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Religião

Conferência Episcopal Portuguesa emite recomendações para o culto e atividades pastorais

Recomendações do Conselho Permanente da CEP para o culto e atividades pastorais na atual situação de pós-pandemia
1. Tendo em conta a cessação do estado de alerta na atual situação de pandemia pela Covid-19 declarada pela Direção-Geral da Saúde a partir de 1 de outubro, a Conferência Episcopal Portuguesa revoga as anteriores orientações para o culto e atividades pastorais de 28 de fevereiro de 2022.
2. No entanto, além da observância das recomendações das autoridades sanitárias para este tempo de normalidade, a Conferência Episcopal continua a sugerir algumas recomendações para as assembleias litúrgicas e atividades pastorais da Igreja: fazer a saudação da paz (que é facultativa), através de um sinal sem contacto físico (por exemplo, uma vénia ou inclinação); utilização facultativa de máscara em locais especialmente lotados e pouco ventilados bem como a pessoas consideradas de risco pela idade ou pelo quadro clínico; cuidar da higienização e ventilação adequada dos espaços, sobretudo nesta época de outono-inverno.
3. A Conferência Episcopal agradece a todas as instituições eclesiais e às autoridades civis o esforço que tiveram ao longo deste tempo na luta contra a pandemia, reconhece de modo muito agradecido todos os cuidados de segurança e de saúde da parte dos fiéis e instituições eclesiais e apela a que todos mantenhamos um comportamento responsável em relação à proteção da saúde pública.

Liturgia do Domingo XXVIII do TEMPO COMUM – ano C

 

Que belo testemunho de oração humilde nos dão os dez leprosos que se encontraram com Jesus quando entrava numa povoação! Eles sabiam quem era Jesus e o que fazia, e o que poderia acontecer através dos seus gestos. Dirigem-se a Ele com um dos títulos mais belos de Jesus, o de “Mestre”, e revelam-lhe a sua pobreza e miséria: são leprosos, obrigados a viver separados da comunidade. Por isso, conscientes da sua indigência e exclusão, conservaram-se a distância e gritaram: “tem compaixão de nós”. A resposta de Jesus é a normal para o seu tempo: “Ide mostrar-vos aos sacerdotes”. Era o que estava prescrito na Lei. Aos sacerdotes competia certificar a cura dos doentes. Que belo testemunho nos dão os dez leprosos! Eles mantiveram-se à distância, porque estavam conscientes da doença que padeciam. Consciente da minha fragilidade, também posso gritar: “Jesus, Mestre, tem compaixão de mim”.

“E sucedeu que no caminho (para se apresentarem aos sacerdotes), ficaram limpos da lepra”. Um deles, ao ver-se curado, consciente da cura e da conversão operada nele, “voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz”. Agradece, louva a Deus, vendo, portanto, a mão de Deus naquela transformação. É uma oração íntima de louvor e de acção de graças, reconhecendo o amor de Deus que nos libertou do mal e do nosso pecado. E faz isto em alta voz, a gritar, proclamando sem vergonha as maravilhas de Deus. Que grande lição! Manifesta sem vergonha a fé e a gratidão a Deus e anuncia sem medo a quem o quiser ouvir. Contudo, há aqui um pormenor muito interessante: aquele homem era um samaritano. Ele prostrou-se de rosto em terra aos pés de Jesus, profetizando que o verdadeiro templo é Jesus, e não em Garizim ou em Jerusalém. Prostrar-se é humilhar-se até ao solo perante alguém em sinal de respeito ou de devoção, e é uma adoração que somente a Deus pertence e merece. Também nós fomos curados por Jesus de tantas lepras! E agradecemos devidamente? Prostramo-nos de rosto em terra? Ou somos partidários do grupo de adeptos das prostrações diante deles próprios, imitando o diabo no deserto diante de Jesus: “Tudo isto te darei se te prostrares e me adorares”? (Mt 4,9). Como é importante aprender a rezar como este samaritano!

Mas, e os outros nove, onde estão? Parece que Jesus ficou admirado com aqueles nove que foram curados e não voltaram atrás para agradecer e dar graças, denotando que ficaram muito satisfeitos em ficarem curados somente do corpo. Neste domingo, somos convidados a saber dar graças, a agradecer e a dar glória a Deus. Somente aquele samaritano percebeu, naquele acto libertador, a presença de Deus. Como se dá glória a Deus? 1) Escutando o seu convite a aderir a Ele, colaborando na sua obra salvadora, para que todos os seus filhos e todas as suas filhas tenham vida. 2) Participando da vida divina. Santo Ireneu de Lião dizia: “a glória de Deus é a vida do homem, e a vida do homem é contemplar a Deus”. Estaremos cheios de vida se contemplarmos a Deus e deixarmos que Ele faça em nós morada para sermos verdadeiros discípulos, derramando o seu amor sobre os pobres e humildes. 3) Reconhecendo que a acção de Jesus é obra de Deus, regressando a Ele, aclamando que Jesus e Deus estão intimamente unidos. Os leprosos, que não voltaram atrás, somente foram curados da lepra. O leproso que voltou para dar glória a Deus, não só se curou, mas também se salvou: “Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou”. A fé cristã caracteriza-se pela fidelidade ao Deus único, como professava o sírio Naamã, no texto da primeira leitura. A vida cristã exige o nosso empenho, a nossa colaboração. Há que agradecer, mas há que continuar o caminho; nada está feito e concluído, as “curas” que podem acontecer são apenas um sinal de que Deus não nos abandona no percurso da vida: Ele está lá, sempre disposto a lavar-nos sete vezes (a totalidade) no seu caudal de misericórdia.

