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Religião

Avisos e Liturgia do Domingo Pentecostes- Ano B

Durante cinquenta dias celebrámos, com todo o júbilo e exultação, a Páscoa da Ressurreição, a maior festa dos cristãos. Encerramos este Tempo Pascal com o Domingo de Pentecostes. Jesus viveu cada momento com grande intensidade, anunciando a Boa Nova da bondade e do amor de Deus, confirmada com a sua morte e ressurreição. Com a Solenidade de Pentecostes, fica bem clara uma certeza: Jesus continua a estar presente e a agir com o seu Espírito.

Para viver necessitamos do ar que respiramos e que nos revigora. Mas, há brisas suaves ou ventanias que tudo destroem. Pode faltar o ar como também pode faltar o fôlego por causa do cansaço ou de ânimo. Podemos usar as palavras “ar, vento, fôlego” para exemplificar vários momentos da nossa vida, sem esquecer aqueles que brotam de experiências espirituais. De certeza que já passámos por momentos de fraqueza espiritual em que não sentimos alegria e generosidade. Então, podemos perguntar: onde está a fonte da esperança? Onde podemos procurar o fôlego para renovar a vida?

Na nossa tradição judeo-cristã, desde sempre, está presente o alento de Deus, em hebraico “Ruah” e em grego “pneuma”, entendido como o Espírito de Deus, como força criadora, impulsiva e vivificadora. A Solenidade de Pentecostes, com as suas leituras e seus simbolismos, fala-nos do Espírito de Deus que habita em nós e derrama um dinamismo de afecto e de serviço. Ao entardecer da Páscoa, soprando sobre os seus discípulos trancados em casa com medo dos judeus, Jesus disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo”. Sobre eles derrama a paz e envia-os a abrir caminhos de perdão e de reconciliação, de comunhão e de fraternidade, de justiça e de paz (Jo 20, 21-23).

Segundo a narração do livro dos Actos dos Apóstolos, é na festa de Pentecostes que aparecem mais nitidamente os efeitos da presença do Espírito Santo. “Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam” (Act 2, 1-11). Um vento impetuoso capaz de remover as inercias e as passividades, de levantar o desânimo, de entusiasmar para a acção missionária, de motivar para continuar a construção do Reino de Deus. “Viram aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles”. A chama de um fogo que aquece e conforta o coração e o dispõe para amar, que purifica e queima muitas fragilidades e misérias humanas, que ilumina as trevas da vida. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem”, de tal maneira que as pessoas de diversas nacionalidades entendiam tudo: “a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua…ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus”. O Espírito de Deus fomenta a comunhão fraterna, respeitando a diversidade, e ensina-nos a falar a linguagem do amor.

O Espírito de Deus ilumina e vivifica na comunhão. Esta ideia está bem clara em S. Paulo quando se dirige à comunidade dos coríntios (1Cor 12,3b-7.12-13), que estava dividida por causa dos diferentes dons, serviços e responsabilidades: “há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos”. Todos somos agraciados e abençoados com a nossa especificidade (singularidade), repleta de muitos dons ou carismas que nos enriquecem. E estes dons do Espírito Santo serão postos a render ao serviço da vida da comunidade: “todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos baptizados num só Espírito, para constituirmos um só Corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito”.

Hoje, encerramos o Tempo Pascal, dando graças porque todos recebemos o Espírito Santo. Tenhamos o nosso coração em sintonia com o Espírito Santo para removermos e sacudirmos com a força do seu vento tudo o que nos afasta de Deus e para sentirmos sempre entusiasmo para lutar e vencer a vida.

Elo de Comunhão 23-05-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Sete semanas após a ressurreição, no 50.º dia, os discípulos estavam reunidos com as mulheres e Maria, a Mãe de Jesus (cf Act 1,14); «de repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam» (Act 2,1-2).

O Espírito desceu sobre este grupo de cento e vinte pessoas, e apareceu sob a forma de línguas de fogo porque vinha pôr-lhes palavras na boca, luz na inteligência e fogo no coração. Todos se encheram do Espírito Santo e começaram a falar diversas línguas, conforme o mesmo Espírito lhes inspirava. Ele ensinou-lhes toda a verdade, inflamou-os com um amor perfeito e confirmou-os na virtude. Auxiliados pela sua graça, iluminados pela sua doutrina e fortificados pelo seu poder, ainda que simples e pouco numerosos, eles «plantaram a Igreja ao preço do seu sangue» (Breviário Romano) em todo o mundo, quer através de discursos inflamados, quer através de exemplos perfeitos, e ainda por meio de prodigiosos milagres.

