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Coimbra

Fornos de Algodres, Almodôvar, Castro Verde ou Vila Velha de Ródão vão ter autocarros elétricos

Vão ser adquiridos mais 193 novos autocarros elétricos e apoiada a instalação de 136 postos de carregamento para as frotas limpas de transportes públicos. Os 32 projetos que foram aprovados pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR), gerido pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática, mobilizam um total de 50,9 milhões de euros de fundos comunitários para a aquisição destes autocarros que prestarão serviço fora das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Das candidaturas vencedoras fazem parte empresas que prestam serviços de transporte coletivo em Guimarães, Braga, Coimbra, Aveiro e Faro. Mas também foram aprovadas candidaturas de territórios com mais baixa densidade populacional, como Fornos de Algodres, Almodôvar, Castro Verde ou Vila Velha de Ródão.

Estes projetos permitirão uma diminuição anual estimada de 8,271 toneladas de dióxido de carbono.

Com este terceiro programa de apoio às frotas rodoviárias sustentáveis, o PO SEUR já destinou 110 milhões de euros aos autocarros limpos, permitindo a aquisição de 893 unidades.

fonte:GP

Novo acelerador Linear entra em funcionamento no IPO Coimbra

Após a entrada em funcionamento de um novo acelerador linear em junho passado, inicia-se hoje a atividade no segundo equipamento.

O IPO de Coimbra fica, assim, capacitado com dois novos aceleradores lineares, correspondentes a um investimento superior a 5,8 milhões de euros.

Desde o dia da sua receção, no passado dia 11 de setembro, este equipamento esteve em processo de testes de aceitação e controlo de qualidade (commissioning), com o objetivo de o disponibilizar para o tratamento clínico, cumprindo todos os requisitos de qualidade e segurança.

Trata-se de um acelerador linear dotado de características tecnológicas e especificidades que permitirão realizar tratamentos com recurso a técnicas avançadas de radioterapia, sempre guiadas por imagem (IGRT), tais como radioterapia de intensidade modulada (IMRT), arcoterapia volumétrica, também, com intensidade modulada (VMAT), radioterapia estereotáxica de fração única (também designada por radiocirurgia) e com hipofracionamento (SBRT). Por último, este equipamento permite, ainda, a realização de radioterapia com técnicas de sincronização respiratória (gating).

A maioria destas técnicas são já realizadas no IPO de Coimbra nos equipamentos que têm vindo a ser instalados desde 2016, primeiro a Tomoterapia e, mais recentemente com o acelerador linear que entrou em funcionamento em 2021.

Estes novos equipamentos permitem aumentar a capacidade de resposta às necessidades dos doentes de toda a Região Centro, particularmente no que diz respeito à complexidade das técnicas de tratamento, com tradução quer na precisão, quer na segurança da radioterapia prescrita, garantindo a capacidade de tratamento de forma eficiente, clinicamente efetiva e de acordo com os mais elevados padrões de qualidade técnica e científica.

Reforça-se, assim, o posicionamento do IPO de Coimbra, como instituição de referência, nos tratamentos de radioterapia, fortalecendo e consubstanciando a rede assistencial em radioncologia.

As 20 qualidades de um grande líder

Segundo a Adecco Portugal estas 20 qualidades de liderança são as mais comuns que, desejavelmente, um profissional à frente de uma organização e equipas deverá ter. Se é uma pessoa que ambiciona liderar com eficácia e inspirar os outros, é suposto ter sólidas competências técnicas. Mas hoje em dia, não é suficiente: na hora de escolher um líder, são as soft skills que permitem a uma organização diferenciar um bom técnico de um grande líder. 

1. RESPONSABILIDADE

É importante que os líderes se responsabilizem a si próprios e às suas equipas pelo trabalho de cada um. A propriedade é uma peça-chave da liderança. Alguém da equipa errou? Procure saber o porquê, rever o processo que conduziu ao erro e evitar que ocorra novamente. Corrigir responsavelmente e aprender faz parte da responsabilidade.

