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Saúde

3000 novos casos de cancro de cabeça e pescoço em Portugal todos os anos

A Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) alerta para a importância do diagnóstico precoce do Cancro de Cabeça e Pescoço para aumentar as taxas cura do tratamento desta doença, cujo dia mundial se assinala a 27 de julho. De acordo com Ana Joaquim, (médica oncologista e vice-presidente da AICSO), em Portugal todos os anos são diagnosticados cerca de três mil novos casos de cancro de cabeça e pescoço.

A especialista, que é também presidente do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço explica que o principal fator de risco é o consumo crónico de tabaco e/ou bebidas alcoólicas. No caso específico do cancro da orofaringe existe outro fator de risco que tem vindo a aumentar – a infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV), sexualmente transmissível pelo contacto pele com pele e/ou mucosa. “Outros fatores de risco são a higiene oral deficitária e próteses dentárias mal-adaptadas (no cancro da cavidade oral) e a exposição a determinados agentes como o pó da madeira ou da cortiça (no cancro das fossas nasais e seios perinasais)”, sublinha Ana Joaquim.

O cancro de cabeça e pescoço envolve os tumores das vias aerodigestivas da cabeça e do pescoço – as vias por onde circulam o ar e os alimentos, ou seja, a boca, o nariz, a faringe (que se divide em naso, oro e hipofaringe) e a laringe.

Na grande maioria dos doentes, os sintomas começam e desenvolvem-se sem que lhes seja dada a devida atenção. “Os sintomas do cancro de cabeça e pescoço são relativos às localizações especificadas antes – lesões da mucosa da cavidade oral (aftas, lesões brancas ou vermelhas), dor de garganta, dificuldade ou dor em engolir, rouquidão, massas ou nódulos no pescoço. Apesar destas queixas serem comuns a muitas doenças benignas, deve ser dada especial atenção quando duram três semanas ou mais. Nessa altura, a recomendação é procurar o médico”, aconselha.

SOBREVIVENTES ENFRENTAM SEQUELAS 

Na opinião da médica, é fundamental recorrer precocemente aos cuidados de saúde nestas situações. “Quanto mais cedo se iniciar o tratamento da doença, maior a probabilidade de cura e de menos sequelas dos tratamentos”, afirma. “Quando diagnosticado em fase inicial, o cancro de cabeça e pescoço é tratado com uma única modalidade de tratamento, como cirurgia ou radioterapia, com uma probabilidade de cura de cerca de 90%”, acrescenta. Alerta que, “quando diagnosticado em fase avançada, os tratamentos são multimodais (ou seja, a combinação de cirurgia e/ou radioterapia e/ou quimioterapia) e a probabilidade de cura desce para cerca de 50-60%, à custa de sequelas mais ou menos mutilantes dos tratamentos”. Infelizmente, hoje em dia cerca de dois terços dos novos casos ainda são diagnosticados em fase avançada.

A fase dos tratamentos pode ser violenta sob os pontos de vista físicos e psicológicos. Segundo a vice-presidente da AICSO, por exemplo são muitas as situações em que é necessário realizar extrações dentárias múltiplas para que a radioterapia seja realizada em segurança.

Para os sobreviventes são muitos os desafios após a conclusão dos tratamentos. “Falamos da adaptação a uma nova realidade, que implica viver com sequelas dos tratamentos. Por exemplo, os doentes que realizam tratamento radical à base de radioterapia, ficam com a boca e garganta seca, muitas vezes com o paladar alterado, e, a nível do pescoço, com a pele espessa e, por vezes, inchada. Noutros casos, os doentes passam a viver traqueostomizados, necessitando de reaprender a comunicar. Noutros ainda, ficam dependentes de sondas para alimentação”, salienta Ana Joaquim.

“Esta adaptação é possível, mas exige de todos – profissionais e instituições de saúde, sociedade, doentes e cuidadores – um esforço para oferecer os melhores cuidados de suporte a estes doentes, tentando minimizar as complicações e devolvê-los à sociedade, no final dos tratamentos, com qualidade de vida e aptos para retomar as suas atividades”, defende. Considera, por isso, que são fundamentais várias valências de suporte desde o início da jornada terapêutica – Nutrição, Psicologia, Reabilitação, Assistência social, cuidados aos estomas, etc.