Esta Igreja purificada, iluminada e conduzida à perfeição pela virtude do mesmo Espírito Santo tornou-se amável ao seu Esposo, aparecendo bela e admirável nos seus ornamentos variados, mas também terrível, qual exército em ordem de batalha, para Satanás e os seus anjos. (São Boaventura, 1221-1274, franciscano, doutor da Igreja, «A Árvore da Vida»).

 

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Ano B - Tempo Pascal - Pentecostes - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do Domingo Ascensão do Senhor- Ano B

 

A Solenidade da Ascensão do Senhor leva-nos a contemplar os últimos momentos da missão de Jesus com as “aparições do Ressuscitado” e o início das comunidades cristãs.

Esta Solenidade baseia-se no texto do livro dos Actos dos Apóstolos, proclamado na primeira leitura deste domingo. A Ascensão ao céu é a descrição de um momento da vida de Jesus Ressuscitado com alguns pormenores importantes: “elevou-Se à vista deles”, para dizer que subiu ao céu, o lugar de Deus; “uma nuvem escondeu-O a seus olhos”, ou seja, tornou-se invisível; “dois homens vestidos de branco” que disseram aos discípulos: “porque estais a olhar para o Céu?”. Por um lado, a Ascensão de Jesus mostra-nos os discípulos a olharem para o céu, e por outro, eles são repreendidos por permanecerem neste olhar “fito no Céu”. Esta elevação do Ressuscitado não significa uma ausência de Deus, mas uma nova maneira de presença, somente visível no íntimo do ser humano através de uma fé plena de alegria e de esperança.

E hoje, para onde devemos orientar o nosso olhar? À nossa volta, longe ou perto, podemos observar momentos, aos quais não podemos ficar indiferentes: as circunstâncias da vida das famílias, da educação, das leis que se querem aprovar sem ter em conta a dignidade da pessoa humana, da cultura, da política, da assistência social, de todas as coisas que são consequência de crises financeiras e económicas e de tantas preocupações e receios que se têm sobre o futuro. Nestes últimos tempos, há uma ideia geral e sempre presente de que as coisas não estão bem não só a nível político, económico e social, mas também a nível moral e espiritual; há desilusão, resignação, tristeza, desânimo. Todavia, existe uma crescente consciência social e solidária, a nível pessoal e de algumas associações para ajudar os que mais sofrem e os mais necessitados, a começar pelos nossos familiares.

Com a Ascensão, Jesus transpõe as barreiras do tempo e do espaço, ou seja, a partir deste momento está presente em todo o tempo e espaço. A Ascensão marca um antes e um depois. Um antes: Jesus termina a primeira parte da sua missão, iniciada Nazaré e Belém até ao Cenáculo e ao Calvário, encerrada pelas suas “aparições” gloriosas. Um depois: A Ascensão de Jesus é início dos novos tempos da Igreja. É evidente que temos de olhar, de sermos sensíveis e próximos com tudo o que acontece à nossa volta, mas sempre com a luz da fé que nos leva a acreditar em Jesus “sentado à direita de Deus”, amando o nosso mundo, porque é o mundo de Deus e o nosso. Pela fé, temos consciência de que Jesus se torna presente na Palavra de Deus, que nos fala através da vida, nos sacramentos e, por excelência, na Eucaristia. Mas também se torna presente no próximo, nos irmãos pobres, doentes, abandonados. Não podemos esquecer a seguinte frase de Jesus: “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25,40). Para estar com Deus não precisamos de nos afastar das circunstâncias da vida, ficando a olhar para o horizonte, porque Ele está em nós, nos outros, na natureza, no universo como princípio, fundamento e horizonte de todos e de tudo. Por isso tem sentido olhar para os outros numa atitude de generosidade, de serviço, de solidariedade, de amor. É assim que colaboraremos na edificação de um mundo mais solidário e fraterno.

A Solenidade da Ascensão é, com efeito, a festa da esperança e do compromisso evangelizador. Também é a festa da alegria: no meio das circunstâncias da vida, podemos viver a alegria imensa dos discípulos que reconhecem que Aquele que foi elevado ao céu, continua sempre a abençoar e a acompanhar a todos, continua a ser a nossa força e o nosso companheiro de viagem da vida.