 

09-10-2022

LEITURA ESPIRITUAL

«Prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer»

 

Na meditação do amor de Deus, emociona-me ver os bens que recebi de Deus desde o primeiro momento da minha vida até hoje. Que bondade! Que cuidados! Que providência para o corpo e para a alma! Que paciência! Deus fez-me penetrar estas verdades e vê-las claramente: em primeiro lugar, que Ele está em todas as criaturas; em segundo, que é tudo o que há de bom nelas; e em terceiro, que nos faz todo o bem que recebemos delas. E pareceu-me ver este rei de glória e de majestade aplicado a aquecer-nos na roupa que vestimos, a refrescar-nos no ar que respiramos, a alimentar-nos na carne que comemos, a alegrar-nos nos sons e nos objectos agradáveis, a produzir em mim todos os movimentos necessários para viver e agir. Que maravilha!

Quem sou eu, ó meu Deus, para ser assim servido por Vós em todo o tempo, com tanta assiduidade e em todas as coisas, com tanto cuidado e amor! Sucede o mesmo com todas as outras criaturas; mas tudo isto por mim, qual intendente zeloso e vigilante que manda trabalhar em todos os locais do reino para o seu rei. O mais admirável é o facto de Deus fazer isto por todos os homens, embora quase ninguém pense nisso, a não ser uma ou outra alma escolhida, uma ou outra alma santa. É preciso que pelo menos eu pense nisso, que me mostre reconhecido.

Imagino que, tendo a sua glória como fim supremo de todas as suas acções, Deus faz todas estas coisas principalmente por amor daqueles que admiram a sua bondade, que Lhe estão gratos, que aproveitam a ocasião para O amar; os outros recebem os mesmos bens como que por acaso e por sorte. Deus oferece-nos incessantemente o ser, a vida, as acções de tudo o que criou no universo. É essa a sua ocupação na natureza; a nossa deve ser receber sem cessar aquilo que Ele nos envia de muitos modos, e devolver-Lho por acções de graças, louvando-O e reconhecendo que Ele é o autor de todas as coisas. Prometi a Deus fazê-lo, na medida das minhas possibilidades. (São Cláudio de la Colombière, 1641-1682, jesuíta, Retiro de 1674, quarta semana, Escritos espirituais).

 

Liturgia do XXVII Domingo do TEMPO COMUM – ano C

 

Neste Domingo, reflectindo as leituras bíblicas propostas pela Liturgia da Igreja, recordo-me de uma pequena oração que aprendi na infância: Meu Deus, eu creio em Vós, mas aumentai a minha fé. Com esta prece, sinto que me coloco nas mãos de Deus. Pedimos muitas coisas a Deus, pelos nossos doentes, pelos nossos defuntos, pelos desempregados, pelas vítimas da violência, pela paz, pelos jovens, etc., e fazemos bem. Mas o texto do evangelho deste Domingo recorda-nos a importância de cuidarmos de nós próprios, pedindo a Deus tudo o que é necessário para viver com qualidade evangélica. Sim, “Aumenta a nossa fé”, dá-nos mais paz interior, mais tempo de oração, mais familiaridade com a Palavra de Deus, mais conhecimento de Jesus Cristo, mais caridade, mais vontade de viver como discípulos de Jesus, colocando os nossos pés nos caminhos do Mestre. A nossa fé, mesmo que goze de boa saúde, tem de ser sempre cuidada e alimentada. Mas, será que precisamos de ter fé? É necessário ter fé para nos sentirmos mais seguros na nossa vida, nas nossas decisões, na nossa caminhada de discípulos? É muito importante pedir a Deus que aumente a nossa fé, especialmente nos nossos dias em que vemos, na Igreja e no mundo, acontecerem coisas que nos podem perturbar e gerar insegurança, se não nos perguntarmos o que é que Deus está a querer dizer e que resposta espera de nós.

