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Religião

Pinhel acolheu “Ver no Museu – uma obra, vários olhares”

O Museu Municipal de Pinhel recebeu uma sessão integrada na iniciativa “Ver no Museu – uma obra, vários olhares”, onde a dinamização esteve a cargo da Técnica de Conservação e Restauro da Casa da Cultura de Pinhel, Vânia Castelo.
O trabalho especializado de Conservação e Restauro realizado, muitas vezes, sem que o público se dê conta do que era antes e do depois da intervenção permite trazer novos dados que contribuem para um conhecimento mais aprimorado das obras e, naturalmente, para diminuir a sua degradação.

D.Manuel Felício faz um resumo de 17 anos de episcopado na diocese da Guarda

Depois de 17 anos de episcopado na diocese da Guarda, D.Manuel Felício faz um resumo no site da diocese, deste seu percurso e adianta que a passagem de testemunho está para breve.

Assim refere que: “Cumpro mais um ano de ligação à amada Diocese da Guarda, no exercício do Ministério Episcopal. Foi o 17º e entro no 18º. Proponho-me agora, diante de Deus e da Diocese, fazer balanço do que foi este meu último ano de Ministério Episcopal. Como aconteceu já no ano anterior, a pandemia continuou a impor-nos muitas restrições e constrangimentos. Felizmente que já nos foi permitido celebrar a Páscoa sem as limitações do ano anterior. As celebrações dominicais realizaram-se com mais normalidade e as sessões de catequese, embora algumas vezes ainda com recurso obrigatório ao ensino à distância, através de meios telemáticos, também estiveram de regresso. O mesmo aconteceu com as celebrações fúnebres, sempre muito marcantes para a sensibilidade das pessoas, agora já com possibilidade de Missa Exequial de corpo presente, embora exigindo muitas cautelas, sobretudo nos velórios.

Tendo em conta a evolução da pandemia, fomos dando orientações pontuais, sempre em sintonia com a Conferência Episcopal e dialogadas com as autoridades de saúde.

Não consta que nas nossas celebrações, sobretudo dominicais, tenha havido surtos graves de contágios infeciosos. O mesmo não podemos dizer dos lares, onde houve alguns casos, quase sempre bem remediados, apesar das dificuldades impostas pela conjuntura. Estamos em condições de dizer que só a exemplar dedicação dos responsáveis, sempre ou quase sempre em regime de trabalho “pro bono”, conseguiu evitar o pior.

Várias das iniciativas agendadas do nosso programa pastoral diocesano não puderam realizar-se, pelo que as retomamos no ano corrente, nomeada­men­te o acompanhamento das famílias,  sobretudo as mais vulne­rá­veis ou sofredoras e os jovens. Ler Mais »

Liturgia do III Domingo do Tempo Comum – ano C

1 a)         Vários acontecimentos da História recente podem servir para ilustrar a situação descrita na primeira leitura da Liturgia deste Domingo. Depois do regresso do exílio e de reconstruída a cidade de Jerusalém, o povo reúne-se agora para iniciar a sua nova vida. É exactamente na Lei do Senhor que Israel encontra a “norma” e o sentido da vida. Tem lugar então a grande Assembleia de escuta da Palavra de Deus: durante toda a manhã, o povo escutou atentamente as Palavras do Livro da Lei de Deus, e muitos emocionaram-se e choravam. De tarde, teve lugar o convívio, a festa. Esta vivência do Povo de Israel tem a sua ressonância noutras vivências de outros povos ao longo da História. Israel experimentou as amarguras do cativeiro, mas finalmente soou a hora da liberdade e a reconstrução nacional apresenta-se agora como objectivo. Israel só pode reconstruir a sua vida com Deus, em quem teve a origem como povo. Deus é verdadeiramente o grande companheiro na marcha da libertação e da liberdade.

  1. b)        O Evangelho de São Lucas, ao relatar a primeira visita de Jesus a Nazaré, terra onde cresceu, apresenta-o a proclamar este trecho de Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu. Enviou-me para anunciar a Boa Nova aos pobres, a proclamar a libertação aos cativos e a vista aos cegos, a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável do Senhor”.

  1. c)         A missão de Jesus é libertadora e a história da Cristandade está recheada de gestos libertadores. São Paulo diz que todos somos chamados para constituirmos um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou homens livres (2ª leitura). Liberdade e Deus parecem ser, nesta Liturgia, duas realidades inseparáveis: Deus é quem liberta e é com Deus que se encontrará a vida livre.

