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Artigos de Opinião

Artigo de Sara Morais – A HIPNOSE CLÍNICA NO SEU AUTO CUIDADO

A desvalorização das emoções é algo recorrente numa sociedade em que o ritmo diário é, especialmente, marcado pela exigência, o perfecionismo e a competitividade, o que circunscreve a consciência e a sensibilidade de reconhecer as limitações e as necessidades de cada um. Atualmente, e sem precedentes, a sociedade vive paredes meias com a obrigatoriedade de novos comportamentos, novas regras e, sobretudo, a precisão de se reinventar e superar. Num ambiente em que as imposições e repercussões socioecónomicas são o eixo central das preocupações dos Portugueses e da população Mundial, será que ainda haverá espaço para o auto cuidado?

O auto cuidado é a espinha dorsal da qualidade de vida e um dos pilares subtis de uma sociedade empreendedora e saudável. O ato de cuidar de si mesmo, através de uma escuta ativa das necessidades do seu corpo e da sua mente, garante uma capacidade de resposta mais célere e eficaz face às situações de risco. Certamente, já escutou por várias vezes: “ Mens sana in corpore sano”. Esta expressão, “Mente sã e corpo são” elenca a importância da saúde mental como um postulado para um corpo saudável, e por conseguinte uma vida sadia.

Esta interdependência entre a mente e o corpo é delineada pelos hábitos e comportamentos ao longo da vida do ser humano. O auto cuidado insere-se na integração entre a consciência, o cérebro, o corpo e o meio ambiente resultando no efeito de Homeostasia.

Uma das práticas mais associadas ao auto cuidado é a atividade física, para além de manter o equilíbrio e a coordenação motora, permite uma descompressão somática, o que vai influenciar positivamente na redução, natural, dos níveis elevados de stress e tensões acumuladas.

A Higiene, sobretudo a higiene do sono é, concomitantemente, um dos comportamentos mais significativos no cumprimento do auto cuidado. Dormir a quantidade de tempo recomendada – cerca de 8 horas diárias – evitar o uso de aparelhos eletrónicos antes de deitar, fortalece uma maior capacidade de concentração e reduz, drasticamente, as alterações de humor.

A alimentação equilibrada com qualidade nutricional e vitamínica, é também chave central do equilíbrio mental e físico e coaduna-se como um dos elementos fulcrais do autocuidado. Assim, como uma vida social harmoniosa, e os vários momentos de atividades de lazer e hobbies que promovem a sua concretização e desenvolvimento pessoal.

Todavia, a exaustão do confinamento, ou até mesmo o depauperamento motivado pela agudização de alguma perturbação nervosa e emocional poderá sabotar este auto cuidado e afetar a sua qualidade de vida. É neste enquadramento que surge a ajuda profissional e a Hipnose Clínica como uma ferramenta de auto cuidado.

A Hipnose Clínica é uma intervenção clínica no qual o estado de consciência é afunilado, permitindo o cérebro operar sob a frequência de ondas alfa, as mesmas que permitem o estado de relaxamento, enquanto o senso crítico é diminuído possibilitando a troca de informações entre a mente consciente e o subconsciente. Esta acessibilidade, reveste a Hipnose Clínica como uma terapêutica versátil capaz de intervir em inúmeras perturbações psicopatológicas, como o TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada – Perturbações de Pânico; perturbações do sono, perturbações da Infância (enurese, encoprese), entre muitas outras. No entanto, cingir a Hipnose Clínica à resolução psicopatológica é redutor. Esta terapêutica é, também, uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e percursora de bem-estar através das diferentes técnicas que possibilitam, não só a reeducação de vários comportamentos e hábitos, como estimula a autoestima, assertividade, as competências cognitivas; enquanto potência o relaxamento físico e mental, permitindo o contacto com o seu “eu” interior, e em alguns casos até controlar e delimitar a dor, concedendo qualidade de vida.

O momento é de auto cuidado, como anda o seu?

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Opinião de Ana Carolina Marques- Brincar na Terapia da Fala – Vamos desmistificar o conceito do “brincar”

Quando questionamos as crianças sobre o que mais gostam de fazer, a resposta típica é: brincar. Brincar é descrito como o entrar num estado de faz de conta e por isso criar, imaginar e interagir com o outro. As crianças brincam para descobrir o mundo à sua volta e as próprias pessoas e acabam por se expressar e ampliar conhecimentos através desta ação.