A ideia de ordenar, de mandar, é muito mal vista nos nossos dias, pois temos muito apreço pela nossa liberdade individual. Mas, se olharmos cuidadosamente os mandamentos, que são a expressão clássica daquilo que Deus nos manda, damos conta que o que Deus manda é que O amemos e que nos amemos uns aos outros. A primeira carta de S. João diz-nos claramente: “quem não ama a seu irmão, ao qual vê, como pode amar a Deus, que não vê?” (1Jo 4,20). Deus pede que façamos aos outros o que gostamos que os outros nos façam. Aquele servo, que andou a lavrar ou a guardar gado, ao regressar a casa, tem de cuidar do seu senhor e preparar-lhe as refeições. Este escravo sou eu, a quem Deus me convida a ser feliz, celebrando a ceia do meu senhor, ou seja, a Eucaristia: pão e vinho sobre a mesa; corpo entregue e sangue derramado na cruz. Eu sirvo o meu senhor, quando, na minha vida, imito o meu senhor na entrega, mas também, como nos propõe o evangelho de São João, quando lavo os pés aos outros, recordando o que Ele nos diz: “Tudo o que fizerdes ao mais pequenino dos irmãos, é a Mim que o fazeis” (Mt 25,40). Adoramos e servimos Jesus Cristo, quando ajudamos os nossos irmãos, mesmo que nos sintamos atraídos por outras formas de adoração.

“Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer!”. O que quer isto dizer? Cumpre o teu dever! Vai viver a Eucaristia com os teus irmãos, preparando a ceia para os teus irmãos, lavando os pés aos predilectos de Jesus.

Para ser um digno servo de Deus e dos irmãos, é muito importante o dom da fé. Nunca deve estar longe da nossa oração esta prece: “Senhor, aumenta a nossa fé”. Mas, qual é o perfil da fé cristã? 1) É uma atitude de confiança em Deus, sustentada pela paciência divina, porque o tempo de Deus não é o tempo dos homens, na certeza de que a Palavra de Deus não falhará; 2) É um dom de Deus, alimentado pela Palavra e pela assistência do Espírito Santo; 3) É, igualmente, um risco. Acreditar é arriscar na Palavra do Senhor, sabendo que “para Deus nada é impossível”; 4) A fé reveste-se de uma grande dose de inutilidade. Quem vive pela fé não vive à procura de méritos nem de condecorações, nem faz as coisas porque isso lhe traz mais visibilidade, reconhecimento, utilidade ou benefícios pessoais. A fé é fazer aquilo que deve ser feito: em cada momento agir com critérios evangélicos e buscar a santidade de vida.

 

02-10-2022

LEITURA ESPIRITUAL

«Somos inúteis servos»

 

Eu, que era um tosco fugitivo e sem instrução, eu, que não sei prever o futuro, sei, no entanto com certeza uma coisa: que, antes de ser humilhado, era como uma pedra num lodaçal profundo. Mas Ele veio, o Todo-poderoso e, na sua misericórdia, pegou em mim, ergueu-me e colocou-me em cima de um muro. Por isso, elevarei bem alto a minha voz, para devolver ao Senhor uma parte dos seus benefícios, aqui na Terra e na eternidade, benefícios tão grandes que o espírito do homem não pode contá-los.

Ficai, pois, admirados, «grandes e pequenos que temeis a Deus» (Ap 19,5); e vós, senhores bem-falantes, escutai e examinai atentamente. Quem me suscitou, a mim, o insensato, do meio daqueles que passam por sábios, doutores da lei de palavras poderosas e de tantas outras coisas? Quem me inspirou, mais que a outros, a mim, o refugo deste mundo, para «no temor e no respeito» (Hb 12,28), fazer lealmente bem ao povo ao qual me levou o amor de Cristo e a quem Ele me deu, para que, se eu for digno disso, O sirva toda a minha vida com humildade e verdade?

Por isso, «segundo a medida da minha fé» (Rm 12,6) na Trindade, fui chamado a reconhecer e proclamar o dom de Deus e a sua consolação eterna; a propagar, sem medo mas com confiança, o nome de Deus em toda parte (Sl 118,67), para deixar uma herança aos meus irmãos e aos meus filhos, a tantos milhares de homens que baptizei no Senhor. (São Patrício, c. 385-c. 461, monge missionário, bispo, Confissão, 12-14).

 

Liturgia do XXVI Domingo do TEMPO COMUM – ano C

 

Na segunda leitura deste Domingo, São Paulo exorta Timóteo a praticar a justiça, a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão, lutando no bom combate da fé para, assim, alcançar a vida eterna. Parece ser um conselho normal, mas nem sempre é fácil viver desta forma, sobretudo numa sociedade individualista, competitiva, na qual a preocupação pelos outros é vista, por vezes, como um peso, um “extra”, um incómodo. Para os cristãos, não deve ser assim: é praticando o conselho de São Paulo que nos aproximamos de Deus e cultivamos a coerência entre a fé e as nossas obras.