2. ESCUTA ATIVA 

Os líderes recebem frequentemente feedback dos membros da equipa: percebe realmente o que lhe estão a dizer? Entende o que estão a tentar transmitir, mas que não conseguem expressar objetivamente? Aprenda a fazer as perguntas certas para encontrar informações úteis e objetivas que lhe permita resolver questões e ajudar a sua equipa.

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SPZC-Exigem-se cuidados sanitários extremos nas salas de aula

Em comunicado o Sindicato dos professores da Zona Centro, refere que: “O aumento dos níveis de contágio pela variante Ómicron, associado à possibilidade de votação das pessoas confinadas, são fatores que recomendam uma atenção especial na higienização e segurança dos espaços escolares abertos para a realização das eleições.

As eleições legislativas vão ter lugar no dia 30 de janeiro, com o voto antecipado em mobilidade realizado no próximo domingo.

O ato eleitoral ocorre num momento particularmente complexo do ponto de vista da saúde pública. Os números da pandemia estão a atingir máximos históricos (a 20 de janeiro registaram-se mais de 56 mil novos casos) e estima-se que um milhão de portugueses estejam em confinamento por infeção ou contacto de alto risco. Ainda assim, como já foi tornado público, quem se encontra em isolamento vai poder votar.

Muitos dos espaços utilizados para o cumprimento de uma ação desta natureza localizam-se em estabelecimentos de ensino. O SPZC deixa um apelo claro às entidades responsáveis pela manutenção dos espaços escolares, especialmente os do ensino não superior, para que todas as salas de aula, corredores e outros que integrem as infraestruturas escolares que serão abertas ao público sejam devidamente limpos e se apresentem com todos os requisitos de segurança sanitária, antes e depois do voto. É a única forma de toda a comunidade se sentir segura e tranquila para o regresso ao normal funcionamento das atividades letivas e não letivas.

Um problema de saúde pública como o que se vive, que regista picos preocupantes de contágio pela variante Ómicron e ainda pela Delta, exige uma atenção especial e meios redobrados. Só assim poderemos ter confiança para a convocação de pessoas que participam nesta importante iniciativa de caráter cívico e político.

Desta forma, não se repetirão alguns dos episódios que aconteceram nas eleições para as autarquias, levadas a efeito no transato mês de setembro. Na altura, o SPZC recebeu inúmeras críticas de educadores e professores que foram confrontados com o facto de não ter havido o necessário e imperioso cuidado no cumprimento de um critério elementar e imprescindível para prevenir riscos ou danos e preservar a saúde de docentes, alunos, não docentes, pais, encarregados de educação e de toda a comunidade”.

Curso de Responsabilidade Social no Desporto com inscrições abertas

Estão abertas as candidaturas ao curso de Responsabilidade Social no Desporto, uma oferta formativa em estreia neste ano letivo resultante de parceria entre a Portugal Football School, unidade de investigação e formação da Federação Portuguesa de Futebol, e a NOVA FCSH – Faculdade de Ciência Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Dirigido à generalidade dos agentes desportivos, o curso será lecionado em 27 horas, distribuídas por sextas-feiras e sábados de fins de semana alternados entre 11 de março e 23 de abril. Entre os conteúdos letivos encontram-se temas como o papel do desporto na sociedade, o significado da responsabilidade social no desporto, o envolvimento dos stakeholders ou a comunicação, o financiamento e a avaliação de projetos de responsabilidade social.

João Sedas Nunes, Jorge Olímpio Bento, Maria do Rosário Jorge, Rita Ferro Rodrigues e Pedro Pinto são apenas exemplos do naipe de formadores de excelência responsáveis pelos vários módulos do curso.

As inscrições para as 25 vagas estão abertas até 31 de janeiro.