  1. d)        Mas, a liberdade, o que é? Na raiz etimológica grega, ser livre significa ser membro do povo, cidadão com plenos direitos. Esta liberdade concretiza-se no direito de exprimir o próprio parecer na assembleia, poder dispor livremente de si. Em Israel, a liberdade, a vida, o matrimónio, a honra, a propriedade são direitos fundamentais do homem, que Deus dá e garante ao Seu povo. Olhar para a liberdade só no sentido exterior ou político é empobrecê-la; assim a viam muitos contemporâneos de Jesus.

  1. e)         O Cristianismo trouxe um novo sentido de liberdade: a autêntica liberdade do homem não consiste na possibilidade de dispor livremente de si mesmo, mas na vida com Deus, uma vida em conformidade com o projecto de Deus, uma liberdade que se conquista renegando-se a si mesmo. Quem é livre não pertence a si mesmo, mas Àquele que o libertou, afirma São Paulo.

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23-01-2022

Liturgia do Batismo do Senhor Ano C

Tempo de NATAL – ano C

BATISMO DO SENHOR (ANO C)

Neste Domingo encerramos as festas litúrgicas natalícias, celebrando o baptismo que Jesus recebeu no rio Jordão, antes de iniciar a etapa pública da sua vida. Foi uma manifestação de Deus, dando-nos a conhecer que Jesus é o Filho de Deus, o ungido do Espírito de Deus, Aquele que anuncia a Boa Nova aos pobres. Em certa ocasião, numa reunião com os pais que pediam o baptismo para o seu filho ou sua filha, foi feita a seguinte pergunta: “Quando o vosso filho for grande, como gostariam que ele fosse?”. Várias respostas surgiram: “boa pessoa”, “feliz”, “responsável”, “com êxito na vida”, “com valores”, “que ame e se sinta amado”, “que seja generoso”, e outras. De entre todas as respostas, alguém disse: “já que pedimos o baptismo para os nossos filhos, que eles possam conhecer, amar e seguir os ensinamentos de Jesus”. E a reunião prosseguiu, abordando a vida como um dom, falando dos sinais do amor de Deus, dos sinais e momentos da celebração e do compromisso dos pais para com os seus filhos. A beleza do baptismo de algumas crianças e a festa do Baptismo de Jesus faz-nos recordar o nosso baptismo e encaminhar a nossa vida, segundo a condição de filhos e filhas de Deus, porque o Espírito de Deus habita em nós. O evangelho apresenta-nos o Baptismo de Jesus como um momento determinante que assinala a passagem da sua vida oculta em Nazaré para uma vida totalmente entregue ao serviço da Boa Nova da salvação. As pessoas eram baptizadas por João no rio Jordão e Jesus também foi: “quando todo o povo recebeu o baptismo, Jesus também foi baptizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência”. É evidente que o baptismo de água que as pessoas recebiam das mãos de João no Jordão é diferente do baptismo do Espírito Santo que recebe Jesus. “Eu baptizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu…Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”. Trata-se de um baptismo que supõe uma missão, já anunciada pelo profeta Isaías e que se cumprirá em Jesus: “não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra”, com um estilo peculiar: “não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega”. Na casa de Cornélio, quando alguns pagãos receberam o Espírito Santo, falando de Jesus, Pedro disse: “Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele”. O baptismo cristão não é o baptismo de João, que era somente um sinal externo de um desejo de purificação. O baptismo de Jesus é um sinal do dom do Espírito Santo que faz nascer uma vida nova. A água e o fogo, que purificam do mal, do pecado e do egoísmo, fazem nascer uma vida nova, renovada, transformada para viver o amor a Deus e ao próximo. Este Domingo é propício para renovar a consciência do que significa sermos membros de um povo de baptizados no Espírito, da família dos filhos de Deus que tem a missão de anunciar a Boa Nova de Jesus. Sintamo-nos casa do Espírito de Deus, filhos amados do Pai, enviados ao mundo, com humildade e convicção, para fazer o bem e transmitir a luz, o amor, a liberdade, a paz e a bondade de Deus, o único capaz de transformar os corações. Que todos os baptizados em Cristo vivam o dom que receberam no dia do seu baptismo. Que todos os baptizados se deixem conduzir pelo espírito de Amor, de comunhão, de respeito pelas diferenças, de liberdade, de compromisso pela verdade, pela paz e pela justiça.