Elo de Comunhão 16-05-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Deus e os homens tornaram-se uma só raça, e é por isso que São Paulo afirma: «somos da raça de Deus» (At 17,29); e, noutra passagem: «somos o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro» (1Cor 12,27). Quer dizer, pela carne que Ele assumiu nós tornamo-nos Sua parentela e temos assim, graças a Ele, uma dupla garantia: no Céu, a carne que de nós tomou; na Terra, o seu Espírito Santo que em nós permanece. […] Porque nos havemos de admirar que o Espírito Santo esteja ao mesmo tempo connosco e no Céu, quando o corpo de Cristo está tanto à direita do Pai quanto connosco na Terra? O Céu recebeu o seu sagrado corpo, e a Terra o Espírito Santo. Depois de nos ter trazido o Espírito Santo com a sua Encarnação, Ele levou o nosso corpo para o Céu na sua Ascensão. Tal é o plano divino, grandioso e surpreendente! Como disse o salmista: «Senhor, nosso Deus, como é admirável o vosso nome em toda a terra!» (Sl 8,2)

A divindade foi, assim, elevada. Como é dito expressamente, «Elevou-Se à vista deles» (At 1,9) Aquele que em tudo é poderoso: o Deus forte, o poderoso Senhor, «o grande Rei de toda a terra» (Sl 47 [46],3). Grande Profeta (Dt 18,15-19), Sumo Sacerdote (Hb 7,26; 8,1), Luz verdadeira (Jo 1,9), Ele é grande em tudo, não só na sua divindade, mas também na sua carne, pois Se tornou Sumo Sacerdote e poderoso Profeta. E como? Escutai o que diz a Escritura: «uma vez que temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus Cristo, o Filho de Deus, conservemos firme a fé que professamos» (Hb 4,14). Então, se Ele é Sumo Sacerdote e Profeta, é bem certo que «surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo» (Lc 7,16). E se Ele é Sumo Sacerdote, grande Profeta e Rei, também é Luz dos povos: «a Galileia dos gentios, o povo que andava nas trevas, viu uma grande luz» (Is 8,23-9,1; Mt 4,15-16). Temos, pois, o Fiador da nossa vida no Céu, para onde Ele, que é Cristo, nos levou consigo. (Homilia atribuída a São João Crisóstomo, c. 350-407, Sobre a Ascensão,16-17).

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Ano B - Tempo Pascal - Ascensão do Senhor - Boletim Dominical II

Liga NOS- Público na derradeira ronda

Segundo informação da FPF, os jogos da última jornada da Liga NOS vão ter público nas bancadas, sendo autorizada a presença de 10 por cento da lotação dos estádios.

O acesso aos estádios será exclusivamente destinado aos adeptos dos clubes visitados que devem apresentar à entrada do recinto o resultado negativo de um teste rápido para COVID-19. Os clubes devem seguir as orientações que foram aplicadas nos testes-piloto já realizados.

A decisão foi tomada depois de várias reuniões da Liga Portugal e da Federação Portuguesa de Futebol com as autoridades de saúde pública e o governo e que se intensificaram nas últimas semanas.

O plano apresentado pelas entidades desportivas contou com a colaboração e validação da Direção Geral da Saúde.

Os jogos da última jornada da Liga NOS são eventos-teste que podem viabilizar o regresso de público aos estádios.

“Operação Peregrinação Segura” – GNR garante segurança das Celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária

A Guarda Nacional Republicana, está a realizar uma operação de segurança em todo o território nacional com maior incidência em Fátima e nas suas principais vias de acesso, de modo a garantir a segurança durante o deslocamento dos peregrinos, assim como o controlo do tráfego rodoviário e a tranquilidade pública no Santuário e zona envolvente, durante a realização das celebrações religiosas de 12 e 13 de maio.

As celebrações deverão ocorrer de acordo com as regras estabelecidas, ao abrigo da legislação em vigor e segundo as orientações da Direção-Geral da Saúde, pelo que, a Guarda Nacional Republicana informa:

·         o acesso aos parques de estacionamento em Fátima estará condicionado à lotação máxima no interior do Recinto de Oração;

·         devem-se evitar os ajuntamentos e cumprir as regras de distanciamento físico, do uso obrigatório de máscara e a higienização das mãos;

·         apela-se à consciência dos cidadãos para a importância do cumprimento das regras e das indicações das autoridades;

·         O Recinto da Oração irá estar restrito a 7.500 peregrinos.