 

Liga dos Amigos da Matança inaugurou obras de alargamento das instalações

  A Liga dos Amigos da Matança que já possuía uma estrutura residencial para idosos, voltou a colocar mãos à obra e como tinha terreno suficiente para ampliação das suas instalações, acabou por fazê-lo.

Face a isso, inaugurou agora a ampliação das instalações com a presença da Ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, da Secretária de Estado da Ação Social , Rita Mendes , do Presidente da Câmara Municipal, Manuel Fonseca e seus vereadores e claro do anfitrião, Arlindo Pinto , Presidente desta instituição.

Perante uma cerimónia breve, cumprindo as normas de segurança da DGS.
Assim esta estrutura residencial está apta para receber mais alguns idosos que venham a ser aqui inscritos, uma maior comodidade e conforto esta casa passa a ter.
Fotos:LM

Artigo de Sara Morais – A HIPNOSE CLÍNICA NO SEU AUTO CUIDADO

A desvalorização das emoções é algo recorrente numa sociedade em que o ritmo diário é, especialmente, marcado pela exigência, o perfecionismo e a competitividade, o que circunscreve a consciência e a sensibilidade de reconhecer as limitações e as necessidades de cada um. Atualmente, e sem precedentes, a sociedade vive paredes meias com a obrigatoriedade de novos comportamentos, novas regras e, sobretudo, a precisão de se reinventar e superar. Num ambiente em que as imposições e repercussões socioecónomicas são o eixo central das preocupações dos Portugueses e da população Mundial, será que ainda haverá espaço para o auto cuidado?

O auto cuidado é a espinha dorsal da qualidade de vida e um dos pilares subtis de uma sociedade empreendedora e saudável. O ato de cuidar de si mesmo, através de uma escuta ativa das necessidades do seu corpo e da sua mente, garante uma capacidade de resposta mais célere e eficaz face às situações de risco. Certamente, já escutou por várias vezes: “ Mens sana in corpore sano”. Esta expressão, “Mente sã e corpo são” elenca a importância da saúde mental como um postulado para um corpo saudável, e por conseguinte uma vida sadia.

Esta interdependência entre a mente e o corpo é delineada pelos hábitos e comportamentos ao longo da vida do ser humano. O auto cuidado insere-se na integração entre a consciência, o cérebro, o corpo e o meio ambiente resultando no efeito de Homeostasia.

Uma das práticas mais associadas ao auto cuidado é a atividade física, para além de manter o equilíbrio e a coordenação motora, permite uma descompressão somática, o que vai influenciar positivamente na redução, natural, dos níveis elevados de stress e tensões acumuladas.

A Higiene, sobretudo a higiene do sono é, concomitantemente, um dos comportamentos mais significativos no cumprimento do auto cuidado. Dormir a quantidade de tempo recomendada – cerca de 8 horas diárias – evitar o uso de aparelhos eletrónicos antes de deitar, fortalece uma maior capacidade de concentração e reduz, drasticamente, as alterações de humor.

A alimentação equilibrada com qualidade nutricional e vitamínica, é também chave central do equilíbrio mental e físico e coaduna-se como um dos elementos fulcrais do autocuidado. Assim, como uma vida social harmoniosa, e os vários momentos de atividades de lazer e hobbies que promovem a sua concretização e desenvolvimento pessoal.

Todavia, a exaustão do confinamento, ou até mesmo o depauperamento motivado pela agudização de alguma perturbação nervosa e emocional poderá sabotar este auto cuidado e afetar a sua qualidade de vida. É neste enquadramento que surge a ajuda profissional e a Hipnose Clínica como uma ferramenta de auto cuidado.