 

LEITURA ESPIRITUAL

Do baptismo de Cristo ao nosso baptismo Que grande mistério foi o baptismo de nosso Senhor e Salvador! O Pai faz-Se ouvir do alto do céu, o Filho foi visto na Terra, o Espírito Santo mostrou-Se na forma de uma pomba. Com efeito, não há verdadeiro baptismo nem verdadeira remissão dos pecados onde não houver a verdade da Trindade. O baptismo que a Igreja dá é único e verdadeiro; só se faz, portanto, uma vez, e ao sermos nele mergulhados uma só vez ficamos purificados e renovados. Purificados, porque deixamos a mancha dos pecados; renovados, porque ressuscitamos para uma vida nova depois de nos termos despido da vida velha do pecado. Portanto os céus abriram-se no baptismo do Senhor, a fim de que, pelo banho do novo nascimento, descobríssemos que o reino dos Céus está aberto aos crentes, segundo esta palavra do Senhor: «Ninguém, a menos que nasça da água e do Espírito, poderá entrar no Reino de Deus» (Jo 3,5). Entra, pois, aquele que renasce e que não negligencia a preservação do seu baptismo. Uma vez que Nosso Senhor veio trazer o novo baptismo para a salvação do género humano e a remissão de todos os pecados, Ele próprio quis ser o primeiro baptizado, não para se despojar do pecado, pois não cometera pecado, mas para santificar as águas do baptismo com o fim de destruir os pecados de todos os crentes renascidos pelo baptismo. (São Cromácio de Aquileia,?-407, bispo, Sermões sobre a Epifania, 34; CCL 9A, 156-157).

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09-01-2022

GNR-Operação “Bom Caminho”

A Guarda Nacional Republicana (GNR) tem em curso a Operação “Bom Caminho”, que decorrerá até ao dia 31 de dezembro de 2022, com o objetivo de promover a visibilidade e o patrulhamento de proximidade da Guarda, na proteção e segurança dos peregrinos que se deslocam a Santiago de Compostela e que transitam ao longo do Caminho Português, do Caminho Português da Costa e do Caminho Português Interior, através dos Comandos Territoriais do Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Ciente da importância dos “Caminhos de Santiago”, que remontam ao século IX, e que têm tido, nos últimos anos, um crescimento exponencial, principalmente desde a realização das Jornadas Mundiais da Juventude em Santiago de Compostela em 1989 e da sua classificação pela UNESCO em 1993 como Património da Humanidade, que lhe conferem  uma dimensão cada vez mais internacional, a Guarda irá manter um conjunto de atividades operacionais que contribuem para o sentimento de segurança e a visibilidade junto dos peregrinos, nos diferentes percursos.

Assim, pretende-se reforçar a presença na Guarda nos locais mais vulneráveis à passagem dos peregrinos, nomeadamente locais isolados e ermos, infraestruturas de acolhimento e locais de grande concentração, através de patrulhamento específico e ações de sensibilização, tendo em vista transmitir os principais conselhos de segurança:

·         Planeie/prepare o percurso antecipadamente;

·         Evite desviar-se do percurso;

·         Caminhe apenas nos períodos diurnos;

·         Utilize roupas claras e material retrorrefletor;

·         No trajeto circule pelos passeios ou na ausência pelas bermas;

·         Em grupo, caminhe em fila única;

·         Mantenha o telemóvel com bateria e o contacto diário com a família;

·         Não utilize auscultadores durante o caminho e evite o transporte de grandes quantidades de dinheiro;

·         Nos albergues não deixe bens/dinheiro ao alcance de terceiros;

·         Desloque-se sempre munido de documento de identificação (cartão de cidadão/passaporte e cartão europeu de saúde).

 Adicionalmente, nos períodos de maior afluência de peregrinos, em particular na Semana Santa e no período do Verão, realizar-se-ão patrulhas conjuntas com a Guardia Civil.

Avisos e Liturgia do Tempo de NATAL – ano C

SANTA MARIA, MÃE DE DEUS (1 de Janeiro)

