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Pedro Gomes e André Almeida brilham no Trail Running

E nunca se esqueçam “NÃO PRECISAS DE UMA RAZÃO, APENAS DE UM TRILHO”…

1andre 1pedroO Trail Running é uma das modalidades que vai estando em voga atualmente, onde também o grau de adesão tem subido gradualmente a cada dia que passa.

Como estamos inseridos numa zona montanhosa, com itinerários ótimos para a prática da modalidade.

Deste modo fomos conversar com dois atletas que vão alcançando alguns bons resultados na modalidade e aqui da zona, falamos de André Almeida, natural de Figueiró da Granja e Pedro Gomes de Fornos de Algodres, são jovens que aos poucos vão -se desenvolvendo e representando Fornos de Algodres onde quer que passem.

Magazine serrano – Como nasceu o gosto pelo Trail Running?
André Almeida– O gosto começou o ano passado, no início do ano, quando nos convidaram, a mim e à minha namorada, a participar numa prova deste género. Embora tenha participado na prova em versão não competitiva, conheci uma nova modalidade que até então era totalmente desconhecida por mim, que junta, desde exercício físico, natureza, convívio, camaradagem e muito mais. Nascendo assim, desde então, o bichinho pelo Trail.
Pedro Gomes – Correr só por correr nem era algo que me cativa-se particularmente. Contudo a corrida surgiu por necessidade. Após deixar o futebol por incompatibilidade horária com minha atividade profissional ganhei peso com relativa facilidade por ter um estilo de vida sedentário. Comecei a correr só em estrada e participei em algumas provas de 10 e 21 quilómetros, contudo comecei a achar a corrida de estrada demasiado monótona e resolvi inscrever-me no Inatel Ultra Trail Piódão em março de 2015. É uma modalidade fascinante, podemos aliar o desporto ao contacto com a natureza, ao turismo e à possibilidade de conhecer locais que de outra forma não conheceria. É também uma modalidade com uma grande carga emotiva, de autoconhecimento e superação.

MS – Para os mais distraídos, descreva-nos um Trail Running em traços gerais?
AA– O Trail é uma atividade realizada na natureza, onde em vez de se correr em pistas ou em estrada, o percurso é feito em trilhos. É uma prova em terrenos de desníveis acentuados, onde se pode correr, caminhar e até fazer uma espécie de escalada, usando caminhos de estradão florestal, corta fogos, carreiros estreitos, ribeiras, entre outros obstáculos que a organização, deste tipo de eventos, decidir implementar.
PG – O Trail Running é um tipo de corrida na montanha que consiste essencialmente em correr por trilhos, preferencialmente inacessíveis de qualquer outra forma. É uma atividade que se caracteriza por possuir grandes desníveis e elevada dureza. Pode ser realizado na montanha, mas também em meio urbano (Urban Trail Running). Quem pratica estas provas procura descobrir o melhor da natureza aliado à prática desportiva.
MS – O André e o Pedro têm vindo a crescer na modalidade e a alcançar preciosos resultados?
AA– O objetivo da prática este desporto é essencialmente para o meu bem estar físico e mental, como diz o velho ditado “corpo são, mente sã”. Tento dar sempre o meu melhor a cada prova que participo, tentando me superar sempre que possível, tudo o que vier para além disso, é sempre bem vindo.
PG – O essencial é ter prazer e divertir-me naquilo que faço. Sou um atleta amador, não ambiciono resultados, apenas procuro superar-me. Contudo, como é óbvio os tímidos resultados que tenho conseguido acabam por dar uma motivação extra, principalmente nos dias em que está frio o chuva e não apetece nada sair à rua para treinar.

MS – De certo dedica muitas horas ao treino e algumas precauções para estar em forma?
AA– Para poder aguentar as dificuldades inerentes desta modalidade é preciso algum treino, de facto. No entanto confesso que sou um pouco preguiçoso, mas como se costuma dizer, o que custa é começar, e depois de calçar as sapatilhas a vontade é mais forte. Por isso sempre que posso, e quando o horário de trabalho permite, tento fazer o meu treininho, e acrescentar uns quilómetros às pernas. Como as provas de trail tem diferentes tipos de terreno, torna-se um tipo de corrida muito técnica, tendo que prepara o corpo para esses obstáculos, até para evitar lesões que são sempre desagradáveis.
PG – Tento correr entre 50 a 80 quilómetros semanais, contudo poderá sempre variar um pouco em função da preparação das provas em participo e também da disponibilidade profissional. Além disso pratico Crossfit para poder ter maior estabilidade e resistência muscular e tento manter uma alimentação saudável e equilibrada.

