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Distrito de Viseu

Dia da Mãe no Palácio do Gelo Shopping

– O Dia da Mãe, que se assinala no próximo domingo, 5 de maio, constitui uma oportunidade única de homenagear que tem um papel vital nas nossas vidas.

Nesse sentido, o Palácio do Gelo Shopping, em Viseu, programou atividades apelando à participação dos mais novos, que poderão criar, ao longo de todo o dia, um presente especial para oferta às mães ou à pessoa que tenha desenvolvido o papel maternal nas suas vidas.

No piso 0, entre as 11h00 e as 21h00 estarão disponíveis ateliers para a produção de sabonetes perfumados que constituirão um presente personalizado e único. Também estarão montados um “photowall” e um baloiço para cenário às mais belas fotos do dia.

Para complemento àquela oferta plena de significado, o Palácio do Gelo Shopping tem disponíveis dezenas de lojas de roupa e acessórios de moda, calçado, perfumes, ouro, prata e joias, desporto, tecnologia, e decoração, entre outras, onde poderá ser adquirida uma prenda especial.

Para quem queira celebrar a data à mesa, o Palácio do Gelo Shopping dispõe de uma grande área de restauração, no piso 3, com opções gastronómicas variadas, desde a genuína cozinha portuguesa, ao rodízio à brasileira, passando pela comida italiana, japonesa e chinesa, para além das opções de comida “fast-food” e vegetariana.

Outra opção para um dia em pleno passa pela visualização de um filme. De recordar que o Palácio do Gelo Shopping apresenta 6 salas de cinema NOS, onde, certamente, estará em cartaz uma história que irá despertar a atenção para ser assinalada, em família, uma data tão especial como é o Dia da Mãe.

Idealista-Comprar casa ficou mais caro em 15 capitais de distrito em abril

Os preços das casas em Portugal (0,5%) mantiveram-se estáveis em abril face ao mês anterior. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 2.622 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de abril deste ano, tendo em conta o valor mediano. Mas o que salta à vista é que as casas à venda voltaram a ficar mais caras em 15 capitais de distrito, entre março e abril, com Portalegre a liderar as subidas dos preços (6%). Já em relação à variação anual, os preços das casas em Portugal subiram 5,8%.

 

Cidades capitais de distrito

Os preços das casas em abril subiram em 15 capitais de distrito, com Portalegre (6%), Bragança (4,7%) e Évora (3,6%) a liderarem a lista. Seguem-se Viseu (3,3%), Vila Real (2,4%), Leiria (2,3%), Braga (2,3%), Setúbal (2,1%), Santarém (1,9%), Ponta Delgada (1,8%), Funchal (1,4%), Beja (1%), Viana do Castelo (0,9%), Aveiro (0,6%) e Porto (0,6%). Já em Coimbra (0,4%), Lisboa (0,3%), Faro (-0,1%) e Castelo Branco (-0,5%), os preços mantiveram-se estáveis neste período. Por outro lado, os preços desceram na Guarda (-1,2%).

 

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 5.585 euros/m2. Porto (3.566 euros/m2) e Funchal (3.304 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Seguem-se Faro (2.922 euros/m2), Aveiro (2.510 euros/m2), Setúbal (2.348 euros/m2), Évora (2.164 euros/m2), Viana do Castelo (1.902 euros/m2), Coimbra (1.876 euros/m2), Braga (1.834 euros/m2), Ponta Delgada (1.820 euros/m2), Viseu (1.502 euros/m2) e Leiria (1.489 euros/m2). Já as cidades mais económicas são Guarda (764 euros/m2), Portalegre (848 euros/m2), Castelo Branco (891 euros/m2), Beja (917 euros/m2), Bragança (975 euros/m2) e Santarém (1.222 euros/m2).

 

Distritos/ilhas

Analisando por distritos e ilhas, as maiores subidas de preços tiveram lugar na ilha do Pico (8,5%), ilha terceira (3,5%) e ilha de São Miguel (2,6%). Seguem-se Beja (2,6%), Viseu (2,3%), Santarém (2,2%), Aveiro (2,1%), Viana do Castelo (2%), Braga (1,8%) e ilha da Madeira (1,7%). Com subidas inferiores a 1% encontram-se Portalegre (0,9%), Castelo Branco (0,8%), Leiria (0,8%), Bragança (0,8%) e ilha do Faial (0,6%). O preço da habitação manteve-se estável neste período em Évora (0,5%), Lisboa (0,5%), Faro (0,4%), ilha de Santa Maria (0,2%), Vila Real (0,1%), Setúbal (0%) e Porto (0%). Por outro lado, os preços desceram na Guarda (-2,7%), Coimbra (-1,4%), ilha de Porto Santo (-1,4%) e ilha de São Jorge (-0,7%).