 

Apesar do Recinto de Oração estar restrito a 7.500 peregrinos, a GNR aconselha àqueles que, ainda assim, se desloquem a pé:

·         Não andar na estrada, mas sim pela berma contrária ao sentido do trânsito e em fila;

·         Não andar em locais onde seja proibida a circulação de peões;

·         Usar sempre, quer de dia quer de noite, coletes refletores;

·         Não andar sozinho(a) durante a noite;

·         Sinalizar o início e fim dos grupos e se for preciso reunir o grupo, fazê-lo sempre fora da estrada;

·         Não usar auscultadores;

·         Tomar especiais cuidados ao atravessar as vias;

·         Cumprir as regras sanitárias em vigor, bem como o uso de máscara e distâncias de segurança.

Algumas remodelações em Vila Mendo de Tavares

Em Vila Mendo de Tavares, vão-se realizando algumas remodelações por toda a localidade.

Assim, foi restaurado o Altar Principal no interior da capela de São Domingos Gusmão e remodelado o Oratório de Nossa Senhora de Fátima à entrada da povoação e sua área envolvente.

Deste modo, são estas pequenas obras que também engrandecem as freguesias.

Avisos e Liturgia do Domingo V de Páscoa – ano B

O texto do evangelho deste Domingo recorda-nos que se o ramo não estiver unido à videira não recebe dele a vida, não pode dar fruto. É mais que evidente que temos necessidade de viver unidos a Jesus, a verdadeira videira. Sem Ele, a nossa vida será estéril, vazia, sem sentido, sem horizontes…

Como fazer a descoberta de nós próprios? Na relação com os outros. A nossa vida tem sentido graças à família, aos amigos, àquelas pessoas que nos abordam, às nossas motivações, aos nossos projectos e ambições salutares. Podemos afirmar que estamos enxertados numa vida em relação, em caminho, com muitas potencialidades e limitações. Tudo o que partilhamos, em espírito e verdade, com as pessoas que nos acompanharam ou acompanham, amando-nos, é comunhão fraternal e vida frutífera. Precisamos uns dos outros e completamo-nos uns aos outros. Sendo assim, como me relaciono com os outros? Sou afável, delicado, paciente, dedicado, prestável? Ou sou carrancudo, indiferente, grosseiro? Quando é que me sinto mais unido às pessoas que me rodeiam nas diversas circunstâncias da minha vida?

O profeta Isaías cantava o amor apaixonado de Deus pelo seu povo. É belíssimo o seu cântico da vinha (5,1-7): “Sobre uma fértil colina, o meu amigo possuía uma vinha. Cavou-a, tirou-lhe as pedras, e plantou-a de bacelo escolhido (boas cepas)”. Trata-se de uma vinha cultivada com esmero e amada. “Depois esperou que lhe desse boas uvas, mas ela só produziu agraços”. “A vinha do Senhor do universo é a casa de Israel; os homens de Judá são a sua cepa predilecta. Esperou deles a justiça, e eis que só há injustiça; esperou a rectidão e eis que só há lamentações”. Apesar da instabilidade humana, Deus continua a amar. E do coração da humanidade surgirá a verdadeira vide que nos dará vida: Jesus Cristo.

Em oposição à “vinha estéril” Jesus afirma no evangelho: “Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor”. É com esta força robusta e proactiva que Jesus se apresenta e também nos apresenta como seus “ramos”, cuidados zelosamente pelo “lavrador” sublime: Deus Pai. Ele cuida amorosamente de todos nós. A comunhão, em espírito e verdade, com Jesus ressuscitado, pode saciar-nos a vida: “Deus permanece em nós” onde quer que estejamos, para que tenhamos vida e produzamos bom fruto. Sem Ele, onde estaríamos? Que poderíamos fazer? Aquilo que, aos nossos olhos, é impossível ou difícil, para Deus é possível. O Pai-lavrador cuida de nós; se for necessário, poda-nos; com a vida pascal, enxerta-nos para que possamos dar fruto em abundância e de qualidade. Assim podemos afirmar: graças à “poda divina” cortam-se os ramos inúteis e as folhas secas e assegura-se a produção frutífera. Isto também vale para a nossa vida.

