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JSD Guarda reage em relação ao cancelamento da FIT Guarda

Depois da morte da Cultura, a machadada no Turismo

Em comunicado, a JSD Guarda repudia veementemente a opção política do Presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, que anunciou, na passada segunda-feira, “apenas e só, aos jornalistas ali presentes”, que não vai haver Feira Ibérica de Turismo em 2023, “evitando assim, covardemente, a discussão pública na reunião de Câmara”.

Em nota de imprensa, a Juventude Social Democrata da Guarda questiona o executivo atual e o Movimento “Pela Guarda”, que considera “completamente à deriva” e “sem visão”, “a definhar em desejos provincianos, sem olhar à importância estratégica de políticas e eventos, mas apenas à caça ao voto”.

“Se já haviam matado a Cultura, dão agora, com orgulho, mais uma machadada no Turismo”. “A governação PG não tem quaisquer prioridades mediatas – é um exercício de incoerência, um autêntico fiasco”.

De facto, para os jovens laranjas “não há uma visão ibérica nem tampouco internacional para o Turismo da Guarda, que vai morrer sem estratégia que lhe valha”. “Para além de estranhamente não ter marcado presença na FITUR 2023, em Madrid, onde poderia ter integrado, tal como Castro Daire, Fundão, Seia ou Almeida, o stand das “Terras da Transumância”, o Município anuncia agora o fim da Feira Ibérica de Turismo”.

Perante esta notícia, a JSD lança, “até porque está em voga”, “um breve questionário” ao executivo camarário e ao seu Presidente:

  1. “Numa altura em que o Governo afirma ter resolvido o dossier Hotel Turismo e promete a Pousada da Juventude da Guarda já no verão; e numa altura em que temos já os Passadiços do Mondego, a estratégia de promoção turística do território passa por acabar, desde logo, com a Feira Ibérica de Turismo (FIT)?
  2. Quando apresentaram à Guarda o Orçamento Municipal para 2023 (67 milhões de euros), a FIT fazia parte do mesmo. Passado um mês (conhecido já um saldo de gerência superior a 11 milhões), deixou de fazer?
  3. Como é que se chega ao valor de 1 milhão e 100 mil euros, quando o evento custava menos de metade? Conseguem justificar e explicar aos cidadãos, com transparência e detalhe, este valor?
  4. Já se conhecia o referido valor em dezembro passado ou estamos outra vez a falar em números empolados e feitos para assustar? Se já conhecia o valor, porque prometeu o presidente, várias vezes, que iria executar a FIT?
  5. Quando é que o Município vai intervir na Avenida de São Miguel e no Bairro do Bonfim, obras para as quais dizem, demagógica e implicitamente, estarem destinados os fundos aqui poupados?
  6. Na senda da poupança ora sindicada, o Município vai também abdicar da Feira Farta ou das Festas da Cidade ou do Wine Fest ou da Volta a Portugal ou dos Santos do Bairro ou da Cidade Natal, por exemplo?
  7. O Município não reconhece o mínimo potencial neste evento ou simplesmente não tem capacidade para o executar (ao contrário de outros, de menor dimensão), na senda do que fez com a recusa do dinheiro da DG Artes ou com o projeto ambicioso que existia para requalificar o Centro Escolar de S. Miguel?
  8. Este anúncio é uma suspensão ou é o fim definitivo da FIT?
  9. A vereadora que tutela o pelouro do Turismo partilha desta visão, discorda dela ou optará, tal como a vereadora da Cultura, pelo silêncio ensurdecedor?
  10. Sérgio Costa vai assumir ou assumiu já os referidos pelouros?”

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