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Religião

Avisos e Liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum- ano B

 

Os textos, propostos pela Liturgia da Igreja para este Domingo, convidam-nos a contemplar Jesus Cristo na sua entrega por amor. Por isso, na nossa oração deveríamos pedir força e coragem para seguir Jesus Cristo na sua entrega. A resposta de Jesus às pretensões de Tiago e de João, “Não sabeis o que pedis”, revela que eles têm de purificar as suas súplicas e dedicarem-se a compreender quem Ele é, alertando-os para a certeza de que o Pai já sabe aquilo que nos faz falta antes de lho pedirmos (cf. Mt 6,8.32). A Deus temos de lhe pedir coisas boas (cf. Mt 7,11), temos de lhe pedir o Espírito Santo (cf. Lc11,13), mas não o poder e a riqueza, como fazem Tiago e João. Que diferença entre o pedido destes irmãos e o pedido do cego Bartimeu que, perante a mesma pergunta de Jesus (“Que quereis que vos faça”), responde: “Mestre, que eu veja!” (Mc 10,51), como veremos no próximo Domingo! Os outros discípulos, como Tiago e João, também não tinha entendido o Mestre, mas “começaram a indignar-se contra eles”, porque se tinham antecipado nos seus desejos e ambições. Escutemos, pois, a advertência de Jesus e peçamos ao Pai o Espírito Santo, na certeza que Ele conhece suficientemente as nossas necessidades.

Jesus faz a seguinte pergunta a Tiago e João: “Podeis beber o cálice que eu vou beber?”. Beber o cálice de Jesus certifica-nos como seus discípulos. Seguir Jesus não é fácil, porque Ele próprio pediu ao Pai para não beber o cálice da cruz, mas obedeceu: “Mas não se faça o que Eu quero, e sim o que Tu queres” (Mc 14,36). Beber o cálice significa passar pelo sofrimento, e o sofrimento gera em nós medo. Na primeira leitura, de Isaías, escutamos um excerto do quarto cântico do Servo de Javé, onde se diz que toda a libertação supõe um sofrimento prévio: “O justo, meu servo, justificará a muitos e tomará sobre si as suas iniquidades”. Beber o cálice, o nosso cálice pessoal de cada dia, é a condição para nos convertermos em discípulos e para nos unirmos à missão salvífica de Jesus. São Paulo sente-se tão unido a Jesus Cristo que afirma claramente: “Agora, alegro-me nos sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, pelo seu Corpo, que é a Igreja” (Col 1,24). Será que S. Paulo gosta de sofrer? Será que nós gostamos de sofrer? Será que os pais gostam de sofrer pelos filhos? Será que os professores gostam de sofrer por causa do mau aproveitamento dos seus alunos mais desleixados? Será que gostamos de sofrer o desemprego ou uma grave doença? Na primeira carta de Pedro é dito: “alegrai-vos, pois assim participais dos padecimentos de Cristo” (1Pe 4,13). Fica bem claro que o discípulo tem de aprender a seguir os passos do Mestre. Quando Pedro lhe pergunta pelo prémio, porque deixaram tudo para O seguir, Jesus promete-lhes cem vezes mais, mas com perseguições (cf. Mt 10,30).

Assim, nada de querer ser dos primeiros, como pretendiam Tiago e João. Se Jesus veio para servir, os seus discípulos também têm de servir. Jesus tinha uma grande experiência de vida e uma consciência política muito clara: “os chefes das nações exercem domínio sobre elas, e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder”. Palavras sempre actuais em todos os tempos, também agora! Ninguém se atreva a contradizer Jesus ou a dizer que Ele se mete na política! Está bem visível aos nossos olhos! Contudo, Jesus diz-nos: “Não deve ser assim entre vós”. Ele chama-nos para servir, como Ele o fez no lava-pés. Recordemos as suas palavras proferidas nesse momento: “dei-vos o exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também” (Jo 13,15). Que alegria imitar Jesus, viver o serviço como “o Filho do homem”, que oferece a sua vida e se compadece das nossas fragilidades, como nos diz a carta aos Hebreus. Demos graças a Deus pelo seu amor, perdão, paciência e misericórdia.

17-10-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Que necessidade havia de que o Filho de Deus sofresse por nós? Uma grande necessidade, que podemos resumir em dois pontos: necessidade de remediar os nossos pecados e necessidade de dar o exemplo para a nossa conduta. A Paixão de Cristo dá-nos um modelo válido para toda a vida. Se procuras um exemplo de caridade: «Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15,13). Se buscas paciência, é na cruz que a encontramos no grau máximo: Na cruz, Cristo sofreu grandes tormentos com paciência porque «ao ser insultado não ameaçava» (1Pd 2,23), «não abriu a boca, como um cordeiro que é levado ao matadouro» (Is 53,7). «Corramos com perseverança a prova que nos é proposta, tendo os olhos postos em Jesus, autor e consumador da fé. Ele, renunciando à alegria que lhe fora proposta, sofreu a cruz, desprezando a ignomínia» (Hb 12,1-2).

