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Avisos e Liturgia do 3º Domingo Advento(Ano A)

a)      Este Domingo é conhecido pelo nome de “Gaudete”, palavra latina que inicia a antífona de entrada deste dia: Alegrai-vos. Muitas vezes, estas antífonas dão o mote à celebração comunitária: hoje, é um convite à alegria que nos aparece também na primeira leitura. Hoje, inicia-se a segunda fase deste percurso pedagógico do Advento: o mistério da encarnação aparece mais explícito. Isaías e o evangelho, através do simbolismo usado, ajudam-nos a descobrir o Messias desejado. Para esta descoberta, é-nos pedida a paciência na segunda leitura.

 

b)      No Domingo passado, reflectimos no estilo de vida, na linguagem e no tema central da pregação de João Baptista. A sua pregação parecia ser ameaçadora, porque dizia para os fariseus e saduceus que não se podia escapar à justiça que estava iminente: “O machado já está posto à raiz das árvores”. A sua pregação tinha como finalidade preparar a humanidade para a justiça de Deus que seria posta em prática por Jesus Cristo. João Baptista foi preso por causa das suas convicções. Enviou a Jesus os seus discípulos com a pergunta: “És Tu Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?”. Jesus responde, convidando a observar o que está a acontecer: aqueles que são desprezados pela sociedade são atendidos, ou seja, recuperam a vista, a saúde, o ouvido, ressuscitam e recuperam a sua dignidade. Esta é a Justiça do Reino. É esta a justiça que os cristãos terão de praticar. Porém, não podemos esquecer que os milagres são sinais de uma realidade espiritual. É preciso, então, contemplar a acção libertadora do Messias numa dupla dimensão: a espiritual e a material. Esta é a nova forma de expressão da presença de Deus no meio dos homens e das mulheres. A missão de João foi preparar a vinda da justiça de Deus. Jesus afirma que João Baptista é o maior dos profetas, mas viver segundo os critérios do Reino é muito mais importante: “Mas o menor do Reino do Céus é maior do que ele”. Esta é a missão para todos os que desejam viver no Reino: viver a justiça da misericórdia.

15-12-2019

c)       Para esta missão, é muito importante a paciência. Como é necessário falar dela, quando à nossa volta há tanta falta desta virtude. Na segunda leitura, São Tiago, para nos falar da paciência, apresenta-nos o exemplo do lavrador que “espera pacientemente o precioso fruto da terra, aguardando a chuva temporã e tardia” e ano após ano conforma-se com a colheita, dependendo sempre do clima estável ou instável. A vida espiritual é muito parecida com esta imagem, especialmente no ambiente de comunidade paroquial. A falta de paciência e o desinteresse pelo o outro dificultam viver a esperança. Passa-se de um desejo para a ansiedade (querer o imediato das coisas). A paciência pelo encontro com Deus deve ser serena, tranquila, mesmo com momentos de sofrimento e de insegurança, mas nunca pode ser uma paciência passiva, porque supõe luta, trabalho, firmeza, sem perder a serenidade.

d)      As primeiras palavras da leitura de Isaías introduzem os aspectos importantes que o profeta quer salientar: “Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a terra árida”. Estas palavras convidam-nos a encarar a realidade de outra maneira. O deserto, o lugar onde reina o mal, pode florescer. O combate contra o mal faz surgir uma nova realidade, aquela com a qual Jesus se identificava quando os discípulos de João lhe perguntavam pela sua identidade. Então, será com esta realidade que todos nos devemos identificar. Teriam que ser os nossos sinais de identidade, concretizados por Deus. A travessia do deserto é um trabalho pessoal, mas também é comunitário, ou seja, de toda a comunidade que caminha. E é muito importante ter a capacidade de, enquanto caminhamos, olhar o bem que surge e que floresce. Nem tudo é um jardim, mas pouco a pouco tudo se pode ir transformando. A alegria surge graças à fé. Não é algo banal, é um desejo de esperar o Amor, porque é com amor que Deus salva. Temos de aprender a maneira de amar de Deus e só assim viveremos com alegria. Há que fazer um exercício pessoal… que cara temos? Não se trata de olhar os outros, mas de nos olharmos interiormente e ver se a alegria do amor de Deus habita em nós. A alegria existe, quando nos sentimos amados por Deus: “Aí está o vosso Deus”, vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-nos”.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano A - Tempo do Advento - 3º Domingo - Boletim Dominical II