 

De referir que o ranking dos distritos mais caros para comprar casa é liderado por Lisboa (4.027 euros/m2), seguido por Faro (3.334 euros/m2), ilha da Madeira (3.015 euros/m2), Porto (2.580 euros/m2), Setúbal (2.472 euros/m2), ilha de Porto Santo (2.241 euros/m2), Aveiro (1.723 euros/m2), ilha de São Miguel (1.672 euros/m2), Leiria (1.616 euros/m2), Braga (1.547 euros/m2), ilha do Pico (1.491 euros/m2), Viana do Castelo (1.466 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.416 euros/m2), Coimbra (1.389 euros/m2), ilha do Faial (1.321 euros/m2), Évora (1.280 euros/m2), ilha Terceira (1.214 euros/m2), ilha de São Jorge (1.210 euros/m2) e Santarém (1.160 euros/m2).

 

Os preços mais económicos encontram-se na Guarda (689 euros/m2), Portalegre (724 euros/m2), Castelo Branco (839 euros/m2), Bragança (884 euros/m2), Vila Real (973 euros/m2), Beja (1.098 euros/m2) e Viseu (1.118 euros/m2).

 

Regiões

No mês de abril, os preços das casas à venda aumentaram em apenas três regiões do país. A liderar as subidas, encontra-se a Região Autónoma dos Açores (2,9%), seguida pela Região Autónoma da Madeira (1,7%) e Centro (1,2%). Já no Algarve (0,4%), Alentejo (0,4%), Norte (0,4%) e Grande Lisboa (0,3%), os preços mantiveram-se estáveis nesse período.

 

A Área Metropolitana de Lisboa, com 3.644 euros/m2, continua a ser a região mais cara para adquirir habitação, seguida pelo Algarve (3.334 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (3.003 euros/m2) e Norte (2.168 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (1.448 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (1.485 euros/m2) e o Alentejo (1.507 euros/m2) que são as regiões mais baratas para comprar casa.

 

Índice de preços imobiliários do idealista

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado

Foto:DR

GNR-Operação “Peregrinação Segura 2024” inicia neste sábado

A Guarda Nacional Republicana (GNR), no âmbito das celebrações das aparições de Fátima, a partir de dia 4 e até ao dia 14 de maio, intensifica as ações de patrulhamento nas principais vias de acesso à cidade de Fátima e no seu Santuário, com o objetivo de apoiar e garantir a segurança dos peregrinos durante as suas deslocações, reforçando ainda o policiamento no Santuário e zonas envolventes. Ler Mais »

Inaugurado em Penalva do Castelo o Ginásio Municipal

No passado dia 29 de abril foi inaugurado o Ginásio Municipal de Penalva do Castelo pelo presidente da Câmara Municipal, Francisco Carvalho, enquanto estratégia municipal promotora do bem-estar e qualidade de vida dos munícipes.
Este novo equipamento resultou de uma recuperação de parte das infraestruturas de apoio às piscinas municipais, que permitiu criar condições cómodas e seguras para a prática desportiva.
Localizado nas instalações das Piscinas Municipais, o Ginásio Municipal dispõe das modalidades desportivas de musculação, cardiofitness, aulas de grupo, entre outras e abrirá ao público no próximo dia 2 de maio.
Informações, esclarecimentos e inscrições deverão ser efetuados junto das Piscinas Municipais, presencialmente, ou através do contacto telefónico 965 064 039.
Num investimento aproximado de 468 000,00€, este novo equipamento municipal pretende promover a prática da atividade física junto dos munícipes, bem como a sua saúde e qualidade de vida.
Mun.Penalva do Castelo

Divisão de Honra da AF Viseu- Resultados da 32ªronda

Teve lugar a ronda 32 da Divisão de Honra da AF Viseu

GD Oliveira de Frades 3-1 GD Mangualde
Nespereira FC 2-2 CR Ferreira de Aves
CD Cinfães 3-0 Canas Senhorim
Lusitano Vildemoinhos 2-1 Moimenta da Beira
GD Resende 1-1 UD Sampedrense
Sátão 1-1 Vale de Açores
SC Lamego 0-2 Paivense
AD Castro Daire -Penalva do Castelo -2-1
SL Nelas – Vouzelenses -3-0

Lidera:Cinfães com 76 pts, seguido de Ol.Frades com 70 pts, 3º Penalva com 62 pts; 4ºs Mangualde e Resende com 61 pts.

