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II Internacional Congress The Child in The World Today and Tomorrow em Viseu

A Unidade Científico Pedagógica de Enfermagem da Criança e do Adolescente da Escola Superior de Saúde de Viseu, vai organizar nos próximos dias 27 e 28 de maio de 2024 o II International Congress The Child in the World Today and Tomorrow.

Trata-se de um evento científico que privilegia as temáticas relativas à Saúde Infantil, como as intervenções de enfermagem em contexto neonatal, a promoção da saúde infantojuvenil, a atuação do enfermeiro em contexto pediátrico e quais as políticas de saúde infantil para a próxima década.
O evento pretende assinalar o Dia Mundial da Criança e representa um marco significativo no nosso compromisso com o bem-estar e o futuro de todas as crianças.
Neste sentido, reunimos líderes, investigadores, profissionais e estudantes de enfermagem de Portugal, Guiné-Bissau, Espanha e Brasil, dedicados a explorar os desafios, a partilhar experiências e oportunidades que moldam o presente e o futuro das crianças. Este ano contamos também com a presença de representantes da Direção-Geral da Saúde, da Organização Mundial de Saúde e do Fundo para as Populações das Nações Unidas.

FNAM em comunicado solidária com greve dos jornalistas

Em comunicado, a FNAM manifesta mais uma vez solidariedade para com os Jornalistas, em Greve Geral durante 24h, na sua luta contra os despedimentos, por melhores condições de trabalho e pela salvaguarda do jornalismo isento e de qualidade.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) já tinha manifestado a sua solidariedade com os trabalhadores do Global Media Group, à data da greve e dos protestos de 10 de janeiro, e agora saudamos novamente os sindicatos do setor e os trabalhadores em greve.

Trata-se da primeira Greve Geral de jornalistas em 40 anos, o que revela o dramatismo da situação que se vive no mundo da comunicação social. Os jornalistas contestam os baixos salários, a precariedade, os despedimentos e as pressões editoriais.

A FNAM partilha da ideia de que “sem uma Comunicação Social forte, isenta e transparente seremos uma Democracia amputada e amordaçada”, e não esquecemos o papel que os jornalistas desempenham no esclarecimento da luta dos médicos e na defesa do SNS.

Cruz Vermelha regista aumento de 73% nos pedidos de apoio em 2023 e lança Campanha Solidária em grandes superfícies

O sistema de proteção social da Cruz Vermelha Portuguesa registou um aumento de 73% de pedido de ajuda em 2023. Estas solicitações surgiram ao abrigo do programa Mais Feliz, que presta apoio a famílias em situação de grande vulnerabilidade, auxiliando-as no pagamento das rendas das casas e outras despesas básicas, como água, luz, consultas médicas ou compras de alimentos e bens de primeira necessidade.

Estes números confirmam a tendência, já registada nos anos anteriores, de aumento expressivo dos pedidos de apoio e levam a CVP a lançar mais uma campanha solidária em 340 lojas de grandes superfícies de todo o país. Com esta campanha, a CVP, que está presente em todo o território nacional graças às suas 159 delegações, pretende reforçar capacidade de resposta e expandir ainda mais a sua ação.

Assim, entre 7 e 17 de março, todos são convidados a contribuir através da aquisição de vales monetários ou alimentares (que se traduzem em azeite, bolachas, esparguete, grão-de-bico e salsichas).

No próximo fim-de-semana, de 9 e 10 de março, voluntários da CVP estarão presentes em várias lojas El Corte Inglès, E’leclerc, Lidl, Pingo Doce e Sonae (Continente, Continente Modelo e Continente Bom Dia) para dinamizar uma campanha de recolha de bens alimentares e de produtos de higiene.

OS NÚMEROS DE 2023

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) voltou a registar, em 2023, um aumento no número de pedidos de ajuda, superando as 50 mil famílias que já beneficiavam de apoio social, através dos diversos serviços prestados pelas Estruturas Locais presentes em todo o território nacional e ilhas.

No âmbito da sua ação, a Cruz Vermelha desenvolve programas sociais, em todo o território, que visam mitigar as vulnerabilidades das pessoas e famílias, através de mecanismos de apoio como sejam o Cartão Dá CVP e o Mais Feliz. Em 2023, ambos registaram um aumento dos pedidos.