É o dito “brincar” que é classificado como uma das tarefas infantis com maior responsabilidade no desenvolvimento cognitivo, emocional, social e motor. A criança desenvolve a atenção, memória, imitação e explora a realidade em que está inserida.

 O brincar estimula a curiosidade e promove o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da imaginação e por esta razão constitui uma ferramenta indispensável no crescimento das crianças. Através do brincar a criança desenvolve pré-requisitos para o desenvolvimento da linguagem, como o ouvir, observar, imitar, compreender símbolos e respeitar os turnos das conversas.

 Segundo especialistas, a linguagem desenvolve-se mais facilmente quando a sua aquisição é realizada de forma lúdica (ex: nomear objetos, compreender conceitos opostos, construir frases simples…).

 Brincar nas sessões de terapia é muito diferente do brincar tradicional. A grande diferença foca-se na intencionalidade e por isso quando se diz que na terapia só se brinca e por essa razão as crianças gostam das sessões não é assim tão linear. Brincar na terapia é uma ação pensada ao pormenor. O contexto de brincadeira entre o Terapeuta e a criança é bastante vantajoso porque permite desenvolver novo vocabulário, desenvolver competências sociais e comunicativas, aprender a articular fonemas (sons) com alterações ou até a contar/inventar histórias.

  Os jogos realizados nas sessões respeitam os objetivos delineados para cada criança, de acordo com as suas necessidades. Concomitantemente, o Terapeuta consegue obter da criança toda a motivação e envolvimento necessários ao desenvolvimento das competências mais fracas que, sem a componente lúdica, seria certamente mais difícil.

  Um sessão com uma criança com autismo, onde por exemplo se recorre a cócegas (por ser algo que ela gosta), pode usar essa estratégia em brincadeira e a finalidade ser trabalhar o contacto ocular. Se por exemplo estivermos perante uma criança com dificuldades na articulação, podemos fazer colagens ou puzzles com o intuito de intervir nos fonemas alvo e simultaneamente promover o aumento do tempo de atenção, o planeamento motor e até a motricidade fina. Se recorremos ao jogo simbólico (simular uma ida às compras, jogar às casinhas…), podemos estar a potenciar o desenvolvimento da linguagem numa criança que apresente um atraso no desenvolvimento a este nível.

  Quem assiste às sessões pode realmente pensar que só estamos a brincar com a criança, pois na verdade parece. Mas não está a acontecer apenas e somente isso! O recurso a jogos, brinquedos e todo o material lúdico que se possa imaginar tem como estratégia trabalhar determinadas dificuldades na criança sem que ela desmotive.

 

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

Artigo de Paula Miranda- SERVIR E CONTRIBUIR

Um dos grandes propósitos do Ser Humano.

 

Todos nós estamos cá, enquanto seres humanos para servir.

Quando nos sentimos úteis e servimos o outro, isso traz-nos uma satisfação que algumas vezes nem nos apercebemos do estado que esta nos provoca.

Seja qual for a nossa profissão e ou atividade diária, estamos constantemente a servir, ou a sermos servidos de qualquer forma.

É uma das coisas que tem a potencialidade de aumentar a nossa autoconfiança e autoestima. Quando servimos em amor, e nos apercebemos que estamos a ajudar o outro, a contribuir de alguma forma para o seu bem-estar, satisfação ou apoiá-lo a alcançar um objetivo, suprir uma necessidade e ver o resultado de quem nos rodeia, o nosso interior vibra da mesma forma como se de uma vitória nossa se tratasse.

Ao nos sentirmos apaixonados pelo servir, conseguimos desbloquear crenças limitadoras mesmo que estas não sejam conscientes. O nosso inconsciente é maravilhoso, está sempre a comunicar connosco, maior parte das vezes, nós é que não estamos preparados para o ver, ouvir ou sentir. E este trabalho de poder encaminhar e trazer consciência aos meus clientes, através do coaching e da programação neurolinguística, traz-me a mim constantemente um sentimento de puro amor e conexão.

Existe várias maneiras de servir, seja através da venda de um produto ou serviço, seja apenas dar ao outro aquilo que temos de melhor, que o ajude a desenvolver as suas capacidades.

Mas e então como posso perceber como Servir?

  1. Visualizar como podemos ou queremos servir os outros.
  2. Comunicar como vamos servir.
  3. Acreditar que conseguimos efetivamente servir o outro.