Caminhada e construção do Laço Azul

No âmbito do mês de Abril – Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, decorreu no dia 27 de abril a Caminhada Azul em Penalva do Castelo. A atividade teve início junto ao edifício dos Paços do Concelho com a realização do aquecimento físico, seguido da construção do laço humano. O percurso atravessou as principais ruas da Vila, com passagem pelo Caminho de Santo António (Ínsua) e Eiras do Dão, terminando na Câmara Municipal.

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) agradece à Câmara Municipal de Penalva do Castelo, pelo apoio que tem dado às várias iniciativas, bem como ao Gabinete de Desporto do Município.
Fonte: CPCJ de Penalva do Castelo

Mangualde – Câmara Municipal renova protocolo para dar continuidade à orquestra POEMa

O Município de Mangualde renovou o protocolo entre a Proviseu. Conservatório Regional de Música Dr. José Azeredo Perdigão e o Agrupamento de Escolas de Mangualde para dar continuidade à orquestra municipal POEMa,  assegurando os encargos relacionados com a formação.

“Este é um projeto em que acreditamos muito, que conta com uma década de provas dadas, que cresce de ano para ano e que contribui para a educação e cultura dos nossos alunos”, reconhece o presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Marco Almeida. Atualmente, cerca de uma centena de músicos integra a POEma e a POEMinha.

“Em breve iremos avançar com as obras de reabilitação e ampliação do espaço adjacente à Casa da Música e da Cultura, de maneira a garantirmos aos alunos melhores condições de ensaios”, assegura Marco Almeida.

Para assinalar uma década de existência, a orquestra POEMa, que já contou com a colaboração de cerca de 300 músicos, lançou no início deste ano o primeiro CD.

Esta orquestra municipal, fundada em 2013, começou por integrar alunos que frequentavam o ensino articulado da música (CRMV/AEM) e elementos das bandas filarmónicas do concelho de Mangualde. O projeto, rapidamente, cresceu, e foi alargado aos concelhos limítrofes, por forma a ser mais dinâmico e inclusivo. Atualmente, a POEMa é uma orquestra versátil e de formação variável, com grupos de música de câmara, big band, orquestra de cordas, banda sinfónica, orquestra clássica e orquestra sinfónica. As suas formações instrumentais são tão variadas como o seu repertório, apresentando música de diferentes períodos (desde o séc. XVII até aos dias de hoje) e diferentes estilos: erudito, jazz, world music e rock.

 

Artigo de opinião: TERMALISMO: A CURA PARA NÃO ADOECER

Ao redor do modesto público que já conhece a realidade das termas, começa uma cacofonia de vozes indistinguíveis. As termas, antes envoltas de luxo, com casinos eram frequentadas pelas elites como centros de lazer e recuperação onde socializavam e “matavam a sede” de uma boa conversa. Numa névoa de silêncio e reflexão, as termas transformam-se de repente num remoinho de atividades nefastas e pejorativas. A palavra Termalismo, ainda hoje é rodeada pela reputação da sua ancestralidade. Entre momentos de glória e outros depreciativos, o termalismo persiste no tempo e é na confluência de práticas ancestrais com os avanços científicos contemporâneos que o termalismo se procura reinventar.

Curiosa e despertada pelas histórias, fui experimentar a umas termas, não importa quais…. Podem ser apenas paredes e meras banheiras ou marquesas, sendo a água a sua unicidade. Permaneço imóvel numa banheira de água parada… Receio que os detalhes do testemunho sobre as propriedades terapêuticas das águas minerais, se desvaneçam da minha mente se eu me mover. Como refere Fernando Pessoa, “Há tanta suavidade em nada se dizer e tudo se entender”. Fecho os olhos, as minhas células vibram e esqueço as horas… aqui é “um lugar com tempo para tudo”. Na sala de repouso observo as pessoas a partir apressadamente, e questiono-me como podem voltar à sua rotina com tanta facilidade? Será que compreenderam a importância do termalismo como eu? Será que perceberam que esta prática ancestral pode ser a chave para uma vida mais saudável e equilibrada? Será que sabem que o termalismo pode ser a cura para não adoecer?

A sensação de comunicar termalismo toma conta de mim. O que será do termalismo? Será que conseguimos comunicar eficazmente os seus benefícios à sociedade? Na reflexão, percebo que o futuro do termalismo e, consequentemente, da saúde e do bem- estar, parece incerto… No entanto, uma luz de esperança brilha no horizonte, alimentada pela convicção de que a união entre tradição e a ciência pode abrir novos caminhos para um futuro mais saudável e equilibrado.

