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Risco de morte mais do que duplica em doentes oncológicos não vacinados contra a gripe e a Covid-19 

A vacinação é uma das formas de diminuir a gravidade de infeções que podem surgir devido à imunossupressão provocada pela doença oncológica. Numa altura em que se aproxima mais um inverno Telma Costa, membro da direção da Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) e médica oncologista do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), alerta para a necessidade de reforçar a sensibilização junto da população e dos profissionais de saúde.

“O risco de doença, hospitalização e morte pelo vírus da gripe são muito superiores na pessoa com doença oncológica, principalmente naqueles que estão em tratamento de quimioterapia ou que apresentam neoplasias hematológicas, pulmonares ou com doença avançada. O mesmo se observa com a infeção por SARS-CoV-2, em que o risco de morte por COVID19 nestes grupos de doentes pode ser até quatro vezes superior à da população geral”, sublinha Telma Costa.

Por outro lado, lembra que a infeção, principalmente quando apresenta critérios de gravidade, com necessidade de internamento ou outras complicações associadas, pode, por si só, ter um impacto no prognóstico da doença oncológica, ao atrasar ciclos de quimioterapia ou até mesmo cirurgias. “Não faz sentido apostar apenas em tratamentos que nos permitem curar a doença oncológica, sem apostar nos melhores cuidados de suporte, e na vacinação, enquanto meio de prevenção de infeções graves, que deve ser sempre considerada quando estabelecemos um plano de cuidados para o nosso doente”.

O alerta surge no âmbito de uma campanha de sensibilização para a vacinação da AICSO e da Direção-geral da Saúde, em parceria com diversas associações e sociedades profissionais na área da Saúde*. O objetivo é levar as pessoas com diagnóstico de cancro a questionarem as suas equipas de saúde sobre a vacinação e, em simultâneo, incentivar essas equipas a estarem mais atentas a esta temática e a disponibilizarem informação fidedigna sobre a vacinação aos doentes e seus cuidadores.

Na campanha, que vai prolongar-se até à Semana Mundial da Vacinação, que se assinala todos os anos em abril, estão previstas ações de sensibilização e informação sobre a importância, indicações e contraindicações de diferentes vacinas na pessoa com doença oncológica, bem como sobre a vacina contra o HPV, o vírus da hepatite B, a vacinação de viajantes e migrantes, entre outros temas

Artigo de Luís Condeço— Chapéus há muitos!

Chapéus há muitos!

 

Autor

Luís Miguel Condeço

Docente da Escola Superior de Saúde da Guarda

 

Todas as crianças, em particular as crianças portadoras de doenças crónicas complexas, limitantes ou ameaçadoras da vida, e suas famílias, devem ter fácil e rápido acesso a Cuidados Paliativos Pediátricos (CPP). Estes cuidados diferenciados devem ir de encontro às suas necessidades, desejos e preferências, em qualquer período da sua vida.

Os princípios orientadores para a prestação de Cuidados Paliativos Pediátricos de qualidade devem ter em conta:

  1. a) a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS) – intervenção multidisciplinar que melhora a qualidade de vida das crianças e famílias, permitindo enfrentar as dificuldades associadas à doença, através da prevenção e alívio do sofrimento por meio de identificação precoce, avaliação e tratamento de problemas, físicos, psicossociais e espirituais;
  2. b) cuidados centrados na criança-família;
  3. c) prestação dos cuidados no local preferido;
  4. d) prestação baseada nas necessidades (desde o diagnóstico até depois da morte);
  5. e) decisão partilhada entre a criança, família e profissionais;
  6. f) profissionais de saúde pediátricos com formação, treino e experiência;
  7. g) equipas interdisciplinares;
  8. h) serviços de saúde integrados em redes interinstitucionais;
  9. i) a presença de um gestor de caso;
  10. j) o descanso do cuidador;
  11. k) o suporte permanente dos profissionais de saúde à criança e família.

Durante o mês de outubro comemora-se o Dia Internacional para a Consciencialização dos Cuidados Paliativos Pediátricos, sempre na segunda sexta-feira do mês. Esta iniciativa que decorre desde 2016, promovida pela International Children’s Paliative Care Network (Plataforma Internacional de Cuidados Paliativos Pediátricos), tem como objetivo consciencializar toda a sociedade sobre os direitos das crianças com necessidade de intervenção de equipas de cuidados paliativos. Esta ação de sensibilização denominada #HatsOn4CPC (Chapéus para Cuidados Paliativos Pediátricos) procura desafiar todas as pessoas a usar um chapéu nesse dia, sensibilizando todos para os milhões de crianças e jovens com necessidades de cuidados paliativos.