Se procuras um exemplo de humildade, olha para o Crucificado. Porque Deus quis ser julgado por Pôncio Pilatos e morrer. Se procuras um exemplo de obediência, basta que sigas Aquele que Se fez obediente ao Pai «até à morte» (Fl 2,8). «De fato, tal como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só todos se tornarão justos» (Rm 5,19). Se buscas um exemplo de desapego dos bens terrenos, simplesmente segue Aquele que é o «Rei dos reis e Senhor dos senhores», «em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento» (1Tm 6,15; Cl 2,3); Ele está nu na cruz, tornado motivo de escárnio, coberto de escarros, maltratado, coroado de espinhos e, por fim, dessedentado com fel vinagre. (São Tomás de Aquino, 1225-1274, teólogo dominicano, doutor da Igreja, Conferência sobre o Credo, 6).

 

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Ano B - Tempo Comum - 29º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum – ano B

 

As leituras deste Domingo podem ser apresentadas como um guião para uma melhor compreensão de Deus. Em primeiro lugar, o belíssimo texto evangélico salienta o desejo que todos temos de sermos fiéis ao amor de Deus. “Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?”, ou seja, para viver o amor de Deus. A resposta de Jesus é muito clara e perspicaz: vive a vida que Deus te propõe, procura ser imagem viva de Deus. O que fazer? Pois, ama os outros. Respeita a sua vida, a sua dignidade, a sua integridade e cuida dos teus pais e de todos que te são mais próximos. Porém, Jesus diz ainda o seguinte: não dependas das tuas próprias seguranças, não sonhes ser rico para te sentires seguro e robusto, não permitas que a riqueza seja o mais importante para ti. Confia em Deus e Deus será o teu tesouro: “terás um tesouro no Céu”. Também não podemos esquecer dois gestos de Jesus: “Jesus olhou para ele (o jovem rico) com simpatia”, ou seja, com afecto. Jesus olha-me, com afecto, com amor. Como é bom sentir-me amado por Jesus, por um Jesus que me fala pessoalmente. O segundo gesto é o chamamento: “Depois, vem e segue-me”. É verdade, Jesus diz-me: “Segue-me”. Jesus faz-nos um convite pessoal para ir com Ele. É um convite amável, quase íntimo, que me convida a segui-Lo com plena confiança. Ele ensinar-nos-á que não ninguém melhor que Deus.

Este Deus ama-me tanto que escutará a minha súplica de querer ser sua imagem. Recordemos aquela frase de Jesus: “quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!” (Mt 7,11). A primeira leitura diz-nos claramente o que devemos pedir a Deus: prudência e Espírito de sabedoria. Foi bom Jesus ter-nos convidado a deixar as nossas seguranças para obter a Sabedoria, o próprio Deus; diante Dele as riquezas não são nada. A Sabedoria é mais valiosa do que as pedras preciosas e do que todo o ouro e a prata do mundo. É mais valiosa do que a saúde e a beleza. Como é bom ter esta sabedoria! A segunda leitura convida-nos a acolher a Palavra de Deus que é viva e eficaz, “e é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração”, é uma palavra que me conhece melhor do que eu mesmo, uma palavra que toma uma forma humana na pessoa de Jesus de Nazaré. Através da sabedoria, através da Palavra, Deus chama-me pelo meu nome, mas, muitas vezes, nada respondo, ou seja, não quero ser sábio, faço-me surdo a tudo o que Deus me quer dizer. Cada um bem sabe as resistências que coloca ao chamamento de Deus! Deus chama-me pelo meu nome, porque me conhece, mas muitas vezes não o quero ouvir.

A resposta de Jesus ao jovem rico deixou-o desconcertado. Aquele jovem queria seguir Jesus! Os discípulos também ficaram surpreendidos, porque tinham deixado tudo para seguir o Mestre. Por isso, comentavam entre si: “Quem pode então salvar-se?”. Eles falavam em nosso nome, porque pensamos como eles, e também nos perguntamos como se pode viver com o desprendimento que Jesus propõe. Sentimos que somos incapazes de sermos tão santos! Talvez tenhamos esquecido que Deus, que tudo pode, também me pode libertar do desejo de seguranças e de ter dinheiro. Ama-me tanto que me leva como água ao seu moinho. Mas Pedro insiste: “Vê como nós deixámos tudo para Te seguir”. Na nossa vida, está bem presente a resposta de Jesus a Pedro: recebemos muito mais do que damos, deixámos de ter muitas coisas para seguir Jesus, espera-nos a perseguição e a incompreensão por causa da nossa opção de viver o que nos é proposto pelo Evangelho. Se Deus tudo pode, também me pode converter para estar disponível a escutar as palavras de Jesus: “Falta-te uma coisa: vai vender tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me”. Na minha vida, o que devo vender? O que tenho de dar aos pobres? Onde está o meu tesouro?

10-10-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Há uma riqueza que semeia a morte por onde quer que domine: libertai-vos dela e sereis salvos. Purificai a vossa alma, tornai-a pobre para poder escutar o apelo do Salvador que vos repete: «Vem e segue-me!» Ele é o caminho por onde segue quem tem o coração puro: a graça de Deus não penetra numa alma cheia de empecilhos e atormentada por uma multidão de posses.

O que olha a fortuna, o ouro e a prata ou as casas, como dons de Deus, esse testemunha a Deus o seu reconhecimento, indo em auxílio dos pobres com os seus bens, pois sabe que os possui mais para os seus irmãos do que para si mesmo, tornando-se, assim, mestre das suas riquezas, em vez de seu escravo. Não as guarda em sua alma, nem encerra nelas a sua vida, mas prossegue sem se cansar numa obra tão divina. E, se algum dia a sua fortuna vier a desaparecer, aceita essa ruína com um coração livre. A esse homem, Deus declara-o bem-aventurado, «pobre em espírito», herdeiro do Reino dos Céus (Mt 5, 3).

