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Religião

Avisos e Liturgia do I Domingo do Advento- ano A

Começar algo de novo tem sempre um pouco de ambição, de expectativa e de desafio. Neste Domingo, iniciamos o tempo do Advento, um tempo propício à vivência da virtude da esperança. Serão quatro semanas, pelas quais tomaremos consciência de que a nossa vida tem um sentido: encontrarmo-nos com o Senhor. Nisto se resume a nossa vida: prepararmo-nos para contemplar face a face o nosso Deus. Muitas vezes, encaramos a morte com medo, ou como algo que não tem remédio, como o fim de tudo. Estes primeiros quinze dias do Advento podem ajudar-nos a pensar em como será o nosso encontro com Jesus. Pois, se de alguma coisa temos certeza, é que esse dia chegará.

As leituras bíblicas deste Domingo apresentam-nos esse encontro através de imagens, onde abundam sentimentos de alegria; como também nos apresenta a vida como um caminho que, pelo facto de o percorrermos é já motivo de agrado. Quando pensamos no momento de fechar os olhos para este mundo, devemos ter a certeza de que os abriremos para outro mundo onde Deus a todos nos acolherá, onde seremos felizes eternamente. Esta certeza não nos pode deixar indiferentes; é nesta certeza que deveremos lutar por viver de tal forma que possamos saborear um pouco de céu aqui na terra. Como diz São Paulo, devemos combater nesta vida com as armas da luz, abandonando as obras das trevas e todas as falsas ilusões de satisfação plena, como comer, beber e viver regaladamente.

Cristo está à nossa espera. E espera-nos com os braços abertos. Irá chegar o dia de avaliar tudo quanto fizemos nesta vida e responder à seguinte pergunta: “Amaste?”. Porque uma vida onde a amargura e a apatia reinam sobre os sentimentos e as acções, é uma vida perdida. Por isso, é importante estarmos vigilantes. O caminho da santidade é uma fonte de paz e alegria que o Espírito Santo nos dá, mas exige que estejamos vigilantes. Ser vigilante implica ser exigente e disciplinado, ter uma vida espiritual séria e profunda, enraizada na Palavra de Deus, sustentada pelos sacramentos e coroada pela procura de uma comunhão visível e autêntica com o Esposo.

O tempo do Advento é um tempo para reavivar a fé e a esperança. Ergamos a nossa cabeça para Cristo. A dureza da vida desgasta a esperança, destrói a nossa vida interior, enfraquece a nossa paciência para perdoar aos nossos inimigos e sermos fiéis ao evangelho. Mas se colocarmos o nosso olhar nesse reino que vai chegar, a alegria e a esperança voltarão. O mal, a tristeza e a morte não têm a última palavra. Ajudemos os nossos irmãos desgastados, tristes e oprimidos a ergueram os seus olhos para Jesus Cristo. O tempo do Advento é o momento propício que Deus nos dá para activar o desejo de O acolher e receber nas nossas vidas. Será sempre um encontro surpreendente, mas ao mesmo tempo regenerador. Preparemo-nos, vigiemos, “caminhemos à luz do Senhor”. 

27-11-2022

 

LEITURA ESPIRITUAL

«Na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem»

 

É justo, irmãos, celebrar a vinda do Senhor com a máxima devoção possível, tanto o seu conforto nos deleita e tanto o seu amor nos abrasa. Mas não penseis apenas na sua primeira vinda, quando Ele veio «buscar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10); pensai também neste outro advento, quando Ele vier para nos levar consigo. Gostaria de vos ver constantemente ocupados a meditar nesses dois adventos, repousando entre estes dois abrigos, porque estes são os dois braços do Esposo nos quais repousava a Esposa do Cântico dos Cânticos: «a sua mão esquerda descansa sobre a minha cabeça, e a sua direita abraça-me» (2,6).

Mas há uma terceira vinda entre as duas que mencionei, e os que a conhecem podem descansar para seu deleite. As outras duas são visíveis; esta não o é. Na primeira, o Senhor «apareceu sobre a Terra, onde permanece entre os homens» (Br 3,38); na última, «toda a criatura verá a salvação de Deus» (Lc 3,6; Is 40,5). A do meio é secreta: é aquela em que só os eleitos vêem o Salvador dentro de si próprios, e em que a sua alma é salva. Na sua primeira vinda, Cristo veio na nossa carne e na nossa fraqueza; na sua vinda intermédia, vem em Espírito e poder; na sua última vinda, virá na sua glória e majestade.

Mas é pela força das virtudes que chegamos à glória, como está escrito: «O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da glória» (Sl 23,10); e no mesmo livro: «Para ver o vosso poder e a vossa glória» (62,3). Portanto, a segunda vinda é como o caminho que leva da primeira à última. Na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na sua vinda intermédia, é nosso repouso e nossa consolação. (São Bernardo, 1091-1153, monge cisterciense, doutor da Igreja, Sermões 4 e 5 para o Advento).