INSCRIÇÕES 

Consulte aqui todas as Informações do Curso.

fonte:FPF

Artigo:A revisão entre pares abordada no filme “Não Olhem para Cima” é um dos pilares da ciência

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Contribuir para o avanço do conhecimento é algo que todos os cientistas ambicionam. Mas para isso, é necessário que as suas descobertas sejam validadas por outros cientistas. Esta validação é feita através do processo de revisão entre pares, um dos pilares do processo científico, mencionado por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrense no filme “Não Olhem Para Cima”.

Se já viu o filme “Não Olhem Para Cima”, de Adam McKay, terá notado que o professor Randall Mindy e a sua doutoranda Kate Dibiasky, interpretados por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrense, questionam o processo científico de revisão entre pares da missão implementada pela BASH, a grande empresa que prometia impedir que o cometa “destruidor de planetas” acabasse com a vida na Terra. Mas afinal o que é que é o processo de revisão entre pares e em que medida é que este seria uma importante ferramenta para escolher a missão mais eficaz para salvar o mundo?

A revisão entre pares é o processo através do qual os cientistas avaliam o trabalho desenvolvido por outros cientistas, sendo um dos principais pilares da ciência. Esta avaliação pode ocorrer em várias etapas do processo científico, mas é mais frequente quando os cientistas que conduziram um determinado estudo submetem o seu trabalho a uma revista científica, com o objetivo de verem as suas descobertas publicadas e disseminadas pela comunidade científica.

Existem pelo menos três fases no processo de revisão entre pares

A primeira fase ocorre no momento em que o artigo é submetido para uma revista científica selecionada pelos autores, de acordo com a área de investigação e com as características do estudo. Nesta fase, o trabalho passa por uma primeira avaliação por parte do editor da revista. Quando são identificadas limitações significativas no trabalho desenvolvido, ou quando a investigação não se enquadra nos objetivos da revista, o artigo é imediatamente rejeitado. Segundo o grupo Elseviers (https://www.elsevier.com/connect/authors-update/5-ways-you-can-ensure-your-manuscript-avoids-the-desk-reject-pile) 30 a 50% dos artigos são rejeitados nesta fase.

A segunda fase ocorre quando o artigo passa nesta primeira avaliação e é enviado para revisão entre pares. O editor convida um, dois ou mais cientistas com experiência reconhecida na área de investigação, designados por revisores. O número de revisores depende da área de conhecimento e da revista científica. Por exemplo, na revista multidisciplinar Nature (https://www.nature.com/nature-portfolio/editorial-policies/peer-review) são usualmente convidados dois ou três revisores por artigo. É importante que os revisores não tenham qualquer ligação direta com o estudo, para evitar potenciais enviesamentos na avaliação.

Aos revisores convidados, é solicitado que analisem, de forma independente e criteriosa, se as hipóteses dos autores são suportadas pela evidência científica; se os métodos implementados são adequados para testar as hipóteses; se os dados foram recolhidos e analisados corretamente; se as conclusões dos autores vão de encontro com os dados obtidos; se acrescenta conhecimento ao já existente; entre outros aspetos. Revistas com processos mais rigorosos de revisão entre pares tendem a ser julgadas como mais prestigiadas pela comunidade científica.

É através destas avaliações e da sua própria perspetiva que o editor consegue filtrar os estudos com qualidade, que serão publicados na revista e consequentemente disseminados pela comunidade científica. Assim, podem acontecer três cenários distintos:

No primeiro cenário, o estudo é avaliado com elevada qualidade e é aceite para publicação, sem qualquer revisão. Este cenário é pouco frequente, já que a maioria dos estudos tem alguns aspetos que podem beneficiar de uma revisão, ainda que mínima.

No segundo cenário, os revisores encontram problemas incorrigíveis que diminuem a qualidade do estudo e, consequentemente, a validade das suas descobertas. Perante uma avaliação negativa deste tipo, o editor geralmente opta pela rejeição do artigo, o que faz com que o mesmo não seja publicado na revista.