Determinada em contribuir para a valorização e progresso do termalismo, mantenho viva a esperança de que o termalismo continuará a ser uma fonte de cura e bem-estar
para as gerações futuras e por isso vos escrevo. A procura pela melhoria da qualidade de vida e a tendência global do inevitável envelhecimento, contribui para o crescimento do turismo de saúde e bem-estar. Paralelamente, as áreas da saúde, do turismo e do desenvolvimento regional têm sido alvo de estudo, mas maioritariamente de forma independente e desconexa, perdendo- se a oportunidade de valorização das sinergias associadas. Numa geração em que a inteligência artificial, os medicamentos e a inovação ganham destaque, é fácil esquecer o poder regenerador que reside nas profundezas da terra, nas águas minerais naturais. É hora de lembrar, de comunicar os benefícios do termalismo. A cura para não adoecer está mais próxima do que imaginamos…

A colaboração intersectorial, unindo saúde, turismo e desenvolvimento regional numa abordagem integrada é urgente. O termalismo combina na perfeição a saúde e o bem-
estar, sendo um importante elo de ligação. Nos últimos anos, têm sido realizados vários estudos que refletem a mudança de paradigma, quer na gestão dos estabelecimentos
termais, quer no perfil do seu utilizador. A necessidade de associar à vertente médica, as dimensões de qualidade de vida e de bem-estar, na linha do que é o conceito global e
contemporâneo de saúde é evidente. Esta perspetiva interdisciplinar é essencial para abordar os diversos pilares do termalismo, desde o impacto na saúde pública e bem-
estar psicológico das comunidades até à sustentabilidade ambiental. Na vertente saúde e bem-estar, o termalismo está fortemente alinhado com as tendências globais de promoção da saúde e bem-estar, valorizando não apenas os benefícios dos tratamentos termais na cura e na prevenção, mas também o seu impacto psicológico positivo, associado ao relaxamento e à conexão com a natureza. As termas recorrem a práticas de turismo e saúde sustentáveis, alinhadas com as diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030, nomeadamente no Objetivo 3 – Saúde de Qualidade.

Além disso, de acordo com o despacho 8899/2019 de 07 de outubro, o termalismo encontra-se também alinhado com o Plano Nacional de Saúde e na vertente médica e
de gestão da saúde, pode contribuir para o tratamento e prevenção de patologias crónicas, bem como para uma eventual redução da despesa para o Serviço Nacional de
Saúde e para os cidadãos, nomeadamente em termos da prestação de cuidados de saúde evitáveis e dos custos com a prescrição de meios complementares de diagnóstico
e terapêutica e de medicamentos.

Ao auscultar as pessoas envolvidas no termalismo sabemos que o termalismo faz bem, sabemos que existem utilizadores que frequentam as termas há mais de 30 anos porque
sentem melhorias na sua condição física e redução na medicação, mas não chega. A literatura científica demonstra que o termalismo pode desempenhar um papel crucial
na prevenção de doenças crónicas, visto que as águas minerais naturais possuem compostos que, ao serem absorvidos pelo corpo, podem melhorar a circulação sanguínea, reduzir processos inflamatórios e fortalecer o sistema imunológico. A existência de evidências científicas de que a água mineral natural é benéfica no tratamento de patologias associadas aos diferentes sistemas: músculo-esquelético; respiratório; gastrointestinal; cardiovascular; neurológico, incluindo o sistema neurovegetativo; dermatológico e até perturbações psiquiátricas abre novos caminhos na ciência. Estes efeitos biológicos não apenas contribuem para a manutenção da saúde, mas também auxiliam na prevenção de patologias diversas. A abordagem do termalismo não se limita aos benefícios físicos, simultaneamente, motivam ao bem- estar psicológico que é igualmente importante na prevenção de doenças. A serenidade e o relaxamento proporcionados pelo ambiente das estâncias termais são elementos chave na redução do stress e na promoção da saúde mental. Este aspeto holístico dotermalismo, que engloba tanto o corpo quanto a mente, é fundamental para uma abordagem preventiva de saúde.

Contudo, é imperativo destacar que o termalismo não deve substituir tratamentos médicos convencionais, mas sim complementá-los. A integração do termalismo em
programas de prevenção de saúde requer uma abordagem multidisciplinar e oreconhecimento da comunidade médica. Neste sentido, a colaboração entre médicos,
terapeutas e investigadores é essencial para maximizar os benefícios do termalismo.