MS – Que objetivos têm para este novo ano 2016 a nível desportivo?
AA – Como terminei o ano transato a participar em provas de curta distância, este ano quero aumentar um pouco nos quilómetros, sair da minha zona de conforto. De resto quero continuar a desfrutar das belas paisagens, conhecer novos sítios, novas gentes, que esta modalidade e a natureza nos podem proporcionar.
PG – Para 2016 o principal objetivo é estabilizar-me na modalidade e superar-me a nível de distâncias maiores, nomeadamente nos 100 quilómetros. Vou também participar nos circuitos nacionais de Trail e de Ultra-trail Running, organizado pela Associação de Trail Running de Portugal.
MS – O Trail Running é uma modalidade cada vez mais em ascensão? A nossa região é bastante propícia? 
AA– De facto é uma modalidade que tem vindo a crescer e a ter mais conhecimento. Nas provas mais difíceis, com paisagens fantásticas, e essencialmente com uma boa organização, as inscrições tendem a esgotar num abrir e fechar de olhos, chegando mesmo a atingir um número grande de participantes.
Sendo a nossa região uma zona montanhosa, tem potencial para serem realizadas provas deste género. As nossas paisagens e terreno merecem ser percorridos por todos os adeptos e curiosos desta modalidade. Poderia ser um bom evento a realizar no nosso concelho de Fornos de Algodres, ao qual iria querer estar presente para ter o prazer de “saborear as nossas terras” em modo trail.
PG – O Trail Running é a modalidade que mais rápido tem crescido no nosso país, quer a nível de praticantes que na organização de provas. Temos provas a nível nacional que acolhem mais de 1000 participantes, nas quais inscrições esgotam em 5/10 minutos, sendo que em algumas delas só se consegue vaga por sorteio, tal como já acontece em outros países onde a modalidade já está mais consolidada. A nossa região tem excelentes condições para a prática do Trail Running em virtude de nos encontrarmos numa localização geográfica privilegiada, dada a proximidade da Serra da Estrela. Demonstração disso, são as provas de renome nacional que já se organizam por cá, nomeadamente: O Estrela Grande Trail em Manteigas – organizado por Armando Teixeira, uma das principais referências nacionais do trail running, o Oh Meu Deus em Seia, e o EstrelAçor Ultra Trail que começa e termina em Linhares da Beira.
MS – Que conselho deixa a quem queira iniciar-se agora na modalidade?
AA – Um dos grandes benefícios deste desporto, para além de fazer bem à saúde, ajuda a sair da rotina do dia-a-dia. Correr na natureza, além do próprio contacto com um ambiente mais natural e relaxante, não obriga a uma velocidade alta e a uma preocupação tão grande com tempos. É um treino mais divertido e mais satisfatório, o que ajuda a manter a motivação necessária para continuar a correr de uma forma regular. Por isso, aconselho que aproveitem o que esta modalidade tem de melhor, a natureza, mas acima de tudo que a respeitem.
PG – Essencialmente que se divirtam e que usufruam do contacto com a natureza, deixando-a tal e qual como a encontraram.
MS – Que apoios conta para poder competir?
AA– Conto com o apoio psicológico de amigos e familiares, e financeiramente com o meu apoio 😉 Participo em provas de Trail por gosto próprio, faz-me sentir bem, tanto fisicamente como psicologicamente, por isso tenho que “jogar” com as despesas pessoais e estudar as provas que posso participar sem prejudicar as contas no final do mês.
PG – Não conto com qualquer tipo de apoios, em todas as competições em que participo tudo é pago do meu próprio bolso, desde inscrições, material obrigatório necessário para determinadas provas, deslocações, estadias, alimentação…

Reportagem de António Pacheco

fotos:LB/AA

 

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