A Hipnose Clínica é uma intervenção clínica no qual o estado de consciência é afunilado, permitindo o cérebro operar sob a frequência de ondas alfa, as mesmas que permitem o estado de relaxamento, enquanto o senso crítico é diminuído possibilitando a troca de informações entre a mente consciente e o subconsciente. Esta acessibilidade, reveste a Hipnose Clínica como uma terapêutica versátil capaz de intervir em inúmeras perturbações psicopatológicas, como o TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada – Perturbações de Pânico; perturbações do sono, perturbações da Infância (enurese, encoprese), entre muitas outras. No entanto, cingir a Hipnose Clínica à resolução psicopatológica é redutor. Esta terapêutica é, também, uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e percursora de bem-estar através das diferentes técnicas que possibilitam, não só a reeducação de vários comportamentos e hábitos, como estimula a autoestima, assertividade, as competências cognitivas; enquanto potência o relaxamento físico e mental, permitindo o contacto com o seu “eu” interior, e em alguns casos até controlar e delimitar a dor, concedendo qualidade de vida.

O momento é de auto cuidado, como anda o seu?

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

Município de Pinhel alerta para a falta de Médicos de Família no Centro de Saúde em ofício remetido à Ministra da Saúde

Em comunicado o Municipio de Pinhel informa que:Na sequência da publicação em Diário da República do “procedimento concursal conducente ao
recrutamento de pessoal médico para a categoria de assistente, da área de Medicina Geral e Familiar”
(Aviso n.o 12330-B/2021, de 1 de julho de 2021), o Município de Pinhel remeteu à Senhora Ministra
da Saúde, Prof. Doutora Marta Temido, uma comunicação onde expressa a sua preocupação
relativamente à questão da falta de médicos da área da Medicina Geral e Familiar no Centro de Saúde
de Pinhel.

No ofício, remetido nesta data, o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, questionou
a responsável pelo Ministério da Saúde relativamente aos pontos abaixo elencados:
 “Tendo Sua Excelência, a Senhora Ministra da Saúde, anunciado recentemente 459
vagas para “médicos de família”, pergunto porque é que não foi aberta nenhuma vaga para o Centro de Saúde de Pinhel, quando a informação de que dispomos éque a Unidade Local de Saúde da Guarda terá alertado para esta necessidade?
 Atentos ao conteúdo do Aviso n.o 12330-B/2021, de 1 de julho de 2021, verifica-se que para a Unidade Local de Saúde da Guarda foram abertas apenas 3 vagas, todas elas destinadas à Unidade de Saúde Familiar Ribeirinha, localizada na cidade da Guarda.

 O Centro de Saúde de Pinhel enfrenta há já algum tempo o problema da falta de médicos de Medicina Geral e Familiar, a quem é atribuído o importantíssimo papel de “médico de família”, situação que só tem sido minorada pelo facto de médicos em condições de se aposentarem, terem optado por adiar essa situação.
 Neste momento, o Centro de Saúde de Pinhel tem dois médicos em falta, o que corresponde a 2373 utentes sem médico de família.
 Em 2022 prevê-se que saiam mais três médicos tendo em conta que completam 70
anos de idade. Com esta situação, haverá mais 3252 utentes sem médico de
família (1387 em janeiro, 1309 em fevereiro e mais 556 em junho).
 Feitas as contas, 5625 utentes irão ficar sem médico de família em 2022, caso
nada seja feito até lá, ou seja, cerca de 60% da população.
 Acresce a tudo isto o facto de Pinhel ser um concelho com uma população bastante
envelhecida e a necessitar de cuidados médicos de proximidade.”
Face ao exposto, e retomando a primeira questão, o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel
terminou a sua missiva perguntando “porque é que não foi aberta nenhuma vaga para o
Centro de Saúde de Pinhel que, se nada for feito a muito curto prazo, poderá ver-se a
braços com uma situação caótica de 5625 utentes sem médico de família?”
Nesta mesma data foi também remetida uma comunicação à Unidade Local de Saúde da Guarda,
pedindo “que diligencie e reitere junto da tutela, como é sua competência, as necessidades
das populações locais abrangidas por esta Unidade”.
“Porque a Medicina Geral e Familiar é essencial nos cuidados de proximidade e todos
sabemos que as dificuldades são ainda maiores nos concelhos do Interior onde além do
fator idade, também pesa a situação económica e social”, o Presidente da Câmara Municipal
de Pinhel manifesta o seu descontentamento e refere que não pode ficar calado e de braços cruzados
perante mais esta situação de injustiça, motivo pelo qual dirigiu hoje mesmo estas duas missivas.