O Cartão Dá CVP registou um aumento de 59% no número de pessoas apoiadas. Três quartos dos beneficiários eram mulheres, tendo mais de metade idade compreendida entre 30 e 50 anos. Este mecanismo de apoio permite a cada pessoa ou família fazer compras com maior dignidade, promovendo a autonomia e reconhecendo a sua individualidade, ao permitir a escolha e seleção dos produtos de que necessita, respeitando as diferentes dietas, cultura e recursos.

As equipas sociais executoras do Cartão Dá CVP têm registado um número significativo de famílias monoparentais (35%) a requererem esta ajuda, como também, numa percentagem equiparada (34%), têm surgido solicitações de casais com filhos. Entre os titulares deste apoio, 44% estão desempregados, sendo que 27%, apesar de trabalharem por conta de outrem, não conseguem fazer face às despesas mensais e procuraram ajuda da CVP.

Quanto ao Mais Feliz, registou-se um aumento de 53% no valor disponibilizado para os apoios económicos, comparativamente a 2022. Este programa apoia famílias em situação de grande vulnerabilidade, auxiliando-as economicamente, suprindo as necessidades mais básicas em défice, mas acima de tudo, ajudando-as a construir um plano de intervenção individual, tendo como objetivo a capacitação para a autonomia,

Também no domínio do acompanhamento das pessoas em situação de sem-abrigo, prestado em 10 estruturas locais da CVP, houve um crescimento de 80% face a 2022. Em 2023, a CVP reforço a sua capacidade de dar respostas como acolhimento, distribuição de bens alimentares e produtos de higiene pelas equipas de rua, ajuda na definição de projetos de vida, impactando a vida de 1.986 pessoas, sendo que 69% delas são homens.

Em média, a Cruz Vermelha distribuiu 785 refeições por dia no ano passado.

A CVP dá também resposta a vítimas de violência doméstica e aos seus filhos, a idosos a quem acompanha através da teleassistência, centros de dia, lares, apoio domiciliário. Entre muitas outras respostas dirigidas à comunidade, como creches e ATL.

Artigo de opinião de Sara Morais ——-Mente: A cruel e invisível prisão

A mente humana é incrível, disso não há dúvida, é um dos locais mais brilhantes que escondem, ainda, grandes mistérios e um potencial infinito. É neste “lugar” que reside toda a nossa capacidade de agir, de produzir ideias, conceitos, de raciocinar e imaginar, o que identifica a nossa singularidade perante todas as outras formas de existência na natureza. Neste sentido, o homem é, antes de tudo, livre porque detém a capacidade de agir sobre si mesmo, de propor ideais, de agir de acordo com a razão, dispondo da autodeterminação, independência e autonomia para impor limites aos impulsos do desejo e do instinto.

Embora, na prática, não seja possível aprisionar todas as conexões sinápticas cerebrais, a verdade é que, por vezes, a mente torna-se numa verdadeira prisão sem grades. A maior barreira mental afirma-se quando o leitor desenvolve em si as ideias limitantes, porque acredita na sua incapacidade, tornando-se refém e escravo de si próprio e, com isso, esgota todas as oportunidades viáveis de ser feliz.

Ao contrário do carcere físico, em que a ação libertadora poderá estar dependente de terceiros, neste caso só o leitor poderá soltar os grilhões que o prendem a uma vida de frustração plena e das mais variadas crenças limitantes. É importante assinalar que, em grande maioria das situações, o regime de crenças é desenquadrado da realidade e sustentado pela inércia do próprio leitor. E, quando há, uma tentativa real falha, o leitor cerca-se do seu fracasso inicial e investe, ainda mais, na sua ideação entorpecedora. Isto, tornar-se-á numa dificuldade em reconhecer quando está, de facto, refém dos seus próprios pensamentos, uma vez que a “verdade” que se instala parece real e absoluta.

Contudo, o fracasso não tem que ditar a sua história de vida. Até, porque, a escada do sucesso prende-se exatamente pela persistência, pelo falhar, o cair, o levantar e insistir até resultar. Exatamente, como uma pequena semente que é lançada à terra que passa pela incerteza da escuridão, pela humidade e erosão e, que no final, acaba por desenvolver as suas raízes para prosperar no seu meio envolvente. Todo processo de aprendizagem para estar bem consigo e com a vida, mora exclusivamente, dentro da sua decisão e atitude.