Em contrapartida, há o que esconde a riqueza em seu coração, em vez do Espírito Santo. Esse, guarda para si as terras; acumula sem fim a fortuna e não se preocupa senão com ajuntar sempre mais; nunca levanta os olhos para o céu; preocupa-se com as coisas temporais, porque ele não é senão pó e em pó se tornará (Gn 3, 19). Como é que pode experimentar o desejo do Reino aquele que, em vez do coração, leva em si um campo ou uma mina, e a quem a morte o surpreenderá no meio das suas paixões? «Pois, onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração». (Mt 6, 21). (São Clemente de Alexandria, 150-c.215, teólogo Kephas III, p. 753-754).

 

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Ano B - Tempo Comum - 28º Domingo - Boletim Dominical II

Mercedes-Benz 4MATIC Experience foram até Santiago de Compostela

A edição de 2021 do Mercedes-Benz 4MATIC Experience levou, de 1 a 5 de outubro, 50 automóveis da marca da estrela até Santiago de Compostela.

Em Ano Jacobeu, com a Porta Santa da Catedral aberta aos peregrinos, a Mercedes-Benz e o Escape Livre organizaram mais uma edição desta icónica aventura fora de estrada, naquela que foi a maior caravana de sempre, com 50 viaturas da marca alemã em peregrinação até ao “Campus Stelae” (Campo de Estrelas) de Santiago de Compostela.

A aventura começou no dia 1 de outubro, sexta-feira, dia que ficou reservado para a chegada dos participantes ao Hotel de Turismo de Trancoso. Era o início da reunião da família Mercedes-Benz que, este ano, contou com a participação de Holger Marquardt, CEO da Mercedes-Benz Portugal.

Após o briefing inicial e o jantar, oportunidade para escutar a história do Caminho de Santiago, contada pelo historiador Joel Cleto, que também acompanhou a caravana durante esta aventura.

O raiar do primeiro dia de verdadeiro passeio começou com visita a Nossa Senhora ao Pé da Cruz e Sernancelhe. Seguiu-se a subida à Senhora da Lapa e a visita ao Mosteiro de São João de Tarouca. Depois de uma passagem pela Ponte de Ucanha, tempo para um almoço panorâmico no Paraíso D’Ouro, em Lamego.

Com os Mercedes-Benz 4MATIC sedentos de “maus caminhos”, a caravana avançou para a travessia da Serra do Marão, percorrida com chuva e nevoeiro cerrado, antes da chegada ao Pena Park Hotel, em Ribeira de Pena, onde a caravana jantou e pernoitou.

O domingo acordou com muito sol e permitiu que todos pudessem tirar o máximo partido das magnificas paisagens do percurso. A manhã ficou marcada pelas visitas à Nossa Senhora do Viso e a Agra, Aldeia de Portugal, antes da chegada a São Bento da Porta Aberta, ponto para a merecida pausa para almoço no Hotel de São Bento da Porta Aberta.

À porta do Hotel, um verdadeiro showroom Mercedes-Benz fazia as delícias dos muitos peregrinos que visitavam o local, que puderam ver um catálogo completo da marca alemã composto por vários modelos 4MATIC – G, GLC, GLE, GLB, GLA, GLK e ML!

Já a caminho de Viana do Castelo, para pernoitar no Axis Hotel, seguiu-se uma breve paragem na Nossa Senhora da Abadia antes do ponto alto do dia, com uma visita guiada ao magnífico Mosteiro de Tibães, em Braga.

Antes do jantar, as quase cinquenta senhoras presentes no passeio tiveram a oportunidade de ter um momento só para elas, com a apresentação do She’s Mercedes Off Road Experience, uma aventura fora de estrada exclusivamente no feminino, que irá decorrer na Serra da Estrela e que, pela primeira vez, ocupará todo um fim de semana.

Cátia Magalhães, da Mercedes-Benz, explicou: O She’s Mercedes, é um projeto internacional da Mercedes-Benz com o objetivo de aproximar o target feminino da marca através de experiências exclusivas. Neste sentido, irá realizar-se uma vez mais o She’s Mercedes Off Road Experience, entre os dias 12 e 14 de novembro, uma iniciativa em exclusivo no feminino, onde se pretende proporcionar momentos únicos de aventura, convívio, partilha e inspiração. Um evento onde queremos ser uma inspiração e deixar-nos inspirar pelas nossas participantes.”

Ao jantar, a Mercedes-Benz não deixou passar a oportunidade de celebrar com todos os presentes o décimo aniversário desta parceria com  o Escape Livre, numa noite com várias surpresas, entrega de prémios Mercedes-Benz e Bridgestone, oferta do Troféu SPAL e vários agradecimentos especiais, sobretudo a todos os participantes.

O último dia de viagem começou com a subida ao Monte de Santa Luzia e uns desafiantes corta-fogos para que os Mercedes-Benz pudessem continuar a mostrar a eficácia da tecnologia 4MATIC. Seguiu-se a visita ao Mosteiro de São João de Arga e um almoço em Vila Nova de Cerveira, no restaurante Dom Júlio, uns dos vencedores das 7 Maravilhas da Nova Gastronomia. Depois, rumo a Espanha para visitar o Mosteiro de Oia e seguir, finalmente, até Santiago de Compostela.