 

Avisos e Liturgia do XXXIV Domingo do TEMPO COMUM – ano C

CRISTO-REI

Temos de ser muito cuidadosos quando afirmamos que Jesus Cristo é rei, o Rei do universo. Na Bíblia, a figura dos reis não é excessivamente gloriosa, e o próprio rei David, não seria um bom exemplo a seguir em todos os aspectos da sua vida. Na primeira leitura encontramos esta frase: “Tu apascentarás o meu povo de Israel”, o que nos convida a senti-la como dirigida a nós, em função da nossa condição real recebida no baptismo. Por causa desta nossa condição real, todos os nossos irmãos nos são confiados para que deles cuidemos. Por isso, temos de ser cidadãos preocupados com a sociedade, não só com o que se refere à política, mas também com tudo o que se refere àqueles que nos rodeiam e com todos os que vivem neste mundo, ou seja, temos de cuidar da Criação. A figura do pastor é utilizada, muitas vezes, na Bíblia como metáfora para designar os governantes, aqueles que têm a missão de cuidar e de orientar o povo. Porém, sabemos que nem sempre é assim, porque nem sempre cumprem com eficácia e amor a sua missão e, pior ainda, dispersam e desorientam o rebanho, actuando de maneira insensata. Estes pastores governam-se a si mesmos. Deus decide que Ele mesmo será o pastor do povo, congregando-o, protegendo-o, pastoreando-o e enviando verdadeiros pastores: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos conduzirão com inteligência e sabedoria” (Jr 3,15). Assim, afirmamos que um rei é um pastor segundo o coração de Deus.

Ser pastor do povo é a missão de cada cristão, mas ao estilo de Jesus Cristo, exercendo a sua condição real com mansidão, sendo Bom Pastor como Ele. Um Pastor que procura a ovelha perdida, que conhece as ovelhas pelo nome. Jesus Cristo não quis ser um rei como os outros, não governa como os reis da terra, servindo-se dos súbditos. Jesus é um rei que serve o seu povo. A realeza de Jesus Cristo manifesta-se, de maneira surpreendente, no madeiro da cruz. É pregado na cruz que diz que a sua realiza consiste na entrega aos outros. É na cruz que se revela como Messias, como Cristo, como Ungido para levar até ao fim o plano da salvação da humanidade que o Pai lhe confiou. É na cruz que Ele nos pede que O imitemos na sua entrega, como expressão da sua amizade, porque foi Ele que nos escolheu para reinar com Ele. Na segunda carta a Timóteo, São Paulo diz o que consiste em morrer e reinar a partir da cruz: “Tudo suporto pelos eleitos…se com Ele morrermos, também com Ele viveremos. Se nos mantivermos firmes, reinaremos com Ele” (2 Tm 2, 10-12). Se vivermos o Evangelho, suportando a dor que por vezes surge, reinaremos com Ele.

Enche o nosso coração a frase de Jesus ao bom ladrão: “Hoje, estarás comigo no Paraíso”. Talvez, Jesus tenha dito “no meu paraíso”, porque o paraíso de Jesus é o do amor sem medida e sem condições. Os reis da terra imaginam, certamente, outro paraíso: o poder, a riqueza, as comodidades, o bem-estar. Mas Jesus reina a partir da cruz. As autoridades, os soldados e o mau ladrão não estavam interessados num reino à maneira de Jesus. E nós, estamos ou não interessados? Só o criminoso, que estava consciente do mal que tinha feito, conseguiu ver Jesus como Messias que reina a partir da cruz; até se dirigiu a Jesus, chamando-O pelo nome: “Jesus, lembra-Te de mim”.

Em todo o Evangelho, aparecem tantos pedidos feitos a Jesus. Talvez o pedido do bom ladrão seja o mais impressionante. Às portas da morte, o pedido é ir para Deus: “lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza”. Todos nós sabemos a resposta: “Hoje estarás comigo no Paraíso”; é a promessa do Reino, do paraíso. Assumindo a consciência das nossas fragilidades e do nosso pecado, façamos o mesmo pedido do bom ladrão: “Jesus, lembra-te de mim…”. Jesus, o Juiz e Rei do Universo, julga-nos com amor e pelo amor: por amor nos criou, por amor nos salva.   

 

20-11-2022

LEITURA ESPIRITUAL

«Quando vieres com a tua realeza»

 

Abriu-se hoje para nós o paraíso, fechado há milhares de anos; neste dia, nesta hora, Deus introduziu nele o ladrão. Realizou assim duas maravilhas: abriu-nos o paraíso e fez entrar nele um ladrão. Hoje, Deus devolveu-nos a nossa pátria, reconduziu-nos à cidade dos nossos pais, abriu uma morada comum a toda a humanidade. «Hoje estarás comigo no Paraíso». Que dizes, Senhor? Estás crucificado, cravado com pregos, e prometes o Paraíso? Sim, diz Ele, para que, pela cruz, conheças o meu poder.