A Hipnose Clínica é uma ferramenta terapêutica que pode auxiliar o leitor nesta demanda. Inicialmente, são identificados os pensamentos emocionais, psicológicos e irracionais, formados através das várias experiências de interação com o meio. Seguidamente, o leitor irá desenvolver o autoconhecimento de como estas crenças afetam a sua vida. Cada pensamento tem um impacto diferenciado, por vezes, profundo na forma como exibe as suas próprias decisões e comportamentos. Esta consciencialização permite que o leitor se adapte melhor à mudança. Posteriormente, e ao adquirir este novo olhar sobre estas ideias e sensações irracionais, o leitor é convidado a mergulhar nas suas memórias para  descobrir a origem das crenças para refutar, eliminar e alterar esses padrões de pensamento. Neste seguimento, surge uma nova “programação” mental, em que consiste numa reestruturação dos significado que o leitor atribui, interpreta e aplica ao seu “eu” e ao mundo ao seu redor. Esta reorganização cognitiva pressupõe um maior auto domínio sobre a resposta emocional e, por conseguinte, permite finalmente soltar-se da mais cruel e invisível prisão: a mente.

No próximo boletim de saúde poderá verificar mais sobre as crises existenciais, os objetivos de vida e como qual a intervenção da Hipnose Clínica.

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Gabinete de Apoio à Vítima inaugurado em Mangualde

Dezenas de pedidos de apoio já chegaram ao Gabinete de Apoio à Vítima de Mangualde, inaugurado esta quinta-feira, no Dia Europeu da Vítima de Crime.

O GAV , instalado no edifício do Centro de Saúde, em quatro salas, duas delas de atendimento, é o único da rede nacional da APAV (Associação de Apoio à Vítima) existente nos distritos de Viseu e da Guarda.

“Já temos dezenas de pedidos de apoio de vítimas de Mangualde mas também dos concelhos limítrofes”, referiu Inês Coelho, gestora do GAV, em funcionamento desde o início do ano.

Durante a cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara Municipal, Marco Almeida, considerou tratar- se de um dia “memorável” para o concelho.

“Hoje estamos mais preparados, mais capacitados para enfrentar esta problemática das vítimas de violência”, afirmou o autarca, que ambicionava uma solução para cerca de meia centena de vítimas registadas todos os anos.

“Identificámos um número elevado de processos e não podíamos deixar de dar uma resposta, no âmbito da nossa estratégia municipal “, sublinhou.

Marco Almeida elogiou ainda as instituições do concelho “pela forma como trabalham em rede” e com pessoas “tão bem preparadas para auxiliarem quem mais precisa”.

João Lázaro, presidente da APAV espera que o GAV de Mangualde também sirva para alterar mentalidades. “Iremos trabalhar com as comunidades para que sejam menos tolerantes à violência”, declarou, referindo-se a futuras ações de sensibilização.

Foto:MM

Gabinete de Apoio à Vítima (GAV) vai ser inaugurado em Mangualde

Mangualde inaugura esta quinta-feira, dia 22, às 15h00, o único Gabinete de Apoio à Vítima (GAV) da rede nacional da APAV (Associação de Apoio à Vítima) existente nos distritos de Viseu e da Guarda.

O GAV, instalado no edifício da USF (Unidade de Saúde Familiar) de Mangualde, tem a missão de proteger, prestar atendimento e acompanhamento personalizados aos cidadãos vítimas de crime, em particular as de violência doméstica, assim como aos familiares e amigos das mesmas.

A abertura deste serviço surgiu da necessidade de dar resposta às vítimas. “Constatámos, através dos números da GNR, que a violência doméstica é o tipo de crime com maior relevância no nosso concelho, com cerca de meia centena de registos anuais, pelo que entendemos que tínhamos a obrigação de encontrar uma solução para ajudar a combater este flagelo, transversal a todo o território”, justifica o presidente do Município de Mangualde, Marco Almeida.

Por outro lado, Mangualde, onde vai ser inaugurado, no próximo mês de março, uma residência para mulheres idosas, vítimas de violência doméstica – única na região Centro – “precisava de uma resposta complementar”, argumenta Marco Almeida.