Já em Santiago, e com todos os participantes na posse dos seus bordões de peregrinos, os bispos de Aveiro e da Guarda juntaram-se aos participantes para uma caminhada noturna, abençoada pela chuva, desde o Gran Hotel Los Abetos até à Catedral de Santiago.

Na manhã seguinte, e antes do regresso a casa, tiveram lugar as visitas guiadas ao centro histórico de Santiago de Compostela e a missa do peregrino na Catedral, com a emblemática cerimónia do Botafumeiro, o maior incensário da europa.

A convite do Escape Livre, a missa na Catedral de Santiago foi presidida pelos bispos da Guarda, Viseu e Aveiro, onde Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre, teve oportunidade de fazer a evocação ao apóstolo Santiago em nome de todos os peregrinos da expedição Mercedes-Benz 4MATIC.

Para Holger Marquardt, CEO da Mercedes-Benz Portugal: “Esta foi provavelmente a melhor edição do 4MATIC Experience, uma vez que a caravana de viaturas Mercedes-Benz, com tecnologia 4MATIC, atingiu a capacidade máxima de 50 equipas, oriundas de todos os pontos do país.  Foram 5 dias de convívio e partilha, no seio da Natureza, com experiências enriquecedoras a nível cultural, gastronómico, e de muita aventura fora de estrada por paisagens deslumbrantes entre Portugal e Espanha.”

O Clube Escape Livre regressa a Santiago de Compostela no próximo ano, também ele Ano Santo, por decreto especial do Papa Francisco.

Misericórdia de Mangualde recebeu novo Capelão Padre Paulo Domingues

Foi um dia de grande alegria na Misericórdia de Mangualde , com o Provedor José Tomás, com a receção do Pe. Paulo Domingues que vai ser agora o Assistente Espiritual da Santa Casa da Misericórdia de Mangualde.
Esta função, decretada no passado dia 20 de Agosto por D. António Luciano, será desempenhada em acumulação com as funções de Pároco de Mangualde e das outras paróquias que lhe estão confiadas.
O agora Capelão da Misericórdia de Mangualde visitou todos os Utentes seguindo-se uma Celebração Eucarística no Lar Nossa Senhora do Amparo.
fotos:MM

Avisos e Liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum- ano B

A mulher e o homem são chamados a viver em harmonia, em mútua companhia. Sim, é verdade, são chamados. A Bíblia não é um livro de ciência, mas um livro religioso, o qual faz uma interpretação religiosa da realidade, sempre complexa, da relação entre o homem e a mulher. Diz-nos como devem ser as nossas relações: entre vizinhos, entre amigos, entre os esposos. E em todas as relações temos de ter bem presente os seguintes verbos: amar, respeitar, acolher, perdoar. Em primeiro lugar, temos de constatar o seguinte: é importante viver em relação porque isto enriquece-nos. A primeira leitura deste domingo é muito clara: “não é bom que o homem esteja só”. Em segundo lugar, é importante não esquecer que todos temos a mesma dignidade, que todos somos da mesma espécie, porque todos fomos criados à imagem e semelhança de Deus: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou-os homem e mulher”. Temos a mesma dignidade, completamo-nos uns aos outros. A primeira leitura recorda-nos isto da seguinte forma: “Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne”. O homem e a mulher unem-se para serem uma só carne, ou seja, um só eu, um só tu, uma só família, uma só comunidade.

Todavia, bem sabemos que este chamamento à harmonia, a “uma só carne”, não é fácil, porque muitas vezes nos esquecemos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, ou seja, deixamos dominar a “dureza do nosso coração”, como Jesus nos diz no Evangelho. A “dureza do coração” são as nossas resistências que prejudicam as nossas relações, mesmo no casamento. Portanto, é fundamental que todos tenhamos uma ideia clara de como somos. Recordemos a célebre sentença grega do templo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo”. É importante saber como posso enriquecer a minha relação com o outro, no casamento ou noutra forma ou situação da vida. É importante saber de que maneira estou a ser causa de conflitos e obstáculos no relacionamento com os outros. Tantas vezes ouvimos estas frases: “eu sou assim”, “já sabes que sou assim”, “comigo é assim”, “quem quer que se mude”, “quem não está bem que se mude”. Isto é o mesmo que dizer “não esperes que abandone o meu comodismo, o meu conforto, o meu sofá, o meu mundo, as minhas ideias”. Se não quero mudar para melhorar, se não quero crescer como pessoa para ser mais semelhante a Deus, estou a revelar a dureza do meu coração. Desta forma estou a resistir viver o espírito das bem-aventurança, que é a “selfie” que Jesus faz de si mesmo: simplicidade de coração, construtor da paz, aceitação da minha fraqueza e pobreza e de tudo o que me falta para ser um digno filho de Deus.

Nas suas palavras, Jesus recorda o que foi dito no princípio da criação: “Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. Temos de realçar este aspecto: “o que Deus uniu”. Se não houver uma sinceridade inicial absoluta, uma entrega total, uma vontade de ser melhor e de ajudar o outro a ser melhor, uma vontade de viver o casamento com critérios evangélicos, não sei se podemos dizer que foi unido por Deus! Se não acolho o outro como um dom que Deus me concede, com a simplicidade de uma criança que acolhe o Reino de Deus, não viverei uma relação própria de alguém que foi criado à imagem e semelhança de Deus.