 

Neste momento, esta temática veio para cima da mesa, muito pelo evento que estou a criar para apoiar o Projeto Music’Alma, que reverte a 100% para os tratamentos da Margarida.

É uma das formas que encontrei de todos podermos servir, contribuir e ao mesmo tempo estarmos a ser servidos e a contribuirmos para o nosso crescimento e desenvolvimento através do investimento em nós.

Já repararam?

Eu:

Sirvo e Contribuo com os meus conhecimentos, e através de conteúdos e ferramentas específicas para gerar nos outros algum tipo de resultado.

Recebo de todos o carinho, o amor e encho o meu depósito emocional (no próximo artigo falar-vos-ei deste tema). Sou Servida!

Vocês:

Servem-se a vocês.

O melhor investimento que podemos fazer, é no nosso desenvolvimento enquanto pessoas!

Contribuem conscientemente para a Margarida e inconscientemente estão a contribuir para vocês mesmo.

Digam lá? Não estão a servir e a Ser servidos?

 

Que tipo de sentimento esta tua atitude iria gerar em TI?

 

As inscrições decorrem até ao último minuto.

Contamos Contigo.

 

Envia-me email.

 

VAMOS SERVIR E CONTRIBUIR?

 

Sempre por perto … treecoach9@gmail.com

 

Com Amor e Gratidão

 

Paula Miranda

Coach Profissional & Kid Coach

Especialista em Comunicação e PNL

Atendimento Parental e Escolar

 Somos Criadores / Acredita em Ti

Tlm 932 688 567

treecoach9@gmail.com

 

Artigo de Paula Miranda- ESCADAS DA VIDA

Antes de iniciares esta leitura, convido-te a fechares os teus olhos e imaginares umas escadas enormes, sem princípio nem fim. Umas escadas que desapareçam no infinito, essas escadas, tanto sobem e te levam a um patamar superior, como descem e te levam para patamares inferiores.

Caso não o consigas fazer olha para esta imagem durante alguns segundos.

A vida. A nossa vida, pode ser comparada a estas escadas.

Algumas vezes, subimos degrau a degrau dias seguidos, outros dias poderemos ter de descer outros tantos, para ver melhor o que temos, ou para descarregar algo que não precisamos mais no caminho.

Há dias, em que as escadas que estamos a trabalhar para subir, têm degraus altos, que parecem quase impossíveis de subir, pois parecem bem maiores que a nossa passada, depois há outros que são tão ténues que nem nos apercebemos que os subimos.

Aqui podemos analisar, que por muito alto que pareça o desafio, ao trabalharmos com persistência conscientemente e com clareza haveremos de conseguir subir aquele degrau e outros tantos, sem desistir e sempre a acreditar nas nossas infinitas possibilidades. Nessas alturas naturalmente celebram, pois o esforço foi tanto, que o subir foi bem notório.

Só que quando fazemos algo fácil para nós e dentro da nossa zona de conforto, subimos um degrau e nem sequer temos consciência do que se está a passar connosco, não celebramos… e isto pode acontecer também quando descemos pequenos degraus, quando nos deixamos levar pela “rotina” pelo “piloto automático”, existem muitos degraus ténues que descemos sem nos darmos conta, o que pode levar-nos ao resultado que não queremos para nós… inconscientemente.

O Grande desafio, está em ver e sentir o que se passa dentro de nós, saber subir e também aceitar que descer muitas vezes pode trazer-nos a aprendizagem, a clareza, tudo o que naquele momento necessitamos para subir com mais energia e foco em direção ao nosso objetivo.

E os patamares que estão lá? Para que poderão servir esses patamares? Aqui, encontras os teus momentos de pausa, pausa para descansar, pausa para pensar no que poderá ser melhor para ti, pausa para te questionares, aqui podes simplesmente ficar contigo, desligar os ruídos exteriores e aproveitar este local para te encontrares, te ouvires, te sentires. Aqui é onde enches todos os teus depósitos e onde podes tomar todas as tuas decisões conscientemente.

 

Na minha escada, está toda a minha vida, já subi degrau a degrau, passei patamares inimagináveis. Só que também já desci alguns degraus de uma vez só… Parei em patamares tempos infinitos.

Há uns anos a escada era barulhenta, hoje é silenciosa.