Mas, que frutos têm de dar os cristãos e as comunidades cristãs? A primeira leitura deste domingo diz-nos que a “Igreja gozava de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e vivendo no temor do Senhor e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo”. As comunidades iam tomando forma através de um espírito de acolhimento, de convivência, de presença, de abertura e de entusiasmo para originar outras comunidades. Viviam unidos a Cristo-Videira: viver na presença do Senhor e sentir a proximidade Dele é o terreno ideal para dar fruto. Mas qual é o fruto que devemos dar? A resposta encontramos em S. João, na segunda leitura: “Não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade”. Se amarmos, com obras e em verdade, podemos ter a certeza de que Deus está connosco.

Elo de Comunhão 02-05-2021

LEITURA ESPIRITUAL

«Aprouve [a Deus] que nele [em Cristo] habitasse toda a plenitude» (Col 1,19); Ele está adornado de todos os dons que acompanham a união hipostática; porquanto nele habita o Espírito Santo com tal plenitude de graças, que não se pode conceber maior. A Ele foi dado poder sobre a carne (cf Jo 17,2); Dele provém ao corpo da Igreja toda a luz que ilumina divinamente os féis, e toda a graça com que se fazem santos como Ele é santo.

É ele que infunde nos féis a luz da fé; Ele que aos pastores e doutores, e sobre todos ao seu vigário na Terra, enriquece divinamente com os dons sobrenaturais de ciência, entendimento e sabedoria, para que conservem fielmente o tesouro da fé, o defendam corajosamente, piedosa e diligentemente o expliquem e valorizem; é Ele enfim o que, invisível, preside e dirige os concílios da Igreja.

Cristo é o autor e o operador da santidade, já que nenhum acto salutar pode haver que dele não derive como fonte soberana: «Sem Mim nada podeis fazer» (Jo 15,5). Se nos sentimos movidos à dor e contrição dos pecados cometidos, se com temor e esperança filial nos convertemos a Deus, é sempre a sua graça que nos comove. A graça e a glória brotam da sua inexaurível plenitude.

E quando, com rito externo, se ministram os sacramentos da Igreja, é Ele que opera o efeito correspondente nas almas. É Ele também que, nutrindo os fiéis com a própria carne e o próprio sangue, serena os movimentos desordenados das paixões; é Ele que aumenta as graças e prepara a futura glória das almas e dos corpos.

Cristo faz que a Igreja viva da sua vida sobrenatural, penetra com a sua divina virtude todo o corpo e cada um dos membros, segundo o lugar que ocupa no corpo, nutre-o e sustenta-o do mesmo modo que a videira sustenta e torna frutíferas as vides aderentes à cepa (cf Jo 15,4-6). (Pio XII, 1876-1958, papa, Encíclica «Mystici Corporis», 47-53).

 

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Ano B - Tempo Pascal - 5º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do Tempo Pascal- 3ºDomingo- ano B

DOMINGO III de PÁSCOA – ano B

Como aconteceu no Domingo passado, contemplamos mais uma aparição de Jesus ressuscitado aos seus discípulos. Para eles, não foi fácil compreender a experiência de fé em Jesus ressuscitado. Estas manifestações gloriosas foram decisivas para uma fé viva e para assumirem a missão de serem arautos da mesma.

Na nossa vida, há tantas situações e acontecimentos que consistem em processos e etapas a percorrer, podendo, até, revelarem sentimentos e experiências contrapostas, de alegria ou de tristeza, de paz ou de ansiedade, de decepção ou de ilusão, de abatimento ou de esperança. Além disso, também há tantos momentos de relação e de convívio, como encontros para dialogar e debater questões políticas, sociais, éticas, artísticas, económicas e até religiosas. Mas, atenção, uma coisa é partilhar experiências vividas, e outra é partilhar ideias ou dialogar e debater questões políticas, de futebol e de religião.

A intercomunicação é franca e enriquecedora quando a experiência pessoal se mistura com os sentimentos e as convicções. A vida continua, apesar de muitas ideias e previsões. Então, podemos afirmar claramente o seguinte: comunicar ideias não é a mesma coisa que dar testemunho. Facilmente damos conta que se alguém nos fala a partir da sua experiência de vida procura fazê-lo numa atitude humilde de partilha, sem a preocupação de convencer ou de impor. Bem sabemos que o descrédito de muitas ideologias e crenças brota da incoerência da vida das pessoas, dos grupos, partidos ou instituições que as defendem e promovem. Hoje, somos mais sensíveis e receptivos aos testemunhos pessoais do que às doutrinas.