Não foi por ressuscitar um morto, por dominar o mar e o vento nem por expulsar os demónios que Ele conseguiu transformar a alma pecadora do ladrão, mas por ter sido crucificado, preso com pregos, coberto de insultos, de escarros, de troças e de ultrajes, para que tu conhecesses os dois aspectos do seu poder soberano: Ele fez tremer a criação e fendeu os rochedos (Mt 27,51); e atraiu a Si a alma do ladrão, mais dura do que a pedra, revestindo-a de honra. Jamais rei algum permitiria, ao entrar soberanamente na cidade do seu reino, que um ladrão ou qualquer outro súbdito se sentasse a seu lado. Mas Cristo fê-lo: ao entrar na sua santa pátria, levou consigo um ladrão.

Agindo deste modo, não a desonra com a presença de um ladrão; bem pelo contrário, honra o Paraíso, porque é uma glória para o Paraíso que o seu Senhor torne um ladrão digno das delícias que ali se saboreiam. De igual modo, quando faz entrar os cobradores de impostos e as meretrizes no Reino dos Céus (Mt 21,31), fá-lo para glória desse lugar santo, mostrando assim que o Senhor do Reino dos Céus é tão grande que pode restituir a dignidade às meretrizes e aos cobradores de impostos, de maneira que estes se tornam merecedores de tal honra e de tal dom.

Admiramos um médico quando o vemos curar homens que padecem de doenças consideradas incuráveis. É, portanto, justo que admiremos a Cristo quando O vemos devolver aos cobradores de impostos e às meretrizes tal santidade espiritual que se tornam dignos do Céu. (São João Crisóstomo, c. 345-407, presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja, Homilia 1 sobre a cruz e o ladrão, para Sexta-feira Santa, 2; PG 49, 401).

 

AF Guarda—Resultados da 9ªjornada da Liga CIMA/TAVFER

CD Gouveia – Guarda FC-0-1
SC Celoricense – GD Trancoso-2-3
Vila Cortez – SC Sabugal-2-1
S. Romão – Freixo Numão-5-0
GD Foz Côa – AD Fornos de Algodres-2-0
Vila Franca Naves – Os Vilanovenses-1-3
Aguiar da Beira – Estrela Almeida-1-1
Classificação:
1º- CD Gouveia—18pts—9 jogos
2º- Os Vilanovenses—17pts—9 jogos
3º- GD Trancoso—17pts—9 jogos
4º- Guarda FC —-17pts—8 jogos
5º- Vila Cortez—16pts—9 jogos
6º- SC Sabugal—15pts—9 jogos
7º- GD Foz Côa—14pts—9 jogos
8º- S.Romão—13pts—9 jogos
9º- Aguiar da Beira—11pts—8 jogos
10º- AD Fornos de Algodres—10pts—9 jogos
11º- Estrela Almeida—-9 pts—9 jogos
12º- SC Celoricense—8pts—9 jogos
13º VF Naves—4pts—9 jogos
14º- Freixo Numão–1pt—9 jogos

Avisos e Liturgia do XXXIII do Tempo Comum- ano C

 

Ao chegarmos ao fim do ano litúrgico, voltamos a saborear o carácter escatológico dos textos de Domingo. O texto do evangelho precede a narração da paixão e revela os sentimentos dos primeiros cristãos acerca do futuro que consideram difícil e incerto, porque as primeiras comunidades cristãs já tinham vivido situações de perseguição e de martírio; muitos cristãos já tinham dado a vida por causa da fé. Depois de Jesus ter chorado por Jerusalém, anuncia a destruição do templo. Porém, Jesus convida-nos a não ter medo, a sermos perseverantes na vida cristã, a ter confiança porque Deus está connosco, ao nosso lado, nos momentos de dificuldade e nos sofrimentos. Ou seja, Jesus sofre connosco e anima os seus discípulos dizendo-lhes que, mesmo que sejam levados para a prisão e arrastados para os tribunais acusados por causa do Seu nome, Ele estará ao nosso lado, dando-nos “sabedoria a que nenhum dos nossos adversários poderá resistir ou contradizer”. Serão tempos propícios para dar testemunho e para a perseverança, tempos de afirmação da nossa liberdade. Porque somos livres, em Jesus Cristo, devemos lutar contra o mal todos os dias, contra todo o tipo de abusos, de opressões, de desprezo dos mais fracos. Todos os tempos são difíceis, mas também favoráveis.