Projeto sobre diagnóstico e prognóstico de cancro gástrico conquista Prémio para Jovens Investigadores

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa. O investigador Henrique Duarte, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), foi o vencedor da terceira edição do Prémio Francisco Augusto da Fonseca Dias e Maria José Melenas da Fonseca Dias para Jovens Investigadores, no valor de 50 mil euros. O projeto distinguido tem como objetivo identificar novos marcadores moleculares de prognóstico em pacientes com cancro do estômago avançado e perceber se estes marcadores podem indicar como os doentes vão reagir a uma das principais terapias existentes.

O júri do Prémio, constituído por Manuel Sobrinho Simões, presidente do Ipatimup, Mário Dinis Ribeiro, professor catedrático convidado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e José de Almeida Vicente, investigador do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico, destacou a «qualidade do projeto» e o «potencial de aplicação em produtos ou processos destinados ao diagnóstico, prognóstico, tratamento ou prevenção de doenças cancerosas ou pré-cancerosas».

A equipa de investigação que Henrique Duarte integra descobriu recentemente um mecanismo molecular através do qual os glicanos (cadeias de açúcares presentes nas células) conferem resistência a um anticorpo terapêutico. A identificação deste mecanismo explica a resistência de alguns doentes com cancro gástrico a este agente, que representa uma das poucas terapias personalizadas aprovadas para o tratamento de pacientes com cancro gástrico de estádio IV (avançado e com metástases) positivo para o recetor oncogénico ErbB2 (cerca de 10-15% dos casos de cancro do estômago). A partir desta descoberta, o investigador pretende agora encontrar novos marcadores de prognóstico em pacientes com cancro do estômago e de previsão da sobrevida ou evolução clínica destes doentes.

Denominado LOGIC – “Glycoform-Specific Detection of ErbB2 in Gastric Cancer: Improving Patient Stratification and Redefining Eligibility for Anti-ErbB2 Targeted Therapy”, o projeto agora premiado apresenta também como objetivo «identificar se estes mesmos marcadores moleculares podem prever se doentes com cancro do estômago ErbB2-positivo vão beneficiar da terapia com este anticorpo». «Se soubermos isso, podemos estratificar melhor os pacientes e garantir uma otimização na alocação de recursos».

Para o investigador Henrique Duarte ter conquistado este prémio representa uma «honra e um orgulho». «Desde muito jovem que sonho poder vir a trabalhar na área da investigação em oncologia, mais especificamente no Ipatimup (agora integrado no i3S), reconhecido mundialmente». Além disso, acrescenta, «receber este prémio pouco tempo depois da conclusão do meu doutoramento é uma enorme fonte de reconhecimento, mas principalmente de motivação para que continuemos a trabalhar no sentido de melhorar a qualidade de vida de pacientes afetados por esta doença terrível».

O projeto, liderado por Henrique Duarte, será implementado no grupo «Glicobiologia no Cancro do Ipatimup/i3S, por uma equipa multidisciplinar, que inclui também os investigadores Celso Reis, líder do grupo, e Joana Gomes. O projeto conta ainda com a participação ativa do Centro Hospitalar Universitário São João, Centro Hospitalar Universitário do Porto e IPO-Porto.

O Prémio Francisco Augusto da Fonseca Dias e Maria José Melenas da Fonseca Dias para Jovens Investigadores, resulta do legado da D. Maria José Alves Melenas Dias ao Ipatimup, com o objetivo de apoiar a investigação científica em Cancro e Doenças Pré-Cancerosas. As atividades de investigação serão realizadas no i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, de preferência em articulação com um ou vários hospitais centrais que com ele colaboram (Centro Hospitalar do Porto, Centro Hospitalar de São João e IPO-Porto).

Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto

Bullying existe cada vez mais nas escolas

Nos dias que correm, o bullying existe um pouco por todo lado , mas nas escolas tende a surgir cada vez mais, assim, bullying é o ato sistemático de importunação, ameaça e de uso de violência, física ou emocional, sobre um indivíduo por uma ou mais pessoas. O termo bullying tem sua raiz no verbo da língua inglesa bully, que expressa a ação de machucar ou ofender alguém mais fraco ou de fazê-lo tomar uma atitude que este não deseja. Embora o ato de importunação e intimidação seja costumeiro nas interações entre grupos e pessoas, o termo bullying ganhou projeção sobretudo a partir dos constantes atentados em colégios nos Estados Unidos. Dessa forma, tornou-se uma preocupação central para pensar as práticas pedagógicas e, principalmente, as relações sociais que se descortinam na relação entre escola, família e sociedade.

Uma das características do bullying é seu caráter repetitivo, ou seja, trata-se de uma prática de abuso que acontece com regularidade e em um determinado contexto. Portanto, o bullying, mais do que um ação isolada motivada por uma briga pontual, é uma prática que se baseia na intimidação constante e permanente. É a cotidianização desses assédios que mina paulatinamente a autoestima e transforma a vida das vítimas do bullying em um pesadelo de perseguição e depreciação, ao passo que as ofensas vão sendo interiorizadas pelas vítimas, refletindo negativamente na capacidade de formação de uma autoimagem não distorcida.

Como combater o bullying escolar ?

O empoderamento e a valorização da diversidade são importantes temas e incentivos que podem ser inseridos em diversas matérias da grade curricular. É essencial que os funcionários e o corpo docente não ignorem quaisquer suspeitas de bullying. Ao menor sinal de provocação, são eles que possuem o poder de orientar os alunos a se respeitarem e terem empatia com os outros. Essa orientação tem o objetivo de fazê-los entender que cada indivíduo possui suas características, que isso não o faz melhor ou pior que o outro e que o desrespeito entre os alunos é inaceitável e só traz consequências ruins para ambas as partes.

O agressor

Os especialistas definem que, em geral, o agressor possui um comportamento provocador, passa a impressão de ser autoconfiante e pode ser popular entre os colegas. Às vezes, sua relação familiar é pouco afetiva ou apresenta uma rotina de constante pressão para a realização de atividades, seja na escola ou em casa.

A vítima

Costumam ser tímidas e menos confiantes, e carregam características consideradas distintas pelos demais, sejam estas: diferenças físicas, nomes incomuns, comportamento diferenciado ou quaisquer outras condições.

Tanto a vítima como o agressor sofrem, portanto, ambos devem ser tratados. Em muitos casos, o acompanhamento psicológico é importantíssimo para tratar as sequelas e auxiliar as crianças na relação com os estudos, a família e as emoções.

O tratamento também é importante para identificar o tipo de bullying e suas causas. Um psicólogo pode identificar, por exemplo, se a criança agressora possui algum transtorno de conduta. Caso este tipo de acompanhamento não esteja previsto por lei, é razoável aconselhar que os gestores locais busquem o SUS, clínicas universitárias ou serviços sociais para prestar o serviço.

foto:DR

fonte:Educando

 

IPO de Coimbra recebeu a Medalha da Cidade – Grau Ouro

Recentemente, o Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, E.P.E. foi agraciado com a distinção honorífica do Município de Coimbra, recebendo a Medalha da Cidade – Grau Ouro.

A atribuição desta medalha, é para a Instituição, um motivo de enorme orgulho dado que é, antes de mais, o reconhecimento do esforço feito pelos seus profissionais e da sua capacidade de adaptação e entrega.

Esta distinção é, ainda, particularmente gratificante, após um ano fortemente marcado pela pandemia, um ano de resiliência para todos, em que o IPO teve de se transformar rapidamente, procurando assegurar uma boa gestão da capacidade assistencial e simultaneamente tendo de reforçar a sua missão como Instituto de referência da doença oncológica na Região Centro, nomeadamente na resposta conferida a outros hospitais.