Na solenidade deste dia convergem três aspetos cheios de sentido e de conteúdo. Com o ano novo tomamos mais consciência de que o tempo passa para todos. Com Santa Maria, recordamos aquela que trouxe Jesus no seu seio, com toda a sua humanidade e divindade sublime, como Filho de Deus. Neste primeiro dia do ano, há um desejo universal de paz, a qual corresponde aos homens e mulheres promover em todo o mundo. A passagem de um ano para outro faz-nos tomar consciência da fluidez do tempo, ou melhor, do correr da nossa vida e da história. Vivemos num determinado tempo, em convívio com quem nos rodeia. É um tempo único e irrepetível, onde têm lugar as nossas ilusões e decepções, êxitos e fracassos, alegrias e tristezas, saúde e doença, novas oportunidades, portas que se abrem e outras que se fecham, novas relações e rupturas, amores e desamores. Mas, não podemos esquecer que a vida é um dom. Cada instante da nossa vida é uma bênção. O passado é passado, é história, o presente é responsabilidade, o futuro é esperança. O mais importante “não é encher a vida de anos, mas encher os anos de vida”. Neste dia, surgem sempre as mesmas perguntas: o que irá acontecer neste ano que começa? Será que vai ser um feliz e próspero ano? Neste novo ano, o que estamos dispostos a fazer, a corrigir, a assumir ou a reassumir na nossa vida familiar, laboral, eclesial, para que este ano seja melhor para todos? Estamos a viver a quadra natalícia, na qual recordamos o nascimento de Jesus, o Filho de Deus, que veio habitar no meio de nós, nos limites do espaço (a província romana da Palestina) e do tempo (há mais de dois mil anos). Na segunda leitura da liturgia deste dia, São Paulo diz-nos: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos”. Pela incarnação do Filho de Deus somos amados de Deus em Jesus, que viveu sempre a amar todas as pessoas. Neste dia, imitando os pastores, colocamos o nosso olhar em Jesus: Ele faz-nos ser e sentir filhos de Deus e convida-nos a viver como tal e como irmãos de todos, contando com o auxílio de Santa Maria, Mãe de Deus, que “conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração”. Não sabemos o que irá suceder neste ano que inicia, mas, aconteça o que acontecer, se conservarmos estes acontecimentos no nosso coração e os meditarmos, nunca nos sentiremos sozinhos, na certeza de que Deus dirige sempre o seu olhar para todos e para o mundo que tanto ama: “O Senhor te abençoe e proteja, faça brilhar sobre ti a luz da sua face e te conceda a paz” (primeira leitura). Qual a nossa missão para este novo ano? Continuarmos a ser mensageiros da esperança, do amor e da paz. Percorrermos os caminhos da verdade, da justiça, da solidariedade. As palavras de Pedro Casaldáliga lança-nos um desafio e um compromisso: “quanto mais dermos, mais receberemos. Aproximemo-nos dos gritos das necessidades e das esperanças do mundo. Sejamos a levedura da esperança. Podem tirar-nos tudo, mas nunca nos tirarão a esperança”. Que tenhamos um feliz ano novo de paz e de amor.

Sugestão de cânticos:

Entrada: Nós vos saudamos, F. Santos, NCT 64; Exultemos de alegria, M. Luís, NCT 61; Seja louvada na terra, F. Santos, NCT 481; Salve ó Virgem Maria (C. Silva) – CEC I 71; Ave-Maria (M. Silva) – CPD 60; Ofertório: Santa Maria, Virgem gloriosa, C. Silva, NCT 73; Glória da humanidade (A. Cartageno) – AMG 6; Desde toda a eternidade…Ave-Maria (CT 779); Comunhão: A Virgem santa, F. Santos, NCT 484; Deus enviou ao mundo, M. Luís, NCT 76; O trigo que Deus semeou (C. Silva) – CT 751; Jesus Cristo, ontem e hoje (A. Cartageno) – CEC I 66; Final: Senhor, trazei-nos a paz (A. Oliveira) – CEC II 155; Ah! Vinde todos à porfia (Popular) – CT 267.

LEITURA ESPIRITUAL

«Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto» Vem, Moisés, mostra-nos a sarça do cimo da montanha cujas chamas dançavam no teu rosto (Ex 3,2): é o filho do Altíssimo que apareceu no seio da Virgem Maria e iluminou o mundo com a sua vinda. Glória a Ele da parte de toda a criatura e feliz aquela que O gerou! Vem, Gedeão, mostra-nos esse velo e esse suave orvalho (Jz 6,37), explica-nos o mistério das tuas palavras: Maria é o velo que recebeu o orvalho, o Verbo de Deus; nela Se manifestou na criação e resgatou o mundo do pecado. Vem, David, mostra-nos a cidade que viste e a planta que dela brotou: a cidade é Maria, a planta que dela saiu é o nosso Salvador, cujo nome é Aurora (Jr 23,5; Zac 3,8 LXX). Eis que a árvore da vida que era guardada por um querubim com espada de fogo (Gn 3,24) habita em Maria, a Virgem pura; José a guarda. O querubim depôs a espada porque o fruto que guardava foi enviado do alto dos Céus para junto dos que estavam exilados no abismo. Comei dele todos, homens mortais, e vivereis. Bendito seja o fruto que a Virgem gerou. Bendito seja Aquele que desceu e habitou em Maria e dela saiu para nos salvar. Bem-aventurada Maria, tu que foste julgada digna de ser a mãe do Filho do Altíssimo, tu que geraste o Ancião que tinha criado Adão e Eva. Ele saiu de ti, suave fruto cheio de vida, e por Ele os exilados têm de novo acesso ao paraíso. (Santo Efrém, c. 306-373, diácono da Síria, doutor da Igreja, Hino).