Na verdade, reconhecemos que nem sempre vivemos segundo a exortação de São Paulo a Timóteo. O texto do evangelho deste Domingo é uma prova disso mesmo. Um pobre, chamado Lázaro, e um homem rico que se “vestia de púrpura e de linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias”, ou seja, que tinha uma vida de boémia e regalada, de tal forma que não dava conta que tinha um pobre à porta da sua casa, “coberto de chagas”. Mas a lei da vida é igual para ambos; ao chegar o fim dos seus dias, os dois morreram. E agora a situação muda radicalmente: o pobre Lázaro está no céu e o rico está na “mansão dos mortos”, atormentado pelas chamas. Agora, o rico pede ajuda, porque está em dificuldades, esquecendo-se que nunca tinha ajudado os outros quando clamavam por socorro. Com palavras duras, parece que Abraão não atende os pedidos do homem rico. Mas a mensagem que se quer transmitir é que devemos ser solidários uns com os outros para que, no final da nossa vida, nos apresentemos diante de Deus Pai com as nossas mãos cheias de boas obras. Em resumo, mais uma vez, somos convidados a viver, fazendo o bem, a ajudar os nossos irmãos e a não sermos egoístas.

Assim, qual é o desafio sempre presente na vida de um cristão? Ter sempre os olhos abertos às necessidades dos nossos irmãos. Não consiste somente em dar dinheiro, comida ou outros bens, mas também dar do nosso tempo, dar uma palavra amável oportuna, visitar os doentes, os idosos, os que vivem na solidão, os abandonados e esquecidos pelos seus familiares. Não podemos fechar os olhos perante tantas necessidades. “Quando um homem despreza tudo o que pode alimentar o seu orgulho é um pobre diante de Deus, e Deus escuta-o porque conhece o tormento do seu coração” (Santo Agostinho). “Desejas honrar o Corpo de Cristo? Não o desprezes quando o contemplas nu nos pobres, nem o honres aqui no templo com lenços de seda, se ao sair o abandonas ao frio e na sua nudez. Deus não precisa de cálices de outo, mas de almas semelhantes ao ouro. Com umas correntes de prata prendes as lâmpadas, mas recusas-te a visitá-Lo na prisão. Por isso, ao adornar o templo, procura não desprezar o irmão necessitado” (São João Crisóstomo)

Que lições podemos tirar da parábola do evangelho?

1) A vida humana não se reduz ao que se possui nem a um mero bem-estar comodista;

2) A comunhão com Deus não pode abdicar da atenção ao próximo;

3) não há salvação sem escuta da Palavra de Deus. Não são precisos outros sinais e outras palavras: basta esta!

Neste Domingo, peçamos ao Senhor que nos ilumine e nos dê forças para lutar sem desfalecer no nobre combate da fé para ganharmos a vida e, quando o Senhor nos chamar um dia à sua presença, tenhamos um descanso eterno como o pobre Lázaro.

 

25-09-2022

LEITURA ESPIRITUAL

«Deus olha para o coração» (1Sam 16,7)

 

Terá o pobre sido recebido pelos anjos unicamente devido à sua pobreza? E terá o rico sido enviado para o lugar dos tormentos apenas pela sua riqueza? Não. No caso do pobre, o prémio foi para a humildade, e no caso do rico, a condenação foi para o orgulho.

Eis a prova de que não foi a riqueza, mas o orgulho que levou a que o rico fosse castigado. O pobre foi levado para o seio de Abraão; ora, as Escrituras dizem de Abraão que ele tinha muito ouro e prata e que era rico na Terra (Gn 13,2). Mas, se todos os ricos são enviados para o lugar dos tormentos, como pôde Abraão receber o pobre no seu seio? Acontece que Abraão, com toda a sua fortuna, era pobre, humilde, respeitador e obediente às ordens de Deus. Ele tinha as suas riquezas em tão pouca conta que, quando Deus lho pediu, aceitou oferecer em sacrifício o filho a quem as destinava (Gn 22,4).

Aprendei, pois, a ser pobres e a ter necessidades, quer possuais alguma coisa neste mundo, quer não possuais nada. Porque há mendigos cheios de orgulho e ricos que confessam os seus pecados. «Deus resiste aos orgulhosos», estejam eles cobertos de seda ou de trapos, «mas dá a sua graça aos humildes» (Tg 4,6), quer eles possuam, ou não, bens deste mundo. Deus olha para o interior; é aí que avalia, é aí que examina. (Santo Agostinho, 354-430, bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja, Discursos sobre os salmos, Sl 85).

 

Liturgia do XXV Domingo do TEMPO COMUM – ano C

 

A primeira leitura e o evangelho são textos importantes sobre o uso das riquezas, do dinheiro. Muitas vezes, pedimos saúde, amor e dinheiro para os nossos familiares. Mas, com o dinheiro, devemos ter muito cuidado. É evidente que precisamos do dinheiro para viver e para a nossa subsistência, mas há o perigo de ficarmos cegos com ele, sobretudo no contexto da nossa sociedade, onde o dinheiro movimenta tudo, onde por dinheiro se faz qualquer coisa. Convertemos o dinheiro num deus. Na primeira leitura, o profeta Amós já denunciava isto mesmo, dizendo: “Quando chegará a lua nova, para podermos vender o nosso grão? Quando chegará o fim de sábado, para podermos abrir os celeiros de trigo? Faremos a medida mais pequena, aumentaremos o preço, arranjaremos balanças falsas. Compraremos os necessitados por dinheiro e os indigentes por um par de sandálias. Venderemos até as cascas do nosso trigo”. Este texto tem quase três mil anos e, lamentavelmente, está tão actual em muitas ocasiões da nossa sociedade! As grandes fortunas que quase estão imunes de pagar impostos, as multinacionais cujo objectivo é ter lucros à custa dos trabalhadores, as pensões de miséria, a corrupção de alguns políticos, aqueles que morrem a fugir das suas terras e tantos outros problemas que asfixiam os mais desfavorecidos! Amós diz que Deus não esquece o mal que fazemos com o dinheiro, que deve servir para fazer o bem, não para prejudicar as pessoas.