Perseguindo a melhoria contínua dos cuidados prestados, o IPO de Coimbra tem procurado afirmar-se como uma Instituição de referência nos cuidados de saúde ao doente oncológico, prestando cuidados de qualidade, acessíveis e em tempo oportuno, sendo a humanização uma premissa fundamental que norteia toda a sua atividade.

Nesta foto temos da esquerda para a direita: Enfermeiro Diretor, João Moreira, Diretora Clinica, Ana Pais, Presidente da CMC, Manuel Machado, Presidente do Conselho de Administração (CA) do IPO de Coimbra, Margarida Ornelas, Vereadora da CMC Regina Bento e Vogal Executivo do CA do IPO de Coimbra, Luís Filipe.

Os resultados alcançados só têm sido possíveis graças à enorme dedicação dos seus profissionais.

O IPO Coimbra tem em curso um exigente plano de investimentos, com mais de 37 milhões de euros de investimento recentemente adjudicado, dos quais se destacam a construção, ocorrida em 2020, do novo Bloco Operatório Periférico; a instalação de 2 novos aceleradores lineares; a concretização do Programa de Eficiência Energética e o início para breve da Empreitada de Requalificação do Edifício de Cirurgia/Imagiologia.

São investimentos que reforçam o IPO de Coimbra na sua capacidade de atuar no Concelho, no Distrito e na Região Centro.

A entrega desta distinção decorreu no âmbito da sessão solene do Dia da Cidade de Coimbra,  que se assinalou em honra da sua padroeira, Isabel de Aragão, a Rainha Santa. A atribuição desta medalha representa um assinalável marco nestes já longos anos de história do IPO de Coimbra.

Carlos Chaves Monteiro tece críticas fortes ao governo face aos sete médicos na Guarda

Depois da conferência de imprensa, Carlos Chaves Monteiro refere em comunicado  sobre a colocação de apenas 7 médicos na Guarda

“Só sete médicos na Guarda é um ataque direto de António Costa e Marta Temido à cidade!”

Carlos Chaves Monteiro, presidente da Câmara da Guarda e candidato às próximas autárquicas, denuncia o Ministério da Saúde por, em 1073 médicos para todo o país, só ter destinado à Guarda… sete clínicos! O Ministério não colocou qualquer médico nas especialidades de pediatria, de obstetrícia, de radiologia, de oftalmologia, de cardiologia ou de cirurgia na Guarda. “É inaceitável a desfaçatez do Governo”, indigna-se o autarca.

O candidato do PSD à Câmara Municipal da Guarda e atual presidente do município, Carlos Chaves Monteiro, mostrou a sua indignação com a discriminação feita à cidade e à região no concurso para a contratação de médicos para as áreas de medicina geral e familiar, saúde pública e hospitalar. Foi numa conferência organizada
este sábado de manhã que o autarca falou do despacho com aviso n.º 12330-A/2021 publicado a 1 de julho, quinta-feira, em Diário da República, determinando a abertura
das 1073 vagas para todo o país… das quais apenas sete para a Guarda.

“É absolutamente inaceitável a desfaçatez do Governo ao ignorar a Guarda, os seus serviços de saúde e, sobretudo, os utentes desta região que precisam de cuidados
médicos”, afirma Carlos Chaves Monteiro, presidente da Câmara Municipal da Guarda. “Considero que esta limitação a sete médicos se trata de um ataque direto e
propositado do Governo de António Costa e da ministra da Saúde, Marta Temido, a esta cidade e a este concelho! Não se entende como é que pretendem colmatar as falhas
existentes – que são graves e do conhecimento público! – no Hospital Sousa Martins e nos centros de saúde da Guarda”.

Carlos Chaves Monteiro chama também a atenção para o facto de haver todos os anos médicos que vêm para a Guarda fazer os seus estágios, que se adaptam à cidade,
que querem passar a viver nela permanentemente, mas que não o podem fazer porque o Ministério da Saúde não abre vagas na Unidade Local de Saúde da Guarda que
permitam a sua fixação. “É um círculo vicioso que mantém a região da Guarda, e não só a sua cidade e o seu concelho, carentes de cuidados médicos há anos, uma situação
que a pandemia da Covid-19 veio acentuar”, afirma o candidato do PSD a presidente da Câmara.