Será que estamos a colocar a fasquia muito alta? Bem, Deus é que nos chama a ser perfeitos e santos! Todavia, temos consciência das nossas limitações. Para viver o amor, precisamos, muitas vezes, de rever e de recomeçar. Peçamos a Deus que nos acompanhe nesta aventura de amar como o Seu Filho Jesus Cristo nos amou.

03-10-2021

Orientações CEP 30.09.2021_1

LEITURA ESPIRITUAL

Na Bíblia encontrarmos uma imagem estritamente metafísica de Deus: Deus é absolutamente a fonte originária de todo o ser; mas este princípio criador de todas as coisas — o Logos, a razão primordial — é, ao mesmo tempo, um amante com toda a paixão de um verdadeiro amor. Deste modo, o eros é enobrecido ao máximo, mas simultaneamente tão purificado que se funde com a agape.

A primeira novidade da fé bíblica consiste na imagem de Deus; a segunda, essencialmente ligada a ela, encontramo-la na imagem do homem. A narração bíblica da criação fala da solidão do primeiro homem, Adão, querendo Deus pôr a seu lado um auxílio. Dentre todas as criaturas, nenhuma pôde ser para o homem aquela ajuda de que necessita, apesar de ter dado um nome a todos os animais selvagens e a todas as aves, integrando-os assim no contexto da sua vida. Então, de uma costela do homem, Deus plasma a mulher. Agora Adão encontra a ajuda de que necessita: «Esta é, realmente, osso dos meus ossos e carne da minha carne» (Gn 2, 23). Na base desta narração, é possível entrever concepções semelhantes às que aparecem, por exemplo, no mito referido por Platão, segundo o qual o homem originariamente era esférico, porque completo em si mesmo e auto-suficiente. Mas, como punição pela sua soberba, foi dividido ao meio por Zeus, de tal modo que agora sempre anseia pela outra sua metade e caminha para ela a fim de reencontrar a sua globalidade. Na narração bíblica, não se fala de punição; porém, a ideia de que o homem de algum modo esteja incompleto, constitutivamente a caminho a fim de encontrar no outro a parte que falta para a sua totalidade, isto é, a ideia de que, só na comunhão com o outro sexo, possa tornar-se «completo», está sem dúvida presente. E, deste modo, a narração bíblica conclui com uma profecia sobre Adão: «Por este motivo, o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne» (Gn 2, 24). (Bento XVI, encíclica Deus Caritas Est, 9-11).

 

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Ano B - Tempo Comum - 27º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do 26º domingo do Tempo Comum- ano B

 

Neste Domingo, se alguém, que desconheça a Bíblia, for atrasado para a celebração da Eucaristia e chegar no momento em que se estiver a proclamar a segunda leitura, poderá pensar que está num comício político ou numa manifestação sindical! Como foi recordado no domingo passado, muitas partes da carta de S. Tiago, que são proclamadas nestes domingos, são uma radiografia de realidades muito presentes nos nossos dias; parece que são textos escritos há pouco tempo. O texto da carta de S. Tiago deste domingo fala, em tom duro e exigente para os ricos: “Agora, vós, ó ricos, chorai e lamentai-vos. As vossas riquezas estão apodrecidas e as vossas vestes estão comidas pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se, e a sua ferrugem vai dar testemunho contra vós e devorar a vossa carne como fogo. Privastes do salário os trabalhadores que ceifaram as vossas terras (os operários das vossas fábricas, os profissionais e auxiliares na área da educação, da saúde, e em tantos outros lugares). O seu salário clama; e os brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo”. É evidente que não se trata de fazer demagogia nem de generalizar as denúncias, mas é um convite para nos afastarmos da cobiça e da inveja, que são das perversões mais graves existentes entre os homens e mulheres.

Se a carta de S. Tiago nos alerta sobre algumas atitudes contrárias aos valores do Evangelho, como a cobiça e a inveja, o texto evangélico de S. Marcos fala-nos de outras coisas que nos fazem afastar de Jesus, como a intolerância. O apóstolo João teve a mesma atitude do jovem que interpelou Moisés, como nos narra a primeira leitura: queria impor condições e fazer discriminação de pessoas, “porque ele não anda connosco”. Hoje, nós dizemos: “não é dos nossos” e neste “dos nossos” estão todos aqueles que não têm as nossas ideias sobre a política, sobre questões religiosas e sociais. Mas Jesus afirma claramente que “quem não é contra nós é por nós”. Quem luta pelo bem-estar de todos está em sintonia com Jesus. Uma coisa são as discordâncias e outra são as intolerâncias. É necessário sempre somar e multiplicar em vez de dividir.