Como somos frágeis, o dinheiro cega-nos facilmente. Às vezes de uma forma muito subtil, inocentemente, mas pode converter-se num vício que é difícil de sair, porque pode originar corrupção, roubo, ganhar a qualquer preço. O dinheiro não é mau, tudo depende do uso que dele fazemos. O dinheiro deve ser um meio, não um fim; deve estar ao serviço das pessoas e não ao serviço de alguns, enquanto os outros passam privações. Peçamos a Deus a sabedoria e a lucidez para não nos deixarmos cegar pelo dinheiro.

No texto do Evangelho, é curioso que Jesus não faz uma crítica ao administrador corrupto, mas louva a sua esperteza. Com este procedimento, Jesus não louva aquele homem por ser corrupto, mas quer mostrar aos seus discípulos que, assim como o homem foi esperto em algo concreto como é o dinheiro, também eles (e nós, hoje) devem ser espertos nas coisas do espírito, a trabalhar sem desanimar para fazer o bem, a perdoar, a amar, sendo honestos e bons. A cobiça, a avareza, a indiferença e a ambição não agradam a Deus. Recordemos as últimas palavras que escutámos no evangelho: “Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedica a um e despreza o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Deus e o dinheiro excluem-se mutuamente. Jesus quer que a nossa relação com o dinheiro seja livre e desprendida. Mas quer também que as nossas relações humanas sejam puras e transparentes. Não se pode “comprar” uma amizade por conveniência ou abdicar de algo apenas por mero interesse pessoal. Uma relação de tipo comercial ou prestadora de serviços também não serve, sobretudo quando falamos da relação com Deus (como é o caso de algumas “promessas”), ou da relação com a Igreja (como é o caso de alguns exigirem serviços à Igreja, esquecendo-se que é baptizado e da sua colaboração na pastoral).

Não procuremos as riquezas ilusórias deste mundo como o dinheiro e as coisas materiais, mas procuremos as coisas do Céu, que não se corrompem nem enferrujam.

18-09-2022_1

 

LEITURA ESPIRITUAL

«Nenhum servo pode servir a dois senhores».

 

Não é que haja dois senhores; há um só Senhor. Porque, mesmo que haja pessoas que servem o dinheiro, este não possui qualquer direito de ser senhor; as pessoas é que tomam sobre si o jugo desta escravatura. Com efeito, o dinheiro não tem um poderio justo, antes constitui uma escravatura injusta. É por isso que Jesus diz: «Arranjai amigos com o vil dinheiro», para que, pela nossa generosidade com os pobres, obtenhamos os favores dos anjos e dos santos.

O administrador não é criticado; deste modo, aprendemos que não somos senhores, mas administradores das riquezas de outros. Se bem que tenha errado, ele é elogiado porque, ao dar aos pobres em nome do seu senhor, arranjou apoios para si. E Jesus chama «vil» ao dinheiro porque o amor pelo dinheiro tenta-nos com as suas diversas seduções, a ponto de aceitarmos ser seus escravos. É por isso que Ele diz: «Se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso?» As riquezas são-nos alheias porque estão fora da nossa natureza: não nascem connosco, não nos seguem na morte. Cristo, pelo contrário, é nosso, porque é a vida. Não sejamos, pois, escravos dos bens exteriores, porque só a Cristo devemos reconhecer como Senhor. (Santo Ambrósio, c. 340-397, bispo de Milão, doutor da Igreja, Comentário sobre o Evangelho de Lucas, 7, 244s).

 

Exposição “Diálogos” patente na Guarda

A  exposição “Diálogos” que reagrupa um conjunto de 60 obras provenientes de 4 dioceses: Aveiro, Guarda, Lamego e Viseu, foi inaugurada na Cidade mais Alta, na ExpoEcclesia.
Um território que vai da serra da Estrela ao Oceano Atlântico, do Douro ao Dão, com diversidade de matérias primas e tradições e devoções religiosas.
Tem sido um percurso marcado pela sinodalidade entre as 4 dioceses envolvidas neste projeto com dinâmicas criativas diversificadas nos locais por onde tem passado.
Trata-se de pôr as pessoas em diálogo com Deus, com as peças e com outras pessoas. Por isso os diálogos são infinitos.
Importa que a arte religiosa não perca esta capacidade de provocar emoções, reações e diálogos.
Pode ser visitada até dia 30 de novembro, na ExpoEcclesia, na Guarda.
Por: Pe. João Morgado – Diocese Lamego