Nestes Domingos do Tempo Pascal, os textos bíblicos descrevem-nos as experiências vividas pelos discípulos de Jesus e pelas primeiras comunidades cristãs, e como todos pregavam e partilhavam a alegria e a densidade dessas experiências. Isto provocou a rápida expansão da mensagem de Jesus e sobre Jesus, apesar das dificuldades e das perseguições. Esta mensagem era mais do que uma doutrina ou uma teoria; era, realmente, uma proposta de uma nova maneira de encarar e de interpretar os acontecimentos e a vida.

Neste Domingo, o texto do evangelho de S. Lucas fala-nos de dois discípulos, decepcionados e tristes, que regressam a casa depois dos acontecimentos vividos que culminaram com a crucifixão e a sepultura do Mestre e Messias, em quem tinham confiado. No caminho, tiveram uma experiência misteriosa de encontro com Jesus, que lhes abriu os olhos. Começaram a interpretar os acontecimentos de outra forma e recuperaram a esperança perdida, e Jesus aceitou a hospitalidade e a mesa de ambos. Não guardaram para si esta vivência. Regressaram imediatamente a Jerusalém para junto dos seus companheiros, que permaneciam trancados em casa. Então, “os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão”. Enquanto estavam a contar isto, “Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: ‘A paz esteja convosco’. A primeira reacção foi de susto: só podia ser um espírito. Mas o Ressuscitado insistiu: “Porque estais perturbados? Sou Eu mesmo”. A segunda reacção foi a insegurança de acreditar de imediato, “apesar da sua alegria e admiração”; até que, finalmente, a paz, o júbilo, a confiança acabam por se impor.

Por fim, os discípulos receberam a missão de não reservar para eles esta nova experiência: “Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia…Vós sois testemunhas de todas estas coisas”. Este testemunho é sublime e expressivo na primeira carta de S. João (1Jo 2,1-5a): “E nós sabemos que O conhecemos, se guardamos os seus mandamentos”. Sabemos que os seus mandamentos se concentram num só: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Esta é a garantia da verdade de um testemunho.

Elo de Comunhão 18-04-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Quando Jesus apareceu aos apóstolos, estando fechadas as portas, e veio pôr-Se ao meio deles, eles ficaram dominados pelo espanto e cheios de medo, julgando ver um fantasma (Jo 20,9; Lc 24,37). Mas, quando soprou sobre eles dizendo: «Recebei o Espírito Santo» (Jo 20,22), e mais tarde, quando lhes enviou do céu esse mesmo Espírito como novo dom, esse dom foi uma prova indubitável da sua ressurreição e da sua nova vida. Com efeito, é o Espírito que dá testemunho no coração dos santos, e em seguida pela sua boca, de que Cristo é a verdade, a verdadeira ressurreição e a vida. É por isso que os apóstolos, que inicialmente tinham duvidado, mesmo à vista do seu corpo vivo, «davam testemunho da ressurreição com grande poder» (Act 4, 33) depois de terem experimentado esse Espírito que dá a vida. É-nos muito mais proveitoso acolher Jesus no coração do que vê-Lo com os olhos e ouvi-Lo falar. A acção do Espírito Santo sobre os nossos sentidos interiores é muito mais poderosa do que a impressão dos objectos materiais sobre os nossos sentidos exteriores.

Muito bem, irmãos, qual é o testemunho que a alegria do vosso coração presta ao vosso amor por Cristo? Quando hoje, na Igreja, tantos mensageiros proclamam a ressurreição, o vosso coração exulta e exclama: «Jesus, o meu Deus, está vivo; eles anunciaram-no! Perante esta boa nova, o meu espírito desalentado, tíbio e entorpecido pela dor, recuperou a vida. A voz que proclama esta boa nova desperta da morte os mais culpados.» Irmão, o sinal que te permitirá reconhecer que o teu espírito recuperou a vida em Cristo é se ele disser: «Se Jesus está vivo, tanto me basta!» Oh, palavra de fé e bem, digna dos amigos de Jesus! «Se Jesus está vivo, tanto me basta!» (Beato Guerric de Igny, c. 1080-1157, abade cisterciense, I Sermão para a ressurreição do Senhor, 4).