Bem sabemos que, em tempo de dificuldades, algumas vezes aparecem salvadores espontâneos ou profetas que anunciam soluções para todas as situações dolorosas do nosso tempo. Jesus avisa de uma forma clara: “Não os sigais”. Esses novos caminhos não servem e não são autênticos se não estiverem de acordo com o Evangelho. O desafio da nossa vida é viver o Evangelho nos momentos de dificuldade com toda a humildade, sem pretender ter respostas imediatas. Na primeira leitura, o profeta Malaquias diz que os orgulhosos serão reduzidos a nada, mas os que perseveram serão felizes, porque Deus não esquece que é Pai. Malaquias propõe um mundo melhor para sair do pessimismo da experiência judaica marcada pelo exílio na Babilónia. Perante o pessimismo e os profetas da desgraça, temos muito que fazer, temos de amar a fatia de mundo que nos rodeia e não desistirmos do mundo, como faziam os cristãos que São Paulo critica na segunda leitura, como se ele já não tivesse solução. Nem sempre ganham os poderosos. Por isso, Jesus avisa-nos para não nos deixarmos enganar pelos falsos messias, procurando ver onde está realmente o Espírito do Senhor. Na carta aos Gálatas, São Paulo afirma: “há certa gente que vos perturba e quer perverter o Evangelho de Cristo. Mas, até mesmo se nós ou um anjo do céu vos anunciar como Evangelho o contrário daquilo que vos anunciámos, seja anátema. Como anteriormente dissemos, digo agora mais uma vez: se alguém vos anuncia como Evangelho o contrário daquilo que recebestes, seja anátema” (Gl 1,7-9).

Dificuldades, perseguições, catástrofes, desastres sempre haverá, e os tempos difíceis serão sempre ocasião para o martírio, para o testemunho evangélico humilde, mas convicto. Manter a esperança em tempos difíceis significa promover os valores evangélicos. Os tempos difíceis serão sempre propícios a viver uma paciência persistente que nunca perde o estilo da vida cristã, mesmo que não agrade a todos, sobretudo quando se denuncia e condena o mal que fazem aos outros. Hoje, como outrora, os cristãos são perseguidos em diversos países. Rezemos por eles, estejamos unidos a eles, porque sofrem por causa da sua fidelidade a Jesus Cristo.

Jesus não engana ninguém: não promete a facilidade, mas a felicidade; não resolve problemas, mas dá achegas para os ultrapassar; dá-nos esperança e a promessa da sua fidelidade. Um cristianismo light, relaxado, sem testemunho fiel, não convence ninguém. Confiemos sempre em Deus para vencer as dificuldades, conscientes de que nunca nos abandona. Se nos perseguem, que seja por amarmos os mais fracos, por causa do nome de Jesus Cristo e porque estamos a seguir o seu exemplo de entrega aos irmãos. “Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas”. Sofrendo como Jesus, teremos como prémio a vida eterna.

 

13-11-2022

LEITURA ESPIRITUAL

«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas»

 

Aquele a quem, no tempo da prova, falta a paciência nas aflições que lhe chegam e se distancia do amor dos seus irmãos espirituais não tem ainda o amor perfeito nem o conhecimento profundo da Providência divina.

O objectivo da Providência divina é unificar, pela fé recta e o amor espiritual, aqueles que o mal separou de muitas maneiras. Foi para isso que o Salvador sofreu: para reunir na unidade (cf Jo 11,52) os filhos de Deus que estavam dispersos. Assim, pois, aquele que não suporta o que o perturba, que não sabe sofrer o que o aflige, que não assume o que lhe dói, não anda pelo caminho do amor divino e passa ao lado do objectivo da Providência. Se o amor é paciente e benévolo (cf 1Cor 13,4), aquele a quem falta coragem quado surgem as aflições, e por essa razão faz mal àqueles que o afligiram e se distancia do amor que lhes deve, não realiza o objectivo da Providência divina. É paciente aquele que aguarda o fim da prova e recebe a glória da perseverança.

O homem paciente tem grande sabedoria (cf Prov 14,29, LXX), pois leva até ao fim tudo o que lhe acontece e suporta as aflições aguardando este fim. Ora, o fim é a vida eterna, segundo o Apóstolo (cf Rom 6,22). E a vida eterna é que Te conheçam, a Ti, único Deus verdadeiro, e Àquele a quem Tu enviaste, Jesus Cristo (cf Jo 17,3). (São Máximo, o Confessor, c. 580-662, monge, teólogo, Centúria sobre o amor IV, 16-18, 23-24).

