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Liturgia do Batismo do Senhor Ano C

Tempo de NATAL – ano C

BATISMO DO SENHOR (ANO C)

Neste Domingo encerramos as festas litúrgicas natalícias, celebrando o baptismo que Jesus recebeu no rio Jordão, antes de iniciar a etapa pública da sua vida. Foi uma manifestação de Deus, dando-nos a conhecer que Jesus é o Filho de Deus, o ungido do Espírito de Deus, Aquele que anuncia a Boa Nova aos pobres. Em certa ocasião, numa reunião com os pais que pediam o baptismo para o seu filho ou sua filha, foi feita a seguinte pergunta: “Quando o vosso filho for grande, como gostariam que ele fosse?”. Várias respostas surgiram: “boa pessoa”, “feliz”, “responsável”, “com êxito na vida”, “com valores”, “que ame e se sinta amado”, “que seja generoso”, e outras. De entre todas as respostas, alguém disse: “já que pedimos o baptismo para os nossos filhos, que eles possam conhecer, amar e seguir os ensinamentos de Jesus”. E a reunião prosseguiu, abordando a vida como um dom, falando dos sinais do amor de Deus, dos sinais e momentos da celebração e do compromisso dos pais para com os seus filhos. A beleza do baptismo de algumas crianças e a festa do Baptismo de Jesus faz-nos recordar o nosso baptismo e encaminhar a nossa vida, segundo a condição de filhos e filhas de Deus, porque o Espírito de Deus habita em nós. O evangelho apresenta-nos o Baptismo de Jesus como um momento determinante que assinala a passagem da sua vida oculta em Nazaré para uma vida totalmente entregue ao serviço da Boa Nova da salvação. As pessoas eram baptizadas por João no rio Jordão e Jesus também foi: “quando todo o povo recebeu o baptismo, Jesus também foi baptizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência”. É evidente que o baptismo de água que as pessoas recebiam das mãos de João no Jordão é diferente do baptismo do Espírito Santo que recebe Jesus. “Eu baptizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu…Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”. Trata-se de um baptismo que supõe uma missão, já anunciada pelo profeta Isaías e que se cumprirá em Jesus: “não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra”, com um estilo peculiar: “não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega”. Na casa de Cornélio, quando alguns pagãos receberam o Espírito Santo, falando de Jesus, Pedro disse: “Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele”. O baptismo cristão não é o baptismo de João, que era somente um sinal externo de um desejo de purificação. O baptismo de Jesus é um sinal do dom do Espírito Santo que faz nascer uma vida nova. A água e o fogo, que purificam do mal, do pecado e do egoísmo, fazem nascer uma vida nova, renovada, transformada para viver o amor a Deus e ao próximo. Este Domingo é propício para renovar a consciência do que significa sermos membros de um povo de baptizados no Espírito, da família dos filhos de Deus que tem a missão de anunciar a Boa Nova de Jesus. Sintamo-nos casa do Espírito de Deus, filhos amados do Pai, enviados ao mundo, com humildade e convicção, para fazer o bem e transmitir a luz, o amor, a liberdade, a paz e a bondade de Deus, o único capaz de transformar os corações. Que todos os baptizados em Cristo vivam o dom que receberam no dia do seu baptismo. Que todos os baptizados se deixem conduzir pelo espírito de Amor, de comunhão, de respeito pelas diferenças, de liberdade, de compromisso pela verdade, pela paz e pela justiça.

 

LEITURA ESPIRITUAL

Do baptismo de Cristo ao nosso baptismo Que grande mistério foi o baptismo de nosso Senhor e Salvador! O Pai faz-Se ouvir do alto do céu, o Filho foi visto na Terra, o Espírito Santo mostrou-Se na forma de uma pomba. Com efeito, não há verdadeiro baptismo nem verdadeira remissão dos pecados onde não houver a verdade da Trindade. O baptismo que a Igreja dá é único e verdadeiro; só se faz, portanto, uma vez, e ao sermos nele mergulhados uma só vez ficamos purificados e renovados. Purificados, porque deixamos a mancha dos pecados; renovados, porque ressuscitamos para uma vida nova depois de nos termos despido da vida velha do pecado. Portanto os céus abriram-se no baptismo do Senhor, a fim de que, pelo banho do novo nascimento, descobríssemos que o reino dos Céus está aberto aos crentes, segundo esta palavra do Senhor: «Ninguém, a menos que nasça da água e do Espírito, poderá entrar no Reino de Deus» (Jo 3,5). Entra, pois, aquele que renasce e que não negligencia a preservação do seu baptismo. Uma vez que Nosso Senhor veio trazer o novo baptismo para a salvação do género humano e a remissão de todos os pecados, Ele próprio quis ser o primeiro baptizado, não para se despojar do pecado, pois não cometera pecado, mas para santificar as águas do baptismo com o fim de destruir os pecados de todos os crentes renascidos pelo baptismo. (São Cromácio de Aquileia,?-407, bispo, Sermões sobre a Epifania, 34; CCL 9A, 156-157).

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09-01-2022

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