 

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Ano B - Tempo Pascal - 3º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Liturgia do Domingo II de Páscoa – ano B

a)Este domingo (a Oitava da Páscoa) acentua uma ideia que deverá estar presente na celebração eucarística: a ressurreição de Cristo afeta-nos sempre: “Oito dias depois”, o Senhor torna-se presente; aqueles que não estiveram antes podem fazer a mesma experiência que fizeram, oito dias antes, os que estavam reunidos. O “hoje” de Deus é sempre novo em cada dia. A celebração da ressurreição é nova em cada domingo. Assim, nesta celebração temos uma excelente ocasião para fazer uma catequese sobre o domingo. Oito dias depois do domingo da ressurreição, a comunidade reunida dos apóstolos e dos discípulos experimenta novamente a presença do Ressuscitado como tinha acontecido uma semana antes. Os nossos domingos vêm daqui. A partir de então, esta experiência faz-se em cada domingo. Cada domingo do ano é como aquele segundo domingo, no qual se faz a mesma experiência do primeiro: Jesus torna-se presente e fala-nos. Se fazemos esta catequese, não valerá a pena insistir muito na importância de “ir à missa”, mas ajudar a comunidade reunida (que é aquela que “vai à missa” aos domingos”), a valorizar e a viver mais profundamente esta experiência. Para tal, é necessário ter bem presente a realidade concreta das pessoas (o pastor bem as conhece) para lhes fazer notar o crescimento que advém da experiência da fé e da celebração desta fé em Jesus Cristo morto e ressuscitado.

 

b)A leitura dos Atos dos Apóstolos, juntamente com a experiência narrada pelo evangelista João, dá-nos um outro aspeto reflexivo deste domingo: os crentes têm um só coração e uma só alma. A Igreja que Deus nos dá na morte e ressurreição de Jesus Cristo é esta. Também hoje e aqui. É uma Igreja que ainda temos de descobrir, de acolher e de receber. É uma Igreja que permite experimentar o mesmo que Tomé e que, com ele, nos oferece a possibilidade de dizer: “Meu Senhor e meu Deus!”, ao reconhecer o Ressuscitado. A primeira leitura mostra-nos que a experiência pascal afeta a vida das pessoas: “tudo entre eles era comum”. A segunda leitura afirma-nos o mesmo por outras palavras: “quem ama Aquele que gerou ama também Aquele que nasceu d’Ele”. Confessar que se viu o Senhor está ligado a uma vida tocada por aquele que se viu, quando veio ao nosso encontro. Quando tal não acontece, quem sabe, a confissão da fé poderá estar a perder o seu conteúdo.

 

c)Para manter o clima jubiloso da grande festa da Páscoa e valorizar o domingo da oitava, não podemos esquecer alguns elementos: flores e cânticos, aleluia vibrante, o canto da glória, cor branca… Além disso, é muito importante a atitude daqueles que exercem os diversos ministérios na celebração. Todos terão de viver a alegria da Páscoa para a poder transmitir, não só com as suas intervenções, mas também com a sua presença, com a sua maneira de “estar”. Este conjunto de pessoas viva e exerça os seus ministérios com a consciência de que são uma equipa ao serviço da comunidade e não um conjunto de individualidades. Assim, as reuniões de preparação da liturgia tenham um conteúdo não só prático, mas que sejam uma ocasião para aprofundar o sentido que têm os serviços na Igreja e para conhecer a comunidade que servimos, ou seja, conhecer o contexto social da comunidade que se reúne para celebrar.

Elo de Comunhão

d)Entre as coisas a preparar está, evidentemente, a homilia. Quem faz a homilia parte da própria leitura da Palavra de Deus como também da realidade concreta da comunidade. Se é possível, é sempre gratificante uma reflexão com outras pessoas que podem contribuir, chamando a atenção para alguns aspetos da vida concreta e que podem ser iluminados com a Palavra da Vida. Hoje, por exemplo, a segunda leitura afirma: “Esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé”. Com a fé em Cristo Ressuscitado, viveremos com mais confiança. Pistas possíveis para a homilia deste domingo podem ser algumas das coisas acima referidas a propósito da celebração dominical, ou da Igreja, ou a importância do encontro comunitário em nome do Ressuscitado… ou também esta convicção da carta de S. João na segunda leitura.

SDPL Viseu

 

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Ano B - Tempo Pascal - 2º Domingo - Boletim Dominical II

Pinhel- Paróquia de Souropires recebe apoio financeiro para obras por parte do Município

 

Teve lugar recentemente , a assinatura de um protocolo de apoio que visa a realização de obras de conservação e restauro na Igreja Matriz de Souropires.