 

Programação Semanal de Missas (15 a 20/11)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avisos e Liturgia do XXXII do Tempo Comum – ano C

Domingo XXXII do TEMPO COMUM – ano C

 

Novamente, neste Domingo, a Liturgia da Igreja convida-nos a falar sobre a ressurreição. Mas, desta vez, não falemos deste assunto como uma afirmação do Credo, ou fazendo uma longa e profunda reflexão teológica. “Creio…na ressurreição da carne”, ou “espero a ressurreição dos mortos”, proclamamos todos os domingos na Eucaristia. Neste Domingo, façamos uma proclamação de confiança e de esperança, mas não partindo dos textos aprendidos no catecismo. Professemos a nossa fé na ressurreição a partir da confiança das crianças que tudo esperam dos pais, a partir da esperança dos pobres que confiam que Deus nos ama, apesar das dificuldades da vida. Os irmãos Macabeus, homens de fortes convicções religiosas, numa altura em que se perseguia a fé judaica e os seus ritos e costumes, enfrentam e sofrem a morte, expressando que uma vida vivida segundo a Lei não podia terminar em nada. Uma vida em que se experimentou a felicidade do amor que se dá aos outros, seguindo a vontade de Deus de O amar e de amar o próximo, não pode ter um final sem sentido. O quarto irmão diz isto de uma forma belíssima: “Vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará”.

Na segunda leitura, São Paulo fala-nos da eterna consolação e feliz esperança. Esta eterna consolação não se obterá pelo esforço humano ou ascese, mas será fruto da graça de Deus, porque Ele ama-nos sem medida. A mãe dos irmãos Macabeus é uma imagem desta eterna consolação, com a sua presença e com as suas palavras de encorajamento. E como ela nos recorda Maria, a Mãe de Deus, e a Igreja: a mãe acompanha, anima, consola, está sempre ao lado dos seus filhos, animando-os perante as ameaças ou as promessas enganosas do rei (seria bom ler todo o capítulo: 2Mac 7). É Maria de pé junto à cruz, é Maria em Caná (“Não têm vinho”), é a Igreja que nos acompanha nas nossas dúvidas e dificuldades e as suaviza com o azeite da consolação e o vinho da esperança. Estas últimas palavras são pronunciadas no Prefácio Comum VIII que proclama Jesus Cristo como Bom Samaritano, um bom samaritano que cura e levanta os caídos à beira do caminho da vida e os carrega às costas. Uma atitude destas gera consolação e esperança em todos os que estão nas bermas das nossas ruas. Recordemos o que dizia Pedro: “Para quem iremos nós, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna; nós sabemos e acreditamos que Tu és o Santo de Deus”.

No nosso coração, gravemos o que Jesus diz no evangelho: “Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos”. Que lição aos saduceus! Eles acreditavam somente no Pentateuco e desprezavam os outros livros da Bíblia. Então, Jesus recorda-lhes uma passagem do livro do Êxodo, o chamamento de Moisés feito por Deus na sarça ardente, onde Deus se apresentou como o “Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob (Ex 3,6). Como se pode entender que aquele Deus que pedia a Moisés para libertar o seu povo se apresentasse como um Deus de personagens já mortos? Mas não podemos entender assim, porque, para Deus, Abraão, Isaac e Jacob vivem (estão ressuscitados) no seio de Deus.

Como Abraão, Isaac e Jacob, também Jesus, o Filho de Deus, vive no seio de Deus e preparou-nos um lugar junto Dele, “para que onde Eu estou, vós estejais também” (Jo 14, 1-6). Mas este lugar começamos a ocupá-lo já na nossa vida terrena, quando seguimos a vontade de Jesus Cristo: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim”. Vivemos a ressurreição quando percorremos o caminho de Jesus, ou seja, quando amamos, imitando-O e sendo Suas imagens vivas no mundo que nos rodeia. No final da nossa vida, ouviremos estas perguntas: Viveste? Amaste? Como será bom abrir o nosso coração cheio dos nomes daqueles e daquelas de quem nos aproximámos! Somos filhos de Deus e irmãos uns dos outros. É assim que Deus nos vê. A verdadeira morte não consiste em deixar de viver, mas em deixar de amar.   a casa”.

 

06-11-2022

LEITURA ESPIRITUAL

«Creio na ressurreição da carne»

 

Nós cremos e esperamos firmemente que, tal como Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também os justos, depois da morte, viverão para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os ressuscitará no último dia. Tal como a dele, também a nossa ressurreição será obra da Santíssima Trindade: «Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Jesus Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito, que habita em vós» (Rm 8,11). A palavra «carne» designa o homem na sua condição de fraqueza e mortalidade. «Ressurreição da carne» significa que, depois da morte, não haverá somente a vida da alma imortal, mas também os nossos «corpos mortais» retomarão a vida.

Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o princípio, um elemento essencial da fé cristã. «A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: é por crermos nela que somos cristãos» (Tertuliano). «Como é que alguns de entre vós dizem que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. Mas se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã também a vossa fé. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (1 Cor 15, 12-14.20).

A ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus ao seu povo. A esperança na ressurreição corporal dos mortos impõe-se como consequência intrínseca da fé num Deus criador do homem todo, alma e corpo. Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição. Jesus ensina-a firmemente. E aos saduceus, que a negavam, responde: «Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?» (Mc 12,24) A fé na ressurreição dos mortos assenta na fé em Deus, que «não é um Deus de mortos, mas de vivos» (Mc 12,27). (Catecismo da Igreja Católica, 989-993).