Segundo o autarca, o silêncio e a ineptidão do Conselho de Administração da ULS da Guarda, bem como da Secretaria de Estado da Ação Social, sediada na Guarda,
mostram que ambas as entidades estão a pactuar com a decisão do Governo. “Em nome de todos os guardenses, exijo que o Governo reverta de imediato esta injustiça e exijo
explicações de todos os envolvidos: do Governo, da ministra da Saúde, da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Secretaria de Estado aqui sediada e,
claro, da Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda”.

“Uma ofensa para a Guarda”

O aviso de abertura do recrutamento de médicos prevê, somente, uma vaga para pneumologia, uma para saúde pública, uma para ortopedia, uma para
otorrinolaringologia e três para medicina interna. “O Ministério da Saúde não colocou qualquer médico nas especialidades de pediatria, de obstetrícia, de radiologia, de
oftalmologia, de cardiologia ou de cirurgia na Guarda, apesar de serem serviços altamente deficitários que apenas sobrevivem graças ao esforço do trabalho extraordinário dos médicos residentes e de prestações de serviço”, afirma Carlos Chaves Monteiro.

O autarca considera o diploma publicado “uma ofensa para a Guarda” e pede mais médicos para as especialidades. “Não se percebe como é que o Governo anuncia obras para os serviços de pediatria e obstetrícia e não recruta médicos para estas áreas. Será que nos estão a enganar com as obras?”, questiona. “Exigimos a abertura de vagas para mais médicos. Só assim é que os serviços médicos na Guarda irão funcionar com meios adequados para prestarem os cuidados de saúde de que os seus utentes precisam. Só assim é que será possível fixar médicos internos no Interior e adequar as unidades do Serviço Nacional de Saúde na região às reais necessidades da população”.

Celorico da Beira-Caminhada Solidária “Dou Mais Tempo à Vida”

Vai acontecer em Celorico da Beira , a Caminhada Solidária , no dia 24 de julho,  integra a Iniciativa Solidária “Dou Mais Tempo à Vida- Juntos Venceremos o cancro”, a decorrer em toda a Região Centro até final de setembro. A ação visa a promoção de estilos de vida saudáveis, sobretudo através do exercício físico e alimentação saudável.

 Dou Mais Tempo à Vida – Juntos Venceremos o Cancro” (DMTV) é o lema desta iniciativa solidária a decorrer na Região Centro até setembro. Celorico da Beira associa-se à ação, organizando uma caminhada solidária,  que pode ser realizada de forma individual ou em pequenos grupos, com horários e percursos livres.

A ação tem em vista a promoção de estilos de vida saudáveis, sobretudo da prática de exercício físico. É possível participar independentemente da idade, género, condição física, lugar de execução da atividade física ou do horário que for mais conveniente.

As inscrições (5 euros) devem ser feitas junto dos voluntários do Grupo de Voluntariado Comunitário de Celorico da Beira da LPCC. O participante recebe uma t-shirt “Dou Mais Tempo à Vida”, e desta forma está também solidariamente a apoiar o doente oncológico e a sua família. Tendo em conta a adaptação à atual conjuntura da pandemia por Covid-19, a iniciativa realizar-se-á no cumprimento das recomendações das Autoridades de Saúde. Relembramos que a participação na atividade implica o cumprimento de todas as orientações, nomeadamente as relativas à desinfeção das mãos, utilização de máscara e de distanciamento físico.

O DMTV, nestes termos, vem substituir as habituais caminhadas solidárias na comunidade. Os participantes poderão produzir e partilhar pequenos vídeos ou fotografias, exibindo a t-shirt “Dou Mais Tempo à Vida e a atividade realizada, para posterior partilha online.  Os registos deverão ser enviados para o email voluntariado.nrc@ligacontracancro.pt.