Nas leituras bíblicas deste domingo ainda há um terceiro aspecto que não pode ficar esquecido. Além da denúncia do mau uso dos bens materiais como a inveja, e das intolerâncias na relação com os que não alinham com as nossas ideias, há outra coisa que é preciso evitar, que é o escândalo. Novamente Jesus refere-se aos mais pequenos, como no domingo passado, ou seja, às pessoas mais frágeis e necessitadas, e alerta contra qualquer acção que os escandalize e que os possa afastar do Senhor. Podemos falar de três tipos de escândalos: aqueles que, em si, não são, mas somente no coração e na mente dos que se dizem escandalizados; escândalos que são somente pequenas imperfeições em pessoas mal preparadas; e os verdadeiros escândalos que são as grandes contradições e incoerências das pessoas que dizem pensar de uma maneira e comportam-se de uma forma contrária ao que dizem. É esta atitude que Jesus denuncia com palavras duríssimas.

As leituras deste domingo oferecem-nos três pontos para a nossa reflexão: 1) alerta-nos sobre a cobiça e a inveja dos bens materiais; 2) avisa-nos sobre as nossas intolerâncias de qualquer género; 3) e sobre os escândalos por causas das nossas imprudências e ingenuidades.

26-09-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Hoje gostaria de meditar brevemente sobre outra expressão com a qual o Concílio Vaticano II definiu a Igreja: «Povo de Deus» (cf. Constituição dogmática Lumen Gentium, nº 9; Catecismo da Igreja Católica, n. 782). E faço-o mediante algumas perguntas, acerca das quais cada um poderá reflectir.

O que quer dizer ser «Povo de Deus»? Antes de tudo, significa que Deus não pertence de modo próprio a qualquer povo, pois é Ele que nos chama, que nos convoca, que nos convida a fazer parte do seu povo, e este convite é dirigido a todos, sem distinção, porque a misericórdia de Deus «deseja que todos os homens se salvem» (1 Tm 2, 4). Jesus não diz aos Apóstolos e a nós que formemos um grupo exclusivo, um grupo de elite. Jesus diz: ide e ensinai todas as nações (cf. Mt 28, 19). São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, «Já não há judeu nem grego… pois todos vós sois um só em Cristo Jesus» (Gl 3, 28). Gostaria de dizer inclusive àqueles que se sentem distantes de Deus e da Igreja, a quem é medroso ou indiferente, a quantos pensam que já não podem mudar: o Senhor chama-te, também a ti, a fazer parte do seu povo, e fá-lo com grande respeito e amor! Ele convida-nos a fazer parte deste povo, do povo de Deus.

Como nos tornamos membros deste povo? Não é através do nascimento físico, mas mediante um novo nascimento. No Evangelho, Jesus diz a Nicodemos que é preciso nascer do alto, da água e do Espírito para entrar no Reino de Deus (cf. Jo 3, 3-5). É através do Baptismo que nós somos introduzidos neste povo, mediante a fé em Cristo, dom de Deus que deve ser alimentado e desenvolver-se em toda a nossa vida. Perguntemo-nos: como faço crescer a fé que recebi no meu Baptismo? Como faço crescer esta fé que recebi e que o povo de Deus possui? (Francisco, Audiência Geral, 12-06-2013).

 

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Ano B - Tempo Comum - 26º Domingo - Boletim Dominical II

Busto de Homenagem à Nossa Senhora de Bom Sucesso em Chãs de Tavares

A União de Freguesias de Tavares como forma de homenagear as festividades no Monte da Nossa Senhora do Bom Sucesso, colocou uma imagem a dar as boas vinda aos visitantes que anualmente visitam o local.

Deste modo na impossibilidade de a festa não acontecer com normalidade este ano, onde apenas foi celebrada a Santa Missa, como forma de assinalar a data. Ficando a promessa de em 2022 acontecer a festividade completa.

Avisos e Liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum- ano B

 

Na segunda leitura deste Domingo é proclamado mais um excerto da carta de S. Tiago que nos oferece uma radiografia de muitas situações que são hoje actuais entre nós: “De onde procedem os conflitos entre vós? Não é precisamente das paixões que lutam nos vossos membros? Cobiçais e nada conseguis: então assassinais. Sois invejosos e não podeis obter nada: então entrais em conflitos e guerras”. Será que estas palavras não continuam a expressar muitas situações da nossa sociedade, desumanizada e anestesiada pelo consumismo das coisas materiais?

No texto do evangelho Jesus volta a insistir sobre o seu futuro, ou seja, na sua paixão e morte. Todavia os discípulos não O escutam ou não O querem escutar. Eles esperavam um reino de poder, triunfo e glória, e Jesus falava-lhes de crucifixão e de morte, mas também no desfecho com a ressurreição. O Servo sofrerá muito, será a pedra que os construtores irão rejeitar, e os discípulos do Servo terão o mesmo destino. Por isso, aos discípulos do Servo se pede disponibilidade e entrega.

Jesus anuncia a sua paixão e morte aos seus discípulos mas eles não O escutam, porque continuam a disputar entre eles os melhores lugares e a melhor forma de serem importantes no Reino que imaginam. Então Jesus apresenta os requisitos para quem O quiser seguir: 1) “Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos”. Nada de ambições, honras e vaidades. No grupo ninguém deve pretender estar acima dos outros; 2) o segundo requisito é dito através de um gesto simbólico: colocou uma criança no meio deles e disse-lhes: “Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que me enviou”. Nesta criança tomada e abraçada por Jesus encontramos um símbolo de tantas pessoas débeis e abandonadas que necessitam de atenção e de acolhimento.