Portugal é segundo a OMS, o país menos desenvolvido da Europa Ocidental na disponibilização de CPP. Apontando-se como fatores predisponentes para a dispersão das crianças e fraca visibilidade destes cuidados nos serviços de saúde: a baixa prevalência; a diversidade de diagnósticos; o estado clínico longo, estacionário e de prognóstico incerto; as diferenças no desenvolvimento de cada criança (físico, fisiológico, cognitivo e emocional); o sofrimento familiar na morte; os dilemas éticos; e o elevado impacto social.

Não podemos também esquecer, o elevado “consumo” de recursos de saúde destas crianças e seus familiares, como os múltiplos episódios de urgência, as dezenas de exames complementares de diagnóstico realizados, os incontáveis internamentos hospitalares, as várias intervenções cirúrgicas e as diversas observações por múltiplas especialidades médicas.

Mas nem tudo fica aquém do esperado, a publicação da Lei n.º 52/2012 de 5 de setembro (Lei de Bases dos Cuidados Paliativos) vem consagrar e regulamentar o direito dos cidadãos aos cuidados paliativos e define a responsabilidade do Estado em matéria de cuidados paliativos, criando a Rede Nacional de Cuidados Paliativos.

A perceção de que os CPP são exclusivos do fim de vida, a busca incessante por uma cura, a má coordenação e comunicação, a falta de informação, treino e recursos, são as principais barreiras à prestação destes cuidados.

É uma responsabilidade de todos nós, divulgar e promover o reforço do papel dos cuidados paliativos, em particular os Pediátricos, como recomenda a OMS, na prestação global de cuidados de saúde ao longo da vida.

Coloquemos um chapéu por esta causa, em outubro e ao longo do ano. Chapéus há muitos (como diria Vasco Santana), mas a necessidade de intervenção paliativa pediátrica é real e urgente. Ousemos todos colocar este chapéu.

 

Sarau educativo “TIK TOK -login para pais”em Pinhel

Neste mês de novembro, a CPCJ de Pinhel, com a colaboração do NACJR da UCSP de Pinhel, comemora o 33º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança realizando algumas atividades:
– Sarau educativo “TIK TOK -login para pais” sobre os perigos inerentes e subjacentes ao uso das redes sociais por parte dos jovens. (Sexta-feira, 25 de novembro, 21.00h, Auditório do Agrupamento de Escolas de Pinhel)
– Elaboração e exposição de mural alusivo aos Direitos da Criança na área da Saúde envolvendo todos os profissionais da UCSP Pinhel.

Nada melhor que uma forma diferente para elucidar os pais sobre os perigos que podem surgir com o uso das redes sociais do jovens.

Celorico da Beira recebeu II Colóquio da Diabetes da ADDG

O Centro Cultural de Celorico da Beira acolheu neste sábado, 12 de novembro, durante a manhã, o colóquio “A Diabetes não é o fim do mundo, mas sim um novo mundo a ser descoberto”, promovido pela ADDG – Associação de Diabéticos do Distrito da Guarda, em colaboração com a Câmara Municipal de Celorico da Beira.
Tratou-se de uma iniciativa da Associação de Diabéticos do Distrito da Guarda, que visou ajudar o doente a compreender a patologia da diabetes e, acima de tudo, pretende esbater a carga negativa que lhe está associada. Para prossecução deste propósito, o colóquio contou com a presença de profissionais de saúde do distrito da Guarda, que ajudaram os participantes a entender mais e melhor a problemática da diabetes e a encará-la numa perspetiva, que se pretende menos dramática.

Fernando Araújo (Diretor Executivo do SNS) visitou a ULS da Guarda

A ULS da Guarda recebeu a visita do novo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Fernando Araújo e a Presidente do Conselho Diretivo da ARS Centro,  Rosa Reis Marques.
Deste modo, visitaram as instalações dos Serviços de Obstetrícia, Neonatologia e Pediatria da ULS da Guarda, acompanhados pelos elementos do Conselho de Administração, equipa diretiva do Departamento da Saúde da Criança e da Mulher e do Serviço de Obstetrícia.
Durante a visita, o Presidente do Conselho de Administração, João  Barranca mostrou as instalações dos Serviços mencionados e posteriormente, na reunião de trabalho, fez o ponto de situação em relação às obras em curso do Pavilhão Cinco, que acolherá o Departamento da Saúde da Criança e da Mulher.
Recorde-se que as obras de requalificação tiveram início no começo deste verão e representam um investimento de cerca de nove milhões de euros.