Liturgia do XXIV Domingo do TEMPO COMUM – ano C

a)         Acolher os pecadores. Esta frase resume o evangelho deste domingo. Jesus a todos acolhe como alguém muito próximo, mas tem um olhar especial para os que são, ou eram, os pecadores do seu tempo. Esta deveria ser a característica de cada cristão e de toda a comunidade cristã. O acolhimento tem de estar presente em toda a acção pastoral, sobretudo nas nossas celebrações com o cântico de entrada, com as palavras de saudação a todos que se reúnem, convocados por Deus, a quem invocamos em primeiro lugar e também no fim da celebração. Este acolhimento, bem como as palavras que o constituem, deve ter em conta a realidade das pessoas: um momento de crise, de dificuldade, de ansiedade, de alegria. Todavia, será necessário muita prudência para com as pessoas que não conhecemos muito bem; as nossas palavras poderão produzir um efeito contrário.

 

b)        Em cada uma das nossas celebrações, temos a oportunidade de reconhecer com verdade e arrependimento o nosso pecado e pedir a Deus o devido perdão. Os textos litúrgicos deste domingo convidam-nos a preparar melhor esta parte da celebração, salientando o acolhimento que Jesus faz aos pecadores e que toda a Igreja e cada uma das comunidades cristãs continua a viver, e também a alegria que se gera quando alguém “estava perdido e foi reencontrado”.

 

c)         O caminho que cada homem e cada mulher vão construindo, tem como alicerce tudo aquilo que foi configurando a sua pessoa e todas as circunstâncias que constituem o seu aqui e agora. Também o caminho dos cristãos se vai configurando através destes parâmetros e pela presença da Boa Nova de Deus que Jesus nos comunicou e também pela força do Espírito Santo. Muitos pensam que as palavras do Evangelho e da Igreja constituem uma mensagem muito perfeita e acabada e esquecem-se de que a vida cristã é um caminho que se constrói a partir de cada momento, a partir de cada episódio da vida, que se pode começar a caminhar em qualquer momento, que sempre se pode mudar, que a força do Espírito Santo pode soprar e sopra quando menos se espera. Quando dermos conta que perdemos algo, há que arregaçar as mangas. Não podemos ficar somente com a alegria daquilo que, perdido, foi reencontrado, mas valorizar todo o processo realizado: descobrir que falta algo, concluir que o que falta foi perdido, tomar consciência de que é algo importante para nós, procurar o que foi perdido, usar os meios e o tempo que for necessário; depois de tudo isto, o êxito de reencontrar o que estava perdido e partilhar a alegria desta experiência vivida. O rosto de Deus que Jesus nos revelou fala de acolhimento, de perdão e de misericórdia, mas também de respeito e de paciência para com o homem. É algo que não deve ser esquecido nas nossas palavras e nas nossas acções.

 

11-09-2022

 

LEITURA ESPIRITUAL

«Desperta, tu que dormes; levanta-te de entre os mortos» (Ef 5,14)

 

«Vou ter com meu pai e dizer-lhe: “Pai, pequei contra o Céu e contra ti”». Esta é a nossa primeira confissão ao Criador, ao Senhor da misericórdia, ao Juiz do erro. Apesar de tudo saber, Deus espera a expressão da nossa confissão; porque «confessar com a boca leva a obter a salvação» (Rom 10,10) […].

Mas não basta falar, se não fores ter com o Pai. E onde O procurarás, onde O encontrarás? Antes de mais, levanta-te, pois estavas sentado e adormecido. Eis o que diz o apóstolo Paulo: «Desperta, tu que dormes; levanta-te de entre os mortos» (Ef 5,14). […] Já de pé, corre para a Igreja, onde estão o Pai, o Filho, o Espírito Santo. Aquele que te ouve a falar no segredo da alma vem até ti; e, enquanto ainda estás longe, vê-te e corre ao teu encontro. Ele vê no teu coração; Ele corre, para que ninguém te demore, e abraça-te: […] lança-Se-te ao pescoço para te reerguer, a ti, que jazias carregado de pecados no chão, voltado para a terra. Vira-te para o céu, procurando o teu Criador. Cristo lança-Se-te ao pescoço para te libertar a nuca do jugo da escravidão e nela suspender o seu jugo de suavidade. […] Ele lança-Se-te ao pescoço quando diz: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11,28). É assim que Ele te estreita em seus braços, se te converteres.

E manda que tragam uma túnica, um anel, sandálias. A túnica é a veste da sabedoria […], a roupa espiritual, o trajo para as bodas. Que outra coisa será o anel, senão o selo de uma fé sincera e a marca da verdade? As sandálias são a pregação da Boa Nova. (Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja, Comentário ao Evangelho de Lucas, VII, 224s; SC 52).