Tenho nela a consciência e clareza do trabalho contínuo em mim, é nela que encontro a responsabilidade, de persistir para subir, de parar, descansar, pensar e sentir, ou até de aceitar que está na altura de descer alguns degraus e deixar algumas coisas para traz, assim subo mais leve e consciente do que quero para mim.

 

As nossas vidas são muitas vezes colocadas à prova, situações que nos acontecem e nos fazem sentir determinadas emoções.

E de onde vêm essas emoções?

Porque provocam tanta dor? Serão feridas?

Já alguma vez ouviram falar em Feridas emocionais? E que essas feridas nos fazem colocar máscaras? E são essas máscaras que maior parte das vezes nos fazem reagir?

Todos nós trazemos connosco “bagagem”, com este trabalho mágico, apenas ganhamos consciência do que podemos transformar para sermos melhores a cada dia.

Este foi um dos temas que me ajudou e ainda ajuda nos meus patamares e na subida da minha escada da vida.

 

Quando algo acontece, se ressoa em ti é porque é para ti.

Responder?

Não. A resposta é essa mesmo… “bora” até um patamar, agora precisas de descobrir a pergunta, porque a resposta está dentro de ti.

Acolhe-te com amor e gratidão. Retira aprendizagem. Segue o caminho. Agradece. Dá prioridade a ti, em silêncio contigo.

Acredito que todas as pessoas que se cruzam na nossa vida, vêm de alguma forma para nos mostrar algo que estamos a necessitar de ver e trabalhar naquele momento, para evoluirmos. E seja o que for, vem sempre com amor.

VAIS DESENHAR A ESCADA DA TUA VIDA?

OU VAIS DEIXAR QUE OUTROS A DESENHEM?

 

Basta um empurrão pequenino para a escada ficar desenhada em ti.

Sempre por perto …  treecoach9@gmail.com

 

Com Amor e Gratidão

 

Paula Miranda

Coach Profissional & Kid Coach

Especialista em Comunicação e PNL

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Artigo de Ana Carolina Marques- Perturbação do Espetro do Autismo

A Perturbação do Espectro do Autismo pode ser descrita como uma perturbação que afeta todas as áreas de desenvolvimento da criança, sendo caracterizada por alterações nas interações sociais e na comunicação, apresentando regularmente movimentos corporais atípicos e estereotipados e, por vezes, alguns comportamentos desafiantes. A criança apresenta dificuldades de regulação, processamento, experiência sensorial e percetiva.

As dificuldades não se focam só no desenvolvimento da linguagem e fala mas também na compreensão e no uso de comportamentos não-verbais em interações comunicativas. O atraso do desenvolvimento da linguagem é uma das queixas mais comuns do pais que os leva a procurarem uma resposta especializada.

Nestas crianças, é comum a ausência de motivação para a comunicação (verbal e não verbal) e a tendência para ver “o outro” como objeto ou meio para atingir um fim. Este défice linguístico está presente, quer nos aspetos recetivos, quer expressivos da  comunicação. Por um lado, estas crianças são pouco recetivas aos atos comunicativos, por outro, as suas próprias iniciativas comunicativas são raras e acontecem mais como função reguladora do que declarativa, o que influencia bastante as dificuldades de comunicação. Quando esta área está com défices, existem alguns sinais a que pode estar atento:

  • Ausência de contato ocular;
    • Atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral;
    • Ausência de reconhecimento da voz dos familiares mais próximos;
    • Uso repetitivo das mesmas palavras, expressões ou movimentos;
    • Nas crianças com um discurso apropriado, uma grande dificuldade em iniciar e manter uma conversa com os outros;
    • Muitas dificuldades em jogos conhecidos como os “faz-de-conta”.

Sendo o terapeuta da fala o profissional responsável pela prevenção, avaliação e tratamento das perturbações da comunicação humana, englobando não só todas as funções associadas à  compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não-verbal, torna-se claro que este será muito importante no processo de desenvolvimento destas crianças. A sua área de atuação passa pela promoção da comunicação, linguagem e fala, de acordo com as necessidades de cada criança. Desta forma, um dos grandes objetivos é a promoção de uma comunicação funcional, o que poderá envolver o uso da comunicação aumentativa e/ou alternativa, com o uso de gestos, signos gráficos, construção de cadernos ou tabelas de comunicação, imagens fotográficas, entre outros.