Avisos e Reflexão das Paróquias de Aguiar da Beira

igreja AB3ºDomingo da Quaresma-Ano A

19-03-2017

A Palavra de Deus que hoje nos é proposta afirma,essencialmente, que o nosso Deus está sempre presente ao longo da nossa caminhada pela história e que só Ele nos oferece um horizonte de vida eterna, de realização plena, de felicidade perfeita. A primeira leitura mostra como Jahwéh acompanhou a caminhada dos hebreus pelo deserto do Sinai e como, nos momentos de crise, respondeu às necessidades do seu Povo. O quadro revela a pedagogia de Deus e dá-nos a chave para entender a lógica de Deus, manifestada em cada passo da história da salvação. A segunda leitura repete, noutros termos, o ensinamento da primeira: Deus acompanha o seu Povo em marcha pela história; e, apesar do pecado e da infidelidade, insiste em oferecer ao seu Povo – de forma gratuita e incondicional – a salvação.
O Evangelho também não se afasta desta temática… Garante-nos que, através de Jesus, Deus oferece ao homem a felicidade (não a felicidade ilusória, parcial e falível, mas a vida eterna). Quem acolhe o dom de Deus e aceita Jesus como “o salvador do mundo” torna-se um Homem Novo, que vive do Espírito e que caminha ao encontro da vida plena e definitiva.
A modernidade criou-nos grandes expectativas. Disse-nos que tinha a resposta para todas as nossas procuras e que podia responder a todas as nossas necessidades. Garantiu-nos que a vida plena estava na liberdade absoluta, numa vida vivida sem dependência de Deus; disse-nos que a vida plena estava nos avanços tecnológicos, que iriam tornar a nossa existência cómoda, eliminar a doença e protelar a morte; afirmou que a vida plena estava na conta bancária, no
reconhecimento social, no êxito profissional, nos aplausos das multidões, nos “cinco minutos” de fama que a televisão oferece… No entanto, todas as conquistas do nosso tempo não conseguem calar a nossa sede de eternidade, de plenitude, dessa “mais qualquer coisa” que nos falta para sermos, realmente, felizes.

A afirmação essencial que o Evangelho de hoje faz é: só Jesus Cristo oferece a água que mata definitivamente a sede de vida e de felicidade do homem. Essa “água viva” de que Jesus fala faz-nos pensar no batismo. Para cada um de nós, esse foi o começo de uma caminhada com Jesus… Nessa altura acolhemos em nós o Espírito
que transforma, que renova, que faz de nós “filhos de Deus” e que nos leva ao encontro da vida plena e definitiva. Atentemos no pormenor do “cântaro” abandonado pela samaritana, depois de se encontrar com Jesus… O “cântaro”significa e representa tudo aquilo que nos dá acesso a essas propostas limitadas, falíveis, incompletas de felicidade. O abandono do “cântaro” significa o romper
com todos os esquemas de procura de felicidade egoísta, para abraçar a verdadeira e única proposta de vida plena. Eu estou disposto a abandonar o caminho da felicidade egoísta, parcial, incompleta, e a abrir o meu coração ao Espírito que Jesus
me oferece e que me exige uma vida nova? A samaritana, depois de encontrar o “salvador do mundo” que traz a água que mata a sede de felicidade, não se fechou em casa a gozar a sua descoberta; partiu para a cidade, a propor aos seus concidadãos a verdade que tinha encontrado?