“Quando fomos escolhidos para receber este projeto piloto, entendemos que esta solução não poderia ficar isolada, daí que tenhamos procurado parcerias e assinado um protocolo com a APAV”, acrescenta.

O GAV é assegurado por uma equipa técnica da APAV, que irá disponibilizar apoio emocional, psicológico, social, prático e jurídico à vítima de crime. Este apoio é confidencial e gratuito. Irá ainda promover ações de (in)formação para sensibilizar as comunidades a auxiliarem, da melhor forma possível, qualquer potencial vítima.

O Município cede as instalações e assegura as despesas de funcionamento do Gabinete, na USF de Mangualde, onde poderá ser assegurado um apoio discreto às vítimas.

“Cuidar do bem-estar dos cidadãos e contribuir para o combate deste problema, que passa muito pela mudança de mentalidades, é um dos melhores investimentos que poderemos fazer”, considera o autarca, Marco Almeida.

 

Artigo de Sara Morais- A Mudança do tempo e a saúde mental

Num período em que a chuva não dá tréguas, as calçadas da cidade vestem os seus tons Outonais, das folhas das árvores que vão caindo, em contraste com os dias cinzentos, estes impregnados pelo aroma convidativo das lareiras que vão declarando o regresso dos dias mais frios.

Esta mudança sazonal representa a expressão da renovação da natureza na qual o Ser Humano é convidado a exercer a sua capacidade de adaptabilidade ao meio. O Outono é, por designação, a estação do ano associada à transformação da vida, em que os elementos naturais passam por um ciclo de transformação; exatamente como as folhas caducas que sopradas pelo vento desapegam-se dos ramos para permitir o fim daquilo que já não serve. Assim, acontece com a mente humana que inicia, também, neste período um processo de reflexão, melancólico e de desapego sobre a finitude e a renovação da própria existência.

Uma das alterações que ocorre no Outono e Inverno é a redução de horas de luz que contribui para a alternância das emoções na psique humana. A diminuição da luminosidade interfere com o ciclo circadiano que é responsável, ininterruptamente, pelos vários processos biológicos do corpo, como o metabolismo, o ciclo do sono e de vigília. O cérebro recebe diferentes estímulos de luminosidade que são captados pela retina do olho e transmitidos ao Hipotálamo que ao receber esta informação estabelece os padrões de vigília e sono. Estes sinais são, posteriormente, transmitidos à Hipófise que vai produzir melatonina preparando o corpo para dormir diminuindo, assim: a temperatura corporal, a frequência cardíaca, o metabolismo, a atividade urinária, entre muitos outros processos quando existe um decréscimo de claridade. Durante o dia, esta produção é inibida e as glândulas suprarrenais aumentam a sua atividade produzindo cortisol, permitindo que o corpo aumente o estado de vigília durante o dia.

No entanto, a excessiva produção desta hormona provoca distúrbios de ansiedade, alterações de humor, perturbações do sono o que vai incitar, consecutivamente, a irritabilidade. Aliado a este descontrolo, a diminuição da luminosidade produz uma quebra dos níveis de serotonina – hormona da felicidade – que comumente com a incidência de uma produção mais prolongada da melatonina, aumentam a fadiga, o que caracteriza em termos gerais a Depressão Sazonal. Esta patologia, normalmente, principia no Outono, prolongando-se pelo Inverno e desaparece com o desabrochar da Primavera.

É neste período que a Hipnose Clínica poderá servir como ferramenta preventiva na sustentação de uma saúde mental equilibrada.  A terapia assente num estado fisiológico natural, não só permite um estado de relaxamento mental e físico, o que produz por si só o aumento da hormona da felicidade, como promove o seu desenvolvimento sensorial, intelectual permitindo, também, melhorar a capacidade de memória e atenção concentrada.  Esta captação natural de serotonina, vai automaticamente produzir efeitos na alteração do humor e por conseguinte na própria construção do pensamento.

Em jeito de conclusão, o leitor terá a oportunidade de trabalhar as várias experiências e sentimentos armazenados no seu subconsciente, o que irá permitir expandir a sua capacidade mental para interagir com uma maior adaptabilidade do “eu” à mudança: “Não existem dias cinzentos para aqueles que sonham colorido” (autor desconhecido).