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

Artigo de Sara Morais -Hipnoterapeuta- III COMO CONTRARIAR O COMPORTAMENTO ADITIVO

Os dois artigos anteriores esclareceram o leitor sobre os efeitos do uso inapropriado das novas tecnologias (os smartphones, redes sociais, entre muitos outros) nos vários domínios desde o físico, o químico, passando pelo comportamental e o emocional.

Após um olhar atento sob os vários efeitos, é possível traçar estratégias comportamentais para reequilibrar a utilização e domar os demais impulsos para uma utilização desenfreada.

Tudo começa pelos limites, regras e sobretudo disciplina. Estes são três ingredientes importantíssimos na vida humana, que permitem o equilíbrio do dia-a-dia, possibilitando atingir objetivos e concretizações de forma consciente. No caso das crianças, uma estrutura de regras bem definida é ainda mais improrrogável, visto que a maturidade neural é apenas atingida por volta dos 24 anos de idade.

É certo que não existe nenhum vício fácil de controlar, ainda mais quando o mesmo faz parte integrante da vida ativa social, profissional e pessoal de cada um. Contudo, existem comportamentos que podem auxiliar no combate a esta tendência prejudicial.

Inicialmente, é importante tomar consciência do tempo que gasta na dita utilização durante o seu dia. Questione-se, o tempo gasto foi realmente necessário? Quanto tempo permaneceu a divagar nesta utilização? Defina um tempo diário de utilização. Nas crianças, estabeleça um horário e um tempo limite de utilização. O tempo aconselhado pela OMS não excede uma hora diária, sendo totalmente desaconselhada o uso de ecrãs para bebés menores de 1 ano e crianças entre 1 e 2 anos de idade.

A redução sonora, nomeadamente o silenciar dos aparelhos e notificações, permite uma redução dos estímulos chamativos, e por conseguinte vai anuir a utilização desnecessária e auxiliar o ponto anterior.

Em adição, defina um local na sua casa para colocar e utilizar os aparelhos. A utilização de ecrãs no quarto é contra producente visto que o cômodo está associado em termos comportamentais e mentais ao repouso. No caso das crianças, como anteriormente visto nos artigos precedentes, a claridade e os ruídos são fatores que prejudicam a higiene do sono, e como resultado interferem na libertação da Hormona do Crescimento (GH) o que trará inevitavelmente problemas na aprendizagem e no desenvolvimento neural da criança.

Substitua o ecrã por atividades prazerosas e que despertem a sua criatividade e o seu espírito crítico. A leitura, o desporto, as atividades manuais e ao ar livres são ótimas escolhas, pois potenciam diferentes estímulos e respostas o que permitem uma maior diversificação e atividade neural.

É importante que ao tomar consciência do comportamento procure ajuda profissional e qualificada. Um vício, é um comportamento adverso que pode, eventualmente, despertar outros transtornos emocionais e físicos.

É, exatamente, nesta ajuda que poderá encontrar a Hipnose Clínica como uma terapia de auxílio, capaz de modificar os vários comportamentos adversos através da reconfiguração do subconsciente. Na medida em que qualquer comportamento aditivo se traduz na somatização das várias dimensões do Ser Humano, a Hipnose Clínica vai atuar sobre as diferentes áreas somáticas.

Numa fase inicial, o próprio ato indutivo promove uma ação de descompressão e relaxamento no corpo físico, o que por sua vez, vai originar a libertação de várias substâncias químicas como a serotonina e a dopamina. Estas hormonas da felicidade vão equilibrar as somatizações no domínio químico e físico, permitindo diminuir a elevada manifestação do cortisol do organismo.

Seguidamente, a terapia vai identificar o comportamento gatilho que provoca a ação adversa. Nesta fase, é possível reduzir e controlar os estímulos através das diferentes técnicas de visualização e psicodinâmicas. Assim, o comportamento fica sujeito a um sistema controlo estabelecido através de respostas sensoriais e da própria coordenação do pensamento. Numa fase mais avançada, é possível eliminar o gatilho comportamental, através de um processo de sugestionamento da mente subconsciente, reconfigurando a ação aditava a um novo comportamento, em que a mente o absorve como saudável e prazeroso.