Tudo isto que Jesus diz aos seus discípulos é também para a Igreja. Hoje precisamos de uma Igreja servidora, acolhedora e próxima dos mais fracos e abandonados. Ao olhar para o texto evangélico deste domingo podemos concluir o seguinte: muitas vezes os critérios de Jesus não coincidem com os critérios de muitos que nos rodeiam. Quem pensa hoje, por exemplo, que os homens e mulheres mais importantes são aqueles que vivem ao serviço dos outros? Quem valoriza como importantes os milhares de homens e mulheres anónimas, de rosto desconhecido, que nunca serão homenageados ou condecorados, mas que gastam as suas forças e vidas no serviço desinteressado aos irmãos mais necessitados?

Não caiamos na tentação de pertencer ao grupo daqueles e daquelas que passam a vida somente a lamentarem as coisas negativas. Tenhamos a coragem de pertencer ao grupo daqueles e daquelas que passam a vida a fazer caminho à luz dos critérios e valores propostos por Jesus.

19-09-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Lembra-te deste provérbio: «Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes» (Jo 4,6). Tem presente a palavra do Senhor: «Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado» (Mt 23,12). Se achas que tens alguma coisa boa, reconhece-a, mas sem esquecer as tuas faltas; não te engrandeças com o bem que hoje fizeste, nem esqueças o mal recente ou passado; se o presente é para ti motivo de glória, lembra-te do passado e assim destruirás esse estúpido abcesso!

Se vês o teu próximo pecar, não consideres mais do que a falta cometida e pensa também no bem que ele faz ou fez; muitas vezes descobrirás que é melhor do que tu, se examinares o conjunto da tua vida e não te prenderes a coisas fragmentárias, porque Deus não examina assim o homem. Lembremo-nos disso muitas vezes, para nos preservarmos do orgulho, abaixando-nos, para sermos elevados.

Imitemos o Senhor, que desceu do céu até ao aniquilamento total. Mas, depois de tal aniquilamento, fez resplandecer a sua glória, glorificando com Ele aqueles que com Ele tinham sido desprezados. Tais eram, com efeito, os primeiros discípulos que, pobres e nus, percorreram o universo sem palavras de sabedoria nem séquitos faustosos, mas sós, errantes e sofredores, vagabundos por terra e por mar, vergastados, apedrejados, perseguidos e, finalmente, levados à morte. Tais são os divinos ensinamentos do nosso Pai. Imitemo-los para chegarmos também à glória eterna, ao perfeito e verdadeiro dom de Cristo. (São Basílio, c. 330-379, monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja, Homilia sobre a humildade, 5-6).

 

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Ano B - Tempo Comum - 25º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum- ano B

 

Com alegria e esperança, ressoa nos nossos ouvidos as palavras do profeta Isaías, que se encontram na primeira leitura deste domingo: “o Senhor Deus veio em meu auxílio e por isso não fiquei envergonhado”. Mas poderemos olhar, em primeiro lugar, para o trecho da carta de S. Tiago, na segunda leitura. São palavras que não precisam de grande explicação, porque claramente afirmam que “a fé sem obras está completamente morta”, “Mostra-me a tua fé sem obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé”. São palavras para sempre refletir e sempre colocar em prática. São palavras que não nos deixam viver somente de boas intenções. Somos e seremos julgados pelas nossas obras. Quando perguntaram a Jesus como será o julgamento da nossa vida, afirmou claramente que as nossas ações com os outros dão, ou não, sentido à nossa biografia cristã: tive fome e deste-me de comer, era peregrino e recolheste-me, estava doente e foste visitar-me.

A partir do texto da carta de S. Tiago, debrucemo-nos sobre o texto do evangelho deste domingo que tem duas partes bem distintas, mas muito importantes. A pergunta que Jesus faz aos seus discípulos é feita também a todos nós. “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Não se exige respostas académicas, bem fundamentadas nos tratados de Teologia, mas pede-se uma resposta nascida do encontro e da experiência com Jesus. Do conhecimento histórico de Jesus não sabemos grande coisa; sobre o conhecimento bíblico e teológico já foram escritos milhares de livros; mas o conhecimento que aqui nos é pedido é o conhecimento nascido da experiência, do interior de cada um e do encontro e da relação com Jesus. Mas, respostas precipitadas também não servem. Pedro respondeu: “Tu és o Messias”, mas ainda não sabia muito bem o que isto significava, como Jesus confirmou ao dizer: “Tu não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens”. Pedro pensava num Messias triunfante, entendendo o triunfo de uma forma humana, não como o entende Deus. Na segunda parte do texto encontramos, em certo sentido, o cumprimento da primeira. Conhecer Cristo supõe saber segui-Lo, é levar a cruz de todos os dias. Seguir Jesus é perder a vida, se for necessário, por Ele e pelo Evangelho. Por isso, “se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me”.

Tomar a cruz e perder a vida não é um convite ao “pietismo” ou ao “devocionismo”. Jesus experimentou as alegrias e as esperanças dos homens e mulheres do seu tempo, mas também assumiu as responsabilidades e as exigências da vida. É a própria vida que nos traz a cruz. Quando Jesus fala em “salvar a vida” convida-nos a aceitar as nossas debilidades que nascem tantas vezes da própria condição humana e, sobretudo, das incompreensões perante a nossa fidelidade a uma conduta ética e comprometida. “Renunciar a si mesmo” não é cair em depressão e angústia, mas colocar a nossa coerência e as nossas responsabilidades acima dos nossos interesses, e isto supõe muitas vezes a cruz!