Por fim, no terceiro cenário, apesar de considerarem que o estudo tem vários pontos positivos, os revisores apontam aspetos que devem ser melhorados ou esclarecidos.

Aqui, inicia-se a terceira fase do processo de revisão entre pares: os autores são convidados pelo editor a submeter uma versão revista do artigo, de forma a responder às dúvidas e solicitações dos revisores e do próprio editor. Esta versão é avaliada novamente pelos revisores e o processo repete-se até que o editor decida aceitar (caso todas as questões dos revisores tenham sido devidamente respondidas) ou rejeitar o artigo (caso as revisões feitas ao artigo não tenham acrescentado qualidade ao mesmo, existindo problemas que limitam muito a validade das conclusões). No caso da revista The Lancet (https://www.thelancet.com/), uma das mais prestigiadas na área da medicina, apenas 5% dos artigos submetidos são aceites para publicação.

O processo de revisão pode demorar vários meses ou até vários anos, exigindo esforço e dedicação de todos os intervenientes. Porém, estas revisões permitem aumentar a confiança nas descobertas do estudo, ao agregar não só os conhecimentos dos autores, mas também os conhecimentos e críticas dos revisores e do editor.

Existem diferentes tipos de revisões. As mais comuns são as revisões cegas simples, revisões cegas duplas e revisões abertas. Nas revisões cegas simples, os autores não sabem a identificação dos revisores. Nas revisões cegas duplas, os autores não sabem a identificação dos revisores e os revisores também não sabem a identificação dos autores. Por outro lado, nas revisões abertas, a identidade dos autores e dos revisores é conhecida por todos os envolvidos no processo de revisão. Apesar de terem vantagens e desvantagens distintas, todos os tipos de revisões partilham o mesmo propósito: garantir que o conhecimento científico provém de estudos de qualidade, seguindo metodologias rigorosas, baseadas na evidencia científica e não enviesadas por interesses políticos, económicos ou pessoais.

Voltando ao filme, a recusa do CEO da BASH em responder a questões relacionadas com o processo científico da missão, sugere que o mesmo não foi validado por revisão entre pares. Consequentemente, não só não foi possível averiguar a (evidente falta de) qualidade do projeto, a sua base teórica e a adequabilidade da metodologia, como também não foi possível lutar contra um claro enviesamento político e económico na seleção da missão a ser implementada.

É sabido que o processo de revisão entre pares não está isento de limitações, conforme descrito neste artigo publicado na revista Frontiers in Neuroscience (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4444765/). Por exemplo, a revisão entre pares, sendo um processo praticado por humanos, está sujeita a erro ou falhas de comunicação entre os autores e os revisores, e nem sempre é eficaz na identificação de possíveis erros. É também um processo demorado, que pode limitar o acesso atempado a conhecimento científico em momentos mais urgentes, como no contexto pandémico.

No entanto, apesar das limitações, a revisão entre pares no filme “Não Olhem Para Cima” teria ajudado a evitar uma catástrofe global bem ao estilo de Hollywood, mas facilmente transferível para a vida real.

Joana Grave

Licenciada em Psicologia (2012) e Mestre em Psicologia Forense (2014) pela Universidade de Aveiro. Colaborou enquanto investigadora (2016-2018) no Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, e como assistente convidada (2017-2018) na mesma instituição. É atualmente bolseira de doutoramento em Psicologia no Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro, em colaboração com o Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia da Universidade de Tübingen, Alemanha. O objetivo geral da sua investigação passa por compreender a forma como determinadas pistas sociais (em particular, expressões faciais e odores corporais) são percecionadas e modelam processos cognitivos, comportamentais e fisiológicos, tanto na população geral como em certas perturbações mentais. Para além do percurso académico, é membro da Ordem dos Psicólogos Portugueses desde 2016. Já desempenhou funções de psicologia clínica, psicogerontologia e psicologia da justiça.