Médica da ULSG foi a 1ªclassificada, no 3ºCongresso Nacional de Médicos de Saúde Pública

No 3º Congresso Nacional de Médicos de Saúde Pública, realizado no passado dia 4, a Dr.ª Helena Nunes, médica de formação específica de Saúde Pública da Unidade de Saúde Pública da Guarda, foi a 1ª classificada, com a melhor comunicação oral, formato investigação, com o trabalho ”Efeito da pandemia COVID – 19 no rastreio de cancro do colo do útero.”
O prémio atribuído consiste na frequência de um curso, à escolha da premiada, no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).
Muitos parabéns e continuação de muito sucesso!
Foto:ULSG

I Encontro Pneumologia e Medicina Geral e Familiar

A Associação de Pneumologia da Guarda leva a efeito o I Encontro Pneumologia e Medicina Geral e Familiar que se realizará no próximo dia 18 de novembro , na Guarda, no Grande Auditório do Teatro Municipal, a partir das 09:00 horas.

A primeira edição do Encontro Pneumologia e Medicina Geral e Familiar é realizada com o patrocínio científico da Ordem dos Médicos, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior.

Atendendo à crescente prevalência das doenças respiratórias, são propósitos deste Encontro, para além da atualização científica, estreitar as ligações entre os profissionais dos Cuidados de Saúde Primários e Cuidados Hospitalares e encontrar as melhores formas de articulação entre os mesmos.

A partilha de conhecimentos e experiências promove a saúde e o processo educativo produz um quotidiano permeado pela humanização de cuidados, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e a expansão de comunidades mais saudáveis.

Em Portugal o cancro do pulmão detém a taxa de mortalidade mais elevada. Em 2020 foram diagnosticados 5415 novos casos, 65% deles em estádio avançado.
A asma é uma doença que afeta cerca de 700 mil portugueses. Cerca de metade dos doentes asmáticos em Portugal não têm a sua asma controlada.

Dormir mal está associado a problemas de saúde como doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, deficiências imunitárias, depressão e ansiedade sendo fundamental uma boa qualidade de sono para garantir saúde e bem-estar geral.

Com esta base, serão abordados temas com elevada relevância na prática clínica diária de Pneumologia nomeadamente Cancro do Pulmão, Asma e Patologia do Sono e realizados também cursos/workshops práticos.

Espera-se um evento regional de sucesso congregando centenas de profissionais da área entre médicos, enfermeiros, técnicos e outros profissionais de saúde.

Artigo de Opinião de Sara Morais-Outubro Rosa e a Hipnose Clínica

A vida corre sôfrega, é hora de viver de concretizar aqueles sonhos guardados na algibeira da esperança, e ao longo dessa correria caiem, vagarosa e implacavelmente, como folhas secas aquelas pequenas coisas, como o simples respirar o aroma da terra molhada ou, até mesmo, alegria do sorriso de quem se ama, até que se tornam gigantes quando diagnosticado o Cancro.

Durante este mês, a cor rosa vem alertar, sensibilizar e consciencializar sobre a doença oncológica feminina. A jornada evidencia vários fatores físicos e emocionais, desde o conceito de autoimagem, à intimidade e satisfação sexual da mulher e, designadamente, à pressão que tal processo exerce tanto na própria estrutura emocional da doente como na relação familiar.

A mente é, de imediato, ocupada por um turbilhão de emoções, o medo da morte, comum e transversal a todos os seres humanos, a revolta, a ansiedade tomam conta dos comandos da mente e, tudo parece girar naquela frequência de auto sobrevivência.

Nesta roda gigante cor-de-rosa, a Hipnose Clínica surge como uma paragem multifacetada contra o cancro. Numa fase inicial, o estado fisiológico natural da alteração da consciência induzida, como ferramenta, possibilita gerir os efeitos colaterais da quimioterapia, como por exemplo: as náuseas, fadiga e dores, que são sintomas / respostas criadas pela interpretação da mente. Posteriormente, ao aceder à mente subconsciente, são trabalhados os sentimentos negativos associados ao diagnóstico, à perda, às várias mudanças tanto no foro emocional como na sua própria imagem, o que proporciona gerir o impacto dessas mesmas transformações na autoestima, sexualidade e no restante quotidiano da mulher.