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Programação Semanal de Missas (08 a 13/11)

União das Paróquias de Fornos de Algodres, Cortiçô, Casal Vasco, Infias, Vila Chã e Algodres.

Avisos e Liturgia do XXXI Domingo do Tempo Comum- ano C

Este Domingo está marcado pela narração evangélica da conversão de Zaqueu. São Lucas é o único evangelista que narra este episódio da vida de Jesus. Todos podemos imaginar o pequeno Zaqueu a subir a um sicómoro, para ver Jesus, certamente fascinado pela fama daquele mestre que acolhia todas as pessoas, sem discriminação, e fazia milagres. Zaqueu sentia no seu interior um grande desejo de conhecer Jesus, porque sentia dentro de si o desejo de uma vida nova, o desejo de mudança, de limpeza. Queria honrar o nome (Zaqueu) que tinha, que o convidava à pureza e à inocência. Não se sentia bem consigo mesmo. Sentia a mesma vontade de ser melhor, como nós sentimos. Apesar de desejarmos estar mais perto de Deus, continuamos a tropeçar nas pedras do costume. Bem, o mais importante é pedir a Deus que mantenha em nós a atracção por Jesus Cristo. Devido à sua profissão, Zaqueu devia ter uma cabeça muito estruturada, e devia estar consciente do vazio interior que sentia por causa da injustiça que estava na base do exercício da sua profissão, por muito legal que fosse. Sabemos que nem tudo o que é legal é justo, pois as leis, algumas vezes, favorecem somente os que as fazem. Zaqueu sentia-se atraído por Jesus e queria alimentar aquela atracção.

E Jesus sente este desejo de Zaqueu. Não sabemos se Jesus já o conhecia ou não, ou se estranhou a sua presença ali, ainda mais, em cima de um sicómoro. Recordemos as palavras da primeira carta de São João que dizem que Deus amou-nos primeiro. É verdade! Jesus é o primeiro a manifestar o seu amor por Zaqueu, chamando-o pelo seu nome. E recebe uma resposta adequada de Zaqueu que passará da legalidade das suas ganâncias ao amor que é a origem e fruto da justiça. Zaqueu devolverá com juros tudo aquilo que obteve injustamente. Isto leva-nos a perguntar: Era Zaqueu que procurava Jesus ou Jesus que procurava Zaqueu? Ao ouvir o seu nome, aquele publicano sentiu-se amado por Jesus. Jesus disse-lhe: “Desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa”. É Jesus que toma a iniciativa, parece que tem pressa em ir a casa de Zaqueu. Ou seja, é Jesus que toma a iniciativa de me amar. A resposta de Zaqueu é a reacção alegre pela concretização dos seus desejos. “Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus, com alegria”. Jesus ama-me e espera de mim uma resposta ao seu amor, uma resposta imediata, uma resposta alegre e entusiasta.

Moral da história deste encontro de Jesus com Zaqueu: o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido. Recordemos a parábola do fariseu e do publicano. Jesus reconhece o valor da oração do publicano, o pecador oficial, que humildemente reza. O fariseu, orgulhoso, pensa que não é pecador como os outros. Hoje, alguns também gostam de ter “certificados de garantia” cristã, como faziam os vizinhos de Zaqueu, que criticavam Jesus por se ter hospedado em casa de um pecador. Como Zaqueu, devemos apresentar-nos perante Deus como pecadores, humildes. Como Zaqueu, também podemos dar testemunho para que outros se aproximem de Jesus, para O ajudar na missão de “procurar e salvar o que estava perdido”.

Neste domingo, em primeiro lugar, reconheçamos que, por vezes, nos sentimos perdidos. Em segundo lugar, peçamos a Deus que nos ajude a ir ao encontro dos perdidos, aos Zaqueus que vivem à nossa volta e aos amigos destes Zaqueus, que também são filhos de Deus: os egoístas, os tristes, os desanimados, os pobres e os esquecidos. Em terceiro lugar, tenhamos a coragem de fazer o caminho de Zaqueu que é um verdadeiro itinerário de fé: da procura ao encontro (com Jesus), do encontro ao acolhimento, do acolhimento à conversão. Assim, Jesus também dirá da nossa vida: “Hoje entrou a salvação nesta casa”.