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02-01-2022

Avisos e Liturgia do IV Domingo do Advento – ano C

a)         Este Domingo coloca-nos às portas do mistério do Natal. Apesar disso, tanto na homilia como nos cânticos deverá haver já um tom festivo, mas “ligeiro”, para que nada se antecipe e, assim, se mantenha o espírito de expectativa.

 

b)        “Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor” (evangelho). É a primeira bem-aventurança que encontramos no evangelho. É dirigida a Maria. É pronunciada por Isabel, cheia do Espírito Santo. Nós, hoje, repetimo-la: “Bendita sois vós entre as mulheres”. A humildade de Maria, que ela proclamará no Magnificat, é a sua grandeza. Ela é como Belém que, apesar de pequena, dela “sairá aquele que há-de reinar sobre Israel… Ele será a paz” (1ª leitura). A sua humildade levou-a à grandeza do serviço desinteressado a Isabel que estava tão necessitada de ajuda e de companhia. Perante esta grandeza, também Isabel proclama a sua pequenez: “Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?” Deus também elevou a pequenez e a humildade de Isabel, concedendo-lhe um filho, algo que a todos parecia já impossível de acontecer. Às portas da solenidade do Natal, como é bom meditar na humildade e na pequenez de Maria, porque esta é a condição necessária para a acção salvadora de Deus. Também Ele se faz pequeno para se “recolher” no seio de Maria. E no Natal, só os pequenos, os simples e os humildes foram capazes de compreender esta grandeza de Deus. Em Maria, a Palavra de Deus torna-se eficaz. O Prefácio do Advento II/A exprime claramente o papel de Maria na história da salvação: “A graça que em Eva nos foi tirada, foi-nos restituída em Maria. Nela, Mãe de todos os homens, a humanidade, resgatada do pecado e da morte, recebe o dom da vida nova”. A sua atitude de entrega tornou possível a vida de Jesus Cristo; por isso o Prefácio recorda-nos o anúncio da Vigília Pascal através destas palavras: “onde abundou a culpa, superabundou a misericórdia por Cristo, Nosso Salvador”.

 

c)         Tudo isto leva-nos ao paralelismo entre a Mãe de Deus e a Igreja. Também nós pedimos que o Senhor aceite “os dons que trazemos ao vosso altar e santificai-os com o mesmo Espírito que, pelo poder da sua graça, fecundou o seio da Virgem Santa Maria (Oração Sobre as Oblatas). Todos somos convidados ao cuidado generoso e desinteressado dos pobres e humildes, porque são amados por Deus. Também nós devemos descobrir na humildade (“pequenez”) a grandeza de Deus sem nos deixar deslumbrar por coisas grandiosas que só pertencem e têm lugar neste mundo e em nós. Como Maria e como Cristo, quando “entrou no mundo”, aprendamos a dizer: “Eis-me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade” (2ª leitura), porque só assim a Palavra de Deus será viva e eficaz na nossa vida e na nossa sociedade.

 

d)        A Oração Colecta deste Domingo tem um valor teológico extraordinário. Vale a pena reflecti-la. Depois de suplicar que a graça de Deus se derrame em cada um de nós, pede “para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho… alcancemos a glória da ressurreição”. Apresentam-se, assim, todos os elementos do Advento e da teologia do Natal que estamos para celebrar brevemente, começando pela clara identificação da Igreja com Maria. O centro, como não podia deixar de ser, é o mistério pascal de Jesus Cristo, do qual fazemos memorial na Eucaristia, Páscoa contínua na vida da Igreja. A celebração da encarnação deve encaminhar-nos para esta plenitude salvadora. Por isso, do Natal também fazemos memorial. “Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador” (Antífona de Entrada).

 

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19-12-2021

Diocese de Viseu-Banco no passeio dos cónegos em homenagem a D. Ilídio Leandro

O Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu e do Tesouro da Catedral – Museu de Arte Sacra colocou no passeio dos cónegos, um banco em homenagem a D. Ilídio  Leandro, antigo bispo da Diocese de Viseu.

O perfil configura o I e o L, iniciais do seu nome; as ripas do assento são os caminhos que devemos seguir lado a lado; as costas abertas unem as duas partes, remetem para as pontes que ele estabelecia com modernidade; duas frases com a sua assinatura convidam-nos à reflexão – “Olhar o mundo que Deus ama…” e “tempo para amar as pessoas…”. Um banco que convida a parar, a contemplar a cidade de Viseu, a estar em silêncio, a dialogar…

Esta foi uma singela homenagem ao fundador do Departamento e ao mobilizador da requalificação e da nova gestão do Museu da Catedral desde 2016.

