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Concelhia do PS Guarda reage aos acontecimentos políticos na cidade mais alta

Teve lugar, na sede do PS Guarda, ao fim da tarde desta terça-feira, uma conferência de imprensa, pela Concelhia do PS Guarda, sobre os acontecimentos políticos nos últimos dias nas cidade da Guarda:

“Todos assistimos, em choque, e com grande perplexidade, aos acontecimentos
políticos dos últimos dias, na nossa Cidade. A Guarda foi notícia nacional, mas,
infelizmente, pelos piores motivos. Da Cidade mais alta têm saído, por estes dias,
exemplos de fraca elevação por parte dos seus principais responsáveis políticos.

O Partido Socialista, ciente de que vivemos um momento de acrescida
responsabilidade, por força do combate à pandemia da COVID-19, não pode deixar
de repudiar, veementemente, os lamentáveis acontecimentos que transportaram para
a praça pública conflitos político-partidários passíveis de ferir o prestígio e a
honorabilidade, que devem estar subjacentes ao exercício dos cargos de Presidente
da Câmara e de Presidente da Assembleia Municipal.
Numa altura em que todos temos o dever de estar juntos, mais unidos do que nunca,
colocando de parte interesses políticos, partidários e, até, ideológicos, focando-nos,
com todas as nossas forças, na luta desigual contra o coronavírus, consideramos,
verdadeiramente vergonhoso que aqueles que têm o dever de liderar, com empenho
e responsabilidade, este difícil combate, decidam entreter-se em guerrilhas partidárias
de ambição política pessoal, ao invés de cuidarem de cumprir, com zelo e
responsabilidade, as funções para as quais foram eleitos com os votos dos
Guardenses.
É que, Álvaro Amaro já tivemos um e, felizmente, foi-se embora. Era o que mais
faltava, estarmos, agora, a sujeitar os Guardenses a este exercício confrangedor de
um braço de ferro, para ver qual será a sua melhor imitação.
Quem não se sentir capaz de contribuir para a estabilidade de que a Guarda precisa,
que saia!
Depois deste insólito acontecimento, pensamos que se impõe, aos atores políticos
que nele intervieram, uma reflexão séria, acerca das condições que têm para
continuarem no exercício dos seus cargos.

Esta é a segunda vez que o Partido Socialista se apresenta, responsavelmente, como
solução, em nome da Guarda e dos Guardenses, face aos problemas internos do
PSD.
Se o PSD não se sentir em condições de assegurar o normal funcionamento das
instituições, neste caso, do órgão deliberativo, que saiba tirar as devidas
consequências.
O Partido Socialista estará disponível para apresentar uma solução para a Assembleia
Municipal, que seja capaz de garantir um funcionamento digno porque, desta forma,
é a própria função fiscalizadora sobre o executivo que pode ficar, a partir deste
momento, ferida de dúvida. E o executivo precisa de escrutínio e fiscalização. O
executivo não pode ter, neste conflito com a Presidente da Assembleia Municipal,
desculpas para não trabalhar.

A mesa da Assembleia Municipal tem de refletir se tem condições para prosseguir e
o PSD tem de refletir se deve, ou não, manter-lhe a confiança política. Mas o poder
deliberativo na cairá na rua. O Partido Socialista cá estará para poder apresentar uma
solução, pois estamos conscientes de que à mesa da Assembleia Municipal compete
a coordenação do exercício do poder deliberativo e fiscalizador, com exigência e
sentido de responsabilidade, em nome dos interesses da Guarda, e sem ter em vista
a gestão de ambições pessoais, ou em função de conflitos de fação.
O cargo de presidente da Assembleia Municipal não é um cargo de eleição direta.
Não tem de ser exercido pelo cabeça de lista de uma bancada, nem indicado pelo
partido mais votado. Trata-se de uma escolha feita por todos os eleitos, deputados
ou membros por inerência (presidentes de junta).
O PS está, por isso, disponível para propor uma solução que salvaguarde o pleno
cumprimento das obrigações da Assembleia Municipal. Depois de todos estes
acontecimentos, mais do que nunca, exige-se uma presidência de Assembleia
Municipal que atue pela razão, na defesa do interesse público e não pela emoção, ou
em nome de estratégias pessoais ou partidárias.

É este sentido de responsabilidade que, mais uma vez, o Partido Socialista está
disponível para oferecer, diante de mais uma crise no partido que tem a maioria para
governar, mas que está, com as suas guerras internas, a fazer a perder tempo à
Guarda.

O Partido Socialista continua a reafirmar, tal como já o fez anteriormente, a sua
disponibilidade para contribuir para ajudar os Guardenses, com as suas ideias, com
as suas propostas e com o seu trabalho, a ultrapassar esta crise, adotando uma postura
de responsabilidade, pautada pelos princípios essenciais da colaboração, da
convergência e da cooperação.
A Guarda sabe que pode contar, como sempre, com a responsabilidade do Partido
Socialista que, livre de condicionamentos políticos e de jogos de interesses partidários
e de ambições pessoais, cumprirá o seu papel, assumindo-se, cada vez mais, como a
alternativa credível e necessária pela qual os Guardenses anseiam”.

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