitiva comunidade, «tomavam o alimento com alegria» (2, 46). Por onde passaram os discípulos, «houve grande alegria» (8, 8); e eles, no meio da perseguição, «estavam cheios de alegria» (13, 52). Um eunuco, recém-baptizado, «seguiu o seu caminho cheio de alegria» (8, 39); e o carcereiro «entregou-se, com a família, à alegria de ter acreditado em Deus» (16, 34). Porque não havemos de entrar, também nós, nesta torrente de alegria?

Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa. Reconheço, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito duras. Adapta-se e transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, não obstante o contrário, sermos infinitamente amados. Compreendo as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias: «A paz foi desterrada da minha alma, já nem sei o que é a felicidade. Isto, porém, guardo no meu coração; por isso, mantenho a esperança. É que a misericórdia do Senhor não acaba, não se esgota a sua compaixão. Cada manhã ela se renova; é grande a tua fidelidade. Bom é esperar em silêncio a salvação do Senhor» (Lm 3, 17.21-23.26). (Francisco, Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, 5-6.

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Ano B - Tempo Pascal - 6º Domingo - Boletim Dominical II