 

Liturgia do XXII Domingo do TEMPO COMUM – ano C

aa)       Paulatinamente, a “normalidade” começa a ver-se no contexto social e na nossa eucaristia. As férias terminaram ou estão prestes a terminar. Como modo de acolhimento, não será inoportuno dirigir umas palavras de saudação àqueles que regressam das suas férias e também à nossa celebração e também àqueles que partem para os locais onde habitualmente residem para reiniciar um novo ano de trabalho. Este regresso à normalidade na vida da comunidade cristã e no quotidiano ajuda a valorizar tudo aquilo que se viveu nas últimas semanas: as experiências pessoais e em grupo, os lugares desconhecidos que foram visitados, as novas relações de amizade que se fizeram ou que se revigoraram e até, quem sabe, alguma má experiência. Tudo isto faz parte da nossa vida e tem que ser observado com olhos de fé e a partir da nossa fé.

 

b)        A palavra que resume a reflexão deste Domingo é a humildade. É evidente que a proposta que nos é feita é exigente e pode também entrar em colisão com alguns valores, de uma forma consciente ou de uma forma subtil, a nossa sociedade nos propõe. A nossa celebração tem que ajudar a assembleia a descobrir o profundo sentido do convite que Jesus hoje nos lança, a sua importância e valor, porque por aqui passa a Sua proposta de salvação. Como é habitual, a primeira leitura do Antigo Testamento introduz-nos neste tema. Os conselhos de Ben-Sirá são muito concretos: “Filho, em todas as tuas obras procede com humildade… quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás a graça diante do Senhor”. Ao prepararmos a homilia, seria interessante descobrir que aspectos são realçados nesta leitura e como são confirmados ou corrigidos pelas palavras de Jesus no evangelho.

 

c)         Muitas vezes, encontramos as parábolas na perícopa evangélica. A partir das realidades concretas da vida das pessoas do seu tempo, Jesus anuncia a Boa Nova. São pequenas histórias abertas, ou seja, que vão muito mais além do facto concreto que serve de imagem. Por isso, supõem reflexão e resposta pessoal a todo aquele que as escuta. Mais que explicar o sentido das parábolas, é importante ajudar a entrar na linguagem das parábolas e na necessidade de sensibilizar as pessoas a tirar lições para a vida. Neste Domingo, Jesus aponta-nos um exemplo que é necessário que cada um descubra, interprete e leve para a sua vida. O caminho para viver a humildade só será possível, quando cada um o descobrir na sua própria vida.

 

28-08-2022

LEITURA ESPIRITUAL

«O banquete está pronto […], tudo está preparado: vinde às bodas» (Mt 22,4)

 

O Senhor tinha sido convidado para umas bodas. Ao observar os convivas, reparou que todos escolhiam os primeiros lugares […], desejando sentar-se adiante de todos os outros e passar à frente de todos. Então, contou-lhes uma parábola (Lc 14,16ss), que, mesmo tomada no seu sentido literal, é muito útil e necessária a quantos gostam de usufruir da consideração dos outros e têm receio de ser rebaixados. […]

Como esta história é uma parábola, possui um significado que ultrapassa o seu sentido literal. Estas bodas realizam-se diariamente na Igreja. Todos os dias o Senhor celebra bodas, todos os dias Se une às almas fiéis por ocasião do seu baptismo ou da sua passagem deste mundo para o Reino dos Céus. E nós, que recebemos a fé em Jesus Cristo e o selo do baptismo, somos convidados para estas bodas, onde foi posta uma mesa sobre a qual diz a Escritura: «Preparais-me um banquete à vista dos meus adversários» (Sl 22,5). Aí, encontramos os pães da oferenda, o vitelo gordo e o Cordeiro que tira os pecados do mundo (cf Ex 25,30; Lc 15,23; Jo 1,29); são-nos oferecidos o pão que desceu do Céu e o cálice da Nova Aliança (cf Jo 6,51; 1Cor 11,25); são-nos apresentados os evangelhos e as epístolas dos apóstolos, os livros de Moisés e dos profetas, quais alimentos extremamente deliciosos.

Que mais poderíamos desejar? Porque havemos de escolher os primeiros lugares? Seja qual for o lugar que ocupemos, temos tudo em abundância e nada nos faltará. (São Bruno de Segni (c. 1045-1123), bispo, Comentário ao Evangelho de Lucas, 2, 14; PL 165, 406)

 

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Unidade Pastoral de Aguiar da Beira

Peregrinação a cavalo até Santiago de Compostela

Uma peregrinação a cavalo até Santiago de Compostela pelo Caminho da Geira e dos Arrieiros está a decorrer esta semana, envolvendo a participação de 15 cavaleiros, com o objetivo de promover este itinerário jacobeu que começa na Sé de Braga.
“Um dos primeiros objetivos da peregrinação é dar a conhecer esta rota jacobeia ainda pouco frequentada”, explica Vicente Pereiras Marquez, da Associação Rapa das Bestas de Sabucedo (Galiza), a principal impulsionadora da iniciativa. A primeira etapa decorreu este domingo, dia 21, entre Portela do Homem e Lóbios.