Em acrescento, o desenvolvimento pessoal, o trabalho de auto perceção e gestão emocional e o novo hábito vai desenvolver a determinação e o auto controlo e por sua vez devolver o equilíbrio e o comportamento saudável.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião de Sara Morais —– A NOMOFOBIA  II

Continuando o artigo de opinião anterior, não há dúvida que a tecnologia é atualmente um eixo central e indispensável na vida das pessoas. Tanto a comunicação como a acessibilidade a qualquer dado ou informação, nunca foi tão fácil ou tão rápido como agora. Esta universalização à distância de um Click veio abrir vários caminhos, por exemplo em plena pandemia permite promover laços de empatia e de sociabilização através das várias redes sociais ou apps, ou até mesmo as vídeo chamadas que encurtam o distanciamento social do qual se vive em plena pandemia; facilitar a divulgação e a dinamização de serviços e compras, mas também impor vários desafios naquilo que diz respeito à utilização das várias tecnologias de forma consciente e saudável.

A vulgarização e a exposição aos vários estímulos tecnológicos promovem o frágil equilíbrio entre uma utilização consciente e a adição, o que levou à denominação da Nomofobia. A esta fobia da era moderna, caracteristicamente relacionada aos comportamentos de dependência e de compulsividade conexos ao uso da tecnologia, estão associadas várias perturbações como ansiedade e a síndrome do pânico, e por sua vez somatizações como sudorese, falta de ar, dor no peito, tremores e sensação de impotência. Este medo irreal de permanecer incomunicável / desconectado, é vulgarmente desvalorizado como uma “modernice” dos tempos vigentes. No entanto, se o leitor fizer uma introspeção sobre o uso da tecnologia no seu quotidiano, verá que de alguma forma se encontra conectado a esta realidade.

São vários os sinais de alerta que permitem identificar a Nomofobia, a incapacidade de desligar o smartphone, ou a verificação constante e obsessiva do aparelho para confirmar e-mails ou mensagens, ou o simples passar persistente pelo feed das redes sociais ou sentir maior irritabilidade ao estar em locais sem conexão wi-fi; são apenas alguns dos mais corriqueiros que nos permitem tomar consciência do perigo do vício.

Porém, o mais importante nesta perturbação compulsiva é identificar o grau de dependência e de desconforto associado à ideia de estar desconectado ou ausente do mundo virtual e como isso condiciona o dia-a-dia.

Veja na próxima edição as dicas em como controlar a nomofobia, assim como os efeitos químicos e comportamentais da utilização das novas tecnologias.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião de Paula Miranda– Apenas colhemos o que plantamos

Só conseguimos colher aquilo que um dia plantamos.

 

Quando a nossa colheita é satisfatória, normalmente admitimos a plantação.

Quando aquilo que estamos a colher não nos agrada, preenche ou satisfaz, maior parte das vezes é dito que não foi nossa responsabilidade.

 

O que quero dizer com isto?

 

Ora vamos olhar para os nossos resultados.

Se algo desafiante acontece, ou obtemos algo que não queremos ou não gostamos, normalmente e de uma forma automática justificamos com coisas, pessoas ou situações externas a nós.

Um dos grandes desafios do ser humano é o assumir responsabilidade pelos seus resultados. (LF)

E se te disser que esses resultados ou acontecimentos, como lhes queiras chamar, são as nossas colheitas?

Pois bem, quando plantamos batatas sabemos que vamos colher batatas.

Quando plantamos tomates é expectável colhermos tomates.

Nós somos seres humanos, parte integrante da natureza, logo, as nossas colheitas são provenientes daquilo que plantamos.

E … maior parte das vezes nós não gostamos daquilo que estamos a colher.

Só não percebemos ainda que tudo do que nos acontece como resultado, está diretamente ligado com o que semeamos, com o que andamos a fazer connosco durante anos, quer seja na nossa saúde, relacionamentos, área financeira, etc

 

Estas plantações não são apenas os nossos comportamentos ou ações, são muito mais os nossos pensamentos e sentimentos.

 

Se queremos resultados diferentes, devemos alterar a forma de semear. Pois se continuarmos a plantar o mesmo, as colheitas serão as mesmas.

 

 

O que necessitas de começar a plantar neste momento?

 

Como podes alterar essas colheitas nos próximos anos?

 

Que ervas daninhas deves limpar ou evitar que nasçam?

 

 

O Futuro começa agora, HOJE!

 

O melhor sítio para iniciarmos estas novas plantações é dentro de nós.

Olha para dentro de ti e percebe que existe aí muito mais do que aquilo que acreditas existir.