Para concluir, esta ferramenta terapêutica é, também, utilizada para desenvolver um novo mindset capaz de combater os muitos fatores de risco que provocam o aparecimento do cancro, como o Tabagismo, o alcoolismo, a obesidade e, assim, alicerçar uma nova forma de ser e de estar mais equilibrada e saudável física e emocionalmente.

No próximo boletim saúde poderá verificar mais sobre o perfeccionismo e o papel da Hipnose Clínica.

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

V Feira da Saúde/Jornadas da Saúde na Matança (Fornos de Algodres)

Dia 13 de Novembro, a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fornos Algodres, através do CLDS 4G Servir Fornos e em parceria com o Município e a Junta de Freguesia da Matança, irá realizar a V Feira da Saúde/Jornadas da Saúde, aliados à 6ª Etapa dos Trilhos da Anta.
Teremos vários rastreios disponíveis, sessões de sensibilização sobre variados temas e ainda muita animação à mistura.
Com o objetivo de facilitar a deslocação de todos até à V Feira da Saúde, o Município disponibiliza autocarros que realizarão paragens em todas as localidades.

Infertilidade masculina e feminina como fazer?

A infertilidade é um problema mais comum do que se pensa, embora nem sempre se fale dele abertamente. De acordo com o Dr. Sérgio Soares, especialista em Medicina da Reprodução, cerca de 300 mil casais em Portugal são inférteis e uma tendência de crescimento destes números, que atingem mulheres e homens em percentagens muito semelhantes. Em vésperas de mais de uma Semana Europeia da Fertilidade, que se assinala entre os dias 7 e 13 de novembro, o médico alerta que o stress, o sedentarismo e a procura de uma gravidez numa idade mais avançada da mulher são alguns dos fatores que podem ajudar a explicar esta tendência.

“Nem sempre a Medicina encontra uma explicação para a infertilidade. O que sabemos, pela investigação feita nesta área, é que há fatores que prejudicam a fertilidade em ambos os sexos, como o consumo de álcool e tabaco, o excesso de peso e obesidade, a ausência de atividade física, a alimentação pouco variada e equilibrada, muito ancorada no fast-food, por exemplo”, salienta o Dr. Sérgio Soares. O especialista e diretor do IVI Lisboa, acrescenta ainda outro fator fundamental: a idade da mulher. “Por razões económicas ou profissionais, as mulheres tentam ser mães cada vez mais tarde o que traz consequências para quem anseia por uma gravidez. A quantidade e a qualidade dos ovócitos diminuem muito a partir dos 35 anos, explica.

Segundo o médico a infertilidade estará relacionada com causas femininas em 30% dos casos, outros 30% com causas masculinas, 20% com causas mistas e outros 20% inexplicados. “Alguns conselhos de alteração de estilos em vida, associados à Ciência – que tem permitido intervir com sucesso mesmo nos casos em que há patologia – têm ajudado muitos casais a ultrapassar problemas de infertilidade, mas convém sublinhar que o casal tem aqui um papel importante na gestão da saúde reprodutiva”, afirma.

O médico salienta, por exemplo, que a infertilidade masculina já representa metade dos casos atendidos atualmente nas clínicas de procriação medicamente assistida. “Alguns estudos mostram-nos, por exemplo, que há uma relação entre as substâncias químicas presentes em pesticidas, os solventes e recipientes de plástico que utilizamos diariamente e a redução da qualidade do sémen”.

Quando procurar ajuda médica 

Sérgio Soares explica que a infertilidade pode ser definida como a incapacidade de os casais engravidarem após 12 meses de tentativas de conceção sem recurso a qualquer meio anticoncecional. Apesar de afetar homens e mulheres, como a fertilidade nas mulheres baixa com a idade, a partir dos 35 anos, consideram-se antes os seis meses. Assim uma consulta de fertilidade pode ser recomendada após um ano de tentativas para conceber no caso das mulheres com menos de 35 anos. Para as mulheres com idade superior a 35 anos, este período baixa para os seis meses.

Limite de idade da mulher para aceder a tratamentos 

Em Portugal, as mulheres podem aceder aos tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA) até aos 50 anos. Não é permitido fazê-lo após os 49 anos e 365 dias (366 dias, no caso dos anos bissextos), seja no SNS ou em clínicas privadas. O limite fixado teve em conta o facto de, a partir dos 35 anos, a probabilidade de se engravidar de forma natural diminuir, caindo a pique a partir dos 40 anos, passando para 1% ou menos quando a mulher atinge os 48 anos.