“Programa para edifícios mais sustentáveis com reforço de 15 milhões

O Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis foi reforçado em 15 milhões de euros, para um total de 60 milhões financiados pelo Fundo Ambiental.”

O referido programa abriu a 21 de junho de 2021 na plataforma do Fundo Ambiental com uma dotação inicial de 30 milhões de euros, provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência. Esta verba foi reforçada a 26 de novembro com outros 15 milhões.
O Plano de Recuperação e Resiliência conta com um total de 135 milhões de euros para aplicar, até 2025, na eficiência energética dos edifícios.

O montante já financiado corresponde ao apoio a 16.148 candidaturas, o que envolve um apoio global de 26,8 milhões de euros, de um total de 56.552 candidaturas submetidas.

As tipologias que reúnem mais candidaturas são as referentes a painéis fotovoltaicos (38,5%), janelas mais eficientes (34,5%) e bombas de calor (27%). Por regiões, Lisboa lidera as candidaturas (22,3%), seguida do Porto (11,7%), Setúbal (9%) e Braga (9%).

Estudo pretende verificar se é viável utilizar CO2 na produção de energia geotérmica

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa

Uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu um equipamento que, pela primeira vez, permite testar a viabilidade de utilizar dióxido de carbono (CO₂), um dos principais gases do efeito estufa, na extração de energia geotérmica, uma energia limpa gerada através do calor da terra.

Em teoria é possível utilizar dióxido de carbono em estado supercrítico para extrair energia geotérmica, mas até agora esta possibilidade nunca foi testada, ou seja, não existe informação experimental que explique o que é que acontece ao CO₂ a partir do momento em que entra nas rochas. O estado supercrítico caracteriza-se pela capacidade de alguns fluidos, como é o caso do CO₂, apresentarem simultaneamente propriedades líquidas e gasosas quando expostos a pressão e temperatura superiores às do seu estado crítico.

O grande objetivo do projeto “KIDIMIX – Difusão Molecular e Difusão Térmica de CO₂ em misturas modelo próximo do ponto crítico”, que tem a colaboração da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, «é estudar a viabilidade de usar CO₂ capturado da atmosfera para produzir energia geotérmica. A injeção de dióxido de carbono em formações rochosas subterrâneas, para armazenamento geológico, pode proporcionar benefícios que vão além da redução da sua concentração na atmosfera. A temperatura e pressão existentes à profundidade a que o armazenamento geológico ocorre colocam o dióxido de carbono num estado supercrítico, o que faz dele um ótimo candidato para a extração de energia geotérmica», explica Cecília Santos, que coordena o estudo juntamente com Ana Ribeiro. Ambas são investigadoras do Centro de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

No entanto, esclarece, do ponto de vista experimental, desconhece-se «o comportamento do CO₂ a partir do momento em que é armazenado nas formações geológicas, sendo este previsto com base em modelos teóricos. Conhecê-lo é particularmente importante para tirar partido das propriedades termofísicas deste gás relativamente às da água, o fluido atualmente usado para a extração de energia geotérmica. Por exemplo, a menor viscosidade e maior coeficiente de expansão térmica do CO₂ permitem uma troca de calor mais eficiente, o que é muito importante para extrair energia da terra».

Considerando que já existem tecnologias estabelecidas para sequestrar CO₂ da atmosfera, «se demonstramos que extrair energia geotérmica com este gás é seguro e financeiramente viável, uma vez que as tecnologias de armazenamento de carbono são muito dispendiosas quando utilizadas isoladamente, seria uma excelente notícia para ajudar no combate às alterações climáticas e contribuir para a descarbonização», frisa Cecília Santos.

O equipamento experimental desenvolvido no âmbito do projeto permite efetuar vários tipos de medições, incluindo a difusão do dióxido de carbono com componentes que estariam naturalmente no interior das formações geológicas, como hidrocarbonetos. Estas medições, indica a investigadora da FCTUC, são essenciais para «caracterizar misturas supercríticas e obter dados precisos sobre as propriedades de transporte destas misturas. Estamos a estudar a difusão molecular e difusão térmica de misturas de vários componentes, conjuntamente com a sua modelação teórica, de forma a aprofundar a compreensão do estado e das propriedades do dióxido de carbono em condições supercríticas».