Tens infinitas possibilidades para alterar essas formas de semear, tens as sementes necessárias para as melhores colheitas da tua vida. Apenas precisas de as conseguir ver.

Uma das formas de chegares até essas sementes é através do trabalho em ti e com a ajuda de um profissional tudo fica mais claro.

 

 

  • Como ver novas sementes?
  • Como nutrir e regar a plantação?
  • Como cuidar até às colheitas?
  • Como cultivar variados campos?

 

Á semelhança da natureza, a colheita não é imediata logo após a plantação. Há que cuidar e regar para recebermos o melhor depois.

Acredito que hoje vais querer iniciar um novo ciclo.

Aguardo por ti.

Vamos criar uma nova colheita?

 

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Com Amor e Gratidão

Paula Miranda

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Artigo de Opinião de Paula Miranda- SER LÍDER EM LIDERANÇA

“…não é preciso ter a palavra líder escrita na testa para se comportar como tal.”

 

Todos podemos escolher ser líderes da nossa própria vida.

E aqui a generalização é utilizada de forma a que, mesmo todos, possamos integrar de forma clara a frase com que inicio este artigo.

Naturalmente, quando ouvimos a palavra líder, a nossa mente leva-nos instantaneamente para a parte profissional, e aí essa palavra encaixa nos responsáveis, nas chefias, nos diretores… será que apenas estes são líderes? Será que estes são verdadeiros líderes ou apenas lideram uma equipa? E de que forma o fazem?

Será que há líderes que não estão em liderança? Ou haverá liderança sem líderes?

 

Podemos dividir os líderes em 3 grandes grupos:

 

  • Líder que manda: Apenas poderemos dizer que escolhe ser o protagonista, que tudo seja feito à sua maneira, da forma que acha ser a correta, portanto escolhe:

 

  • Não ouvir os outros elementos
  • Tem uma equipa desmotivada
  • Baixos resultados

 

  • Líder que convence: Escolhe partilhar as suas ideias, convencendo a equipa a seguir a sua ideia e ideais:

 

  • Gasta muito tempo a explicar a sua vontade
  • Equipa demonstra alguns resultados
  • A equipa fica cansada
  • Causa falta de compromisso

 

  • Líder que orienta e guia: Quando escolhemos orientar algo ou alguém, os nossos comportamentos são diferenciados e os resultados aparecem, assim este líder:

 

  • Comunica com equipa
  • Decisões e Ações tomadas em conjunto
  • Maior desenvolvimento da equipa
  • Fortemente comprometidos
  • Resultados acima da média
  • Facilmente chegam a várias soluções para resolver problemas
  • Equipa Motivada

Após estas breves análises, que líder escolhes ser?

 

Lembra-te, não precisamos de um título para sermos líderes, quer seja na nossa área profissional ou pessoal, apenas precisamos escolher qual o caminho para onde queremos direcionar as nossas escolhas.

 

Então, deixo um exemplo:

Seja qual for a tua profissão, podes escolher apenas fazer o que fazes, ou passar a ser líder naquilo que fazes. É através da tua inovação, mestria, autenticidade, garra e ética com que fazes o que fazes, que os teus resultados revelam a excelência da tua profissão.

Na tua vida pessoal, podes escolher igualmente ser aquilo que és, ou então passar a ser aquilo que queres ser. Através de ti, podes inovar-te, ser o teu próprio mestre e abraçando a tua autenticidade mostrares a garra e ética que mora aí bem dentro de ti.

Ou seja, podes sempre escolher ser o líder que te orienta e orienta os outros.

Traz liderança para a tua vida e vais ver que tudo à tua volta muda.

Apenas precisas de iniciar este trabalho por ti.

O tema da Liderança trouxe-me bastantes resultados à minha vida pessoal, e profissional, e ainda hoje, após quase 4 anos, desde o início deste meu percurso continuo a trabalhar em mim diariamente, a tomada de consciência em cada passo e a clareza que ganhamos é o que nos leva ao crescimento continuo.

Nos próximos meses vou facilitar 5 aulas em grupos de 6 pessoas, através do zoom, onde vou abordar este tema de fora mais profunda.

 

Queres Ser Líder da Tua Própria Vida?

 

Acredito não vais querer deixar fugir esta oportunidade.