A intenção da organização era começar na Sé de Braga mas, apesar de dois meses de contactos com as autoridades veterinárias portuguesas, questões burocráticas de última hora relacionadas com a autorização de entrada dos cavalos em Portugal impediram que tal acontecesse.“Há a salientar que uma parte do percurso e o seu início são em terras portuguesas, o que tem muita relevância e até hoje a quase totalidade dos peregrinos é de origem portuguesa”, destaca Vicente Pereiras Marquez, que também dirige a peregrinação.

Estão a participar 15 cavalos e igual número de “cavaleiros experientes”, pois o traçado “não é aconselhável a iniciados”. Entre os participantes há dois jovens, de 13 e 15 anos, e três mulheres; todos provenientes das comunidades autónomas da Galiza, Valência (Castellón) e de Castela e Leão (Burgos).

Para a Associação Rapa das Bestas de Sabucedo, “é fundamental divulgar este caminho entre os portugueses e os galegos”, pelo que durante a peregrinação haverá atividades promocionais e os cavalos ostentam os símbolos daquela entidade, da Associação de Amigos do Caminho da Geira e dos Arrieiros e dos itinerários jacobeus.
“Nos diversos concelhos e lugares em que passarmos organizaremos sessões de divulgação e deixaremos material promocional do Caminho da Geira e dos Arrieiros, salientando também os seus atrativos turísticos”, refere Vicente Pereiras Marquez.

Esta segunda-feira, dia 22, os cavaleiros estão a percorrer a distância entre Lóbios e Castro Laboreiro, desenvolvendo-se depois as seguintes etapas: Castro Laboreiro-Berán (dia 23), Berán-Beariz (24), Beariz-Sabucedo (25), Sabucedo-Cacheiras (dia 26) e Cacheiras-Santiago de Compostela (dia 27).

Em 2017, a Associação Rapa das Bestas de Sabucedo organizou a primeira peregrinação a cavalo que percorreu, embora parcialmente, o Caminho da Geira e dos Arrieiros, com a participação de oito cavalos e cavaleiros. “Hoje o caminho é mais conhecido, as pessoas ajudam mais com locais para deixar os cavalos, oferecendo água e outras ajudas”, adianta Vicente Pereiras Marquez, destacando “o apoio fundamental ao projeto, pela segunda vez, das autoridades locais do Concelho de A Estrada (Galiza)”. “Esperamos que o nosso trabalho sirva para que outros cavaleiros e peregrinações nos sigam, no futuro com o apoio de um guia escrito em que se diga onde podem deixar os cavalos, comer e dormir, entre outras facilidades e apoios”, refere.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, reconhecido pela associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico em 2020 e é um itinerário oficial da Peregrinação Europeia de Jovens do Ano Santo Jacobeu 2021/22.

Este percurso de 240 quilómetros destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira Romana, a via do género mais bem conservada do mundo, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés.

Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

Turismo Centro de Portugal manifesta pesar pelo incêndio na Serra da Estrela

O Centro de Portugal está novamente a sofrer com o flagelo dos fogos florestais. Cinco anos depois da tragédia que se abateu sobre grande parte da região, o pesadelo dos incêndios atingiu este verão de novo os territórios do Centro de Portugal, devastando nos últimos dias a área protegida mais extensa de Portugal: a nossa magnífica Serra da Estrela.
A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal manifesta a sua solidariedade para com todos aqueles que sofreram danos pessoais e materiais nos inclementes fogos deste verão e lamenta profundamente que um ecossistema tão sensível como o da Serra da Estrela tenha sido tão duramente atingido. Sabendo que há locais da Serra que dificilmente voltarão a ser o que eram, temos a certeza de que com o esforço de todos o Parque Natural vai reerguer-se e continuar a ser o destino turístico de excelência que sempre foi.
Enviamos também um abraço solidário a todos os municípios e empresários afetados. O esforço de recuperação vai exigir o empenho sobre-humano de todos. Os municípios e empresários sabem que podem contar com todo o apoio da Turismo Centro de Portugal nesta tarefa tão árdua.
Finalmente, endereçamos as maiores palavras de louvor aos nossos bravos bombeiros e serviços de proteção civil, que, perante uma situação tão adversa, voltaram a mostrar a fibra de heróis que reconhecidamente são. Sabemos que todos os portugueses se juntam a nós nesta mensagem de solidariedade.
A todos os turistas e visitantes, a Turismo Centro de Portugal pede que redobrem a atenção nos seus comportamentos, evitando os de risco, em especial numa altura tão delicada. Tenha sempre em atenção as previsões meteorológicas, que apontam para eventuais riscos de incêndios; saiba que incêndios se encontram ativos no país; tome nota das medidas de auto-segurança a adotar e os comportamentos responsáveis a seguir; e confirme a realização ou não de eventos ligados à natureza durante os períodos mais quentes do ano. Desta forma, estará a ajudar o Centro de Portugal a continuar verde e seguro