No próximo artigo boletim de saúde poderá saber mais sobre a pior prisão é a da mente.

 Sara Morais

Hipnoterapeuta

 

Artigo de Luís Miguel Condeço—Sem Crises

 

 

Autor

Luís Miguel Condeço

Professor na Escola Superior de Saúde de Viseu

 

Muitos foliões portugueses e não só, festejam o secular “carnis vale” (ou Carnaval), esta festa de origem pagã tornou-se importante para os cristãos enquanto ponto de partida para o período quaresmal.

As celebrações carnavalescas coincidem este ano com o dia de São Valentim, ícone comercial dos apaixonados, românticos e namorados, que muito contribuem para o desenvolvimento das atividades comerciais nacionais.

Curiosa é a forma como Valentim aparece nos nossos dias, revestido de um peso histórico considerável e que até o campo clínico não pode descurar. Apesar da controversa em torno do padre Valentim (também com referência em alguns textos a bispo), acredita-se que terá sido perseguido e mais tarde executado pelo imperador Claudius Gothicus (Cláudio II) no século III, pela sua ação enquanto disseminador do cristianismo, mas também, enquanto “casamenteiro” dos soldados solteiros das legiões romanas, motivando o abandono e a menor ousadia nos campos de batalha.

São Valentim (já que nunca desapareceu do Martirológio Romano), emerge pela “mão” de Hartmann Schedel na sua obra mais importante do século XV (1493) e uma das mais emblemáticas da Idade Média – o Liber Chronicarum ou Crónicas de Nuremberga. O relato de um Santo que consegue curar homens e mulheres “doentes da cabeça” ou do corpo, está presente quer nas Crónicas como em pinturas e gravuras da época, onde é visível a presença de sinais clínicos, que hoje genericamente relacionamos com a epilepsia.

Já no papiro de Ebers (1500 anos a.C.) a epilepsia é relatada e até um tratamento (!) é sugerido, contudo é Hipócrates que defende a origem cerebral da doença contrariando a “comunidade científica” grega da época, que julgava tratar-se de uma possessão espiritual.

Hoje sabemos que a epilepsia é uma doença do sistema nervoso central que provoca crises epilépticas (alterações no processo de comunicação entre as células cerebrais – neurónios), ou descargas elétricas anormais manifestando-se de forma mais comum em convulsão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica outras manifestações desta atividade elétrica cerebral anormal além das convulsões (manifestações motoras), como o comportamento e sensações anormais (sintomas sensitivos, alucinações visuais, sintomas psíquicos ou alterações da linguagem), e por vezes, perda de consciência. Afeta pessoas de todas as idades, e em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Neurologia estima que 1 em cada 200 portugueses têm epilepsia.

Desde 2015, na segunda 2ª-feira do mês de fevereiro, a International Bureau for Epilepsy (Agência Internacional para a Epilepsia) e a International League Against Epilepsy (Liga Internacional contra a Epilepsia), promovem a iniciativa do Dia Internacional da Epilepsia, que este ano se evoca no dia 12.

A OMS considera esta iniciativa fundamental para a implementação do seu Plano Global de Ação Intersectorial até 2031, que tem como principal objetivo fortalecer a abordagem à epilepsia pela saúde pública e duas metas globais que visam colmatar as principais lacunas no tratamento e a inclusão de pessoas portadoras da doença em todo o mundo. A baixa literacia em saúde e os mal-entendidos ou mitos sobre a epilepsia, são os principais obstáculos no alcance destas metas.

A falta de conhecimento traduz-se em estigma social e exclusão e leva à discriminação de pessoas com epilepsia no trabalho, na escola ou na comunidade. Assim, é importante clarificar que:

– Nem todas as pessoas com epilepsia têm convulsões;

– Nem todas as pessoas com convulsões têm epilepsia;

– Durante uma crise convulsiva não se deve introduzir qualquer objeto na boca, a atuação correta passa pela lateralização da pessoa e não restrição de movimentos;

– As pessoas com epilepsia não têm à partida limitações cognitivas ou físicas;

– A epilepsia pode surgir em qualquer idade;

– Os estímulos luminosos não provocam crises em todas as pessoas com epilepsia;

– As mulheres com epilepsia podem engravidar;

– Filhos de pais com epilepsia têm um risco baixo de ter a doença;

– Em regra geral as pessoas com epilepsia podem praticar desporto.