Avisos e Liturgia do DOMINGO III do Advento – ano C

 

a)         A esperança é a característica do tempo do Advento. A esperança cristã faz viver no momento presente o que se espera no futuro; ainda não o vivemos plenamente, mas já o estamos a viver. Por isso, é uma esperança confiante, liberta de todas as escravidões do momento presente, permitindo viver agora o futuro; é uma esperança activa que nos motiva a caminhar. Neste Domingo, todos os momentos da celebração convidam-nos a viver nesta esperança. Toda a celebração convida-nos a uma alegria interior, serena e confiante naquilo que celebraremos no Natal com “alegria renovada” (Oração Colecta), porque um dia se realizará plenamente na nossa vida. A esperança e a fé estão intimamente ligadas; a fé conduz à esperança. Esta esperança convicta de que a vida tem sempre sentido e que de vale sempre a pena viver a vida é uma mensagem muito actual na sociedade hodierna, onde reina a ideia do imediato. Os nossos olhos estão postos em Deus que em nós continua a fazer prodígios. Toda a celebração deste domingo respira o júbilo e a alegria que brotam deste mistério da esperança fiel. “Clama jubilosamente, filha de Sião; solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém”, diz o Profeta Sofonias na primeira leitura. “Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião”, clama o Profeta Isaías no Salmo Responsorial. “Alegrai-vos sempre o Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos”, diz São Paulo na Carta aos Filipenses.

 

b)        Mas, qual é o motivo para esta alegria? “O Senhor está próximo”, diz S. Paulo (2ª leitura). “O Senhor, Rei de Israel, está no meio de ti”, diz Sofonias. “É grande no meio de vós o Santo de Israel”, canta o Salmo. No tempo do Advento, aguardamos pelas festas do Natal que se aproximam, apesar de sabermos que Aquele por quem esperamos, já está presente no meio de nós, no interior de cada um e de cada comunidade. Esperamo-Lo, porque já está presente; virá, porque já está aqui, da mesma forma como fez na primeira vez. O Prefácio do Advento II, próprio para os últimos dias do Advento, proclama: “Foi Ele que os Profetas anunciaram, a Virgem Mãe esperou com inefável amor, João Baptista proclamou estar para vir e mostrou já presente no meio dos homens. É Ele que nos dá a graça de nos prepararmos com alegria para o mistério do seu nascimento”. Seria bom que nesta semana celebrássemos o Sacramento da Reconciliação, sentindo ainda mais a presença de Deus encarnado entre nós, para O recebermos com toda a alegria.

 

c)         “Que devemos fazer?” Era a pergunta que faziam a João. É também a nossa questão. E João, de certeza, responderá: partilhar com os outros, viver praticando a justiça, considerar os outros como irmãos, sem abusar de ninguém. É assim que se prepara o Reino. Todavia, João sabe como é difícil viver assim! Ele somente pode aconselhar, baptizar com água e pedir todo o esforço das pessoas. Mas esta é a preparação necessária para o verdadeiro baptismo que ele não pode dar. Esta é a missão do Messias: “Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”. Então, a pregação de João não responde à pergunta “Que devemos fazer?”, mas a outra pergunta: “Como devemos ser?” Temos de ser novas criaturas e isso só acontece através da acção do Espírito Santo. Só Ele nos pode dar o dom da conversão e transformar este mundo num lugar onde reine a justiça que João pregava.

 

d)        No Evangelho, vemos que o povo estava na expectativa. É a nossa missão: criar esperança em todos aqueles que nos rodeiam, porque só assim tem pleno sentido levar-lhes a Boa Nova. Como João, teremos que mostrar ao mundo e proclamar bem alto que não somos a boa nova, porque a salvação vem somente de Deus. Ele é a Boa Nova para a humanidade de hoje. A Oração Sobre as Oblatas resume muito bem o sentido da celebração deste domingo quando pedimos a Deus que “com a celebração do mistério por Vós instituído, realize em nós plenamente a obra da salvação”.