 

30-10-2022

LEITURA ESPIRITUAL

Zaqueu descobre o único bem verdadeiro

 

Nosso Senhor chamou Zaqueu do sicómoro para onde ele tinha subido, e Zaqueu apressou-se a descer, recebendo-O imediatamente em sua casa. Isto porque, mesmo antes de ter sido chamado, tinha a esperança de O ver e de se tornar seu discípulo. É coisa admirável que tenha acreditado nele sem que Nosso Senhor lhe tenha falado e sem O ter visto com os olhos do corpo, mas simplesmente com base na palavra dos outros. A fé que havia nele, que tinha sido preservada na sua vida e saúde naturais, manifestou-se quando acreditou em Nosso Senhor, no momento em que soube que Ele tinha chegado. A simplicidade desta fé tornou-se evidente quando prometeu dar metade dos seus bens aos pobres e devolver o quádruplo daquilo de que se tivesse apoderado de forma desonesta.

Com efeito, se o espírito de Zaqueu não tivesse sido, naquele momento, repleto da simplicidade que convém à fé, ele não teria feito semelhante promessa a Jesus, nem teria dispensado e distribuído em tão pouco tempo aquilo que tinha levado anos de trabalho a juntar. A simplicidade distribuiu por todos o que a astúcia tinha ajuntado, a pureza de alma dispersou o que a fraude tinha adquirido, e a fé renunciou ao que a injustiça tinha obtido e possuído, proclamando que nada daquilo lhe pertencia.

Porque Deus é o único bem da fé, que se recusa a possuir outros bens com Ele. Para ela, os outros bens têm pouca importância, em comparação com o único bem duradouro que é Deus. Recebemos em nós a fé para encontrarmos a Deus e O possuirmos apenas a Ele, e para percebermos que, fora dele, coisa alguma vale seja o que for. (Filoxeno de Mabug, ?-c. 523, bispo da Síria, Homilia n.º 4, 79-80).

 

Programação das Celebrações de Todos os Santos e Finados (01/11 e 02/11)
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João Caiado apresenta programa e lista candidata à AH Bombeiros de Viseu

João Caiado, candidato a Presidente da Direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de
Viseu (AHBVV) e, Ribeiro Gonçalves, candidato a Presidente da Mesa da Assembleia Geral da AHBVV da
candidatura Servir Zelando ao próximo acto eleitoral para o mandato 2023-2025, apresentam no próximo
dia 27 de Outubro pelas 18h na Sede Social da AHBVV, na Rua José Branquinho o programa de acção e a
lista candidata aos Órgãos Sociais da AHBVV.
A candidatura convida publicamente todos os Bombeiros Voluntários, Associados e Beneméritos da
AHBVV, Instituições da Protecção Civil Concelhia bem como todos os Viseenses que se preocupam com
todos quantos servem nesta Instituição e apoiam esta causa maior do socorro e protecção civil, a estarem
presentes.

Comité Organizador Diocesano da Guarda – JMJ 2023 reuniu com Município de Celorico da Beira

No âmbito da preparação da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, que vai acontecer de 1 a 6 de agosto, o Comité Organizador Diocesano (COD) da Guarda, conjuntamente com párocos do Arciprestado de Celorico-Trancoso, ligados a este concelho, reuniu com o Presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, no sentido de obter acordo de entendimento para futura parceria na organização dos Dias na Diocese, que ocorrerão de 26 a 31 de julho, e em que o concelho receberá dezenas de jovens provenientes de vários países.”

Celorico da Beira recebeu visitas guiadas encenadas

Decorreu nesta sexta –  feira, 21 de outubro de 2022, mais uma visita guiada encenada, nesta noite o centro histórico de Celorico da Beira foi o ponto de partida para uma viagem ao passado.
No domingo teve lugar no Fornotelheiro (Forca) , assim a chuva  a dar tréguas e muitos foram os que estiveram a assistir a esta encenação.
Deste modo, no dia 28 de outubro , o Centro Histórico de Celorico (Posto de Turismo) pelas 21Horas volta a receber mais uma visita.
De 24 a 28 de outubro, com início junto ao Posto de Turismo, pelas 11H00, a Associação Artística AAVAL vai levar a cabo visitas guiadas no Centro Histórico da vila, destinadas exclusivamente à comunidade escolar.
As visitas guiadas encenadas são organizadas pela Associação Hereditas – Investigação e Divulgação Cultural – e a Associação Artística AAVAL, em colaboração com a Câmara Municipal de Celorico da Beira, no âmbito do projeto Cultura em Rede da CIM-BSE.
Fotos:Município de Celorico da Beira

Liturgia do XXX Domingo do Tempo Comum – ano C

 

Jesus contou uma parábola para aqueles que se consideravam justos e desprezavam os outros. E nesta parábola utiliza a atitude na oração. Considerar-se justo pode ser um pecado de orgulho. Mas, aquelas pessoas “desprezavam os outros”. Não só eram orgulhosos, mas também olhavam os outros por cima, com superioridade. E Jesus, em vez de lhes pregar um sermão, fala-lhes da atitude que podemos ter quando rezamos, especialmente quando rezamos com o coração e não com orações escritas por outros, como os salmos, os cânticos, ou outras fórmulas, mesmo que sejam bons textos. Podemos aplicá-la à oração. Na nossa intimidade com Deus Pai, ou com Jesus Cristo, ou com um santo ou uma santa da nossa devoção, brota tudo aquilo que nos preocupa: a gratidão, os pedidos e o louvor. O fariseu da parábola está tão contente de ser como é, que estava de pé. Não reza pelos outros que precisam de ajuda, mas fala a Deus dos pecados dos outros e vangloria-se daquilo que faz. Mas, todas as suas acções servem somente para cumprir preceitos, jejuar e pagar o dízimo, e nada em relação com o seu interior.