Aceitar Jesus Cristo na nossa vida é aceitar a sua doutrina e o seu estilo de vida. Serão muitas as dificuldades e sofrimentos que teremos, simplesmente porque nos afirmamos como cristãos. Mas sabemos que a cruz acabará na ressurreição e que este mundo injusto e inseguro se converterá num “novo céu e numa nova terra”.

12-09-2021

LEITURA ESPIRITUAL

A união com o Crucificado faz nascer a força apostólica do amor misericordioso, que se torna presente em todas as partes onde Cristo sofre qualquer necessidade material ou espiritual nos mais pequenos deste mundo.

«O mundo está em chamas! Urge-te extingui-las? Contempla a Cruz. Desde o coração aberto brota o sangue do Salvador. Ele apaga as chamas do inferno. Liberta o teu coração pelo cumprimento fiel dos teus votos e então derramar-se-á nele o caudal do Amor divino até inundar todos os confins da terra. Ouves os gemidos dos feridos nos campos de batalha do Este e do Oeste? Tu não és médico, nem mesmo enfermeira, nem podes vendar as feridas. Estás recolhida na tua cela e não lhes podes acudir. Ouves o grito agónico dos moribundos e quererias ser sacerdote e estar ao seu lado. Comove-te a aflição das viúvas e dos órfãos e quererias ser o Anjo da Consolação e ajudá-los. Olha para o Crucificado. Se estás unida a Ele, como uma noiva no cumprimento fiel dos teus santos votos, és tu / seu sangue precioso que se derrama. Unida a Ele, és como o omnipresente. Não podes ajudar aqui ou ali como o médico, a enfermeira, ou o sacerdote; mas com a força da Cruz podes estar em todas as frentes, em todos os lugares de aflição. O teu Amor misericordioso, Amor do coração divino, leva-te a todas as partes onde se derrama o seu precioso sangue, suavizante, santificante, salvador».

A união com Cristo é necessária para participarmos na obra da expiação e da redenção nossa e de toda a humanidade: «No fundo não há nenhuma separação entre a  santificação própria e o apostolado. Quem busca a perfeição segundo a vontade de Deus, busca-a não para si, mas para os outros».

A união com Cristo Crucificado alcança assim uma dimensão de santificação pessoal e uma dimensão apostólica de salvação universal.

«Desta forma encontram-se indissoluvelmente unidos a própria perfeição, a união com Deus, o trabalho para que o próximo alcance a união com Deus e a perfeição. E o caminho para tudo isto é a Cruz. E a pregação da cruz seria vã se não fosse a expressão de uma vida unida a Cristo Crucificado».

O caminho de seguimento do Crucificado é animado pela certeza da vitória de Cristo: «No sinal da cruz venceremos… vejam-se ou não os frutos». «Vitória, Tu reinarás; ó Cruz, Tu nos salvarás». (S. Teresa Benedita da Cruz, A expiação mística. Amor à Cruz, 24-11-1934)

 

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12-09-2021

INQUÉRITO- 77,5% dos residentes do Centro satisfeitos com a sua vida

Foi realizado um inquérito para analisar o grau de satisfação dos residentes na região Centro.

Deste modo, aumentou em 2021, com 77,5% dos residentes a considerarem-se globalmente satisfeitos com a sua vida. Esta é uma das conclusões da 7.ª edição do Inquérito à Satisfação dos Residentes na região Centro, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), no âmbito do Barómetro Centro de Portugal.

O inquérito mostra que, em 2021, 12,2% dos residentes estão “muito satisfeitos”, 65,3% “satisfeitos”, 13,7% “não muito satisfeitos” e 8,8% “nada satisfeitos”. Face aos anos anteriores, destaca-se o significativo acréscimo da percentagem de inquiridos “satisfeitos” e o decréscimo expressivo de inquiridos “não muito satisfeitos”.

Estes são os resultados mais positivos das sete edições deste inquérito efetuado para a Região Centro, com 77,5% dos residentes globalmente satisfeitos, contra 73,7% em 2019, 72,5% em 2018, 77,1% em 2017, 69,2% em 2015, 58,2% em 2014 e 61,2% em 2013. Este valor é superior à média obtida pelo Eurobarómetro de março de 2021 (inquérito realizado à escala europeia) para Portugal (70%), mas continua aquém da avaliação média dos cidadãos europeus (79%), apesar da tendência de aproximação.

Entre os principais motivos de satisfação encontram-se a qualidade de vida e um nível de vida estável (24,5%), ter emprego (20,7%), ter saúde (19,3%), a vida familiar (18,3%) e gostar do local onde reside (17,3%).

Em termos de motivos de insatisfação, os problemas de saúde (29,6%), a remuneração e reformas baixas (27%) e as dificuldades financeiras (27%) são as três principais razões apontadas pelos inquiridos.  A solidão (6,6%) e a pandemia Covid-19 (4,6%) aparecem, pela primeira vez, como motivo de insatisfação. O desemprego (2,6%) e as políticas governamentais (2,6%) são outros dos motivos apontados.

Para informações adicionais, consultar o estudo “Resultados do Inquérito à Satisfação dos Residentes na Região Centro 2021” ou o Barómetro Centro de Portugal em www.ccdrc.pt