12-12-2021

Avisos e Liturgia do II Domingo do Advento- ano C

 

João Baptista proclama a salvação para toda a humanidade: “toda a criatura verá a salvação de Deus”. Trata-se de uma jubilosa mensagem que os cristãos não deveriam esquecer. Nos meios de comunicação social, as notícias relatam maus tractos físicos, falam da corrupção mais ou menos generalizada, dos cristãos perseguidos por causa da fé, da morte de tantos imigrantes que procuram chegar à Europa para terem uma vida melhor, de tantas agressões à dignidade humana… Não estamos muito bem, poderíamos estar melhor. Nesta complexidade da vida das pessoas e do mundo, não é fácil encontrar caminhos de saída, soluções para estas realidades e também vislumbrar um futuro melhor para todos. Estas realidades negativas são causa de tristeza, de desânimo, de injustiças e fazem sofrer muitas pessoas. Por isso, é importante dar ouvidos às pessoas, escutarmo-nos mais vezes, dar mais atenção aos outros, apostar num diálogo sincero procurando não alimentar e diminuir o egoísmo para que cresça a cooperação no bem comum. É necessário rasgar caminhos que conduzam à paz, à justiça, à erradicação da pobreza, à defesa dos direitos humanos, à valorização da dignidade da pessoa humana e, acima de tudo, à vontade de assumir cada vez os nossos deveres sociais. O profeta Baruc dirige-se à cidade de Jerusalém, deprimida como uma mãe viúva que chora a desgraça dos seus filhos: “deixa a tua veste de luto e aflição e reveste para sempre a beleza da glória que vem de Deus… Levanta-te, Jerusalém, sobe ao alto e olha para o Oriente: vê os teus filhos reunidos desde o Poente ao Nascente… Deus decidiu abater todos os altos montes e as colinas seculares e encher os vales, para se aplanar a terra, a fim de que Israel possa caminhar em segurança, na glória de Deus” (1ª leitura). É desejo do profeta animar os exilados com a esperança do regresso à terra. Neste domingo, S. Lucas apresenta-nos João Batista, o maior do grupo dos profetas. Num determinado momento, bem situado na história, depois de uns anos de solidão no deserto onde experimentou a Palavra de Deus, João dirige-se para o rio Jordão, nos limites do deserto, como “voz” que convida o povo à conversão, a uma mudança radical de vida, a reconhecer os seus erros e pecados que os conduziu para um caminho sem saída. Agora, são convidados a percorrer novos caminhos que tornem possível o encontro com Deus que se aproxima e quer trazer a salvação para todos. “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas… toda a criatura verá a salvação de Deus”. Como poderemos aplanar ou endireitar novos caminhos? Aplanar quer dizer rebaixar as colinas e as proeminências da prepotência, do orgulho, do egoísmo, do poder, do mercantilismo que impedem a chegada de um mundo verdadeiramente humano, segundo o projecto de Deus. Por isso João Batista convida o povo a abrir caminhos para encontrar o Salvador. Através das mediações, Deus revela os seus mais nobres desejos para cada um de nós. A nível pessoal, será através de uma mão amiga, uma palavra de ânimo, uma proximidade discreta que nos oferece compreensão e afecto. A nível colectivo, temos o grupo dos profetas do mundo de hoje, mesmo que não conhecidos nem escutados. Alguém disse: “Se não houver vozes proféticas morrerão muitas esperanças dos povos”. Na segunda leitura, S. Paulo exorta os cristãos de Filipos, e a nós também, a viver com coerência: “a vossa caridade cresça cada vez mais em ciência e discernimento, para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, na plenitude dos frutos de justiça que se obtêm por Jesus Cristo, para louvor e glória de Deus”. Os verdadeiros caminhos são abertos e construídos com a ternura, a razão, a verdade, a sabedoria e a justiça. São os caminhos das pessoas íntegras que preparam o caminho do Senhor. Se desejas encontrar-te com o Senhor, rasga e percorre o caminho da tua vida na integridade e com coerência no que dizes, no que pensas e no que fazes.

 

 

Sugestão de cânticos: Entrada: O Senhor é a minha luz, F. Santos, NCT 224; Chegue até Vós, Senhor, F. Santos, NCT 213; Vamos confiantes (C. Silva) – CT 50; Eu vos invoco, Senhor (A. Cartageno) – CEC II 129; Apresentação dos Dons: Quem quiser ser grande (M. Luís) – NCT 555; A messe é grande (C. Silva) – OC 14; Comunhão: Elevarei o cálice da Salvação, M. Faria, NCT 259; O Senhor alimenta, F. Silva, NCT 267; Beberam o cálice do Senhor (C. Silva) – OC 54; O Filho do Homem (F. Santos) – CEC I 116; Final: Ide por todo o mundo (M. Luís) – NCT 355; Ó Maria, Rainha das Missões (Popular) – CT 567.