Na vertente da sustentabilidade, é também, preciso dar a conhecer medidas que demonstram que o uso dos recursos termais é efetuado de maneira sustentável, como
são o caso dos projetos District heating das Termas de Chaves e de São Pedro do Sul. Os projetos representam uma iniciativa inovadora na gestão sustentável de recursos energéticos e no aproveitamento de fontes renováveis para aquecimento urbano. Ao utilizar as águas termais como fonte de energia térmica, estes projetos visam reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar as emissões de carbono associadas ao aquecimento de edifícios municipais e hoteleiros na área envolvente. Esta abordagem sustentável contribui, também, para a eficiência energética e para a redução dos custos de energia para os utilizadores finais.

Do ponto de vista socioeconómico, as termas no âmbito da promoção do turismo de saúde e bem-estar também têm o potencial de transformar significativamente a economia local. Este impacto inclui a criação de empregos, a atração de investimentos, o incentivo de vitalidade nas economias locais, particularmente pertinentes para as
áreas do interior que enfrentam desafios como a desertificação e a estagnação económica.

Apesar dos inúmeros benefícios do termalismo, ainda enfrenta desafios significativos.
Há a questão da perceção pública, muitas pessoas ainda veem o termalismo como um luxo indulgente, em vez de uma parte legítima, complementar e eficaz para a saúde. O
Termalismo não é para velhos! O Termalismo não é caro! O Termalismo é autêntico e precisa ser visto como uma nova forma de estar na vida. O termalismo baseia-se na
utilização das propriedades terapêuticas das águas, que são ricas em minerais e outros compostos que se acredita terem efeitos benéficos para o corpo humano. As águas que
caíram há milénios são as que hoje nos confortam nas termas, oferecendo uma conexão intemporal com os poderes terapêuticos da natureza. O que distingue positivamente o
termalismo relativamente a outros produtos é a água mineral natural, que pode ser, ainda mais, potenciado se lhe acrescentarmos outros valores.

Nas últimas décadas, a oferta tem vindo a assistir a um desenvolvimento significativo em Portugal, conseguindo atingir um público muito diversificado. Atualmente, temos
mais de 40 estâncias termais ativas pelo país, a facilidade de acesso hoje, permite que a distância deixe de ser uma barreira, mas antes uma oportunidade para as frequentar. É a unicidade das águas distribuídas pelo território que começa a atrair pessoas de todo o país e além-fronteiras. As termas começam, finalmente, a ser vistas como tratamentos naturais para uma variedade de condições de saúde, seja na prevenção, no tratamento ou simplesmente pelo lazer.

A par desta evolução, consolidam-se passos relevantes para as políticas de saúde pública, nomeadamente, na fixação da comparticipação dos tratamentos termais. A
demonstração da eficácia do termalismo como um complemento aos métodos tradicionais de tratamento e cuidados de saúde começa a ser uma realidade. Para além
disso, a integração das termas nos Conselhos Municipais de Saúde, fortalecem o sistema de saúde local, através de uma abordagem mais holística, preventiva,
descentralizada e sustentável da saúde, enquanto contribui para comunidades mais saudáveis e felizes. A tranquilidade e o ambiente sereno das estâncias termais podem
ajudar a reduzir o stress e promover o bem-estar emocional.

Em conclusão, o termalismo apresenta-se como uma abordagem promissora na prevenção de doenças. A conjugação dos seus benefícios físicos e psicológicos, aliada à
crescente evidência científica dos seus efeitos preventivos, destaca o potencial desta prática milenar. Contudo, a sua eficácia enquanto ferramenta de prevenção de saúde
depende da colaboração entre a prática tradicional, a investigação científica, o governo, bem como do compromisso com a sustentabilidade dos recursos naturais e da sua
comunicação à sociedade. O termalismo não é apenas uma cura para não adoecer, é uma ponte entre o passado e o futuro da medicina preventiva.

A intenção é voltar a colocar o termalismo na chamada “Idade de ouro”. Para o efeito é preciso pensar globalmente, agir localmente e contribuir para combater a perceção
pública. Estas não são meras frases de efeito, são apenas alguns dos princípios que têm inspirado o meu trabalho e que partilho hoje com a comunidade.

Num mundo onde a saúde é cada vez mais preciosa e o bem-estar é cada vez mais fugaz, o termalismo oferece uma luz de esperança, uma nova forma de estar na vida,
com a promessa de cura e renovação para todos aqueles que procuram uma vida mais plena, saudável e um bem-estar duradouro.

Autora Vera Antunes – Técnica Superior na Universidade da Beira Interior Investigadora nas áreas da Comunicação Estratégica e Termalismo | LabCom
Sócia da GIROHC