Também podemos cair na tentação de pensar que “não somos como os outros”: não somos ladrões, injustos e adúlteros, nem como os que rezam na igreja ao nosso lado! Procuremos não mentir a nós próprios! Podemos fingir e enganar os outros, mas, se formos sensatos, sabemos como somos. O pecador da parábola era publicano, era um pecador oficial e público. Reza a partir da sua miséria, fica à distância, não se atreve a aproximar-se da parte mais santa do Templo. Não ousa levantar os seus olhos para o céu, o lugar de Deus, sente-se envergonhado e indigno de olhar para o alto. Bate no peito, um gesto penitencial e de humildade. Portanto, temos duas posturas diante de Deus: a de quem pensa que faz tudo bem e não precisa de Deus, e a de quem está consciente da sua miséria e deseja fazer o caminho de conversão.

Se formos sinceros, apercebemo-nos, também, que temos sempre de dizer: “Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador”. Quanto mais idade tivermos, mais oportunidades de pecar tivemos, como nos recorda S. João: “foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos” (Jo 8,9). Fazendo uma revisão de vida, nem que seja curta, encontraremos bastantes pecados contra os outros, como diz o salmo 51: “Ó Deus, meu Salvador, livra-me do crime de sangue, e a minha língua anunciará a tua justiça” (v. 16); “Ó Deus não desprezes um coração contrito e arrependido” (v. 19). O comentário que Jesus faz à oração do publicano é muito claro: “Este desceu justificado para sua casa”. Não se trata de voltar a usar cilícios penitenciais, como antigamente. Trata-se de reconhecer o próprio pecado, especialmente o de maltratar os outros, por palavras, actos ou omissões.

Fazer diariamente o exame de consciência ajuda-nos a sermos sensíveis às nossas faltas e a pedirmos perdão e ajuda a Deus. Colocarmo-nos humildemente diante de Deus terá como prémio sermos elevados a exercer a nossa condição de seus filhos. Quem somos nós? Somos o fariseu que se orgulha de ser quem é e se julga melhor do que os outros e cumpre as leis? Ou somos o publicano que pede compaixão a Deus, porque sabe que é pecador, faminto do amor divino, necessitado de misericórdia? Não esqueçamos a conclusão de Jesus: “Todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”. A vida do cristão não deve ser ao estilo dos “heróis de hoje”, que vivem obcecados pela sua imagem pessoal, pelos likes no Facebook ou pelos seguidores no Instagram. Nada de endeusamentos pessoais; mas, muita competição na caridade e na humildade para, no final da vida, dizer como São Paulo: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé”.

 

23-10-2022

LEITURA ESPIRITUAL

O coração divino atraído pela nossa miséria

 

Certo dia, na sua [de Gertrudes] meditação, tomou consciência da sua miséria interior, o que lhe provocou um tal desprezo por si própria que, ansiosa e perturbada, se perguntou como poderia agradar a Deus, que via todas as suas manchas, porque onde ela descobria apenas uma, o olhar divino e penetrante percebia uma infinidade.

Recebeu a consolação com a seguinte resposta divina: «O amor torna amável o amado». Compreendeu então que, se neste mundo, entre os homens, o amor tem tanta força que a própria fealdade agrada ao amante por causa do amor que lhe tem, chegando a fazer-lhe desejar, por amor, assemelhar-se ao amado, como poderia ela duvidar de que Aquele que é Deus-caridade pudesse, em virtude do amor, tornar amável aquele que ama?

Doutra vez, a memória das suas culpas passadas lançou-a em tal confusão que apenas queria esconder-se para sempre; e eis que o Senhor Se inclinou para ela com tal reverência que toda a corte celeste, como que tomada de espanto, se empenhou em O conter; ao que o Senhor respondeu: «Não posso deixar de ir ter com aquela que puxa pelo meu coração divino com as sólidas cordas da humildade». (Santa Gertrudes de Helfta, 1256-1301, monja beneditina, O Arauto, livro III).

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Programação Semanal de 26/10 a 30/10 da União das Paróquias de  Fornos de Algodres, Cortiçô, Casal Vasco, Infias, Vila Chã e Algodres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Semana de 24 a 30 de outubro de 2022- Folha de Avisos: Mata, Muxagata, Sobral Pichorro, Fuinhas, Maceira e Figueiró da Granja.