 

Sugestão de Cânticos: Entrada – Maranatha, Aleluia (F. Santos) – CEC I 32; Ó Povo de Sião (M. Luís) – CEC I 32; Povo de Sião, NCT 26; O Senhor vem e não tardará, NCT 24; Sobre Jerusalém, NCT 35. Ofertório: Preparai os caminhos do Senhor (F. Santos) – CEC I 31; Povo de Deus, eis o teu Senhor (M. Luís) CAC 53; Comunhão – Levanta-te, Jerusalém (F. Silva) – CEC I 18; Senhor, descei a nós (M. Luís) – CEC I 34; Levanta-te, Jerusalém, BML 48,15; ou NCT 43; O Senhor nosso Deus virá, NCT 45. Final – Abri as portas (C. Silva) – OC 24; Maria, fonte de esperança (M. Luís) – NCT 53; Vinde, vinde, NCT 51

 

05-12-2021

LEITURA ESPIRITUAL

«O deserto e a terra árida vão alegrar-se, a estepe exultará e dará flores» (Is 35,1) «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor’». Irmãos, reflictamos antes de mais na graça da solidão, na beatitude do deserto, que mereceu ser consagrado ao repouso dos santos desde o começo da era da salvação. É verdade que o deserto foi santificado para nós pela «voz [que] clama no deserto», João Batista, que pregava e administrava um baptismo de penitência; mas já antes dele os profetas mais santos tinham amado a solidão enquanto local favorável ao Espírito. Porém, este local recebeu uma graça de santificação incomparavelmente maior quando Jesus tomou o lugar de João (Mt 4,1). Ele permaneceu no deserto durante quarenta dias, como que para purificar e consagrar este local a uma vida nova; venceu o déspota que o assombrava, não tanto por si, mas por aqueles que, no futuro, aí habitariam. Portanto, espera no deserto Aquele que te salvará do medo e das tempestades; quaisquer que sejam os combates que sobre ti se abatam, quaisquer que sejam as privações que venhas a sofrer, não regresses ao Egipto, pois o deserto há de alimentar-te melhor com o maná. Jesus jejuou no deserto, mas muitas vezes alimentou a multidão que O seguia, e fê-lo de forma maravilhosa. Quando pensares que Ele te abandonou há muito, nessa altura Ele virá, recordado da sua bondade, para te consolar e te dizer: «Recordo-me da tua fidelidade no tempo da tua juventude, dos amores do tempo do teu noivado, quando me seguias no deserto» (Jer 2,1). Nessa altura, Ele fará do teu deserto um paraíso de delícias, e tu proclamarás, como o profeta, que «tem a glória do Líbano, a formosura do monte Carmelo e da planície de Saron» (Is 35,2). Então, da tua alma saciada brotará um hino de louvor: «Dêem graças ao Senhor, pelo seu amor e pelas suas maravilhas em favor dos homens. Pois Ele deu de beber aos que tinham sede, e matou a fome aos famintos» (Sl 106,8-9). (Beato Guerric de Igny, c. 1080-1157, abade cisterciense, 4.º Sermão do Advento)

Que necessidade havia de que o Filho de Deus sofresse por nós? Uma grande necessidade, que podemos resumir em dois pontos: necessidade de remediar os nossos pecados e necessidade de dar o exemplo para a nossa conduta. A Paixão de Cristo dá-nos um modelo válido para toda a vida. Se procuras um exemplo de caridade: «Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15,13). Se buscas paciência, é na cruz que a encontramos no grau máximo: Na cruz, Cristo sofreu grandes tormentos com paciência porque «ao ser insultado não ameaçava» (1Pd 2,23), «não abriu a boca, como um cordeiro que é levado ao matadouro» (Is 53,7). «Corramos com perseverança a prova que nos é proposta, tendo os olhos postos em Jesus, autor e consumador da fé. Ele, renunciando à alegria que lhe fora proposta, sofreu a cruz, desprezando a ignomínia» (Hb 12,1-2).

Se procuras um exemplo de humildade, olha para o Crucificado. Porque Deus quis ser julgado por Pôncio Pilatos e morrer. Se procuras um exemplo de obediência, basta que sigas Aquele que Se fez obediente ao Pai «até à morte» (Fl 2,8). «De fato, tal como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só todos se tornarão justos» (Rm 5,19). Se buscas um exemplo de desapego dos bens terrenos, simplesmente segue Aquele que é o «Rei dos reis e Senhor dos senhores», «em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento» (1Tm 6,15; Cl 2,3); Ele está nu na cruz, tornado motivo de escárnio, coberto de escarros, maltratado, coroado de espinhos e, por fim, dessedentado com fel vinagre. (São Tomás de Aquino, 1225-1274, teólogo dominicano, doutor da Igreja, Conferência sobre o Credo, 6).

 

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