Se as experiências em laboratório confirmarem que o CO₂ pode efetivamente ser usado na extração de energia geotérmica, além de representarem um grande passo em direção às metas de descarbonização preconizadas pela União Europeia (UE) e uma ajuda preciosa no combate às alterações climáticas, os resultados também poderão ser úteis para aplicação «em outros tipos de indústria. Este estudo pode contribuir para o desenvolvimento de tecnologias de captura e armazenamento de dióxido de carbono mais seguras, permitindo uma melhor avaliação de risco e de eficácia. O desenvolvimento destas tecnologias aliadas à geração de gás ou energia renovável pode aumentar a competitividade do país (e da UE) e estimular o crescimento económico», acrescenta.

Nesta fase do estudo, a equipa está centrada em compreender o comportamento do CO₂ no interior do reservatório geológico. Numa segunda fase, depois de entender toda a mecânica envolvida no processo, será possível desenvolver um modelo que torne o processo viável, sobretudo do ponto de vista económico. «A ideia é, no futuro, dar uso a toda esta informação numa planta industrial em ambiente real», remata Cecília Santos.

 

O projeto KIDIMIX teve início em 2018 e é financiado, em 200 mil euros, por fundos comunitários, através do programa COMPETE 2020, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

 

Cristina Pinto

Assessoria de Imprensa – Universidade de Coimbra – Comunicação de Ciência

Membros das Mesas de Voto e funcionários das Juntas de Freguesia vão ser vacinados dia 15

O Governo em comunicado refere que: Os membros das Mesas de Voto e funcionários das Juntas de Freguesia serão vacinados no próximo sábado, dia 15 de janeiro, com uma dose de reforço à Covid-19.

Nesse dia, a vacinação será dedicada a este universo, que será convocado por SMS, através de agendamento central. Haverá ainda senhas digitais para as pessoas elegíveis que não recebam a mensagem, mediante a apresentação de um documento comprovativo das funções em causa. Esta é uma decisão que está a ser operacionalizada pelo Núcleo de Coordenação de Apoio ao Ministério da Saúde, com o apoio da Administração Eleitoral.

Neste momento, a Administração Eleitoral está a recolher informações junto das Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia relativas à identificação dos membros das Mesas de Voto e funcionários das Juntas de Freguesia que prestam apoio ao ato eleitoral, que pretendam receber o reforço da vacina contra a Covid-19.

Está previsto um total de 16.427 mesas de voto para estas eleições legislativas, das quais 2.606 no dia do voto antecipado em mobilidade, a 23 de janeiro de 2022.

Inscrições para o Curso Intermédio de Formação de Dirigentes da Portugal Football School

Segunda edição em curso

Iniciou já o processo de candidatura à segunda edição do Curso Intermédio de Formação de Dirigentes da Portugal Football School, a realizar entre 25 de fevereiro e 4 de junho maioritariamente em formato de ensino à distância, com os dois últimos dias a decorrerem presencialmente na Cidade do Futebol, em Oeiras.

As 40 vagas disponíveis destinam-se a dirigentes que tenham frequentado, com aproveitamento, uma das nove edições do Curso de Formação Inicial de Dirigentes. Entre estes, terão prioridade de acesso os que estiverem registados na Federação Portuguesa de Futebol ou numa associação distrital/regional como dirigentes de clubes de futebol, futsal ou futebol de praia no ativo.

As sessões de formação terão lugar à sexta-feira e ao sábado em fins de semana intercalados, serão tratados temas como liderança, planeamento estratégico, gestão de recursos humanos, gestão de operações, direito do desporto, contabilidade e fiscalidade, marketing e comunicação.

CANDIDATURAS AQUI

fonte:FPF