 

O adequado conhecimento sobre esta doença possibilita um rápido e fácil acesso ao tratamento, e apoio às pessoas com epilepsia e aos que delas cuidam.

Penaverdense lançou projeto Penaverde(dá) Vida

Assim neste ano, o Penaverdense completa 40 anos de existência e lançou o novo projeto Penaverde(dá) VidaCom , com o intuito de promover um crescimento saudável e com o máximo de experiências.

Assim o novo projeto tem como objetivo de proporcionar momentos de alegria entre crianças e idosos institucionalizados.
Desta feita, apresentam um questionário  para preencher e será contactado(a) pela direção do clube que em conjunto irá marcar uma visita à instituição realizada por vários jovens da  formação, prometendo desporto em troca de sorrisos.
Link para inscrição de instituições: https://forms.gle/fck6ZHgjmMF3MPGm8

FNAM em comunicado-Novos Centros de Resp. Integrados em Serviço de Urgência podem colocar médicos e doentes em risco

Em comunicado a FNAM refere:” O Ministério da Saúde de Manuel Pizarro não foi capaz de avançar com propostas capazes de melhorar o trabalho em serviço de urgência e a prestação dos cuidados de saúde, com propostas ancoradas nas condições de trabalho. Em detrimento disso, preferiu uma construção perversa de indicadores para atribuição de incentivos sem qualquer suporte técnico-científico e de difícil concretização, publicando legislação sem ouvir os médicos, no que chama “equipas dedicadas de urgências”.

Esta Portaria, publicada ontem para ser aplicada amanhã, que pretende alterar de forma estrutural a organização dos serviços de urgência, é vazia quer em medidas que melhorem o trabalho em serviço de urgência, quer em matérias que de facto se traduzam em melhor prestação de cuidados aos doentes que aí recorrem.

A manchete não podia ser mais retumbante: “equipas dedicadas nas urgências terão aumentos salariais de pelo menos 60%”, isto em cinco “projetos-piloto” a partir das Unidades Locais de Saúde (ULS) de Santa Maria, São José, Coimbra, São João e Santo António.

Ao fazermos a análise à Portaria nº28/2024, constatamos que os valores da massa salarial não são aqueles que o Governo adiantou à comunicação social: à base remuneratória prevista para o regime de dedicação plena, acrescem suplementos remuneratórios dependentes de métricas, algumas inatingíveis e, outras, totalmente alheias ao desempenho dos médicos. Estes indicadores não têm suporte técnico e científico, e são relativos a parâmetros que nos dizem pouco ou nada sobre a eficiência dos serviços de saúde, ao contrário do propagandeado pelo Ministério de Manuel Pizarro.

Os hospitais escolhidos para os “projetos-piloto”, são hospitais universitários e de fim de linha, que recebem, naturalmente, doentes fora da área de influência direta da ULS. Inexplicavelmente, esta é uma das métricas a ser avaliada como um indicador de acessibilidade. Estão ainda previstos indicadores economicistas como a percentagem de episódios de urgência que originam internamento, taxa de readmissões ao SU e o gasto médio com meios complementares de diagnóstico e terapêutica por doente sem internamento, entre outros, que não são relevantes na análise da qualidade do serviço de urgência e na verdade pressionam o ato médico à velocidade e à poupança, expondo-o ainda mais ao risco.

Por outro lado, a afluência da população ao Serviço de Urgência (SU) depende de fatores externos, como a cobertura de cuidados de saúde primários da região com capacidade de resposta à doença aguda, e dos serviços hospitalares responderem a situações não programadas à doença crónica nas várias especialidades, frequentemente sem médicos suficientes, por falta de vontade política e de competência do Ministério de Manuel Pizarro em tornar o SNS capaz e atrativo.

Por fim, não deixa de ser assinalável que o mesmo Governo que entendeu não ter legitimidade para negociar com os médicos mais do que grelhas salariais, anuncie agora aquilo que apresenta como uma reforma estrutural dos serviços de urgência, desenvolvida sem qualquer articulação com as estruturas representantes dos médicos, em unidades vitais para todo o ecossistema do Serviço Nacional de Saúde”.

Por:FNAM