 

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Paula Miranda

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Artigo de Sara Morais- Os Efeitos dos telemóveis no cérebro e no comportamento

Diariamente usa o telemóvel com frequência, passa pelo feed das redes sociais, navega pelos vários comentários, estes bombardeiam-no de várias sensações: umas de prazer outras de indignação. Tudo à distância de um Click, de um Like, numa conectividade paradoxal – tão próximos e, simultaneamente, tão afastados.

Este ciclo comportamental, de forma continuada e frequente, leva a várias alterações químicas e nervosas no cérebro e, por conseguinte, a alterações comportamentais, nomeadamente nos mais novos.

Desde o primeiro momento em que utiliza o telemóvel, ou acede a uma rede social, ou faz um Post, a expectativa associada vai potenciar, automaticamente, a criação de uma resposta condicionada no cérebro. Em réplica, o neurotransmissor dopamina – responsável pelo humor, motivação e prazer – é libertado, em níveis elevados, o que vai potenciar picos de prazer em resposta aos diferentes Likes ou a qualquer outro comportamento associado. Assim, sempre que efetuar uma utilização semelhante é como se ficasse sintonizado naquela frequência para atingir um pico igual ou superior ao experienciado anteriormente. É por esta razão, que por vezes toma consciência de passar pelo feed das redes sociais sem explicação aparente. Contudo, os picos de satisfação potenciados pela secreção da dopamina são, geralmente, libertados numa cadência cada vez mais espaçada, o que poderá contribuir para a libertação do cortisol e, por sua vez, ao desenvolvimento da ansiedade.

No caso das crianças esta ciclicidade de eventos é ainda mais problemática. Uma vez que o desenvolvimento do cérebro só atinge a maturidade perto dos 24 anos, significa que a capacidade decisória sobre o estímulo anterior é nula. É importante estabelecer regras de uso adequado, especialmente nos mais novos.

Se este ciclo comportamental é manifestamente aditivo numa mente já desenvolvida, imagine estes os efeitos aditivos na mente ainda em formação.

Se recuarmos no tempo, a mente humana evoluiu através dos vários estímulos ambientais e diversas alterações físicas a que foi submetida, por conseguinte a interação emocional e comportamental nivelada por este tipo de tecnologia prossupõe a estagnação emocional e definhamento do senso crítico. O cérebro fica mais preguiçoso, lento e com menos capacidade de resposta. O desenvolvimento neural da criança deve cercar-se por atividades de estímulo intelectual que favoreçam diversos estímulos e respostas como a leitura ou atividades no meio ambiente que fomentem o crescimento do senso crítico, e não a prontidão de respostas dentro do mesmo padrão linear. Não é a toa que existe a expressão idiomática “pensar fora da caixa”.

Em adição, a utilização destes aparelhos nas duas horas antes que antecedem a higiene do sono, comprometem o bom funcionamento da glândula pineal, e por conseguinte o ritmo circadiano. A glândula pineal tem como principal função regular o ritmo biológico através da libertação de maior quantidade de mielina quando escurece, enquanto reduz a quantidade da mesma existe mais claridade. Assim, a exposição à luminosidade dos aparelhos vai condicionar, automaticamente, a secreção da melatonina, e como resultado a privação do sono. Esta destruturação do ritmo biológico do sono, origina várias consequências, como o cansaço, o mau humor, a dificuldade em memorizar e falta de concentração. No entanto, nas crianças os efeitos são ainda mais severos, uma vez que é durante o sono que existe a produção da hormona GH, responsável pelo crescimento, memória, manutenção e consolidação das capacidades de aprendizagem, que ficam automaticamente danificadas.

Todo este deficit do funcionamento neural, que fui referindo ao longo do artigo, diminui a capacidade do auto gestão emocional, o que por sua vez aumenta a impulsividade e os comportamentos agressivos enquanto, também, resposta à frustração e alienação social.

Em conclusão, quando escutarmos algumas expressões clichê como: “Deixei o meu telemóvel em casa e não consigo fazer nada sem ele”; ou “Nem liga muito é só mais para jogar”; “Só se cala assim”; ou até “ Eu por mim não tinha (ou só tinha um de teclas) mas na turma todos têm”, é nosso dever informar que esta transversalidade do uso dos telemóveis provoca consequências neurais gravíssimas, não só nos adultos, mas principalmente no crescimento e desenvolvimento neural das crianças e adolescentes, ou seja, no nosso – AMANHÃ.

Sara Morais

Hipnoterapeuta