Estiveram presentes, o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, e o Pároco de Souropires, Padre António Freire, que assinaram o respetivo protocolo.
Recorde-se que este apoio, no valor de cerca de 48 mil euros, já tinha sido aprovado pelo Executivo Municipal, por unanimidade, na reunião realizada a 4 de março.

 

Avisos e Liturgia do Domingo de Páscoa- Ano B

  1. a)         Este é um Domingo muito importante. Todavia, é um dia em que não é fácil pôr todos os recursos habituais a funcionar. Nestes dias, muitas pessoas (também os leitores, cantores e organistas) saem das suas comunidades para descansar um pouco ou para estar com as suas famílias, etc. Aqueles que ficam na paróquia terão que fazer um esforço acrescido por causa das celebrações da Semana Santa. Mas, nada disto deverá ser um problema. Com a simplicidade, faz-se dignidade e solenidade, tendo a consciência de que a celebração é para receber o dom de Deus. Assim, poder-se-á fazer um acolhimento às pessoas que chegam para a celebração. Em muitos locais já é habitual, mas neste dia deveria ser feito com mais “carinho”: desejar “Páscoa Feliz” à porta da Igreja e, assim, ir criando um ambiente familiar que ajude a viver uma celebração que é a mais importante. Para ilustrar este acolhimento, poderá estar afixado um cartaz a felicitar todos nesta quadra pascal (poderá já estar na Vigília Pascal), sendo complemento da ornamentação interior em que as flores se devem destacar.

Elo de Comunhão 04-04-2021

  1. b)         Este Domingo terá que fazer parte da preparação do conjunto da Semana Santa. É normal que dediquemos mais esforços às celebrações que são “diferentes” das habituais, como a de sexta-feira e da Vigília, mas temos que evitar cair na tentação de pensar que o domingo, por a celebração ser uma missa “normal”, não será necessário prepará-la. Se a preparamos ao mesmo tempo que o Tríduo Pascal, saberemos previamente com quem contaremos, o que nos ajudará a ser realistas e a não ter que improvisar. Sobre a ornamentação e ambientação festivas, tudo estará já preparado para a Vigília: as flores junto ao altar, ao ambão, à pia baptismal. O círio pascal, colocado junto ao ambão, poderá ter também uma ornamentação floral. Os paramentos serão de cor branca. Os cânticos deverão ser adequados ao Tempo Pascal, tendo em conta as possibilidades e o esforço acrescido que os cantores fazem nestes dias. O rito de aspersão da água benta terá que ser preparado, pois ele nos recordará o baptismo que recebemos, através de um cântico que o acompanhe. O canto da Glória deveria ser muito solene. A profissão de fé baptismal aparecerá com grande destaque, conscientes de que renovamos aquela fé pela qual Deus transformou a nossa vida, convertendo-nos em homens e mulheres novas. A oração eucarística bem proclamada e, se possível, a comunhão sob as duas espécies aos fiéis, dando um grande acento a esta parte central da celebração.
  1. c)         Ao preparar a celebração deste dia, devemos escolher os textos da segunda leitura, porque para ela temos duas opções, e o texto do evangelho. Esta é outra razão que leva a ter que preparar com tempo esta celebração e a não cair na improvisação no ambão. Para a segunda leitura temos dois textos paulinos, um da Carta aos Colossenses e outro da 1ª Carta aos Coríntios. Nestas leituras Paulo fala-nos das consequências da ressurreição de Cristo: a nova vida já não é como dantes. Acerca do texto evangélico, temos diversas possibilidades. Há um evangelho de S. João proposto para a missa do dia, mas também se pode proclamar o da Vigília Pascal. Se se trata da missa vespertina do Domingo de Páscoa, existe ainda uma terceira opção que é o evangelho dos discípulos de Emaús. Qualquer que seja a opção a tomar, o texto escolhido tem de ser proclamado com alegria, porque é a boa nova da ressurreição de Jesus, que tudo transforma naqueles que acreditam Nele. Para a primeira leitura e salmo não é preciso fazer opções. É um texto dos Actos dos Apóstolos que iremos lendo durante o Tempo Pascal, no qual veremos como Pedro anuncia a Boa Nova, e o salmo 117, tão apropriado para este (e também para os outros) domingo, com o refrão: “Eis o dia que fez o Senhor; nele exultemos e nos alegremos”.

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Ano B - Tempo Pascal - Páscoa do Senhor - Boletim Dominical II